Guia da Educação 4.0: Quem são os alunos 4.0?

A nova maneira de educar com olhar para o potencial de desenvolvimento humano pode ser a arma contra a pobreza e a chave para um futuro melhor; saiba como essa transformação já está acontecendo na prática

Se estamos pontuando a Educação 4.0 como um marco, um divisor de águas do setor e mesmo da sociedade, então como podemos descrever os alunos protagonistas deste tempo? Eles são diferentes? Como viverão tudo isso na prática, no futuro?

A segunda matéria deste pequeno especial sobre Educação 4.0 traz mais informações sobre as mudanças de paradigma na prática, pela ótica dos estudantes e da evolução de seu aprendizado. Continuamos contando com a ajuda do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional.

Os alunos da Educação 4.0 já estão nas salas de aula

Dando continuidade à linha de pensamento explorada na matéria anterior, entendemos que a educação é reflexo das mudanças vividas pela sociedade. Ou seja, a Educação 4.0 já acontece porque as demandas são reais e latentes, vide a rápida mudança nas nomenclaturas das gerações: em menos de 20 anos já passamos da geração Y e Z para a Alfa e, agora, Beta.

Os alunos nativos digitais e filhos de uma geração inteira que se perdeu em mais teorias e menos apoio socioemocional já estão circulando dentro das salas de aula. E, sim, eles trazem diferenças motoras e emocionais em relação às gerações anteriores. Daí a urgência das adaptações estruturais por parte das instituições escolares.

“Os mapeamentos neuronais mostram diferenças importantes nos processamentos audiovisuais dessas crianças, que têm essas áreas cerebrais 20% maior em relação à geração anterior. Em contrapartida, as áreas de códigos e linguagens são mais reduzidas. Então nós temos, em sala de aula, cérebros que são 30 a 35% diferentes do cérebro de uma geração anterior com menos de 20 anos de diferença de idade”, explica Zeferino.

Tais dados são citados em estudos como “A relação entre os nativos digitais, jogos eletrônicos e aprendizagem“, de Luciana Barbosa Cândido Carniello e Bárbara Mônica Alcântara Gratão Rodrigues 2 (ambas do CEFOPE Anápolis), além de Moema Gomes Moraes (UFG, UEG).

Hiperabundância de informações, pura física

Esse encurtamento das gerações, que vivenciamos praticamente a cada mudança de década, se dá pela hiperabundância de informações a qual somos diariamente expostos. Toda essa avalanche de dados, notícias, mensagens e eventos são responsáveis por transformar a nós e aos nossos filhos fisicamente, mais precisamente nossos cérebros.

É uma questão bio-físico-química: imagens, sons, percepções do tato, olfato e a própria fala são ações processadas eletricamente pelo sistema nervoso por meio da ação dos fótons (partículas que transportam energia). Tal processo sustenta a dimensão cultural do ser humano e se altera de acordo com os acontecimentos externos e internos ao corpo ao longo da vida, contemplando ciclos próprios de transformações – adaptações neuronais também explicadas pela neuroplasticidade.

Voltando essa teoria aos nossos novos e futuros alunos, professor Zeferino ressalta: “Na verdade, o aluno 4.0 é estranho a este mundo da escola 1, 2 e 3.0 porque ele já é diferente. A revolução educacional já adentra todos os dias a sala de aula (presencial ou não), calçada em chinelos, tênis ou sapatos usados por nossas crianças, adolescentes e jovens. Nesta perspectiva nós não estamos fazendo uma revolução, nós estamos buscando resolver os desafios causados pelos estudantes que já são de uma geração 4.0, buscando colaborar efetivamente com o seu desenvolvimento humano para que estejam aptos a lidar com as profundas, rápidas e irreversíveis transformações protagonizadas pela sociedade 5.0.

Desaprender para aprender

Após três séculos de formação, a educação como conhecemos passa por uma transformação profunda e que está muito mais relacionada a valores, atitudes, competências e habilidades. Como vimos, a Educação 4.0 se pauta no desenvolvimento humano, muito mais do que no mero quesito técnico das mídias que são utilizadas, já que estes são meios e não fins. O que importa fundamentalmente é a construção de estilos de pensamento e capacidade interventiva diante do novo, já que a fluidez dos processos sociais na atualidade e no futuro impõem desafios frequentes e complexamente crescentes.

Mas não é estranho pensar que, em tempos de alta capacidade de inovação e sistemas computadorizados superinteligentes, a humanidade esteja se esquecendo de termos tão básicos como os valores e a cidadania, por exemplo? A resposta, Zeferino tem na ponta da língua.

“Sim, é um processo de desaprendizagem, para que se construam novas aprendizagens. Nós podemos dizer que quando temos uma transição de paradigmas, experimentamos um conjunto de crenças, valores e fatores em que atuávamos e que já não respondem mais às nossas necessidades efetivas. Neste momento se evidencia uma ‘crise paradigmática’ e partimos, então, para a construção de um novo paradigma. São novas visões, novos líderes, novos valores, novas atitudes, novas competências, novas habilidades e também novos conhecimentos produzidos e aplicados (Tecnologia). Esse sim, a meu ver, é o limite superior da Educação 4.0. ”, enfatiza o professor, que é referência no assunto por ser precursor do tema e pesquisador reconhecido no meio acadêmico neste campo do conhecimento.

O futuro do aluno 4.0 e a luta contra a pobreza

Os dados comprovam que a educação precisa se adaptar à geração 4.0 para garantir um horizonte mais amplo, equilibrado e sustentável ao cidadão do futuro. Dados do IBGE de fevereiro de 2019 mostram, por exemplo, que o país bateu recorde de trabalhadores sem carteira assinada e que, nos últimos 4 anos, o país perdeu 3,7 milhões de postos de trabalho formais.

Ao contrário do que muitos pensam, porém, os dados também comprovam que este não é um mero reflexo de gestão governamental e de políticas públicas. O cenário tem se transformado rápida e profundamente por uma questão estrutural global e local, afinal, onde tínhamos pessoas trabalhando, agora temos máquinas que não só executam como também aprendem o que e como fazer. Sem contar algumas empresas de vanguarda (Indústria e Serviços 4.0) que contam com suporte de sistemas digitais cyberfísicos inteligentes.

Esses processos de transformação vão continuar acontecendo. Daí a importância da qualificação educacional com ênfase no desenvolvimento humano. Não é só se formar um profissional, até porque as profissões também estão na berlinda. Elas estão sofrendo grandes choques de atualidade e tornando-se obsoletas rapidamente, por isso é preciso que cada cidadão seja protagonista do seu próprio desenvolvimento na perspectiva de uma educação por toda a vida”, diz Zeferino.

Ainda para ele, enquanto a educação providencia o desenvolvimento humano com habilidades socioemocionais e cognitivas diferenciadas, os cidadãos do futuro garantirão o protagonismo desse novo mundo. “As pessoas não apenas como meras dependentes reativas, mas elas terão condições de entregar valores. A entrega de valor é onde está a produção de riqueza na economia, é isso que gera o superávit financeiro. Se essa entrega não existe, isso significa pobreza”, arremata o professor.

O Brasil acompanha em tempo real essa evolução 4.0?

Pesquisas do Instituto Galileo Galilei para Educação relacionadas ao estudo Brasil Educação 4.02030, lançado recentemente, mostram que se o Brasil fizer a lição de casa pode se tornar uma referência mundial em desenvolvimento social até o ano de 2030. Ele não necessariamente será o país mais desenvolvido educacionalmente, mas será aquele que terá proporcionado às futuras gerações o direito por uma aprendizagem efetivamente significativa, de valor, com pessoas bem formadas e capazes de serem autoras e protagonistas de novas realidades, desenvolvimento, riqueza e justiça social.

O próprio IGGE faz sua parte por meio do movimento Brasil Educação 4.02030, uma iniciativa que une instituições públicas e privadas da educação básica e superior, empresas de todos os setores, estudiosos e pessoas engajadas em prol da promoção da inovação nas escolas. São ações concretas que auxiliam instituições de todo o país na criação de projetos e processos para o desenvolvimento humano de alto nível.

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Guia da Educação 4.0: O que é e o que esperar dela

Termo em ascensão na comunidade escolar, a Educação 4.0 remete a uma nova era de aprendizagem baseada na inovação e no embasamento socioemocional, mas para se apropriar dela é preciso atitude e comprometimento por parte dos gestores

Nada melhor que introduzir um tema partindo de uma reflexão para embalar a leitura. Por isso, lançamos a seguinte pergunta: na sua opinião, a sociedade é um reflexo da educação que recebe ou seria a educação um reflexo do momento vivido pela sociedade?

Diferentemente da clássica pergunta “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?”, aqui a resposta não carrega muitas análises filosóficas. Basta relembrar alguns pontos-chave da história da formação da sociedade contemporânea para afirmar que, na verdade, é a educação que se transforma à medida que a sociedade exige, ou, como diriam os estudiosos da Educação 4.0, à medida que mudamos os paradigmas – o que tem acontecido de maneira muito mais rápida, diga-se de passagem.

Em eventos, palestras, artigos e matérias do segmento ou mesmo dentro das escolas mais antenadas, o termo “Educação 4.0” ganha cada vez mais evidência, expondo um novo divisor de águas na curva da evolução do sistema educacional. Mas, como tudo o que é novo, o tema ainda é pouco explorado e, se não estudado, pode ser associado equivocadamente a revolução industrial e ascensão das tecnologias, por exemplo.

Para nos ajudar a entender mais sobre este conceito e como ele se dá na prática, o Blog do IsCool App bateu um papo com o professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileu Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional. Dessa rica conversa nascem duas matérias em mais um pequeno especial, que você acompanha hoje e na próxima semana.

Afinal, do que se trata a Educação 4.0?

Educação 4.0 é um termo criado para ilustrar uma nova fase do sistema educacional, um novo tipo de aprendizagem exigido pela sociedade que contempla o desenvolvimento de valores, competências e habilidades do ser humano, em harmonia com ambiente ciberfísico e sem abrir mão do conhecimento teórico.

“O conhecimento teórico está dado, está nas redes, está na nuvem. Na verdade, o que estamos falando, é de propiciar o desenvolvimento humano. A Educação 4.0 é principalmente uma educação de base cognitiva”, explica Zeferino, pós-doutorado em Educação Digital e Física e também em Inovação na Educação em Engenharia, ambas formações pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Abraçando temas bastante debatidos na educação, como a BNCC e a formação das habilidades socioemocionais, a Educação 4.0 mostra que o olhar mais apurado para a formação do potencial humano é, na verdade, uma demanda urgente da sociedade. À medida em que o ser humano se tornou capaz de criar máquinas ultrainteligentes, acabou deixando de lado sua inteligência interpessoal e a Educação 4.0 mostra que só seremos capazes de viver o futuro se soubermos usar o melhor de nós mesmos, que é a inovação, a capacidade de gerenciar as emoções, de gerenciar projetos e de se relacionar com outras pessoas.

“O que se fala na educação é que, com essas mudanças na sociedade, há também uma mudança profunda, por exemplo, no trabalho, na empregabilidade e no perfil de formação das pessoas. Essa transformação vai exigir dos jovens, principalmente aqueles que ainda vão ingressar na sua vida adulta, uma série de novas competências, habilidades e valores que não são normalmente praticados ainda na escola ou de forma menos empática. Nossa escola ainda é muito conteudista. Nós temos um oceano de informações com menos de meio dedo de profundidade. Quer dizer, há toda uma questão muito mais ligada a múltiplas inteligências do que necessariamente só o conteúdo em si.”

Prof Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto

Os 4 pilares da Educação 4.0

O termo Educação 4.0 está diretamente ligado ao livro escrito e lançado recentemente pelo professor Zeferino, o Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência. Nele, o autor explica que essa formação cognitiva se dá por meio de 4 pilares de sustentação teórica, que são:

  • 1º pilar: O modelo sistêmico de educação
  • 2º pilar: A educação de base científica e tecnológica
  • 3º pilar: A engenharia e a gestão do conhecimento
  • 4º pilar: A ciberarquitetura

Embora a Educação 4.0 esteja inserida em um contexto sociocultural econômico mais amplo, ela é um termo muito longe de ser uma carona do contexto da indústria 4.0. Aliás, ela tem seu próprio protagonismo, que acontece – e tem que acontecer – dentro da sala de aula.

“Nós temos algumas instituições que, mesmo sem conhecimento da base teórica, já começaram a pensar numa Educação 4.0, mais participativa, inovadora no sentido da gestão, no sentido de que a inovação não pode ser colocada só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Só com um plano de inovação as escolas tornam a Educação 4.0 uma vivência prática”, explica Zeferino sobre como o termo é posto à prova no dia a dia de uma escola.

E por que na escola e no ambiente da sala de aula? Justamente porque é nesse espaço que acontece a transformação da cultura. Afinal, só um plano concreto de inovação pode unir gestores, alunos e pais na construção de novas e sustentáveis ações transformadoras.

A diferença entre tecnologia e mídias

Para começar a trabalhar a prática da Educação 4.0, um dos primeiros passos, segundo o professor Zeferino, é entender a diferença entre tecnologia e mídias. Quando falamos em evolução da educação, é equivocado dizer que as novas tecnologias invadiram as salas de aula quando, na verdade, queremos nos referir a objetos que estão transformando o dia a dia de professores e alunos – esses são chamados de mídias (exemplo, lousas digitais, computadores, celulares, tablets, etc.).

A tecnologia existe desde que mundo é mundo, ou seja, tecnologia é qualquer ideia que resolva algum problema e crie soluções. Na Educação 4.0 o que se vê é que não é a mídia que faz a diferença, mas sim as pessoas responsáveis por essas inovações.

Estamos diante de uma nova revolução muito mais potente, rápida, silenciosa, profunda e irreversível que é uma revolução onde a cognição alcança os dispositivos físicos. Nós já passamos a viver num mundo ciberfísico, que integra o bio, o físico e o digital ao mesmo tempo. Neste momento, a educação também já está passando por um efeito dessas transformações”, enfatiza Zeferino.

A origem do termo

Falar de Educação 4.0 é também revisar as outras fases da evolução educacional, ou seja, a Educação 1.0, 2.0 e 3.0. Para contextualizar melhor o termo e embasar o seu conhecimento sobre o assunto, confira as definições dessas outras revoluções educacionais pela explicação do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto:

Educação 1.0

É o surgimento e a disseminação do modelo de escolas, uma educação com tendência laica, inicialmente com uma forte base instalada na igreja, que, por sua vez, tem um papel fundamental na formação da sociedade. Essa escola é pautada, principalmente, na figura do professor, como aquele que professa publicamente suas doutrinas, e por comunicação oral, sem ajuda de mídias como a lousa, por exemplo.

Educação 2.0

Datada a partir do século 19, a Educação 2.0 traz os modelos teóricos de educação criados pela contribuição de pesquisadores como Lev Vygotsky, John Dewey, Alexei Leontiev e outros educadores, entre eles, Jean Piaget. Nessa fase, começa-se a olhar para a educação não especificamente com ares de pesquisa para a educação, mas com ares de pesquisa na psicologia,o que impacta a educação basicamente respondendo à questão de como as pessoas aprendem, de como se dá a produção do conhecimento humano. Menos empiricista, essa educação já traz a formação dos professores, inicialmente no magistério e seguida por especializações e licenciaturas.

Educação 3.0

A educação 3.0 acontece a partir da revolução digital, entre o final da década de 50 e início da década de 70, consolidando-se e intensificando-se a partir dos anos 90. É quando você começa-se a introduzir novas mídias na educação, como um quadro digital, um computador, um modelo de processo de ensino e aprendizagem ou um smartphone ligado à internet. Aqui, é possível que o aluno viva uma relação diferente com a informação. Além das mídias, outra categoria de análise é a metodologia utilizada, bem como as visões de ensino e aprendizagem e visões de currículo de educação.

E o Brasil?

O Brasil ainda permeia esses três modelos de educação que acabamos de citar. Faltam mídias e recursos em muitas áreas e até é possível enxergar resquícios da Educação 1.0 em alguns lugares mais distantes dos grandes centros – ainda que possa ser um processo de aprendizado mais interativa, com riquezas regionais únicas. De qualquer forma, sendo palco para o nascimento no termo Educação 4.0, o país está começando as lições de casa rumo ao futuro, como poderemos conferir na próxima matéria desse especial.

Interessado pelo tema?

Se assim como nós você é um apaixonado pela educação e por boas práticas de gestão escolar, acesse o site Educação 4.0 mantido pelo professor Zeferino e confira muito mais conteúdo sobre o tema. É a oportunidade de começar ou mesmo potencializar a transformação do seu colégio e dos seus alunos rumo a uma educação mais humanizada e de acordo com as premissas da sociedade.

GEduc 2019 e os desafios da educação 4.0

O maior evento de gestão educacional do Brasil reuniu mais de 700 pessoas e contou com patrocínio do IsCool App; confira detalhes do encontro e um pouco do debate em torno da educação do futuro

O Brasil vive a chamada educação 4.0, com alunos que já nasceram na era digital e um mar de mudanças a serem feitas pelos gestores educacionais nas escolas, sejam elas relacionadas ao comportamento de professores, pais e alunos, sejam elas referentes a adequações físicas e ressignificação dos espaços dos colégios. Pertinente, o tema foi o escolhido para embasar os três dias de palestras e debates do GEduc 2019, o maior evento de gestão escolar do Brasil.

A educação do futuro que já acontece no agora foi abordada em cada uma das esferas que envolvem a gestão escolar: administração, gestão de pessoas, inovação acadêmica, liderança e marketing. Os responsáveis pelo debate foram nomes já conhecidos do cenário educacional, escolas que apresentaram seus projetos de sucesso como bons exemplos a serem seguidos e empresas prestadoras de serviços escolares, como o IsCool App, que pelo terceiro ano consecutivo apresentou suas soluções em inovação e tecnologia a favor da boa gestão.

Revolução educacional

Para mostrar aos mais de 700 congressistas presentes que as mudanças são necessárias, Martha Gabriel conduziu a palestra magna com o tema “A revolução nas instituições educacionais”. Professora, autora de diversos livros e uma das palestrantes mais requisitadas do Brasil, Martha trouxe recortes sobre o mundo em transformação pautado pela tecnologia e pelas mudanças comportamentais hoje refletidas em sala de aula.

Continuando a abordagem, Walter Longo trouxe para a discussão os desafios de uma nova gestão. Publicitário e administrador com uma carreira de sucesso e participação no programa de tevê “o aprendiz”, Walter focou nos desafios de se gerir uma nova geração inteira já acostumada a um mundo totalmente personalizado.

Outro destaque foi o case de sucesso direto da Finlândia, país cujo modelo de educação está entre os mais eficazes do mundo. Depois de uma apresentação sob o tema “Formando alunos inovadores”, Lisa Kairisto-Mertanen ainda respondeu a perguntas do público a respeito do sistema de gestão escolar inovador aplicado no país nórdico e os desafios que também são encontrados por lá.

Fórum Edtech

Durante o GEduc os congressistas se dividiram em trilhas de formação superior e formação básica em fóruns específicos, entre elas, a primeira edição do Fórum Edtech. Patrocinada pelo IsCool App, o fórum Edtech trouxe um painel sobre tecnologias facilitadoras e metodologias ativas, com exemplos práticos de como as tecnologias educacionais têm se firmado entre as áreas mais importantes das escolas. O segundo painel abordou a inteligência artificial como ferramenta de sucesso do aluno.

De acordo com o presidente do IsCool App e do Grupo School Picture, Ramin Shams, patrocinar o evento à frente de um tema tão importante reforça a preocupação da empresa em se manter na vanguarda das soluções digitais inovadoras. “O IsCool App traça um caminho de evolução constante porque está diretamente ligado aos setores de gestão, TI e TE de colégios do Brasil todo. Hoje, somos o aplicativo de comunicação escolar mais completo e com maior número de funcionalidades porque buscamos esse diálogo com o setor, não só agora, mas ao longo de 35 anos. Patrocinar o fórum é, portanto, firmar nosso compromisso com a inovação e as novas tecnologias educacionais”, diz ele.

Confira mais

Veja as fotos da cobertura exclusiva feito pelo Grupo School Picture durante o GEduc 2019.