Melhores práticas para uma alta performance dos alunos no ensino híbrido

Como vencer os desafios do ensino híbrido e garantir o ensino efetivo e de qualidade pelo qual seu colégio é conhecido

Um dos pontos positivos da mudança na educação no ano passado foi a antecipação de uma proposta antiga das escolas: a implantação do ensino híbrido. Entendido como a combinação de atividades “on-line” e “offline”, o modelo vem sendo discutido há anos por educadores e, com a pandemia, acaba sendo efetivamente imposto. 

Inclusive, sobre o ensino híbrido, falamos aqui com recorrência no blog do IsCool App desde a volta às aulas 2021. Saiba mais:

Guia da comunicação no ensino híbrido

Ensino híbrido na prática

Mas, será que as escolas conseguirão vencer os desafios frente a essa nova forma de aprendizagem? Embora saibamos que o impacto desse vírus será de longo alcance, o que ele significa para a qualidade do ensino?

Desafios do ensino híbrido

A partir da experiência que alguns colégios passaram, daria para elencar as melhores práticas para uma alta performance dos alunos? A chamada Geração Z, indivíduos entre 6 e 18 anos, está profundamente entrelaçada com o uso da tecnologia, o que já facilita e muito. Mas será que só o fato de serem nativos de uma era digital já é o suficiente?

De acordo com um relatório da Dell Technologies, 85% dos empregos oferecidos em 2030 – quando a geração Z e a geração Alpha (pré-escolares) estarão no mercado de trabalho – ainda não foram inventados. Segundo estudos do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças do ensino fundamental hoje trabalharão em profissões que ainda não existem.

Não saber quais profissões nos esperam lá na frente já é desafiador por si só. Essa é uma questão importante que o ensino híbrido terá que oferecer meios de vencer. Mas, no momento presente, os desafios mais urgentes são:

1 – Infraestrutura

Desde o fechamento das portas, as escolas tiveram que acelerar a implantação de sistemas de ensino a distância e a maioria fez isso sem planejamento. Para a volta às aulas em 2021, as escolas tiveram mais tempo para se planejar e investir em equipamentos e internet rápida a fim de que o ensino híbrido ganhasse tônus.

Obviamente, é caro adquirir tecnologia de software e hardware para programas de ensino híbrido. Isso é especialmente verdadeiro se a escola precisar dobrar esse investimento para mais de uma unidade. No entanto, há um vislumbre de esperança de longo prazo. Ao investir na tecnologia certa hoje, a instituição pode ter economizado muito dinheiro que, de outra forma, teria sido usado para apoiar uma estrutura desatualizada.

2 – Treinamento de professores

Ao contrário dos alunos da geração Z, a falta de habilidades técnicas pode se tornar um obstáculo importante para os professores. É absolutamente necessário fornecer suporte técnico e treinamento confiáveis. Também é importante cultivar uma comunidade de aprendizado combinado para enfatizar o valor da tecnologia.

Qualquer obstáculo e falta de organização trará perigo iminente de fracasso. Os fãs de escolas tradicionais sempre apresentam uma explicação contra o ensino a distância na ponta da língua. Por outro lado, os inovadores precisam persuadir ainda mais a hesitação e revelar os benefícios da educação híbrida, não as desvantagens.

3 – Adaptação dos alunos

É fato que alguns alunos preferem o presencial ao ensino a distância e acabam evadindo frente as telas dos computadores. Eles sabem que poderão assistir à aula gravada depois. Com isso, o uso de gravação de aulas pode realmente resultar no atraso do curso. 

Outro desafio envolve a sobrecarga cognitiva. No ensino híbrido, alguns professores podem começar a entregar conteúdo em excesso. Uma das principais reclamações dos alunos durante o ano passado foi em relação ao número exagerado de lições de casa.

Por fim, ainda é preciso cuidar da questão de plágio e credibilidade na internet durante as pesquisas. O professor precisa conscientizar os alunos sobre os perigos de recursos on-line não verificados, como preconceito, distorção e deturpação de fatos.

4 – Excesso de trabalho

É difícil discordar de que há uma quantidade significativa de trabalho extra para o professor envolvido no ensino híbrido. É necessária uma proporção de dedicação maior, principalmente nos estágios primários. Por isso, o treinamento técnico é tão fundamental para os professores.

Como vimos, os desafios do ensino híbrido existem, mas não são insuperáveis. O impacto negativo pode ser minimizado ou mesmo canalizado para atividades produtivas se o professor ficar de olho no feedback do aluno, melhorar as habilidades tecnológicas e melhorar a qualidade do ensino. 

Além disso, algum benchmarking não faria mal. Entre os próprios colegas professores, até aqueles que trabalham em outras escolas, podem já ter experimentado o ensino híbrido, então eles podem dar algumas dicas. 

Ensino efetivo e de qualidade

Para aumentar a qualidade do ensino híbrido, é necessário observar algumas lições já aprendidas até aqui. Lembrando que cada experiência é única e não existe um método totalmente eficaz para a aprendizagem efetiva. Vale a experiência local de cada escola e a sua relação com os alunos e familiares.

De acordo com um artigo publicado pela McKinsey & Company, consultoria empresarial norte-americana, podemos tirar 3 lições sobre o ensino híbrido para obter alta performance e um ensino de melhor qualidade:

  • Diferencie os alunos pelo nível de necessidade e capacidade

Dados da Unesco apontam que certos grupos de alunos tiveram mais problemas em ambientes de aprendizagem remota durante o fechamento das escolas. Esses alunos precisam ser prioridade para o retorno das aulas presenciais. É importante priorizar também o ensino fundamental, uma vez que as crianças mais novas possuem uma necessidade tátil de aprendizagem difícil de reproduzir em ambiente virtual.

  • Projete sistemas específicos para ambientes remotos e híbridos

A aprendizagem remota e híbrida são mais do que apenas versões digitais da sala de aula. Quando a pandemia fechou as escolas em março de 2020, muitos educadores tiveram pouca escolha a não ser colocar as aulas existentes on-line. Agora temos a oportunidade de projetar melhores soluções para maximizar o aprendizado do aluno em ambientes remotos e híbridos.

Para começar, que tal definir a experiência ideal de aprendizado remoto para os alunos? Primeiro, vale determinar o número apropriado de horas de aprendizagem por dia para cada faixa etária. A divisão entre a aprendizagem síncrona, com alunos aprendendo juntos em tempo real, e a aprendizagem autônoma e assíncrona varia conforme a idade dos alunos.

O mesmo acontecerá com a combinação de grandes, pequenos grupos e instruções individuais. Para os alunos mais jovens, os educadores podem querer limitar o tempo total de tela a algumas horas por dia e incluir mais instruções em pequenos grupos e tempo supervisionado por adultos.

Para o ensino híbrido, o modelo adotado por algumas escolas particulares foi dividir as aulas entre dois grupos e fornecer instrução ao vivo para uma turma, enquanto a outra assistia em casa. Vale lembrar que muito tempo na frente do computador provavelmente causará fadiga nos alunos. O ideal é limitar o tempo a 30 ou 45 minutos.

  • Relacionamentos são a base da aprendizagem

As escolas são mais do que locais de aprendizagem. Elas são os centros de suas comunidades, desempenhando papéis essenciais no fornecimento de nutrição e na garantia da segurança física, saúde mental e bem-estar social e emocional dos alunos.

À medida que os sistemas escolares implementam seus planos de aprendizagem remota e híbrida, eles devem garantir que não estão apenas construindo confiança com professores, pais e alunos, mas também desenvolvendo planos para ajudar os professores a construir os tipos de relacionamento com os alunos que incentivem a aprendizagem.

Os professores precisam se sentir seguros e equipados para ensinar. Como profissionais da linha de frente em sala de aula, os professores devem desempenhar um papel integral na concepção de modelos sustentáveis ​​para aprendizagem remota e híbrida.

Os pais são parte da solução

Uma das consequências do recente fechamento de escolas é que os pais estão mais envolvidos com a educação de seus filhos. À medida que os educadores trazem os alunos de volta à escola para o aprendizado remoto ou híbrido, eles podem incentivar esse esforço. Cada escola pode se comprometer a conectar-se regularmente com as famílias para entender o que está funcionando, transmitir informações sobre o currículo e abordar desafios específicos.

Nesse sentido, a comunicação é uma forte aliada e deve acontecer de forma integral, rápida e efetiva pela internet, com envio de comunicados, agenda, enquetes e mensagens.

Embora seja importante avaliar o status acadêmico dos alunos e tentar recuperar o atraso na aprendizagem, as escolas devem se concentrar primeiro em reconstruir relacionamentos e um senso de comunidade. Esse esforço renderá frutos com o tempo e pode ser integrado a configurações remotas por meio de verificações de atenção plena ou de bem-estar, bem como um currículo direcionado.

Guia da comunicação no ensino híbrido

O diálogo eficaz com os pais e alunos deve ser uma prioridade para as escolas nesta volta às aulas híbrida porque ajuda a reter os estudantes e também fornece um senso de comunidade para as famílias; veja dicas práticas para potencializar seu plano de comunicação

Na volta às aulas 2021, a escola precisou se reinventar para atender aos anseios dos alunos por socialização, mas sem deixar de lado questões acerca da segurança e da saúde, tão importantes num cenário de pandemia. A saída foi lançar mão do ensino híbrido, uma modalidade que intercala aulas on-line com aulas presenciais.

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) realizada nos meses de agosto e setembro do ano passado, 38% dos cerca de 5 mil alunos que participaram do estudo disseram ser favoráveis ao ensino híbrido.

Mas como fica a comunicação quando o cenário é este que mescla atividades on-line e presenciais, turmas divididas e rodízio de alunos?

Se o objetivo da comunicação on-line é o mesmo do da comunicação presencial – estabelecer conexões, compartilhar informações, ser ouvido e compreendido – então, o que muda no ensino híbrido?
Neste novo normal, a comunicação cumpre seu papel quando aumenta a conscientização enquanto comunidade, fazendo com que os alunos e familiares se sintam conectados entre si e aos coordenadores, professores e à própria direção escolar.

Para o professor, encontrar a melhor maneira de se comunicar com os pais e alunos também é prioridade. Afinal, o diálogo em um ambiente on-line exige mais reflexão e planejamento do que acontece em uma sala de aula presencial, principalmente pela falta de linguagem corporal.

Quais são as melhores estratégias de comunicação do ensino híbrido?

Estabelecer comunicação oportuna, relevante e útil com alunos e seus responsáveis nem sempre é uma tarefa fácil. Aqui estão algumas diretrizes básicas para ajudar o colégio a obter bons resultados:

Lembre-se, menos é mais: tente usar o mínimo de palavras possível. Os alunos on-line são bombardeados com informações compostas principalmente por texto. Então a última coisa que eles querem é ler outra mensagem longa (o mesmo quando a mensagem é para os pais);

Clareza: suas informações devem ser concisas e claras e não deve haver espaço para diferentes interpretações. Por exemplo, se você deseja que seus alunos saibam que o prazo do trabalho foi estendido, suas informações devem ir direto ao ponto;

Cortesia: releia o seu texto para ter certeza de que soa como você deseja. Verifique o tom da comunicação e verifique a clareza e integridade do texto. Certamente, você deseja que suas informações sejam profissionais e agradáveis e que suas enquetes serão bem-vindas pelos pais, não é mesmo?

Forneça feedback: Quando seus alunos estão aprendendo a distância, é importante obter feedback consistente sobre o andamento do ensino híbrido. Se um pai fizer uma pergunta sobre uma tarefa, é interessante que você primeiro dê uma resposta pessoal à pergunta e, em seguida, se você achar que a pergunta é importante, então encaminhe a todos.

Solicite opiniões: pergunte aos familiares o que eles acham da comunicação escolar, o que os ajuda a construir conexões. As pessoas gostam de expressar suas opiniões, de se se sentirem ouvidas, ao mesmo tempo em que esse tipo de feedback é de grande valia para aprimorar o conteúdo do ensino híbrido.

Quais são as principais ferramentas para garantir o engajamento?

Seus alunos e os responsáveis precisam de informações nesse momento? Se a resposta for sim, você deve garantir que o método usado para enviar a mensagem seja aquele que pode chegar a todos imediatamente, como uma mensagem de texto de aplicativo de comunicação escolar.

No aplicativo IsCool App, por exemplo, tão logo a mensagem é enviada pelo app, o pai recebe uma notificação push em seu celular e logo abrirá o conteúdo. Afinal, quem é pai sabe o quão é importante um aviso escolar, ainda mais durante os dias de hoje, em que tudo pode mudar num piscar de olhos.

Sua escola também pode publicar um post para registrar permanentemente as informações específicas de um evento online no feed de notícias. Como em um mural, isso também é possível com o comunicador escolar. Para chamar a atenção, use letras em negrito e inclua “importante” no título do aviso.

Para se comunicar de forma eficaz com os pais e alunos on-line, você precisa pensar fora da caixa. Nem todo mundo gosta de interagir da mesma forma, então você deve estar preparado para se comunicar usando diferentes tipos de canais.

O IsCool App possui ferramentas integradas para ajudar a se comunicar durante o ensino híbrido. Mas, além da comunicação, existem ainda outros recursos disponíveis para ajudar a diminuir a distância entre escola e alunos.

7 maneiras de melhor se comunicar com os alunos no ensino híbrido

Os métodos de comunicação no ensino híbrido devem refletir a diversidade dos alunos. No caso do IsCool App, por exemplo, existem várias ferramentas para ajudar sua escola a melhorar a eficiência da comunicação e do contato com os pais e alunos, trabalhando sempre da maneira mais personalizada possível.

Ferramentas como o Lição de Casa, por exemplo, tornam a comunicação entre professores e alunos mais oportuna, eficiente e satisfatória para ambas as partes. Algumas outras ferramentas do IsCool App que você pode explorar são:

  1. Chegando é um módulo que permite que a escola saiba o momento da chegada dos pais ou do transporte escolar. Funciona muito bem para organização da saída dos alunos durante as aulas presenciais, evitando assim aglomerações nos portões;
  2. Na aba de Atendimentos, os pais podem entrar em contato direto e rápido com determinados departamentos da escola, agilizando o atendimento e evitando idas sem necessidade ao colégio;
  3. Em Enquetes e Pesquisas, a escola pode realizar pesquisas de opinião com os pais ou mesmo confirmar a presença em reuniões, por exemplo.
  4. No módulo Agenda, os professores podem registrar as atividades rotineiras dos alunos de maneira personalizada e prática;
  5. Usando a função Autorização, a escola pode ter a permissão legal dos pais para a participação do aluno em determinados eventos, principalmente aqueles que são realizados fora da escola;
  6. Usando a função Comunicados, você pode compartilhar informações relevantes e ativar a resposta para iniciar conversas privadas com os pais que tiverem dúvidas. Tudo isso pelo aplicativo;
  7. O IsCool App ainda conta com o recurso de integração ao seu sistema CRM, visando facilitar ainda mais a sua rotina e da sua equipe escolar.

Pense fora da caixa

Ao fazer um plano de comunicação, seja criativo para encontrar pelo menos três maneiras de se comunicar com os alunos. Por exemplo: aplicativo de comunicação escolar, redes sociais e site/e-mail. Mas, lembre-se:

  • Escolha o aplicativo de comunicação certo, com as funcionalidades necessárias para o seu dia a dia;
  • Desenvolva um plano de comunicação;
  • Planeje com antecedência como, quando e por que interagir com os alunos. É uma boa maneira de garantir que esse tipo de interação em ensino híbrido seja eficaz.

Seu plano de comunicação precisa incluir:Como você vai se comunicar?
Determine como você se comunicará com os alunos, se por e-mail, mensagens de texto, podcasts, mensagens de vídeo, videoconferências e até chamadas telefônicas. É importante que você decida como entrar em contato com os alunos para que possa escolher o método de contato correto no momento certo.
Também é importante dizer a seus alunos qual método você planeja usar para contatá-los, para que saibam onde encontrar sua mensagem.
Você pode utilizar o feed de notícias do IsCool App para anúncios gerais. Se você deseja enviar notificações para alunos específicos, use e-mail ou mensagens de texto e, para as notificações de todos, use mensagens de imagem ou vídeo. Que tal trocar a boa e velha agenda de papel pelo aplicativo de comunicação para fornecer aos alunos feedback oportuno sobre o progresso deles?

1 – Quando você vai se comunicar?

Para notificações regulares, é melhor planejar com antecedência a frequência com que serão entregues. É uma vez a cada duas semanas, uma vez por semana ou uma vez por dia? Cabe a você decidir quando deseja publicar comunicados relevantes. Por exemplo, você pode optar por publicar posts semanais, comentar sobre atividades já realizadas ou esclarecer conceitos de aprendizagem.

Telefone: a melhor opção para situações de emergência, que precisam ser resolvidas rapidamente. Coloque todas essas informações em um local permanente, como o feed de notícias do aplicativo, e repita regularmente nas redes sociais.

Aplicativo de comunicação para promover a comunicação on-line: Decidir qual método de comunicação usar é importante para que os alunos saibam como você os contatará e como eles se comunicarão com você.

2 – Como você vai se comunicar?

Como dito anteriormente, as ferramentas de comunicação da escola precisam estar alinhadas com a inovação e a agilidade. Dessa forma, o trabalho conjunto do aplicativo de comunicação escolar e redes sociais pode funcionar muito bem.

Outro truque é criar um espaço onde os alunos possam se conectar e se comunicar entre si, como no próprio aplicativo ou mesmo um grupo no Facebook.

Utilizar recursos facilitadores no site e redes sociais, como vídeos tutoriais e artigos da sua FAQ, por exemplo, pode ser um ganho.

Nesse sentido, o recurso de enquetes do IsCool App pode ajudar bastante! Um outro exemplo é aproveitar a ferramenta de caixa de perguntas do Instagram para levantar questionamentos. Identifique os mais frequentes e traga-os a público com boas explicações.

Vale lembrar que essas boas práticas citadas nesse artigo são fundamentais para manter um bom relacionamento com os pais. Afinal, quem atende bem, tem mais chances de atender sempre.

De volta às aulas: como melhor reorganizar sua escola

Soluções, dicas e ferramentas essenciais para criar um ambiente de aprendizagem seguro e eficaz em tempos de ensino híbrido e protocolos de segurança

Já é tempo de volta às aulas em todo o Brasil. Mas os preparativos deste ano letivo envolvem uma ansiedade adicional já que educadores e pais tentam um equilíbrio entre a necessidade de cuidados para evitar a propagação do coronavírus com o desejo de colocar os alunos em ambientes de aprendizagem mais produtivos.

A prioridade de todo sistema escolar deve ser proteger a saúde e a segurança dos alunos e funcionários. No entanto, em uma pandemia de rápida evolução, essa não é uma tarefa fácil. As circunstâncias mudam semanalmente e mesmo as cidades com baixa contagem de casos devem estar vigilantes e prontas para mudar de curso no caso de emergências.

Presencial, remoto ou híbrido?

No momento, não existe uma estratégia única ou um modelo de ensino comum e ideal para a pandemia. Os colégios trabalham, mediante suas realidades, com a possibilidade de continuar educando os alunos remotamente, trazê-los de volta para a sala de aula ou criar um regime híbrido que combine os dois.

De acordo com dados divulgados pela Unesco, mais de 800 milhões de alunos em todo o mundo ainda enfrentam interrupções de aulas. Brasil e outros quatro países têm o período mais prolongado de fechamento de escolas: 40 semanas.

Por todo o contexto, algumas escolas particulares decidiram começar o ano escolar no sistema a distância, enquanto outras optaram pelo sistema híbrido.

No caso do ensino híbrido, bastante difundido e em plena consolidação, o primeiro passo é acertar os protocolos de saúde. Uma vez que as escolas tenham uma noção clara do que é necessário para reduzir as taxas de transmissão e salvar vidas, elas podem desenvolver modelos robustos para minimizar mais atrasos no aprendizado e apoiar os alunos durante a crise.

Dicas para definir o modelo ideal de aprendizagem

Para muitos alunos, a volta às aulas de forma presencial não será segura. Portanto, é importante compreender alguns aspectos para oferecer o aprendizado remoto e híbrido de maneira correta.

Porém, como a abertura de escolas não deve ser uma proposta de tudo ou nada, listamos abaixo algumas prioridades:

1 – Concentre seus esforços nos alunos que enfrentam os maiores desafios

O aprendizado a distância é especialmente difícil para alunos que também precisam lidar com outros desafios como, por exemplo, quando os pais trabalham fora e não têm como apoiar o estudo dos filhos em casa.

Muitos desses alunos terão dificuldade para prosperar em um ambiente remoto, onde carecem de orientação prática e suporte emocional.

Priorizar o pequeno número de alunos que mais precisam de instrução presencial – devidamente autorizados pelos pais – torna possível a criação de turmas menores, o que facilita para os alunos seguirem os protocolos de distanciamento, reduzindo riscos de propagação do vírus.

2 – Na volta às aulas, priorize o ensino fundamental para aulas presenciais

As crianças mais novas precisam de um nível de orientação, interação social e oportunidades de aprendizado tátil que são difíceis de se reproduzir em uma sala de aula on-line. Elas também são menos capazes de se concentrar em aulas a distância por longos períodos.

Embora o risco de infecção entre crianças pequenas seja real, ele pode ser controlado se as escolas aplicarem protocolos de higiene vigorosos. A boa notícia é que estudos sugerem que crianças menores de dez anos têm menos probabilidade de transmitir o vírus.

O risco de infecção para professores pode ser mitigado pela criação de pequenos grupos de alunos, aplicando triagem, lavagem das mãos e outros protocolos de segurança.

3 – Utilize sistemas específicos para ensino híbrido e remoto

Quando a pandemia começou. em 2020, muitos educadores não tiveram escolha a não ser colocar as aulas existentes on-line. Em 2021, temos a oportunidade de projetar soluções melhores para maximizar a aprendizagem dos alunos em ambientes remotos e híbridos.

Comece definindo a experiência ideal de aprendizado remoto para os alunos. Os sistemas escolares devem primeiro determinar o número apropriado de horas de aprendizagem por dia e a proporção dessas horas gastas on-line para cada faixa etária.

Para o ensino híbrido, o modelo padrão está em dividir as aulas entre duas turmas: uma remota e outra na sala de aula. Uma vantagem desse modelo é a simplicidade, pois os professores precisam de um mínimo de reciclagem e podem seguir os planos de aula existentes.

4 – Relacionamentos são a base da aprendizagem

As escolas são mais do que locais de aprendizagem. Elas são os centros de suas comunidades, desempenhando papéis essenciais no fornecimento de educação e na garantia da segurança física, saúde mental e bem-estar social e emocional dos alunos.

À medida que as instituições escolares implementam seus planos de ensino híbrido, elas devem garantir que não estão apenas construindo confiança com professores, pais e alunos, mas também desenvolvendo planos para ajudar os professores a construir os tipos de relacionamento com os alunos que incentivem o aprendizado.

5 – Mantenha uma comunicação eficiente com os pais

Um efeito colateral do recente fechamento de escolas é que os pais estão mais envolvidos com a educação de seus filhos. À medida que os educadores trazem os alunos de volta ao colégio para o aprendizado remoto ou híbrido, os pais podem incentivar esse esforço.

Cada escola pode se comprometer a se conectar regularmente com as famílias para entender o que está funcionando, transmitir informações sobre o currículo e abordar desafios específicos.

Dicas para os pais podem fazer uma grande diferença: por exemplo, como evitar aglomeração na entrada da escola através do módulo Chegando, do IsCool App.

Esse módulo tem sido bastante requisitado pelas escolas que adotam o aplicativo de comunicação, pois ele avisa a chegada dos pais no portão de saída para melhor organização da escola.

Saiba mais: 4 funcionalidades essenciais do app escolar para o Ensino Híbrido

6 – Professores e alunos devem se sentir seguros

Como profissionais da linha de frente em sala de aula, os professores devem desempenhar um papel integral na concepção de modelos sustentáveis para ensino híbrido.

Muitos alunos voltarão para a escola com algum grau de estresse. Alguns terão perdido membros da família. Outros podem estar enfrentando as dificuldades de verem seus pais perderem o emprego.

Embora seja importante avaliar o status acadêmico dos alunos e tentar recuperar o atraso na aprendizagem, os educadores devem se concentrar primeiro em reconstruir relacionamentos e um senso de comunidade.

As informações desse artigo foram baseadas no protocolo lançado pela Unesco, Unicef e Opas/OMS intitulado “Considerações para medidas de saúde pública relacionadas à escola no contexto da Covid-19”. O texto traz recomendações sobre como e quando reabrir cada escola e sobre os procedimentos de segurança que devem ser adotados.

Ensino Híbrido na prática

Um pequeno guia para sanar algumas dúvidas básicas sobre esse modelo de ensino que veio para ficar

Um dos maiores avanços no setor educacional é o ensino híbrido, que tem a capacidade de melhorar a relação ensino-aprendizagem e fazer do aluno o autor de sua história acadêmica, dando-lhe autonomia e garantia de uma boa relação interpessoal.

No Brasil, este modelo de aprendizagem ganhou força no momento em que as escolas aprenderam a ensinar de forma on-line. Porém, ainda é necessário vencer algumas barreiras regulatórias para inseri-las de fato no século 21.

Para a vice-presidente da Federação Nacional de Escolas Particulares (FENEP) e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), professora Amábile Pacios, será preciso rever a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para que a educação brasileira considere o ensino híbrido. “Esse modo de ensinar intermediado por uma mídia, tendo o aluno numa sala virtual, é um caminho sem volta, tanto no ensino superior, quando na educação básica”.

Ela foi uma das palestrantes do evento on-line Hibrida Experience, realizado entre os dias 24 e 27 de novembro de 2020, com organização da Humus Consultoria. “OCNE está de fato buscando a regulamentação para que as escolas não fiquem perdidas pós-pandemia”, ressalta.

Enquanto essa base legal aguarda homologação do Governo, preparamos um guia com algumas questões básicas sobre o ensino híbrido. Confira a seguir:

O que é o ensino híbrido?

O ensino híbrido é um modelo de educação que integra educação on-line e ensino offline (ou presencial). Mas, acima de tudo, esse modelo deve ser visto como um processo contínuo de ensino e não duas formas separadas, distintas e totalmente diferentes.

Com essa inter-relação, o que há de melhor em cada um dos ambientes é explorado, melhorando a experiência educacional do aluno e tornando-a mais significativa e eficiente.

Em resumo, trata-se da educação de uma geração que nasce conectada à internet e quer ter essa tecnologia em mãos, mas não o pode fazer sem a relação interpessoal com seus colegas e professores, o que é essencial para desenvolver a noção de comunidade, promover a maturidade emocional da criança e aumentar sua criatividade na vida.

Para a professora Thuinie Daros, já havia um consenso de que o ensino híbrido estava avançando antes mesmo da pandemia. “E se intensifica depois num cenário pandêmico, deixando de ser uma tendência e passando a ser uma solução”. A professora, que também é co-fundadora, consultora e palestrante na Téssera Educação, palestrou durante o Hibrida Experience.

De acordo com pesquisa recente “A nova realidade da educação”, com jovens brasileiros de até 16 anos, feita pelo Instituto Toluna para a Rede Globo, 73% acreditam que o ensino mudará para o formato híbrido, 58% passaram a ver de forma mais positiva o ensino on-line e 92% acreditam que o trabalho a distância (home office) será mais comum.

Quais são as vantagens dessa metodologia?

A principal e mais notória vantagem do ensino híbrido não é apenas permitir que o aluno tenha flexibilidade de ambiente e horário para estudar, mas também ter o contato social com seus colegas e professores.

Quando em sala de aula (ensino presencial), o aluno deve atender às estratégias educacionais propostas por seus professores. Ou seja, ele experimentará disciplina e relacionamento interpessoal.

Quando o estudante estiver em seu ambiente virtual (especialmente criado para ele desenvolver as atividades e pesquisas propostas), ele terá controle sobre os elementos que compõem a rotina convencional de estudo, como tempo, lugar e ritmo.

A grande vantagem do ambiente virtual é dar ao aluno a responsabilidade de cumprir tarefas com autonomia para escolher e tomar suas próprias decisões sobre alguns componentes dos estudos.

Às vezes, o aluno pode optar por estudar no laboratório de informática, em seu quarto, em sua sala de estar, ou mesmo na biblioteca da escola, usando instrumentos como celular, tablet ou computador. Com isso, o estudante adquire uma maior capacidade de coordenar as tarefas do cotidiano e melhorar sua disciplina.

Nos momentos de estudo presencial, realizados dentro da escola, o aluno interagirá socialmente com os professores, assim como com seus colegas de classe. Os estudos podem ser desenvolvidos em grupo ou individualmente.

O importante no ensino híbrido é entender que os dois momentos, on-line e offline, se complementam.

Qual é o papel do professor e do aluno nesse método?

Como a tecnologia é um elemento essencial nessa modalidade de ensino, educadores e alunos devem ter excelentes habilidades para lidar com isso, o que é extremamente comum nos dias atuais, afinal, todos eles têm celulares, tablets e computadores, e passam grande parte do tempo interagindo com essas equipes.

Os educadores precisam pensar na organização correta da sala de aula. O simples uso da organização tradicional não é recomendado ou mesmo eficaz. Além disso, devem desenvolver um plano pedagógico voltado para o ensino híbrido, essencial para garantir o pleno uso de todos os recursos possíveis.

Repensando as estratégias

O tempo na sala de aula e na própria escola precisa ser repensado e redimensionado

Existem várias estratégias que os professores aplicam, desde o início da aula, onde os alunos recebem conteúdos, mesmo antes do tempo em sala de aula, desde o processo de aprendizagem em casa, passando por estudos e os desafios estratégicos propostos pelo professor.

Em sala de aula, o professor cria dinâmicas de grupo e promove o debate entre os alunos, aprofundando os conteúdos.

Nesse processo, eles recebem os conteúdos das disciplinas e trabalham esses dados, enquanto os professores atuam refinando, fortalecendo e completando os desafios propostos. Com isso, os alunos desenvolvem novas habilidades.

O uso da gamificação para incentivar a aprendizagem também pode ser uma das estratégias propostas.

E qual é a influência do ensino híbrido no grau de aprendizagem?

Podemos dizer que a influência é enorme, pois tem a capacidade de se adaptar à velocidade de aprendizagem dos alunos, além de recorrer a recursos que as aulas tradicionais (apenas presenciais) não têm, ou que exploram pouco.

Podemos citar como exemplo, jogos interativos, vídeos que podem ser vistos várias vezes até que o conteúdo seja entendido, e momentos presenciais nos quais o aluno pode tirar suas dúvidas com os professores.

Quais são os modelos mais utilizados de ensino híbrido e como é possível utilizá-los?

O ensino híbrido pode ser explorado de várias formas, em diversos modelos. Em seguida, vamos listar e falar um pouco sobre os mais usuais e eficazes:

Sala de aula invertida

Na sala de aula invertida, a teoria de uma disciplina é estudada em casa, no ambiente virtual. O ambiente físico da escola é utilizado para realizar atividades, discussões e dinâmicas de grupo.

Como o aluno já teve contato com o tema em casa, ele terá um desempenho muito maior na sala, quando os professores usarão o tempo disponível para aprofundar e esclarecer conceitos e promover debates.

Após a aula, os alunos ainda podem ser convidados a estudar melhor os conteúdos estudados, pesquisando em livros, na web ou em outros meios de comunicação.

Laboratório rotacional

Neste modelo, a classe é dividida em dois grupos. Uma parte dos alunos permanecerá, por um período, responsável pela realização de tarefas no ambiente virtual (portanto, o laboratório de informática será amplamente utilizado).

Enquanto isso, o outro grupo fará suas atividades no ambiente offline (sala de aula, laboratório de ciências ou instalação de educação física). Depois, os grupos trocam suas posições.

Rotação por estações

Nesse caso, a sala de aula é dividida em estações, e, pelo menos, uma delas deve ter atividades on-line, com as ferramentas conectadas à Internet.

Após um tempo pré-estipulado, os alunos devem alternar entre as estações, que precisam ter atividades independentes umas das outras.

Rotação individual

Nesse modelo, o professor estabelece um itinerário específico para cada aluno, para que o mesmo passe pelas estações mais relevantes aos seus interesses ou supere suas dificuldades.

Como você pode ver, o ensino híbrido utiliza diversos recursos para melhorar a experiência educacional do aluno, tornando-o o protagonista de seu sucesso acadêmico. Além disso, é um formato que favorece o desenvolvimento da autonomia e a capacidade de tomar decisões.

Modelos de Ensino Híbrido

Para o professor Janes Fidelis Tomelin, diretor de qualidade na EAD da Associação Brasileira de Educação a Distancia (ABED) e pró-reitor de ensino EAD da Unicesumar, podemos atualmente dividir o ensino híbrido em 5 modelos:

  1. Modelo Híbrido presencial – 60% do tempo presencial e 40% virtual. Uma das vantagens é o maior acompanhamento do corpo docente.
  2. Modelo Híbrido semipresencial convencional – 20% do tempo presencial e 80% virtual. Entre as vantagens, está o vínculo com o tutor presencial.
  3. Modelo Híbrido com matriz curricular adaptada – 30% do tempo presencial e 70% virtual. Uma das principais vantagens é a maximização de recursos.
  4. Modelo Híbrido invertido ativo – 30% do tempo presencial e 70% virtual. A aprendizagem ativa por si é uma grande vantagem.
  5. Modelo Híbrido personalizado dinâmico – flexibilidade entre o tempo presencial e virtual. Ensino personalizado e aprendizagem colaborativa estão entre as vantagens.

“Particularmente, gosto bastante do modelo invertido ativo. Ele tem a previsão de encontros presenciais, além das experiências de laboratórios físicos e virtuais (simulados)”, explica Tomelin que apresentou palestra intitulada “Os diferentes modelos de ensino híbrido”, durante o evento Hibrida Experience.

E a sua escola, já utiliza o ensino híbrido? Comente abaixo! Queremos saber a sua opinião!

4 funcionalidades essenciais do app escolar para o Ensino Híbrido

A comunicação sem ruídos continua sendo essencial na retomada gradual das aulas presenciais; conheça as ferramentas do aplicativo escolar que os colégios podem lançar mão para garantir uma dinâmica eficaz no contato com alunos e famílias

Se durante o período de aulas remotas a comunicação foi essencial para organização e fluidez da nova realidade, nesta retomada gradual das aulas presenciais a atenção para este item deve ser redobrada.

O ensino híbrido – modelo adotado pela maioria dos colégios e que mescla atividades presenciais e on-line – exige alinhamentos e combinados ainda mais pontuais com alunos e famílias para garantir uma aprendizagem eficaz. 

Já falamos aqui no Blog do IsCool App sobre o ensino Híbrido e como ele vai além de uma questão simplista envolvendo o cenário (presencial ou on-line). Como ele exige uma mudança de mindset de colégios e um tempo maior de absorção por parte do público por conta da quebra de paradigmas, nesse momento, é preciso afinar o discurso e promover uma comunicação assertiva.

Entretanto, não podemos esquecer que, além das peculiaridades exigidas pelo Ensino Híbrido, ainda estamos em meio a uma pandemia e a necessidade do cumprimento de protocolos de segurança.

Os colégios que já possuem app de comunicação escolar e um estilo próprio de engajar o público por meios digitais estão um passo a frente na direção do sucesso dessa nova realidade. Mas para tornar a comunicação ainda mais certeira diante da dupla “Ensino Híbrido + protocolos de segurança”, apresentamos algumas funcionalidades essenciais que seu app escolar deve oferecer. Confira:

1 – Canal de atendimento segmentado

Para agilizar e organizar a troca de informações, a segmentação é fundamental para os atendimentos via app escolar. Disponíveis a alguns cliques do usuário podem estar canais diretos com a secretaria, o setor financeiro e a coordenação. É possível, por exemplo, criar um canal especialmente para que os pais tirem dúvida quanto às novas regras do ensino híbrido no colégio.

E para tornar esse fluxo ainda mais fluido, o colégio pode lançar mão de configurações importantes, como envio de resposta automática e delimitação de horário para recebimento de mensagens por parte da equipe – sem limitar o pai no envio de textos.

No IsCool App, por exemplo, o pai que tenta contatar um setor fora do horário pré-estabelecido pelo colégio consegue enviar a mensagem normalmente e até recebe uma resposta automática com texto configurado pela escola, dessa forma, o responsável fica tranquilo e a equipe pode dar andamento à solicitação no horário em que o canal estiver habilitado para uso. “É uma inovação importante que oferecemos aos nossos clientes para atender às necessidades do home office”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do aplicativo.

2 – Módulo Chegando

Com as aglomerações totalmente proibidas, é preciso cuidar para que as distâncias mínimas de segurança sejam mantidas. Momentos como o da saída de alunos exigem uma coordenação, por isso a função de geolocalização dos aplicativos escolares tem papel importante.

Mesmo que com número reduzido de alunos, a opção de ter um sistema que avisa quando o pai está chegando para buscar o filho faz a diferença. Garantia de segurança, menos trânsito, redução no tempo de espera e agilidade para pais e colaboradores.

3 – Lição de casa

Nem todos os alunos voltam para as aulas presenciais, o que mantém o fluxo de atividades remotas ainda alto. O módulo exclusivo de lição de casa separa o que é atividade do que é comunicado, tornando a visualização das informações mais fácil de assimilar.

Para o professor há ainda a possibilidade de enviar diferentes atividades para diferentes alunos, de maneira personalizada de acordo com a dinâmica da aula. Ou, se preferir, também pode enviar as lições de uma vez para a classe toda. Os alunos, por sua vez, podem receber e entregar as tarefas e atividades pelo próprio app ou pela web, enviando arquivos, imagens das tarefas realizadas, além da conveniência de visualizá-las por ordem cronológica.

O colégio ainda pode monitorar e auditar data e horário de envio das atividades, garantindo o acesso a todos os alunos.

4 – Assinatura de documentos pelo celular

Por fim, e não menos importante, está o módulo de matrícula com assinatura digital, que agiliza o processo de renovação de contrato de maneira totalmente segura e prática.

Além de facilitar para os pais, que levam poucos minutos e alguns cliques para finalizar a ação, a funcionalidade se torna essencial para a equipe do colégio, atualmente mais enxuta e com carga de trabalho bastante puxada por conta da pandemia.

No IsCool App, por exemplo, isso acontece porque a geração dos contratos fica a cargo da equipe do aplicativo. “Esse serviço é um diferencial no mercado e está presente desde que lançamos o módulo, há mais de 3 anos. Mesmo antes do contexto atual, oferecer a funcionalidade associada a um serviço sempre foi nosso ponto forte”, resume Tálita.

Aqui no Blog do IsCool App já explicamos o módulo e suas vantagens. Inclusive, já explicamos como ele é diferente de um simples aceite, garantindo segurança jurídica ao processo.

Indispensável

O aplicativo de comunicação escolar continua sendo indispensável para transpor outra barreira, a do distanciamento físico e das consequências psicológicas de todos os envolvidos. Com parte dos alunos ainda em casa por uma decisão dos pais – e sem previsão de retornar à sala de aula -, é preciso que professores mantenham o engajamento e o cuidado para que se sintam acolhidos da mesma forma que os alunos que estão retornando fisicamente.

Pelo aplicativo, é possível manter a sinergia criada durante o período de suspensão total das aulas, envolvendo os alunos e, principalmente, os pais. Boletins, circulares, notas, fotos, entre outros itens de divulgação são essenciais para que ambas famílias se sintam seguras com suas decisões (de enviar ou não o filho para a escola novamente). É preciso haver uma constância para que todos tenham o acolhimento devido.

Outras funcionalidades também são de grande valia para se lançar mão neste momento, como as enquetes, que podem ser utilizadas para buscar a opinião dos pais quanto ao planejamento pedagógico de 2021, o calendário, que mantém os compromissos da turma – mesmo que on-line – atualizados na agenda dos pais, e o módulo de compromissos, com agendamento direto das famílias com os professores e coordenadores a fim de orientações específicas e feedback do rendimento do aluno.

A reta final do ano letivo pede, ainda, novas ações e uma dose extra de criatividade, ainda mais em um ano tão conturbado e que merece, mais do que nunca, celebrações de encerramento. A dica é, portanto, tornar mais leve essa fase de transição propondo interação entre todas as partes, como os próprios eventos on-line, que devem ser mantidos na nova modalidade de ensino híbrido.

Assim, com tantas possibilidades de ferramentas, é possível reforçar ainda mais a relação de confiança entre o colégio, os alunos e suas famílias, como uma verdadeira comunidade escolar deve ser.

Coronavírus: O que é o modelo híbrido de aprendizagem e como ele pode ajudar no retorno às aulas presenciais?

O Ensino Híbrido tem sido visto como solução durante o período de pandemia, mas envolve uma verdadeira mudança de mindset; confira a opinião do especialista sobre assunto e veja o exemplo de sucesso da Escola Evangélica Betel, de Manaus, que já abriu as portas para seus alunos

Mesmo quem não sabe o significado exato do Ensino Híbrido, imagina que é o que acontecerá no retorno às aulas presenciais durante a pandemia do Covid-19: uma mistura de ensino presencial com ensino remoto.

Se levarmos em conta a experiência da Escola Evangélica Betel, de Manaus/AM, isso se torna possível de acontecer nos demais estados do Brasil a partir do momento em que abrirem novamente as salas de aula para seus professores e alunos.

De acordo com a diretora pedagógica do colégio, Helen Aguiar, a pandemia acelerou o processo de implementação do ensino híbrido. “Nós percebemos que houve a melhora do rendimento escolar dos alunos a partir do retorno do ensino presencial”, conta a gestora.

Preparação para a retomada

A escola, que utiliza o IsCool App há 3 anos, retornou com o ensino presencial na primeira semana de julho de 2020, quando o estado do Amazonas autorizou a reabertura.

Segundo ela, atualmente a escola corre para nivelar o conhecimento dos alunos e cumprir o ano letivo com sucesso. “Monitoramos semanalmente a saúde de todos e, qualquer caso suspeito, devemos informar às autoridades. Até hoje, não houve contaminação e estamos reafirmando todos os processos para que isso não venha ocorrer”, esclarece.

Helen conta que a escola hoje tem 1.070 alunos. “Iniciamos o ano de 2020 com 1.200 alunos. Tivemos essas perdas durante o período da pandemia, mais fortemente na educação infantil, por conta de motivos financeiros ou porque as famílias acharam que não estava atendendo ao contrato”, diz.

Saldo positivo

O início do retorno, de acordo com a diretora, foi bem temeroso por parte das famílias. “Ainda estavam inseguros, mesmo a escola sendo rigorosa em protocolos de saúde. Então optamos pelo retorno com rodízio de 50% semanal. Hoje eles se sentem mais seguros, tanto que o número de presentes na primeira semana era de 20% e hoje é de 50%, o máximo permitido”, detalha.

As aulas na capital do Amazonas foram suspensas em 17 de março de 2020, com o decreto do governo pedindo o distanciamento social. O colégio Betel passou então a utilizar o Ensino a Distância (EAD), através de plataformas de ensino já utilizada por eles.

“Nós usamos aulas síncronas e assíncronas, encontros semanais pelo Google Meeting e aulas enviadas pelo Google Classroom, além do envio de atividades impressas e pela plataforma”, explica. Apesar de a escola estar preparada para o ensino remoto, a diretora acredita que as famílias não estavam. “A adaptação foi mais difícil para a família, mas hoje estão um pouco mais adaptados”, diz.

Também houve bastante queda na participação e rendimento dos alunos durante o período de isolamento social, segundo ela. “Muitos alunos relataram desmotivação, não queriam participar porque achavam chato, entre outros motivos”.

Comunicação sem ruído

A escola Betel, além de já estar preparada em termos de equipamento e internet, também diz ter obtido a eficácia necessária na comunicação com o uso do aplicativo de comunicação IsCoolApp antes mesmo da pandemia. “Como já utilizamos o IsCoolApp, não tivemos ruído de comunicação com os pais, pois eles estavam acostumados”.

Essa comunicação foi, inclusive, fundamental para o plano de ação de retorno às aulas presenciais. “Fizemos um plano de ação, com consultorias externas na área de educação e saúde para alinhar as práticas, principalmente em relação aos protocolos de segurança”, explica Helen.

De acordo com ela, a escola fez uma pesquisa em relação aos pais sobre o desejo de retornar ou não às aulas presenciais. “74% ficou a favor do retorno, mas ainda assim havia aqueles se sentindo inseguros. Diante disso, a escola optou por voltar a aula presencial, porém mantendo o ensino remoto para aqueles que preferiram ficar em casa”, ressalta.

Para a diretora, o aprendizado dessa experiência toda é que pessoas precisam de pessoas. “A educação é a base da nossa sociedade, é muito mais importante estarmos juntos, do que passar apenas conteúdo para eles. Esperamos que em 2021, não estejamos mais sofrendo pela questão do Covid”, finaliza.

O que é Ensino Híbrido?

Alguns especialistas falam apenas de uma mistura entre o ensino presencial e on-line. O fato é que existem muitas definições para o Ensino Híbrido, segundo Leandro Holanda, coautor do livro “Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação“.

“Defendo muito o ensino híbrido que fala de uma integração, como eu integro em sala de aula as atividades que são feitas presencialmente com as atividades on-line, como vou ajudar na personalização do processo, para que o estudante possa controlar de alguma forma o tempo e o ritmo no qual ele aprende”, diz Leandro, antecipando que essa definição é apoiada pelo pesquisador norte-americano Clayton Christensen, que inspirou sua obra.

Essa definição nasce de práticas das escolas inovadoras, pela observação, “Visitando escolas é que se chegou a essa definição e aos modelos de ensino híbrido, como sala de aula invertida, a rotação por estações ou mesmo a rotação individual”, acrescenta.

Para ele, a pandemia trouxe o assunto mais à tona, mas de maneira equivocada. “As pessoas estão relacionando educação remota com o ensino híbrido, mas poucas escolas estão fazendo ensino híbrido de verdade”, alerta.

De acordo com o especialista, muitas escolas estão preocupadas em sobrepor os momentos em que parte dos alunos estará em casa, enquanto outra parte estará na escola.

“Algumas escolas comentam que vão gravar as aulas, ou seja, as mesmas aulas que serão assistidas pelos alunos presenciais, serão vistas por quem ficou em casa. Perde-se aí muito essa possibilidade de integrar”.

E completa: “O grupo que poderia ter explorado algo on-line, poderia estar fazendo algo em casa e vice-versa. Algumas escolas estão avançando, mas há muito que avançar. No começo da pandemia não teve a oportunidade, mas agora terá tempo para se fazer essa análise, olhando e se inspirando no ensino híbrido”.

Risco de superficialização

O principal risco, segundo Leandro Holanda, é a superficializaçãodos processos do Ensino Híbrido, principalmente aqueles movidos a muita tecnologia, que não aprofundam no conhecimento.

Algumas escolas acham que a sala de aula invertida e rotação por estações é uma gincana, quando na verdade não é. Acho que tem uma janela de oportunidade imensa, mas ao mesmo tempo, a gente tem um problema nos próprios conceitos. Conceitos equivocados que não têm nada a ver com o conceito de ensino híbrido”, diz.

Segundo Holanda, que também é sócio da Tríade Educacional, o ensino híbrido é uma oportunidade para que os professores consigam integrar a transformação digital na sala de aula.

“Pensar no que faz sentido e no que se integra com as melhores práticas que faz o aluno aprender. Não apenas focar na tecnologia que fica de maneira superficial, não integrada ao processo de aprendizagem do estudante. É uma oportunidade que vai subsidiar a transformação das pessoas, é o que vai fazer com que a transformação digital faça sentido”, afirma.

O especialista acredita que o Ensino Híbrido pode dar certo se houver primeiro uma conscientização da importância da formação dos professores. “Formação de professores que faça com que o docente faça, reflita, não seja apenas teórica, sem planejar, sem compartilhar com outros professores. Essa formação pensada em homologia de processos, que ele vivencie o ensino híbrido como aluno”, explica.

Leandro lembra que o professor dá aula como ele aprendeu. “É preciso garantir esses momentos que também vão ser baseados em metodologias ativas, que eles vivenciem e possam levar para sua prática docente”. 

Educação híbrida tem futuro?

Para o especialista, já existem no momento presente alguns modelos de ensino híbrido que são mais inovadores. “Esses dependem de uma estrutura de organização de horários e espaço físico, mas alguns dependem mais do mindset, da forma de pensar do gestor e professor escolar”, ressalta.

O papel do gestor é muito importante, segundo Holanda, pois ajuda os professores nessa visão e na formação, garantindo momentos na dinâmica deles para reflexão de suas práticas. “Os professores devem passar por uma formação mais ativa, não apenas passando aquele monte de conceitos em slides, que hoje não faz mais sentido na formação de professores”, diz.

Projeto inicial

A experiência com o ensino híbrido de Leandro Holanda veio da sala de aula. “Em 2014, participei de um grupo de experimentação de ensino híbrido que foi um projeto da Fundação Lemann e do Instituto Península. Outros educadores também participaram”, conta.

Segundo ele, ficaram um ano planejando juntos, aplicando as práticas, refletindo sobre as aplicações, entendendo um pouco desses modelos e, no final, escreveram um livro contando um pouco sobre essa experiência. “Passando um pouco dessas experiências, mas também dando uma passada pela literatura e referências que ajudava a gente a desenvolver sobre o ensino híbrido e sobre a importância da integração”.

Em 2016, Leandro e seu sócio fundaram a Tríade Educacional, uma consultoria pensando em inovação, metodologias ativas e ensino híbrido. “Temos um trabalho focado na formação de professores, com inovação, tanto em tecnologia, quanto em processos e desenvolvimento do docente para pensar em estratégias que vão colocar o aluno no centro do processo”, conclui.

O sucesso da gamificamação como estratégia de aprendizado

O advento dos chamados serious games tem garantido grandes resultados na alfabetização, ensino de matemática e inclusão com alunos de todas as idades e que apresentam diferentes necessidades; conheça mais sobre esse modelo de aprendizagem ativa e saiba como ela pode auxiliar seu colégio

Gamificação_educacross_iscoolapp

A máxima “aprender brincando” nunca fez tanto sentido como no cenário atual da educação. Em plena transformação, a sala de aula agregou não somente mais tecnologia, como também abriu espaço para diferentes dinâmicas de aprendizagem, entre elas, a gamificação, que se apoia em plataformas digitais para conquistar a atenção e engajamento do aluno.

Antes identificada por parte da população de outras gerações (nossos pais e avôs) como uma distração e uma atividade que poderia influenciar negativamente na formação, os games digitais agora fazem mais sentido do que nunca. Chamados de serious games, os jogos educativos estão revolucionando a absorção de conteúdo e não se restringem somente a matemática ou física, com eles, o aprendizado é multidisciplinar e pode ser aplicado em português, geografia, filosofia e qualquer outra matéria.

“O engajamento da gamificação cresceu no espaço empresarial, atrelado com o marketing de recompensa. A escola sempre trabalhou com gincana, que é um exercício gamificado, de mérito e estímulo. A partir do momento que começou a se falar sobre aprendizagens ativas e do professor como mobilizador, há maior demanda por refinar essas estratégias e buscar novos sentidos, portanto, a gamificação surge como ferramenta que ajuda a criar a motivação externa, ritmo de aula, a engajar o aluno por maior tempo possível naquele trabalho”, explica Érica Stamato, professora, psicopedagoga com MBA em Gestão Escolar pela USP e formadora de professores com 20 anos de experiência.

 

Embarcando no conceito de flow

Sabe quando a mãe insiste para o filho sair da frente da tevê e parar de jogar vídeo-game para poder comer, dormir e até brincar com outras atividades? É baseado justamente nesse poder de atrair a atenção e manter a concentração do jogador que a gamificação ganha espaço.

Essa absoluta imersão te mantém mais tempo envolvido com uma atividade prazerosa e torna o aprendizado de qualquer tipo de atividade mais orgânico e eficaz. Chamado de flow, esse estado emocional é defendido por Mihály Csíkszentmihályi, psicólogo húngaro e autor de importantes estudos da psicologia positiva.

Atividades físicas, culinária, jardinagem, meditação… são várias as maneiras de se atingir o estado de flow. No caso dos serious games utilizados na gamificação, há o aprendizado por trás do entretenimento, afinal, são jogos com propósitos educacionais.

 

A gamificação e suas inúmeras possibilidades

Existem diversas tecnologias, plataformas e formatos disponíveis no mercado e que auxiliam os colégios na inclusão da gamificação como metodologia educacional complementar. Tem gamificação por aula, por projeto, por semestre e com ação pontual ou para longo prazo. Aliás, o uso de serious games se enquadra como projeto de desenvolvimento de habilidades proposto pela BNCC, assim como outras metodologias ativas que já tratamos aqui no Blog, aqui e aqui.

No colégio Anglo Vinhedo, por exemplo, os alunos do Ensino Médio tiveram um itinerário formativo de design de games na matéria de geografia, cujo objetivo era entender a história dos jogos e passar pelo processo de produção de um game, desde a construção de um roteiro, criação de personagens até os conceitos de animação, design de som e efeitos sonoros.

“As aulas teóricas e práticas estimularam a criatividade, o pensamento lógico, a prática da língua inglesa, o letramento digital e uma absorção lúdica do conhecimento, utilizando os conceitos do ensino híbrido”, conta Idelli Nichele, coordenadora do Ensino Médio.

Nascida de pesquisa científica, a Educacross é uma plataforma criada pela Cross Reality e que oferece mais de dois mil jogos educacionais. Com ela, cada aluno recebe uma senha para acessar um conteúdo personalizado, definido pelo professor tendo como base as mais diferentes modalidades de games e objetivos. “Quando o aluno entra no espaço digital, ele vai ter as missões e roteiros, conforme passar de fase, ele terá acesso a ilhas em que ele encontra mais jogos e novidades”, enfatiza Érica Stamato, que está à frente do projeto.

 

Acompanhamento e mapeamento das habilidades

Conforme o aluno avança para novas fases e ganha crédito para transformar seu avatar e obter mais vantagens dentro dos jogos, ele aprende a ler e escrever ou a fazer contas, tudo isso, sem se dar conta. Quem percebe essa evolução na prática é o professor ou o coordenador, que acompanham a cada passo do aluno no game.

“O coordenador e o gestor conseguem ter, com a plataforma, uma visão macro ou micro da experiência do aluno. Dentro do jogo, nós temos seis tipos de análise, que recomendam automaticamente os jogos para cada aluno e ajudam a mapear análises. A plataforma é um guarda-chuva, um metajogo que vai enredar tudo o que a criança deve fazer e promover uma aprendizagem baseada em problema”, explica Érica.

 

Ressignificando o aprendizado

Entre os benefícios propostos pela gamificação, um dos mais interessantes é a ressiginificação do aprendizado. Nesse sentido, os serious games se configuram como uma poderosa ferramenta para o trabalho específico com alunos que apresentam dificuldade no aprendizado tradicional.

Se em aulas expositivas tradicionais é comum ter alunos com pensamentos vagos e pouco estimulados, os games chegam promovendo desafio, como é o caso de um aluno citado pela Educacross que, com 9 anos de idade, ainda não sabia ler ou escrever e se sentia desacreditado em sala de aula. Por não conseguir absorver o conteúdo, acaba se comportando com rebeldia.

“O aluno ficou quatro meses na plataforma. No começo, era bastante desobediente, mas quando começou a jogar e descobriu seu avatar, passou a ir bem. Traçava estratégias, queria compartilhar com as outras crianças. Como resultado, o estudante passou a ler, escrever e até fazer conta com fração”, conta Érica emocionada.

Professora, Érica sentiu na pele esse problema, ao descobrir que a filha sofria de dislexia. Agora, com a plataforma, ela levanta a bandeira do ensino com estímulo para casos como o da filha, de crianças com hiperatividade e até superdotados. “O aluno que citei como exemplo foi transferido para um ambiente novo, longe do lápis, do papel e de um cenário em que ele era tido como fracassado. A gamifcação ressignificou a escola para ele”, ressalta a professora.

 

Futuro

Os inúmeros benefícios para os alunos que têm contato com a gamificação também se refletem para o colégio, que passa a ter alunos mais felizes, envolvidos e que amam e cuidam da escola. Apesar da resistência de mudança e evolução de muitas escolas, a gamificação veio para ficar e pode ser uma poderosa arma em prol do bem-estar coletivo.

“As crianças são nativos digitais, uma geração em que o engajamento é muito mais necessário do que foi quando eu estudei. Com a inteligência artificial, a gamificação tende a ficar cada vez mais necessária e refinada. Ainda haverá um crescimento muito grande do tema e as escolas terão que acompanhar essa evolução”, finaliza Érica.

Sala de aula invertida na prática: o que é e como implantar

Criado há pouco mais de dez anos, o modelo de organização de sala de aula é mais uma das opções destacadas pelas metodologias ativas; escolas têm adaptado a tendência a seus próprios métodos na busca por resultados ainda mais eficazes

Sala de Aula Invertida.png

Cadeiras enfileiradas, cadernos e livros como principal ferramenta de uso do aluno, salas de aula fechadas e totalmente emparedadas, protagonismo do professor… o modelo de ensino do século passado ainda é o mais utilizado em escolas do mundo todo porque também prova ser eficaz em muitos pontos. Entretanto, essa imagem de organização tem, aos poucos, se dissolvido mediante tantas transformações pelas quais a sociedade transcende.

Novas ferramentas, principalmente baseadas em tecnologias educacionais, dão espaço ao que chamamos de ensino híbrido, cuja intenção é oferecer diversas opções de aprendizado ao aluno. Uma das metodologias ativas inseridas nesse cenário, e que cada vez mais ganha a atenção de gestores escolares, é a Sala de Aula Invertida, que, de maneira resumida, traz o aluno como explorador do conteúdo e o professor com o papel (não menos importante) de mediador do aprendizado.

Unida a outras técnicas e metodologias, a Sala de Aula Invertida tem sido aproveitada com êxito por gestores educacionais Brasil afora. Mas nada de mudanças radicais ou de puro modismo, o segredo de quem aplica o conceito está na capacidade uni-lo às práticas já consagradas pela instituição, de maneira orgânica.

 

Mais que uma tendência, uma necessidade

A Sala da Aula Invertida surgiu nos Estados Unidos, entre os anos de 2006 e 2007, em grandes universidades americanas. Um dos precursores do chamado flipped classroom é o professor de química da Universidade do Colorado, Jonathan Bergmann, que, com base em pesquisas, defende o método de flipped learning como sendo o mais eficaz no aprendizado em qualquer idade.

Mais eficaz ou não, na prática, a verdade é que o método tem características diferenciadas. “A chamada sala de aula invertida é, dentro outros, um dos modelos de organização do ensino híbrido, que pressupõe que haja várias maneiras de aprender, em vários lugares e que alterna momentos em que o aluno estuda sozinho – normalmente em ambientes digitais – e em grupo – quando está em sala de aula com o professor e com os colegas”, explica Márcia Rosiello Zenker, educadora, psicóloga clínica e educacional e consultora associada da Humus Consultoria Educacional.

A Sala de Aula Invertida envolve as TDICs – Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação, por isso ganha a atenção da comunidade escolar. “É uma tendência e uma necessidade as escolas usarem, cada vez mais, metodologias ativas. A sala de aula invertida é apenas um modelo que serve a essa metodologia. Hoje, com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), em que se propõe o desenvolvimento do protagonismo do estudante e a inserção das TDICs, mais do que nunca são importantes e bem-vindas todas as formas de organização do conhecimento. E a sala de aula invertida é uma delas”, afirma Márcia.

 

O exemplo do Colégio Emilie de Villeneuve

No Colégio Emilie de Villeneuve, que utiliza o IsCool App como plataforma de gestão de comunicação, o conceito da Sala de Aula Invertida faz parte da estratégia de ensino de forma orgânica, pois está inserido em todos os espaços de aprendizagem da instituição. “Todos os espaços de aula, como laboratórios de ciências, informática, línguas, cozinha experimental , entre outros, são utilizados de forma a permitir ao aluno a construção ativa de seu conhecimento e não apenas reproduzir sequências didáticas”, conta Marizilda Escudeiro de Oliveira, Coordenadora Pedagógico-Educacional do Ensino Médio e da EJA – Educação de Jovens e Adultos do colégio localizado na capital paulista.

Comprometido com o aprendizado hibrido e com a difusão do que há de mais atual em tecnologias educacionais, o Colégio Emilie de Villeneuve se pauta nos bons resultados obtidos com a unificação de metologias no espaço maker, uma sala de aula para aprendizagem criativa, que contou com investimento em mobiliário próprio para se adaptar de acordo com a necessidade de cada grupo. “Esta sala vai além da aula invertida. Os alunos desenvolvem projetos no plano digital e os tornam reais com a ajuda de sensores, impressora 3D, cortadora a lazer. Desta forma constroem conceitos, desenvolvem habilidades transitando entre uma ideia, um projeto e a sua execução. Os ganhos com a utilização desta sala estão relacionados à aplicação direta nas questões do cotidiano”, ressalta a coordenadora.

 

Uma questão de adaptação

O fato é que as escolas têm adaptado as metodologias ativas à sua realidade e aos seus fundamentos. Em matéria recente, citamos o exemplo do Colégio Teresiano, do Rio de Janeiro, que utiliza diversas ferramentas, entre elas o blog, para promover o empoderamento digital. O próprio colégio, que também aposta no IsCool App para comunicar e integrar as famílias sobre as atividades desenvolvidas em classe, cita que reservou um andar inteiro para a criação de salas de aulas interativas, em que o aluno pode mesclar o uso de computador, tablet, celular, impressoras 3D e livros simultaneamente.

Espaços híbridos, aliás, também já foram tema para um dos textos mais lidos deste blog, a matéria sobre arquitetura escolar. Com especialistas no assunto, o texto fala da importância da quebra de paradigmas no design das salas de aula contemporâneas e cita exemplos de como essas adaptações podem ser aplicadas em cada colégio, alinhando demandas e orçamento.

 

As vantagens da sala de aula invertida na prática

Especialista em história da educação brasileira, Márcia Rosiello Zenker elenca os principais ganhos refletidos pela sala de aula invertida, de acordo com declarações colhidas por ela de professores e alunos. Confira:

  • Maior interatividade, tanto entre os alunos como entre alunos e professor;
    Aumento no nível de colaboração entre os alunos e estímulo ao compartilhamento do conhecimento por parte deles;
  • Crescimento da motivação e interesse dos alunos em aprender;
  • Ampliação do interesse pelo conhecimento para além dos muros da escola, chegando, muitas vezes, aos familiares;
  • Apropriação, pelos alunos, da construção do conhecimento;
  • Facilitação de identificação das dificuldades dos alunos pelo professor, possibilitando que ele redirecione o estudante para novas atividades.