Encontro PEA Unesco reúne cerca de mil educadores em Ouro Preto-MG

Ouro Preto – MG, cidade sede do Encontro PEA Unesco 2019

School Picture/IsCool App participaram do maior encontro da história desde que o evento começou a ser realizado em 2015.   

A cidade histórica de Ouro Preto, a 98 quilômetros da capital mineira, foi escolhida como sede do Encontro Nacional da Rede PEA Unesco 2019. O evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de setembro, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Participaram cerca de mil gestores e professores de escolas públicas e privadas associadas à Rede, além de coordenadores do programa de outros países, como Angola, Portugal e Japão.

Essa foi a edição com o maior número de participantes desde que o evento começou a ser realizado em 2015. A School Picture foi uma das patrocinadoras da edição de 2019, levando as marcas IsCool App e Conquista Formaturas também para o seu estande.

Segundo a coordenadora nacional da Rede PEA Unesco, Myriam Tricate, “Organizar um evento a mais de mil quilômetros de distância, não é bolinho! Se tínhamos dúvida no início, foi a convicção dos gestores e profissionais de Ouro Preto que nos deram a certeza de assumir o risco”, conta ela que também é diretora do Colégio Magno, em São Paulo.

Myriam Tricate

Coordenadora Nacional do PEA Unesco

De acordo com Myriam, é grande a responsabilidade de realizar um evento desse tamanho com poucas mãos:

“Mesmo com nossos limites, pensamos em todos os detalhes com cuidado para esse evento porque desejamos construir não só uma rede de aprendizagem, mas também de pertencimento, de coesão”, explica. 

O Encontro contou com palestras e mesas-redondas, além de painéis de experiências e vivências das escolas pertencentes à Rede. Nos intervalos, os visitantes puderam acompanhar as novidades dos expositores, entre eles, School Picture/IsCool App.

Pelo estande School Picture/ IsCool App passaram diversos gestores e educadores, alguns já usuários das soluções escolares, como o caso de Sonia Paro, diretora da EMEB Stélio Machado Loureiro, em Bebedouro (SP).

A escola, que integra a Rede PEA Unesco, também utiliza o aplicativo de comunicação escolar IsCool App. Inclusive, já fizemos um artigo para o Blog que vale a pena ler ou reler: IsCool App faz parceria social com escola municipal de Bebedouro – SP

Programação do Encontro

Tendo a bela paisagem histórica da época colonial do Brasil como cenário, os participantes do Encontro Nacional PEA Unesco 2019 puderam assistir à palestras e mesas-redondas sobre temas como a Agenda Global da Educação 2030 e a educação indígena, lembrando que 2019 é o ano internacional das Línguas Indígenas.

“O público de educadores veio aqui para aprender, para trocar, para construir relações. Veio aqui também para reafirmar o compromisso que foi assinado no momento de manifestação de interesse e continua a ser confirmado no dia a dia com qualidade sempre maior”, comenta a coordenadora nacional da Rede PEA Unesco, Myriam Tricate.

Na abertura oficial do evento, os visitantes puderam assistir à apresentação emocionante do coral infantil do Colégio Padre Eustáquio cantando o Hino Nacional. Participaram os membros da Rede PEA Unesco, como a coordenadora internacional da Unesco, Sabine Detzel.  Na conferência de abertura, Sabine falou sobre a Agenda Global da Educação 2030 e o papel dos associados da Rede PEA Unesco.

No segundo dia do evento, o assessor executivo da Rede PEA Unesco, Paulo de Camargo apresentou dados da organização. De acordo com ele, a Rede conta com 569 escolas associadas, 36 mil professores e 500 mil alunos atualmente.

“Através de uma pesquisa com as escolas associadas, descobrimos que as escolas desconectadas sofrem muito”, diz ele ao falar da questão tecnológica nas escolas.

Enquanto que 60% das escolas associadas possuem conexão com internet Wi-Fi, 40% ainda não tem.

“No entanto, 80% dos pais cobram das escolas investimento em tecnologia e inovação”, revela Paulo. Vale lembrar que a tecnologia aproxima os pais da escola, como no caso do aplicativo IsCool App que funciona como um canal de comunicação entre gestão escolar e os responsáveis pelos alunos.

Miguel Thompson, diretor do Instituto Singularidades, palestrou sobre a formação dos professores na perspectiva da agenda 2030. Segundo ele, a escola do futuro deve ser pensada hoje:

“A escola não pode ser sistêmica, fragmentada como o pensamento iluminista do passado. A nova escola coloca o aluno como protagonista”, diz. E completa: “O movimento que a gente vive agora tem muito a ver com retomar a experiência do homem completo”.

O coordenador da Rede PEA Unesco de Angola, Manuel Diogo também falou sobre a experiência em seu país:

“Começamos em 1998 com 4 escolas associadas ao programa na capital Luanda. Hoje, somos 45 escolas e nossa meta é aumentar em mais 100 escolas até 2022”, conta Manuel Diogo.

Já no último dia do evento, os visitantes foram agraciados com um sorteio realizado pelos expositores. O IsCool App ofereceu 1 ano grátis do aplicativo como presente a ser sorteado. A sortuda (sortuda mesmo, porque foi sorteada duas vezes!) foi Lúcia de Almeida Assis, diretora do Colégio Hélio Alonso, do Rio de Janeiro – RJ. Por fim, o público presente se despediu do evento ao som da banda de Flávio Venturini (ex-integrante do Clube da Esquina).

A próxima edição do Encontro Nacional da Rede PEA Unesco deverá ocorrer em 2020, em Campos do Jordão, cidade turística localizada na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.

Confira a galeria de fotos do Encontro PEA UNESCO 2019

IsCool App é destaque no 15º Congresso do Ensino Privado Gaúcho

Aplicativo de comunicação escolar atraiu a atenção durante o evento organizado pelo Sinepe-RS que reuniu mais de 2 mil participantes em Porto Alegre, entre os dias 24 e 26 de julho.

Nem o frio chuvoso afastou os diretores e professores dos colégios do sul do país durante o 15° Congresso do Ensino Privado Gaúcho, organizado pelo Sinepe-RS.

O congresso e a feira aconteceram simultaneamente entre os dias 24 e 26 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS. O evento reuniu cerca de 40 expositores e mais de 2 mil pessoas, entre mantenedores e professores de escolas privadas da região sul do Brasil.

O IsCool App marcou presença na Expoeducação, demonstrando as novas funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar aos participantes do evento, além de presentear os seus clientes com um mimo especial.

Também a School Picture ganhou destaque ao trazer a foto-lembrança para os congressistas, Foram impressas mais de 900 fotos de professores e diretores que ora se juntavam em grandes grupos, ora posavam sozinhos para o fotógrafo. Somente uma empresa que já possui tradição em recordação escolar para proporcionar uma ação desse nível.

De acordo com a consultora de negócios do IsCool App, Mariam Vahdat, eventos educacionais como o promovido pelo Sinepe-RS são muito importantes para estreitar parcerias, fortalecer vínculos com os clientes e promover novas oportunidades de negócios e relacionamentos.

“É uma alegria rever clientes que se tornaram amigos e uma grande satisfação quando ouvimos deles que nossos serviços contribuem para o progresso do colégio”, relata Mariam.

Mariam Vahdat, ao centro, apresentando todas as funcionalidades do IsCool App

Os diretores dos colégios que são clientes do aplicativo e, estavam presentes no evento, receberam em mãos um presente da nossa equipe.

Além dos presentes para colégios que já são clientes, a equipe do IsCool App sorteou 1 ano de uso gratuito do aplicativo entre os participantes do evento. Quem levou o prêmio foi a sortuda Fernanda Marmentini, do Colégio Franciscano São José, de Erechim-RS.

O evento, que acontece a cada dois anos, já tem data para a próxima edição: 21 a 23 de julho de 2021. Segundo o diretor do Sinepe-RS, Milton Léo Gehrke, a edição de 2019 contou com a participação de cerca de 100 escolas de todo o Rio Grande do Sul.

“Esse evento é muito importante porque traz novidades para a sala de aula, seja através dos temas debatidos durante o congresso, seja através das soluções escolares apresentadas pelos expositores”, explica Milton.

E completa: “Desde o primeiro congresso temos como objetivo revigorar as escolas, trazendo temas relevantes e atuais para a reflexão. Tivemos 2 mil inscritos esse ano, mas se não fosse por conta da limitação do espaço, teríamos ainda mais.”

Encontro de Lideranças e Palestras

Numa plenária com visão de 360° graus, diversos especialistas discutiram a educação brasileira para uma plateia lotada. Como o evento foi realizado na capital gaúcha, não faltou quem levasse o inseparável chimarrão durante as palestras.

A abertura oficial da Expoeducação foi precedida pelo Encontro de Lideranças que contou com a presença dos diretores dos principais colégios gaúchos.

Já no segundo dia do evento, um dos destaques foi a palestra de Pedro Demo, professor titular da Universidade de Brasília e autor de mais de 40 livros. O tema abordado por ele foi: A autoralidade do professor e do aluno.

“A escola muda, se o professor muda”, avisa Pedro Demo. “O professor deve ser o protagonista da mudança e educar pela pesquisa, pela autoria, não apenas reproduzindo conteúdos”.

O terceiro e último dia foi enriquecido com a apresentação de diversos assuntos atuais, alinhados com o tema do congresso “Professor: agente de conexão”. Luis Rasquilha, por exemplo, abordou a questão tecnológica em sala de aula, através da sua conferência “Do aluno de hoje ao profissional de amanhã”. Rasquilha é um reconhecido consultor de inovação para empresas.

“O papel do professor é o de curar o conteúdo, saber o que interessa e o que não interessa. Mas, não adianta querer forçar o aluno. Antes de tudo precisa entender sua cabeça e se ajustar naquilo que ele quer”, explica. Segundo o consultor, a educação é um dos negócios que mais está em transformação.

Já o psicólogo Rossandro Klinjey, autor do livro “Temas complexos: uma abordagem didática”, falou sobre a importância do professor não cair na rotina através da sua palestra: “Numa era de incertezas, o mais importante é ser feliz”.

O psicólogo, já conhecido pelo grande público por sua participação no Programa Encontro, com Fátima Bernardes, da Rede Globo, alertou que qualquer pessoa pode nos ensinar, inclusive os mais novos, desde que estejamos dispostos a aprender.

“Fiz um curso de idiomas com adolescentes e percebi que eles sabiam mais do que eu. Ao invés de achar isso ruim, notei que poderia aprender muito com eles”, relata.

Rossandro Klinjey com a palestra “Numa era de incertezas, o importante é ser feliz”

Como visto, é preciso uma mudança de visão, de hábitos e de atitudes para que o professor conquiste a atenção dos alunos e possa ser, de fato, um agente de transformação da vida das pessoas. Essa parece ter sido a principal mensagem aos participantes do congresso.

Confira os melhores momentos do 15º Congresso do Ensino Privado Gaúcho

Guia da Educação 4.0: Quem são os alunos 4.0?

A nova maneira de educar com olhar para o potencial de desenvolvimento humano pode ser a arma contra a pobreza e a chave para um futuro melhor; saiba como essa transformação já está acontecendo na prática

Se estamos pontuando a Educação 4.0 como um marco, um divisor de águas do setor e mesmo da sociedade, então como podemos descrever os alunos protagonistas deste tempo? Eles são diferentes? Como viverão tudo isso na prática, no futuro?

A segunda matéria deste pequeno especial sobre Educação 4.0 traz mais informações sobre as mudanças de paradigma na prática, pela ótica dos estudantes e da evolução de seu aprendizado. Continuamos contando com a ajuda do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional.

Os alunos da Educação 4.0 já estão nas salas de aula

Dando continuidade à linha de pensamento explorada na matéria anterior, entendemos que a educação é reflexo das mudanças vividas pela sociedade. Ou seja, a Educação 4.0 já acontece porque as demandas são reais e latentes, vide a rápida mudança nas nomenclaturas das gerações: em menos de 20 anos já passamos da geração Y e Z para a Alfa e, agora, Beta.

Os alunos nativos digitais e filhos de uma geração inteira que se perdeu em mais teorias e menos apoio socioemocional já estão circulando dentro das salas de aula. E, sim, eles trazem diferenças motoras e emocionais em relação às gerações anteriores. Daí a urgência das adaptações estruturais por parte das instituições escolares.

“Os mapeamentos neuronais mostram diferenças importantes nos processamentos audiovisuais dessas crianças, que têm essas áreas cerebrais 20% maior em relação à geração anterior. Em contrapartida, as áreas de códigos e linguagens são mais reduzidas. Então nós temos, em sala de aula, cérebros que são 30 a 35% diferentes do cérebro de uma geração anterior com menos de 20 anos de diferença de idade”, explica Zeferino.

Tais dados são citados em estudos como “A relação entre os nativos digitais, jogos eletrônicos e aprendizagem“, de Luciana Barbosa Cândido Carniello e Bárbara Mônica Alcântara Gratão Rodrigues 2 (ambas do CEFOPE Anápolis), além de Moema Gomes Moraes (UFG, UEG).

Hiperabundância de informações, pura física

Esse encurtamento das gerações, que vivenciamos praticamente a cada mudança de década, se dá pela hiperabundância de informações a qual somos diariamente expostos. Toda essa avalanche de dados, notícias, mensagens e eventos são responsáveis por transformar a nós e aos nossos filhos fisicamente, mais precisamente nossos cérebros.

É uma questão bio-físico-química: imagens, sons, percepções do tato, olfato e a própria fala são ações processadas eletricamente pelo sistema nervoso por meio da ação dos fótons (partículas que transportam energia). Tal processo sustenta a dimensão cultural do ser humano e se altera de acordo com os acontecimentos externos e internos ao corpo ao longo da vida, contemplando ciclos próprios de transformações – adaptações neuronais também explicadas pela neuroplasticidade.

Voltando essa teoria aos nossos novos e futuros alunos, professor Zeferino ressalta: “Na verdade, o aluno 4.0 é estranho a este mundo da escola 1, 2 e 3.0 porque ele já é diferente. A revolução educacional já adentra todos os dias a sala de aula (presencial ou não), calçada em chinelos, tênis ou sapatos usados por nossas crianças, adolescentes e jovens. Nesta perspectiva nós não estamos fazendo uma revolução, nós estamos buscando resolver os desafios causados pelos estudantes que já são de uma geração 4.0, buscando colaborar efetivamente com o seu desenvolvimento humano para que estejam aptos a lidar com as profundas, rápidas e irreversíveis transformações protagonizadas pela sociedade 5.0.

Desaprender para aprender

Após três séculos de formação, a educação como conhecemos passa por uma transformação profunda e que está muito mais relacionada a valores, atitudes, competências e habilidades. Como vimos, a Educação 4.0 se pauta no desenvolvimento humano, muito mais do que no mero quesito técnico das mídias que são utilizadas, já que estes são meios e não fins. O que importa fundamentalmente é a construção de estilos de pensamento e capacidade interventiva diante do novo, já que a fluidez dos processos sociais na atualidade e no futuro impõem desafios frequentes e complexamente crescentes.

Mas não é estranho pensar que, em tempos de alta capacidade de inovação e sistemas computadorizados superinteligentes, a humanidade esteja se esquecendo de termos tão básicos como os valores e a cidadania, por exemplo? A resposta, Zeferino tem na ponta da língua.

“Sim, é um processo de desaprendizagem, para que se construam novas aprendizagens. Nós podemos dizer que quando temos uma transição de paradigmas, experimentamos um conjunto de crenças, valores e fatores em que atuávamos e que já não respondem mais às nossas necessidades efetivas. Neste momento se evidencia uma ‘crise paradigmática’ e partimos, então, para a construção de um novo paradigma. São novas visões, novos líderes, novos valores, novas atitudes, novas competências, novas habilidades e também novos conhecimentos produzidos e aplicados (Tecnologia). Esse sim, a meu ver, é o limite superior da Educação 4.0. ”, enfatiza o professor, que é referência no assunto por ser precursor do tema e pesquisador reconhecido no meio acadêmico neste campo do conhecimento.

O futuro do aluno 4.0 e a luta contra a pobreza

Os dados comprovam que a educação precisa se adaptar à geração 4.0 para garantir um horizonte mais amplo, equilibrado e sustentável ao cidadão do futuro. Dados do IBGE de fevereiro de 2019 mostram, por exemplo, que o país bateu recorde de trabalhadores sem carteira assinada e que, nos últimos 4 anos, o país perdeu 3,7 milhões de postos de trabalho formais.

Ao contrário do que muitos pensam, porém, os dados também comprovam que este não é um mero reflexo de gestão governamental e de políticas públicas. O cenário tem se transformado rápida e profundamente por uma questão estrutural global e local, afinal, onde tínhamos pessoas trabalhando, agora temos máquinas que não só executam como também aprendem o que e como fazer. Sem contar algumas empresas de vanguarda (Indústria e Serviços 4.0) que contam com suporte de sistemas digitais cyberfísicos inteligentes.

Esses processos de transformação vão continuar acontecendo. Daí a importância da qualificação educacional com ênfase no desenvolvimento humano. Não é só se formar um profissional, até porque as profissões também estão na berlinda. Elas estão sofrendo grandes choques de atualidade e tornando-se obsoletas rapidamente, por isso é preciso que cada cidadão seja protagonista do seu próprio desenvolvimento na perspectiva de uma educação por toda a vida”, diz Zeferino.

Ainda para ele, enquanto a educação providencia o desenvolvimento humano com habilidades socioemocionais e cognitivas diferenciadas, os cidadãos do futuro garantirão o protagonismo desse novo mundo. “As pessoas não apenas como meras dependentes reativas, mas elas terão condições de entregar valores. A entrega de valor é onde está a produção de riqueza na economia, é isso que gera o superávit financeiro. Se essa entrega não existe, isso significa pobreza”, arremata o professor.

O Brasil acompanha em tempo real essa evolução 4.0?

Pesquisas do Instituto Galileo Galilei para Educação relacionadas ao estudo Brasil Educação 4.02030, lançado recentemente, mostram que se o Brasil fizer a lição de casa pode se tornar uma referência mundial em desenvolvimento social até o ano de 2030. Ele não necessariamente será o país mais desenvolvido educacionalmente, mas será aquele que terá proporcionado às futuras gerações o direito por uma aprendizagem efetivamente significativa, de valor, com pessoas bem formadas e capazes de serem autoras e protagonistas de novas realidades, desenvolvimento, riqueza e justiça social.

O próprio IGGE faz sua parte por meio do movimento Brasil Educação 4.02030, uma iniciativa que une instituições públicas e privadas da educação básica e superior, empresas de todos os setores, estudiosos e pessoas engajadas em prol da promoção da inovação nas escolas. São ações concretas que auxiliam instituições de todo o país na criação de projetos e processos para o desenvolvimento humano de alto nível.

Saiba mais

Conheça mais sobre este projeto e saiba como pode fazer parte dele clicando aqui.

IsCool App em sua quarta participação na Bett Educar

A edição 2019 do maior evento de educação do Brasil aconteceu entre os dias 14 e 17 de maio com milhares de visitantes e cerca de 270 expositores

Mais uma edição do maior evento de educação do Brasil se encerra e, para quem participou, fica a sensação de que o mercado educacional continua seguindo sua linha de crescimento e modernização a todo vapor. A Bett Educar 2019, que aconteceu de 14 a 17 de maio, reuniu milhares de pessoas do setor, entre professores, gestores, palestrantes, entusiastas, empreendedores e fornecedores.

Parte dos 270 expositores, o grupo School Picture com a bandeira IsCool App, comemorou seu quarto ano consecutivo de participação com muitas novidades e oportunidades de divulgação, além do reencontro especial com dezenas de clientes. “Sem dúvidas, a presença na Bett Educar é fundamental para continuarmos nosso caminho de ascensão e solidificação das marcas no mercado. Nossa presença comprova que fazemos parte de um grupo de vanguarda, que se preocupa com o futuro da educação, pensando e repensando ferramentas importantes para o dia a dia de colégios”, explica Ramin Shams, diretor-presidente do Grupo School Picture.

As tecnologias educacionais foram o tema central do evento, que também trouxe à tona assuntos como o bilinguismo e a importância da educação socioemocional, já de acordo com a nova proposta da BNCC.

No porta-retrato e no celular: fotografia escolar em alta

Durante a Bett Educar, School Picture e IsCool App provaram que as fotos de recordação escolar e de atividades do dia a dia dos alunos continuam sendo itens de grande valor emocional para os pais, seja no modelo impresso ou na versão digital. Tudo isso, claro, com base em altos investimentos em tecnologia e mão de obra especializada.

Considerado o app de comunicação escolar mais completo do mercado por contar com grande número de funções, o IsCool App apresentou o módulo “galeria de imagens”, funcionalidade que permite ao colégio registrar e compartilhar com as famílias todas as atividades dos filhos em classe. As fotos são organizadas em galerias, com título e descrição, facilitando a visualização.

“O módulo foi desenvolvido pensando no total engajamento dos pais, que adoram ver fotos dos filhos nas atividades diárias. Eles ficam felizes em acompanhar a rotina das crianças através das fotos e de informes diários. Para a escola, o módulo traz praticidade, pois permite organizar e publicar arquivos do dia a dia ou de ocasiões especiais, publicando fotos de maneira colaborativa desde um álbum geral de fotos ou de um aluno específico, novidade exclusiva do nosso app”, afirma Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Outro destaque do aplicativo foi a matrícula pelo celular com o exclusivo módulo de assinatura digital de documentos. Diferente de um simples aceite digital, o módulo traz pontos de autenticação e criptografia para conferir validade jurídica ao documento, garantindo segurança ao processo. Sem contar a facilidade para a equipe envolvida e para os pais, além da drástica redução do uso de papel.

Convidado especial

Palestrante da Bett Educar 2019 e parceiro de longa data do Grupo School Picture, Luis Henrique Beust (do Instituto Anima Mundi) foi o convidado ilustre do estande IsCool App oferecendo aos clientes que por ali passaram um bate-papo e uma sessão de autógrafos de seus dois novos lançamentos, os livros “Educação por inteiro” e “Afinal, por que sofremos”. Sua palestra, sob o tema “a importância humanista da educação” aconteceu no dia 16, em auditório com inscrições esgotadas.

Galeria de fotos

Confira alguns dos momentos especiais vividos no estande IsCool App da Bett Educar 2019.

PEA-Unesco: pelo direito à educação de qualidade

O Blog do IsCool App esteve na reunião anual das escolas associadas à Unesco para acompanhar de perto o trabalho das mais de 500 instituições em busca da transformação do país pela aprendizagem integral dos alunos; Programa brasileiro já é o segundo maior do mundo

Tendo como cenário uma bela e ensolarada manhã de sábado na capital paulista, mais de 300 gestores educacionais se reuniram para o primeiro encontro de 2019 do PEA-Unesco – Programa das Escolas Associadas à Unesco. Entre palestras, orientações e apresentações, o grupo de participantes, presente no Colégio Guilherme Dumont Villares, deu boas-vindas a 47 novas escolas associadas.

Entre os temas tratados durante toda a manhã estavam aqueles que ganham maior destaque ao longo do ano de trabalho, como a BNCC e sua aplicação prática, educação no trânsito e as línguas indígenas, tema Unesco para 2019. Esta temática, em especial, foi abordada pelo Profº Marcos Ueda, que trouxe a discussão da língua como maior patrimônio imaterial da humanidade.

Comprometido com o trabalho desenvolvido pela Unesco, principalmente no tocante aos 4 pilares da educação para o século XXI, o Grupo School Picture, representado também pelo Blog do IsCool App, esteve presente reforçando a parceria já existente e conhecendo mais de perto o trabalho de alguns dos colégios associados.

Segunda maior comunidade escolar associada Unesco no mundo

Contando com 583 escolas de norte a sul do país, o Programa das Escolas Associadas à Unesco é o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do Japão. São colégios públicos e particulares que têm o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura no desenvolvimento de projetos em suas próprias comunidades.

“Há 10 anos eu tenho o prazer de estar à frente da PEA-Unesco e meu objetivo sempre foi trazer as escolas públicas e reafirmar nosso compromisso com a comunidade por meio da educação pública. O movimento foi crescendo e hoje tem destaque como segundo maior do mundo. Mas o crescimento não aconteceu apenas em números de participantes, mas também em abrangência e envolvimento”, explica a Coordenadora Nacional do Programa das Escolas Associadas da UNESCO, Myriam Tricate.

Dona de uma comovente história de mais de 50 anos de atuação na educação, Myriam conta, com orgulho e lágrimas nos olhos sobre todo o trabalho desenvolvido pela equipe. “A Unesco Brasil está muito forte, muito representativa e fazendo muita coisa. As escolas ajudam, trabalham, estão felizes e engajadas apresentando seus trabalhos. Os pais, por sua vez, também percebem que a escola está envolvida em educação. Temos casos incríveis de retorno do trabalho”, ressalta a coordenadora que trabalha conectando parceiros do setor público e da iniciativa privada às mais de 500 escolas associadas.

O PEA-Unesco alimenta as escolas associadas com uma série de conteúdos e orienta cada instituição em seus projetos. No ano de 2019, por exemplo, além do tema línguas indígenas, estão sendo trabalhados o ano internacional da tabela periódica e o ano internacional da moderação e da comunicação não-violenta. Além dos materiais e dos encontros nacionais, o grupo se reúne em viagens internacionais para visitas em colégios com bons exemplos fora do país.

Trabalho que faz a diferença na comunidade

Entre as centenas de pessoas presentes no evento, tivemos o prazer de encontrar com Sônia Maria Paro, gestora municipal da cidade de Bebedouro que estava representando a Escola Municipal Stelio Machado Loureiro. Com um sorriso no rosto, Sônia contou como o fato de ter se associado à Unesco transformou a realidade dos alunos, gestores e de toda a comunidade local.

“Nos associamos à Unesco há 2 anos com o projeto Muros que Educam. Os muros da nossa escola estavam deteriorados, até que nos reunimos e desenhamos todos os pontos turísticos da cidade na extensão do muro. Revitalizamos a escola, o bairro e tornamos o muro mais um ponto turístico para a cidade”, relembra Sônia.

Localizada na zona rural de Bebdouro, a EMEB Stelio conta com quase 500 alunos e se destaca por oferecer programas diferenciados de inclusão e acessibilidade para alunos com necessidades especiais. “O projeto que a gente desenvolveu junto à Unesco sempre nos traz uma grande abertura a todos os lugares onde vamos. Ele é importante tanto pra nós, equipe gestora, quanto para a comunidade, que se envolveu com a escola. Para se ter uma ideia, o IDEB da escola era 5.7 e passou para 6.9 depois da Unesco”, conta a orgulhosa diretora escolar.

Seu colégio tem se utilizado das novas tecnologias para as campanhas de matrícula e rematrícula?

Conheça algumas das ferramentas e serviços inovadores desenvolvidos para o setor educacional que podem transformar os resultados

Rematriculas Ferramentas

Na Série Sobre Campanhas de Matrícula e Rematrícula publicada ao longo deste mês no Blog do IsCool App, já abordamos o cenário econômico nacional, trouxemos, também, um passo a passo para a criação de um planejamento eficaz e, ainda, falamos de como o inbound marketing tem potencializado resultados em campanhas do tipo.

Neste último artigo da série, estimulamos um olhar mais apurado para as novas tecnologias da gestão escolar que têm influenciado positivamente na maneira de captar e reter alunos. Afinal, a cada dia, a cada novo evento do segmento, novas ferramentas tidas como essenciais são lançadas e startups surgem com ideias inovadoras para novas necessidades, deixando o gestor com dúvidas sobre qual direção seguir.

Quando o assunto é campanha de matrícula e rematrícula, algumas novidades são bem-vindas e envolvem temas como agilidade no processo, prevenção de riscos e evolução na gestão dos contatos, profissionalizando a área e facilitando o dia a dia do colégio.

 

Matrícula no aplicativo do colégio

No cenário em que dez entre dez pessoas dizem ter uma rotina apertada, dezenas de compromissos em um mesmo dia e tempo cada vez mais curto, praticidade é palavra de ordem. E se os smartphones não saem das mãos dos pais e são utilizados para quase tudo, principalmente para encurtar distâncias e facilitar a comunicação, sai na frente a escola que pode oferecer a assinatura digital do contrato de matrícula pelo celular.

O IsCool App, aplicativo de comunicação escolar que oferece diversas ferramentas para que o pai acompanhe a rotina escolar do filho, oferece um módulo inovador para matrícula. A funcionalidade facilita para os pais, que não precisam estar presencialmente no colégio e podem avaliar o documento a qualquer hora do dia antes de assinar, mas, principalmente, traz significativos ganhos ao colégio, com redução de custos e de tempo de campanha e ganho de produtividade pelos colaboradores. Assim, a rematrícula atinge sua meta de assinatura de contrato em tempo recorde e evita-se uso demasiado do tempo em atendimentos pessoais.

Diferente de outras soluções que trazem apenas a possibilidade de autorização, ou seja, um simples aceite, o módulo de matrícula do IsCool App é o único a oferecer a opção de assinatura digital certificada, de ambas as partes no documento, atuando com uma autoridade certificadora e garantindo a segurança jurídica do processo aos pais e colégios. Atualmente, esse tipo de assinatura é adotada por grandes empresas e até mesmo pelo consulado americano.

Uma vez assinado, o contrato pode ser arquivado digitalmente pelo colégio e pelos pais, sendo de fácil acesso para futuras consultas ou até impressão do arquivo. “O módulo matrícula do IsCool App foi desenvolvido com exclusividade para entregar aos clientes uma solução que garante a integridade do documento por criptografia e conta com um sistema seguro de autenticação, sem contar a facilidade e agilidade que gera para todos os envolvidos”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

 

Mais contratos assinados, metas alcançadas

Pelos mais variados motivos, é comum que, ao final do ano e das campanhas de matrícula e rematrícula, o colégio contabilize dezenas de contratos não assinados. Excluindo casos específicos, principalmente relacionados a condições financeiras, a solução da matrícula pelo celular tem mostrado resultados efetivos.

Alguns colégios que utilizam o tradicional sistema de matrícula e rematrícula apontam que até 20% dos contratos de rematrícula acabam ficando sem assinatura ao final do mês de dezembro, dificultando o planejamento de classes e turmas, por exemplo, ou tornando inatingíveis as metas estipuladas no início da campanha.

“Colégios que optaram por essa tecnologia contam com resultados mais eficazes não só no número de contratos assinados, como na dinâmica da ação, ou seja, a maioria dos contratos é garantida logo no início da campanha de rematrícula, além da satisfação dos pais. Ainda destacamos algumas vantagens da assinatura do contrato de matrícula no aplicativo sobre a assinatura on-line no portal do colégio, como a facilidade de receber uma notificação no celular informando do documento a ser assinado, deixar evidente a pendência da assinatura, enviar o contrato apenas no celular do responsável financeiro, enviar o boleto de pagamento diretamente para essa mesma pessoa, em casos onde o pagamento é necessário para confirmar o contrato”, conta Tálita.

 

Diminuindo a evasão e garantindo o planejamento

E quando falamos em contratos não assinados, logo lembramos que, para o planejamento financeiro da instituição do ano seguinte, ainda é preciso contabilizar dados como a evasão e a inadimplência. Tendo uma economia em lenta recuperação como pano de fundo, torna-se cada vez mais difícil fazer previsões e, claro, imprescindível contar com ferramentas que auxiliem nesse ponto.

Criada há um ano por dois profissionais com quase duas décadas de expertise nas áreas financeira e de educação, a InovaMo trouxe um novo olhar para a captura e análise de dados para os colégios. “Nossa proposta de trabalho é estimular o setor de educação a extrair o máximo de resultados através dos seus próprios dados, principalmente dos dados de seus alunos. Para isso, temos frentes tanto voltadas a algoritmos inteligentes (AI), quanto voltadas para tecnologia na captura de dados em real-time”, explica Caio Silva, Cofundador da Startup.

Para a InovaMo a premissa básica é trabalhar o uso de dados da forma correta para uma previsão mais acertada de informações como: qual aluno tem maior probabilidade de evadir, qual família tem maiores chances de se tornar inadimplente. Com essas informações em mãos, o segredo é atuar efetivamente para evitar esses cenários.

Essa profunda análise sobre o público rege, por exemplo, o planejamento e ações de marketing ao longo do ano todo, bem como especificamente nas campanhas de matrícula e rematrícula. “Nós fornecemos uma previsão e sobre ela há uma atuação mais cirúrgica da escola. Como consequência, os índices de rematrícula serão mais altos, garantindo o crescimento da base de alunos e também a qualidade da instituição como formadora”, analisa Silva.

 

A evolução dos softwares de gestão e a profissionalização do setor de atendimento

Não poderíamos deixar de citar a evolução dos softwares de gestão de dados dos alunos em prol da organização dos setores, principalmente o setor de atendimento que está diretamente ligado às campanhas de matrícula e rematrícula. Reunindo diversas ferramentas ou integrando-se a outras tecnologias, como os próprios apps de comunicação escolar, os softwares têm adquirido ainda mais importância.

Como já citamos durante essa Série de Matérias, o mercado traz uma gama de ferramentas de CRM (Customer Relantionship Management, ou Gestão de relacionamento com o cliente), por exemplo, para profissionalizar a área e automatizar seus processos. Tudo isso possibilita o aumento da produtividade da equipe e garante resultados mais efetivos na captação de novos alunos e fidelização dos clientes.

Agora é com você

O assunto matrícula e rematrícula é uma constante no vocabulário dos gestores escolares e ainda deve render muitos assuntos ou dúvidas. Se o conteúdo dessa Série de Matérias contribuiu com suas análises e insight, a dica é continuar acompanhando outros temas do blog. Boa sorte em sua próxima campanha de captação e retenção aí no colégio.

Especial Matrícula e Rematrícula: O que seu colégio precisa saber sobre o mercado para tornar as campanhas mais eficazes

Enquanto o país se recupera da recessão a passos lentos, as escolas são forçadas a repensar estratégias para conquistar e reter alunos; especialista Mekler Nunes ajuda a traçar panorama do mercado e compartilha cases de sucesso

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O mês de julho para o setor de educação é, oficialmente, o mês reservado para se pensar e rever estratégias de negócio e projetos e é, também, por tradição, o período em que o assunto “campanha de matrícula” ganha mais atenção por parte de diretores. Pensando nisso, o Blog do IsCool App inicia, hoje, uma série de quatro matérias sobre o tema, explorando diferentes pontos de vista para auxiliar o colégio na difícil tarefa de crescer em número de matrículas, garantir rematrículas e evitar a inadimplência.

E como é imprescindível começar qualquer assunto estratégico em uma análise básica de cenário, pesquisas e tendências, nada como iniciar a série falando de números do mercado da educação. Com a ajuda do especialista em estratégia, marketing e gestão, diretor da Visar Management & Consulting e consultor da Humus Consultoria Educacional, Mekler Nunes, você confere dados atuais sobre a economia e dicas para se orientar em suas decisões. Confira:

 

Como está a economia e o mercado da educação básica particular hoje?

Ainda que seja tempo de tomar fôlego, voltar a crescer e deixar a crise para trás, o Brasil vive um cenário político incerto, que insiste em manter a recuperação, de modo geral, uma pouco mais lenta que outros países. O fato é que, para planejar sua campanha de matrícula, é preciso entender a atual o comportamento da sociedade, ou seja, dos seus clientes.

Há um aumento expressivo na inadimplência, historicamente abaixo de 10% mas que em algumas regiões chegou a mais de 25%, e houve uma migração estimada de cerca de 1,2 milhões de alunos retornando para a Escola Pública”, afirma Mekler Nunes, com base em dados de pesquisas de federações de escolas particulares e do próprio Ministério da Educação.

Os números, aliás, dizem respeito ao Ensino Básico Privado, composto por mais de 40 mil escolas e 9 milhões de alunos em todo o Brasil, e que ainda sente o efeito de cerca de quatro anos de economia em baixa, com receitas estagnadas e custos em elevação.

Saiu na frente quem deu atenção às tendências do mercado há três anos e se preparou para a crise. Essa parcela aplicou a política de contenção para uma redução de 5 a 10% de custos, pausando novos investimentos e contratações e potencializando projetos para otimizar a entrada de recursos.

Não sentiram tanto efeito, também, as escolas que criaram bases fortes para sua marca, como colégios com alta aprovação no ENEM, escolas de elite e aquelas que se estabeleceram em regiões de pouca oferta. Apesar de uma prática nem sempre sustentável, a mensalidade a preço baixo também blindou uma parcela de colégios da educação básica particular.

Por outro lado, quem não se preparou, agora sofre conseqüências mais graves, por vezes até desesperadoras, como explica Nunes: “As (escolas) que aguardaram um pouco mais ou não perceberam esse desafio econômico nacional, hoje tentam medidas mais drásticas como demissão ou redução de professores, ou ações mais intensas, às vezes desesperadas de marketing, ou ainda passaram até a considerar a venda do negócio para algum grupo consolidador”.

 

Como devo trabalhar esses dados em minha campanha de matrícula?

Iniciamos o segundo semestre de 2018 com previsões de crescimento um pouco abaixo do esperado. Segundo anunciado pelo governo recentemente, o Brasil deve crescer 2,5% (e não 2,97, como se havia previsto) até dezembro.

Neste panorama, mesmo em clima de positividade, retomando projetos e prevendo crescimento do negócio, é preciso trazer sua campanha de matrícula para a atual realidade. Sendo assim, destacamos, aqui, três pontos a serem considerados:

1) Preço

Segundo Mekler Nunes, as famílias, em geral, ainda estão muito sensíveis a preço: “Conforme o perfil da comunidade que a escola atenda, R$ 50,00 ou R$ 100,00 de diferença na mensalidade podem ser decisivos”.

2) Prazo

Junto com o preço, o fator flexibilidade deve ser explorado. Ciclos de captação de alunos alongados já não são somente tendência, mas, sim, uma realidade que auxilia as famílias, minimizando o desembolso. “Flexibilidade na negociação de dívidas acaba sendo uma medida tanto de fidelização quanto de saneamento das receitas”, diz Nunes.

3) Concorrência

Saber analisar o mercado regional é também obter informações relevantes sobre a concorrência e as práticas adotadas por eles. Assim, pode ser que outras variáveis ganhem maior ou menor relevância durante a campanha de matrícula.

 

A quais tendências e práticas de mercado meu colégio deve estar atento?

Criação de um Contact Center

Sempre tendo a pessoalidade como estratégia-chave, as escolas de ensino básico criaram um sistema muito personalizado de vendas e negociação, um processo que funciona, mas que expõe gaps quanto à gestão de um CRM, por exemplo.

Analisando os processos utilizados pelas universidades, os colégios particulares de ensino básico estão, cada vez mais, profissionalizando suas áreas de contato. E, diferente de um Call Center, esse departamento (que ganha o come de Contact Center), cria relacionamento com os clientes e agrega características únicas da empresa. Lançando mão de técnicas de marketing e diferentes canais de comunicação, esse novo departamento é capaz de trazer resultados muito mais eficazes.

 

Profissionalização do setor de cobrança

Especialista com mais de 25 anos de experiência, Mekler Nunes afirma que muitas escolas têm contratado empresas especializadas nos serviços de cobrança, tanto para campanha de rematrículas quanto para quitação de dívidas. O resultado é a adoção de discursos menos duros e ações conciliatórias de sucesso “Evita-se também a cobrança de multas e juros excessivos; tipicamente não costumam ultrapassar 2 a 5% ao mês”, afirma o consultor.

 

Criatividade e atratividade na negociação

Uma campanha de marketing bem elaborada continua sendo ferramenta essencial no sucesso nos processos de matrícula e rematrícula. Mas de nada adianta criar estratégias malucas ou difíceis de se entender, o pai precisa sentir que aquela é uma ação que realmente compensa.

“Um grupo consolidador de escolas com sede no sul do Brasil, apresentou em um congresso uma prática recente de precificação no estilo ‘companhia aérea’. Quanto mais antecipada a rematrícula, maior o nível de desconto sendo que a mais antecipada praticamente teria os mesmo preços do ano vigente para o ano seguinte”, conta Nunes sobre uma ação que, segundo o grupo dono da ideia, foi um grande sucesso.

 

 

Hora de começar

As análises e exemplos citados devem te auxiliar em sua própria pesquisa de campo, afinal, seu colégio tem muitas outras informações relevantes acerca do seu mercado para serem levantadas. No próximo post da Série sobre Matrícula e Rematrícula você vai acompanhar um checklist do planejamento de campanha ideal. Continue conosco!

Cinema em sala de aula: quando as câmeras substituem a caneta

Já pensou em trabalhar o cinema além da simples exibição de filmes em classe? Saiba como o cinema tem sido trabalhado em pesquisas pedagógicas e nas escolas e veja exemplos de como utilizar essa arte para projetos de sucesso

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Cinemas batem recorde de bilheteria e canais de streaming arrebatam gerações interessadas em séries dos mais variados temas… Enquanto isso, na sala de aula, jovens se afundam em apostilas, fórmulas decoradas e na velha configuração de carteiras enfileiradas com a figura do líder professor.

Ok, os tempos estão mudando e a educação também. Cenários escolares como o citado acima já estão sendo desconstruídos. E se depender de pedagogos e professores entusiastas da sétima arte, parte dessa mudança se dará pelo cinema, partindo da simples premissa de que matemática, geografia e história também podem conquistar alta bilheteria.

Como já diria Arlindo Machado, professor doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que baseia seus estudos em mediações tecnológicas, quando as câmeras substituírem as canetas, o filme será o novo modo de o homem dar forma ao pensamento.

 

Mais do que exibir um filme em sala de aula

O cinema pode ilustrar de maneira eficaz um tema discutido em sala de aula, facilitando a absorção do conteúdo. Essa é uma atividade importante, mas é possível ir além e buscar resultados ainda mais efetivos.

O cinema traz diversas portas de entrada para a educação, como ser um meio de expressão, uma ferramenta para que o aluno seja um agente ativo na construção do conhecimento. Mas acredito que as escolas ainda estão engatinhando neste sentido, justamente por ser o cinema uma arte nova e ainda existirem poucas universidades que ofereçam Licenciatura em Cinema”, explica Claudia Seneme do Canto, Doutoranda em Educação pela Unesp Rio Claro com a pesquisa “A Imagem-Pensamento: o potencial educativo do filme-ensaio”.

 

Filme-ensaio, ferramenta eficaz em sala de aula

Conceito que vem da literatura, o filme-ensaio se mostra como uma das principais estratégias didáticas no meio da educação. “A partir disso, temos um leque de possibilidades para várias disciplinas. Você pode pedir para o aluno fazer um vídeo, filme-ensaio, sobre qualquer tema. Ele não precisa saber dos fundamentos da fotografia para isso, ele pode utilizar a câmera como meio de expressão. Pois o filme-ensaio não tem a obrigação de ser uma obra concluída é um rascunho em audiovisual“, explica Cláudia.

Atualmente professora de técnicas de cinema na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Claudia é uma das fundadoras do grupo Kino Olho de Cinema, da cidade de Rio Claro, e já foi premiada no Festival de Cannes como produtora de dois curtas-metragens: “Command Action“, de 2015, e “A Moça que Dançou com o Diabo“, de 2016. Hoje, ela trabalha estratégias pedagógicas para uma educação sob olhar estético e defende o filme-ensaio em sala de aula.

 

Cinema e geografia

Que tal ir além dos estudos sobre impactos e transformações na paisagem visual? Paisagens sonoras é o estudo do som e sua influência no estado emocional das novas gerações. Em sala de aula, ele pode ser trabalhado por meio da história do cinema, desde sua concepção, passando pelo cinema mudo, até o que se tornou hoje, com detalhes de como é possível unir a imagem e o som.

E que tal compreender mais sobre determinadas culturas estudando o visagismo e o trabalho da direção de arte? É esse profissional, afinal, responsável por estudar, pesquisar e montar cenários de qualquer época em qualquer lugar do mundo.

 

Cinema com matemática e física

Quando as ciências exatas e a arte se unem, o resultado é uma sucessão de coisas incríveis. Utilizando técnicas de filmes de animação, por exemplo, é possível não apenas desenvolver temas habituais da cultura maker, como construção de cenários, uso de massa de modelar em personagens ou fotografia de movimentos em diferentes quadros, como também princípios de estudo das formas geométricas. Em sala de aula, retas, curvas e ferramentas matemáticas, como a interpolação, por exemplo, se transformam em personagens na tela do computador.

E quando o assunto é física, há casos em que professores trazem grandes produções cinematográficas para que os alunos analisem erros cometidos em temas como gravidade, aceleração, matéria, velocidade da luz, entre outros.

 

Tem idade certa para ensinar cinema?

Falar de ensinar cinema é a mesma coisa de falar em ensinar arte. Partindo desse pressuposto, então a pré-escola já um bom público para esse tipo abordagem. Se na Itália já existe um festival de cinema voltado para bebês e no Brasil já temos festival de teatro só para um público de até dois anos de idade, então por que não apostar no tema para os pequenos?

O professor da Unesp-Rio Claro, César Donizetti Pereira Leite, por exemplo, desenvolve uma pesquisa chamada “Ação Câmera Luz” em que estuda o desenvolvimento infantil na primeira infância e uma das metodologias é distribuir câmeras para a pré-escola e ensino fundamental I. Aqui, os caminhos são inúmeros.

“Já operei ilha de edição em projetos de pesquisas no ensino fundamental I e os alunos ficavam muito entusiasmados com a descoberta da nova ferramenta de expressão, como se tivessem ganhado uma nova caixa de lápis de cor“, exemplifica Claudia.

Com tantas ideias e exemplos, que tal trabalhar você também as disciplinas sob a ótica da sétima arte?

Bett Educar 2018: as novidades do setor e participação do IsCool App

Público de educadores e gestores escolares desfrutou de quatro dias intensos de programação atividades do segmento educacional; entre as empresas de tecnologia de maior destaque, IsCool App lançou novo módulo de matrícula digital pelo app

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Um verdadeiro mar de conhecimento. Assim foi a edição de 2018 da Bett Educar, maior congresso brasileiro de educação, que recebeu mais de 17 mil profissionais entre educadores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares. Interessado na apresentação de discussão de novas ideias e nas palestras de importantes nomes do cenário, o público conferiu centenas de novidades, sendo as principais na área de tecnologia, como o IsCool App, que aproveitou seu espaço para lançar o mais novo módulo de matrícula pelo aplicativo.

Com um estande colorido e convidativo, IsCool App também trouxe a tutela da School Picture, recebendo centenas de clientes para uma troca de informação e sinergia, além de um grande público de profissionais interessados em conhecer mais sobre as soluções escolares oferecidas.

“A participação do IsCool App na Bett Educar foi incrível, tivemos uma troca muito rica de informações e a oportunidade de ampliarmos nossa participação no mercado, reforçando nosso posicionamento como o aplicativo de comunicação mais completo e que mais cresce atualmente”, afirma Tálita Barão, gerente de produtos e de relacionamento do IsCool App.

O IsCool App foi destaque, inclusive, na cobertura da Direcional Escolas, uma das principais revistas do segmento de educação (clique aqui para ler a matéria), que falou sobre a participação da empresa na feira.

 

IsCool App lança novo módulo durante Bett Educar

Para fechar com chave de ouro a participação no evento, o IsCool App fez o lançamento do módulo de matrícula digital pelo aplicativo durante os quatro dias do congresso. Ferramenta exclusiva do IsCool App, e que conta com tecnologia pioneira e segura, além de assessoria jurídica, o módulo chamou a atenção de quem passou pelo estande. O motivo é a facilidade no processo de matrículas e rematrículas que o app passa a promover a partir de agora, elevando o patamar do app de comunicador a uma ferramenta completa de gestão escolar.

Acompanhe um pouco mais da participação do IsCool App com fotos dos bastidores do estande, que contou com grande circulação de público durante os quatro dias e ainda contou com a presente de parceiros ilustres, como o palestrante e professor de inovação, Murilo Gun.