Novo normal: como será sua campanha de matrícula 2021?

Entenda os reflexos da pandemia nos prazos e no modo de garantir a captação e retenção de alunos, além da própria sustentabilidade do negócio no próximo ano; matrícula com assinatura digital não será mais um diferencial, mas sim, item primordial

Agora que as escolas controlaram os incêndios e aprenderam, em tempo recorde, a como gerir sua estrutura de maneira totalmente on-line (do ponto de vista pedagógico e administrativo), é hora de rever seus planejamentos já visando a retomada das aulas presenciais no chamado novo normal.

Mesmo que ainda haja muitas perguntas a serem respondidas quanto a prazos e procedimentos nesta retomada, as campanhas de matrícula e rematrícula 2021 necessitam atenção extra, já que serão decisivas para a sustentabilidade do negócio e não permitirão muita margem de erro durante a execução.

Um dos pontos a ser revisto é o fato de que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os colégios deverão evitar aglomerações – que tradicionalmente acontecem em processos de matrícula convencionais – sem contar o fato de que os próprios clientes também já se adaptaram à nova realidade de resolver tudo remotamente.

Fica, então, a pergunta: seu colégio já se preparou para uma campanha de matrícula totalmente on-line?

Uma campanha de matrícula totalmente remota inclui a revisão do formato de apresentação, novos prazos e uma comunicação digital assertiva. Confira insights que podem auxiliar em seu replanejamento.

Preços, prazos e período

Mesmo com a reabertura das escolas, é certo que o calendário já está comprometido e que serão muitas frentes a serem restabelecidas para que as engrenagens da escola voltem a ganhar ritmo. Não haverá tempo hábil este ano, por exemplo, para desenvolver pesquisas de satisfação do cliente a fim de utilizá-las na campanha de matrícula.

A partir das definições de política de preço e descontos, é preciso determinar o start dos esforços e ações. “O início da campanha pode ser adiado. Muitas escolas começavam já em agosto a tentar vender as matrículas e talvez o momento seja ainda muito turbulento, com foco muito mais na retomada das atividades presenciais do que efetivamente na venda de novas matrículas”, conta Maurício Berbel consultor da Alabama Consultoria Educacional sobre a postergação do início da campanha.

Novo marketing

Sem poder permitir aglomerações, os desafios para captar novos clientes e mesmo reforçar a marca se concentrarão em uma boa comunicação, amparada, principalmente, por novas ferramentas digitais, como explica Berbel, que também é autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003):

“Enquanto a gente preparava uma sala de matrículas, material e uma rotina de visitas à escola durante a semana, isso tudo vai ser remodelado. É importante que a escola procure digitalizar as informações enviadas às famílias de uma maneira adequada: site, vídeo, câmeras 360, tour virtual”, diz o especialista em marketing escolar.

Cada escola, dentro de sua capacidade de investimento, poderá lançar mão de diversas estratégias digitais. Uma delas, sugerida por Berbel, é gravar vídeos com o próprio diretor apresentando a história, diferenciais e os espaços físicos da instituição. Até pais e alunos podem compartilhar seus depoimentos dizendo como, junto com a instituição, se adaptaram à nova rotina onde o virtual já é comum.

Matrícula somente pelo aplicativo

Muitos colégios estarão tranquilos quanto ao processo de matrícula do próximo ano porque já se adequaram à realidade on-line, com assinatura de contrato pelo próprio aplicativo de comunicação. Mas se até a campanha passada essa ferramenta era apenas uma opção, agora ela se tornou uma necessidade.

Veja matéria com depoimento de quem já implantou essa cultura em anos anteriores.

“Muitas escolas têm até um processo antiquado, de concentração de famílias e pessoas no mesmo dia, uma jornada muito curta para a rematrícula, exigindo a presença dos pais. Isso tudo tem que ser mudado. O contrato on-line tem validade e quem tem um app como esse está centralizando as questões da escola, as informações oficiais, naquele canal. Acho que é importantíssimo. As famílias já estão mais receptivas e as escolas também estarão”, ressalta Berbel.

Eliminando contato físico e qualquer possibilidade de aglomeração, a campanha de matrícula pelo app, além de mais ágil, ainda possibilita a concentração das informações em um mesmo canal, facilitando o atendimento aos pais em casos de dúvidas, por exemplo.

Assinatura digital e respaldo jurídico

Para agregar ainda mais segurança ao processo de matrícula digital, vale ressaltar alguns cuidados com a escolha das ferramentas. A assinatura digital de contrato, por exemplo, é a escolha mais acertada em relação a um simples aceite, pois garante a integridade do documento e respaldo jurídico.

Veja o próprio exemplo da pandemia, que trouxe uma realidade sem paralelos e que poderia ter colocado muitos colégios em cheque na que diz respeito à validade do contrato. Afinal, são incontáveis os casos de inadimplência com alegações de descumprimento por parte dos colégios.

E o que faz do processo de assinatura digital tão seguro? No caso do IsCool App, único do país que conta com este formato em seu módulo de matrícula, o método envolve alta tecnologia no uso de criptografia e diferentes pontos de autenticação, conferindo validação certificada ao documento. Uma ferramenta utilizada por grandes bancos e seguradoras no mundo todo.

Saiba mais sobre as diferenças entre assinatura e aceite digital

Outro detalhe que agrega mais segurança ao módulo de matrícula do IsCool App é o fato de o documento ser assinado no ambiente do próprio aplicativo, sem a necessidade de se acessar um outro site de terceiro. Pai e colégio poderão arquivar e acessar novamente o contrato de maneira fácil e intuitiva.

Sem uso de papel e a necessidade de aglomeração, o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte à medida que também tem mais controle sobre a evasão e até mesmo a inadimplência, relativamente comuns nas tradicionais campanhas de matrícula.

Outras ferramentas de comunicação importantes para a campanha de matrícula

Além do módulo que, de fato, disponibiliza aos pais o documento de matrícula para assinatura digital, o app de comunicação traz outras importantes funcionalidades de apoio a uma campanha de matrícula on-line de sucesso.

No IsCool App, por exemplo, outros recursos essenciais são os canais de atendimento exclusivo, que abrem um espaço para que a família tire dúvidas de maneira particular, com a pessoa certa, e ainda possibilita o envio de arquivos e documentos via app. O feed de notícias é outra solução que auxilia na divulgação da campanha, prazos e instruções. E para garantir bons resultados na campanha, há ainda os relatórios em tempo real com informações de cada contrato para acompanhamento e tomadas rápidas de decisão.

Educação do futuro e o papel da escola

Aspectos econômicos, políticos e sociais e as tendências tecnológicas estão afetando a demanda por habilidades futuras. Será que as escolas estão preparadas?

A sociedade está mudando rapidamente. Nosso futuro social e econômico está se tornando cada vez mais difícil prever, o que significa que estamos educando as crianças para um mundo que não podemos conceber com segurança. Haja vista a crise na educação gerada pela pandemia do Covid-19 (Coronavírus).

Isso tem consequências significativas para como e o que ensinamos aos alunos. Há um número de tendências que influenciam a educação, incluindo aspectos econômicos, políticos e sociais, além das tendências tecnológicas.  

Essas forças, juntamente com a globalização e a sociedade da informação, estão moldando os aspectos internos e externos das escolas. Mas, enquanto a economia global mudou, a estrutura da educação, sem dúvida, permaneceu praticamente inalterada.

O blog do IsCool App aborda as tendências atuais e emergentes na educação e considera como isso pode impactar todos os envolvidos – alunos, professores, líderes escolares e comunidades.

Tendências e desafios

Como o ambiente em mudança traz diferenças na maneira como os alunos pensam e aprendem, há a necessidade de mudar para uma abordagem centrada no aluno onde o aprendizado intencional seja incentivado. O aluno deve pensar de modo autêntico, relevante, significativo e ativo.

Num futuro não muito distante, o aluno precisará pensar a partir da perspectiva global para se tornar um cidadão ativo. Em um mundo volátil, ele precisará ter coragem e perseverança para criar uma maior tolerância ao fracasso.

Os avanços tecnológicos não se traduzem em igual desempenho nos alunos, portanto as escolas precisarão incentivar essas competências entre alunos e professores. É importante avaliar a tecnologia certa para incorporar nas escolas e aprimorar o aprendizado, gerenciando as questões éticas decorrentes de dados e integração de tecnologia.

Para permanecerem relevantes e inovadoras no mundo digital, as escolas devem considerar o potencial de big data e tecnologias para aprimorar o aprendizado e tomada de decisões. Essas são algumas das principais tendências para a educação nos próximos anos.

Leia também sobre o futuro da educação:

Papel da escola

Provavelmente, as salas de aula do futuro serão centradas no aprendizado personalizado e no ritmo individual.

Essa abordagem centrada no aluno permitiria às crianças escolherem seu próprio ritmo e objetivos de aprendizado com base nos interesses individuais – todos os quais poderiam ser guiados por inteligência artificial e aprendizado por vídeo, por exemplo.

A combinação das crescentes necessidades educacionais das crianças e um futuro mais incerto do trabalho significa que atualizar o que as crianças aprendem e como aprendem se tornou uma questão crucial para escolas – mas o que deve ser priorizado?

Uma das prioridades para as escolas se adequarem ao futuro é a tecnologia. Crianças e jovens adultos representam um terço de todos os usuários da Internet. Portanto, não é surpresa que eles sejam mais hiperconectados do que seus pais.

Assim, a escola pode aproveitar essa hiperconectividade natural dos alunos para seu benefício próprio. Cada vez mais, o colégio terá à disposição aplicativos para facilitar a rotina escolar, bem como o ensino e a comunicação com as famílias. O IsCool App, por exemplo, possui diversas funcionalidades que já antecipam o futuro.

Através do aplicativo, a escola organiza seus canais de atendimento com as famílias, fornece espaço para distribuição de conteúdo produzido pela escola, aumentando assim o engajamento dos pais na educação dos alunos. Após a pandemia do Covid-19, ficou claro a vantagem do uso do aplicativo para a transferência de tarefas e material didático.

Os benefícios da tecnologia como material didático são inegáveis. No entanto, o mais importante é que esses auxílios sejam usados ​​em conjunto com a psicologia do desenvolvimento e da educação – mantendo os estudantes em vez da tecnologia no centro da educação.

Segundo relatório sobre tendências da educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), “o futuro será o emparelhamento da inteligência artificial dos computadores com as capacidades cognitivas, sociais e emocionais dos seres humanos, para que possamos educar humanos de primeira classe, não robôs de segunda classe.”

Afinal, como as crianças desenvolvem essas habilidades é talvez menos importante do que sua capacidade de navegar pelas mudanças, pois essa é a única coisa que permanecerá constante.

BNCC: desafios para 2021

Como o ano de 2020 foi comprometido com a suspensão das aulas pós-covid, quais serão os desafios da BNCC para o próximo ano?

Definitivamente, 2020 será um ano marcante para a educação brasileira e mundial. Não só porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entrou pra valer nas escolas do país – fato já previsto – mas, também, por conta de outro fato, este porém inesperado: a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) que fechou escolas por longo período.

Por essa razão, os desafios da BNCC serão conhecidos realmente em 2021, quando as aulas deverão retomar o ritmo natural. Também em 2021, entrará em vigor as mudanças para o ensino médio, oferecendo maior flexibilidade no currículo para que as escolas possam distribuir o conteúdo.

Inclusive, o portal do Ministério da Educação e Cultura (MEC) oferece um site com as principais dúvidas sobre essa mudança prevista para entrar em vigor já no início do próximo ano:

Novo ensino médio: perguntas e respostas

O que muda no Ensino Médio com a nova BNCC?

  • Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio;
  • Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três);
  • Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022

Outra mudança importante e que vem de encontro a situações de crise como a da pandemia, é que entre 20% e 30% da carga horária do ensino médio poderá ser ofertada pelas escolas através do ensino a distância. Para as EJAS (Educação de Jovens e Adultos), a carga horária poderá ser ainda maior, de 80%.

Se os alunos ganham em direitos de aprendizagem, os professores têm pela frente um grande desafio: adaptar-se aos novos conceitos propostos na base, cujo ponto principal são as dez competências gerais da BNCC, que tratam dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no âmbito pedagógico. Resumidamente, são elas:

  1. Conhecimento
  2. Pensamento científico, crítico e criativo
  3. Repertório cultural
  4. Comunicação
  5. Cultura digital
  6. Trabalho e projeto de vida
  7. Argumentação
  8. Autoconhecimento e autocuidado
  9. Empatia e cooperação
  10. Responsabilidade e cidadania

Desafios para 2021

Um dos principais desafios das escolas será elaborar o novo currículo, que considere as aprendizagens apontadas pela BNCC como essenciais ao mesmo tempo em que a instituição escolar ainda se recupera dos transtornos pós-covid.

Nesse processo, é importante que o currículo seja elaborado de forma colaborativa. O indicado é que tanto membros da gestão escolar quanto professores participem da sua construção. Afinal, é o corpo docente que será responsável por levar o currículo à sala de aula, enquanto a coordenação e a direção exercem um papel relevante em garantir que o documento final represente a escola.

Além disso, é interessante que especialistas e membros da comunidade escolar também participem da equipe encarregada da elaboração – cada um pode contribuir de maneira diferente e única com o currículo escolar.

Definição do material pedagógico

Após criar um currículo para a instituição de ensino, é necessário escolher o material pedagógico que será usado em sala. Para tanto, é importante levar em consideração as obras que contemplam e valorizam as competências abordadas na BNCC.

A incorporação da tecnologia do ensino também deve ser pensada nesse processo, já que os alunos estão cada vez mais conectados e já familiarizados com a tecnologia. Nesse caso, o material didático que vai além do livro e contempla Objetos Educacionais Digitais (OEDs) pode ser um grande aliado na inclusão da tecnologia no processo pedagógico.

Por fim, resta avaliar outros desafios que deverão surgir, levando-se em conta o perfil de cada instituição escolar e a região em que está localizada. Mudanças sempre são positivas, desde que quem saia ganhando seja o aluno. E a sua escola? Quais desafios terá com a nova BNCC?

Leia mais sobre a BNCC:

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Entenda como a disciplina positiva pode auxiliar na busca pelo equilíbrio de professores, pais e alunos neste bate-papo com o consultor da ONU e escritor, Luis Henrique Beust

Se você pudesse elencar os maiores desafios que tem vivido durante este período de isolamento provocado pela pandemia do Covid-19, quais seriam?

Fizemos essa mesma pergunta a diversas pessoas de nosso convívio. Ao conversar com alguns de nossos clientes e parceiros que, além de professores, também são pais, identificamos que no topo dessa lista de obstáculos está a busca pelo equilíbrio emocional.

Não bastasse a insegurança em torno da doença e o medo do contágio, os lares Brasil afora se transformaram em home office, ao mesmo tempo que também são sala de aula para os pequenos. Adicione a essa receita o desafio de atividades remotas e novos hábitos sanitários que beiram a neurose, mas que se fazem necessários. Pronto, está desenhado o cenário perfeito para muito estresse, desentendimento e total falta de paciência.

Foi pensando nessas dores que o IsCool App buscou a ajuda de um especialista para sua estreia no formato de lives e trouxe ninguém menos que o Prof. Luis Henrique Beust, perito em educação e cultura de paz, para um bate-papo especial sobre disciplina positiva e seu poder como ferramenta de enfrentamento à pandemia.

Luis Henrique é CEO do Instituto Anima Mundi, consultor em educação pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo MEC (Ministério da Educação), é palestrante sobre desenvolvimento social, direitos humanos e cultura de paz em países do mundo todo e também autor – entre suas obras mais recentes estão os livros “Afinal, por que sofremos” e o “Educar por inteiro”.

A live completa você encontra em nosso canal no YouTube, ou clicando na imagem abaixo.

Vale a pena acompanhar cada detalhe desta conversa enriquecedora que, na verdade, é uma continuidade de todo o trabalho que estamos desenvolvendo há cerca de dois meses, no especial Coronavírus.

Abaixo você confere os melhores momentos desta live para guardar algumas das importantes lições dadas pelo Prof. Luis Henrique Beust.

Isolamento físico sim, social, jamais!

Antes de entrar no assunto prático envolvendo a disciplina positiva, o professor iniciou a conversa destacando o poder da internet neste período de isolamento. “Estamos em isolamento físico e não social, nunca estivemos nos socializando tanto”, conta ele, que tem feito participações em lives pelo mundo todo, como Chile, Canadá e Estados Unidos.

Ainda para ele, a pandemia deve ser analisada também por um ponto de vista positivo, uma oportunidade, por exemplo, de resignificação. “Apesar de a pandemia nos ter pego de surpresa, elas existem desde que o mundo é mundo. Vírus e bactérias já estavam por aí bem antes da gente. As pandemias ao longo da história causaram mortandade e tristeza, mas também causaram mudanças na história, mudança de pensamento e atitudes(…). É muito provável que tornemos mais conscientes da unidade da humanidade, afinal, todos os seres humanos estão sujeitos aos mesmos germes e ao mesmo sofrimento”, afirma ele, que cita como benefício, inclusive, o melhor uso da tecnologia pós-Coronavírus e a ampliação do contato social.

Disciplina positiva para os adultos

Segundo Luis Henrique Beust, a ênfase para enfrentar a pandemia pela disciplina positiva se dá em três níveis: pensamento, fala e ações.

Pensamentos negativos x pensamentos positivos

Ser vigilante quanto aos pensamentos é a dica nº 1 da disciplina positiva. Isso porque nossos pensamentos não são aleatórios e, muitas vezes, as pessoas não se dão conta daquilo que estão pensando e nem imaginam o quanto aquilo está afetando suas ações e seu emocional.

“Existem pensamentos que são neutros, negativos e positivos. Eles têm efeitos distintos sobre o corpo. Com os negativos, o corpo todo reage como se estivesse sendo ameaçado e nós temos uma infusão de hormônios e desgastes de cortisol e adrenalina, sentimos cansados, irritados, inquietos, ansiosos. Pensamentos positivos têm efeito calmante e nós nos sentimos serenos, positivos, energizados. A chave é reconhecer qual pensamento está nos dominando”, afirma Beust.

A tática é perceber o tipo de pensamento pelo efeito que ele está trazendo ao seu corpo. Com base nesse sentimento, basta exercita-se para transformar os pensamentos negativos em positivos.

Para isso, é importante lançar mão de itens como a (independente de ela ser religiosa, afinal, fé pode ser também na vida, na humanidade, por exemplo), perdão, paciência e de ter certeza de que tudo passa e de que aquele pensamento negativo é só uma nuvem que logo dará espaço para o sol. “Daí o estado de espírito muda. Pensamentos precisam ser transformados dentro de nós. E isso faz uma diferença enorme sobre a vida de nós todos”, ressalta o professor.

Neste ponto, é importante, inclusive, identificar o pensamento negativo nas crianças. O bullying, por exemplo, pode ser alerta da influência de pensamentos negativos de pessoas da convivência dos pequenos, como por exemplo, os próprios familiares.

Ao reconhecer os pensamentos a partir da influência em seu coração, às vezes, será necessário conversar com alguém e pedir ajuda, que seja, inclusive, dentro de casa, com seu parceiro.

“Antes de tudo, os adultos têm que serenar, para trabalhar uma perspectiva positiva, senão não vão ajudar as crianças, que são peritas em captar nosso estado emocional”.

Luis Henrique Beust

Círculos de influência

Uma vez que o pensamento negativo tenha sido identificado e transformado em pensamento positivo, em alento para seu coração e seu corpo, o segundo ponto da disciplina positiva para se atentar é entender que há basicamente dois círculos que atuam sobre nós: aqueles sobre os quais temos influência e aqueles sobre os quais não temos influência.

Imagine que existe um grande círculo onde estão todas as nossas preocupações. Dentro dele há um círculo menor, este é aquele cujas preocupações temos influência. “Existem coisas ao nosso redor das quais temos influência, por exemplo, ações diárias, regras, espaço adequados para atividades domésticas e laborais – porque a escola também agora está dentro da casa, a mesa de jantar também é escritório. Tudo isso está dentro do nosso poder de influência”, explica.

O círculo de preocupações que está além da nossa influência diz respeito a itens dos quais não podemos mudar, como por exemplo as falas e atitudes dos políticos (presidente, governadores,ministros, etc.) diante da pandemia. “Não adianta se preocupar com isso, quando não temos poder de influência algum. Temos tido relatos de agressividade nos lares e ambiente de trabalho que, por questões políticas, começam a envenenar o ambiente. Não podemos deixar esse caos entrar dentro do nosso lar, dentro da nossa escola”, lembra Beust.

Estabelecendo rotinas

Diante da apresentação dos circulas de influência, cabe a cada um de nós determinarmos as rotinas do lar e seu funcionamento no dia a dia. Todos dentro da casa têm seu papel e precisam colaborar. Para isso, a dica é sentar com as crianças, de qualquer idade, e explicar sobre o momento, sobre o vírus – da maneira mais simples possível. É importante, então, alinhar as novas regras da casa.

“Deixe elas participarem, comentarem e argumentarem. As crianças vão ser auxiliares na disciplina, elas mesmas vão colocar limites e horários. É importante avisar a criança antes. Tenha certeza que você vai ter um colaborador, em vez de uma criança berrando porque não quer largar os brinquedos”, exemplifica o professor.

Escolas são exemplo de disciplina

Já se perguntou por que seu filho obedece mais ao professor, na escola, do que em casa? O segredo está na disciplina aplicada dentro das instituições de ensino desde que elas foram estabelecidas. Sim, as escolas são peritas em fazer combinados com as crianças, por isso apresentam resultados tão satisfatórios, como apresenta o consultor da ONU:

“Nas escolas, que são entidades mais complexas que o lar, elas são mais capazes de enfrentar momentos turbulentos como esses, por que já têm a disciplina internalizada. Os colabores têm uma abordagem profissional a isso, geralmente estão acostumados aos combinados, que funcionam com as crianças. O velho ditado o ‘combinado não sai caro’. Quando estão na escola, as crianças têm um combinado, mas em casa é uma bagunça, o pai diz uma coisa e a mãe diz outra, elas não entendem o que é certo ou errado. A primeira disciplina positiva dentro do lar é uma rotina que funcione para todos”.

Luis Henrique Beust

Disciplina positiva para crianças

A disciplina positiva para as crianças é, basicamente, dizer o que espera que ela faça – o que é bem diferente de dizer o que não quer que ela faça.

Para Luis Henrique Beust, as crianças são muito mais receptíveis a um diálogo positivo. Quando falamos coisas negativas estamos criando um cenário e ativando a imaginação dela para que faça exatamente o que foi dito, por que crianças têm bom coração. Por exemplo: “não maltrate o gato” tem um efeito bem diferente de “o gato não gosta de ser maltratado, isso machuca ele”.

Disciplina positiva é dizer o que desejamos e colocar na criança o que esperamos. Por exemplo, dizer ‘esse comportamento não combina contigo’. Coloque na sua cabeça uma imagem positiva do seu filho, tire ideias negativas e frases como ‘ele é rebelde’. O comportamento da criança é separado dela, finaliza o professor.

Disciplina positiva em resumo:

  1. Cuide de seu pensamento, que tem sobre você e sobre seu corpo uma grande influência. Troque pensamentos negativos por pensamentos positivos;
  2. Tenha sempre uma fala positiva. Diga o que quer que aconteça e não o que não quer que aconteça;
  3. Não seja agressivo. Quando estiver com raiva, não faça nada. Quando estamos com raiva, tudo o que dissermos ou fizermos estará errado. A qualquer sinal de raiva, reconheça e avise aos que estão à sua volta.

IsCool App lança módulo Lição de Casa

Novidade facilita o envio das tarefas para os alunos através do aplicativo, permitindo também maior engajamento dos pais

Hoje, a lição de casa é parte integrante do processo educacional. Torna o aprendizado mais fácil e mais eficaz. Por isso, o IsCool App está lançando o módulo Lição de Casa, somando essa importante funcionalidade ao menu do aplicativo de comunicação escolar. “É uma das novidades que preparamos em relação ao aprimoramento do aplicativo em 2020”, diz a gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão.

Segundo ela, o IsCool App está em constante desenvolvimento. Sendo assim, as novidades desse ano não devem parar por aí. “Estamos sempre atentos às necessidades das escolas e o módulo Lição de Casa veio ao encontro dos pedidos que recebemos por parte das escolas para facilitar a rotina dos professores em sala de aula”, conta. O módulo Lição de Casa oferece alguns benefícios, confira a seguir:

  • Mais rapidez e praticidade para o professor enviar a lição de casa via mobile;
  • Maior engajamento dos pais;
  • Envio de arquivos, imagens e links de apoio;
  • Maior organização das tarefas, incluindo data de entrega e integração com calendário.

Não há custo adicional para o colégio que tiver interesse na nova funcionalidade. Basta que o representante da escola solicite a habilitação do módulo Lição de Casa junto à equipe de suporte do IsCool App.

Navegação fácil e intuitiva

A área de criação da tarefa é bastante intuitiva, com a fácil visualização dos campos de título, descrição, prazo de entrega e anexos para serem preenchidos. Nela, o professor determina também para qual turma é destinada a lição de casa, podendo enviar facilmente o mesmo conteúdo para mais de uma turma ao mesmo tempo.

De acordo com Rafael Cruz, gerente de TI, o módulo Lição de Casa foi pensado para facilitar a rotina do professor, oferecendo a tecnologia como aliada ao progresso dos alunos.“A navegação intuitiva é um dos pontos fortes, não só do módulo Lição de Casa, mas do aplicativo com um todo”, ressalta.

Assim como em todos os módulos, a funcionalidade já foi lançada com vídeo tutorial, o que é um diferencial do aplicativo. “A interface é bastante intuitiva, tanto no portal como nos mobiles. Porém, os tutoriais do IsCool App reforçam a praticidade para a escola, que pode acessar os vídeos a qualquer momento e engajar ainda mais seus colaboradores no uso da ferramenta.”, afirma Tálita.

Saiba mais sobre outras funcionalidades engajadoras do IsCool App:

Especial Matrícula 2020: por que optar pela assinatura digital de contratos

Como a Integração do IsCool App pode contribuir para a volta às aulas

Como tornar as reuniões e encontros com os pais ainda mais eficazes com o uso do aplicativo

Galeria de fotos e seu poder de engajamento dos pais

A importância do calendário escolar digital

Lição de Casa: ferramenta de assimilação

O professor bem sabe que a organização da lição de casa é um momento crítico no processo de ensino e educação. Um dos obstáculos, por exemplo, é que o aluno pode esquecer-se de anotar a tarefa na agenda física ou, mesmo que anote, o pai pode não ler a anotação depois.

Já no aplicativo, com as notificações push (notificações que aparecem na tela inicial do celular), sabemos que a taxa de visualização imediata de novos recados da escola é de 90%. Assim, fica mais fácil para as famílias visualizarem as mensagens importantes do colégio, como a Lição de Casa.

Vale ressaltar que aprender em casa pode contribuir para o processo geral de estudo. Uma das tarefas importantes que a escola moderna está enfrentando é melhorar a qualidade do ensino. E a lição de casa é uma ótima ferramenta nesse sentido.

Abaixo, listamos 4 fatos sobre a Lição de Casa que talvez você não saiba:

  1. O pedagogo italiano Roberto Nevilis é considerado o verdadeiro inventor da lição de casa, em 1905. Desde a época em que a lição de casa foi inventada, essa prática se tornou popular em todo o mundo.
  2. Estudos comprovam que a lição de casa desempenha um papel importante na melhoria da qualidade do conhecimento dos alunos.
  3. A lição de casa é uma maneira de desenvolver a iniciativa, independência, individualidade e imaginação criativa dos alunos.
  4. Lição de casa não é um meio de controlar o aluno, mas sim uma oportunidade de dedicar tempo ao assunto estudado.

Durante a aprendizagem na escola, ocorre uma assimilação concentrada do material estudado. Depois, o conhecimento adquirido é esquecido. Para evitar esse esquecimento, é necessário fazer a lição de casa.

Ao elaborar uma tarefa para crianças, os professores devem perceber que o processo de assimilação de material educacional passa por estágios obrigatórios:

  • Percepção;
  • Compreensão;
  • Fixação;
  • Formação de habilidades;
  • Aplicação de novos conhecimentos e habilidades na prática.

Atualmente, os professores envolvem diversos tipos de lição de casa no processo de estudo, entre eles:

  • Exercícios escritos;
  • Realização de trabalhos criativos;
  • Preparação de relatórios sobre o material estudado;
  • Realização de observações e experimentos.

Como vimos, o sucesso do ensino depende do sucesso da preparação da lição de casa. Esse aspecto é considerado desde o momento em que o dever de casa foi inventado. Agora, queremos saber: Qual a importância da lição de casa para o seu colégio? Conte pra gente nos comentários!

Transformação digital e a formação nexialista

Prof. Dr. José Carlos de Souza Jr. – Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá

Com os avanços tecnológicos, os profissionais do futuro deverão ser nexialistas, um meio termo entre especialistas e generalistas.

Na era da transformação digital, formar os futuros profissionais não é mais o mesmo. Antigamente, quando o aluno chegava à faculdade, poderia escolher entre ser um especialista ou generalista. Hoje, essa dicotomia não cabe mais. Ao menos é isso que acredita o prof. Dr. José Carlos de Souza Junior, Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia.

Em sua palestra “Transformação Digital das Instituições de Ensino e a Formação Nexialista”, o prof. Dr. José Carlos explicou o termo “nexialista”, sujeito que faz a ponte entre especialistas e generalistas.

Para ele, as instituições de ensino devem se adequar para que os alunos tenham esse traço nexialista na sua formação.

“Ser especialista ou generalista é importante, mas mais importante que isso é trabalhar em equipe, de forma colaborativa”, afirma.

José Carlos, que também é Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, falou para cerca de 600 educadores durante a Reunião Anual das Escolas Associadas da Rede PEA/Unesco, Regional de Sâo Paulo, que ocorreu no dia 15/02, na capital paulista.

Inclusive, o blog do IsCool App produziu artigo sobre o evento. Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

Para ele, nesse estágio que vivemos às portas da Indústria 4.0, é importante que os profissionais do futuro tenham flexibilidade e possam realizar conexões entre especialidades e generalidades, sendo, portanto, um meio-termo entre as duas maneiras de agir e pensar.

O que é Nexialismo

Essa palavra pouco conhecida surge em 1950, no livro de um canadense nascido em 1911 chamado Van Vogt. De acordo com o José Carlos, ele foi um escritor de ficção científica e contemporâneo de Isaac Asimov – considerado um dos mestres desse gênero literário.

“Seu livro de 1950, chamado The Voyage of Space Beagle, quando o homem nem havia chegado a pisar na Lua, fala sobre uma expedição interplanetária na qual a tripulação é composta por pessoas que são generalistas e especialistas”, conta.

A cada capítulo, a tripulação tem que superar um desafio. O protagonista do livro recebe então, pela primeira vez, a denominação de nexialista.

Nexialista vem de nexus (do latim) que significa conexão. Esse protagonista do livro tinha a habilidade de reconhecer na tripulação quais eram as generalidades e especialidades de cada um para resolver determinado problema. Ele montava as equipes e elas funcionavam muito bem sob a orientação desse nexialista.  

Segundo o reitor da universidade, essa dicotomia ainda é perceptível na formação dos profissionais de ensino superior atualmente.

“A conclusão é que os dois são importantes. Mas, antes do sujeito ser especialista ou generalista, ele deve ser um nexialista”, afirma.

Teoria evolucionista

A característica nexialista pode ainda ser observada no campo da biologia evolucionista, de acordo com o prof. Dr. José Carlos. Ele destaca dois pontos: o primeiro é sobre o elemento químico carbono, que é a base de toda a vida, do modo como nós conhecemos.

“Mas, o intrigante é que não é o elemento mais abundante no universo. O carbono é o elemento que faz melhor conexões. Ligações duplas e triplas: ninguém faz como o carbono. O carbono se permite ligar com outros elementos que deram origem a vida”, ressalta.

Para ele, o aluno deve trazer esse traço do carbono.

“Se não é o carbono propriamente dito, que tenha a consciência de se conectar ao carbono”, completa.

Por exemplo, o diamante basicamente é carbono. Ele é translúcido, um dos elementos mais duros e é isolante elétrico. Agora o mesmo carbono pode se combinar e se transformar em grafite, que é um elemento mole, opaco e altamente condutor de eletricidade. Então, o sujeito nexialista traz essa flexibilidade.

O segundo ponto a destacar é sobre o meio líquido.

“Toda teoria evolucionista levada a sério acontece no meio líquido, a exemplo da sopa primordial”, lembra. No meio sólido, dificilmente surgem novas conexões. Então a inovação não aparece e é o que chamamos de ordem. No gasoso, é o caos. As ligações são muito tênues. Não existe a perenidade necessária para que as ligações ganhem complexidade.

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, na ordem, às vezes tem-se regras tão rígidas que não permitem que a inovação surja. No caos, as empresas podem ser tão inovadoras que chegam a soluções pouco concretas. O meio líquido é justamente o meio termo, o equilíbrio.

Para o prof. Dr. José Carlos, as instituições de ensino devem ser meio líquido para que os alunos desenvolvam o traço nexialista e se tornem os profissionais do futuro.

E a transformação digital?

As instituições de ensino têm utilizado cada vez mais a tecnologia como suporte para a tomada de soluções. Apesar dos avanços tecnológicos trazerem ganhos de escala e produtividade para a produção industrial, as demandas da sociedade têm sido cada vez mais por soluções personalizadas.

É aí que entra o sujeito nexialista para colaborar no encontro dessas soluções, utilizando suas conexões entre as especialidades e generalidades. No caso do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, os alunos dos cursos de engenharia, administração e design montam equipes multidisciplinares para o desenvolvimento de diversas soluções tecnológicas.

A mais recente delas foi o desenvolvimento de um aplicativo para monitorar os índices de saúde dos componentes da escola de samba paulista Rosas de Ouro. A ideia foi monitorar, durante o desfile, a emoção dos integrantes da escola. Para isso, os integrantes utilizaram uma pulseira para identificar suas reações ao desfilar pelo sambódromo do Anhembi.

Já no aplicativo, o usuário obteve acesso aos seus dados biométricos e a uma análise deles, através de relatórios diários, além de gráficos, com as interações do usuário antes, durante e depois do Carnaval. Assim como a educação e a indústria, o Carnaval também é 4.0!

Se você gostou desse tema e quiser saber mais sobre as tendências para os profissionais do futuro, leia os posts que já produzimos:

Tendências do futuro e o ensino de habilidades de vida

Futuro do Trabalho: o que as escolas precisam saber

Guia da Educação 4.0: o que esperar dela

Deixe nos comentários sugestões para próximas pautas!

IsCool App participa de reunião das escolas paulistas associadas à Unesco

Prof.ª Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do Colégio Guilherme Dumont Villares e coordenadora regional de São Paulo

Público presente teve a oportunidade de conhecer todas as funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar

No último dia 15 de fevereiro, o IsCool App participou como expositor durante a Reunião das Escolas Associadas da Rede PEA Unesco, regional de São Paulo. Mais um ano marcando presença nesse evento que reuniu cerca de 600 educadores.

O evento ocorreu no Colégio Guilherme Dumont Villares, em São Paulo, e reuniu escolas de todo o estado, filiadas à entidade internacional.

Os educadores puderam conferir as novidades de expositores parceiros da iniciativa, entre eles, o IsCool App. O aplicativo foi destaque pela quantidade de serviços oferecidos além da agenda eletrônica, incluindo os módulos de matrícula e integração com o software de gestão do colégio – o IsCool Sync.

Além do IsCool App, as demais soluções escolares do Grupo School Picture também foram apresentadas ao público presente.

De acordo com Ramin Shams, presidente do Grupo School Picture, a parceria com as escolas filiadas à Unesco vem ao encontro do que a empresa acredita.

“Nossas soluções escolares seguem pautadas nos pilares de educação da Unesco. Por isso, temos imensa satisfação em estar presentes num importante evento como esse”, diz.

Troca de conhecimento

A Prof.ª Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do Colégio Guilherme Dumont Villares e coordenadora regional de São Paulo foi a responsável pela abertura oficial da reunião.

Além de abordar os desafios para a educação brasileira neste ano, como a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e nova legislação do ensino médio, a coordenadora ressaltou para o público a importância das ações pedagógicas serem trilhadas nos parâmetros da Unesco, como as propostas para o ano de 2020, principalmente aquilo que se refere ao Ano Internacional da Saúde Vegetal – Fitossanidade.

Na sequência, o Profº. Dr. José Carlos de Souza Júnior, Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, conduziu uma importante reflexão sobre a tecnologia na educação.

Em sua abordagem, intitulada “Transformação Digital das Instituições de Ensino e a Formação Nexialista”, o Prof. José Carlos demonstrou que a tecnologia veio para ajudar a otimizar processos, com ganhos de escala, produtividade e eficiência.

“Porém, vivemos num mundo cada vez mais analógico, no sentido de que as demandas são cada vez mais personalizadas”, afirma.

Por sua vez, o Prof. Dr. Rui Fava, Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Católica de Santa Fé, Argentina, apresentou a palestra “É preciso agir no presente para construir a educação do amanhã”. Rui Fava lembrou que nossos índices de educação são angustiantes e que é preciso melhorar.

“A gente organiza o ensino, mas não metodiza a aprendizagem”, revela ele ao confrontar os índices atuais com o que a educação do futuro exige.

Segundo Fava, entre os problemas atuais, as escolas ainda possuem resistência às novas tecnologias, apesar da aparente aceitação. Outra questão é que o diploma perdeu sua importância nos dias de hoje. “Isso acontece porque não estamos formando os alunos devidamente”, avalia.

Outra importante intervenção foi realizada pelo Fernando Perfeito, do Movimento Greenk, que conduziu a premiação das escolas PEA Unesco que se destacaram na categoria Descarte de Lixo Eletrônico do Torneio Greenk 2019, contando com a presença de Gustavo André Fernandes Lima, membro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Entre as cinco melhores escolas, a EMEB Professor Stélio Machado Loureiro, escola municipal de Bebedouro (SP) garantiu o primeiro lugar, recebendo como premiação computadores para o laboratório de informática. A escola, que já utiliza o aplicativo IsCool App desde o ano passado, conseguiu coletar 115 toneladas de lixo eletrônico em conjunto com as demais premiadas.

Saiba mais sobre a parceria do IsCool App com a EMEB Professor Stélio Machado Loureiro.

Além de exaltar o engajamento das escolas da Rede PEA no torneio de 2019, Fernando aproveitou para fazer o lançamento do Torneio Greenk Intercolegial 2020, convidando as escolas associadas a participarem do projeto sobre o descarte de lixo eletrônico. A meta para esse ano é coletar 600 toneladas de lixo eletrônico em todo o país, entrando para o famoso Guiness Book (Livro dos Recordes).

A reunião das escolas paulistas ainda contou com a mensagem da Coordenadora Nacional das Escolas Associadas da Unesco, Prof.ª Myriam Tricate, que saudou os presentes apresentando os resultados alcançados pela Rede PEA no Brasil e convidando o público a participar do próximo Encontro Nacional da Rede, que acontecerá no segundo semestre de 2020 na cidade de Campos de Jordão (SP).

“No encontro de 24 a 26 de setembro, esperamos mais de mil participantes vindos de todo o Brasil”, antecipa Myriam. 

Ano Internacional das Plantas

Já o Ano Internacional da Saúde Vegetal – Fitossanidade teve um espaço especial no encontro. Ele está sendo comemorado pela Unesco e seus parceiros ao longo do ano de 2020 visando a conscientização da importância das plantas em nossas vidas e sobre as boas práticas agrícolas. 

Para falar mais sobre o Ano Internacional das Plantas, a coordenadora de comunicação da CropLife do Brasil, Daniela Camargo e a coordenadora de educação do Inpev (Intituto Nacional de Processamento de Embalagens), Anna Letícia Malagoli da Silva abordaram a importância da conscientização global sobre como proteger a saúde das plantas, sobretudo através da educação.

O Inpev, por exemplo, promove o Programa de Educação Ambiental Campo Limpo que visa à saúde vegetal e a responsabilidade compartilhada dos resíduos sólidos, especialmente produzido para alunos da Educação Básica.

Confira os melhores momentos da reunião:

Top 10: posts mais lidos no blog do IsCool App em 2019

2019 chegou ao fim e para relembrar quais temas movimentaram a educação, estamos compartilhando dez posts mais populares do ano passado com você

2019 foi um ano intenso para a educação. Temas como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) despertaram à atenção das escolas para suas respectivas adequações. Isso porque 2020 é o ano em que ambas, BNCC e LGPD, começam a valer de fato.

Não é à toa que entre os posts mais lidos do ano passado, esses dois temas prevaleceram. Outro destaque é para a matrícula realizada pelo celular com assinatura digital e validade jurídica. A novidade, implementada com pioneirismo pelo IsCool App, demonstrou maior relevância entre os diretores, coordenadores e professores que acessaram o nosso blog.

O conceito de educação 4.0, além de dicas sobre endomarketing e arquitetura escolar, listou no topo entre os posts mais lidos durante o ano passado. À medida que o tempo passa, os temas sobre educação parecem estar mudando cada vez mais rápido, o que torna a nossa missão de entregar conteúdo rico e estimulante cada vez mais desafiadora.

Cobrimos uma grande variedade de tópicos no blog este ano que passou e tivemos algumas coberturas de eventos fascinantes. O blog foi acessado mais de 23 mil vezes por profissionais de educação do Brasil e do mundo durante o ano passado, tornando 2019 o ano mais lido até o momento neste espaço.

Abaixo, estão as 10 principais postagens de blog mais lidas em 2019.

Cada trecho abaixo é apenas uma breve introdução ao artigo geral. Clique nos links para ler a matéria completa e comente a respeito.

Você pode compartilhá-lo com sua equipe para ver como está lidando com os principais desafios que os líderes escolares estão enfrentando ou apenas mantê-lo para reflexão pessoal.

Após essa breve retrospectiva de 2019, esperamos que o conteúdo desse ano seja ainda melhor! 2020, aqui vamos nós!

  1. Especial Matrícula 2020: 6 dicas para iniciar sua próxima campanha

Seu planejamento referente à captação e retenção de alunos para o próximo ano letivo já está pronto? Confira um passo a passo que pode te auxiliar neste período de análises e preparação para uma das ações mais importantes da gestão do colégio.

Nesta primeira matéria da série, o Blog do IsCool App sintetiza aspectos gerais do documento que torna obrigatória a revisão dos currículos ainda em 2019 e busca explicações para entender porque ela é um divisor de águas na educação brasileira.

Mesmo já trabalhando com as diretrizes da BNCC em seus currículos, instituições, redes e sistemas de ensino particular também vivem rotina de adequação; mudanças acontecem, principalmente, no quesito educação socioemocional e envolve a formação de professores.

A LGPD – Lei Geral de Proteção de dados já foi sancionada e sua entrada em vigor está prevista para agosto de 2020. Entretanto, escolas devem adequar seus contratos de matrícula ainda esse ano.

Termo em ascensão na comunidade escolar, a Educação 4.0 remete a uma nova era de aprendizagem baseada na inovação e no embasamento socioemocional, mas para se apropriar dela é preciso atitude e comprometimento por parte dos gestores.

Entenda qual a relação da tecnologia com as 10 competências da BNCC e veja dicas de como os colégios podem se apropriar dela sem deixar de lado a responsabilidade ética.

Apesar de ter sido criada principalmente para combater os abusos no uso de dados indevidos por algumas áreas do marketing e de vendas, a Lei Geral de Proteção de dados atinge em cheio todas as empresas e prestadoras de serviços, inclusive as escolas; entenda o que é preciso fazer para que o colégio não corra o risco de ser penalizado por multas astronômicas.

Direto do mundo dos negócios para a sua escola, conheça algumas das técnicas de comunicação interna e marketing que podem ajudar a engajar seus professores e colaboradores.

A nova forma de educar traz consigo a urgência de transformar a antiga sala de aula em espaços interativos e confortáveis; conheça as tendências em arquitetura que já são realidade e necessidade no cenário da educação e saiba como realizar essas mudanças no seu colégio em 2018.

  1. Você sabe a diferença entre aceite digital e assinatura digital de matrícula?

Distinta de um termo de aceite via portal on-line, a matrícula pelo celular oferecida pelo IsCool App tem validade jurídica e se torna ferramenta importante para os colégios que buscam não somente agilidade, mas principalmente segurança e integridade ao processo, evitando qualquer dor de cabeça futura.

Esperamos que você tenha gostado da lista de nossos posts mais populares em 2019! Qual deles é o seu favorito? Em qual tópico você gostaria que continuássemos? Informe-nos enviando um e-mail para marketing@iscoolapp.com.br.

Educação Inclusiva: considere já na sua escola

Segundo pesquisa do Instituto Alana, 1 em cada 10 brasileiros tem alguma deficiência. 86% dos entrevistados concordam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência.

Garantir que cada indivíduo tenha oportunidades iguais de educação continua sendo um desafio em todo o mundo. No Brasil, não é diferente: aproximadamente 1 em cada 10 brasileiros tem alguma deficiência e, entre as crianças de 0 a 14 anos com deficiência, 26% estão fora da escola.

Esses são os dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Instituto Alana com o objetivo de conhecer as percepções da população brasileira em relação à educação inclusiva, concepção que entende que todos os alunos – com ou sem deficiência – podem aprender juntos.

Foram realizadas 2.074 entrevistas com homens e mulheres acima de 16 anos, distribuídos em 130 cidades. “Não há como retornar ao modelo em que pessoas com deficiência ocupavam espaços e escolas separadas. A população compreende que, na escola comum, a diversidade é uma grande oportunidade para todos aprenderem mais”, afirma Raquel Franzim, coordenadora da área de educação do Instituto Alana. 

Foram apresentadas frases sobre educação inclusiva para os entrevistados responderem se concordam ou discordam de cada uma delas, com o intuito de verificar suas opiniões frente ao tema. Os resultados foram divulgados em outubro de 2019.

Confira alguns dos principais resultados da pesquisa:

  • 86% concordam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência;
  • 76% concordam que crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência;
  • 68% discordam que a criança com deficiência atrasa o aprendizado das crianças sem deficiência quando estudam juntas;
  • 87% concordam que pais de crianças com deficiência têm medo de que seus filhos sofram preconceito na escola;
  • 71% concordam que professores têm interesse em ensinar crianças com deficiência;
  • 60% discordam que a escola pode escolher se aceita matricular uma criança com deficiência.

A pesquisa concluiu ainda que entrevistados que convivem com pessoas com deficiência têm a atitude mais favorável em relação à inclusão.

Considerando o potencial da educação inclusiva na sua escola? Talvez você já esteja trabalhando com sala de aula inclusiva e procurando estratégias eficazes.

Continue a leitura deste artigo sobre educação inclusiva para saber mais sobre o tema e como pesquisas estão comprovando que ela promove benefícios para todos.

Afinal, o que é educação inclusiva?

Educação inclusiva é quando todos os alunos, independentemente de quaisquer desafios que possam ter, frequentam a mesma escola e assistem às mesmas aulas apropriadas à idade, para receber instruções, intervenções e apoios de alta qualidade que lhes permitam alcançar o sucesso na escola.

A escola e a sala de aula operam com a premissa de que os alunos com deficiência são tão competentes quanto os alunos sem deficiência. A educação inclusiva de sucesso ocorre principalmente através da aceitação, compreensão e atendimento das diferenças e diversidade dos alunos.

Vale lembrar que a Agenda Global da Educação 2030 da Unesco enfatiza a inclusão e a equidade como base para uma educação de qualidade. A educação inclusiva está ganhando força porque existem muitas evidências baseadas em pesquisas sobre os benefícios.

Muitos estudos nas últimas décadas descobriram que os alunos com deficiência têm maior desempenho e habilidades aprimoradas por meio da educação inclusiva, e seus colegas também se beneficiam. Confira:

  • Para estudantes com deficiência, isso inclui ganhos acadêmicos em alfabetização (leitura e escrita), matemática e estudos sociais – tanto em notas quanto em testes padronizados – melhores habilidades de comunicação, melhores habilidades sociais e mais amizades;
  • Seus colegas sem deficiência também mostram atitudes mais positivas nessas mesmas áreas quando em salas de aula inclusivas. Eles obtêm maiores ganhos acadêmicos em leitura e matemática.
  • Pesquisas mostram que a presença de alunos com deficiência oferece novos tipos de oportunidades de aprendizado para os demais. Uma delas é quando eles servem como monitores. Ao aprender como ajudar outro aluno, seu próprio desempenho melhora.
  • Outra é que, à medida que os professores levam mais em consideração seus diversos alunos com deficiência, eles fornecem instruções em uma ampla variedade de modalidades de aprendizado (visual, auditiva e cinestésica), o que também beneficia seus alunos regulares.

De fato, em muitos casos, os alunos regulares relatam pouca ou nenhuma consciência de que existem alunos com deficiência em suas aulas. Quando estão cientes, demonstram mais aceitação e tolerância pelo aluno com deficiência quando todos experimentam juntos uma educação inclusiva.

Tecnologias inclusivas

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual e menos de 1% possui carteira assinada. O principal motivo disso é: evasão escolar. O desafio é que as escolas ofereçam a esses alunos meios para que se sintam motivados a continuarem os estudos e a tecnologia pode ser muito útil nesses casos.

É o caso do Orcam MyEye, da empresa Mais Autonomia, que é um dispositivo acoplado à haste do óculos que auxilia na leitura de textos. De acordo com o sócio-diretor da empresa, Doron Sadka, é um dispositivo com tecnologia israelense que permite ao deficiente visual ouvir o que está escrito em qualquer superfície. O aparelho está na lista das 100 maiores tecnologias de 2019, publicada pela Revista Times.

“Os pais dos alunos que utilizam a tecnologia nos relatam que suas notas subiram 50% em média após o uso. Além disso, a auto-estima deles melhora muito, pois eles se sentem mais participativos”, relata Sadka. Entre outras funções, o aparelho tem a de reconhecimento facial, o que auxilia o aluno a reconhecer os professores e seus colegas de classe.

Para o próximo ano, a empresa pretende lançar uma bengala com sistema de GPS embutido, permitindo a locomoção de pessoas com deficiência visual com mais segurança. A Mais Autonomia esteve presente como expositora no Grande Encontro da Educação realizado pela Revista Educação, ao lado do IsCool App. Saiba mais sobre esse evento:

IsCool App e School Picture marcam presença no GEE 2019

O futuro é realmente muito promissor para essa abordagem. Há evidências crescentes de que a educação inclusiva e as salas de aula são capazes de atender não apenas aos requisitos dos alunos com deficiência, mas também de beneficiar os alunos de educação regular.

Vimos que, com a exposição, pais e professores se tornam mais positivos. O treinamento e o apoio permitem que os professores de educação regular implementem educação inclusiva com facilidade e sucesso. Tudo ao redor é um ganha-ganha!

Tendências do Futuro: o ensino de habilidades de vida

Nesse artigo escrito pela equipe da plataforma de educação Idapt, em parceria com o IsCool App, você saberá como o ensino de habilidades de vida estará presente nas escolas nos próximos anos

Se você fosse apostar em uma tendência que vai ditar os próximos anos na Educação brasileira, o que você diria? Tecnologia, Inteligência Artificial, Gamificação? Nós acreditamos fortemente que todos os 3 terão um grande espaço nos próximos anos. Porém, se fôssemos apostar em uma, seria no ensino de habilidades de vida nas escolas.

E isso se dá por um motivo muito especial: a aprovação da BNCC. Os dois últimos anos foram de grande impacto para a Educação Básica no Brasil, através da formalização de diretrizes e dos aprendizados essenciais que todo estudante tem direito, através da implementação da Base Nacional Comum Curricular.

O Governo, através da BNCC, entendeu que sempre existiu uma grande desigualdade entre o que as crianças e jovens aprendiam, dependendo de cada região do Brasil. Por isso, fez um esforço conjunto para balizar o Ensino e garantir o direito de aprender de todo aluno brasileiro.

BNCC dita competências de ensino, que de acordo com ela são “definidas como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”. E isso é que chamamos de habilidades de vida.

Mas como o ensino dessas habilidades estará presente nas escolas nos próximos anos? É o que você verá neste artigo.

Baixe o e-book “Como será a Escola do Futuro: 4 Tendências da Educação nos próximos anos”.

Mundo hiperconectado e superinformado

O ensino de habilidades de vida será essencial para as escolas que querem prosperar nos próximos anos. Em um mundo cada vez mais conectado, acelerado e com uma quantidade assustadoramente grande de informações e dados, o aluno que souber lidar com essas quantidades de informações sairá em vantagem.

Além disso, quando a quantidade virtualmente inacabável de informação está na ponta dos dedos, é natural o surgimento de sentimentos de ansiedade, sobrecarga e insegurança. Afinal, como você pode ficar tranquilo e focar nas coisas importantes da sua vida quando todas as informações do mundo estão chegando no seu celular?

É fundamental que as escolas, nos próximos anos, ajudem e ensinem o aluno a reconhecer e lidar com essa quantidade absurdamente grande de informações e, o mais importante de tudo, saiba transformar isso em conhecimento que pode ser utilizado nos desafios da vida.

O poder das redes sociais

Os jovens de hoje vivem em um mundo onde a internet e as redes sociais são as forças que comandam a sociedade. Alguns anos atrás, moda, opinião, política, consumo e até estilo de vida eram influenciados por dois grandes canais de mídia: o cinema e a televisão.

Hoje, no entanto, a influência é feita por uma legião de influenciadores e pessoas comuns, que curtem, comentam, compartilham a sua opinião, gravam vídeos e mandam mensagens. Tudo em uma velocidade ultrarrápida e a todo momento.

Isso muda completamente a forma como os jovens enxergam o mundo. Para eles, a influência é um direito seu. Ele pode influenciar, assim como pode ser influenciado por inúmeras pessoas da sua escolha.

Aqui está o problema: a tendência do mundo hoje faz com que as pessoas somente compartilhem coisas boas e evitem falar das outras partes da vida.

Um jovem que é influenciado por esses estilos de vida que focam na diversão, no prazer e no consumo, passa a acreditar que esse é o padrão que deve ser alcançado. Isso faz com que ele acredite que momentos não tão positivos, mas ainda sim extremamente comuns e naturais na vida, como tristeza, tédio e frustração devam ser evitados e que são um verdadeiro fracasso pessoal.

A escola nos próximos anos precisará atuar fortemente em habilidades que ajudem o aluno a lidar com essa pressão constante exercida pelas redes sociais, como inteligência emocional, autoconhecimento e capacidade de lidar com expectativas.

O mundo exige constante transformação

É fato que, por muito tempo, a vida era vista como um check-list de tarefas. Uma pessoa deveria estudar, fazer uma faculdade, conseguir um estágio, casar e procurar um emprego para o resto da vida. Hoje não é mais assim.

Os jovens do futuro precisarão se reinventar muitas vezes ao longo da vida e o castelo de realizações precisará ser montado e remontado constantemente. Pesquisas mostram que um profissional da Geração Z mudará de emprego não 2, mas em média 15 vezes enquanto estiver no mercado.

Inclusive, já fizemos um artigo anteriormente sobre o Futuro do trabalho: o que as escolas precisam saber. Saiba mais!

Hoje, o mundo está repleto de profissões que não existiam há 10 anos e, cada vez mais, surgem novas profissões e novos caminhos. A segurança e a previsibilidade não serão alcançadas com o emprego da vida toda, mas com a capacidade de lidar e se adaptar a cada nova mudança.

Nesse cenário, o papel da escola, e da família, será formar os jovens para serem eternos alunos, não mais do tipo que esperam a informação do professor, mas dos que buscam e aprendem por conta própria, sempre que precisarem. A escola nos próximos anos precisará ensinar ao jovem não mais conceitos fixos, mas o próprio conceito de aprendizagem.

Desenvolvimento de Inteligências Múltiplas nos alunos

Os colégios que inserem o ensino de habilidades de vida e o uso da tecnologia dentro das suas bases pedagógicas são os que mais conseguem desenvolver as Inteligências Múltiplas nos seus alunos.

Os jovens possuem contato com novos estímulos, e por isso, compartilham mais experiências entre si e se tornam mais habilidosos em se adaptar a diferentes cenários. Essa mudança na rotina geral estabelecida contribui para um aumento na inteligência interpessoal e empatia dos alunos. Duas habilidades fundamentais ao longo da vida e que devem ser valorizadas dentro e fora da escola.

Para uma escola desenvolver Inteligências Múltiplas, é necessário um esforço em conjunto. De um lado, entender a importância delas na vida dos alunos, trazendo atividades e tecnologias que trabalhem isso. Do outro, observando o interesse deles e buscando maneiras de passar o conhecimento e despertar valores de uma forma divertida e prazerosa.

Para isso, a escola pode usar e abusar de plataformas como a Idapt. Idapt é primeira plataforma de conhecimento de vida para jovens do Brasil. Com cursos descolados e divertidos, eles unem o ensino de habilidades de vida com a diversão de um jogo repleto de experiência e aventura. 

Na Idapt, os alunos aprendem desde Economia, Educação Financeira e Autoconhecimento até Criatividade, Empreendedorismo e Liderança, assuntos alinhados com a BNCC e que desenvolvem o jovem e o preparam para a vida e para o mundo moderno.

Conclusão

Como vimos, os desafios de hoje não são acessar informação ou ter um emprego para a vida toda. O jovem de hoje precisa aprender a lidar com o excesso de estímulos, a escolher as melhores alternativas no meio de tantas opções e a construir uma vida realmente feliz e com propósito, tudo isso em um mundo onde tudo muda a cada segundo.

O papel da escola, nesse cenário, é criar um novo modelo de educação, adaptado ao mundo real, que ensine o jovem a questionar e refletir, em vez de absorver e aceitar informação. E isso é feito através do ensino de habilidades de vida.

Diante de todas essas demandas completamente novas e diferentes, o ensino dessas habilidades transforma a escola em um ambiente acolhedor, focado na vida real e que não baseia a educação somente em bagagens teóricas, mas em vivências e experiências.

Quer saber mais sobre o ensino focado na realidade e quais serão as tendências para a Educação nos próximos anos? Baixe o e-book “Como será a Escola do Futuro: 4 Tendências da Educação nos próximos anos”.