Tendências do Futuro: o ensino de habilidades de vida

Nesse artigo escrito pela equipe da plataforma de educação Idapt, em parceria com o IsCool App, você saberá como o ensino de habilidades de vida estará presente nas escolas nos próximos anos

Se você fosse apostar em uma tendência que vai ditar os próximos anos na Educação brasileira, o que você diria? Tecnologia, Inteligência Artificial, Gamificação? Nós acreditamos fortemente que todos os 3 terão um grande espaço nos próximos anos. Porém, se fôssemos apostar em uma, seria no ensino de habilidades de vida nas escolas.

E isso se dá por um motivo muito especial: a aprovação da BNCC. Os dois últimos anos foram de grande impacto para a Educação Básica no Brasil, através da formalização de diretrizes e dos aprendizados essenciais que todo estudante tem direito, através da implementação da Base Nacional Comum Curricular.

O Governo, através da BNCC, entendeu que sempre existiu uma grande desigualdade entre o que as crianças e jovens aprendiam, dependendo de cada região do Brasil. Por isso, fez um esforço conjunto para balizar o Ensino e garantir o direito de aprender de todo aluno brasileiro.

BNCC dita competências de ensino, que de acordo com ela são “definidas como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”. E isso é que chamamos de habilidades de vida.

Mas como o ensino dessas habilidades estará presente nas escolas nos próximos anos? É o que você verá neste artigo.

Baixe o e-book “Como será a Escola do Futuro: 4 Tendências da Educação nos próximos anos”.

Mundo hiperconectado e superinformado

O ensino de habilidades de vida será essencial para as escolas que querem prosperar nos próximos anos. Em um mundo cada vez mais conectado, acelerado e com uma quantidade assustadoramente grande de informações e dados, o aluno que souber lidar com essas quantidades de informações sairá em vantagem.

Além disso, quando a quantidade virtualmente inacabável de informação está na ponta dos dedos, é natural o surgimento de sentimentos de ansiedade, sobrecarga e insegurança. Afinal, como você pode ficar tranquilo e focar nas coisas importantes da sua vida quando todas as informações do mundo estão chegando no seu celular?

É fundamental que as escolas, nos próximos anos, ajudem e ensinem o aluno a reconhecer e lidar com essa quantidade absurdamente grande de informações e, o mais importante de tudo, saiba transformar isso em conhecimento que pode ser utilizado nos desafios da vida.

O poder das redes sociais

Os jovens de hoje vivem em um mundo onde a internet e as redes sociais são as forças que comandam a sociedade. Alguns anos atrás, moda, opinião, política, consumo e até estilo de vida eram influenciados por dois grandes canais de mídia: o cinema e a televisão.

Hoje, no entanto, a influência é feita por uma legião de influenciadores e pessoas comuns, que curtem, comentam, compartilham a sua opinião, gravam vídeos e mandam mensagens. Tudo em uma velocidade ultrarrápida e a todo momento.

Isso muda completamente a forma como os jovens enxergam o mundo. Para eles, a influência é um direito seu. Ele pode influenciar, assim como pode ser influenciado por inúmeras pessoas da sua escolha.

Aqui está o problema: a tendência do mundo hoje faz com que as pessoas somente compartilhem coisas boas e evitem falar das outras partes da vida.

Um jovem que é influenciado por esses estilos de vida que focam na diversão, no prazer e no consumo, passa a acreditar que esse é o padrão que deve ser alcançado. Isso faz com que ele acredite que momentos não tão positivos, mas ainda sim extremamente comuns e naturais na vida, como tristeza, tédio e frustração devam ser evitados e que são um verdadeiro fracasso pessoal.

A escola nos próximos anos precisará atuar fortemente em habilidades que ajudem o aluno a lidar com essa pressão constante exercida pelas redes sociais, como inteligência emocional, autoconhecimento e capacidade de lidar com expectativas.

O mundo exige constante transformação

É fato que, por muito tempo, a vida era vista como um check-list de tarefas. Uma pessoa deveria estudar, fazer uma faculdade, conseguir um estágio, casar e procurar um emprego para o resto da vida. Hoje não é mais assim.

Os jovens do futuro precisarão se reinventar muitas vezes ao longo da vida e o castelo de realizações precisará ser montado e remontado constantemente. Pesquisas mostram que um profissional da Geração Z mudará de emprego não 2, mas em média 15 vezes enquanto estiver no mercado.

Inclusive, já fizemos um artigo anteriormente sobre o Futuro do trabalho: o que as escolas precisam saber. Saiba mais!

Hoje, o mundo está repleto de profissões que não existiam há 10 anos e, cada vez mais, surgem novas profissões e novos caminhos. A segurança e a previsibilidade não serão alcançadas com o emprego da vida toda, mas com a capacidade de lidar e se adaptar a cada nova mudança.

Nesse cenário, o papel da escola, e da família, será formar os jovens para serem eternos alunos, não mais do tipo que esperam a informação do professor, mas dos que buscam e aprendem por conta própria, sempre que precisarem. A escola nos próximos anos precisará ensinar ao jovem não mais conceitos fixos, mas o próprio conceito de aprendizagem.

Desenvolvimento de Inteligências Múltiplas nos alunos

Os colégios que inserem o ensino de habilidades de vida e o uso da tecnologia dentro das suas bases pedagógicas são os que mais conseguem desenvolver as Inteligências Múltiplas nos seus alunos.

Os jovens possuem contato com novos estímulos, e por isso, compartilham mais experiências entre si e se tornam mais habilidosos em se adaptar a diferentes cenários. Essa mudança na rotina geral estabelecida contribui para um aumento na inteligência interpessoal e empatia dos alunos. Duas habilidades fundamentais ao longo da vida e que devem ser valorizadas dentro e fora da escola.

Para uma escola desenvolver Inteligências Múltiplas, é necessário um esforço em conjunto. De um lado, entender a importância delas na vida dos alunos, trazendo atividades e tecnologias que trabalhem isso. Do outro, observando o interesse deles e buscando maneiras de passar o conhecimento e despertar valores de uma forma divertida e prazerosa.

Para isso, a escola pode usar e abusar de plataformas como a Idapt. Idapt é primeira plataforma de conhecimento de vida para jovens do Brasil. Com cursos descolados e divertidos, eles unem o ensino de habilidades de vida com a diversão de um jogo repleto de experiência e aventura. 

Na Idapt, os alunos aprendem desde Economia, Educação Financeira e Autoconhecimento até Criatividade, Empreendedorismo e Liderança, assuntos alinhados com a BNCC e que desenvolvem o jovem e o preparam para a vida e para o mundo moderno.

Conclusão

Como vimos, os desafios de hoje não são acessar informação ou ter um emprego para a vida toda. O jovem de hoje precisa aprender a lidar com o excesso de estímulos, a escolher as melhores alternativas no meio de tantas opções e a construir uma vida realmente feliz e com propósito, tudo isso em um mundo onde tudo muda a cada segundo.

O papel da escola, nesse cenário, é criar um novo modelo de educação, adaptado ao mundo real, que ensine o jovem a questionar e refletir, em vez de absorver e aceitar informação. E isso é feito através do ensino de habilidades de vida.

Diante de todas essas demandas completamente novas e diferentes, o ensino dessas habilidades transforma a escola em um ambiente acolhedor, focado na vida real e que não baseia a educação somente em bagagens teóricas, mas em vivências e experiências.

Quer saber mais sobre o ensino focado na realidade e quais serão as tendências para a Educação nos próximos anos? Baixe o e-book “Como será a Escola do Futuro: 4 Tendências da Educação nos próximos anos”.