5 aprendizados de 2020 para a educação

Uma retrospectiva deste ano tão incomum para o setor e as lições que levaremos para 2021 e para o resto de nossas vidas docentes

Todos os desafios que vivemos na educação em 2020 trouxeram muitos aprendizados para 2021. Por isso, é importante relembrar as principais mudanças dos últimos meses. Pois, com certeza, elas influenciarão as decisões que estão por vir no novo ano.

Tudo corria bem na educação em 2020, até março. A partir deste mês, começou a paralisação das aulas por todo o Brasil. Enquanto, pelo mundo, conforme lembrado em publicação do Guia do Estudante, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) iniciava a contagem global sobre os impactos do coronavírus na educação mundial. Naquele mês, já era possível contabilizar consequências em 22 países de três continentes.

Então, as escolas passaram a fechar as portas. E, como solução para a suspensão das atividades presenciais, surgiram as aulas remotas, com milhões de pessoas transformando suas casas em ambientes de ensino.

Ao chegar em outubro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou a permissão das aulas remotas até dezembro de 2021. Entretanto, atualizou a decisão para que esta forma de ensino continue enquanto durar a pandemia. Além disso, o início das aulas presenciais nas universidades foi postergado pelo MEC (Ministério da Educação) para 1 de março.

Sendo assim, o que podemos prever na educação em 2021 é que muitas redes de ensino permanecerão on-line ou ativas de forma híbrida. Outras, por sua vez, retomarão as atividades presenciais com apoio dos governos, como em São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, conforme publicado nesta matéria da Folha de São Paulo recentemente.

Muitas instituições e famílias acreditam que o fechamento das salas prejudica o aprendizado e a saúde física e mental dos estudantes, enquanto a reabertura não ofereceria riscos, porque o ambiente escolar é considerado seguro.

Independente do desfecho e das opiniões, o fato é que já iniciamos 2021 com um novo olhar. Vamos retomar aqui os ensinamentos da educação de 2020 para o futuro.

5 principais ensinamentos da educação em 2020 para 2021

O que as mudanças que ocorreram na educação em 2020 têm a nos ensinar? Com tantas novidades, pudemos obter muitos aprendizados. Entretanto, como eles devem influenciar as decisões do setor em 2021? Para esclarecer estas questões, listamos em 5 tópicos os principais ensinamentos que este ano atípico trouxe para a evolução do ensino no Brasil e no mundo. Confira!

1. Explorar a criatividade

A criatividade dos profissionais reinou na educação em 2020. E esta deve permanecer ainda mais presente nas atividades de 2021. Isso porque o ensino híbrido, que integra a educação on-line e off-line, segue como a principal solução para manter a atualização dos alunos.

Desta forma, devido ao cenário de imprevisibilidades, os educadores precisam continuar adotando estratégias criativas para colocar o ensino híbrido na prática, conforme já abordamos aqui no blog.

E, neste sentido, o formato oferece a vantagem de os profissionais proporcionarem aos alunos uma participação nas aulas com maior autonomia. Agora, a tendência é incentivar os estudantes a tomarem suas próprias decisões e cumprirem com suas tarefas de forma mais ativa.

Com criatividade, é possível explorar várias metodologias ativas de ensino no modelo híbrido por meio do mundo virtual. Desde a sala de aula invertida, ao laboratório rotacional, a divisão por estações, ou até mesmo a rotação individual.

Portanto, explorar a imaginação e capacidade de improvisação é um importante aprendizado obtido com as mudanças da educação em 2020, que deve ser perpetuado para 2021. Ao acrescentar e utilizar mais recursos, a experiência do aluno junto ao educador será ainda melhor aproveitada.

 2. Cuidado nunca é demais

Álcool em gel e máscara tornaram-se itens essenciais a qualquer saída de casa, independentemente do objetivo. Logo, as escolas que puderam retomar ou planejam atividades presenciais, precisam seguir protocolos sanitários ainda mais rígidos.

E as principais orientações já foram listadas pelo MEC (Ministério da Educação) no Protocolo de Biossegurança para o retorno das aulas, lançado em julho. No documento, estão todos os cuidados que as instituições devem adotar em suas atividades presenciais na educação em 2021.

De acordo com o documento, cabe às escolas realizar a aferição da temperatura dos colaboradores e estudantes na entrada do estabelecimento e nas salas. Ainda é necessária a disponibilização de álcool 70% e álcool em gel 70% nos ambientes.

A limpeza deve ser realizada com mais frequência em locais com maior fluxo de pessoas, bem como em banheiros e salas. Além disso, nos bebedouros, deve ser evitado o contato direto com a superfície do aparelho, e fornecido recursos que possibilitem sua higienização, ou então este deve ser interditado.

Veja outras recomendações das autoridades para o retorno das atividades presenciais da educação em 2021:

  • Todos devem utilizar máscaras;
  • A equipe deve garantir o distanciamento social, respeitando o espaço mínimo de 1,5m entre as pessoas;
  • Os ambientes devem ter boa ventilação, por meio de janelas e portas abertas;
  • A limpeza de móveis, superfícies e utensílios deve ser priorizada;
  • O acesso de estudantes ao refeitório e praças de alimentação deve ser escalonado.
  • Caso alguém apresente sintomas, deve comunicar imediatamente.

Portanto, o que levamos de 2020 para 2021 é o aprendizado de que o cuidado com a higiene e práticas sanitárias deve ser prioridade, e cada vez mais intenso e constante. Pois os bons hábitos contribuem para que esta nova cultura se estabeleça.

3. A saúde mental deve ser priorizada

A discussão sobre saúde mental marcou presença nas pautas de 2020. E este assunto deve estar em pauta na educação em 2021. Isso porque ele influencia diretamente a relação entre alunos e professores.

Muitos estudos deste ano mostraram que os diagnósticos de doenças mentais aumentaram durante o ano. A ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), por exemplo, compartilhou que 89,2% dos psiquiatras entrevistados em levantamento relataram o agravamento de quadros psiquiátricos devido à pandemia. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores afetam diretamente a efetividade das aulas. Portanto, um importante aprendizado da educação 2020 para 2021 é incluir a atenção com a saúde mental no planejamento. Para tanto, é imprescindível que hajam discussões sobre como lidar com os aspectos emocionais entre os profissionais da rede de ensino. Este preparo pode trazer resultados significativos ao futuro da educação.

Em publicação da Revista Educação, é observado que haverão novas demandas de reinvenção das estratégias relacionadas às relações afetivas entre todos, como também do trabalho pedagógico. O conteúdo destaca que o educador é visto como um “porto seguro” de estudantes, famílias e gestores. Logo, para que esta responsabilidade não seja um peso entre as atribuições, é necessário um maior acolhimento dos profissionais.

“A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando”, completa a psicóloga Carla Eliane Szajdenfisz Jarlicht em entrevista ao veículo.

4. Gerenciamento de crise administrativa e financeira

Falamos muito sobre os educadores e estudantes, mas não podemos nos esquecer dos gestores da educação. Foram muitos os desafios impostos à administração e coordenação das redes de ensino em 2020. Agora, é importante desenvolver ações rumo à superação de perdas, para que a crise não afete o bom andamento das atividades, assim como as finanças.

Na cartilha “Enfrentamento da Covid-19 pela Gestão Escolar”, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) listou importantes ensinamentos sobre o que fazer neste gerenciamento.

Para começar, recomenda-se a criação de mais canais de comunicação – incluindo as redes sociais. Os gestores precisam manter todos atualizados sobre as realizações e os próximos passos. Isso evita riscos de boatos e informações falsas que podem comprometer os andamentos do planejamento.

Também é importante criar estratégias que fortaleçam a resiliência da comunidade escolar e, ainda, contribuam para a redução dos riscos de evasão. Além disso, o gestor precisa garantir os investimentos. Para isso, é importante avaliar cuidadosamente a previsão orçamentária para a educação em 2021.

 5. As ferramentas digitais: elas chegaram para ficar!

Se antes de 2020 as ferramentas digitais já nos ensinavam a trazer mais agilidade e praticidade ao ensino, no decorrer do ano isso só ficou ainda mais claro. E o uso da tecnologia na educação deve ser ainda mais intenso em 2021.

Lembra da matéria do Jornal da Globo que destacou o IsCool App? Nela, foi possível visualizar como as ferramentas digitais tornaram-se essenciais para manter o andamento e comunicação das atividades remotas da educação.

Isso porque os recursos tecnológicos permitem uma melhor comunicação entre escolas, estudantes e as famílias. O IsCool App, por exemplo, possibilita a publicação de comunicados, envio de arquivos, pesquisas, atendimentos, entre outras atividades essenciais para suporte às aulas remotas.

Assim, o aprendizado que fica é que não importa a distância física, a inovação supera fronteiras e é a aliada que chegou para facilitar o acesso ao conhecimento.

FONTES:

Guia do Estudante – https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/coronavirus-no-brasil-como-a-pandemia-prejudica-a-educacao/

G1 – https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/10/mec-autoriza-aulas-remotas-enquanto-durar-a-pandemia.ghtml e https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/08/mec-muda-previsao-e-preve-volta-as-aulas-presenciais-em-universidades-em-1o-de-marco.ghtml

Blog IsCool App – https://iscoolapp.blog/category/blog/ e https://iscoolapp.blog/category/imprensa/

MEC – https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/campanhas-1/coronavirus/CARTILHAPROTOCOLODEBIOSSEGURANAR101.pdf/view

Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/psiquiatras-veem-agravamento-de-doencas-mentais-durante-pandemia

Revista Educação – https://revistaeducacao.com.br/2020/07/09/aulas-emocional-de-alunos/

Sebrae – https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/cartilha_-_enfrentamento_da_covid-19_pela_gesta_o_escolar_1_1_.pdf

Planejando a recuperação financeira escolar

Retomar o ritmo financeiro saudável no novo normal envolve muito mais que reabrir os portões e fazer a matrícula de alunos; confira dicas

A pandemia do novo coronavírus tem impactado a educação no mundo todo, principalmente no Brasil que se encontra no grupo de países com mais tempo de escolas fechadas desde o início da pandemia, segundo relatório da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Muitos pais acabaram tirando seus filhos das escolas assim que o ensino remoto foi implantado. Ao mesmo tempo, muitas famílias tornaram-se inadimplentes desde o início do isolamento social. O embate das mensalidades é, sem dúvida, um grande desafio das escolas particulares atualmente. Planejar a recuperação financeira escolar é desafiador.

De acordo com Mauro Antonio Cunico, gerente comercial da Edusoft Tecnologia, que fornece soluções para instituições de ensino de todo o Brasil, “a partir do momento em que os pais permaneceram em casa, e as escolas permaneceram fechadas, muitos optaram por cancelar as matrículas de seus filhos, gerando grande impacto financeiro nas instituições de ensino”.

Vale lembrar que nossa legislação obriga a matrícula de crianças a partir de quatro anos de idade, o que afetou ainda mais fortemente o setor da educação infantil. “Menores de quatro anos em sua maioria estão nas escolas por conta das atividades profissionais dos pais”, analisa Mauro.

Cancelamento de matrículas

À medida que muitos pais perderam seus empregos, consequentemente não conseguiram cumprir com suas obrigações financeiras junto à escola e não tiveram outra opção senão cancelar a matrícula de seus filhos, independentemente do nível de ensino.

“O impacto financeiro nas instituições de ensino foi muito significativo, culminando inclusive com o encerramento da atividade de muitas”, observa o representante da Edusoft.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, 12 mil alunos trocaram a escola particular pela pública, entre janeiro e agosto de 2020, no estado. Entre as principais causas estão a incerteza econômica provocada pela quarentena, além do aumento do desemprego. Dessa forma, o contexto econômico das escolas particulares é muito incerto.

4 dicas para vencer os desafios financeiros causados pela pandemia

Não perder os alunos atuais e captar novos alunos é o grande desafio do momento. “O foco deve estar no crescimento. Como a tendência é que a renda familiar diminua, as escolas precisam estar preparadas para um cenário financeiro mais acirrado.”

São vários os pontos a se considerar para que o futuro da instituição não seja comprometido, inclusive a guerra de preços com concorrentes. Traçar um plano estratégico para aplicação direta com os clientes é fundamental. Por isso, separamos 4 dicas que podem ser um norte ao gestor escolar nesta tratativa direta com os pais:

1 – Embate das mensalidades: busque acordo

Desde que a educação a distância começou a ser ofertada pelas escolas particulares, os pais passaram a questionar a cobrança da mensalidade integral. O raciocínio das famílias parte do princípio que os cursos típicos de EAD possuem custos inferiores aos cursos presenciais que exigem a manutenção de toda uma infraestrutura para serem oferecidos.

Uma vez que as escolas estão fechadas, os pais deduzem que houve uma redução dos gastos da instituição de ensino, como contas de água, luz e telefone. Por outro lado, as escolas precisaram manter os salários dos professores e funcionários, assim como outras despesas fixas, como aluguel. Isso sem contar os gastos com novos equipamentos e softwares de ensino remoto.

Daí o embate em relação à cobrança das mensalidades. Visando solucionar essa questão, uma nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, ressalta que as instituições de ensino não foram responsáveis por seu fechamento, pedindo bom senso para a negociação de descontos ou reduções nas mensalidades.

Para os pais com dificuldade em honrar as mensalidades do ano letivo de 2020 cabe um bom processo de negociação”, diz Mauro. Segundo ele, isso permitirá manter os filhos matriculados para o ano letivo de 2021 e garantirá o recebimento das mensalidades de forma mais rápida (a judicialização da cobrança sempre é morosa e “pega mal”, especialmente diante do atual cenário).

Vale lembrar que o acordo entre escola e pais é sempre a melhor saída para os embates de mensalidade. O momento requer mais do que nunca que as relações de consumo sejam negociadas e pautadas nos pilares da boa-fé, da transparência e do bom senso, pois, ambos os lados estão sendo afetados diante desta situação inusitada.

2 – Ações para evitar a inadimplência

Diante de um cenário de incertezas, inclusive sobre a retomada das aulas presenciais, é importante que a escola demonstre o seu valor para que as famílias priorizem ou até mesmo antecipem os pagamentos das mensalidades escolares.

De acordo com o gerente comercial da Edusoft, um bom processo comercial de captação de alunos também ajudará. “Promoções conjuntas com empresas próximas a sua escola, descontos para pagamentos com pontualidade ou para planos de recorrência podem ajudar a captar novos alunos aumentando assim a receita de 2021”.

Uma estratégia interessante é oferecer descontos e vantagens para quem pagar de forma antecipada, o também chamado “desconto fidelidade”. Isso pode incentivar as famílias a antecipar os pagamentos, evitando assim a inadimplência. Outra forma de convencer os pais é oferecer o cashback, tão em voga atualmente.

A palavra cashback (originária do inglês, que significa “dinheiro de volta”), prevê devolver parte do dinheiro ao consumidor em compras de produtos. No caso da escola, o dinheiro retornado aos pais pode ser utilizado na compra de uniforme ou material escolar, por exemplo.

3 – Fortaleça a comunicação com pais e alunos

A comunicação mais efetiva com as famílias gera um impacto positivo em toda comunidade, permitindo que a escola saia deste evento mais forte e competitiva.

Vale ressaltar que a concorrência com outras instituições pela aquisição de alunos deverá ser ainda mais acirrada para 2021. Muitas escolas poderão optar em baixar as mensalidades para garantir que não haja evasão escolar e que novos alunos se matriculem para o próximo ano letivo.

Brigar por preço num período em que as finanças já se encontram comprometidas é desafiador, porém, a escola poderá optar em valorizar ainda mais os seus diferenciais e assim convencer os pais de que é a melhor opção, sendo o melhor custo-benefício para os alunos. Uma das maneiras de se fazer isso é mantendo uma comunicação estreita e transparente com pais e alunos.

4 – Redução de custos para evitar aumento das mensalidades

Com um ano tão complicado como 2020, manter a saúde financeira da instituição é um grande desafio. Para Mauro, o momento exige austeridade financeira. “Infelizmente repassar essa despesa para os pais não parece ser a melhor forma, ao menos nesse momento”, ressalta ele.

Para o gerente comercial, um olhar cuidadoso para “dentro de casa” pode oferecer boas alternativas para buscar esse equilíbrio, reduzindo custos e garantindo a manutenção de receita, mantendo-se competitivo no mercado.

“Assim como a pandemia nos empurrou para a realização de aulas on-line, os demais processos da instituição devem ser revistos”, sinaliza.

Entre as medidas, ele cita alguns exemplos do que pode ser feito pela escola:

  • Automatização de processos de secretaria e financeiro, reduzindo processos manuais, de operação e infraestrutura;
  • Matrícula e rematrícula com assinatura digital de contrato, evitando custos com impressão e correios;
  • Melhores negociações de taxas bancárias, reduzindo os custos mensais com boletos;
  • Renegociação de valores com fornecedores;
  • Oferta de pagamento de mensalidades de forma recorrente no cartão de crédito, reduzindo a inadimplência;
  • Automatização de cobrança de inadimplência após 90 dias do vencimento, reduzindo o impacto de caixa com altos índices de inadimplência;
  • Aumento da captação de alunos, mantendo um comercial proativo na instituição;
  • Comunicação mais efetiva e transparente com as famílias, de fácil acesso e gerenciável através de aplicativo isso garante a satisfação dos pais aumentando a credibilidade da escola. Gera valor automaticamente e aumenta o vínculo com a escola;
  • Disponibilizar o máximo de informações e serviços aos pais através de um portal ou aplicativo, permitindo que ele tenha acesso às consultas, documentos e possa fazer solicitações à escola a qualquer momento. Desta forma reduz atividades internas e deixa o atendimento mais ágil.

Saiba mais

A Edusoft é uma empresa de soluções para instituições de ensino que atende desde a educação infantil à universidade e conta com mais de 35 anos de mercado. Entre seus produtos está o sistema de gestão escolar totalmente integrado ao aplicativo IsCool App, tornando mais segura, prática e efetiva o input de informações do dia a dia da instituição escolar. Conheça mais sobre a empresa e seus produtos clicando aqui.

2020: um ano para valorizar os professores

Em meio a uma pandemia global, os professores se tornaram ainda mais vitais; em homenagem a este profissional que tanto amamos, buscamos o depoimento emocionante de alguns docentes queridos para saber como tirar o melhor proveito de uma situação difícil como a qual estamos todos lidando

Neste dia 15 de outubro de 2020, as comemorações do dia dos professores terão um significado ainda mais especial. Afinal, os docentes têm trabalhado ao máximo para ajudar os alunos a se ajustarem ao ensino a distância desde que a quarentena do Covid-19 começou, em março desse ano.

De lá para cá, são eles que sentem a pressão diária, trabalhando horas para criar lições do zero e redesenhar os conteúdos para um ambiente on-line. Muitos, ao mesmo tempo em que, como pais, se descobriram tentando conciliar o trabalho em casa com a ajuda às crianças no aprendizado à distância.

Não é à toa que memes rapidamente começaram a circular na internet com os pais destacando como os educadores deveriam receber mais.

Como parte desse coro em prol aos mestres de norte a sul do país, nós do Blog do IsCool App decidimos prestar uma pequena homenagem pedindo que 4 deles (todos usuários IsCool App) contassem um pouco mais sobre suas missões e, claro, sobre como têm se destacado nessa nova realidade do professor: youtuber, editor de vídeos, influencer… 

E apesar das dificuldades relacionadas ao trabalho neste ano, todos eles parecem mais preocupados com seus alunos do que com eles próprios. Será o segredo? Confira:

Lacuna de conquistas

“Infelizmente, por mais que a gente tenha realizado nosso trabalho, alguns alunos vão apresentar lacunas em relação à aprendizagem”, disse Renata Castilho de Almeida Reis, 44 anos, professora no Colégio Anglo Morumbi, em São Paulo-SP. “Mas, vamos correr atrás assim que terminar essa pandemia e atender às necessidades de todos”.

Renata, que começou a trabalhar aos 17 anos como auxiliar de sala numa escola infantil, disse que um dos pontos positivos da pandemia é que agora o professor foi valorizado. A gratidão das famílias, disse ela, é fundamental.

Para ela, ser professor é uma profissão que exige muito esforço, muito preparo e comprometimento. “Nós não paramos, nós temos medo de errar, mas nada que paralise. Somos como os médicos, também não paramos de estudar. A educação sempre se renova. Eu até hoje estudo, termino uma pós, faço outra. O processo de aquisição da leitura e da escrita já mudou tanto! É um trabalho muito extenso e muito gratificante também”.

A alfabetizadora conta que todos os anos recebe famílias ansiosas com o processo de alfabetização dos alunos. “Imagine com a pandemia? Logo no início, as famílias já me cobravam uma resposta de como seria. Além de todos os diálogos, a minha maior preocupação foi acolher as famílias também. Comecei a propor a participação das mães nas aulas para tranquilizá-las”, conta.

Eu trouxe essas famílias para perto e deu certo. Criamos um vínculo muito forte! Até hoje elas participam de minhas aulas”. Segundo Renata, ainda assim não é a mesma coisa que uma aula presencial. “Tem momentos que a gente sai frustrada da aula on-line, daí eu corro para o aplicativo, envio um link, mudo a estratégia e faço acontecer”.

Rompendo a monotonia

O professor de biologia Jodir Pereira da Silva, de 51 anos, ecoou essa preocupação em relação às aulas on-line, observando que mais recentemente, está sendo difícil motivar os alunos a abrirem suas câmeras, a interagirem.

“Isso é muito difícil para nós. Sempre digo que, em muitos momentos das aulas, não estou bem certo de quem está ensinando e de quem está aprendendo. Essa troca é fundamental, e a distância não permite que seja igual ao presencial. Não conseguir perceber as reações dos alunos (positivas e negativas) que nos ajudam a balizar as atividades de aula, é uma perda muito importante”, lamenta.

Mesmo assim, os professores estão encontrando maneiras de romper a monotonia das salas de aula virtuais. Com 29 anos de profissão, Jodir, que leciona no Colégio Progresso, em Campinas-SP, acredita que momentos de descontração são importantes diante dessa situação.

Às vezes, o professor utiliza recursos de microscopia (mostrando estruturas de folhas que pega no seu jardim, ou lâminas de coleções que possui). “Uso fotos que faço (inclusive em casa, durante a pandemia), mas sempre procuro manter o bom humor com os alunos”, ressalta.

Quando teve ameaça de nevar em São Paulo, em agosto desse ano, Jodir deixou a câmera fechada nas saudações de bom dia e, quando abriu, estava vestido com óculos espelhados, touca de lã e cachecol. “Os alunos morreram de rir. Eu disse que estava preparado para a chegada da neve e que minhas câmeras estavam preparadas, caso algum pinguim surgisse na porta de casa”, conta.

A pandemia, como ilustrei aqui trouxe muitas outras possibilidades. Houve perdas irreparáveis, é verdade. Mas do ponto de vista educacional, estamos aprendendo muito”, disse o professor.

Na sua opinião, é fundamental dominar as novas tecnologias educacionais. “Arrisco dizer que quem não se reinventar, terá dificuldades no mercado profissional”, finaliza.

Evoluir e inovar sempre

Denise Maria Possobom, 50 anos e professora de inglês no Colégio Moraes, em Americana-SP, disse que obter a atenção dos alunos e desenvolver uma aula prazerosa, é ainda a maior dificuldade nesses tempos de pandemia.

“A pandemia nos trouxe os desafios da tecnologia e da inovação e, apesar de as dificuldades encontradas para assimilar as plataformas e a tecnologia em si, foi um ganho maravilhoso”, disse Denise, que leciona há 29 anos.

“Deu a nós professores a possibilidade de mostrar o quanto somos capazes de evoluir e inovar sempre. Conhecimento para o resto da vida”, disse Denise que é conhecida como “teacher” pelos alunos.

O que mais me move é a paixão por ensinar e os desafios que a profissão traz. A possibilidade de trabalhar com faixas etárias diferentes, me traz novos desafios a cada dia e aprendizado também. Nunca uma aula é igual à outra, mesmo sendo em turmas do mesmo nível”, comenta.

Segundo ela, o papel do professor é o daquele que aprende sempre e estuda sempre também. “É o motivador, o mediador e o condutor do conhecimento. Porém, tudo deve estar centrado no aprendizado do aluno”.

Ela espera que depois disso tudo que vivemos, o professor seja mais valorizado e que no futuro, mais pessoas possam ser tocadas pelo desejo de se tornarem professores. “Espero que entendam que sem professor não conseguimos ter conhecimento em área alguma e que a valorização do professor venha pela importância que ele tem, em todos os segmentos”.

Novo vírus, problemas antigos

Mesmo antes dos desafios deste ano, a maioria das pessoas tinha apenas uma vaga ideia dos problemas que os educadores enfrentam. Com a maior exposição dos professores nas casas das famílias, foi possível perceber como a rotina de um professor pode ser desafiadora.

“Acredito que a educação on-line era uma realidade que se aproximava, já que nossos alunos são nativos digitais. No entanto, precisamos aprender como fazê-la na correria. Improvisando, experimentando. Um pouco, às cegas. Foi uma reinvenção forçada, mas inevitável”, disse Gabriele Sanches, que ensina Português e Redação no Colégio Progresso, em Campinas-SP.

Ela disse que talvez a educação precisasse desse susto para se refazer. “Agora, acho que vivemos um momento contraditório, pois ainda tentamos ‘encaixar’ o tradicional no virtual. Precisamos, mesmo, de um olhar novo sobre o currículo e os sistemas didáticos e assim tornar o modelo de ensino on-line mais adequado às novas gerações”.

Gabriele disse ao blog do IsCool App que ela nunca tinha falado antes para as câmeras. Ela disse que seu trabalho, até então coletivo, colaborativo, barulhento, tornou-se muito silencioso e solitário.

Digo que precisei reaprender a fazer o que já sabia. Atualizei minhas aulas e passei a usar outra linguagem, outras ferramentas, para manter a qualidade do meu trabalho”, disse Gabriele que leciona desde 2011.

Para ela, o professor é o mediador da relação entre o conhecimento e a mente em formação. Ele tem a obrigação de identificar as melhores estratégias para atingir cada um de seus alunos com conhecimentos e referências de mundo.

“O professor, muitas vezes, complementa a educação que vem de casa. O professor acolhe, mas, sobretudo, o professor dá ferramentas objetivas e subjetivas para seus alunos serem aquilo que desejarem ser. Tanto no âmbito acadêmico, quanto nas vivências gerais”, ressalta.

Segundo a professora, o futuro do professor é ser um mediador hibrido. “Ele falará com seus alunos on-line, mas não deixará de estar na escola, com as mãos sujas de giz. Ele deverá se adaptar e conversar com as tecnologias, enquanto se mantém especialista em uma boa aula tradicional”, disse.

O bom professor, de acordo com Gabriele, está disposto oferecer a melhor aula, em qualquer contexto. “No futuro, o bom professor terá conteúdo, propriedade e muita atualização”.

Acredito que um dos maiores desafios é a construção de um relacionamento produtivo entre a escola e a família, na qual, pais e professores sejam coautores dos processos de aprendizagem”, conclui ela.

Coronavírus: O que é o modelo híbrido de aprendizagem e como ele pode ajudar no retorno às aulas presenciais?

O Ensino Híbrido tem sido visto como solução durante o período de pandemia, mas envolve uma verdadeira mudança de mindset; confira a opinião do especialista sobre assunto e veja o exemplo de sucesso da Escola Evangélica Betel, de Manaus, que já abriu as portas para seus alunos

Mesmo quem não sabe o significado exato do Ensino Híbrido, imagina que é o que acontecerá no retorno às aulas presenciais durante a pandemia do Covid-19: uma mistura de ensino presencial com ensino remoto.

Se levarmos em conta a experiência da Escola Evangélica Betel, de Manaus/AM, isso se torna possível de acontecer nos demais estados do Brasil a partir do momento em que abrirem novamente as salas de aula para seus professores e alunos.

De acordo com a diretora pedagógica do colégio, Helen Aguiar, a pandemia acelerou o processo de implementação do ensino híbrido. “Nós percebemos que houve a melhora do rendimento escolar dos alunos a partir do retorno do ensino presencial”, conta a gestora.

Preparação para a retomada

A escola, que utiliza o IsCool App há 3 anos, retornou com o ensino presencial na primeira semana de julho de 2020, quando o estado do Amazonas autorizou a reabertura.

Segundo ela, atualmente a escola corre para nivelar o conhecimento dos alunos e cumprir o ano letivo com sucesso. “Monitoramos semanalmente a saúde de todos e, qualquer caso suspeito, devemos informar às autoridades. Até hoje, não houve contaminação e estamos reafirmando todos os processos para que isso não venha ocorrer”, esclarece.

Helen conta que a escola hoje tem 1.070 alunos. “Iniciamos o ano de 2020 com 1.200 alunos. Tivemos essas perdas durante o período da pandemia, mais fortemente na educação infantil, por conta de motivos financeiros ou porque as famílias acharam que não estava atendendo ao contrato”, diz.

Saldo positivo

O início do retorno, de acordo com a diretora, foi bem temeroso por parte das famílias. “Ainda estavam inseguros, mesmo a escola sendo rigorosa em protocolos de saúde. Então optamos pelo retorno com rodízio de 50% semanal. Hoje eles se sentem mais seguros, tanto que o número de presentes na primeira semana era de 20% e hoje é de 50%, o máximo permitido”, detalha.

As aulas na capital do Amazonas foram suspensas em 17 de março de 2020, com o decreto do governo pedindo o distanciamento social. O colégio Betel passou então a utilizar o Ensino a Distância (EAD), através de plataformas de ensino já utilizada por eles.

“Nós usamos aulas síncronas e assíncronas, encontros semanais pelo Google Meeting e aulas enviadas pelo Google Classroom, além do envio de atividades impressas e pela plataforma”, explica. Apesar de a escola estar preparada para o ensino remoto, a diretora acredita que as famílias não estavam. “A adaptação foi mais difícil para a família, mas hoje estão um pouco mais adaptados”, diz.

Também houve bastante queda na participação e rendimento dos alunos durante o período de isolamento social, segundo ela. “Muitos alunos relataram desmotivação, não queriam participar porque achavam chato, entre outros motivos”.

Comunicação sem ruído

A escola Betel, além de já estar preparada em termos de equipamento e internet, também diz ter obtido a eficácia necessária na comunicação com o uso do aplicativo de comunicação IsCoolApp antes mesmo da pandemia. “Como já utilizamos o IsCoolApp, não tivemos ruído de comunicação com os pais, pois eles estavam acostumados”.

Essa comunicação foi, inclusive, fundamental para o plano de ação de retorno às aulas presenciais. “Fizemos um plano de ação, com consultorias externas na área de educação e saúde para alinhar as práticas, principalmente em relação aos protocolos de segurança”, explica Helen.

De acordo com ela, a escola fez uma pesquisa em relação aos pais sobre o desejo de retornar ou não às aulas presenciais. “74% ficou a favor do retorno, mas ainda assim havia aqueles se sentindo inseguros. Diante disso, a escola optou por voltar a aula presencial, porém mantendo o ensino remoto para aqueles que preferiram ficar em casa”, ressalta.

Para a diretora, o aprendizado dessa experiência toda é que pessoas precisam de pessoas. “A educação é a base da nossa sociedade, é muito mais importante estarmos juntos, do que passar apenas conteúdo para eles. Esperamos que em 2021, não estejamos mais sofrendo pela questão do Covid”, finaliza.

O que é Ensino Híbrido?

Alguns especialistas falam apenas de uma mistura entre o ensino presencial e on-line. O fato é que existem muitas definições para o Ensino Híbrido, segundo Leandro Holanda, coautor do livro “Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação“.

“Defendo muito o ensino híbrido que fala de uma integração, como eu integro em sala de aula as atividades que são feitas presencialmente com as atividades on-line, como vou ajudar na personalização do processo, para que o estudante possa controlar de alguma forma o tempo e o ritmo no qual ele aprende”, diz Leandro, antecipando que essa definição é apoiada pelo pesquisador norte-americano Clayton Christensen, que inspirou sua obra.

Essa definição nasce de práticas das escolas inovadoras, pela observação, “Visitando escolas é que se chegou a essa definição e aos modelos de ensino híbrido, como sala de aula invertida, a rotação por estações ou mesmo a rotação individual”, acrescenta.

Para ele, a pandemia trouxe o assunto mais à tona, mas de maneira equivocada. “As pessoas estão relacionando educação remota com o ensino híbrido, mas poucas escolas estão fazendo ensino híbrido de verdade”, alerta.

De acordo com o especialista, muitas escolas estão preocupadas em sobrepor os momentos em que parte dos alunos estará em casa, enquanto outra parte estará na escola.

“Algumas escolas comentam que vão gravar as aulas, ou seja, as mesmas aulas que serão assistidas pelos alunos presenciais, serão vistas por quem ficou em casa. Perde-se aí muito essa possibilidade de integrar”.

E completa: “O grupo que poderia ter explorado algo on-line, poderia estar fazendo algo em casa e vice-versa. Algumas escolas estão avançando, mas há muito que avançar. No começo da pandemia não teve a oportunidade, mas agora terá tempo para se fazer essa análise, olhando e se inspirando no ensino híbrido”.

Risco de superficialização

O principal risco, segundo Leandro Holanda, é a superficializaçãodos processos do Ensino Híbrido, principalmente aqueles movidos a muita tecnologia, que não aprofundam no conhecimento.

Algumas escolas acham que a sala de aula invertida e rotação por estações é uma gincana, quando na verdade não é. Acho que tem uma janela de oportunidade imensa, mas ao mesmo tempo, a gente tem um problema nos próprios conceitos. Conceitos equivocados que não têm nada a ver com o conceito de ensino híbrido”, diz.

Segundo Holanda, que também é sócio da Tríade Educacional, o ensino híbrido é uma oportunidade para que os professores consigam integrar a transformação digital na sala de aula.

“Pensar no que faz sentido e no que se integra com as melhores práticas que faz o aluno aprender. Não apenas focar na tecnologia que fica de maneira superficial, não integrada ao processo de aprendizagem do estudante. É uma oportunidade que vai subsidiar a transformação das pessoas, é o que vai fazer com que a transformação digital faça sentido”, afirma.

O especialista acredita que o Ensino Híbrido pode dar certo se houver primeiro uma conscientização da importância da formação dos professores. “Formação de professores que faça com que o docente faça, reflita, não seja apenas teórica, sem planejar, sem compartilhar com outros professores. Essa formação pensada em homologia de processos, que ele vivencie o ensino híbrido como aluno”, explica.

Leandro lembra que o professor dá aula como ele aprendeu. “É preciso garantir esses momentos que também vão ser baseados em metodologias ativas, que eles vivenciem e possam levar para sua prática docente”. 

Educação híbrida tem futuro?

Para o especialista, já existem no momento presente alguns modelos de ensino híbrido que são mais inovadores. “Esses dependem de uma estrutura de organização de horários e espaço físico, mas alguns dependem mais do mindset, da forma de pensar do gestor e professor escolar”, ressalta.

O papel do gestor é muito importante, segundo Holanda, pois ajuda os professores nessa visão e na formação, garantindo momentos na dinâmica deles para reflexão de suas práticas. “Os professores devem passar por uma formação mais ativa, não apenas passando aquele monte de conceitos em slides, que hoje não faz mais sentido na formação de professores”, diz.

Projeto inicial

A experiência com o ensino híbrido de Leandro Holanda veio da sala de aula. “Em 2014, participei de um grupo de experimentação de ensino híbrido que foi um projeto da Fundação Lemann e do Instituto Península. Outros educadores também participaram”, conta.

Segundo ele, ficaram um ano planejando juntos, aplicando as práticas, refletindo sobre as aplicações, entendendo um pouco desses modelos e, no final, escreveram um livro contando um pouco sobre essa experiência. “Passando um pouco dessas experiências, mas também dando uma passada pela literatura e referências que ajudava a gente a desenvolver sobre o ensino híbrido e sobre a importância da integração”.

Em 2016, Leandro e seu sócio fundaram a Tríade Educacional, uma consultoria pensando em inovação, metodologias ativas e ensino híbrido. “Temos um trabalho focado na formação de professores, com inovação, tanto em tecnologia, quanto em processos e desenvolvimento do docente para pensar em estratégias que vão colocar o aluno no centro do processo”, conclui.

Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.