Matrícula 2021: 4 vantagens da campanha pelo app

Depois de levar a sala de aula para dentro das casas, agora é hora de levar também sua campanha de matrícula para o celular dos pais; aqui reforçamos alguns dos benefícios dessa ação especificamente pelo aplicativo escolar

Podemos dizer que 2020 tem sido um ano de muito aprendizado, com inúmeros testes sendo realizados. Alguns muito bem sucedidos, outros, nem tanto.

Após quase seis meses de aulas remotas, as escolas já acertaram a mão no ensino on-line: escolheram as melhores ferramentas, organizaram a equipe e revisaram suas estratégias. E, apesar de ainda não termos atingidos os mais altos patamares de performance, podemos dizer que, no geral, deu certo.

E nessa corrida rumo à transformação digital, um item em plena mudança é o processo de matrícula, que precisa acontecer em meio aos protocolos exigidos por uma pandemia, mas também com a premissa de uma ação muito mais rápida, segura e inovadora.

Além do mais, se a matrícula sempre foi um momento importante para o colégio, imagine agora, em meio a uma situação econômica vulnerável? A essa altura, a margem de erros deve ser nula, por isso a atenção redobrada na construção da sua campanha.

Matrícula pelo celular

Oferecer aos pais (já clientes ou mesmo novos) a facilidade de fechar a matrícula com apenas alguns cliques é mais que uma tendência nesta temporada; é uma necessidade. Melhor ainda quando esse processo acontece dentro do ambiente do aplicativo de comunicação escolar já utilizado no dia a dia da instituição.

Sim, a matrícula pelo aplicativo escolar agrega diferenças importantes em relação a uma simples matrícula on-line. Esta, muitas vezes, lança mão da burocracia de um e-mail. Afinal, em tempos de aulas remotas e comunicação exclusivamente pelo app escolar, ter que administrar o contato com o colégio por outra mídia não é nada prático.

Sem contar um outro detalhe importante e muito comum atualmente: na sede de implantar uma mecânica de matrícula on-line, o colégio opta pelo sistema de simples aceite em vez de uma assinatura digital de documento, abrindo mão de um processo legalmente mais seguro e garantido.

Entenda a diferença entre a matrícula por aceite e matrícula com assinatura digital de documento.

Por que optar pelo sistema de matrícula via aplicativo?

Completo, robusto e arrojado, um sistema de matrícula como o do IsCool App, por exemplo, agrega principais diferenciais à sua campanha:

1 – Matrícula segura

Sem filas, aglomeração ou qualquer contato físico, a campanha de matrícula pelo celular é recomendada pela segurança sanitária que garante distanciamento de pessoas. Mas a segurança existe também no que diz respeito a outros dois aspectos: jurídico (no caso da assinatura digital e não do simples aceite) e de uso de dados, já que envolve diversos níveis de validação e está totalmente amparada pela LGPD (Lei Geral de Proteção de dados).

2 – Matrícula com integração

Integração é palavra de ordem quando o assunto é uso de dados e informação de sistemas de gestão. Quanto mais automatizado o processo, menor a margem de erros, sem contar a rapidez nas ações e nos resultados. Como qualquer outra integração no app, a troca de dados entre os sistemas é respaldada por procedimentos técnicos superelaborados, à prova de erros.

3 – Matrícula prática

Atrelado aos dois pontos anteriores está um processo de matrícula mais pratico, não só para o pai, mas principalmente para sua equipe, que provavelmente já é enxuta e carrega uma grande demanda de trabalho. Com um sistema on-line e totalmente automatizado, o colégio pode focar no que mais importa: pensar nas estratégias e acompanhar resultados para propor ações precisas de performance e reversão, por exemplo.

4 – Matrícula garantida

Por fim, e não menos importante, está o resultado quantitativo do processo de matrícula pelo celular: uma campanha mais curta, objetiva e com menor chance de evasão. Sabe aquela história de o contrato ficar parado em negociação até dezembro? Nessa modalidade as chances de isso acontecer são bem menores porque pode haver intervenção imediata da escola e, em menos tempo (em relação ao processo tradicional) as previsões de faturamento estarão prontas para que você siga com seu planejamento financeiro do ano seguinte.

Tudo em um mesmo canal

Ainda que no processo de matrícula pelo aplicativo uma das opções de validação de segurança envolva meios externos como SMS ou e-mail, tudo de mais importante acontece no ambiente do app, via botão exclusivo de assinatura de documentos no menu principal.

Mas o que de mais positivo conta para os pais é a possibilidade de já poder contatar o colégio pelo próprio app caso tenha alguma dúvida. No canal de atendimento do IsCool App, por exemplo, é possível criar um contato temporário responsável apenas por sanar questões relacionadas ao assunto, organizando as informações e agilizando as respostas.

Há, ainda, uma vantagem adicional para os colégios que atrelam a matrícula à compra de produtos em suas lojas on-line, como uniforme ou material escolar. Por meio de uma integração especial com o sistema de gestão da instituição, o próprio app pode exibir, no menu auxiliar, cada uma dessas etapas para que a família já faça suas aquisições ali, no mesmo processo de assinatura digital do contrato.

Rápida implantação

A boa notícia é que o processo de campanha de matrícula pelo app é ágil até mesmo em sua implantação e aplicação. Bastam alguns passos para o colégio poder desfrutar de todos os benefícios dessa nova mecânica, mesmo que isso envolva a implantação do próprio app como ferramenta de comunicação oficial da instituição.

Ou seja, em uma um ano como este, em que os pais clamam por soluções mais práticas e cuja adesão de usuários em apps de comunicação escolar bate recordes, a implantação de um sistema de matrícula digital seguro leva poucas semanas.

Isso tudo, claro, a uma demanda muito menor aos colaboradores e com outra importante questão a ser ressaltada: a possibilidade de geração de relatórios de acompanhamentos de maneira rápida.

E o resultado qualitativo tão esperado também acontece: a matrícula pelo app e todos os seus benefícios práticos tendem a conquistar os clientes, mudando até a opinião daqueles mais céticos e apegados aos modelos tradicionais. O que conta positivamente para ações futuras e, principalmente, para suas próximas campanhas de matrícula.

Por que as questões raciais e a luta das minorias devem ser pautas prioritárias em seu colégio?

Para tratar um assunto de tamanha importância e que vem ganhando os holofotes mundo afora, o Blog do IsCool App entrevistou Gabriel Marques, palestrante e autor de livros sobre o racismo; confira esse edificante bate-papo sob a ótica da educação e do princípio da igualdade

De Mineápolis para o mundo, a morte de George Floyd, negro e humilde, fez despertar o debate sobre o preconceito racial, o abuso de poder e a luta por respeito e direitos pelas camadas mais sensíveis da sociedade.

Da internet para as ruas, das ruas para dentro de casa, de dentro de casa para a sala de aula (agora virtual). Tratar sobre o assunto não só se tornou urgente, como também obrigatório mediante a velocidade com a qual a informação percorre esse ciclo.

Uma ótima oportunidade para trabalhar com mais intensidade e riqueza os projetos pedagógicos ligados à cidadania, ética e vida em sociedade. E uma excelente hora para entender se os esforços enquanto escola e importante instrumento de formação social estão sendo efetivos.

Para despertar essa análise, o Blog do IsCool App bateu um papo com Gabriel Marques, um estudioso incessante acerca do tema, que leva todo seu conhecimento a escolas do Brasil por meio do programa de formação de professores chamado “Educando crianças livres de preconceito”.

Marques, que também é publicitário e bacharel em direito, é ainda autor de vários livros, dois dos deles na área racial: “Da Senzala à Unidade Racial”(1996) e “Acendedores de Velas” (2001). Confira esse rico pingpong:

Blog do IsCool App: Como você define o papel da escola na construção da sociedade?

Gabriel Marques: As escolas, por excelência, devem estar na vanguarda da construção do pensamento e não ser apenas entes reprodutores de mensagens ou de fatos históricos. Os alunos não são caixas vazias onde pretensamente o conhecimento será depositado; antes, os alunos são minas de pedras preciosas em estado bruto, ali participando de um processo de lapidação para que possam revelar seu próprio potencial. Os professores cumprem, portanto, a função de um artífice que traz à luz potencialidades antes ocultas nos alunos, como seres pensantes e participantes ativos na construção e transformação de uma civilização em constante progresso. Este conceito naturalmente não contradiz a necessidade de compartilhamento de informações, estudo de fatos e experimentação.

Blog do IsCool App: E como as escolas têm lidado com esse compromisso hoje?

Gabriel Marques: Algumas escolas se definem como locais para o ensino de conteúdos e habilidades necessárias à participação do indivíduo na sociedade; outras adicionalmente são definidas como local para se compreender a cidadania como instrumento de participação social e política, preparação para o exercício de direitos e deveres civis e sociais, além da adoção de atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. Outras escolas adicionam componentes ou ambiências capazes de estimular seus alunos a pensar o mundo, suas contradições, analisar contextos e buscar novas soluções para o avanço social coletivo, percebendo não apenas o movimento constante da Terra, mas o avanço e direção dos processos internos da civilização.

Blog do IsCool App: Quais têm sido os maiores desafios da escola no cumprimento desse papel?

Gabriel Marques: As duas últimas décadas têm revelado alguns desafios ameaçadores, com sinais de retrocesso nos avanços coletivos alcançados no século recém-concluído. O globo terrestre tido como redondo desde o século 16 é agora novamente apresentado como plano; a ciência é questionada e posta de lado por lideranças governamentais em muitos países, enquanto ela própria se apresenta agora, não como a todo-poderosa, mas apenas como um punhado de teorias em busca de confirmação; conquistas de toda a humanidade com a assinatura de tratados internacionais, como os acordos ambientais – tal como o da redução de emissão de carbono na atmosfera e outros – estão sendo relegados ao limbo; os sistemas econômicos, quer do Leste ou do Oeste, apresentam fissuras que parecem irremediáveis, enquanto enfermidades sociais como o racismo e a pobreza extrema ganham terreno em todas as partes. Certos princípios éticos, antes compartilhados por pessoas de todas as nações e que pareciam em ascensão, estão agora erodidos, ameaçando o consenso predominante sobre certo e errado, que em muitas instâncias havia conseguido manter abafadas as tendências mais vis da humanidade. Visíveis são as forças de desintegração, enquanto há urgente necessidade de agrupamento das forças integradoras da sociedade, para o que as escolas são instrumentais.

Blog do IsCool App: Em relação especificamente à questão do racismo, como você enxerga que ele pode ser trabalhado na escola de maneira mais eficiente hoje?

Gabriel Marques: No contexto do racismo podemos recordar Nelson Mandela (1918-2013) quando disse: “Ninguém nasce odiando o outro pela cor da sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar as pessoas precisam apreender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Neste sentido, os temas transversais em cada currículo precisariam reforçar certos princípios, incluindo materiais e debates no campo da ética e da pluralidade cultural, por exemplo. A história até agora registrou principalmente nossa experiência coletiva como de tribo, culturas, classes e nações. Com a unificação física do planeta e o reconhecimento da interdependência de todos os que nele vivem, uma nova história está agora começando: a de uma humanidade comum. Esta visão da Terra como uma pátria comum e de uma única família humana global precisa se sobrepor à tendência de “nós” e “eles”, assim como da divisão artificial dos povos em “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos”, o que busca definir identidades de grupos em constante disputa entre si. Esta fragmentação ou busca de primazia de um grupo ou povo sobre os demais e virtualmente sobre a própria humanidade – sejam teorias raciais ou as econômicas – tem aumentado as tensões e colocado o mundo à beira de uma nova guerra, o que naturalmente precisa ser evitado. Aqui tanto escolas, quanto demais instituições, incluindo os governos tem um papel sumamente importante a cumprir.

Blog do IsCool App: Você acredita que essa pauta faz parte da educação integral tão buscada hoje pelos colégios?

Gabriel Marques: Em primeiro lugar uma educação que se diz “integral” deveria reconhecer a unicidade da humanidade como princípio direcionador. Nesta perspectiva, a diversidade que caracteriza a família humana, longe de contradizer sua unicidade, confere ao todo uma maior riqueza. Estas duas perspectivas apontam tanto para as soluções quanto para um destino coletivo comum. Após deixar para trás os estágios de infância, adolescência e de uma juventude turbulenta, o mundo está agora, então, se encaminhando para adentrar sua maturidade coletiva, vindo a adotar novos padrões tanto em suas relações interpessoais quanto econômicas. Ao preparar seus alunos por meio do ensino de diferentes idiomas, uso das tecnologias de comunicação, etc., as escolas têm visado preparar seus alunos basicamente para o mercado de trabalho. O mercado de trabalho, entretanto, está atualmente intimamente atrelado aos dogmas e modelos decorrentes do materialismo, seja de fundo capitalista ou socialista. Os ideais encarnados nestes dogmas têm fracassado em satisfazer as necessidades comuns da humanidade como um todo e, por outro lado, estes mesmos dogmas agora apresentam graves rachaduras em suas bases, enquanto busca se remediar e reerguer. Dentre seus resultados mais aparentes, após décadas de prática irrestrita, estão a extrema concentração de renda por alguns poucos (os dados de 2019 indicam apenas 26 indivíduos como possuindo metade da riqueza mundial), enquanto avançam as disparidades sociais juntamente com o ressurgimento das forças do racismo, nacionalismo e partidarismo.

Blog do IsCool App: Um aluno com futuro brilhante inclui uma educação de crianças livres de preconceito?

Gabriel Marques: Alunos considerados brilhantes são, sobretudo, pessoas cujos princípios educacionais e espirituais estão refletidos tanto em suas palavras quanto em suas ações, como estando verdadeiramente livre de preconceitos, isto é, alguém que atua considerando todas as pessoas – independentemente de sua origem étnica, condição social ou religião – como membros da mesma família humana. Adicionalmente, com o reconhecimento de que a vasta maioria da população brasileira afirma ter alguma crença religiosa, poderíamos dizer, então que o aluno brilhante é alguém que concilia seus conhecimentos técnicos e científicos com uma verdade e prática espiritual, comum a todas as crenças, a de que “todos os que habitam na terra são membros de uma só família e filhos de um Criador único” e que “devemos agir com o outro da mesma forma que gostaríamos que conosco agisse”. Quantas e quantas vezes na história – seja passado ou presente – encontramos, entretanto, profissionais e lideranças em todos os níveis, com a mais brilhante carreira profissional, mas cujos pensamentos e ações em relação ao próximo permanecem discriminatórias, assim como de modo insistente e consciente perpetua práticas sociais e econômicas que reconhecidamente são injustas!

Blog do IsCool App: Na sua opinião, o que pode acontecer com escolas que não implementarem práticas efetivas e constantes no ensino acerca do racismo?

Gabriel Marques: Uma época como a nossa na qual as pessoas têm acesso crescente a todos os tipos de informação e uma diversidade de ideias, o conceito de justiça se afirma como o princípio governante de qualquer organização social bem-sucedida. Neste caso, qualquer escola cujos alunos não reflitam em suas posturas individuais uma consciência crescente sobre importantes temas sociais como é o caso do racismo, poderão ver a si mesmos em situações vexatórias, alienados dos grandes problemas sociais de nosso tempo; seus professores e escolas vistos como instrumentos reprodutores da mesma enfermidade para qual dizem buscar a panaceia. A existência do racismo estrutural e institucional também incorpora a dimensão da própria cegueira ou da dificuldade na identificação do problema em sua própria estrutura enquanto instituição. Num país onde mais da metade da população é reconhecida como de “pretos” e “pardos” ou negros ou afrodescendentes – segundo as diferentes terminologias – as escolas e seus dirigentes precisam não apenas se perguntar, mas encontrar justificativas consistentes – se é que estas existam – para explicar o baixíssimo número de professores e gestores negros em seus quadros. Professores igualmente podem desejar revisar interiormente se na sua relação com alunos negros existe algum preconceito embutido.

Blog do IsCool App: O assunto discriminação vai além do racismo contra o negro. Quais outras causas englobam o ensino integral do futuro cidadão e como elas todas estão correlacionadas?

Gabriel Marques: Para além da arraigada discriminação com base na cor da pele, outros preconceitos são igualmente devastadores da unidade humana, tais como aqueles baseados na etnia, gênero, nação, casta, religião, classe social e outros. No caso da discriminação de gênero, cabe destacar que a emancipação da mulher e a plena igualdade com os homens é um dos requisitos mais importantes para o estabelecimento da paz. Tal como citado por destacada instituição global – a Casa Universal de Justiça – “a negação dessa igualdade comete injustiça contra metade da população do mundo e promove entre os homens atitudes e hábitos nocivos que são transportados do ambiente familiar para o local de trabalho, para a vida política e, em última análise, para a esfera das relações internacionais”. O nacionalismo exacerbado, distinto de um patriotismo são e legítimo, também precisará ceder lugar a uma lealdade mais ampla – ao amor à humanidade como um todo. Atividades que nutrem afeição mútua e sentimentos de solidariedade entre os povos precisam ser substancialmente incrementadas. A enorme disparidade entre ricos e pobres e a urgência de se eliminar tais extremos é outro tema que requer nova abordagem do problema, em ambiente isento de polêmicas econômicas e ideológicas. Mesmo o espírito de competição que domina uma grande parte da vida moderna, onde o conflito é aceito como mola-mestra da interação humana, precisará ser revisto no sentido de uma reorganização da sociedade, livrando-a de um constante espírito belicoso, o qual precisa ser substituído pela cooperação e reciprocidade.

Blog do IsCool App: E sob qual ótica, em sua opinião, deve-se trabalhar tantos pontos?

Gabriel Marques: O conceito de justiça deverá prevalecer como a bússola indispensável nos processos de tomada de decisão, como instrumento essencial para se alcançar unidade de pensamento e ação, sabendo-se que os interesses individuais e os da sociedade estão inseparavelmente conectados. A experiência prática tem claramente demonstrado que “na medida em que a justiça se tornar uma consideração orientadora das interações humanas, isso irá encorajar um clima de consulta que permita o exame desapaixonado das opções e a escolha adequada dos cursos de ação. Portanto, ao se manter a justiça como princípio orientador, seguramente que se afastará as eternas tendências à manipulação e ao sectarismo que possam defletir o processo de tomada de decisões.

Blog do IsCool App: É importante envolver a família nessa pauta?

Gabriela Marques: A educação tem seu início, poder-se-ia assim dizer, ainda no ventre materno quando o bebê é influenciado pela alimentação da mãe e logo após por todas as influências do ambiente – seja ele um ambiente de harmonia ou violência familiar ou de seu entorno, assim como pelas muitas interações da criança com parentes, vizinhos e pelos lugares onde brinca e se desenvolve. A escola formal somente irá aparecer na vida da criança num momento em que algumas das bases do caráter, da personalidade e percepções de mundo já estão em formação. Naturalmente que tanto a educação não-formal quanto a formal são essenciais para a mudança das atitudes das pessoas. Mas a família, por excelência, é o cadinho onde se moldará a consciência, valores e atitudes em relação ao próximo. Assim, a colaboração entre escola e pais, e vice-versa, é fundamental para o sucesso do processo educacional, num trabalho ombro-a-ombro.

Blog do IsCool App: Como o colégio pode fazer isso de maneira bem-sucedida?

Gabriel Marques:A escola bem pode identificar os temas e oportunidades para uma interação e trabalho mais próximo com os pais, assim como pode oferecer seminários e reuniões especiais, onde reflexões conjuntas sobre temas emergentes na sociedade possam ser debatidos, dentro de um ambiente de conversação informal e participativa, numa oitiva daquilo que é também a percepção dos país. Há que se evitar ambientes e ou palestras formais ou modelos que reproduzam experiências reconhecidamente não tão eficazes, como as que buscam estabelecer uma relação entre “aqueles que sabem” com “aqueles não sabem”, algumas vezes identificadas na relação educador-educando, o que também pode gerar barreiras desnecessárias. Nestes espaços de reflexão conjunta algumas falas ou afirmações recorrentes em diferentes grupos poderiam ser revisadas, tais como aquelas que dizem: ‘Meninas não são boas em matemática’; ‘pessoas analfabetas não são inteligentes’, ‘não devemos confiar em estrangeiros’, entre outras. Igualmente outras questões poderão emergir de modo natural, sem a expectativa de respostas, tais como: quantos amigos negros temos em nossas relações de verdadeira amizade? Ao identificar situações de discriminação racial ou outra, situações de injustiça, qual tem sido a postura adotada: de mero expectadores ou houve alguma tomada de ação? Enfim, existem muitas questões e oportunidades nas quais escola e família podem interagir e trabalhar conjuntamente nos reforços comuns de mudança e construção social.

Lição de casa pelo app: o grande diferencial para seu colégio

Lançado pouco antes do início da pandemia, o módulo lição de casa do IsCool App se tornou o melhor amigo dos colégios e ganhou novas e importantes atualizações, evoluindo ainda mais o jeito de comunicar e se tornando essencial mesmo com o retorno das aulas presenciais

De tudo o que seu colégio transformou e fez acontecer durante a pandemia do novo coronavírus, o que vai permanecer no novo normal da instituição? Para a maioria dos colégios, certamente no topo da lista estará o item comunicação digital.

Foi lançando mão de uma comunicação efetiva por meio dos aplicativos escolares que os colégios puderam levar a informação correta às famílias e agilizar o atendimento a pais e alunos, mantendo o compromisso da instituição junto ao público.

Nesse sentido, fez a diferença também quem decidiu optar pelo módulo de lição de casa, uma funcionalidade do aplicativo IsCool App que segmentou ainda mais o fluxo de dados gerados pelas turmas, permitindo um acompanhamento mais de perto da evolução do processo de aprendizagem de cada aluno.

Sucesso entre os colégios IsCool App, o módulo lição de casa tornou-se ainda mais importante durante este período de aulas on-line, ganhou novas funções e evoluiu dentro do aplicativo. Agora, pela sua eficiência, deve permanecer com uma das ferramentas mais importantes da comunicação escolar nos próximos meses, mesmo com o retorno das aulas presenciais.

 “O módulo lição de casa foi lançado antes do inicio da pandemia e já naquele contexto era uma conveniência muito grande ao professor que, através de um tablet ou de um celular, podia lançar a lição de casa e atividades para diversas turmas. Inclusive, também porque sua interface já era muita intuitiva, permitindo envio de links e diversos tipos de arquivos. Mas com esse novo contexto que se estabeleceu, ele agregou muito mais valor para as escolas. Então ele tem sido, junto com os comunicados, nosso carro-chefe atualmente”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Sucesso total de adesão

No mesmo dia de seu lançamento na plataforma, o módulo foi requisitado por cerca de um terço dos colégios que utilizam o IsCool App, como lembra Ghabriel Daniel, da equipe de Sucesso do Cliente: “A adesão foi praticamente instantânea. Recebemos muitos pedidos para a habilitação do módulo e orientação sobre seu funcionamento”.

Mas foi mesmo depois que a pandemia se instalou que o uso do módulo se tornou massivo pelos usuários. Ao passo em que consolidaram suas estratégias de EAD, os colégios passaram a lançar suas aulas gravadas ou mesmo links de aulas transmitidas em tempo real, além de intensificar o envio de arquivos anexos e conteúdos para consulta.

“A vida dos professores se tornou mais prática e organizada utilizando este novo método de entrega de tarefas aos alunos. As famílias receberam o acesso às lições de casa rapidamente e, pela intuitividade do módulo, já absorveram a mudança logo no primeiro momento. A adesão e a interação dos pais neste período de tempo para o uso da ferramenta foi gigantesco”, conta Daniel, sobre o nível de impacto do novo módulo para os colégios que já possuíam o IsCool App há mais tempo e que, apesar de já contar com altos índices de adesão, passaram a atingir 100% de interação dos pais.

Um módulo ‘à la professor’

Ao longo de sua jornada no ensino remoto e uso da ferramenta, os próprios clientes em seus feedbacks foram guiando a equipe de desenvolvimento do IsCool App a, rapidamente, evoluir o módulo e adicionar novas funções que estivessem perfeitamente adequadas ao cenário de ensino remoto.

“Os professores sentiram a necessidade de um relatório do envio das tarefas e nós implementamos essa ação. Outra necessidade era a de postar tarefas não só para a turma toda, como também para um aluno de maneira individual, o que já é uma realidade. Além do mais, o módulo agora também permite que o próprio aluno devolva a lição de casa já realizada diretamente ao professor. Tudo isso tem feito bastante sucesso. Nós temos tido um retorno muito positivo das escolas”, pontua Tálita.

Organização e controle

Diferente de um comunicado, o conteúdo do módulo lição de casa fica separado de outras informações referentes ao dia a dia da classe. Nas lições é possível determinar uma data de entrega, por exemplo, o que é ideal para o controle do aluno na prioridade dos afazeres e até dos pais que acompanham mais de perto a realização das tarefas.

Seguindo o padrão de design flat e intuitivo que é marca registrada do IsCool App, o módulo lição de casa é de fácil acesso ao usuário de qualquer nível de interação. Conta com detalhes importantes para a organização da informação e até mesmo notificações, que não deixam o aluno esquecer os deadlines. Sem contar as diversas possibilidades de configuração e edição do conteúdo para melhor controle do professor.

Pós-pandemia

O módulo é gratuito para o cliente IsCool App e também rápido de ser habilitado pela equipe operacional. E além de intuitivo e com possibilidade de lançamento mobile via celular ou tablet, conta, ainda, com tutoriais que auxiliam nas mais diversas configurações, de acordo com as necessidades da instituição.

Considerando que a adesão dos usuários tem atingido níveis tão altos no aplicativo de comunicação devido à utilização da ferramenta, é certo que o lição de casa continuará sendo uma das principais ferramentas na retomada das aulas presenciais – que deve ocorrer de maneira progressiva.

Enquanto isso, tanto este módulo quanto o IsCool App, de maneira geral, evoluem no ritmo de transformações vivido pela educação. Tudo possível por outro importante diferencial do comunicador: o relacionamento com o cliente. 

“Hoje, mais de dois terços dos nossos clientes utilizam o módulo lição de casa. Isso é reflexo do nosso trabalho, da nossa dedicação e da parceria constante que a gente tem com as escolas e o nosso compromisso de evoluir o aplicativo para ele ser sempre uma ferramenta bastante atualizada para todas as instituições de ensino”, finaliza Tálita.

Outras novidades: Canal de Atendimento

Como parte da evolução do módulo Lição de Casa, o IsCool App também desenvolveu duas novas funções para o Canal de Atendimento. A primeira delas é sobre o Horário de Atendimento, permitindo que o colégio limite o recebimento de mensagens pelo seu colaborador dentro de período predeterminado.

A segunda nova função tem relação direta com a primeira. Trata-se da Resposta Automática. Com essa novidade, o usuário recebe uma resposta automática definida pela própria escola, caso entre em contato fora do horário de atendimento.

De acordo com Tálita Barão, essas duas melhorias no Canal de Atendimento ajudam muito as escolas a regular o uso do app por parte dos funcionários em horários determinados. “No contexto de trabalho remoto é um recurso bastante importante”, ressalta.

Leia também:

IsCool App lança módulo Lição de Casa

Novo normal: como será sua campanha de matrícula 2021?

Entenda os reflexos da pandemia nos prazos e no modo de garantir a captação e retenção de alunos, além da própria sustentabilidade do negócio no próximo ano; matrícula com assinatura digital não será mais um diferencial, mas sim, item primordial

Agora que as escolas controlaram os incêndios e aprenderam, em tempo recorde, a como gerir sua estrutura de maneira totalmente on-line (do ponto de vista pedagógico e administrativo), é hora de rever seus planejamentos já visando a retomada das aulas presenciais no chamado novo normal.

Mesmo que ainda haja muitas perguntas a serem respondidas quanto a prazos e procedimentos nesta retomada, as campanhas de matrícula e rematrícula 2021 necessitam atenção extra, já que serão decisivas para a sustentabilidade do negócio e não permitirão muita margem de erro durante a execução.

Um dos pontos a ser revisto é o fato de que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os colégios deverão evitar aglomerações – que tradicionalmente acontecem em processos de matrícula convencionais – sem contar o fato de que os próprios clientes também já se adaptaram à nova realidade de resolver tudo remotamente.

Fica, então, a pergunta: seu colégio já se preparou para uma campanha de matrícula totalmente on-line?

Uma campanha de matrícula totalmente remota inclui a revisão do formato de apresentação, novos prazos e uma comunicação digital assertiva. Confira insights que podem auxiliar em seu replanejamento.

Preços, prazos e período

Mesmo com a reabertura das escolas, é certo que o calendário já está comprometido e que serão muitas frentes a serem restabelecidas para que as engrenagens da escola voltem a ganhar ritmo. Não haverá tempo hábil este ano, por exemplo, para desenvolver pesquisas de satisfação do cliente a fim de utilizá-las na campanha de matrícula.

A partir das definições de política de preço e descontos, é preciso determinar o start dos esforços e ações. “O início da campanha pode ser adiado. Muitas escolas começavam já em agosto a tentar vender as matrículas e talvez o momento seja ainda muito turbulento, com foco muito mais na retomada das atividades presenciais do que efetivamente na venda de novas matrículas”, conta Maurício Berbel consultor da Alabama Consultoria Educacional sobre a postergação do início da campanha.

Novo marketing

Sem poder permitir aglomerações, os desafios para captar novos clientes e mesmo reforçar a marca se concentrarão em uma boa comunicação, amparada, principalmente, por novas ferramentas digitais, como explica Berbel, que também é autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003):

“Enquanto a gente preparava uma sala de matrículas, material e uma rotina de visitas à escola durante a semana, isso tudo vai ser remodelado. É importante que a escola procure digitalizar as informações enviadas às famílias de uma maneira adequada: site, vídeo, câmeras 360, tour virtual”, diz o especialista em marketing escolar.

Cada escola, dentro de sua capacidade de investimento, poderá lançar mão de diversas estratégias digitais. Uma delas, sugerida por Berbel, é gravar vídeos com o próprio diretor apresentando a história, diferenciais e os espaços físicos da instituição. Até pais e alunos podem compartilhar seus depoimentos dizendo como, junto com a instituição, se adaptaram à nova rotina onde o virtual já é comum.

Matrícula somente pelo aplicativo

Muitos colégios estarão tranquilos quanto ao processo de matrícula do próximo ano porque já se adequaram à realidade on-line, com assinatura de contrato pelo próprio aplicativo de comunicação. Mas se até a campanha passada essa ferramenta era apenas uma opção, agora ela se tornou uma necessidade.

Veja matéria com depoimento de quem já implantou essa cultura em anos anteriores.

“Muitas escolas têm até um processo antiquado, de concentração de famílias e pessoas no mesmo dia, uma jornada muito curta para a rematrícula, exigindo a presença dos pais. Isso tudo tem que ser mudado. O contrato on-line tem validade e quem tem um app como esse está centralizando as questões da escola, as informações oficiais, naquele canal. Acho que é importantíssimo. As famílias já estão mais receptivas e as escolas também estarão”, ressalta Berbel.

Eliminando contato físico e qualquer possibilidade de aglomeração, a campanha de matrícula pelo app, além de mais ágil, ainda possibilita a concentração das informações em um mesmo canal, facilitando o atendimento aos pais em casos de dúvidas, por exemplo.

Assinatura digital e respaldo jurídico

Para agregar ainda mais segurança ao processo de matrícula digital, vale ressaltar alguns cuidados com a escolha das ferramentas. A assinatura digital de contrato, por exemplo, é a escolha mais acertada em relação a um simples aceite, pois garante a integridade do documento e respaldo jurídico.

Veja o próprio exemplo da pandemia, que trouxe uma realidade sem paralelos e que poderia ter colocado muitos colégios em cheque na que diz respeito à validade do contrato. Afinal, são incontáveis os casos de inadimplência com alegações de descumprimento por parte dos colégios.

E o que faz do processo de assinatura digital tão seguro? No caso do IsCool App, único do país que conta com este formato em seu módulo de matrícula, o método envolve alta tecnologia no uso de criptografia e diferentes pontos de autenticação, conferindo validação certificada ao documento. Uma ferramenta utilizada por grandes bancos e seguradoras no mundo todo.

Saiba mais sobre as diferenças entre assinatura e aceite digital

Outro detalhe que agrega mais segurança ao módulo de matrícula do IsCool App é o fato de o documento ser assinado no ambiente do próprio aplicativo, sem a necessidade de se acessar um outro site de terceiro. Pai e colégio poderão arquivar e acessar novamente o contrato de maneira fácil e intuitiva.

Sem uso de papel e a necessidade de aglomeração, o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte à medida que também tem mais controle sobre a evasão e até mesmo a inadimplência, relativamente comuns nas tradicionais campanhas de matrícula.

Outras ferramentas de comunicação importantes para a campanha de matrícula

Além do módulo que, de fato, disponibiliza aos pais o documento de matrícula para assinatura digital, o app de comunicação traz outras importantes funcionalidades de apoio a uma campanha de matrícula on-line de sucesso.

No IsCool App, por exemplo, outros recursos essenciais são os canais de atendimento exclusivo, que abrem um espaço para que a família tire dúvidas de maneira particular, com a pessoa certa, e ainda possibilita o envio de arquivos e documentos via app. O feed de notícias é outra solução que auxilia na divulgação da campanha, prazos e instruções. E para garantir bons resultados na campanha, há ainda os relatórios em tempo real com informações de cada contrato para acompanhamento e tomadas rápidas de decisão.

Educação do futuro e o papel da escola

Aspectos econômicos, políticos e sociais e as tendências tecnológicas estão afetando a demanda por habilidades futuras. Será que as escolas estão preparadas?

A sociedade está mudando rapidamente. Nosso futuro social e econômico está se tornando cada vez mais difícil prever, o que significa que estamos educando as crianças para um mundo que não podemos conceber com segurança. Haja vista a crise na educação gerada pela pandemia do Covid-19 (Coronavírus).

Isso tem consequências significativas para como e o que ensinamos aos alunos. Há um número de tendências que influenciam a educação, incluindo aspectos econômicos, políticos e sociais, além das tendências tecnológicas.  

Essas forças, juntamente com a globalização e a sociedade da informação, estão moldando os aspectos internos e externos das escolas. Mas, enquanto a economia global mudou, a estrutura da educação, sem dúvida, permaneceu praticamente inalterada.

O blog do IsCool App aborda as tendências atuais e emergentes na educação e considera como isso pode impactar todos os envolvidos – alunos, professores, líderes escolares e comunidades.

Tendências e desafios

Como o ambiente em mudança traz diferenças na maneira como os alunos pensam e aprendem, há a necessidade de mudar para uma abordagem centrada no aluno onde o aprendizado intencional seja incentivado. O aluno deve pensar de modo autêntico, relevante, significativo e ativo.

Num futuro não muito distante, o aluno precisará pensar a partir da perspectiva global para se tornar um cidadão ativo. Em um mundo volátil, ele precisará ter coragem e perseverança para criar uma maior tolerância ao fracasso.

Os avanços tecnológicos não se traduzem em igual desempenho nos alunos, portanto as escolas precisarão incentivar essas competências entre alunos e professores. É importante avaliar a tecnologia certa para incorporar nas escolas e aprimorar o aprendizado, gerenciando as questões éticas decorrentes de dados e integração de tecnologia.

Para permanecerem relevantes e inovadoras no mundo digital, as escolas devem considerar o potencial de big data e tecnologias para aprimorar o aprendizado e tomada de decisões. Essas são algumas das principais tendências para a educação nos próximos anos.

Leia também sobre o futuro da educação:

Papel da escola

Provavelmente, as salas de aula do futuro serão centradas no aprendizado personalizado e no ritmo individual.

Essa abordagem centrada no aluno permitiria às crianças escolherem seu próprio ritmo e objetivos de aprendizado com base nos interesses individuais – todos os quais poderiam ser guiados por inteligência artificial e aprendizado por vídeo, por exemplo.

A combinação das crescentes necessidades educacionais das crianças e um futuro mais incerto do trabalho significa que atualizar o que as crianças aprendem e como aprendem se tornou uma questão crucial para escolas – mas o que deve ser priorizado?

Uma das prioridades para as escolas se adequarem ao futuro é a tecnologia. Crianças e jovens adultos representam um terço de todos os usuários da Internet. Portanto, não é surpresa que eles sejam mais hiperconectados do que seus pais.

Assim, a escola pode aproveitar essa hiperconectividade natural dos alunos para seu benefício próprio. Cada vez mais, o colégio terá à disposição aplicativos para facilitar a rotina escolar, bem como o ensino e a comunicação com as famílias. O IsCool App, por exemplo, possui diversas funcionalidades que já antecipam o futuro.

Através do aplicativo, a escola organiza seus canais de atendimento com as famílias, fornece espaço para distribuição de conteúdo produzido pela escola, aumentando assim o engajamento dos pais na educação dos alunos. Após a pandemia do Covid-19, ficou claro a vantagem do uso do aplicativo para a transferência de tarefas e material didático.

Os benefícios da tecnologia como material didático são inegáveis. No entanto, o mais importante é que esses auxílios sejam usados ​​em conjunto com a psicologia do desenvolvimento e da educação – mantendo os estudantes em vez da tecnologia no centro da educação.

Segundo relatório sobre tendências da educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), “o futuro será o emparelhamento da inteligência artificial dos computadores com as capacidades cognitivas, sociais e emocionais dos seres humanos, para que possamos educar humanos de primeira classe, não robôs de segunda classe.”

Afinal, como as crianças desenvolvem essas habilidades é talvez menos importante do que sua capacidade de navegar pelas mudanças, pois essa é a única coisa que permanecerá constante.

BNCC: desafios para 2021

Como o ano de 2020 foi comprometido com a suspensão das aulas pós-covid, quais serão os desafios da BNCC para o próximo ano?

Definitivamente, 2020 será um ano marcante para a educação brasileira e mundial. Não só porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entrou pra valer nas escolas do país – fato já previsto – mas, também, por conta de outro fato, este porém inesperado: a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) que fechou escolas por longo período.

Por essa razão, os desafios da BNCC serão conhecidos realmente em 2021, quando as aulas deverão retomar o ritmo natural. Também em 2021, entrará em vigor as mudanças para o ensino médio, oferecendo maior flexibilidade no currículo para que as escolas possam distribuir o conteúdo.

Inclusive, o portal do Ministério da Educação e Cultura (MEC) oferece um site com as principais dúvidas sobre essa mudança prevista para entrar em vigor já no início do próximo ano:

Novo ensino médio: perguntas e respostas

O que muda no Ensino Médio com a nova BNCC?

  • Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio;
  • Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três);
  • Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022

Outra mudança importante e que vem de encontro a situações de crise como a da pandemia, é que entre 20% e 30% da carga horária do ensino médio poderá ser ofertada pelas escolas através do ensino a distância. Para as EJAS (Educação de Jovens e Adultos), a carga horária poderá ser ainda maior, de 80%.

Se os alunos ganham em direitos de aprendizagem, os professores têm pela frente um grande desafio: adaptar-se aos novos conceitos propostos na base, cujo ponto principal são as dez competências gerais da BNCC, que tratam dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no âmbito pedagógico. Resumidamente, são elas:

  1. Conhecimento
  2. Pensamento científico, crítico e criativo
  3. Repertório cultural
  4. Comunicação
  5. Cultura digital
  6. Trabalho e projeto de vida
  7. Argumentação
  8. Autoconhecimento e autocuidado
  9. Empatia e cooperação
  10. Responsabilidade e cidadania

Desafios para 2021

Um dos principais desafios das escolas será elaborar o novo currículo, que considere as aprendizagens apontadas pela BNCC como essenciais ao mesmo tempo em que a instituição escolar ainda se recupera dos transtornos pós-covid.

Nesse processo, é importante que o currículo seja elaborado de forma colaborativa. O indicado é que tanto membros da gestão escolar quanto professores participem da sua construção. Afinal, é o corpo docente que será responsável por levar o currículo à sala de aula, enquanto a coordenação e a direção exercem um papel relevante em garantir que o documento final represente a escola.

Além disso, é interessante que especialistas e membros da comunidade escolar também participem da equipe encarregada da elaboração – cada um pode contribuir de maneira diferente e única com o currículo escolar.

Definição do material pedagógico

Após criar um currículo para a instituição de ensino, é necessário escolher o material pedagógico que será usado em sala. Para tanto, é importante levar em consideração as obras que contemplam e valorizam as competências abordadas na BNCC.

A incorporação da tecnologia do ensino também deve ser pensada nesse processo, já que os alunos estão cada vez mais conectados e já familiarizados com a tecnologia. Nesse caso, o material didático que vai além do livro e contempla Objetos Educacionais Digitais (OEDs) pode ser um grande aliado na inclusão da tecnologia no processo pedagógico.

Por fim, resta avaliar outros desafios que deverão surgir, levando-se em conta o perfil de cada instituição escolar e a região em que está localizada. Mudanças sempre são positivas, desde que quem saia ganhando seja o aluno. E a sua escola? Quais desafios terá com a nova BNCC?

Leia mais sobre a BNCC:

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Entenda como a disciplina positiva pode auxiliar na busca pelo equilíbrio de professores, pais e alunos neste bate-papo com o consultor da ONU e escritor, Luis Henrique Beust

Se você pudesse elencar os maiores desafios que tem vivido durante este período de isolamento provocado pela pandemia do Covid-19, quais seriam?

Fizemos essa mesma pergunta a diversas pessoas de nosso convívio. Ao conversar com alguns de nossos clientes e parceiros que, além de professores, também são pais, identificamos que no topo dessa lista de obstáculos está a busca pelo equilíbrio emocional.

Não bastasse a insegurança em torno da doença e o medo do contágio, os lares Brasil afora se transformaram em home office, ao mesmo tempo que também são sala de aula para os pequenos. Adicione a essa receita o desafio de atividades remotas e novos hábitos sanitários que beiram a neurose, mas que se fazem necessários. Pronto, está desenhado o cenário perfeito para muito estresse, desentendimento e total falta de paciência.

Foi pensando nessas dores que o IsCool App buscou a ajuda de um especialista para sua estreia no formato de lives e trouxe ninguém menos que o Prof. Luis Henrique Beust, perito em educação e cultura de paz, para um bate-papo especial sobre disciplina positiva e seu poder como ferramenta de enfrentamento à pandemia.

Luis Henrique é CEO do Instituto Anima Mundi, consultor em educação pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo MEC (Ministério da Educação), é palestrante sobre desenvolvimento social, direitos humanos e cultura de paz em países do mundo todo e também autor – entre suas obras mais recentes estão os livros “Afinal, por que sofremos” e o “Educar por inteiro”.

A live completa você encontra em nosso canal no YouTube, ou clicando na imagem abaixo.

Vale a pena acompanhar cada detalhe desta conversa enriquecedora que, na verdade, é uma continuidade de todo o trabalho que estamos desenvolvendo há cerca de dois meses, no especial Coronavírus.

Abaixo você confere os melhores momentos desta live para guardar algumas das importantes lições dadas pelo Prof. Luis Henrique Beust.

Isolamento físico sim, social, jamais!

Antes de entrar no assunto prático envolvendo a disciplina positiva, o professor iniciou a conversa destacando o poder da internet neste período de isolamento. “Estamos em isolamento físico e não social, nunca estivemos nos socializando tanto”, conta ele, que tem feito participações em lives pelo mundo todo, como Chile, Canadá e Estados Unidos.

Ainda para ele, a pandemia deve ser analisada também por um ponto de vista positivo, uma oportunidade, por exemplo, de resignificação. “Apesar de a pandemia nos ter pego de surpresa, elas existem desde que o mundo é mundo. Vírus e bactérias já estavam por aí bem antes da gente. As pandemias ao longo da história causaram mortandade e tristeza, mas também causaram mudanças na história, mudança de pensamento e atitudes(…). É muito provável que tornemos mais conscientes da unidade da humanidade, afinal, todos os seres humanos estão sujeitos aos mesmos germes e ao mesmo sofrimento”, afirma ele, que cita como benefício, inclusive, o melhor uso da tecnologia pós-Coronavírus e a ampliação do contato social.

Disciplina positiva para os adultos

Segundo Luis Henrique Beust, a ênfase para enfrentar a pandemia pela disciplina positiva se dá em três níveis: pensamento, fala e ações.

Pensamentos negativos x pensamentos positivos

Ser vigilante quanto aos pensamentos é a dica nº 1 da disciplina positiva. Isso porque nossos pensamentos não são aleatórios e, muitas vezes, as pessoas não se dão conta daquilo que estão pensando e nem imaginam o quanto aquilo está afetando suas ações e seu emocional.

“Existem pensamentos que são neutros, negativos e positivos. Eles têm efeitos distintos sobre o corpo. Com os negativos, o corpo todo reage como se estivesse sendo ameaçado e nós temos uma infusão de hormônios e desgastes de cortisol e adrenalina, sentimos cansados, irritados, inquietos, ansiosos. Pensamentos positivos têm efeito calmante e nós nos sentimos serenos, positivos, energizados. A chave é reconhecer qual pensamento está nos dominando”, afirma Beust.

A tática é perceber o tipo de pensamento pelo efeito que ele está trazendo ao seu corpo. Com base nesse sentimento, basta exercita-se para transformar os pensamentos negativos em positivos.

Para isso, é importante lançar mão de itens como a (independente de ela ser religiosa, afinal, fé pode ser também na vida, na humanidade, por exemplo), perdão, paciência e de ter certeza de que tudo passa e de que aquele pensamento negativo é só uma nuvem que logo dará espaço para o sol. “Daí o estado de espírito muda. Pensamentos precisam ser transformados dentro de nós. E isso faz uma diferença enorme sobre a vida de nós todos”, ressalta o professor.

Neste ponto, é importante, inclusive, identificar o pensamento negativo nas crianças. O bullying, por exemplo, pode ser alerta da influência de pensamentos negativos de pessoas da convivência dos pequenos, como por exemplo, os próprios familiares.

Ao reconhecer os pensamentos a partir da influência em seu coração, às vezes, será necessário conversar com alguém e pedir ajuda, que seja, inclusive, dentro de casa, com seu parceiro.

“Antes de tudo, os adultos têm que serenar, para trabalhar uma perspectiva positiva, senão não vão ajudar as crianças, que são peritas em captar nosso estado emocional”.

Luis Henrique Beust

Círculos de influência

Uma vez que o pensamento negativo tenha sido identificado e transformado em pensamento positivo, em alento para seu coração e seu corpo, o segundo ponto da disciplina positiva para se atentar é entender que há basicamente dois círculos que atuam sobre nós: aqueles sobre os quais temos influência e aqueles sobre os quais não temos influência.

Imagine que existe um grande círculo onde estão todas as nossas preocupações. Dentro dele há um círculo menor, este é aquele cujas preocupações temos influência. “Existem coisas ao nosso redor das quais temos influência, por exemplo, ações diárias, regras, espaço adequados para atividades domésticas e laborais – porque a escola também agora está dentro da casa, a mesa de jantar também é escritório. Tudo isso está dentro do nosso poder de influência”, explica.

O círculo de preocupações que está além da nossa influência diz respeito a itens dos quais não podemos mudar, como por exemplo as falas e atitudes dos políticos (presidente, governadores,ministros, etc.) diante da pandemia. “Não adianta se preocupar com isso, quando não temos poder de influência algum. Temos tido relatos de agressividade nos lares e ambiente de trabalho que, por questões políticas, começam a envenenar o ambiente. Não podemos deixar esse caos entrar dentro do nosso lar, dentro da nossa escola”, lembra Beust.

Estabelecendo rotinas

Diante da apresentação dos circulas de influência, cabe a cada um de nós determinarmos as rotinas do lar e seu funcionamento no dia a dia. Todos dentro da casa têm seu papel e precisam colaborar. Para isso, a dica é sentar com as crianças, de qualquer idade, e explicar sobre o momento, sobre o vírus – da maneira mais simples possível. É importante, então, alinhar as novas regras da casa.

“Deixe elas participarem, comentarem e argumentarem. As crianças vão ser auxiliares na disciplina, elas mesmas vão colocar limites e horários. É importante avisar a criança antes. Tenha certeza que você vai ter um colaborador, em vez de uma criança berrando porque não quer largar os brinquedos”, exemplifica o professor.

Escolas são exemplo de disciplina

Já se perguntou por que seu filho obedece mais ao professor, na escola, do que em casa? O segredo está na disciplina aplicada dentro das instituições de ensino desde que elas foram estabelecidas. Sim, as escolas são peritas em fazer combinados com as crianças, por isso apresentam resultados tão satisfatórios, como apresenta o consultor da ONU:

“Nas escolas, que são entidades mais complexas que o lar, elas são mais capazes de enfrentar momentos turbulentos como esses, por que já têm a disciplina internalizada. Os colabores têm uma abordagem profissional a isso, geralmente estão acostumados aos combinados, que funcionam com as crianças. O velho ditado o ‘combinado não sai caro’. Quando estão na escola, as crianças têm um combinado, mas em casa é uma bagunça, o pai diz uma coisa e a mãe diz outra, elas não entendem o que é certo ou errado. A primeira disciplina positiva dentro do lar é uma rotina que funcione para todos”.

Luis Henrique Beust

Disciplina positiva para crianças

A disciplina positiva para as crianças é, basicamente, dizer o que espera que ela faça – o que é bem diferente de dizer o que não quer que ela faça.

Para Luis Henrique Beust, as crianças são muito mais receptíveis a um diálogo positivo. Quando falamos coisas negativas estamos criando um cenário e ativando a imaginação dela para que faça exatamente o que foi dito, por que crianças têm bom coração. Por exemplo: “não maltrate o gato” tem um efeito bem diferente de “o gato não gosta de ser maltratado, isso machuca ele”.

Disciplina positiva é dizer o que desejamos e colocar na criança o que esperamos. Por exemplo, dizer ‘esse comportamento não combina contigo’. Coloque na sua cabeça uma imagem positiva do seu filho, tire ideias negativas e frases como ‘ele é rebelde’. O comportamento da criança é separado dela, finaliza o professor.

Disciplina positiva em resumo:

  1. Cuide de seu pensamento, que tem sobre você e sobre seu corpo uma grande influência. Troque pensamentos negativos por pensamentos positivos;
  2. Tenha sempre uma fala positiva. Diga o que quer que aconteça e não o que não quer que aconteça;
  3. Não seja agressivo. Quando estiver com raiva, não faça nada. Quando estamos com raiva, tudo o que dissermos ou fizermos estará errado. A qualquer sinal de raiva, reconheça e avise aos que estão à sua volta.

IsCool App lança módulo Lição de Casa

Novidade facilita o envio das tarefas para os alunos através do aplicativo, permitindo também maior engajamento dos pais

Hoje, a lição de casa é parte integrante do processo educacional. Torna o aprendizado mais fácil e mais eficaz. Por isso, o IsCool App está lançando o módulo Lição de Casa, somando essa importante funcionalidade ao menu do aplicativo de comunicação escolar. “É uma das novidades que preparamos em relação ao aprimoramento do aplicativo em 2020”, diz a gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão.

Segundo ela, o IsCool App está em constante desenvolvimento. Sendo assim, as novidades desse ano não devem parar por aí. “Estamos sempre atentos às necessidades das escolas e o módulo Lição de Casa veio ao encontro dos pedidos que recebemos por parte das escolas para facilitar a rotina dos professores em sala de aula”, conta. O módulo Lição de Casa oferece alguns benefícios, confira a seguir:

  • Mais rapidez e praticidade para o professor enviar a lição de casa via mobile;
  • Maior engajamento dos pais;
  • Envio de arquivos, imagens e links de apoio;
  • Maior organização das tarefas, incluindo data de entrega e integração com calendário.

Não há custo adicional para o colégio que tiver interesse na nova funcionalidade. Basta que o representante da escola solicite a habilitação do módulo Lição de Casa junto à equipe de suporte do IsCool App.

Navegação fácil e intuitiva

A área de criação da tarefa é bastante intuitiva, com a fácil visualização dos campos de título, descrição, prazo de entrega e anexos para serem preenchidos. Nela, o professor determina também para qual turma é destinada a lição de casa, podendo enviar facilmente o mesmo conteúdo para mais de uma turma ao mesmo tempo.

De acordo com Rafael Cruz, gerente de TI, o módulo Lição de Casa foi pensado para facilitar a rotina do professor, oferecendo a tecnologia como aliada ao progresso dos alunos.“A navegação intuitiva é um dos pontos fortes, não só do módulo Lição de Casa, mas do aplicativo com um todo”, ressalta.

Assim como em todos os módulos, a funcionalidade já foi lançada com vídeo tutorial, o que é um diferencial do aplicativo. “A interface é bastante intuitiva, tanto no portal como nos mobiles. Porém, os tutoriais do IsCool App reforçam a praticidade para a escola, que pode acessar os vídeos a qualquer momento e engajar ainda mais seus colaboradores no uso da ferramenta.”, afirma Tálita.

Saiba mais sobre outras funcionalidades engajadoras do IsCool App:

Especial Matrícula 2020: por que optar pela assinatura digital de contratos

Como a Integração do IsCool App pode contribuir para a volta às aulas

Como tornar as reuniões e encontros com os pais ainda mais eficazes com o uso do aplicativo

Galeria de fotos e seu poder de engajamento dos pais

A importância do calendário escolar digital

Lição de Casa: ferramenta de assimilação

O professor bem sabe que a organização da lição de casa é um momento crítico no processo de ensino e educação. Um dos obstáculos, por exemplo, é que o aluno pode esquecer-se de anotar a tarefa na agenda física ou, mesmo que anote, o pai pode não ler a anotação depois.

Já no aplicativo, com as notificações push (notificações que aparecem na tela inicial do celular), sabemos que a taxa de visualização imediata de novos recados da escola é de 90%. Assim, fica mais fácil para as famílias visualizarem as mensagens importantes do colégio, como a Lição de Casa.

Vale ressaltar que aprender em casa pode contribuir para o processo geral de estudo. Uma das tarefas importantes que a escola moderna está enfrentando é melhorar a qualidade do ensino. E a lição de casa é uma ótima ferramenta nesse sentido.

Abaixo, listamos 4 fatos sobre a Lição de Casa que talvez você não saiba:

  1. O pedagogo italiano Roberto Nevilis é considerado o verdadeiro inventor da lição de casa, em 1905. Desde a época em que a lição de casa foi inventada, essa prática se tornou popular em todo o mundo.
  2. Estudos comprovam que a lição de casa desempenha um papel importante na melhoria da qualidade do conhecimento dos alunos.
  3. A lição de casa é uma maneira de desenvolver a iniciativa, independência, individualidade e imaginação criativa dos alunos.
  4. Lição de casa não é um meio de controlar o aluno, mas sim uma oportunidade de dedicar tempo ao assunto estudado.

Durante a aprendizagem na escola, ocorre uma assimilação concentrada do material estudado. Depois, o conhecimento adquirido é esquecido. Para evitar esse esquecimento, é necessário fazer a lição de casa.

Ao elaborar uma tarefa para crianças, os professores devem perceber que o processo de assimilação de material educacional passa por estágios obrigatórios:

  • Percepção;
  • Compreensão;
  • Fixação;
  • Formação de habilidades;
  • Aplicação de novos conhecimentos e habilidades na prática.

Atualmente, os professores envolvem diversos tipos de lição de casa no processo de estudo, entre eles:

  • Exercícios escritos;
  • Realização de trabalhos criativos;
  • Preparação de relatórios sobre o material estudado;
  • Realização de observações e experimentos.

Como vimos, o sucesso do ensino depende do sucesso da preparação da lição de casa. Esse aspecto é considerado desde o momento em que o dever de casa foi inventado. Agora, queremos saber: Qual a importância da lição de casa para o seu colégio? Conte pra gente nos comentários!

Transformação digital e a formação nexialista

Prof. Dr. José Carlos de Souza Jr. – Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá

Com os avanços tecnológicos, os profissionais do futuro deverão ser nexialistas, um meio termo entre especialistas e generalistas.

Na era da transformação digital, formar os futuros profissionais não é mais o mesmo. Antigamente, quando o aluno chegava à faculdade, poderia escolher entre ser um especialista ou generalista. Hoje, essa dicotomia não cabe mais. Ao menos é isso que acredita o prof. Dr. José Carlos de Souza Junior, Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia.

Em sua palestra “Transformação Digital das Instituições de Ensino e a Formação Nexialista”, o prof. Dr. José Carlos explicou o termo “nexialista”, sujeito que faz a ponte entre especialistas e generalistas.

Para ele, as instituições de ensino devem se adequar para que os alunos tenham esse traço nexialista na sua formação.

“Ser especialista ou generalista é importante, mas mais importante que isso é trabalhar em equipe, de forma colaborativa”, afirma.

José Carlos, que também é Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, falou para cerca de 600 educadores durante a Reunião Anual das Escolas Associadas da Rede PEA/Unesco, Regional de Sâo Paulo, que ocorreu no dia 15/02, na capital paulista.

Inclusive, o blog do IsCool App produziu artigo sobre o evento. Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

Para ele, nesse estágio que vivemos às portas da Indústria 4.0, é importante que os profissionais do futuro tenham flexibilidade e possam realizar conexões entre especialidades e generalidades, sendo, portanto, um meio-termo entre as duas maneiras de agir e pensar.

O que é Nexialismo

Essa palavra pouco conhecida surge em 1950, no livro de um canadense nascido em 1911 chamado Van Vogt. De acordo com o José Carlos, ele foi um escritor de ficção científica e contemporâneo de Isaac Asimov – considerado um dos mestres desse gênero literário.

“Seu livro de 1950, chamado The Voyage of Space Beagle, quando o homem nem havia chegado a pisar na Lua, fala sobre uma expedição interplanetária na qual a tripulação é composta por pessoas que são generalistas e especialistas”, conta.

A cada capítulo, a tripulação tem que superar um desafio. O protagonista do livro recebe então, pela primeira vez, a denominação de nexialista.

Nexialista vem de nexus (do latim) que significa conexão. Esse protagonista do livro tinha a habilidade de reconhecer na tripulação quais eram as generalidades e especialidades de cada um para resolver determinado problema. Ele montava as equipes e elas funcionavam muito bem sob a orientação desse nexialista.  

Segundo o reitor da universidade, essa dicotomia ainda é perceptível na formação dos profissionais de ensino superior atualmente.

“A conclusão é que os dois são importantes. Mas, antes do sujeito ser especialista ou generalista, ele deve ser um nexialista”, afirma.

Teoria evolucionista

A característica nexialista pode ainda ser observada no campo da biologia evolucionista, de acordo com o prof. Dr. José Carlos. Ele destaca dois pontos: o primeiro é sobre o elemento químico carbono, que é a base de toda a vida, do modo como nós conhecemos.

“Mas, o intrigante é que não é o elemento mais abundante no universo. O carbono é o elemento que faz melhor conexões. Ligações duplas e triplas: ninguém faz como o carbono. O carbono se permite ligar com outros elementos que deram origem a vida”, ressalta.

Para ele, o aluno deve trazer esse traço do carbono.

“Se não é o carbono propriamente dito, que tenha a consciência de se conectar ao carbono”, completa.

Por exemplo, o diamante basicamente é carbono. Ele é translúcido, um dos elementos mais duros e é isolante elétrico. Agora o mesmo carbono pode se combinar e se transformar em grafite, que é um elemento mole, opaco e altamente condutor de eletricidade. Então, o sujeito nexialista traz essa flexibilidade.

O segundo ponto a destacar é sobre o meio líquido.

“Toda teoria evolucionista levada a sério acontece no meio líquido, a exemplo da sopa primordial”, lembra. No meio sólido, dificilmente surgem novas conexões. Então a inovação não aparece e é o que chamamos de ordem. No gasoso, é o caos. As ligações são muito tênues. Não existe a perenidade necessária para que as ligações ganhem complexidade.

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, na ordem, às vezes tem-se regras tão rígidas que não permitem que a inovação surja. No caos, as empresas podem ser tão inovadoras que chegam a soluções pouco concretas. O meio líquido é justamente o meio termo, o equilíbrio.

Para o prof. Dr. José Carlos, as instituições de ensino devem ser meio líquido para que os alunos desenvolvam o traço nexialista e se tornem os profissionais do futuro.

E a transformação digital?

As instituições de ensino têm utilizado cada vez mais a tecnologia como suporte para a tomada de soluções. Apesar dos avanços tecnológicos trazerem ganhos de escala e produtividade para a produção industrial, as demandas da sociedade têm sido cada vez mais por soluções personalizadas.

É aí que entra o sujeito nexialista para colaborar no encontro dessas soluções, utilizando suas conexões entre as especialidades e generalidades. No caso do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, os alunos dos cursos de engenharia, administração e design montam equipes multidisciplinares para o desenvolvimento de diversas soluções tecnológicas.

A mais recente delas foi o desenvolvimento de um aplicativo para monitorar os índices de saúde dos componentes da escola de samba paulista Rosas de Ouro. A ideia foi monitorar, durante o desfile, a emoção dos integrantes da escola. Para isso, os integrantes utilizaram uma pulseira para identificar suas reações ao desfilar pelo sambódromo do Anhembi.

Já no aplicativo, o usuário obteve acesso aos seus dados biométricos e a uma análise deles, através de relatórios diários, além de gráficos, com as interações do usuário antes, durante e depois do Carnaval. Assim como a educação e a indústria, o Carnaval também é 4.0!

Se você gostou desse tema e quiser saber mais sobre as tendências para os profissionais do futuro, leia os posts que já produzimos:

Tendências do futuro e o ensino de habilidades de vida

Futuro do Trabalho: o que as escolas precisam saber

Guia da Educação 4.0: o que esperar dela

Deixe nos comentários sugestões para próximas pautas!

IsCool App participa de reunião das escolas paulistas associadas à Unesco

Prof.ª Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do Colégio Guilherme Dumont Villares e coordenadora regional de São Paulo

Público presente teve a oportunidade de conhecer todas as funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar

No último dia 15 de fevereiro, o IsCool App participou como expositor durante a Reunião das Escolas Associadas da Rede PEA Unesco, regional de São Paulo. Mais um ano marcando presença nesse evento que reuniu cerca de 600 educadores.

O evento ocorreu no Colégio Guilherme Dumont Villares, em São Paulo, e reuniu escolas de todo o estado, filiadas à entidade internacional.

Os educadores puderam conferir as novidades de expositores parceiros da iniciativa, entre eles, o IsCool App. O aplicativo foi destaque pela quantidade de serviços oferecidos além da agenda eletrônica, incluindo os módulos de matrícula e integração com o software de gestão do colégio – o IsCool Sync.

Além do IsCool App, as demais soluções escolares do Grupo School Picture também foram apresentadas ao público presente.

De acordo com Ramin Shams, presidente do Grupo School Picture, a parceria com as escolas filiadas à Unesco vem ao encontro do que a empresa acredita.

“Nossas soluções escolares seguem pautadas nos pilares de educação da Unesco. Por isso, temos imensa satisfação em estar presentes num importante evento como esse”, diz.

Troca de conhecimento

A Prof.ª Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do Colégio Guilherme Dumont Villares e coordenadora regional de São Paulo foi a responsável pela abertura oficial da reunião.

Além de abordar os desafios para a educação brasileira neste ano, como a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e nova legislação do ensino médio, a coordenadora ressaltou para o público a importância das ações pedagógicas serem trilhadas nos parâmetros da Unesco, como as propostas para o ano de 2020, principalmente aquilo que se refere ao Ano Internacional da Saúde Vegetal – Fitossanidade.

Na sequência, o Profº. Dr. José Carlos de Souza Júnior, Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, conduziu uma importante reflexão sobre a tecnologia na educação.

Em sua abordagem, intitulada “Transformação Digital das Instituições de Ensino e a Formação Nexialista”, o Prof. José Carlos demonstrou que a tecnologia veio para ajudar a otimizar processos, com ganhos de escala, produtividade e eficiência.

“Porém, vivemos num mundo cada vez mais analógico, no sentido de que as demandas são cada vez mais personalizadas”, afirma.

Por sua vez, o Prof. Dr. Rui Fava, Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Católica de Santa Fé, Argentina, apresentou a palestra “É preciso agir no presente para construir a educação do amanhã”. Rui Fava lembrou que nossos índices de educação são angustiantes e que é preciso melhorar.

“A gente organiza o ensino, mas não metodiza a aprendizagem”, revela ele ao confrontar os índices atuais com o que a educação do futuro exige.

Segundo Fava, entre os problemas atuais, as escolas ainda possuem resistência às novas tecnologias, apesar da aparente aceitação. Outra questão é que o diploma perdeu sua importância nos dias de hoje. “Isso acontece porque não estamos formando os alunos devidamente”, avalia.

Outra importante intervenção foi realizada pelo Fernando Perfeito, do Movimento Greenk, que conduziu a premiação das escolas PEA Unesco que se destacaram na categoria Descarte de Lixo Eletrônico do Torneio Greenk 2019, contando com a presença de Gustavo André Fernandes Lima, membro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Entre as cinco melhores escolas, a EMEB Professor Stélio Machado Loureiro, escola municipal de Bebedouro (SP) garantiu o primeiro lugar, recebendo como premiação computadores para o laboratório de informática. A escola, que já utiliza o aplicativo IsCool App desde o ano passado, conseguiu coletar 115 toneladas de lixo eletrônico em conjunto com as demais premiadas.

Saiba mais sobre a parceria do IsCool App com a EMEB Professor Stélio Machado Loureiro.

Além de exaltar o engajamento das escolas da Rede PEA no torneio de 2019, Fernando aproveitou para fazer o lançamento do Torneio Greenk Intercolegial 2020, convidando as escolas associadas a participarem do projeto sobre o descarte de lixo eletrônico. A meta para esse ano é coletar 600 toneladas de lixo eletrônico em todo o país, entrando para o famoso Guiness Book (Livro dos Recordes).

A reunião das escolas paulistas ainda contou com a mensagem da Coordenadora Nacional das Escolas Associadas da Unesco, Prof.ª Myriam Tricate, que saudou os presentes apresentando os resultados alcançados pela Rede PEA no Brasil e convidando o público a participar do próximo Encontro Nacional da Rede, que acontecerá no segundo semestre de 2020 na cidade de Campos de Jordão (SP).

“No encontro de 24 a 26 de setembro, esperamos mais de mil participantes vindos de todo o Brasil”, antecipa Myriam. 

Ano Internacional das Plantas

Já o Ano Internacional da Saúde Vegetal – Fitossanidade teve um espaço especial no encontro. Ele está sendo comemorado pela Unesco e seus parceiros ao longo do ano de 2020 visando a conscientização da importância das plantas em nossas vidas e sobre as boas práticas agrícolas. 

Para falar mais sobre o Ano Internacional das Plantas, a coordenadora de comunicação da CropLife do Brasil, Daniela Camargo e a coordenadora de educação do Inpev (Intituto Nacional de Processamento de Embalagens), Anna Letícia Malagoli da Silva abordaram a importância da conscientização global sobre como proteger a saúde das plantas, sobretudo através da educação.

O Inpev, por exemplo, promove o Programa de Educação Ambiental Campo Limpo que visa à saúde vegetal e a responsabilidade compartilhada dos resíduos sólidos, especialmente produzido para alunos da Educação Básica.

Confira os melhores momentos da reunião: