Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.

Coronavírus: aprendizados da China e de outros países para as escolas brasileiras

Como as sociedades escolares do país asiático e de outros países estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na China, em dezembro do ano passado, os educadores locais também tiveram que enfrentar uma mudança radical na forma de ensinar, assim como no Brasil e demais países. 

Em meados de fevereiro de 2020, quando os alunos deveriam voltar às salas de aula após o feriado de ano novo, todas as escolas foram fechadas pelo governo chinês e muitas decidiram começar a educação a distância.

O que se viu na China após o surto é que 270 milhões de estudantes passaram a ter aulas através de plataformas na web. “A China não é um lugar perfeito, mas na questão de tecnologia parece estar muito à frente do Brasil”, afirma Ricardo Geromel, autor do livro “O Poder da China”. Ainda segundo ele:

“Quando a gente vê os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), a China também está em primeiro lugar. Por isso, quem lida com educação, precisa olhar para o que está acontecendo nesse país”.

A China é hoje responsável por 15% do PIB mundial e a segunda maior economia do planeta. Pensando nas lições que o país asiático, primeiro a passar pela pandemia do Covid-19, pode oferecer às escolas do Brasil, pesquisamos como os educadores de lá estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais. Aproveitamos para pesquisar também outros países fortemente afetados, como Itália e Inglaterra.

Como as escolas estão ensinando on-line

As escolas chinesas estão usando diferentes formatos: algumas fornecem vídeo-aulas gravadas, outras oferecem aulas on-line por meio de arquivos (como PDF e Word), outras, ainda, transmitem ao vivo e, por fim, a algumas delas ainda combinam tudo isso.

Em Shenzhen, uma das cidades mais importantes do sul da China, as aulas a distância seguem com uma rotina diária, mesmo para aqueles do jardim de infância. Isfandiyar Xianghe Shahbazi, de apenas 6 anos, tem aulas remotas de inglês, chinês, história e STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), das 8:30 às 12h, com pequenos intervalos.

Segundo a mãe Huang Li Huang, o filho tem se adaptado bem. “Ele fica concentrado se os pais se sentam com ele em frente do computador”, diz. De acordo com ela, as aulas presenciais devem retornar em breve, primeiro para alunos mais velhos. Para os alunos da educação infantil, não há previsão ainda de retorno.

Conforme relato da especialista de educação Laurel Schwarts, que escreve para o site americano Edutopia, os professores chineses tiveram muito pouco tempo para se preparar para as aulas on-line, incluindo plataformas digitais que nunca haviam utilizado anteriormente.

“Nas primeiras semanas, os docentes precisaram ser muito flexíveis e pacientes. Tudo o que teriam feito pessoalmente levou mais tempo virtualmente. Mas, agora eles estão trazendo aos alunos experiências de aprendizado on-line de alta qualidade”, conta.

Inclusive, a Unesco elaborou o “Manual sobre facilitação da aprendizagem flexível durante a ruptura educacional” em conjunto com o governo chinês.

O manual descreve várias estratégias flexíveis de aprendizado on-line implementadas na China sob a iniciativa do Ministério da Educação desse país, o que garantiu o aprendizado on-line flexível a mais de 270 milhões de estudantes que estão em suas casas. Acesse aqui o manual (em inglês).

A maior preocupação da entidade governamental é que todos os estudantes tenham acesso ao aprendizado on-line, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para que seja possível encontrar soluções de alta tecnologia, baixa tecnologia e até mesmo sem tecnologia para garantir a continuidade do aprendizado.

Lições da China

Como os alunos deixaram de frequentar a escola fisicamente, suas aulas acontecem em tempo real, seguindo o horário regular, usando um aplicativo chinês. No Brasil, há também diversos aplicativos que podem auxiliar. Com o IsCool App, por exemplo, é possível passar as tarefas de casa para os alunos, assim como enviar comunicados aos pais, entre outras funcionalidades.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Assim como na China, é possível utilizar plataformas de aprendizado de código aberto também no Brasil, como o Moodle ou Google Classroom, que tem capacidade de realizar videoconferência ao vivo com quadros brancos e salas de reunião. Também é viável para dar feedback aos alunos, trabalhar com parceiros e grupos e publicar materiais de aula.

Inclusive, já fizemos um post sobre ferramentas gratuitas de educação a distância. Confira: Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

O objetivo é começar com lições claras e simples, sem introduzir novos programas. Os alunos também podem escrever e executar peças de teatro, criar e cozinhar receitas, realizar entrevistas e enviar essas tarefas por meio de vídeo.

Muitas escolas na China estão utilizando pastas de trabalho e tarefas baseadas em papel em vez de computadores para reduzir o tempo de tela dos alunos. Continuam fazendo com que os alunos concluam algumas tarefas em papel, tirem uma foto do trabalho concluído e enviem a foto junto com a tarefa através da plataforma.

Além das aulas assíncronas e ao vivo, alguns professores na China têm turnos diários de três horas no horário comercial. Eles efetuam login na plataforma durante o período e são visíveis como “on-line” para qualquer aluno que visite a página. Isso permite que os alunos entrem em contato com um professor para obter ajuda durante o trabalho escolar.

Exemplos da Europa

Itália

A Itália foi o primeiro país da Europa a sentir os efeitos devastadores da pandemia do Covid-19, principalmente por ter uma população idosa prevalecente e que, infelizmente, lidera os números de vítimas fatais.

Quando o governo italiano decidiu fechar as escolas como primeira medida anti-covid, as pessoas acharam que seria um fechamento breve, quase um prolongamento das férias do Carnaval. “Imagina a felicidade pouco disfarçada das crianças!”, lembra Daniela Giunta, moradora de Turim e mãe de dois filhos: Jacopo, de 15 anos e Alice, de 10 anos.

Porém, pouco a pouco, a situação do contágio só piorava e ficou claro que as escolas não iriam reabrir cedo. “Após a guerra, nunca as escolas haviam fechado. Ninguém estava pronto para lidar com uma emergência como esta”, avalia. 

Segundo Daniela, as únicas ferramentas tecnológicas que as escolas dos filhos utilizam antes da pandemia eram quadro multimídia e aplicativo que facilita a comunicação entre escola e pais, chamado Registro online. “Fora isso, nunca foi usada uma plataforma para o ensino a distância”, revela.

Na turma do seu filho mais velho, os alunos começaram a se comunicar com os professores pelo aplicativo e usando o GSuite e Google Classroom.

“Hoje, a rotina dele não está muito diferente de uma rotina presencial:  todas as manhãs, ele participa de vídeoaula segundo o horário escolar e, de tarde, estuda para completar os deveres. Às vezes, ele até reclama de ter que estudar mais do que antes!”, conta.

Já para sua filha mais nova, os professores pediram para se cadastrar na plataforma Edmodo.  De acordo com Daniela, tudo foi gradual. “Pouco a pouco, começaram a chegar deveres, vídeos e, depois do feriado de Páscoa, as professoras começaram a marcar encontros em grupo”, explica.

E completa: “Achei ótima a escolha de evitar uma simples repetição do horário escolar através do computador. Para criança desta idade, não teria sido possível manter a atenção por horas e também tinha o risco que fosse impossível a gestão da turma a distância”, diz.

Segundo ela, os alunos devem voltar às aulas presenciais apenas em setembro, já no novo ano escolar. “Não temos noticia nenhuma sobre o futuro da escola em setembro: turnos duplos? Um dia sim e um dia não? Voltar à normalidade para os italianos parece uma miragem!”, desabafa.

Inglaterra

A Inglaterra foi outro país europeu amplamente afetado pela Covid-19. “Acho que pegou todo mundo de surpresa, ninguém sabe ao certo o que fazer”, diz a brasileira Marcelle Oliveira de Campos, mãe de Miguel de 5 anos. Morando com a família em Londres, Marcelle conta que seu filho está no Reception Year (como se fosse uma pré-alfabetização no Brasil).

“A gente nunca teve contato anterior com essa plataforma que a escola do meu filho está oferecendo no momento, que é bem completa”, explica. De acordo com a mãe, Miguel não tem aulas com professores. “São passadas apenas tarefas e ele teve uma adaptação tranquila em relação a isso”, afirma.

Marcelle revela que não se cobra muito e nem cobra o filho. “Acho que todas as mães deveriam dar uma relaxada. Se ele voltar só em setembro, já será o Year One (Primeiro Ano). A escola vai saber que os alunos não terão a mesma base. Por isso, devemos confiar mais que tudo será reposto e que um dia tudo voltará ao normal” acredita.

Como efeito da pandemia, muitas escolas ao redor do mundo começaram a considerar a integração de tecnologia educacional em seus currículos, e não como uma solução alternativa. Além disso, os professores estão descobrindo que a tecnologia tem suas vantagens de maneira que nunca haviam percebido antes, como permitir um aprendizado diferenciado.

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Especialista em educação recomenda que a volta às aulas seja momento de ouvir e acolher os alunos

Os alunos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil não retornarão às aulas até pelo menos final de abril e devem estar preparados para repor as aulas por todo o mês de julho, quando normalmente haveria o período de férias escolares. Inclusive, muitas escolas – aquelas que optaram em não utilizar o ensino a distância nesse momento – já anteciparam as férias do meio do ano.

Segundo dados recentes da Unesco, que monitora em tempo real a suspensão das aulas no mundo todo por conta da pandemia de Covid-19 (Coronavírus), já ultrapassa 90% a taxa de estudantes em casa. No Brasil, são mais de 52 milhões de alunos sem aula até o momento. Isso é apenas um dos reflexos da pandemia que forçou a suspensão das aulas em todo o país desde meados de março desse ano.

Conversamos com Dirce Zan, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para obter dicas de como retomar as aulas presenciais de forma a minimizar os impactos causados pela pausa no ano letivo. Confira a seguir:

Momento de ouvir e acolher

De acordo com a especialista em educação, enfrentamos um momento no qual as pessoas mais experientes já comparam a episódios como guerras ou grandes tragédias vividas anteriormente pela humanidade.

“Dessa forma, penso que a principal noção que precisamos ter é a de que não voltaremos a uma normalidade após esse período de isolamento social”, afirma.

Dirce Zan, que também é docente do Departamento de Ensino e Práticas Culturais (DEPRAC) da Unicamp, considera fundamental que a escola esteja disposta a ouvir e acolher a todos no possível retorno às aulas a partir do segundo semestre.

“Nesse sentido, não é possível imaginar que chegaremos à escola e nos dirigiremos às salas de aula, juntamente com nossos estudantes, e iremos partir de onde paramos no nosso último encontro!”, adverte.

Para a diretora, as escolas precisam planejar um tempo de encontro e de trocas de histórias, narrativas e sentimentos sobre esse longo tempo vivido por todos nós.

“Talvez a melhor forma desse acolhimento se desse em rodas de conversas, recheadas de muita poesia, música, imagens e cores. E, após falarmos muito sobre a nossa experiência, ou seja, sobre o que nos aconteceu, nos tocou a partir desse momento de isolamento, que poderemos repensar cronogramas e conteúdos”, recomenda ela.

A docente acredita que após essa experiência consigamos ter melhor clareza sobre o que de fato importa na longa lista de conteúdos e atividades que as escolas, em sua maioria, selecionaram para o ano letivo.

“Quanto mais estivermos abertos para ressignificarmos a escola e o trabalho que nela desenvolvemos, maior poderá ser nosso êxito nesse processo. As diferentes disciplinas, os múltiplos conhecimentos que circulam e se produzem na escola, são fundamentais para nos ajudar a pensar e entender o momento singular que estamos vivendo. Ter a pandemia como o grande tema gerador dos currículos escolares, talvez seja também muito mais produtivo e significativo”.

E conclui: “É fundamental aproveitarmos esse momento para reinventarmos o mundo e nossas relações nesse mundo e na escola”.

Retorno das aulas

Ainda não está claro quando o fim da quarentena irá chegar para que os estudantes possam retornar às aulas, porém, o Conselho Nacional de Educação (CNE) orientou que, se necessário, as instituições podem repor as aulas no próximo ano para cumprir as 800 horas mínimas anuais exigidos pela legislação. Ou seja, não é preciso cumprir o ano civil.

Essa é uma das questões que o CNE respondeu às escolas sobre o que deverão enfrentar no retorno da quarentena. Outra dúvida é se as aulas e atividades dadas no formato de EAD (Educação a Distância) serão aproveitadas no ano letivo.   

“Sim. Essas atividades não presenciais podem ser organizadas oficialmente e validadas como conteúdo acadêmico aplicado. Ou seja, podem ser aproveitadas dentro das horas de efetivo trabalho escolar”, respondeu o CNE em sua página na internet.

Vale lembrar que para isso, é preciso uma autorização da autoridade educacional do estado ou do município. Para adotar essa modalidade, as redes de ensino ou escolas precisam adequar metodologia de ensino aos recursos tecnológicos necessários.

“Todos devem prestar atenção na qualidade dessas aulas ou atividades. Os estudantes devem receber o aprendizado adequado e correto. As escolas devem zelar pelo acompanhamento, avaliações e a participação correta dos alunos”, reforça o CNE.

E completa: “Ao autorizar que as aulas e atividades continuem de forma não presencial, as autoridades dos estados e municípios e as instituições particulares devem trabalhar para proporcionar o acesso de todos os estudantes ao aprendizado. Assim como a educação a distância necessita de metodologias próprias, as escolas devem adotar mecanismos próprios de fornecimento do conteúdo e acompanhamento avaliativo e da participação efetiva dos estudantes”.

Como reorganizar o calendário escolar

No caso da suspensão das aulas seguir, o Conselho Nacional de Educação dá orientação de como reorganizar o calendário escolar.

“É necessário entender que as decisões devem ser feitas no âmbito de estados e municípios, responsáveis por indicar como será feita a reposição de conteúdos e atividades, em horas de efetivo trabalho escolar, e dias letivos”, afirma o CNE.

Em relação ao Ensino Médio, existe a Lei 13.415, de 2017 que amplia progressivamente as horas de efetivo trabalho escolar. Ela poderá ser flexível a cada estado ou município, ou seja, pode haver formas diversas de se atender a legislação nacional que deve estar articulada com as legislações locais.“É preciso sempre esclarecer que, no processo de reorganização do calendário escolar, o ano letivo pode, em situações determinadas e para efeito de reposição de aulas e atividades, não coincidir com o ano civil”, lembra.

O órgão governamental ainda reforça que “no processo de reorganização dos calendários escolares, é fundamental que a reposição de aulas e a realização de atividades escolares possam ser efetivadas preservando a qualidade de ensino”.

Futuro próximo da educação brasileira

De acordo com o CNE “a educação brasileira é robusta”. O Conselho reconhece que “instituições públicas e privadas de todos os níveis educacionais vêm demonstrando responsabilidade e compromisso na adoção de medidas que respaldem o direito de seus estudantes ao aprendizado continuado. Isso é muito importante para o Brasil”.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está em dinâmica colaboração e cooperação com as instituições. Uma dessas ações colaborativas é o evento Educação no mundo 4.0 que começou no dia 8 de abril e se estende nos dias 9, 13, 14 e 15 de abril. Trata-se de webnários com especialistas em educação com transmissão via YouTube, realizados sempre a partir das 16 horas.

Confira a programação completa do evento.

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Com os alunos em quarentena por conta da pandemia de Covid-19, as escolas estão enfrentando diversos desafios. Não só no ensino, que deixou de ser presencial e passou a ser remoto, mas também em relação às questões financeiras e jurídicas por conta de um cenário excepcional criado pela suspensão das aulas.

Entre as principais preocupações das escolas, estão a inadimplência e até mesmo o cancelamento de contratos por parte das famílias, que estão se sentindo lesadas nesse momento. Principalmente os pais que possuem filhos matriculados na educação infantil e em período integral.

Sob o ponto de vista jurídico, a natureza da prestação de serviços educacionais é regulamentada pela Lei n.º 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação que determina uma prestação continuada dos serviços dentro do período de um ano, chamado “ano letivo”. É o que nos explica a advogada Elisângela Vieira Silva Horschutz, que presta assessoria na área do Direito Educacional para escolas do interior do estado de São Paulo. 

“Partindo desse pressuposto, recomendamos que nenhum contrato deva ser cancelado enquanto perdurar a quarentena e que os casos pontuais para descontos sejam analisados pela gestão escolar, até porque Medidas Provisórias estão sendo aprovadas a fim de sanar ou minimizar os impactos na economia”, recomenda.

A seguir, vamos ver as principais questões que as escolas estão vivenciando e como enfrentá-las da melhor maneira possível:

Cancelamento de contrato

De acordo com a advogada, as causas previstas para cancelamento do contrato, seguem a legislação civil, especialmente o código de defesa do consumidor.  “Entretanto, no momento de pandemia as condições de cancelamento usualmente praticadas ficam suspensas por caso fortuito ou força maior”.

Inclusive, este tem sido o entendimento da Senacon (Secretaria Nacional do Direito do Consumidor) por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC através de Nota Técnica, a saber:

“Senacon por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC recomenda que consumidores evitem o pedido de desconto de mensalidades a fim de não causar um desarranjo nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar o pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”

Veja a nota completa aqui.

Redução de dias letivos

Elisângela também alerta que a medida provisória nº 934/2020, decretada pelo governo federal e que trata da redução dos dias letivos para 800 horas letivas, não pode ser considerada como fator preponderante para descontos em mensalidades.

“Haja vista a necessidade de investimento das escolas no sistema EAD e ademais disto, a redução de dias letivos não interfere no custo administrativo da prestação de serviços, eis que a escola é uma atividade que demanda pessoas para o atendimento do seu objetivo e, mesmo com a eventual redução de dias letivos, não pode a empresa prescindir de seus colaboradores na consecução de seu fim”, lembra ela.

Descontos nas mensalidades

Seguindo as orientações dos órgãos de proteção ao consumidor, as instituições de ensino também precisam dar especial atenção com ofertas de descontos na parcela da anuidade para as pessoas atingidas pela crise econômica gerada pela pandemia. 

“Outros descontos poderão ser negociados pelas instituições, especialmente para a Educação Infantil ou mesmo para o período integral, mas tudo deve ser considerado numa planilha de custos para que haja manutenção do equilíbrio econômico financeiro do contrato”, ressalta a advogada.

Reposição das aulas

A natureza de alguns serviços, de acordo com a advogada, permite o costume de reposição de aulas, supressão de férias escolares, etc. “Por isso, não há motivos, por exemplo, que justifiquem de forma geral a devolução de valores correspondentes a mensalidades escolares, ou de cursos anuais, que são pautados na sequência de aulas, ou na continuidade do serviço durante o período letivo, especialmente quando é viável a reposição de aulas”.

E completa: “Porém, com o comprometimento da continuidade das aulas, as instituições de ensino precisam elevar os esforços de realização de atividades pedagógicas e de aprendizagem à distância, por meio de aulas remotas ou outras metodologias de ensino a distância”.

Por isso, somente serão legítimos os pedidos de suspensão de cobrança ou mesmo descontos de parcelas, nos casos de total paralisação das atividades, ou quando nenhuma alternativa for viabilizada para sua continuação.

Vale lembrar que casos específicos de cursos que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas, em razão da fase do aprendizado ou do curto período do curso, e por impossibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores, podem significar na prática o direito de cancelamento.

Para Elisângela, o cancelamento das matrículas pode ser um recurso a ser utilizado em casos específicos e excepcionais pelos consumidores dos serviços das escolas particulares. “Porém, deve ser o último recurso, pois sua utilização em larga escala pode inviabilizar a escola e, além disso, prejudicar tanto o aluno como profissionais da educação que dependem do pagamento da mensalidade para a manutenção do emprego”.

Professores e EAD

Pautados nas recomendações dos Sindicatos (Patronal e Empregados), Medidas Provisórias e Orientações do Ministério da Saúde, quanto ao grupo de risco, as instituições poderão buscar o melhor caminho para a não interrupção das atividades letivas, bem como a manutenção dos empregos, estando autorizadas a conceder férias antecipadas de até 30 dias, sendo que neste período a escola estará fechada.

Segundo a advogada, não se optando por férias antecipadas, e /ou mesmo o descanso em banco de horas, as instituições deverão capacitar seus professores e demais profissionais ao trabalho remoto, via home office, especialmente para que o professor tenha as ferramentas necessárias para ministrar as aulas EAD.

“Todas as garantias trabalhistas deverão ser obedecidas, inclusive aditamentos em contratos para home office e acordos coletivos ou individuais, se for o caso”, finaliza a advogada.

Desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o blog do IsCool App tem feito um especial sobre o Coronavírus com matérias que buscam auxiliar os gestores nesse momento de reinvenção do ensino, após a suspensão das aulas presenciais.  Confira as demais postagens:

Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Para se adaptar à nova realidade da educação a distância, escolas lançam mão de ferramentas on-line gratuitas

Desde que a Pandemia do Covid-19 (Coronavírus) forçou a suspensão das aulas e colocou os alunos em quarentena, as escolas estão correndo para se adaptar à Educação a Distância (EAD), buscando amenizar os prejuízos no ensino de crianças e jovens em todo o Brasil. De acordo com dados da Unesco, são 850 milhões de estudantes sem aulas presenciais em todo o mundo.

Amparadas por uma decisão do Ministério da Educação (MEC) que autorizou o ensino a distância na grade presencial por pelo menos 30 dias, as escolas passaram a substituir as disciplinas presenciais por aulas que utilizam meios e tecnologias digitais. É o caso do Colégio de Vinhedo, no interior de São Paulo.

Segundo a coordenadora dos anos finais e ensino médio, Carla Regina Zampieri, o colégio tem encontrando alguns desafios no processo de ensino a distância, principalmente na utilização da tecnologia.

“Mas, entendemos que é um período de adaptação e que os benefícios alcançados, depois desse primeiro momento, serão muitos”, afirma.

O colégio já utilizava o aplicativo de comunicação escolar IsCool App, mas a partir da suspensão das aulas, passou a utilizar também o módulo Lição de Casa, para que os alunos possam fazer suas tarefas domiciliares.

“Hoje, o IsCool App é nossa principal ferramenta de comunicação com pais e alunos. E tem sido muito eficaz.”, diz ela.

Outro exemplo é o Instituto Educacional de Americana, também no interior de São Paulo. A professora de Educação Infantil, Fernanda Caldas, está gravando videoaulas de sua casa para as crianças, sob orientação do colégio. Ela nos conta que grava de 2 a 3 vídeos ao dia.

“A gente se reinventa na tentativa de reproduzir o conteúdo de sala de aula em vídeos”, diz ela.

A professora afirma que o conteúdo feito para a criança aprender precisa, em primeiro lugar, ter sentido e também ser prazeroso.

Professora Fernanda Caldas em vídeo de contação de história para as crianças

As vídeoaulas, repletas de elementos lúdicos, são repassadas aos celulares e computadores dos pais através do IsCool App, aplicativo que o colégio adotou antes da Pandemia do Covid-19.

“Os pais já estão acostumados com o IsCool App e é por lá que entramos diariamente, passamos a rotina do dia, os links de vídeos com contação de histórias e assim por diante”, explica Fernanda.

Em todo o Brasil, diversas escolas também estão usando o aplicativo como forma de manter os pais informados e os alunos aprendendo, mesmo à distância. Inclusive, o blog do IsCool App fez anteriormente uma matéria sobre o aumento de escolas em busca do aplicativo de comunicação escolar e o módulo Lição de Casa.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para suspensão das aulas

Dicas de ferramentas e recursos

Além de aplicativo de comunicação escolar, como é o caso do IsCool App, as instituições de ensino têm à disposição recursos on-line que podem ser utilizados gratuitamente, por conta da pandemia, para auxiliar nos estudos domiciliares e manter o calendário escolar de dias letivos.

Para auxiliar professores e equipe pedagógica nesse trabalho, o blog IsCool App selecionou algumas opções para ajudar as escolas nesse período de quarentena:

Confira abaixo algumas ferramentas e recursos que podem ser utilizados pela sua escola:

Educacross: Plataforma de Ensino-Aprendizagem e Avaliação de Lógica e Matemática, disponível para escolas públicas e privadas. Atende alunos do Ensino Fundamental, anos iniciais. Durante a paralisação das aulas, serão disponibilizadas as trilhas diárias de jogos “ESTUDO EM CASA”, gratuitamente nesse período.

De acordo com a CEO e cofundadora da Educacross, Erica Stamato, a plataforma oferece pelo menos duas condições ideais para esse momento.

“Por ser digital, rompe com a questão do isolamento. Além disso, desenvolve a autonomia da criança, uma vez que a aprendizagem é lúdica e envolvente”, diz ela.

Segundo ela, os jogos da plataforma cumprem as habilidades descritas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental I completo.

“Nós reunimos gameficação, jogos e gestão do conhecimento com análise do desenvolvimento da criança em tempo real”, completa.

Stoodi: Plataforma de estudos para alunos que estão se preparando para o Vestibular, disponibilizando videoaulas, exercícios e resumos da maneira organizada. Para que os estudantes não tenham seus estudos prejudicados nesse período, a plataforma liberou temporariamente o acesso gratuito a todas as videoaulas e exercícios com correção em vídeo.

Google Classroom: O Google Classroom ou Google Sala de Aula ajuda a comunicação entre as turmas, economizando tempo e mantendo as salas organizadas. Para ter uma Google Sala de Aula, a escola precisa se inscrever em uma conta gratuita do G Suite for Education que permite que as escolas decidam quais serviços do Google os alunos poderão usar e fornece proteções adicionais de privacidade e segurança importantes.

Inclusive, o Google criou um tutorial para professores que não estão habituados com suas aplicações. O tutorial ainda não está totalmente disponível em português, mas a maioria das aplicações já conta com o conteúdo traduzido, além de serem bastante intuitivas.

Moodle: É um sistema de gestão de aprendizagem on-line bastante conhecido no mundo acadêmico e que permite inserir vídeoaulas e outras funcionalidades. É gratuito para classes com menos de 50 alunos. Pode ser utilizado tanto para aulas de disciplinas básicas, como também de aulas extras: educação física, música, judô, capoeira, ballet, entre outros.

Outras aplicações úteis:

Canva: Aplicativo que permite criar diversos tipos de design, com qualidade profissional e de forma gratuita. A ferramenta já disponibiliza vários templates de apresentações, infográficos e vídeos. Alguns elementos são pagos.

Popplet: Sistema on-line para criação de mapas mentais. Na versão gratuita, permite a criação de até 10 mapas que podem ser salvos e disponibilizados por PDF ou pelo link da própria aplicação. Para disponibilização via link, o mapa mental deve ser colocado na opção “pública”. Para utilizar esta aplicação o flash deve ser autorizado no navegador. Possui tutorial em Português.

Pixton: Plataforma para a criação de História em Quadrinhos (HQ). Pode ser orientado para que os alunos criem seus próprios quadrinhos e compartilhem através de link. Para disponibilização via link, a HQ deve ser colocada na opção “pública”. A versão gratuita permite até 50 alunos e a criação de múltiplos quadrinhos por até 15 dias.

No site da Unesco, você também encontra outras dicas de ferramentas que podem ser utilizadas como recurso para a educação à distância.

A Humus, empresa que atua no segmento educacional, também fez uma compilação com os melhores conteúdos que têm sido disponibilizados gratuitamente. Acesse aqui.

E a sua escola? Está utilizando quais ferramentas para o ensino em casa? Conte pra gente nos comentários!

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Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Com os alunos em casa, aplicativo de comunicação escolar pode diminuir o impacto causado pela distância

Diante de possíveis casos de Coronavírus no ambiente escolar, grande parte das escolas começou a suspender gradativamente as aulas presenciais desde segunda-feira (16/03), tendo como apoio o uso de ferramentas tecnológicas para a comunicação com as famílias e educação à distância. É o caso do IsCool App que auxilia o envio de comunicados da escola durante esse período.

De maneira geral, as escolas estão seguindo as orientações de contingenciamento da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) que prevê a suspensão gradativa das aulas até chegar à suspensão total, a partir de hoje, 23/03.

“O nosso objetivo principal é preservar a integridade dos alunos e, consequentemente, diminuir o impacto no calendário letivo”, diz o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, em comunicado oficial.

Além dos avisos enviados pelo aplicativo, a escola também poderá utilizar o módulo Lição de Casa do IsCool App como recurso para auxiliar os alunos que não frequentarão a escola nas próximas semanas. Esse módulo permite que o professor envie facilmente a tarefa de casa através do aplicativo. Inclusive, fizemos recentemente um post falando sobre as vantagens desse módulo.

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A ferramenta ideal para a informação certa

Entenda como as principais funcionalidades do IsCool App podem auxiliar o colégio neste momento de combate ao Coronavírus:

Feed de notícias: Ideal para publicar informativos em tempo real a toda comunidade e de uma vez. Fica disponível logo que o pai abre o aplicativo e, por isso, também pode conter informações gerais, como dicas em formato de texto, fotos e vídeos.

Comunicados: Mensagem direta e privada aos pais de um aluno ou turma específica. Pode ser enviada também a colaboradores e toda comunidade escolar de uma vez. Pode conter, além de texto, imagens, fotos e arquivos. Também oferece notificação push para que os pais estejam atentos às últimas atualizações do colégio quanto ao tema COVID-19.

Lição de casa: Disponibiliza as tarefas e atividades pedagógicas que os alunos poderão fazer durante o período de suspensão das aulas, caso o colégio opte por aplicar algum nível de educação a distância e apoio da tecnologia remota no aprendizado.

Calendário: Cria eventos específicos, como o dia de retorno das aulas, e se integra com a agenda do celular do pai, para reforçar a importância da data, além de enviar notificação via push.

Atendimento: Disponibiliza, de maneira organizada, os múltiplos canais de atendimentos e setores do colégio via chat, telefone ou e-mail. Pode ser uma rápida e fácil solução para atender às dúvidas dos pais em relação aos procedimentos de contenção ao Coronavírus.

Aumento de mais de 100%

Desde que a pandemia de Coronavírus (COVID-19) forçou as escolas a suspenderem as aulas em alguns estados do País, aumentou em mais de 100% a busca por aplicativo de comunicação escolar via mobile.

O IsCool App recebeu o dobro de novos pedidos desde segunda-feira (16), quando as escolas iniciaram a suspensão das aulas.

De acordo com a gerente de produtos e novos negócios do IsCool App, Tálita Barão, as escolas necessitam de um meio de comunicação rápido e eficaz, especialmente nesse momento sem precedentes.

“A agenda de papel perdeu a utilidade uma vez que os alunos estão em casa. É preciso que a escola tenha uma ferramenta rápida e eficaz de interação com as famílias, diminuindo o impacto da distância”, diz ela.

Módulo Lição de Casa

Além dos novos pedidos para implementar o aplicativo, o IsCool App também teve um aumento de interesse em relação ao módulo Lição de Casa. O Colégio Objetivo de Nova Odessa (SP), que já é cliente do IsCool App, foi uma das escolas que optaram pela utilização do módulo.

Segundo o assessor de comunicação do colégio, Bruno Aguiar, com o aplicativo ficou mais fácil manter contato direto com os alunos e responsáveis neste período de pandemia do COVID-19.

“As aulas, por hora, estão suspensas, mas os professores do colégio estão empenhados, realizando vídeo aulas para que os alunos não sejam prejudicados pedagogicamente”, relata ele.

Todos os alunos receberão orientações, conteúdos de revisão e conteúdos complementares através do módulo Lição de Casa.

Suspender as aulas não é uma medida adotada apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo levantamento da Unesco, 105 países fecharam escolas e instituições educacionais em todo o país, impactando mais de 897,1 milhões de crianças e jovens.

Outros 11 países, entre eles o Brasil, implementaram fechamentos localizados em áreas de maior risco de contaminação e, se esses fechamentos se tornarem nacionais, dezenas de milhões de alunos também sofrerão interrupções na educação.

Através do site da instituição, é possível ver o mapa de monitoramento de alunos afetados pelo fechamento das escolas em decorrência do COVID-19. No site, também está à disposição uma lista de plataformas e mecanismos de aprendizagem à distância para compensar a perda de horário letivo.

IsCool App é destaque no Jornal da Globo

Busca pelo aplicativo duplicou no período de suspensão das aulas e foi tema de matéria de jornal televisivo

O IsCool App foi destaque no Jornal da Globo, jornal televisivo noturno transmitido pelo canal Globo no dia 22 de março. O tema da matéria foi como a tecnologia está auxiliando os alunos durante a suspensão das aulas por conta da Pandemia de Covid-19 (Coronavírus) .

A matéria mostrou como as empresas de tecnologia e de educação têm se mobilizado para dar acesso a conteúdos que podem ser acessados de casa. Isso para minimizar os impactos na educação do aluno, aproveitando o tempo da quarentena para aprender.

A reportagem começou exibindo a visão prática da plataforma do IsCool App,  relatando que a procura pelo aplicativo dobrou nesse período.

O IsCool App ganhou ainda mais voz com a fala da gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, sobre como as escolas podem utilizar o aplicativo para o envio de comunicados, lições de casa, links de matérias, vídeos e fotos.

Você assiste à matéria completa feita pela jornalista Marina Araújo em nosso canal do Youtube. Confira abaixo:

10 dicas de como manter os alunos protegidos do Coronavírus

Além de informar sobre o novo vírus, saiba como manter os alunos protegidos na permanência do ambiente escolar

O mundo está preocupado com a nova geração do Coronavírus, que pode provocar pneumonia e levar à morte. As informações veiculadas pela mídia são, em sua maioria, assustadoras. A boa notícia é que 80% dos casos diagnosticados são leves e os sintomas são similares aos de uma gripe comum, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mesmo assim, crianças e adolescentes são impactados por essas notícias de alguma forma, fazendo com que as dúvidas e medos naturalmente apareçam. Por isso, as escolas têm o dever de informar os alunos sobre o Coronavírus e mantê-los protegidos da doença. Mas, como fazer isso da melhor maneira possível, sem causar mais pânico entre os estudantes e as famílias?

O colégio Objetivo de Nova Odessa (SP), por exemplo, decidiu organizar uma palestra com um profissional da saúde sobre o tema. A palestra, chamada “Orientações e Prevenção sobre o Coronavírus e outros Vírus Respiratórios”, foi ministrada para alunos do 5º ano do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio, pela Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Nova Odessa, Paula Mestriner.

Segundo a Orientadora Educacional e Fonoaudióloga do colégio, Andreza Della Gracia, a informação é a maior aliada nesses casos.

“A palestra foi muito importante para a desmistificação sobre os casos de Coronavírus: sua propagação, início, mutação de vírus e etc., assim como para a orientação de cuidados básicos de saúde que todos devem adotar, independente de surtos de doenças ou não”.

O colégio, que utiliza o IsCool App, compartilhou matéria sobre a palestra através do aplicativo, estendendo assim a informação também para as famílias. Além disso, a escola aumentou os pontos com álcool gel 70% para que os alunos possam higienizar as mãos com maior frequência.

A exemplo do Objetivo de Nova Odessa, realizar uma palestra com profissional de saúde pode ser interessante para manter os alunos e o próprio corpo docente informados sobre o assunto.

10 dicas de como manter os alunos protegidos

Além da informação, promover hábitos de prevenção da doença entre os estudantes é importante, tanto os de responsabilidade individual, quanto os de responsabilidade coletiva.

A Sphere International School, franquia de escolas internacionais, disponibilizou uma apresentação digital sobre o Coronavírus, chamado “Sphere Alerta!”. O material educativo foi preparado em português e inglês e apresenta, entre outras informações, 10 maneiras de como manter os alunos protegidos. Saiba, a seguir, quais são elas:

  1. Manter as salas arejadas, com ventilação natural;
  2. Evitar o contato próximo entre crianças;
  3. Realizar ações educativas com relação ao modo de lavar as mãos adequadamente;
  4. Evitar o compartilhamento de materiais escolares, brinquedos, utensílios na hora do lanche e/ou almoço;
  5. Orientar alunos a lavarem as mãos com maior frequência e, principalmente, antes e depois das refeições;
  6. Disponibilizar álcool gel 70% para uso de alunos e colaboradores;
  7. Evitar tocar a boca ou esfregar os olhos com as mãos, sem necessidade;
  8. Cobrir o nariz e a boca com a parte interna do braço dobrado ao tossir e/ou espirrar;
  9. Manter álcool gel 70% nas salas para uso frequente, especialmente após a criança tossir ou espirrar;
  10. Praticar mais atividades ao ar livre.

Vale lembrar que o aluno com febre não deve ir à escola e é de responsabilidade dos pais comunicar a instituição caso alguém da família tenha viajado para os países de risco até o momento. São eles: China, Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Japão, Tailândia, Vietnã e Singapura.

Sobre o Coronavírus

O vírus surgiu na China, na virada do ano, causou mortes e em poucos dias chegou ao Ocidente. Autoridades de saúde de todos os continentes tentam evitar uma epidemia global. Aeroportos monitoram sinais da doença nos viajantes e 35 milhões de chineses estão em quarentena na região de Wuhan, onde tudo começou.

Os primeiros casos da doença respiratória surgiram em dezembro do ano passado. Todos os doentes frequentavam o mercado de animais vivos em Wuhan. O mercado foi fechado, mas o número de casos continuou a crescer. Agora, se sabe que o contágio está se fazendo de humano para humano.

O Coronavírus tem esse nome porque é uma esfera com pontas, que lembra uma coroa. Os vírus conseguem durar até 24 horas nos objetos e a única maneira eficiente de eliminá-los é lavá-los bem com água e sabão.

Os principais sintomas são: febre, cansaço, tosse seca, dores pelo corpo, diarréia, congestão e corrimento nasal e dor de garganta. Os sintomas mais graves são falta de ar e pneumonia.

Através desse site, é possível visualizar o avanço da doença pelo mundo em tempo real.

O Ministério da Saúde do Brasil também elaborou um site para sanar as principais dúvidas dos internautas em relação ao novo vírus, inclusive elucidando as chamadas “fake news” que costumam se propagar pelas redes sociais.

E o seu colégio, já realizou alguma ação sobre o Coronavírus? Deixe nos comentários!