2020: um ano para valorizar os professores

Em meio a uma pandemia global, os professores se tornaram ainda mais vitais; em homenagem a este profissional que tanto amamos, buscamos o depoimento emocionante de alguns docentes queridos para saber como tirar o melhor proveito de uma situação difícil como a qual estamos todos lidando

Neste dia 15 de outubro de 2020, as comemorações do dia dos professores terão um significado ainda mais especial. Afinal, os docentes têm trabalhado ao máximo para ajudar os alunos a se ajustarem ao ensino a distância desde que a quarentena do Covid-19 começou, em março desse ano.

De lá para cá, são eles que sentem a pressão diária, trabalhando horas para criar lições do zero e redesenhar os conteúdos para um ambiente on-line. Muitos, ao mesmo tempo em que, como pais, se descobriram tentando conciliar o trabalho em casa com a ajuda às crianças no aprendizado à distância.

Não é à toa que memes rapidamente começaram a circular na internet com os pais destacando como os educadores deveriam receber mais.

Como parte desse coro em prol aos mestres de norte a sul do país, nós do Blog do IsCool App decidimos prestar uma pequena homenagem pedindo que 4 deles (todos usuários IsCool App) contassem um pouco mais sobre suas missões e, claro, sobre como têm se destacado nessa nova realidade do professor: youtuber, editor de vídeos, influencer… 

E apesar das dificuldades relacionadas ao trabalho neste ano, todos eles parecem mais preocupados com seus alunos do que com eles próprios. Será o segredo? Confira:

Lacuna de conquistas

“Infelizmente, por mais que a gente tenha realizado nosso trabalho, alguns alunos vão apresentar lacunas em relação à aprendizagem”, disse Renata Castilho de Almeida Reis, 44 anos, professora no Colégio Anglo Morumbi, em São Paulo-SP. “Mas, vamos correr atrás assim que terminar essa pandemia e atender às necessidades de todos”.

Renata, que começou a trabalhar aos 17 anos como auxiliar de sala numa escola infantil, disse que um dos pontos positivos da pandemia é que agora o professor foi valorizado. A gratidão das famílias, disse ela, é fundamental.

Para ela, ser professor é uma profissão que exige muito esforço, muito preparo e comprometimento. “Nós não paramos, nós temos medo de errar, mas nada que paralise. Somos como os médicos, também não paramos de estudar. A educação sempre se renova. Eu até hoje estudo, termino uma pós, faço outra. O processo de aquisição da leitura e da escrita já mudou tanto! É um trabalho muito extenso e muito gratificante também”.

A alfabetizadora conta que todos os anos recebe famílias ansiosas com o processo de alfabetização dos alunos. “Imagine com a pandemia? Logo no início, as famílias já me cobravam uma resposta de como seria. Além de todos os diálogos, a minha maior preocupação foi acolher as famílias também. Comecei a propor a participação das mães nas aulas para tranquilizá-las”, conta.

Eu trouxe essas famílias para perto e deu certo. Criamos um vínculo muito forte! Até hoje elas participam de minhas aulas”. Segundo Renata, ainda assim não é a mesma coisa que uma aula presencial. “Tem momentos que a gente sai frustrada da aula on-line, daí eu corro para o aplicativo, envio um link, mudo a estratégia e faço acontecer”.

Rompendo a monotonia

O professor de biologia Jodir Pereira da Silva, de 51 anos, ecoou essa preocupação em relação às aulas on-line, observando que mais recentemente, está sendo difícil motivar os alunos a abrirem suas câmeras, a interagirem.

“Isso é muito difícil para nós. Sempre digo que, em muitos momentos das aulas, não estou bem certo de quem está ensinando e de quem está aprendendo. Essa troca é fundamental, e a distância não permite que seja igual ao presencial. Não conseguir perceber as reações dos alunos (positivas e negativas) que nos ajudam a balizar as atividades de aula, é uma perda muito importante”, lamenta.

Mesmo assim, os professores estão encontrando maneiras de romper a monotonia das salas de aula virtuais. Com 29 anos de profissão, Jodir, que leciona no Colégio Progresso, em Campinas-SP, acredita que momentos de descontração são importantes diante dessa situação.

Às vezes, o professor utiliza recursos de microscopia (mostrando estruturas de folhas que pega no seu jardim, ou lâminas de coleções que possui). “Uso fotos que faço (inclusive em casa, durante a pandemia), mas sempre procuro manter o bom humor com os alunos”, ressalta.

Quando teve ameaça de nevar em São Paulo, em agosto desse ano, Jodir deixou a câmera fechada nas saudações de bom dia e, quando abriu, estava vestido com óculos espelhados, touca de lã e cachecol. “Os alunos morreram de rir. Eu disse que estava preparado para a chegada da neve e que minhas câmeras estavam preparadas, caso algum pinguim surgisse na porta de casa”, conta.

A pandemia, como ilustrei aqui trouxe muitas outras possibilidades. Houve perdas irreparáveis, é verdade. Mas do ponto de vista educacional, estamos aprendendo muito”, disse o professor.

Na sua opinião, é fundamental dominar as novas tecnologias educacionais. “Arrisco dizer que quem não se reinventar, terá dificuldades no mercado profissional”, finaliza.

Evoluir e inovar sempre

Denise Maria Possobom, 50 anos e professora de inglês no Colégio Moraes, em Americana-SP, disse que obter a atenção dos alunos e desenvolver uma aula prazerosa, é ainda a maior dificuldade nesses tempos de pandemia.

“A pandemia nos trouxe os desafios da tecnologia e da inovação e, apesar de as dificuldades encontradas para assimilar as plataformas e a tecnologia em si, foi um ganho maravilhoso”, disse Denise, que leciona há 29 anos.

“Deu a nós professores a possibilidade de mostrar o quanto somos capazes de evoluir e inovar sempre. Conhecimento para o resto da vida”, disse Denise que é conhecida como “teacher” pelos alunos.

O que mais me move é a paixão por ensinar e os desafios que a profissão traz. A possibilidade de trabalhar com faixas etárias diferentes, me traz novos desafios a cada dia e aprendizado também. Nunca uma aula é igual à outra, mesmo sendo em turmas do mesmo nível”, comenta.

Segundo ela, o papel do professor é o daquele que aprende sempre e estuda sempre também. “É o motivador, o mediador e o condutor do conhecimento. Porém, tudo deve estar centrado no aprendizado do aluno”.

Ela espera que depois disso tudo que vivemos, o professor seja mais valorizado e que no futuro, mais pessoas possam ser tocadas pelo desejo de se tornarem professores. “Espero que entendam que sem professor não conseguimos ter conhecimento em área alguma e que a valorização do professor venha pela importância que ele tem, em todos os segmentos”.

Novo vírus, problemas antigos

Mesmo antes dos desafios deste ano, a maioria das pessoas tinha apenas uma vaga ideia dos problemas que os educadores enfrentam. Com a maior exposição dos professores nas casas das famílias, foi possível perceber como a rotina de um professor pode ser desafiadora.

“Acredito que a educação on-line era uma realidade que se aproximava, já que nossos alunos são nativos digitais. No entanto, precisamos aprender como fazê-la na correria. Improvisando, experimentando. Um pouco, às cegas. Foi uma reinvenção forçada, mas inevitável”, disse Gabriele Sanches, que ensina Português e Redação no Colégio Progresso, em Campinas-SP.

Ela disse que talvez a educação precisasse desse susto para se refazer. “Agora, acho que vivemos um momento contraditório, pois ainda tentamos ‘encaixar’ o tradicional no virtual. Precisamos, mesmo, de um olhar novo sobre o currículo e os sistemas didáticos e assim tornar o modelo de ensino on-line mais adequado às novas gerações”.

Gabriele disse ao blog do IsCool App que ela nunca tinha falado antes para as câmeras. Ela disse que seu trabalho, até então coletivo, colaborativo, barulhento, tornou-se muito silencioso e solitário.

Digo que precisei reaprender a fazer o que já sabia. Atualizei minhas aulas e passei a usar outra linguagem, outras ferramentas, para manter a qualidade do meu trabalho”, disse Gabriele que leciona desde 2011.

Para ela, o professor é o mediador da relação entre o conhecimento e a mente em formação. Ele tem a obrigação de identificar as melhores estratégias para atingir cada um de seus alunos com conhecimentos e referências de mundo.

“O professor, muitas vezes, complementa a educação que vem de casa. O professor acolhe, mas, sobretudo, o professor dá ferramentas objetivas e subjetivas para seus alunos serem aquilo que desejarem ser. Tanto no âmbito acadêmico, quanto nas vivências gerais”, ressalta.

Segundo a professora, o futuro do professor é ser um mediador hibrido. “Ele falará com seus alunos on-line, mas não deixará de estar na escola, com as mãos sujas de giz. Ele deverá se adaptar e conversar com as tecnologias, enquanto se mantém especialista em uma boa aula tradicional”, disse.

O bom professor, de acordo com Gabriele, está disposto oferecer a melhor aula, em qualquer contexto. “No futuro, o bom professor terá conteúdo, propriedade e muita atualização”.

Acredito que um dos maiores desafios é a construção de um relacionamento produtivo entre a escola e a família, na qual, pais e professores sejam coautores dos processos de aprendizagem”, conclui ela.

Is Cool App é destaque no SBT

Aplicativo de comunicação é citado como ferramenta que tem substituído a agenda de papel e facilitado a vida de pais, alunos e da escola

IsCool App_SBT_Imprensa

O IsCool App foi destaque na edição do VTV Gente, jornal televisivo transmitido pelo canal SBT – Sistema Brasileiro de Televisão no dia 10 de abril. O tema da matéria foi a substituição das tradicionais agendas de papel para o aplicativo de comunicação escolar, que reúne, entre suas diversas funcionalidades, todas as informações do dia a dia da escola na ponta dos dedos dos pais, facilitando a vida não somente das famílias e dos alunos, mas também dos pais.

Em destaque, está o Colégio Anglo Vinhedo, da Rede Atmo, case de sucesso do IsCool App pela alta taxa de adesão dos usuários. Na entrevista, a diretora Luciane Moura M. de Carvalho explica como a implantação da ferramenta foi um sucesso entre o corpo pedagógico, administrativo e os próprios pais e alunos, por trazer mais eficácia ao dia a dia do colégio.

Na visão prática da plataforma, a reportagem traz a opinião real de pais e alunos que se beneficiam da praticidade que o app trouxe à rotina escolar, além de um sentimento maior de proximidade e participação.

O IsCool App ganhou ainda mais voz com a fala da gerente de produto e relacionamento, Tálita Barão, sobre como essa nova realidade tem sido recebida por toda a comunidade escolar, transformando o jeito de as escolas se comunicarem e se relacionarem.

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