Professores conectados: mais tempo para o ensino e aprendizagem

Uso da tecnologia permite ao docente liberar carga horária gasta com tarefas operacionais, entre elas o preenchimento de agendas

Segundo uma pesquisa recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os professores brasileiros utilizam 12% da carga horária para administrar tarefas operacionais, como corrigir exercícios e provas, calcular notas, preencher agendas, entre outras.

Esse trabalho operacional da profissão, apesar de necessário, acaba por diminuir o tempo no qual o professor poderia utilizar com tarefas mais produtivas, como atividades de ensino e aprendizagem. A rotina de preencher agendas, por exemplo, deveria ser reservada para fatos excepcionais na opinião da psicóloga Rosely Sayão.

“Os professores passam boa parte do seu dia tratando de preencher agendas. Acaba sendo um trabalho burocrático”, lembra Sayão durante sua palestra no Seminário de Educação Infantil 2019, evento que ocorreu dia 19 de outubro, em São Paulo, com organização do Jornal Metro, curadoria da jornalista Ivana Moreira e apoio da School Picture.

Saiba mais: Seminário debate a educação na primeira infância.

Tecnologia a favor do professor

De fato, as tarefas operacionais podem comprometer um tempo precioso do professor que poderia ser investido em melhorar a qualidade das aulas. Vale lembrar que o docente ainda gasta outros 20% da carga horária para manter a disciplina em sala de aula, restando 67% do tempo para as atividades pedagógicas.

Porém, nos últimos anos, tem crescido o número de ferramentas tecnológicas que auxiliam o professor a gerir melhor o seu tempo em sala de aula. É o caso do aplicativo de comunicação que pode substituir parcialmente ou na sua totalidade o uso da agenda de papel.

O IsCool App, por exemplo, além de facilitar a comunicação entre a escola e os pais através do celular, permite a redução do uso do papel, contribuindo para a diminuição de gastos da escola e para a preservação do meio ambiente. Uma das escolas que já percebem esses benefícios é o colégio Everest, de Brasília – DF, que utiliza o IsCool App.

A professora Cristiane Mendes, que dá aulas para a turma do 3º ano do Ensino Fundamental do colégio Everest, utiliza o aplicativo para se comunicar com as famílias, passando os deveres e recados pontuais.

“O aplicativo tem me ajudado na gestão do tempo sim, porque respondo prontamente e as famílias recebem um retorno imediato”, explica Cristiane. 

A praticidade de enviar mensagens pelo aplicativo garante que o docente possa distribuir melhor o seu tempo com outras atividades pedagógicas, garantindo assim maior produtividade. Além disso, o professor pode dar mais atenção aos seus alunos em sala de aula com esse tempo que ganhou. 

A professora Mylena da Silva, que também dá aulas no colégio Everest de Brasília – DF, concorda que a incorporação de tecnologias à sala de aula favorece bastante o trabalho do professor diante de algumas atividades de seu ofício.

“O uso do aplicativo agiliza o processo de envio de notificações e afazeres diários, e, consequentemente, aumenta a qualidade do trabalho educativo”, afirma Mylena que dá aulas de alfabetização para a turma do Kinder 5 (educação infantil bilíngue). 

Mylena explica que utiliza o app para transmitir informações que são dadas em sala de aula a respeito de deveres de casa, dicas de leitura e recados em geral da rotina.

Ela acredita que o uso da cultura digital transforma o dia-a-dia do professor, “pois o docente passa a adquirir mais tempo para dedicar-se à outras demandas do processo de aprendizagem de seus alunos, tais como planejamento, estudo, pesquisa, entre outros”, completa.

Vale lembrar que, a tecnologia pode beneficiar não apenas os afazeres do professor como, principalmente, a prática pedagógica, pois incorpora novas estratégias para alcançar o sucesso da geração de nativos digitais que há nas salas de aula.

 “Meus alunos são da Educação Infantil, contudo já sabem da funcionalidade e importância do aplicativo para seus estudos”, finaliza a professora.

O colégio Everest de Brasília – DF é uma escola bilíngue e católica da Rede Semper Altius, presente em dezenas de países. Também faz parte da rede mundial do ICIF (Centro Internacional de Formação Integral), uma organização católica internacional que desenvolve e mantém modelos pedagógicos de excelência.

Facilidades do aplicativo de comunicação

Colégios que tornaram suas tarefas menos manuais com a ajuda dos recursos tecnológicos indicam que, em alguns casos, tiveram uma economia de até 60% de tempo dos professores e auxiliares de classe.

Um percentual considerável não somente para os colégios, como também para os colaboradores, que conseguem desenvolver de maneira mais fluida suas tarefas diárias e novos projetos dentro de sala.

O IsCool App oferece diversas funcionalidades e serviços adicionais. Entre eles, a integração do aplicativo com o sistema de gestão escolar: o IsCool Sync.

Através desse sistema, o professor pode lançar notas e faltas no sistema de gestão escolar. Essa informação será retransmitida para o aplicativo, no qual os pais podem visualizar por meio do celular. Dessa forma, a rotina escolar do aluno pode ser acompanhada bem de perto, na palma da sua mão, literalmente.

Outras opções incluem o canal de atendimento que pode ser aberto entre pais e professores, sempre que houver necessidade. Também é possível agendar reuniões com os pais através do aplicativo, receber aceites para atividades pedagógicas que envolvam autorizações, além de promover enquetes com os pais sobre determinados assuntos.

O app permite que a comunicação da escola fique mais pulverizada e direcionada para os demais setores da escola, o que não acontece no caso da agenda física, na qual a comunicação fica a cargo somente do professor. Além disso, os comunicados e postagens podem ser agendados pelo aplicativo, o que permite que o docente se organize e se programe.

Outro fator que faz com que o professor ganhe tempo é a maneira como divulga as atividades pedagógicas, que podem ser compartilhadas imediatamente através da galeria de fotos.

E o mais importante: o IsCool App garante a segurança da informação, já que o conteúdo de cada aluno é direcionado apenas para o responsável pedagógico ou legal da criança, dependendo do conteúdo.

Avanço da tecnologia em sala de aula vai além das novas ferramentas

Inteligência artificial, implantes oculares, realidade virtual… Nada disso! Em 2018, as salas de aula ainda precisarão de bons professores e bons materiais pedagógicos para que o avanço seja efetivo

Novas tecnologias em sala de aula_ tendências educação 2018

O início de um novo ano traz sempre aquela expectativa de que uma nova e extraordinária ferramenta irá transformar o modo de ensinar e aprender. Mas, será que a sua escola está preparada para dar boas-vindas a essas tecnologias antes inimagináveis? Ou, melhor, até que ponto a educação de qualidade depende delas?

Na terceira matéria do Especial sobre tendências na educação para 2018, o IsCool App põe foco no tema novas tecnologias para tentar responder a esses questionamentos. Com a ajuda de especialistas da área de tecnologia educacional, e que representam empresas gigantes da inovação, buscamos entender o que já avançamos e o que devemos experimentar em um futuro próximo.

 

Investimento em professores é urgente

Antes de pensar no investimento em novas ferramentas, pare e reflita: quanto você está investindo em seus professores, gestores e colaboradores? Sim, um ambiente de inovação a tecnologia é o meio e não o fim. “O foco precisa ser no professor. Não adianta colocarmos um arsenal tecnológico nas escolas sem preparar o professor. Segundo a UNESCO, ‘vale mais um professor bem preparado com pouca tecnologia, do que muita tecnologia sem ter quem use’”, cita Marcelo de Freitas Lopes, diretor de tecnologia educacional na Foreducation.

Parceira Google, a Foreducation foi fundada em 2013, após um projeto de sucesso com um grupo de escolas de São Paulo. Hoje, trazendo consigo o nome da empresa que é top of mind no quesito inovação, a Foreducation baseia seu trabalho na formação de professores e gestores pedagógicos, tirando, justamente, o foco da aquisição de equipamentos.

A consultoria e o uso de cases de sucesso tornam os resultados da empresa bastante efetivos, servindo de exemplo para colégios que buscam cumprir seu papel com base em um ensino capaz de fazer a diferença: “Tivemos uma melhoria pedagógica significativa, alunos mais engajados e aumento do uso dos recursos existentes, afirma Lopes, que iniciou na área de tecnologia educacional em 2004, com aulas de robótica e orientação de alunos premiados em competições internacionais.

 

Mais do que modismo, estratégia

A necessidade de se buscar a atualização digital e tecnológica já não é mais questionada e foi inteiramente absorvida no âmbito educacional. Entretanto, ainda é preciso avançar muito para alcançarmos padrões internacionais e, mais, para que as transformações sejam, de fato, efetivas.

“Vejo que as Instituições de Ensino investem em plataformas e equipamentos conforme a moda, sem um objetivo claro, metas e métricas para cada passo”, diz Lopes sobre o esforço mínimo das instituições de ensino em prol da gestão estratégica e de melhorias pedagógicas significativas.

Nesse contexto, substituir lousas por projetores de alta definição ou entregar tablets aos alunos no lugar dos livros em nada garante um ensino de qualidade, baseado em conceitos como o de protagonismo do aluno e alto grau de interação.

 

Muito longe do fim do papel

Um dos assuntos recorrentes quando se trata das novas tecnologias em sala de aula e do conceito de sustentabilidade é a substituição dos livros físicos e materiais didáticos impressos pelos digitais. É fato que o mercado editorial vem passando por diversas transformações, mas os números apontam um grande crescimento da tecnologia de impressão digital e o aumento de novos títulos com tiragens menores, ou seja, o papel está longe de se tornar obsoleto.

A maior oportunidade de crescimento da HP no segmento editorial vem do mercado educacional por meio de produções segmentadas de curta e média tiragens. O boom digital certamente gerou algumas incertezas, porém, atualmente observamos uma participação muito baixa frente ao grande volume produzido”, salienta Mauricio Ferreira, gerente do segmento de gráficas para a América Latina na HP.

 

A tendência é integrar com criatividade e sustentabilidade

A discussão, portanto, ultrapassa a esfera da substituição do papel e chega ao âmbito da necessidade e das adaptações. Afinal, o atual modelo da sociedade é configurado para se viver, trabalhar e estudar com mais praticidade.

Haverá espaço para as duas tecnologias. Dependendo do contexto, elas podem perfeitamente andar juntas dentro de uma solução integrada. Podemos agregar tecnologias no material impresso para o suporte em plataformas digitais, como vídeos de apoio, realidade aumentada e rastreabilidade de livros, por exemplo”, elenca Ferreira, trazendo à tona um cenário interativo e criativo.

Fundada em 1939 por dois engenheiros do Vale do Silício, a HP tem como lema “inventar e reinventar”, para isso, se faz presente nas mais diferentes áreas, inclusive com projetos relevantes em sustentabilidade, como o estímulo à economia circular e tecnologia de impressão que não é nociva à natureza.

Acreditamos que a tecnologia deve tornar a vida melhor para todos em todos os lugares. Essa visão orienta tudo o que fazemos, como o fazemos e por que o fazemos. É por isso que continuamos a reinventar a nossa empresa e nossas tecnologias para um futuro melhor”, completa Ferreira.

 

Novidades para acompanhar

Algumas já são realidade em sala de aula e só recebem aprimoramento. Outras chegam para ser pioneiras e garantir um lugar fixo no futuro próximo. Conheça dois conceitos aos quais você, como educador ou gestor escolar, deve ficar de olho em 2018:

  • Sistemas integrados e mais interativos – Os tradicionais sistemas de gestão de aprendizagem, ou plataformas e-learning, precisam se atualizar. Com integrações simples com ferramentas de Inteligência Artificial (como a Machine Learning do Google, por exemplo), os cursos prometem ser muito mais intuitivos e responsivos, feitos para um ensino de qualidade, que instiga o aluno ao aprendizado.

 

  • Impressão 3D – Já não é mais novidade e, por isso, mesmo, deve ser adotado. Com o advento da cultura maker e do STEAM (abordagem multidisciplinar), as aulas nunca foram tão criativas e estimulantes, daí, os laboratórios com impressora 3D saem na frente. Ali, o aluno cria a ideia, projeta e faz acontecer, promovendo sentidos e muito conhecimento prático.