Planejando a recuperação financeira escolar

Retomar o ritmo financeiro saudável no novo normal envolve muito mais que reabrir os portões e fazer a matrícula de alunos; confira dicas

A pandemia do novo coronavírus tem impactado a educação no mundo todo, principalmente no Brasil que se encontra no grupo de países com mais tempo de escolas fechadas desde o início da pandemia, segundo relatório da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Muitos pais acabaram tirando seus filhos das escolas assim que o ensino remoto foi implantado. Ao mesmo tempo, muitas famílias tornaram-se inadimplentes desde o início do isolamento social. O embate das mensalidades é, sem dúvida, um grande desafio das escolas particulares atualmente. Planejar a recuperação financeira escolar é desafiador.

De acordo com Mauro Antonio Cunico, gerente comercial da Edusoft Tecnologia, que fornece soluções para instituições de ensino de todo o Brasil, “a partir do momento em que os pais permaneceram em casa, e as escolas permaneceram fechadas, muitos optaram por cancelar as matrículas de seus filhos, gerando grande impacto financeiro nas instituições de ensino”.

Vale lembrar que nossa legislação obriga a matrícula de crianças a partir de quatro anos de idade, o que afetou ainda mais fortemente o setor da educação infantil. “Menores de quatro anos em sua maioria estão nas escolas por conta das atividades profissionais dos pais”, analisa Mauro.

Cancelamento de matrículas

À medida que muitos pais perderam seus empregos, consequentemente não conseguiram cumprir com suas obrigações financeiras junto à escola e não tiveram outra opção senão cancelar a matrícula de seus filhos, independentemente do nível de ensino.

“O impacto financeiro nas instituições de ensino foi muito significativo, culminando inclusive com o encerramento da atividade de muitas”, observa o representante da Edusoft.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, 12 mil alunos trocaram a escola particular pela pública, entre janeiro e agosto de 2020, no estado. Entre as principais causas estão a incerteza econômica provocada pela quarentena, além do aumento do desemprego. Dessa forma, o contexto econômico das escolas particulares é muito incerto.

4 dicas para vencer os desafios financeiros causados pela pandemia

Não perder os alunos atuais e captar novos alunos é o grande desafio do momento. “O foco deve estar no crescimento. Como a tendência é que a renda familiar diminua, as escolas precisam estar preparadas para um cenário financeiro mais acirrado.”

São vários os pontos a se considerar para que o futuro da instituição não seja comprometido, inclusive a guerra de preços com concorrentes. Traçar um plano estratégico para aplicação direta com os clientes é fundamental. Por isso, separamos 4 dicas que podem ser um norte ao gestor escolar nesta tratativa direta com os pais:

1 – Embate das mensalidades: busque acordo

Desde que a educação a distância começou a ser ofertada pelas escolas particulares, os pais passaram a questionar a cobrança da mensalidade integral. O raciocínio das famílias parte do princípio que os cursos típicos de EAD possuem custos inferiores aos cursos presenciais que exigem a manutenção de toda uma infraestrutura para serem oferecidos.

Uma vez que as escolas estão fechadas, os pais deduzem que houve uma redução dos gastos da instituição de ensino, como contas de água, luz e telefone. Por outro lado, as escolas precisaram manter os salários dos professores e funcionários, assim como outras despesas fixas, como aluguel. Isso sem contar os gastos com novos equipamentos e softwares de ensino remoto.

Daí o embate em relação à cobrança das mensalidades. Visando solucionar essa questão, uma nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, ressalta que as instituições de ensino não foram responsáveis por seu fechamento, pedindo bom senso para a negociação de descontos ou reduções nas mensalidades.

Para os pais com dificuldade em honrar as mensalidades do ano letivo de 2020 cabe um bom processo de negociação”, diz Mauro. Segundo ele, isso permitirá manter os filhos matriculados para o ano letivo de 2021 e garantirá o recebimento das mensalidades de forma mais rápida (a judicialização da cobrança sempre é morosa e “pega mal”, especialmente diante do atual cenário).

Vale lembrar que o acordo entre escola e pais é sempre a melhor saída para os embates de mensalidade. O momento requer mais do que nunca que as relações de consumo sejam negociadas e pautadas nos pilares da boa-fé, da transparência e do bom senso, pois, ambos os lados estão sendo afetados diante desta situação inusitada.

2 – Ações para evitar a inadimplência

Diante de um cenário de incertezas, inclusive sobre a retomada das aulas presenciais, é importante que a escola demonstre o seu valor para que as famílias priorizem ou até mesmo antecipem os pagamentos das mensalidades escolares.

De acordo com o gerente comercial da Edusoft, um bom processo comercial de captação de alunos também ajudará. “Promoções conjuntas com empresas próximas a sua escola, descontos para pagamentos com pontualidade ou para planos de recorrência podem ajudar a captar novos alunos aumentando assim a receita de 2021”.

Uma estratégia interessante é oferecer descontos e vantagens para quem pagar de forma antecipada, o também chamado “desconto fidelidade”. Isso pode incentivar as famílias a antecipar os pagamentos, evitando assim a inadimplência. Outra forma de convencer os pais é oferecer o cashback, tão em voga atualmente.

A palavra cashback (originária do inglês, que significa “dinheiro de volta”), prevê devolver parte do dinheiro ao consumidor em compras de produtos. No caso da escola, o dinheiro retornado aos pais pode ser utilizado na compra de uniforme ou material escolar, por exemplo.

3 – Fortaleça a comunicação com pais e alunos

A comunicação mais efetiva com as famílias gera um impacto positivo em toda comunidade, permitindo que a escola saia deste evento mais forte e competitiva.

Vale ressaltar que a concorrência com outras instituições pela aquisição de alunos deverá ser ainda mais acirrada para 2021. Muitas escolas poderão optar em baixar as mensalidades para garantir que não haja evasão escolar e que novos alunos se matriculem para o próximo ano letivo.

Brigar por preço num período em que as finanças já se encontram comprometidas é desafiador, porém, a escola poderá optar em valorizar ainda mais os seus diferenciais e assim convencer os pais de que é a melhor opção, sendo o melhor custo-benefício para os alunos. Uma das maneiras de se fazer isso é mantendo uma comunicação estreita e transparente com pais e alunos.

4 – Redução de custos para evitar aumento das mensalidades

Com um ano tão complicado como 2020, manter a saúde financeira da instituição é um grande desafio. Para Mauro, o momento exige austeridade financeira. “Infelizmente repassar essa despesa para os pais não parece ser a melhor forma, ao menos nesse momento”, ressalta ele.

Para o gerente comercial, um olhar cuidadoso para “dentro de casa” pode oferecer boas alternativas para buscar esse equilíbrio, reduzindo custos e garantindo a manutenção de receita, mantendo-se competitivo no mercado.

“Assim como a pandemia nos empurrou para a realização de aulas on-line, os demais processos da instituição devem ser revistos”, sinaliza.

Entre as medidas, ele cita alguns exemplos do que pode ser feito pela escola:

  • Automatização de processos de secretaria e financeiro, reduzindo processos manuais, de operação e infraestrutura;
  • Matrícula e rematrícula com assinatura digital de contrato, evitando custos com impressão e correios;
  • Melhores negociações de taxas bancárias, reduzindo os custos mensais com boletos;
  • Renegociação de valores com fornecedores;
  • Oferta de pagamento de mensalidades de forma recorrente no cartão de crédito, reduzindo a inadimplência;
  • Automatização de cobrança de inadimplência após 90 dias do vencimento, reduzindo o impacto de caixa com altos índices de inadimplência;
  • Aumento da captação de alunos, mantendo um comercial proativo na instituição;
  • Comunicação mais efetiva e transparente com as famílias, de fácil acesso e gerenciável através de aplicativo isso garante a satisfação dos pais aumentando a credibilidade da escola. Gera valor automaticamente e aumenta o vínculo com a escola;
  • Disponibilizar o máximo de informações e serviços aos pais através de um portal ou aplicativo, permitindo que ele tenha acesso às consultas, documentos e possa fazer solicitações à escola a qualquer momento. Desta forma reduz atividades internas e deixa o atendimento mais ágil.

Saiba mais

A Edusoft é uma empresa de soluções para instituições de ensino que atende desde a educação infantil à universidade e conta com mais de 35 anos de mercado. Entre seus produtos está o sistema de gestão escolar totalmente integrado ao aplicativo IsCool App, tornando mais segura, prática e efetiva o input de informações do dia a dia da instituição escolar. Conheça mais sobre a empresa e seus produtos clicando aqui.

Como ter sucesso na jornada de captação de alunos

Especialista fala como atrair e reter alunos, mesmo em tempos de crise como esse que estamos vivendo

Todos os anos, as escolas privadas travam uma batalha para atrair e reter alunos, seja pelo aumento constante do número de concorrentes, seja pelas novas opções de ensino disponíveis. Mas, em 2020, a luta será ainda maior por conta da crise gerada pelo coronavírus.

“Se trabalharmos com o conceito de que as escolas devem estar preparadas para receber matrículas durante o ano todo, podemos considerar que já são cinco meses de captação comprometidos”, afirma o diretor e consultor de marketing educacional, Gilberto de Camargo Barros.

Segundo ele, as escolas precisam direcionar o seu período principal de matrículas, pelo aspecto legal e por conta do seu processo de rematrícula. “Entretanto, nesse momento as escolas têm o desafio de lançar as matrículas e rematrículas, no meio da pandemia e em um cenário de evasão e de negociação das mensalidades do ano vigente”, explica Barros. 

O consultor, que auxilia escolas de ensino regular e faculdades a desenvolverem o seu plano de marketing e comunicação, ressalta que o momento demanda um grande esforço das instituições e das famílias. “Para que haja um senso comum, onde o respeito, a franqueza, a gratidão e a valorização mútuos devam ser princípios para o acordo”, completa.   

Para o consultor, especialmente nesse período, existe a demanda de fortalecer a comunicação com pais, alunos e comunidade demonstrando os investimentos e cuidados que a escola está tendo em relação à pandemia.

Concentrar-se no aumento das matrículas requer um esforço totalmente coordenado e, muitas vezes, as escolas precisam adotar novas abordagens aos programas oferecidos. Gestores e professores precisam trabalhar juntos nas melhores estratégias.

Atração – Quem é a sua persona?

“A conquista das famílias e dos alunos é um processo que envolve muitas etapas. Entendo que o melhor caminho seja definir a “persona”, ou seja, qual o perfil de família e de aluno que melhor se adequem à instituição que pretende conquistá-los”, afirma Barros.

Segundo Barros, a partir daí é conhecer o universo desse público e trabalhar a comunicação relevante e dirigida, nas fases do relacionamento com os interessados. Para ele, que desenvolveu uma metodologia própria ao longo de dez anos de vivência no mercado educacional, é preciso um trabalho de investigação, realizando uma série de entrevistas com membros da escola e os pais dos alunos.

“Com essa metodologia, é possível reunir um conteúdo consistente para construir as estratégias, os planos de marketing, de comunicação e os argumentos de vendas”, explica.

O consultor afirma que, entre outros benefícios, esse trabalho contribui com um melhor alinhamento entre as áreas administrativa, pedagógica e de marketing. “E para que os conteúdos e materiais criados de atendimento, campanhas, redes sociais, canais de comunicação interna tenham consistência e reflitam o potencial e os diferenciais da instituição”, conclui.

Deixando sua marca

Cada escola é única. Cada escola tem um personagem, uma história, uma cultura. É importante definir a sua marca e expressá-la para sua comunidade. O fator único da sua escola pode ser as equipes esportivas, programas especiais, instrução baseada na fé ou uma abordagem única para o aprendizado em sala de aula. Esta é a “marca” da sua escola e a razão pela qual os pais podem reconhecê-la como um lugar para enviar seus filhos.

A marca pode não ser o que você assume automaticamente. Comece perguntando aos funcionários, alunos e pais o que eles gostam na escola. Perguntar aos pais lhe dará uma boa ideia sobre por que eles mandaram seus filhos para a escola em primeiro lugar.

Talvez você esteja pensando em se destacar um pouco mais na multidão e tentar algo novo em sua escola. Há muitos programas e opções de diferenciação a serem considerados que atrairão os olhos dos futuros pais. Cada um requer o ajuste do currículo, o treinamento de funcionários (ou a contratação de novos funcionários) e a obtenção dos recursos necessários para a escola.

Alguns programas populares de ímã que atraem alunos (e pais!):

  • Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM);
  • Aprendizagem baseada em projetos;
  • Bacharelado Internacional;
  • Programas esportivos;
  • Programas de música e performance;
  • Linguagens adicionais (programas de imersão ou outros).

Barros ressalta que é preciso cuidado e critério para não ser uma escola “Frankenstein”, aquela que deseja ter todos os alunos possíveis e que busca reunir todas as novidades tecnológicas, estruturais ou condições de negociação que a concorrência faz.

“Digo Frankenstein porque isso compromete a sua identidade, o seu planejamento e alinhamento interno. Também dificultará a percepção de diferenciais, por parte dos pais e alunos levando ao aumento da barganha sobre valores das mensalidades, na sala de matrículas”, diz.

Qualquer que seja sua escolha, busque um programa que o diferencie de outras escolas em sua região e comunidade. Pode ser que sua escola seja o único currículo baseado na fé com foco no aprendizado baseado em projetos. Ou sua escola tem um programa de imersão em inglês e envia os alunos em uma viagem educacional a outro país para desenvolver habilidades globais.

Destaque-se por ser diferente, pois isso fará de sua escola a única opção para alunos que desejam a educação diferenciada que você oferece. Com isso, os pais terão maior clareza sobre a proposta da escola, seja no período que antecede a matrícula ou como família matriculada.

Como promover sua escola

O plano está estabelecido, todos estão a bordo e você está animado para implementá-lo no próximo ano letivo. É hora de divulgar e começar a atrair alunos. Você precisará se envolver em algumas atividades de marketing para comunicar os benefícios educacionais de frequentar sua escola. Você também precisará do apoio de sua equipe, alunos e pais. Estas são algumas atividades que você pode tentar para começar:

Boca a boca

Não se engane, o boca a boca será a maneira mais eficaz de informar a todos sobre seus novos programas. Aproveite a comunidade diretamente conectada à escola: funcionários, alunos e pais. Anunciar informações aos alunos pode deixá-los entusiasmados para o próximo ano, mas a verdadeira vantagem da rede será através de seus pais.

Use, por exemplo, as funcionalidades de comunicação do aplicativo IsCool App para se comunicar com os pais e anunciar os detalhes dos novos programas com links para mais informações em seu site. E não seja tímido ao pedir referências! Peça que compartilhem essas informações com seus amigos e familiares.

Site da escola

Os pais irão pesquisar todas as escolas na internet antes de pensarem em enviar seus filhos para elas – especialmente para uma escola particular. Melhore a navegação e o apelo visual do seu site e inclua informações que os pais gostariam de saber. Ter um site limpo, moderno e fácil de navegar pode ser o fator decisivo para os pais na hora de escolher uma escola. O site da sua escola deve comunicar os benefícios educacionais de frequentar a escola. Use a documentação do seu currículo recém-organizado para indicar quais programas a escola oferece. Mostre o conteúdo que é abordado e como sua abordagem única prepara os alunos para os próximos estágios de seu aprendizado e vida.

Redes Sociais

Se você ainda não está fazendo isso, está atrasado. Obtenha uma conta no Intagram, Facebook, Linkedin e Twitter e comece a postar eventos emocionantes, realizações de alunos, anúncios e qualquer outra coisa para construir a marca de sua escola. As redes sociais envolvem alunos e funcionários para se conectar e compartilhar seu entusiasmo pela escola. Também divulga as grandes coisas que estão acontecendo ao longo do ano letivo.

Por exemplo, você pode compartilhar este artigo e anexar suas ideias sobre ele abaixo.

Participe de competições

Apareça no noticiário local participando de competições relacionadas aos programas​​de sua escola. Quer se trate de uma competição de robótica, de matemática, jogo esportivo, performance musical ou outro, ter alunos competindo sempre é um bom motivo para ser divulgado pela imprensa.

Esta é uma ótima maneira de divulgar a sua escola para muitos pais. Lembre-se de que essa é uma estratégia de longo prazo, pois primeiro você precisará ter os programas em funcionamento.

Começar qualquer nova iniciativa exige algum trabalho. Os gestores e professores precisam se alinhar com seus objetivos e criar um plano viável que funcione para eles. À medida que mais alunos começarem a assistir às aulas, eles espalharão a notícia para suas próprias famílias e redes de amigos, tornando seu trabalho muito mais fácil.

Construir a marca de sua escola exige muito tempo e esforço, mas é uma abordagem eficaz para aumentar as matrículas em escolas particulares e obter reconhecimento público.

Gostaríamos de saber a sua opinião abaixo, comente!

Coronavírus: É seguro que os alunos voltem à escola?

Que precauções a escola deve tomar para prevenir a propagação do vírus Covid-19 no retorno às aulas presenciais?

Aos poucos, estamos vendo um número crescente de crianças retornando à sala de aula. No mundo todo, mais de 1 bilhão de alunos ainda estão fora da escola, mas mais de 70 países anunciaram planos para reabrir escolas e centenas de milhões de alunos voltaram nas últimas semanas, de acordo com os dados da Unicef.

No Brasil, o estado do Amazonas foi o primeiro a reabrir as escolas. Lá, os alunos do ensino médio já completaram um mês com aulas presenciais e os alunos do ensino fundamental aguardam voltar à escola no final de agosto. No Distrito Federal, as aulas retornaram no início de agosto, mas logo foram suspensas por embate judicial e a volta é incerta. Os demais estados estão em diferentes estágios em relação a como e quando planejam reabrir as escolas.

Voltar para a escola provavelmente será um pouco diferente do que pais e alunos estavam acostumados. É possível que as escolas reabram por um período de tempo e, em seguida, uma decisão pode ser tomada para fechá-las temporariamente, dependendo do contexto local.

Mesmo que sua escola ainda não tenha decidido reabrir, é crucial que comece um planejamento detalhado agora, para ajudar a garantir que alunos, professores e funcionários estejam seguros quando retornarem e as famílias estejam confiantes em mandar seus alunos de volta à escola.

O blog do IsCoolApp conversou com especialistas que falam sobre os benefícios e riscos para a educação no retorno às aulas a seguir:

“Modo escolar”

Dada a possibilidade de que muitas escolas não abram em tempo integral ou para todas as séries, as escolas podem implementar modelos de “aprendizagem combinada”, uma mistura de instrução em sala de aula e educação remota (aprendizagem online).

Muitas escolas terão que planejar aulas de atualização para ajudar a trazer os alunos de volta ao ritmo, a voltar ao “modo escolar”. De qualquer forma, para o cirurgião plástico e médico do hospital de campanha do Ibirapuera, em São Paulo, Dr. José Antonio Casari Davantel, é altamente recomendável que as crianças retornem às aulas presenciais o quanto antes possível.

“A minha opinião é baseada na Unesco e nos artigos científicos mais recentes, além da Academia Americana de Pediatria. As crianças são anteparos biológicos, a maioria não ficará doente. Obviamente existem exceções. Por exemplo, crianças que moram com avós devem evitar o retorno às aulas. Mas, estamos falando de uma situação específica”, explica.

De acordo com Davantel, o pico da pandemia aconteceu no final de maio. “Essa informação está no portal de transparência dos cartórios. Os casos são mais baixos hoje. Espero que os pais tenham coragem e que o pânico não impere, até porque estão deixando as crianças sem imunidade, sem escola, com depressão. Uma criança sem imunidade, possivelmente terá doenças auto-imunes na fase adulta”, alerta.

Atividades ao ar livre são essenciais no plano de volta às aulas. Afinal não só diminuem as chances de transmissão do vírus, como contribuem para a promoção da saúde e o aumento da imunidade de crianças e adolescentes.

Pensando nisso, o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, em parceria com outras instituições, lançou um documento com sugestões pautadas em referências históricas e experiências internacionais, que destacam a aprendizagem em contato com a natureza para a retomada das aulas presenciais. 

Acesse o documento: Planejando a reabertura das escolas

Muitas crianças precisarão de apoio extra para atualizar seu aprendizado quando as escolas forem reabertas. Isso pode incluir começar o ano com programas após as aulas ou tarefas complementares a serem feitas em casa.

O IsCool App, por exemplo, oferece o módulo Lição de Casa que facilita o envio de tarefas para os alunos. Além disso, a escola pode manter uma comunicação mais eficiente com os pais e responsáveis, enviando recomendações, tais como apoiar o filho em casa, criando uma rotina em torno da escola e dos trabalhos escolares.

Isso pode ajudar se os alunos estiverem se sentindo inquietos e com problemas de concentração. A escola poderá abrir o canal de atendimento para que os pais possam entrar em contato com o professor ou a escola, fazer perguntas e se manter informado.

Uma dica é perguntar aos pais se o aluno está enfrentando desafios específicos, como tristeza pela perda de familiar ou ansiedade elevada devido à pandemia. Esse tipo de conhecimento pode fornecer dados para que a escola tome decisões mais assertivas no retorno às aulas.

Leia também:

Lição de casa pelo app: o grande diferencial para seu colégio

Ansiedade e depressão

Durante um período tão preocupante e perturbador, é natural que ansiedade e depressão tenham crescido entre todos, principalmente crianças e adolescentes.

Inclusive, já fizemos uma live e matéria sobre isso aqui no blog do IsCool App. Leia também:

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Coronavírus: 4 passos para exercer o autocuidado e preservar a saúde emocional dos filhos durante o isolamento

No retorno às aulas, como a escola irá apoiar a saúde mental dos alunos e combater qualquer estigma contra as pessoas que estiveram doentes?

A psicóloga Giovina Fosco Turco, mestre em Saúde da Criança e Adolescente pela Unicamp, acredita que o retorno escolar será um desafio. “Como tudo nessa pandemia está sendo complicado, a volta presencial não será diferente”, alerta.

Segundo ela, de qualquer forma, as escolas devem estar preparadas. “Primeiramente, a escola deve se informar sobre a situação da pandemia em sua cidade e, daí sim, decidir sobre o retorno, seguindo todas as medidas de precaução”.

Para a psicóloga, o retorno escolar pode gerar uma ansiedade muito grande nas crianças, assim como nos pais. “Acredito que a escola deveria ter uma postura de conversa. Primeiramente com os pais, dizer a eles como estará se preparando. Claro que preocupação com os filhos, todos têm, mas se os pais estiverem inseguros, essa insegurança vai passar para as crianças”, adverte.

“Mesmo sabendo que a doença acomete em número menor as crianças, nós temos que protegê-las. Elas têm que se sentir seguras”, afirma Giovina, sugerindo que a escola abra espaço para a criança falar sobre seus medos, dúvidas e ansiedades.

Para ela, família e escola terão que se juntar de maneira transparente. “Deverá ser uma volta complicada, insegura, mas quanto mais se falar sobre isso, todos vão estar mais seguros”, finaliza.

Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.

6 características essenciais que todo pedagogo deve ter

Listamos os comportamentos comuns que todo pedagogo deve buscar para aprimorar seu trabalho

Aproveitando que em maio se comemora o dia do pedagogo (20 de maio), vamos falar sobre as principais características essenciais que todo pedagogo deve ter. Sabemos que essa profissão é muito importante e que as pessoas formadas em pedagogia enfrentam batalhas diárias para se tornarem melhores profissionais.

Inclusive, presenciamos nesses últimos meses os desafios a eles impostos durante a pandemia do Covid-19 e todo esforço que fizeram em prol de uma transformação digital nas escolas. Definitivamente, existe muito amor envolvido nessa profissão.

Por isso, entre o mar de conselhos, dicas e citações sobre o ensino que existe publicado, recorremos às dicas do especialista Doug Lemov, diretor de uma rede de escolas nos Estados Unidos e autor do livro “Teach like a champion” (Aula nota 10, em português).  Afinal, será que as qualidades de um bom pedagogo devem ser definidas apenas pelo desempenho do aluno?

O blog do IsCool App aponta os 6 comportamentos principais que formam um pedagogo – e maneiras específicas e acionáveis ​​de aplicar esses comportamentos na sala de aula. Comece a testá-los com seus alunos para estimular uma experiência mais emocionante, dinâmica e envolvente nas próximas lições!

  1. Equilíbrio

Ter equilíbrio como pedagogo significa ser capaz de fornecer conhecimento para os alunos, mas também ajudá-los a desenvolver habilidades de aprendizagem (estudo, persistência etc.) que precisam para ter sucesso ao longo da vida. A falta de um ou outro fator pode afetar drasticamente a capacidade de seus alunos. Professores eficazes buscam esse equilíbrio.

2. Autoconfiança

O especialista Doug Lemov identificou uma grande variedade de características e práticas em sala de aula que os professores podem desenvolver para melhorar suas habilidades de gerenciamento de alunos. Isso inclui desenvolver uma cultura produtiva e positiva em sala de aula. A autoestima é a base da autoconfiança. Um professor que se compreende de uma forma positiva tende a se direcionar pela vida de um modo decisivo e deliberado.

3. Trabalho em equipe

Numa época não tão distante, a maioria dos professores trabalhava como contratados independentes. As escolas de hoje baseiam-se cada vez mais na necessidade de profissionais trabalharem juntos de maneiras cada vez mais complexas e interconectadas. Até o melhor professor com os alunos poderá ter dificuldades na escola se ele não for capaz de trabalhar bem com seus colegas.

4. Flexibilidade

Assim como em outras áreas, como Tecnologia, por exemplo, os professores precisam estar sempre prontos para se adaptar rapidamente. A capacidade de passar sem interrupções de uma atividade pré-planejada para uma necessidade espontânea não é apenas uma característica importante, mas indica uma capacidade geral de gerenciar situações estressantes com tranqüilidade.

5. Pró-atividade

Simplificando, um professor é tão eficaz quanto à atitude que traz para a sala de aula. Lidar com crianças consome muito tempo e energia, pois o professor precisa estar “ligado” o tempo todo. Dado que os professores têm poucas oportunidades de tempo de inatividade nas salas de aula de hoje, eles devem lidar melhor com suas responsabilidades com uma atitude de encontrar soluções e não de culpar.

6. Amor pelo que faz

Os professores não enxergam seus empregos apenas como um trabalho, mas como algo mais profundo e importante para a sociedade como um todo. Perceber o seu impacto direto na vida das crianças – e transformar esse entendimento em ação – diferencia os melhores pedagogos. Eles sabem que todos os alunos podem tomar melhores decisões se encontrarem orientação adequada e muita paciência.

Professor como facilitador

Nessa tendência de metodologias ativas, o professor passa a ser facilitador de conteúdo. Alguém que está ali, para mediar, ou como o sentido da palavra mesmo diz: facilitar a autonomia e aprendizagem do aluno. Lembrando que isso não pode ser colocado só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Inclusive, o blog do IsCool App fez uma matéria sobre educação 4.0 que fala sobre esse novo momento.

Saiba mais: Guia da educação 4.0: o que é e o que esperar dela

Pedagogos precisam se comunicar bem

Os melhores professores não nasceram assim. Eles se tornam bons no que fazem através de seu próprio trabalho e do apoio de uma escola que lhes oferece oportunidades consistentes para se tornarem mais proficientes. Armado com um sorriso amplo e natureza gentil, o professor capta muito mais interesse dos alunos com essa atitude do que com o tópico que está ensinando.

A partir deste ponto de partida, os pedagogos devem se comunicar bem. Não somente com os alunos, mas também com os pais. Afinal, o trabalho em sala de aula não é um segredo a ser mantido. A comunicação regular sobre o aprendizado pode fluir do professor para as famílias. Com a tecnologia a todo o vapor, essa comunicação pode ser realizada via mobile, como por exemplo, por aplicativo de comunicação.

Nele, os pais são convidados a interagir, revisando o trabalho e reforçando consistentemente a importância do estudo dentro e fora da sala de aula. Geralmente, os pais dão boas-vindas a essa abordagem e muitos, se não todos, entram em cena para ajudar.

Através do aplicativo de comunicação escolar, é possível que o professor tenha um canal de comunicação com as famílias e assim compartilhe com os responsáveis o conteúdo ensinado.

O IsCool App dispõe de uma série de recursos que podem auxiliar o pedagogo a otimizar o seu tempo para o ensino e o seu próprio tempo para estudos pessoais. Afinal, uma das características essenciais de todo pedagogo é a busca constante pela excelência.

Se quiser saber mais sobre as funcionalidades do IsCool App, leia em:

IsCool App lança módulo Lição de Casa

5 funcionalidades do IsCool App para começar 2020 com tudo

Os 10 serviços úteis mais importantes para oferecer aos pais pelo seu IsCool App

A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Para se adaptar à nova realidade da educação a distância, escolas lançam mão de ferramentas on-line gratuitas

Desde que a Pandemia do Covid-19 (Coronavírus) forçou a suspensão das aulas e colocou os alunos em quarentena, as escolas estão correndo para se adaptar à Educação a Distância (EAD), buscando amenizar os prejuízos no ensino de crianças e jovens em todo o Brasil. De acordo com dados da Unesco, são 850 milhões de estudantes sem aulas presenciais em todo o mundo.

Amparadas por uma decisão do Ministério da Educação (MEC) que autorizou o ensino a distância na grade presencial por pelo menos 30 dias, as escolas passaram a substituir as disciplinas presenciais por aulas que utilizam meios e tecnologias digitais. É o caso do Colégio de Vinhedo, no interior de São Paulo.

Segundo a coordenadora dos anos finais e ensino médio, Carla Regina Zampieri, o colégio tem encontrando alguns desafios no processo de ensino a distância, principalmente na utilização da tecnologia.

“Mas, entendemos que é um período de adaptação e que os benefícios alcançados, depois desse primeiro momento, serão muitos”, afirma.

O colégio já utilizava o aplicativo de comunicação escolar IsCool App, mas a partir da suspensão das aulas, passou a utilizar também o módulo Lição de Casa, para que os alunos possam fazer suas tarefas domiciliares.

“Hoje, o IsCool App é nossa principal ferramenta de comunicação com pais e alunos. E tem sido muito eficaz.”, diz ela.

Outro exemplo é o Instituto Educacional de Americana, também no interior de São Paulo. A professora de Educação Infantil, Fernanda Caldas, está gravando videoaulas de sua casa para as crianças, sob orientação do colégio. Ela nos conta que grava de 2 a 3 vídeos ao dia.

“A gente se reinventa na tentativa de reproduzir o conteúdo de sala de aula em vídeos”, diz ela.

A professora afirma que o conteúdo feito para a criança aprender precisa, em primeiro lugar, ter sentido e também ser prazeroso.

Professora Fernanda Caldas em vídeo de contação de história para as crianças

As vídeoaulas, repletas de elementos lúdicos, são repassadas aos celulares e computadores dos pais através do IsCool App, aplicativo que o colégio adotou antes da Pandemia do Covid-19.

“Os pais já estão acostumados com o IsCool App e é por lá que entramos diariamente, passamos a rotina do dia, os links de vídeos com contação de histórias e assim por diante”, explica Fernanda.

Em todo o Brasil, diversas escolas também estão usando o aplicativo como forma de manter os pais informados e os alunos aprendendo, mesmo à distância. Inclusive, o blog do IsCool App fez anteriormente uma matéria sobre o aumento de escolas em busca do aplicativo de comunicação escolar e o módulo Lição de Casa.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para suspensão das aulas

Dicas de ferramentas e recursos

Além de aplicativo de comunicação escolar, como é o caso do IsCool App, as instituições de ensino têm à disposição recursos on-line que podem ser utilizados gratuitamente, por conta da pandemia, para auxiliar nos estudos domiciliares e manter o calendário escolar de dias letivos.

Para auxiliar professores e equipe pedagógica nesse trabalho, o blog IsCool App selecionou algumas opções para ajudar as escolas nesse período de quarentena:

Confira abaixo algumas ferramentas e recursos que podem ser utilizados pela sua escola:

Educacross: Plataforma de Ensino-Aprendizagem e Avaliação de Lógica e Matemática, disponível para escolas públicas e privadas. Atende alunos do Ensino Fundamental, anos iniciais. Durante a paralisação das aulas, serão disponibilizadas as trilhas diárias de jogos “ESTUDO EM CASA”, gratuitamente nesse período.

De acordo com a CEO e cofundadora da Educacross, Erica Stamato, a plataforma oferece pelo menos duas condições ideais para esse momento.

“Por ser digital, rompe com a questão do isolamento. Além disso, desenvolve a autonomia da criança, uma vez que a aprendizagem é lúdica e envolvente”, diz ela.

Segundo ela, os jogos da plataforma cumprem as habilidades descritas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental I completo.

“Nós reunimos gameficação, jogos e gestão do conhecimento com análise do desenvolvimento da criança em tempo real”, completa.

Stoodi: Plataforma de estudos para alunos que estão se preparando para o Vestibular, disponibilizando videoaulas, exercícios e resumos da maneira organizada. Para que os estudantes não tenham seus estudos prejudicados nesse período, a plataforma liberou temporariamente o acesso gratuito a todas as videoaulas e exercícios com correção em vídeo.

Google Classroom: O Google Classroom ou Google Sala de Aula ajuda a comunicação entre as turmas, economizando tempo e mantendo as salas organizadas. Para ter uma Google Sala de Aula, a escola precisa se inscrever em uma conta gratuita do G Suite for Education que permite que as escolas decidam quais serviços do Google os alunos poderão usar e fornece proteções adicionais de privacidade e segurança importantes.

Inclusive, o Google criou um tutorial para professores que não estão habituados com suas aplicações. O tutorial ainda não está totalmente disponível em português, mas a maioria das aplicações já conta com o conteúdo traduzido, além de serem bastante intuitivas.

Moodle: É um sistema de gestão de aprendizagem on-line bastante conhecido no mundo acadêmico e que permite inserir vídeoaulas e outras funcionalidades. É gratuito para classes com menos de 50 alunos. Pode ser utilizado tanto para aulas de disciplinas básicas, como também de aulas extras: educação física, música, judô, capoeira, ballet, entre outros.

Outras aplicações úteis:

Canva: Aplicativo que permite criar diversos tipos de design, com qualidade profissional e de forma gratuita. A ferramenta já disponibiliza vários templates de apresentações, infográficos e vídeos. Alguns elementos são pagos.

Popplet: Sistema on-line para criação de mapas mentais. Na versão gratuita, permite a criação de até 10 mapas que podem ser salvos e disponibilizados por PDF ou pelo link da própria aplicação. Para disponibilização via link, o mapa mental deve ser colocado na opção “pública”. Para utilizar esta aplicação o flash deve ser autorizado no navegador. Possui tutorial em Português.

Pixton: Plataforma para a criação de História em Quadrinhos (HQ). Pode ser orientado para que os alunos criem seus próprios quadrinhos e compartilhem através de link. Para disponibilização via link, a HQ deve ser colocada na opção “pública”. A versão gratuita permite até 50 alunos e a criação de múltiplos quadrinhos por até 15 dias.

No site da Unesco, você também encontra outras dicas de ferramentas que podem ser utilizadas como recurso para a educação à distância.

A Humus, empresa que atua no segmento educacional, também fez uma compilação com os melhores conteúdos que têm sido disponibilizados gratuitamente. Acesse aqui.

E a sua escola? Está utilizando quais ferramentas para o ensino em casa? Conte pra gente nos comentários!

Leia também:

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IsCool App lança o módulo Lição de Casa

Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Com os alunos em casa, aplicativo de comunicação escolar pode diminuir o impacto causado pela distância

Diante de possíveis casos de Coronavírus no ambiente escolar, grande parte das escolas começou a suspender gradativamente as aulas presenciais desde segunda-feira (16/03), tendo como apoio o uso de ferramentas tecnológicas para a comunicação com as famílias e educação à distância. É o caso do IsCool App que auxilia o envio de comunicados da escola durante esse período.

De maneira geral, as escolas estão seguindo as orientações de contingenciamento da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) que prevê a suspensão gradativa das aulas até chegar à suspensão total, a partir de hoje, 23/03.

“O nosso objetivo principal é preservar a integridade dos alunos e, consequentemente, diminuir o impacto no calendário letivo”, diz o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, em comunicado oficial.

Além dos avisos enviados pelo aplicativo, a escola também poderá utilizar o módulo Lição de Casa do IsCool App como recurso para auxiliar os alunos que não frequentarão a escola nas próximas semanas. Esse módulo permite que o professor envie facilmente a tarefa de casa através do aplicativo. Inclusive, fizemos recentemente um post falando sobre as vantagens desse módulo.

Saiba mais: IsCool App lança módulo Lição de Casa

Leia também: 10 dicas de como manter os alunos protegidos do Coronavírus

A ferramenta ideal para a informação certa

Entenda como as principais funcionalidades do IsCool App podem auxiliar o colégio neste momento de combate ao Coronavírus:

Feed de notícias: Ideal para publicar informativos em tempo real a toda comunidade e de uma vez. Fica disponível logo que o pai abre o aplicativo e, por isso, também pode conter informações gerais, como dicas em formato de texto, fotos e vídeos.

Comunicados: Mensagem direta e privada aos pais de um aluno ou turma específica. Pode ser enviada também a colaboradores e toda comunidade escolar de uma vez. Pode conter, além de texto, imagens, fotos e arquivos. Também oferece notificação push para que os pais estejam atentos às últimas atualizações do colégio quanto ao tema COVID-19.

Lição de casa: Disponibiliza as tarefas e atividades pedagógicas que os alunos poderão fazer durante o período de suspensão das aulas, caso o colégio opte por aplicar algum nível de educação a distância e apoio da tecnologia remota no aprendizado.

Calendário: Cria eventos específicos, como o dia de retorno das aulas, e se integra com a agenda do celular do pai, para reforçar a importância da data, além de enviar notificação via push.

Atendimento: Disponibiliza, de maneira organizada, os múltiplos canais de atendimentos e setores do colégio via chat, telefone ou e-mail. Pode ser uma rápida e fácil solução para atender às dúvidas dos pais em relação aos procedimentos de contenção ao Coronavírus.

Aumento de mais de 100%

Desde que a pandemia de Coronavírus (COVID-19) forçou as escolas a suspenderem as aulas em alguns estados do País, aumentou em mais de 100% a busca por aplicativo de comunicação escolar via mobile.

O IsCool App recebeu o dobro de novos pedidos desde segunda-feira (16), quando as escolas iniciaram a suspensão das aulas.

De acordo com a gerente de produtos e novos negócios do IsCool App, Tálita Barão, as escolas necessitam de um meio de comunicação rápido e eficaz, especialmente nesse momento sem precedentes.

“A agenda de papel perdeu a utilidade uma vez que os alunos estão em casa. É preciso que a escola tenha uma ferramenta rápida e eficaz de interação com as famílias, diminuindo o impacto da distância”, diz ela.

Módulo Lição de Casa

Além dos novos pedidos para implementar o aplicativo, o IsCool App também teve um aumento de interesse em relação ao módulo Lição de Casa. O Colégio Objetivo de Nova Odessa (SP), que já é cliente do IsCool App, foi uma das escolas que optaram pela utilização do módulo.

Segundo o assessor de comunicação do colégio, Bruno Aguiar, com o aplicativo ficou mais fácil manter contato direto com os alunos e responsáveis neste período de pandemia do COVID-19.

“As aulas, por hora, estão suspensas, mas os professores do colégio estão empenhados, realizando vídeo aulas para que os alunos não sejam prejudicados pedagogicamente”, relata ele.

Todos os alunos receberão orientações, conteúdos de revisão e conteúdos complementares através do módulo Lição de Casa.

Suspender as aulas não é uma medida adotada apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo levantamento da Unesco, 105 países fecharam escolas e instituições educacionais em todo o país, impactando mais de 897,1 milhões de crianças e jovens.

Outros 11 países, entre eles o Brasil, implementaram fechamentos localizados em áreas de maior risco de contaminação e, se esses fechamentos se tornarem nacionais, dezenas de milhões de alunos também sofrerão interrupções na educação.

Através do site da instituição, é possível ver o mapa de monitoramento de alunos afetados pelo fechamento das escolas em decorrência do COVID-19. No site, também está à disposição uma lista de plataformas e mecanismos de aprendizagem à distância para compensar a perda de horário letivo.

IsCool App é destaque no Jornal da Globo

Busca pelo aplicativo duplicou no período de suspensão das aulas e foi tema de matéria de jornal televisivo

O IsCool App foi destaque no Jornal da Globo, jornal televisivo noturno transmitido pelo canal Globo no dia 22 de março. O tema da matéria foi como a tecnologia está auxiliando os alunos durante a suspensão das aulas por conta da Pandemia de Covid-19 (Coronavírus) .

A matéria mostrou como as empresas de tecnologia e de educação têm se mobilizado para dar acesso a conteúdos que podem ser acessados de casa. Isso para minimizar os impactos na educação do aluno, aproveitando o tempo da quarentena para aprender.

A reportagem começou exibindo a visão prática da plataforma do IsCool App,  relatando que a procura pelo aplicativo dobrou nesse período.

O IsCool App ganhou ainda mais voz com a fala da gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, sobre como as escolas podem utilizar o aplicativo para o envio de comunicados, lições de casa, links de matérias, vídeos e fotos.

Você assiste à matéria completa feita pela jornalista Marina Araújo em nosso canal do Youtube. Confira abaixo:

5 funcionalidades do IsCool App para começar 2020 com tudo

O IsCool App trabalha em novos recursos constantemente e algumas funcionalidades vão te fazer se perguntar: por que não usei isso antes?

O ano novo já começou e sua escola pode – e deve –  melhorar ainda mais a comunicação com os pais. Quer saber como? Utilizando o aplicativo IsCool App. Mais do que uma agenda eletrônica ou um aplicativo de troca de mensagens através do celular, o IsCool App facilita a forma com que a escola se relaciona com as famílias.

Entre as diversas funcionalidades, vamos citar 5 para você começar 2020 com tudo! Confira:

1.Matrícula e rematrícula por assinatura digital

O IsCool App possui módulo de matrícula e rematrícula através do aplicativo, amparado num processo rápido e seguro de assinatura digital certificada de documento. Diferente de um simples aceite, a assinatura digital garante integridade e validade jurídica do documento pelo uso de algoritmos e criptografia.

Entre as vantagens, estão:

  • Campanhas de matrícula e rematrícula mais curtas;
  • Amparo legal aos pais e ao colégio;
  • Documento com integridade protegida por múltiplos pontos de autenticação do signatário;
  • Acesso ao documento a qualquer momento.

O módulo de matrícula é um exemplo da evolução do aplicativo, segundo a Gerente de Produto e Novos Negócios, Tálita Barão.

“Aqui no IsCool App, a gente inventou a matrícula pelo celular com toda segurança da assinatura digital certificada”, revela.

De acordo com Tálita, as escolas estão aproveitando essa funcionalidade, economizando tempo da equipe, papel e espaço.

“É mais uma prova que a gente está antenado com que o mercado precisa”.

2. IsCool Sync

O módulo  IsCool Sync integra o aplicativo ao seu sistema de gestão. De maneira automatizada, os dados são lançados apenas uma vez no sistema e atualizados diretamente na plataforma do IsCool App. Isso significa muito mais facilidade para a equipe e garantia de integridade dos dados.

“O IsCool Sync é uma ferramenta do IsCool App que possibilita integração com diversos sistemas de gestão. Para isso, a gente conta com um time exclusivo que oferece implantação e suporte às escolas”, explica João Rocha, Líder técnico do IsCool Sync.

Entre as vantagens, estão:

  • Envio automático de boletos pelo aplicativo (PDF, link e linha digitável);
  • Controle de entrada e saída: informa automaticamente o registro dos alunos pelas catracas;
  • Envio de boletins de notas, faltas e ocorrências lançadas no sistema.

Sem contar a facilidade que os pais encontram em ter todas as informações sobre o filho em um mesmo canal.

“Consideramos a segurança da informação algo fundamental para a escola e aos pais dos alunos, sendo assim o IsCool App possui uma plataforma segura já em processo de adequação à ISO 27001  e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)”, enfatiza o gerente de TI, Rafael Cruz.

3. Ícone do Colégio na tela inicial

Fortaleça sua marca e agregue ainda mais importância ao aplicativo inserindo o ícone com logo do seu colégio na tela inicial do celular de cada usuário. Ao invés do usuário clicar no logo do IsCool App para abrir o aplicativo, irá clicar no logo da sua escola.

“Além disso, o colégio pode personalizar a interface com a sua marca e cores, fortalecendo ainda mais a imagem da escola”, comenta o designer do IsCool App, Gleidson Pestana.

Vale lembrar que o design intuitivo e de fácil navegação para os pais faz com que o IsCool App tenha uma forte aceitação.

4.Multi-idioma

Sua escola oferece ensino bilíngue? Então, que tal estender o segundo idioma também para a comunicação com as famílias? O IsCool App está disponível em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e alemão.

5.Chegando

O módulo Chegando organiza a saída dos alunos de maneira simples e segura. O responsável avisa quando estiver saindo para buscar o aluno, o colégio recebe a notificação de sua proximidade, o professor ou a portaria avisa a criança e prepara para a saída.

Entre as principais vantagens, estão:

  • Maior segurança;
  • Menos trânsito;
  • Redução do tempo de espera;
  • Agilidade dos colaboradores da portaria;
  • Não monitora o trajeto do responsável pelo aluno;
  • Funciona em background.

Algumas dessas funcionalidades citadas acima são desenvolvidas sob medida, por isso, consulte-nos para obter mais informações a respeito.

Diferenciais do IsCool App

De acordo com o presidente Ramin Shams, da School Picture, empresa que deu origem ao produto IsCool App, quando se fala em educação, um dos elementos mais importantes é como a escola se comunica com as famílias.

“Hoje, o IsCool App é um dos maiores players do mercado, atendendo as melhores instituições educacionais do país com o mesmo DNA de excelência em atendimento e relacionamento, que já é tradição da School Picture”, diz ele.

Como um dos diferenciais, o foco em relacionamento se dá em todas as interações com o cliente: no suporte, na operação, na área comercial, no desenvolvimento do produto.

“Em geral, as empresas têm orgulho de dizer que possuem foco em atendimento ao cliente. Aqui no IsCool App é diferente. Nossa cultura é de relacionamento com o cliente. É claro que todo mundo é bem atendido, mas ao longo dessa interação, é construído um relacionamento. Essa é a cultura da School Picture e a gente trouxe isso para o aplicativo”, afirma Tálita Barão.

E completa: “O IsCool App evolui muito, é bastante completo e tem diversas funcionalidades que facilitam a comunicação entre a escola e a família e entre a família e a escola”,

Outro diferencial é o departamento Sucesso do Cliente, uma equipe exclusiva de trabalho com foco no resultado do cliente, incluindo acompanhamento contínuo em prol da adesão dos usuários e boas práticas do uso da plataforma.

“O departamento Sucesso do Cliente vem com o intuito de auxiliar os colégios a alcançarem um melhor relacionamento com os responsáveis”, conta Ghabriel Daniel, do Sucesso do Cliente.

Para 2020, o aplicativo trará novas funcionalidades que serão anunciadas em breve através dos canais de comunicação da empresa. Afinal, um bom produto de tecnologia está em constante evolução.  

“Unimos a velocidade, criatividade e inovação de uma startup com a segurança, confiabilidade e tradição de uma empresa que tem mais de 30 anos no mercado brasileiro”, reforça a diretora executiva da School Picture, Andréa Pitoli.

Para saber mais sobre as demais funcionalidades do IsCool App, acesse nosso site e acompanhe nossas redes sociais no Instagram, Facebook e Twitter: @iscoolapp

BNCC na escola: como o professor pode implementar

2020 chega e ainda há uma sensação de dúvida entre educadores sobre a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas escolas.

De acordo com cronograma do Ministério da Educação e Cultura (MEC) os currículos de ensino devem estar adequados à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no máximo, até o início do ano letivo, para que já sejam utilizados nas escolas. Porém, ainda há uma sensação entre os docentes de que a implementação da Base será difícil.

“A BNCC só funciona se tivermos um bom professor”, declarou Pedro Demo, técnico de planejamento e Pesquisa do IPEA e professor da Universidade de Brasília, durante palestra “A autoridade do professor e do aluno”, apresentada em julho desse ano, em Porto Alegre.

“Esse é o grande desafio: como conseguir que os professores entrem no século 21. Sejam autores, cientistas e pesquisadores, para puxar o estudante para o protagonismo de sua sociedade”.

Pedro Demo foi um dos palestrantes do 15° Congresso do Ensino Privado Gaúcho, evento organizado pelo Sinepe – RS que contou também com o IsCool App na área de expositores. Inclusive, já postamos no blog a cobertura do Congresso e Feira. Se você ainda não leu, confira:

IsCool App é destaque no 15° Congresso do Ensino Privado Gaúcho

Vale lembrar que a BNCC é o documento que regulamenta quais são as aprendizagens essenciais que todo aluno, seja ele de escola pública ou particular, deve desenvolver. Foi uma construção conjunta do Ministério da Educação e Cultura (MEC) em parceria com estados e municípios, e contando com mais de 12 milhões de contribuições de educadores e especialistas nacionais e internacionais.

De pernas para o ar

“A BNCC virou tudo de pernas para o ar”, avaliou a pedagoga Priscila Boy, durante a palestra “A formação do professor na Perspectiva da BNCC”, no 15° Congresso do Ensino Privado Gaúcho.

“Não tem conteúdo isolado, não tem metodologia, não tem área, não tem componente. Precisamos entender esse novo caminho – desenvolver competências e habilidades – e ressignificar nosso trabalho”.

De acordo com a pedagoga, a BNCC é um documento normativo que define as aprendizagens essenciais. “Por isso, posiciona-se na perspectiva de competências e habilidades. A habilidade traz dentro dela o conteúdo: ele não sai de cena, está lá, mas dentro de um contexto”.

A BNCC traz as aprendizagens essenciais a alcançar, segundo Priscila Boy. “A estrutura está posta. Temos dez competências gerais que seguem todas as etapas, da Educação Infantil ao Ensino Médio”. Inclusive, o blog do IsCool App já publicou um especial sobre a BNCC. Saiba mais em:

A palestrante acrescenta que a BNCC traz um olhar especial sobre:

  • A influência da tecnologia no cenário político;
  • O papel da mulher;
  • O combate ao racismo.

“Estudar não é suficiente, precisamos fazer os alunos proporem ações concretas para dirimir as desigualdades”, diz Priscila.

Da Educação infantil ao Ensino Médio

Segundo o MEC, a BNCC é o instrumento que ajudará a promover a qualidade e a equidade, garantindo que toda criança e jovem brasileiro tenha os mesmos direitos de aprendizagem, independentemente de onde estuda. Além disso, a Base é o que irá nortear os currículos dos estados e municípios de todo o Brasil.

Porém, alguns pontos ainda trazem dúvidas aos educadores e merecem ser discutidos. Afinal, a educação infantil é uma importante etapa na formação escolar, tanto que foi lançado o documentoBNCC na educação infantil com orientações para gestores municipais”.

De acordo com Priscila Boy, a educação infantil mudou radicalmente: em vez de áreas, há campos de experiências.

“A BNCC abre o texto, dizendo ‘na Educação Infantil a criança viveu experiências; vamos fazer uma retomada dos campos.’  Quer dizer: você está recebendo uma criança. Calma! Ela não sabe ler ainda ou sabe pouca coisa. Ela viveu experiências, criou hipóteses, acha que “guardanaple” é guardanapo e agora você tem dizer para ela que não é”.

No Ensino Fundamental , temos a perspectiva do aluno como protagonista e não só usuário. “Isso vai exigir uma mudança de postura, na forma de organizar, na forma de avaliar”. Já no ensino médio, não haverá mais posicionamento por componente curricular, como no Ensino Fundamental. “Está parecido com o Ensino Infantil, porque as áreas dialogam o tempo inteiro, e tem uma parte flexível, que o aluno vai escolher”, explica Priscila.

E completa: “Se você não dominar o conteúdo daquele componente, não vai fazer um itinerário assertivo”. Segundo o Censo Escolar, 12,7% dos alunos da 1ª série do Ensino Médio abandonaram os estudos entre 2014 e 2015, no Brasil. A evasão é um dos problemas do Ensino Médio atual e também um dos desafios para a implementação da BNCC.

Diante desse cenário ainda nebuloso, algumas iniciativas estão surgindo para apoiar o professor em sala de aula nesse momento de transição para a BNCC. Afinal, como vimos, caberá ao professor a missão de ensinar e incentivar os alunos nesse novo capítulo da educação brasileira. É o caso do e-book E-Nave 2 que reúne diversas práticas pedagógicas para inspirar educadores.

Poesia visual, design thinking, modelagem 3D, memes, além de experiências que trabalham a trajetória e a identidade dos estudantes. Essas são algumas das ideias apresentadas no livro. O e-book sistematiza atividades mão na massa que foram testadas e desenvolvidas por educadores do NAVE (Núcleo Avançado em Educação) em duas escolas públicas, no Rio de Janeiro (Colégio Estadual José Leite Lopes) e no Recife (Escola Técnica Estadual Cícero Dias).

Baixe gratuitamente o e-book no site Oi Futuro

Distribuído gratuitamente por meio da Plataforma Integrada de Recursos Educacionais Digitais do MEC e pelo site do Oi Futuro, o e-book apresenta estratégias para engajar o aluno do século 21, incluindo atividades mão na massa, voltadas para todas as áreas do conhecimento e componentes curriculares, da formação básica ou profissional e tecnológica.