5 aprendizados de 2020 para a educação

Uma retrospectiva deste ano tão incomum para o setor e as lições que levaremos para 2021 e para o resto de nossas vidas docentes

Todos os desafios que vivemos na educação em 2020 trouxeram muitos aprendizados para 2021. Por isso, é importante relembrar as principais mudanças dos últimos meses. Pois, com certeza, elas influenciarão as decisões que estão por vir no novo ano.

Tudo corria bem na educação em 2020, até março. A partir deste mês, começou a paralisação das aulas por todo o Brasil. Enquanto, pelo mundo, conforme lembrado em publicação do Guia do Estudante, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) iniciava a contagem global sobre os impactos do coronavírus na educação mundial. Naquele mês, já era possível contabilizar consequências em 22 países de três continentes.

Então, as escolas passaram a fechar as portas. E, como solução para a suspensão das atividades presenciais, surgiram as aulas remotas, com milhões de pessoas transformando suas casas em ambientes de ensino.

Ao chegar em outubro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou a permissão das aulas remotas até dezembro de 2021. Entretanto, atualizou a decisão para que esta forma de ensino continue enquanto durar a pandemia. Além disso, o início das aulas presenciais nas universidades foi postergado pelo MEC (Ministério da Educação) para 1 de março.

Sendo assim, o que podemos prever na educação em 2021 é que muitas redes de ensino permanecerão on-line ou ativas de forma híbrida. Outras, por sua vez, retomarão as atividades presenciais com apoio dos governos, como em São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, conforme publicado nesta matéria da Folha de São Paulo recentemente.

Muitas instituições e famílias acreditam que o fechamento das salas prejudica o aprendizado e a saúde física e mental dos estudantes, enquanto a reabertura não ofereceria riscos, porque o ambiente escolar é considerado seguro.

Independente do desfecho e das opiniões, o fato é que já iniciamos 2021 com um novo olhar. Vamos retomar aqui os ensinamentos da educação de 2020 para o futuro.

5 principais ensinamentos da educação em 2020 para 2021

O que as mudanças que ocorreram na educação em 2020 têm a nos ensinar? Com tantas novidades, pudemos obter muitos aprendizados. Entretanto, como eles devem influenciar as decisões do setor em 2021? Para esclarecer estas questões, listamos em 5 tópicos os principais ensinamentos que este ano atípico trouxe para a evolução do ensino no Brasil e no mundo. Confira!

1. Explorar a criatividade

A criatividade dos profissionais reinou na educação em 2020. E esta deve permanecer ainda mais presente nas atividades de 2021. Isso porque o ensino híbrido, que integra a educação on-line e off-line, segue como a principal solução para manter a atualização dos alunos.

Desta forma, devido ao cenário de imprevisibilidades, os educadores precisam continuar adotando estratégias criativas para colocar o ensino híbrido na prática, conforme já abordamos aqui no blog.

E, neste sentido, o formato oferece a vantagem de os profissionais proporcionarem aos alunos uma participação nas aulas com maior autonomia. Agora, a tendência é incentivar os estudantes a tomarem suas próprias decisões e cumprirem com suas tarefas de forma mais ativa.

Com criatividade, é possível explorar várias metodologias ativas de ensino no modelo híbrido por meio do mundo virtual. Desde a sala de aula invertida, ao laboratório rotacional, a divisão por estações, ou até mesmo a rotação individual.

Portanto, explorar a imaginação e capacidade de improvisação é um importante aprendizado obtido com as mudanças da educação em 2020, que deve ser perpetuado para 2021. Ao acrescentar e utilizar mais recursos, a experiência do aluno junto ao educador será ainda melhor aproveitada.

 2. Cuidado nunca é demais

Álcool em gel e máscara tornaram-se itens essenciais a qualquer saída de casa, independentemente do objetivo. Logo, as escolas que puderam retomar ou planejam atividades presenciais, precisam seguir protocolos sanitários ainda mais rígidos.

E as principais orientações já foram listadas pelo MEC (Ministério da Educação) no Protocolo de Biossegurança para o retorno das aulas, lançado em julho. No documento, estão todos os cuidados que as instituições devem adotar em suas atividades presenciais na educação em 2021.

De acordo com o documento, cabe às escolas realizar a aferição da temperatura dos colaboradores e estudantes na entrada do estabelecimento e nas salas. Ainda é necessária a disponibilização de álcool 70% e álcool em gel 70% nos ambientes.

A limpeza deve ser realizada com mais frequência em locais com maior fluxo de pessoas, bem como em banheiros e salas. Além disso, nos bebedouros, deve ser evitado o contato direto com a superfície do aparelho, e fornecido recursos que possibilitem sua higienização, ou então este deve ser interditado.

Veja outras recomendações das autoridades para o retorno das atividades presenciais da educação em 2021:

  • Todos devem utilizar máscaras;
  • A equipe deve garantir o distanciamento social, respeitando o espaço mínimo de 1,5m entre as pessoas;
  • Os ambientes devem ter boa ventilação, por meio de janelas e portas abertas;
  • A limpeza de móveis, superfícies e utensílios deve ser priorizada;
  • O acesso de estudantes ao refeitório e praças de alimentação deve ser escalonado.
  • Caso alguém apresente sintomas, deve comunicar imediatamente.

Portanto, o que levamos de 2020 para 2021 é o aprendizado de que o cuidado com a higiene e práticas sanitárias deve ser prioridade, e cada vez mais intenso e constante. Pois os bons hábitos contribuem para que esta nova cultura se estabeleça.

3. A saúde mental deve ser priorizada

A discussão sobre saúde mental marcou presença nas pautas de 2020. E este assunto deve estar em pauta na educação em 2021. Isso porque ele influencia diretamente a relação entre alunos e professores.

Muitos estudos deste ano mostraram que os diagnósticos de doenças mentais aumentaram durante o ano. A ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), por exemplo, compartilhou que 89,2% dos psiquiatras entrevistados em levantamento relataram o agravamento de quadros psiquiátricos devido à pandemia. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores afetam diretamente a efetividade das aulas. Portanto, um importante aprendizado da educação 2020 para 2021 é incluir a atenção com a saúde mental no planejamento. Para tanto, é imprescindível que hajam discussões sobre como lidar com os aspectos emocionais entre os profissionais da rede de ensino. Este preparo pode trazer resultados significativos ao futuro da educação.

Em publicação da Revista Educação, é observado que haverão novas demandas de reinvenção das estratégias relacionadas às relações afetivas entre todos, como também do trabalho pedagógico. O conteúdo destaca que o educador é visto como um “porto seguro” de estudantes, famílias e gestores. Logo, para que esta responsabilidade não seja um peso entre as atribuições, é necessário um maior acolhimento dos profissionais.

“A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando”, completa a psicóloga Carla Eliane Szajdenfisz Jarlicht em entrevista ao veículo.

4. Gerenciamento de crise administrativa e financeira

Falamos muito sobre os educadores e estudantes, mas não podemos nos esquecer dos gestores da educação. Foram muitos os desafios impostos à administração e coordenação das redes de ensino em 2020. Agora, é importante desenvolver ações rumo à superação de perdas, para que a crise não afete o bom andamento das atividades, assim como as finanças.

Na cartilha “Enfrentamento da Covid-19 pela Gestão Escolar”, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) listou importantes ensinamentos sobre o que fazer neste gerenciamento.

Para começar, recomenda-se a criação de mais canais de comunicação – incluindo as redes sociais. Os gestores precisam manter todos atualizados sobre as realizações e os próximos passos. Isso evita riscos de boatos e informações falsas que podem comprometer os andamentos do planejamento.

Também é importante criar estratégias que fortaleçam a resiliência da comunidade escolar e, ainda, contribuam para a redução dos riscos de evasão. Além disso, o gestor precisa garantir os investimentos. Para isso, é importante avaliar cuidadosamente a previsão orçamentária para a educação em 2021.

 5. As ferramentas digitais: elas chegaram para ficar!

Se antes de 2020 as ferramentas digitais já nos ensinavam a trazer mais agilidade e praticidade ao ensino, no decorrer do ano isso só ficou ainda mais claro. E o uso da tecnologia na educação deve ser ainda mais intenso em 2021.

Lembra da matéria do Jornal da Globo que destacou o IsCool App? Nela, foi possível visualizar como as ferramentas digitais tornaram-se essenciais para manter o andamento e comunicação das atividades remotas da educação.

Isso porque os recursos tecnológicos permitem uma melhor comunicação entre escolas, estudantes e as famílias. O IsCool App, por exemplo, possibilita a publicação de comunicados, envio de arquivos, pesquisas, atendimentos, entre outras atividades essenciais para suporte às aulas remotas.

Assim, o aprendizado que fica é que não importa a distância física, a inovação supera fronteiras e é a aliada que chegou para facilitar o acesso ao conhecimento.

FONTES:

Guia do Estudante – https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/coronavirus-no-brasil-como-a-pandemia-prejudica-a-educacao/

G1 – https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/10/mec-autoriza-aulas-remotas-enquanto-durar-a-pandemia.ghtml e https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/08/mec-muda-previsao-e-preve-volta-as-aulas-presenciais-em-universidades-em-1o-de-marco.ghtml

Blog IsCool App – https://iscoolapp.blog/category/blog/ e https://iscoolapp.blog/category/imprensa/

MEC – https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/campanhas-1/coronavirus/CARTILHAPROTOCOLODEBIOSSEGURANAR101.pdf/view

Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/psiquiatras-veem-agravamento-de-doencas-mentais-durante-pandemia

Revista Educação – https://revistaeducacao.com.br/2020/07/09/aulas-emocional-de-alunos/

Sebrae – https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/cartilha_-_enfrentamento_da_covid-19_pela_gesta_o_escolar_1_1_.pdf

Planejando a recuperação financeira escolar

Retomar o ritmo financeiro saudável no novo normal envolve muito mais que reabrir os portões e fazer a matrícula de alunos; confira dicas

A pandemia do novo coronavírus tem impactado a educação no mundo todo, principalmente no Brasil que se encontra no grupo de países com mais tempo de escolas fechadas desde o início da pandemia, segundo relatório da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Muitos pais acabaram tirando seus filhos das escolas assim que o ensino remoto foi implantado. Ao mesmo tempo, muitas famílias tornaram-se inadimplentes desde o início do isolamento social. O embate das mensalidades é, sem dúvida, um grande desafio das escolas particulares atualmente. Planejar a recuperação financeira escolar é desafiador.

De acordo com Mauro Antonio Cunico, gerente comercial da Edusoft Tecnologia, que fornece soluções para instituições de ensino de todo o Brasil, “a partir do momento em que os pais permaneceram em casa, e as escolas permaneceram fechadas, muitos optaram por cancelar as matrículas de seus filhos, gerando grande impacto financeiro nas instituições de ensino”.

Vale lembrar que nossa legislação obriga a matrícula de crianças a partir de quatro anos de idade, o que afetou ainda mais fortemente o setor da educação infantil. “Menores de quatro anos em sua maioria estão nas escolas por conta das atividades profissionais dos pais”, analisa Mauro.

Cancelamento de matrículas

À medida que muitos pais perderam seus empregos, consequentemente não conseguiram cumprir com suas obrigações financeiras junto à escola e não tiveram outra opção senão cancelar a matrícula de seus filhos, independentemente do nível de ensino.

“O impacto financeiro nas instituições de ensino foi muito significativo, culminando inclusive com o encerramento da atividade de muitas”, observa o representante da Edusoft.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, 12 mil alunos trocaram a escola particular pela pública, entre janeiro e agosto de 2020, no estado. Entre as principais causas estão a incerteza econômica provocada pela quarentena, além do aumento do desemprego. Dessa forma, o contexto econômico das escolas particulares é muito incerto.

4 dicas para vencer os desafios financeiros causados pela pandemia

Não perder os alunos atuais e captar novos alunos é o grande desafio do momento. “O foco deve estar no crescimento. Como a tendência é que a renda familiar diminua, as escolas precisam estar preparadas para um cenário financeiro mais acirrado.”

São vários os pontos a se considerar para que o futuro da instituição não seja comprometido, inclusive a guerra de preços com concorrentes. Traçar um plano estratégico para aplicação direta com os clientes é fundamental. Por isso, separamos 4 dicas que podem ser um norte ao gestor escolar nesta tratativa direta com os pais:

1 – Embate das mensalidades: busque acordo

Desde que a educação a distância começou a ser ofertada pelas escolas particulares, os pais passaram a questionar a cobrança da mensalidade integral. O raciocínio das famílias parte do princípio que os cursos típicos de EAD possuem custos inferiores aos cursos presenciais que exigem a manutenção de toda uma infraestrutura para serem oferecidos.

Uma vez que as escolas estão fechadas, os pais deduzem que houve uma redução dos gastos da instituição de ensino, como contas de água, luz e telefone. Por outro lado, as escolas precisaram manter os salários dos professores e funcionários, assim como outras despesas fixas, como aluguel. Isso sem contar os gastos com novos equipamentos e softwares de ensino remoto.

Daí o embate em relação à cobrança das mensalidades. Visando solucionar essa questão, uma nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, ressalta que as instituições de ensino não foram responsáveis por seu fechamento, pedindo bom senso para a negociação de descontos ou reduções nas mensalidades.

Para os pais com dificuldade em honrar as mensalidades do ano letivo de 2020 cabe um bom processo de negociação”, diz Mauro. Segundo ele, isso permitirá manter os filhos matriculados para o ano letivo de 2021 e garantirá o recebimento das mensalidades de forma mais rápida (a judicialização da cobrança sempre é morosa e “pega mal”, especialmente diante do atual cenário).

Vale lembrar que o acordo entre escola e pais é sempre a melhor saída para os embates de mensalidade. O momento requer mais do que nunca que as relações de consumo sejam negociadas e pautadas nos pilares da boa-fé, da transparência e do bom senso, pois, ambos os lados estão sendo afetados diante desta situação inusitada.

2 – Ações para evitar a inadimplência

Diante de um cenário de incertezas, inclusive sobre a retomada das aulas presenciais, é importante que a escola demonstre o seu valor para que as famílias priorizem ou até mesmo antecipem os pagamentos das mensalidades escolares.

De acordo com o gerente comercial da Edusoft, um bom processo comercial de captação de alunos também ajudará. “Promoções conjuntas com empresas próximas a sua escola, descontos para pagamentos com pontualidade ou para planos de recorrência podem ajudar a captar novos alunos aumentando assim a receita de 2021”.

Uma estratégia interessante é oferecer descontos e vantagens para quem pagar de forma antecipada, o também chamado “desconto fidelidade”. Isso pode incentivar as famílias a antecipar os pagamentos, evitando assim a inadimplência. Outra forma de convencer os pais é oferecer o cashback, tão em voga atualmente.

A palavra cashback (originária do inglês, que significa “dinheiro de volta”), prevê devolver parte do dinheiro ao consumidor em compras de produtos. No caso da escola, o dinheiro retornado aos pais pode ser utilizado na compra de uniforme ou material escolar, por exemplo.

3 – Fortaleça a comunicação com pais e alunos

A comunicação mais efetiva com as famílias gera um impacto positivo em toda comunidade, permitindo que a escola saia deste evento mais forte e competitiva.

Vale ressaltar que a concorrência com outras instituições pela aquisição de alunos deverá ser ainda mais acirrada para 2021. Muitas escolas poderão optar em baixar as mensalidades para garantir que não haja evasão escolar e que novos alunos se matriculem para o próximo ano letivo.

Brigar por preço num período em que as finanças já se encontram comprometidas é desafiador, porém, a escola poderá optar em valorizar ainda mais os seus diferenciais e assim convencer os pais de que é a melhor opção, sendo o melhor custo-benefício para os alunos. Uma das maneiras de se fazer isso é mantendo uma comunicação estreita e transparente com pais e alunos.

4 – Redução de custos para evitar aumento das mensalidades

Com um ano tão complicado como 2020, manter a saúde financeira da instituição é um grande desafio. Para Mauro, o momento exige austeridade financeira. “Infelizmente repassar essa despesa para os pais não parece ser a melhor forma, ao menos nesse momento”, ressalta ele.

Para o gerente comercial, um olhar cuidadoso para “dentro de casa” pode oferecer boas alternativas para buscar esse equilíbrio, reduzindo custos e garantindo a manutenção de receita, mantendo-se competitivo no mercado.

“Assim como a pandemia nos empurrou para a realização de aulas on-line, os demais processos da instituição devem ser revistos”, sinaliza.

Entre as medidas, ele cita alguns exemplos do que pode ser feito pela escola:

  • Automatização de processos de secretaria e financeiro, reduzindo processos manuais, de operação e infraestrutura;
  • Matrícula e rematrícula com assinatura digital de contrato, evitando custos com impressão e correios;
  • Melhores negociações de taxas bancárias, reduzindo os custos mensais com boletos;
  • Renegociação de valores com fornecedores;
  • Oferta de pagamento de mensalidades de forma recorrente no cartão de crédito, reduzindo a inadimplência;
  • Automatização de cobrança de inadimplência após 90 dias do vencimento, reduzindo o impacto de caixa com altos índices de inadimplência;
  • Aumento da captação de alunos, mantendo um comercial proativo na instituição;
  • Comunicação mais efetiva e transparente com as famílias, de fácil acesso e gerenciável através de aplicativo isso garante a satisfação dos pais aumentando a credibilidade da escola. Gera valor automaticamente e aumenta o vínculo com a escola;
  • Disponibilizar o máximo de informações e serviços aos pais através de um portal ou aplicativo, permitindo que ele tenha acesso às consultas, documentos e possa fazer solicitações à escola a qualquer momento. Desta forma reduz atividades internas e deixa o atendimento mais ágil.

Saiba mais

A Edusoft é uma empresa de soluções para instituições de ensino que atende desde a educação infantil à universidade e conta com mais de 35 anos de mercado. Entre seus produtos está o sistema de gestão escolar totalmente integrado ao aplicativo IsCool App, tornando mais segura, prática e efetiva o input de informações do dia a dia da instituição escolar. Conheça mais sobre a empresa e seus produtos clicando aqui.

Coronavírus: O que é o modelo híbrido de aprendizagem e como ele pode ajudar no retorno às aulas presenciais?

O Ensino Híbrido tem sido visto como solução durante o período de pandemia, mas envolve uma verdadeira mudança de mindset; confira a opinião do especialista sobre assunto e veja o exemplo de sucesso da Escola Evangélica Betel, de Manaus, que já abriu as portas para seus alunos

Mesmo quem não sabe o significado exato do Ensino Híbrido, imagina que é o que acontecerá no retorno às aulas presenciais durante a pandemia do Covid-19: uma mistura de ensino presencial com ensino remoto.

Se levarmos em conta a experiência da Escola Evangélica Betel, de Manaus/AM, isso se torna possível de acontecer nos demais estados do Brasil a partir do momento em que abrirem novamente as salas de aula para seus professores e alunos.

De acordo com a diretora pedagógica do colégio, Helen Aguiar, a pandemia acelerou o processo de implementação do ensino híbrido. “Nós percebemos que houve a melhora do rendimento escolar dos alunos a partir do retorno do ensino presencial”, conta a gestora.

Preparação para a retomada

A escola, que utiliza o IsCool App há 3 anos, retornou com o ensino presencial na primeira semana de julho de 2020, quando o estado do Amazonas autorizou a reabertura.

Segundo ela, atualmente a escola corre para nivelar o conhecimento dos alunos e cumprir o ano letivo com sucesso. “Monitoramos semanalmente a saúde de todos e, qualquer caso suspeito, devemos informar às autoridades. Até hoje, não houve contaminação e estamos reafirmando todos os processos para que isso não venha ocorrer”, esclarece.

Helen conta que a escola hoje tem 1.070 alunos. “Iniciamos o ano de 2020 com 1.200 alunos. Tivemos essas perdas durante o período da pandemia, mais fortemente na educação infantil, por conta de motivos financeiros ou porque as famílias acharam que não estava atendendo ao contrato”, diz.

Saldo positivo

O início do retorno, de acordo com a diretora, foi bem temeroso por parte das famílias. “Ainda estavam inseguros, mesmo a escola sendo rigorosa em protocolos de saúde. Então optamos pelo retorno com rodízio de 50% semanal. Hoje eles se sentem mais seguros, tanto que o número de presentes na primeira semana era de 20% e hoje é de 50%, o máximo permitido”, detalha.

As aulas na capital do Amazonas foram suspensas em 17 de março de 2020, com o decreto do governo pedindo o distanciamento social. O colégio Betel passou então a utilizar o Ensino a Distância (EAD), através de plataformas de ensino já utilizada por eles.

“Nós usamos aulas síncronas e assíncronas, encontros semanais pelo Google Meeting e aulas enviadas pelo Google Classroom, além do envio de atividades impressas e pela plataforma”, explica. Apesar de a escola estar preparada para o ensino remoto, a diretora acredita que as famílias não estavam. “A adaptação foi mais difícil para a família, mas hoje estão um pouco mais adaptados”, diz.

Também houve bastante queda na participação e rendimento dos alunos durante o período de isolamento social, segundo ela. “Muitos alunos relataram desmotivação, não queriam participar porque achavam chato, entre outros motivos”.

Comunicação sem ruído

A escola Betel, além de já estar preparada em termos de equipamento e internet, também diz ter obtido a eficácia necessária na comunicação com o uso do aplicativo de comunicação IsCoolApp antes mesmo da pandemia. “Como já utilizamos o IsCoolApp, não tivemos ruído de comunicação com os pais, pois eles estavam acostumados”.

Essa comunicação foi, inclusive, fundamental para o plano de ação de retorno às aulas presenciais. “Fizemos um plano de ação, com consultorias externas na área de educação e saúde para alinhar as práticas, principalmente em relação aos protocolos de segurança”, explica Helen.

De acordo com ela, a escola fez uma pesquisa em relação aos pais sobre o desejo de retornar ou não às aulas presenciais. “74% ficou a favor do retorno, mas ainda assim havia aqueles se sentindo inseguros. Diante disso, a escola optou por voltar a aula presencial, porém mantendo o ensino remoto para aqueles que preferiram ficar em casa”, ressalta.

Para a diretora, o aprendizado dessa experiência toda é que pessoas precisam de pessoas. “A educação é a base da nossa sociedade, é muito mais importante estarmos juntos, do que passar apenas conteúdo para eles. Esperamos que em 2021, não estejamos mais sofrendo pela questão do Covid”, finaliza.

O que é Ensino Híbrido?

Alguns especialistas falam apenas de uma mistura entre o ensino presencial e on-line. O fato é que existem muitas definições para o Ensino Híbrido, segundo Leandro Holanda, coautor do livro “Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação“.

“Defendo muito o ensino híbrido que fala de uma integração, como eu integro em sala de aula as atividades que são feitas presencialmente com as atividades on-line, como vou ajudar na personalização do processo, para que o estudante possa controlar de alguma forma o tempo e o ritmo no qual ele aprende”, diz Leandro, antecipando que essa definição é apoiada pelo pesquisador norte-americano Clayton Christensen, que inspirou sua obra.

Essa definição nasce de práticas das escolas inovadoras, pela observação, “Visitando escolas é que se chegou a essa definição e aos modelos de ensino híbrido, como sala de aula invertida, a rotação por estações ou mesmo a rotação individual”, acrescenta.

Para ele, a pandemia trouxe o assunto mais à tona, mas de maneira equivocada. “As pessoas estão relacionando educação remota com o ensino híbrido, mas poucas escolas estão fazendo ensino híbrido de verdade”, alerta.

De acordo com o especialista, muitas escolas estão preocupadas em sobrepor os momentos em que parte dos alunos estará em casa, enquanto outra parte estará na escola.

“Algumas escolas comentam que vão gravar as aulas, ou seja, as mesmas aulas que serão assistidas pelos alunos presenciais, serão vistas por quem ficou em casa. Perde-se aí muito essa possibilidade de integrar”.

E completa: “O grupo que poderia ter explorado algo on-line, poderia estar fazendo algo em casa e vice-versa. Algumas escolas estão avançando, mas há muito que avançar. No começo da pandemia não teve a oportunidade, mas agora terá tempo para se fazer essa análise, olhando e se inspirando no ensino híbrido”.

Risco de superficialização

O principal risco, segundo Leandro Holanda, é a superficializaçãodos processos do Ensino Híbrido, principalmente aqueles movidos a muita tecnologia, que não aprofundam no conhecimento.

Algumas escolas acham que a sala de aula invertida e rotação por estações é uma gincana, quando na verdade não é. Acho que tem uma janela de oportunidade imensa, mas ao mesmo tempo, a gente tem um problema nos próprios conceitos. Conceitos equivocados que não têm nada a ver com o conceito de ensino híbrido”, diz.

Segundo Holanda, que também é sócio da Tríade Educacional, o ensino híbrido é uma oportunidade para que os professores consigam integrar a transformação digital na sala de aula.

“Pensar no que faz sentido e no que se integra com as melhores práticas que faz o aluno aprender. Não apenas focar na tecnologia que fica de maneira superficial, não integrada ao processo de aprendizagem do estudante. É uma oportunidade que vai subsidiar a transformação das pessoas, é o que vai fazer com que a transformação digital faça sentido”, afirma.

O especialista acredita que o Ensino Híbrido pode dar certo se houver primeiro uma conscientização da importância da formação dos professores. “Formação de professores que faça com que o docente faça, reflita, não seja apenas teórica, sem planejar, sem compartilhar com outros professores. Essa formação pensada em homologia de processos, que ele vivencie o ensino híbrido como aluno”, explica.

Leandro lembra que o professor dá aula como ele aprendeu. “É preciso garantir esses momentos que também vão ser baseados em metodologias ativas, que eles vivenciem e possam levar para sua prática docente”. 

Educação híbrida tem futuro?

Para o especialista, já existem no momento presente alguns modelos de ensino híbrido que são mais inovadores. “Esses dependem de uma estrutura de organização de horários e espaço físico, mas alguns dependem mais do mindset, da forma de pensar do gestor e professor escolar”, ressalta.

O papel do gestor é muito importante, segundo Holanda, pois ajuda os professores nessa visão e na formação, garantindo momentos na dinâmica deles para reflexão de suas práticas. “Os professores devem passar por uma formação mais ativa, não apenas passando aquele monte de conceitos em slides, que hoje não faz mais sentido na formação de professores”, diz.

Projeto inicial

A experiência com o ensino híbrido de Leandro Holanda veio da sala de aula. “Em 2014, participei de um grupo de experimentação de ensino híbrido que foi um projeto da Fundação Lemann e do Instituto Península. Outros educadores também participaram”, conta.

Segundo ele, ficaram um ano planejando juntos, aplicando as práticas, refletindo sobre as aplicações, entendendo um pouco desses modelos e, no final, escreveram um livro contando um pouco sobre essa experiência. “Passando um pouco dessas experiências, mas também dando uma passada pela literatura e referências que ajudava a gente a desenvolver sobre o ensino híbrido e sobre a importância da integração”.

Em 2016, Leandro e seu sócio fundaram a Tríade Educacional, uma consultoria pensando em inovação, metodologias ativas e ensino híbrido. “Temos um trabalho focado na formação de professores, com inovação, tanto em tecnologia, quanto em processos e desenvolvimento do docente para pensar em estratégias que vão colocar o aluno no centro do processo”, conclui.

Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.

Coronavírus: aprendizados da China e de outros países para as escolas brasileiras

Como as sociedades escolares do país asiático e de outros países estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na China, em dezembro do ano passado, os educadores locais também tiveram que enfrentar uma mudança radical na forma de ensinar, assim como no Brasil e demais países. 

Em meados de fevereiro de 2020, quando os alunos deveriam voltar às salas de aula após o feriado de ano novo, todas as escolas foram fechadas pelo governo chinês e muitas decidiram começar a educação a distância.

O que se viu na China após o surto é que 270 milhões de estudantes passaram a ter aulas através de plataformas na web. “A China não é um lugar perfeito, mas na questão de tecnologia parece estar muito à frente do Brasil”, afirma Ricardo Geromel, autor do livro “O Poder da China”. Ainda segundo ele:

“Quando a gente vê os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), a China também está em primeiro lugar. Por isso, quem lida com educação, precisa olhar para o que está acontecendo nesse país”.

A China é hoje responsável por 15% do PIB mundial e a segunda maior economia do planeta. Pensando nas lições que o país asiático, primeiro a passar pela pandemia do Covid-19, pode oferecer às escolas do Brasil, pesquisamos como os educadores de lá estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais. Aproveitamos para pesquisar também outros países fortemente afetados, como Itália e Inglaterra.

Como as escolas estão ensinando on-line

As escolas chinesas estão usando diferentes formatos: algumas fornecem vídeo-aulas gravadas, outras oferecem aulas on-line por meio de arquivos (como PDF e Word), outras, ainda, transmitem ao vivo e, por fim, a algumas delas ainda combinam tudo isso.

Em Shenzhen, uma das cidades mais importantes do sul da China, as aulas a distância seguem com uma rotina diária, mesmo para aqueles do jardim de infância. Isfandiyar Xianghe Shahbazi, de apenas 6 anos, tem aulas remotas de inglês, chinês, história e STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), das 8:30 às 12h, com pequenos intervalos.

Segundo a mãe Huang Li Huang, o filho tem se adaptado bem. “Ele fica concentrado se os pais se sentam com ele em frente do computador”, diz. De acordo com ela, as aulas presenciais devem retornar em breve, primeiro para alunos mais velhos. Para os alunos da educação infantil, não há previsão ainda de retorno.

Conforme relato da especialista de educação Laurel Schwarts, que escreve para o site americano Edutopia, os professores chineses tiveram muito pouco tempo para se preparar para as aulas on-line, incluindo plataformas digitais que nunca haviam utilizado anteriormente.

“Nas primeiras semanas, os docentes precisaram ser muito flexíveis e pacientes. Tudo o que teriam feito pessoalmente levou mais tempo virtualmente. Mas, agora eles estão trazendo aos alunos experiências de aprendizado on-line de alta qualidade”, conta.

Inclusive, a Unesco elaborou o “Manual sobre facilitação da aprendizagem flexível durante a ruptura educacional” em conjunto com o governo chinês.

O manual descreve várias estratégias flexíveis de aprendizado on-line implementadas na China sob a iniciativa do Ministério da Educação desse país, o que garantiu o aprendizado on-line flexível a mais de 270 milhões de estudantes que estão em suas casas. Acesse aqui o manual (em inglês).

A maior preocupação da entidade governamental é que todos os estudantes tenham acesso ao aprendizado on-line, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para que seja possível encontrar soluções de alta tecnologia, baixa tecnologia e até mesmo sem tecnologia para garantir a continuidade do aprendizado.

Lições da China

Como os alunos deixaram de frequentar a escola fisicamente, suas aulas acontecem em tempo real, seguindo o horário regular, usando um aplicativo chinês. No Brasil, há também diversos aplicativos que podem auxiliar. Com o IsCool App, por exemplo, é possível passar as tarefas de casa para os alunos, assim como enviar comunicados aos pais, entre outras funcionalidades.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Assim como na China, é possível utilizar plataformas de aprendizado de código aberto também no Brasil, como o Moodle ou Google Classroom, que tem capacidade de realizar videoconferência ao vivo com quadros brancos e salas de reunião. Também é viável para dar feedback aos alunos, trabalhar com parceiros e grupos e publicar materiais de aula.

Inclusive, já fizemos um post sobre ferramentas gratuitas de educação a distância. Confira: Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

O objetivo é começar com lições claras e simples, sem introduzir novos programas. Os alunos também podem escrever e executar peças de teatro, criar e cozinhar receitas, realizar entrevistas e enviar essas tarefas por meio de vídeo.

Muitas escolas na China estão utilizando pastas de trabalho e tarefas baseadas em papel em vez de computadores para reduzir o tempo de tela dos alunos. Continuam fazendo com que os alunos concluam algumas tarefas em papel, tirem uma foto do trabalho concluído e enviem a foto junto com a tarefa através da plataforma.

Além das aulas assíncronas e ao vivo, alguns professores na China têm turnos diários de três horas no horário comercial. Eles efetuam login na plataforma durante o período e são visíveis como “on-line” para qualquer aluno que visite a página. Isso permite que os alunos entrem em contato com um professor para obter ajuda durante o trabalho escolar.

Exemplos da Europa

Itália

A Itália foi o primeiro país da Europa a sentir os efeitos devastadores da pandemia do Covid-19, principalmente por ter uma população idosa prevalecente e que, infelizmente, lidera os números de vítimas fatais.

Quando o governo italiano decidiu fechar as escolas como primeira medida anti-covid, as pessoas acharam que seria um fechamento breve, quase um prolongamento das férias do Carnaval. “Imagina a felicidade pouco disfarçada das crianças!”, lembra Daniela Giunta, moradora de Turim e mãe de dois filhos: Jacopo, de 15 anos e Alice, de 10 anos.

Porém, pouco a pouco, a situação do contágio só piorava e ficou claro que as escolas não iriam reabrir cedo. “Após a guerra, nunca as escolas haviam fechado. Ninguém estava pronto para lidar com uma emergência como esta”, avalia. 

Segundo Daniela, as únicas ferramentas tecnológicas que as escolas dos filhos utilizam antes da pandemia eram quadro multimídia e aplicativo que facilita a comunicação entre escola e pais, chamado Registro online. “Fora isso, nunca foi usada uma plataforma para o ensino a distância”, revela.

Na turma do seu filho mais velho, os alunos começaram a se comunicar com os professores pelo aplicativo e usando o GSuite e Google Classroom.

“Hoje, a rotina dele não está muito diferente de uma rotina presencial:  todas as manhãs, ele participa de vídeoaula segundo o horário escolar e, de tarde, estuda para completar os deveres. Às vezes, ele até reclama de ter que estudar mais do que antes!”, conta.

Já para sua filha mais nova, os professores pediram para se cadastrar na plataforma Edmodo.  De acordo com Daniela, tudo foi gradual. “Pouco a pouco, começaram a chegar deveres, vídeos e, depois do feriado de Páscoa, as professoras começaram a marcar encontros em grupo”, explica.

E completa: “Achei ótima a escolha de evitar uma simples repetição do horário escolar através do computador. Para criança desta idade, não teria sido possível manter a atenção por horas e também tinha o risco que fosse impossível a gestão da turma a distância”, diz.

Segundo ela, os alunos devem voltar às aulas presenciais apenas em setembro, já no novo ano escolar. “Não temos noticia nenhuma sobre o futuro da escola em setembro: turnos duplos? Um dia sim e um dia não? Voltar à normalidade para os italianos parece uma miragem!”, desabafa.

Inglaterra

A Inglaterra foi outro país europeu amplamente afetado pela Covid-19. “Acho que pegou todo mundo de surpresa, ninguém sabe ao certo o que fazer”, diz a brasileira Marcelle Oliveira de Campos, mãe de Miguel de 5 anos. Morando com a família em Londres, Marcelle conta que seu filho está no Reception Year (como se fosse uma pré-alfabetização no Brasil).

“A gente nunca teve contato anterior com essa plataforma que a escola do meu filho está oferecendo no momento, que é bem completa”, explica. De acordo com a mãe, Miguel não tem aulas com professores. “São passadas apenas tarefas e ele teve uma adaptação tranquila em relação a isso”, afirma.

Marcelle revela que não se cobra muito e nem cobra o filho. “Acho que todas as mães deveriam dar uma relaxada. Se ele voltar só em setembro, já será o Year One (Primeiro Ano). A escola vai saber que os alunos não terão a mesma base. Por isso, devemos confiar mais que tudo será reposto e que um dia tudo voltará ao normal” acredita.

Como efeito da pandemia, muitas escolas ao redor do mundo começaram a considerar a integração de tecnologia educacional em seus currículos, e não como uma solução alternativa. Além disso, os professores estão descobrindo que a tecnologia tem suas vantagens de maneira que nunca haviam percebido antes, como permitir um aprendizado diferenciado.

Leia mais:

Coronavírus: como retomar as aulas

Coronavírus: como ficam questões financeiras e jurídicas para as escolas?

Coronavírus: 4 passos para exercer o autocuidado e preservar a saúde emocional dos filhos durante o isolamento

Coronavírus: como retomar as aulas

Especialista em educação recomenda que a volta às aulas seja momento de ouvir e acolher os alunos

Os alunos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil não retornarão às aulas até pelo menos final de abril e devem estar preparados para repor as aulas por todo o mês de julho, quando normalmente haveria o período de férias escolares. Inclusive, muitas escolas – aquelas que optaram em não utilizar o ensino a distância nesse momento – já anteciparam as férias do meio do ano.

Segundo dados recentes da Unesco, que monitora em tempo real a suspensão das aulas no mundo todo por conta da pandemia de Covid-19 (Coronavírus), já ultrapassa 90% a taxa de estudantes em casa. No Brasil, são mais de 52 milhões de alunos sem aula até o momento. Isso é apenas um dos reflexos da pandemia que forçou a suspensão das aulas em todo o país desde meados de março desse ano.

Conversamos com Dirce Zan, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para obter dicas de como retomar as aulas presenciais de forma a minimizar os impactos causados pela pausa no ano letivo. Confira a seguir:

Momento de ouvir e acolher

De acordo com a especialista em educação, enfrentamos um momento no qual as pessoas mais experientes já comparam a episódios como guerras ou grandes tragédias vividas anteriormente pela humanidade.

“Dessa forma, penso que a principal noção que precisamos ter é a de que não voltaremos a uma normalidade após esse período de isolamento social”, afirma.

Dirce Zan, que também é docente do Departamento de Ensino e Práticas Culturais (DEPRAC) da Unicamp, considera fundamental que a escola esteja disposta a ouvir e acolher a todos no possível retorno às aulas a partir do segundo semestre.

“Nesse sentido, não é possível imaginar que chegaremos à escola e nos dirigiremos às salas de aula, juntamente com nossos estudantes, e iremos partir de onde paramos no nosso último encontro!”, adverte.

Para a diretora, as escolas precisam planejar um tempo de encontro e de trocas de histórias, narrativas e sentimentos sobre esse longo tempo vivido por todos nós.

“Talvez a melhor forma desse acolhimento se desse em rodas de conversas, recheadas de muita poesia, música, imagens e cores. E, após falarmos muito sobre a nossa experiência, ou seja, sobre o que nos aconteceu, nos tocou a partir desse momento de isolamento, que poderemos repensar cronogramas e conteúdos”, recomenda ela.

A docente acredita que após essa experiência consigamos ter melhor clareza sobre o que de fato importa na longa lista de conteúdos e atividades que as escolas, em sua maioria, selecionaram para o ano letivo.

“Quanto mais estivermos abertos para ressignificarmos a escola e o trabalho que nela desenvolvemos, maior poderá ser nosso êxito nesse processo. As diferentes disciplinas, os múltiplos conhecimentos que circulam e se produzem na escola, são fundamentais para nos ajudar a pensar e entender o momento singular que estamos vivendo. Ter a pandemia como o grande tema gerador dos currículos escolares, talvez seja também muito mais produtivo e significativo”.

E conclui: “É fundamental aproveitarmos esse momento para reinventarmos o mundo e nossas relações nesse mundo e na escola”.

Retorno das aulas

Ainda não está claro quando o fim da quarentena irá chegar para que os estudantes possam retornar às aulas, porém, o Conselho Nacional de Educação (CNE) orientou que, se necessário, as instituições podem repor as aulas no próximo ano para cumprir as 800 horas mínimas anuais exigidos pela legislação. Ou seja, não é preciso cumprir o ano civil.

Essa é uma das questões que o CNE respondeu às escolas sobre o que deverão enfrentar no retorno da quarentena. Outra dúvida é se as aulas e atividades dadas no formato de EAD (Educação a Distância) serão aproveitadas no ano letivo.   

“Sim. Essas atividades não presenciais podem ser organizadas oficialmente e validadas como conteúdo acadêmico aplicado. Ou seja, podem ser aproveitadas dentro das horas de efetivo trabalho escolar”, respondeu o CNE em sua página na internet.

Vale lembrar que para isso, é preciso uma autorização da autoridade educacional do estado ou do município. Para adotar essa modalidade, as redes de ensino ou escolas precisam adequar metodologia de ensino aos recursos tecnológicos necessários.

“Todos devem prestar atenção na qualidade dessas aulas ou atividades. Os estudantes devem receber o aprendizado adequado e correto. As escolas devem zelar pelo acompanhamento, avaliações e a participação correta dos alunos”, reforça o CNE.

E completa: “Ao autorizar que as aulas e atividades continuem de forma não presencial, as autoridades dos estados e municípios e as instituições particulares devem trabalhar para proporcionar o acesso de todos os estudantes ao aprendizado. Assim como a educação a distância necessita de metodologias próprias, as escolas devem adotar mecanismos próprios de fornecimento do conteúdo e acompanhamento avaliativo e da participação efetiva dos estudantes”.

Como reorganizar o calendário escolar

No caso da suspensão das aulas seguir, o Conselho Nacional de Educação dá orientação de como reorganizar o calendário escolar.

“É necessário entender que as decisões devem ser feitas no âmbito de estados e municípios, responsáveis por indicar como será feita a reposição de conteúdos e atividades, em horas de efetivo trabalho escolar, e dias letivos”, afirma o CNE.

Em relação ao Ensino Médio, existe a Lei 13.415, de 2017 que amplia progressivamente as horas de efetivo trabalho escolar. Ela poderá ser flexível a cada estado ou município, ou seja, pode haver formas diversas de se atender a legislação nacional que deve estar articulada com as legislações locais.“É preciso sempre esclarecer que, no processo de reorganização do calendário escolar, o ano letivo pode, em situações determinadas e para efeito de reposição de aulas e atividades, não coincidir com o ano civil”, lembra.

O órgão governamental ainda reforça que “no processo de reorganização dos calendários escolares, é fundamental que a reposição de aulas e a realização de atividades escolares possam ser efetivadas preservando a qualidade de ensino”.

Futuro próximo da educação brasileira

De acordo com o CNE “a educação brasileira é robusta”. O Conselho reconhece que “instituições públicas e privadas de todos os níveis educacionais vêm demonstrando responsabilidade e compromisso na adoção de medidas que respaldem o direito de seus estudantes ao aprendizado continuado. Isso é muito importante para o Brasil”.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está em dinâmica colaboração e cooperação com as instituições. Uma dessas ações colaborativas é o evento Educação no mundo 4.0 que começou no dia 8 de abril e se estende nos dias 9, 13, 14 e 15 de abril. Trata-se de webnários com especialistas em educação com transmissão via YouTube, realizados sempre a partir das 16 horas.

Confira a programação completa do evento.

Leia também:

Coronavírus: como ficam questões financeiras e jurídicas para as escolas?

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Coronavírus: como ficam questões financeiras e jurídicas para as escolas?

Confira quais as recomendações de órgãos oficiais e especialistas para a não interrupção das atividades letivas, bem como a manutenção dos empregos

Com os alunos em quarentena por conta da pandemia de Covid-19, as escolas estão enfrentando diversos desafios. Não só no ensino, que deixou de ser presencial e passou a ser remoto, mas também em relação às questões financeiras e jurídicas por conta de um cenário excepcional criado pela suspensão das aulas.

Entre as principais preocupações das escolas, estão a inadimplência e até mesmo o cancelamento de contratos por parte das famílias, que estão se sentindo lesadas nesse momento. Principalmente os pais que possuem filhos matriculados na educação infantil e em período integral.

Sob o ponto de vista jurídico, a natureza da prestação de serviços educacionais é regulamentada pela Lei n.º 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação que determina uma prestação continuada dos serviços dentro do período de um ano, chamado “ano letivo”. É o que nos explica a advogada Elisângela Vieira Silva Horschutz, que presta assessoria na área do Direito Educacional para escolas do interior do estado de São Paulo. 

“Partindo desse pressuposto, recomendamos que nenhum contrato deva ser cancelado enquanto perdurar a quarentena e que os casos pontuais para descontos sejam analisados pela gestão escolar, até porque Medidas Provisórias estão sendo aprovadas a fim de sanar ou minimizar os impactos na economia”, recomenda.

A seguir, vamos ver as principais questões que as escolas estão vivenciando e como enfrentá-las da melhor maneira possível:

Cancelamento de contrato

De acordo com a advogada, as causas previstas para cancelamento do contrato, seguem a legislação civil, especialmente o código de defesa do consumidor.  “Entretanto, no momento de pandemia as condições de cancelamento usualmente praticadas ficam suspensas por caso fortuito ou força maior”.

Inclusive, este tem sido o entendimento da Senacon (Secretaria Nacional do Direito do Consumidor) por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC através de Nota Técnica, a saber:

“Senacon por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC recomenda que consumidores evitem o pedido de desconto de mensalidades a fim de não causar um desarranjo nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar o pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”

Veja a nota completa aqui.

Redução de dias letivos

Elisângela também alerta que a medida provisória nº 934/2020, decretada pelo governo federal e que trata da redução dos dias letivos para 800 horas letivas, não pode ser considerada como fator preponderante para descontos em mensalidades.

“Haja vista a necessidade de investimento das escolas no sistema EAD e ademais disto, a redução de dias letivos não interfere no custo administrativo da prestação de serviços, eis que a escola é uma atividade que demanda pessoas para o atendimento do seu objetivo e, mesmo com a eventual redução de dias letivos, não pode a empresa prescindir de seus colaboradores na consecução de seu fim”, lembra ela.

Descontos nas mensalidades

Seguindo as orientações dos órgãos de proteção ao consumidor, as instituições de ensino também precisam dar especial atenção com ofertas de descontos na parcela da anuidade para as pessoas atingidas pela crise econômica gerada pela pandemia. 

“Outros descontos poderão ser negociados pelas instituições, especialmente para a Educação Infantil ou mesmo para o período integral, mas tudo deve ser considerado numa planilha de custos para que haja manutenção do equilíbrio econômico financeiro do contrato”, ressalta a advogada.

Reposição das aulas

A natureza de alguns serviços, de acordo com a advogada, permite o costume de reposição de aulas, supressão de férias escolares, etc. “Por isso, não há motivos, por exemplo, que justifiquem de forma geral a devolução de valores correspondentes a mensalidades escolares, ou de cursos anuais, que são pautados na sequência de aulas, ou na continuidade do serviço durante o período letivo, especialmente quando é viável a reposição de aulas”.

E completa: “Porém, com o comprometimento da continuidade das aulas, as instituições de ensino precisam elevar os esforços de realização de atividades pedagógicas e de aprendizagem à distância, por meio de aulas remotas ou outras metodologias de ensino a distância”.

Por isso, somente serão legítimos os pedidos de suspensão de cobrança ou mesmo descontos de parcelas, nos casos de total paralisação das atividades, ou quando nenhuma alternativa for viabilizada para sua continuação.

Vale lembrar que casos específicos de cursos que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas, em razão da fase do aprendizado ou do curto período do curso, e por impossibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores, podem significar na prática o direito de cancelamento.

Para Elisângela, o cancelamento das matrículas pode ser um recurso a ser utilizado em casos específicos e excepcionais pelos consumidores dos serviços das escolas particulares. “Porém, deve ser o último recurso, pois sua utilização em larga escala pode inviabilizar a escola e, além disso, prejudicar tanto o aluno como profissionais da educação que dependem do pagamento da mensalidade para a manutenção do emprego”.

Professores e EAD

Pautados nas recomendações dos Sindicatos (Patronal e Empregados), Medidas Provisórias e Orientações do Ministério da Saúde, quanto ao grupo de risco, as instituições poderão buscar o melhor caminho para a não interrupção das atividades letivas, bem como a manutenção dos empregos, estando autorizadas a conceder férias antecipadas de até 30 dias, sendo que neste período a escola estará fechada.

Segundo a advogada, não se optando por férias antecipadas, e /ou mesmo o descanso em banco de horas, as instituições deverão capacitar seus professores e demais profissionais ao trabalho remoto, via home office, especialmente para que o professor tenha as ferramentas necessárias para ministrar as aulas EAD.

“Todas as garantias trabalhistas deverão ser obedecidas, inclusive aditamentos em contratos para home office e acordos coletivos ou individuais, se for o caso”, finaliza a advogada.

Desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o blog do IsCool App tem feito um especial sobre o Coronavírus com matérias que buscam auxiliar os gestores nesse momento de reinvenção do ensino, após a suspensão das aulas presenciais.  Confira as demais postagens:

Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

Para se adaptar à nova realidade da educação a distância, escolas lançam mão de ferramentas on-line gratuitas

Desde que a Pandemia do Covid-19 (Coronavírus) forçou a suspensão das aulas e colocou os alunos em quarentena, as escolas estão correndo para se adaptar à Educação a Distância (EAD), buscando amenizar os prejuízos no ensino de crianças e jovens em todo o Brasil. De acordo com dados da Unesco, são 850 milhões de estudantes sem aulas presenciais em todo o mundo.

Amparadas por uma decisão do Ministério da Educação (MEC) que autorizou o ensino a distância na grade presencial por pelo menos 30 dias, as escolas passaram a substituir as disciplinas presenciais por aulas que utilizam meios e tecnologias digitais. É o caso do Colégio de Vinhedo, no interior de São Paulo.

Segundo a coordenadora dos anos finais e ensino médio, Carla Regina Zampieri, o colégio tem encontrando alguns desafios no processo de ensino a distância, principalmente na utilização da tecnologia.

“Mas, entendemos que é um período de adaptação e que os benefícios alcançados, depois desse primeiro momento, serão muitos”, afirma.

O colégio já utilizava o aplicativo de comunicação escolar IsCool App, mas a partir da suspensão das aulas, passou a utilizar também o módulo Lição de Casa, para que os alunos possam fazer suas tarefas domiciliares.

“Hoje, o IsCool App é nossa principal ferramenta de comunicação com pais e alunos. E tem sido muito eficaz.”, diz ela.

Outro exemplo é o Instituto Educacional de Americana, também no interior de São Paulo. A professora de Educação Infantil, Fernanda Caldas, está gravando videoaulas de sua casa para as crianças, sob orientação do colégio. Ela nos conta que grava de 2 a 3 vídeos ao dia.

“A gente se reinventa na tentativa de reproduzir o conteúdo de sala de aula em vídeos”, diz ela.

A professora afirma que o conteúdo feito para a criança aprender precisa, em primeiro lugar, ter sentido e também ser prazeroso.

Professora Fernanda Caldas em vídeo de contação de história para as crianças

As vídeoaulas, repletas de elementos lúdicos, são repassadas aos celulares e computadores dos pais através do IsCool App, aplicativo que o colégio adotou antes da Pandemia do Covid-19.

“Os pais já estão acostumados com o IsCool App e é por lá que entramos diariamente, passamos a rotina do dia, os links de vídeos com contação de histórias e assim por diante”, explica Fernanda.

Em todo o Brasil, diversas escolas também estão usando o aplicativo como forma de manter os pais informados e os alunos aprendendo, mesmo à distância. Inclusive, o blog do IsCool App fez anteriormente uma matéria sobre o aumento de escolas em busca do aplicativo de comunicação escolar e o módulo Lição de Casa.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para suspensão das aulas

Dicas de ferramentas e recursos

Além de aplicativo de comunicação escolar, como é o caso do IsCool App, as instituições de ensino têm à disposição recursos on-line que podem ser utilizados gratuitamente, por conta da pandemia, para auxiliar nos estudos domiciliares e manter o calendário escolar de dias letivos.

Para auxiliar professores e equipe pedagógica nesse trabalho, o blog IsCool App selecionou algumas opções para ajudar as escolas nesse período de quarentena:

Confira abaixo algumas ferramentas e recursos que podem ser utilizados pela sua escola:

Educacross: Plataforma de Ensino-Aprendizagem e Avaliação de Lógica e Matemática, disponível para escolas públicas e privadas. Atende alunos do Ensino Fundamental, anos iniciais. Durante a paralisação das aulas, serão disponibilizadas as trilhas diárias de jogos “ESTUDO EM CASA”, gratuitamente nesse período.

De acordo com a CEO e cofundadora da Educacross, Erica Stamato, a plataforma oferece pelo menos duas condições ideais para esse momento.

“Por ser digital, rompe com a questão do isolamento. Além disso, desenvolve a autonomia da criança, uma vez que a aprendizagem é lúdica e envolvente”, diz ela.

Segundo ela, os jogos da plataforma cumprem as habilidades descritas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental I completo.

“Nós reunimos gameficação, jogos e gestão do conhecimento com análise do desenvolvimento da criança em tempo real”, completa.

Stoodi: Plataforma de estudos para alunos que estão se preparando para o Vestibular, disponibilizando videoaulas, exercícios e resumos da maneira organizada. Para que os estudantes não tenham seus estudos prejudicados nesse período, a plataforma liberou temporariamente o acesso gratuito a todas as videoaulas e exercícios com correção em vídeo.

Google Classroom: O Google Classroom ou Google Sala de Aula ajuda a comunicação entre as turmas, economizando tempo e mantendo as salas organizadas. Para ter uma Google Sala de Aula, a escola precisa se inscrever em uma conta gratuita do G Suite for Education que permite que as escolas decidam quais serviços do Google os alunos poderão usar e fornece proteções adicionais de privacidade e segurança importantes.

Inclusive, o Google criou um tutorial para professores que não estão habituados com suas aplicações. O tutorial ainda não está totalmente disponível em português, mas a maioria das aplicações já conta com o conteúdo traduzido, além de serem bastante intuitivas.

Moodle: É um sistema de gestão de aprendizagem on-line bastante conhecido no mundo acadêmico e que permite inserir vídeoaulas e outras funcionalidades. É gratuito para classes com menos de 50 alunos. Pode ser utilizado tanto para aulas de disciplinas básicas, como também de aulas extras: educação física, música, judô, capoeira, ballet, entre outros.

Outras aplicações úteis:

Canva: Aplicativo que permite criar diversos tipos de design, com qualidade profissional e de forma gratuita. A ferramenta já disponibiliza vários templates de apresentações, infográficos e vídeos. Alguns elementos são pagos.

Popplet: Sistema on-line para criação de mapas mentais. Na versão gratuita, permite a criação de até 10 mapas que podem ser salvos e disponibilizados por PDF ou pelo link da própria aplicação. Para disponibilização via link, o mapa mental deve ser colocado na opção “pública”. Para utilizar esta aplicação o flash deve ser autorizado no navegador. Possui tutorial em Português.

Pixton: Plataforma para a criação de História em Quadrinhos (HQ). Pode ser orientado para que os alunos criem seus próprios quadrinhos e compartilhem através de link. Para disponibilização via link, a HQ deve ser colocada na opção “pública”. A versão gratuita permite até 50 alunos e a criação de múltiplos quadrinhos por até 15 dias.

No site da Unesco, você também encontra outras dicas de ferramentas que podem ser utilizadas como recurso para a educação à distância.

A Humus, empresa que atua no segmento educacional, também fez uma compilação com os melhores conteúdos que têm sido disponibilizados gratuitamente. Acesse aqui.

E a sua escola? Está utilizando quais ferramentas para o ensino em casa? Conte pra gente nos comentários!

Leia também:

IsCool App é destaque no Jornal da Globo

IsCool App lança o módulo Lição de Casa

Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Com os alunos em casa, aplicativo de comunicação escolar pode diminuir o impacto causado pela distância

Diante de possíveis casos de Coronavírus no ambiente escolar, grande parte das escolas começou a suspender gradativamente as aulas presenciais desde segunda-feira (16/03), tendo como apoio o uso de ferramentas tecnológicas para a comunicação com as famílias e educação à distância. É o caso do IsCool App que auxilia o envio de comunicados da escola durante esse período.

De maneira geral, as escolas estão seguindo as orientações de contingenciamento da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) que prevê a suspensão gradativa das aulas até chegar à suspensão total, a partir de hoje, 23/03.

“O nosso objetivo principal é preservar a integridade dos alunos e, consequentemente, diminuir o impacto no calendário letivo”, diz o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, em comunicado oficial.

Além dos avisos enviados pelo aplicativo, a escola também poderá utilizar o módulo Lição de Casa do IsCool App como recurso para auxiliar os alunos que não frequentarão a escola nas próximas semanas. Esse módulo permite que o professor envie facilmente a tarefa de casa através do aplicativo. Inclusive, fizemos recentemente um post falando sobre as vantagens desse módulo.

Saiba mais: IsCool App lança módulo Lição de Casa

Leia também: 10 dicas de como manter os alunos protegidos do Coronavírus

A ferramenta ideal para a informação certa

Entenda como as principais funcionalidades do IsCool App podem auxiliar o colégio neste momento de combate ao Coronavírus:

Feed de notícias: Ideal para publicar informativos em tempo real a toda comunidade e de uma vez. Fica disponível logo que o pai abre o aplicativo e, por isso, também pode conter informações gerais, como dicas em formato de texto, fotos e vídeos.

Comunicados: Mensagem direta e privada aos pais de um aluno ou turma específica. Pode ser enviada também a colaboradores e toda comunidade escolar de uma vez. Pode conter, além de texto, imagens, fotos e arquivos. Também oferece notificação push para que os pais estejam atentos às últimas atualizações do colégio quanto ao tema COVID-19.

Lição de casa: Disponibiliza as tarefas e atividades pedagógicas que os alunos poderão fazer durante o período de suspensão das aulas, caso o colégio opte por aplicar algum nível de educação a distância e apoio da tecnologia remota no aprendizado.

Calendário: Cria eventos específicos, como o dia de retorno das aulas, e se integra com a agenda do celular do pai, para reforçar a importância da data, além de enviar notificação via push.

Atendimento: Disponibiliza, de maneira organizada, os múltiplos canais de atendimentos e setores do colégio via chat, telefone ou e-mail. Pode ser uma rápida e fácil solução para atender às dúvidas dos pais em relação aos procedimentos de contenção ao Coronavírus.

Aumento de mais de 100%

Desde que a pandemia de Coronavírus (COVID-19) forçou as escolas a suspenderem as aulas em alguns estados do País, aumentou em mais de 100% a busca por aplicativo de comunicação escolar via mobile.

O IsCool App recebeu o dobro de novos pedidos desde segunda-feira (16), quando as escolas iniciaram a suspensão das aulas.

De acordo com a gerente de produtos e novos negócios do IsCool App, Tálita Barão, as escolas necessitam de um meio de comunicação rápido e eficaz, especialmente nesse momento sem precedentes.

“A agenda de papel perdeu a utilidade uma vez que os alunos estão em casa. É preciso que a escola tenha uma ferramenta rápida e eficaz de interação com as famílias, diminuindo o impacto da distância”, diz ela.

Módulo Lição de Casa

Além dos novos pedidos para implementar o aplicativo, o IsCool App também teve um aumento de interesse em relação ao módulo Lição de Casa. O Colégio Objetivo de Nova Odessa (SP), que já é cliente do IsCool App, foi uma das escolas que optaram pela utilização do módulo.

Segundo o assessor de comunicação do colégio, Bruno Aguiar, com o aplicativo ficou mais fácil manter contato direto com os alunos e responsáveis neste período de pandemia do COVID-19.

“As aulas, por hora, estão suspensas, mas os professores do colégio estão empenhados, realizando vídeo aulas para que os alunos não sejam prejudicados pedagogicamente”, relata ele.

Todos os alunos receberão orientações, conteúdos de revisão e conteúdos complementares através do módulo Lição de Casa.

Suspender as aulas não é uma medida adotada apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo levantamento da Unesco, 105 países fecharam escolas e instituições educacionais em todo o país, impactando mais de 897,1 milhões de crianças e jovens.

Outros 11 países, entre eles o Brasil, implementaram fechamentos localizados em áreas de maior risco de contaminação e, se esses fechamentos se tornarem nacionais, dezenas de milhões de alunos também sofrerão interrupções na educação.

Através do site da instituição, é possível ver o mapa de monitoramento de alunos afetados pelo fechamento das escolas em decorrência do COVID-19. No site, também está à disposição uma lista de plataformas e mecanismos de aprendizagem à distância para compensar a perda de horário letivo.

IsCool App é destaque no Jornal da Globo

Busca pelo aplicativo duplicou no período de suspensão das aulas e foi tema de matéria de jornal televisivo

O IsCool App foi destaque no Jornal da Globo, jornal televisivo noturno transmitido pelo canal Globo no dia 22 de março. O tema da matéria foi como a tecnologia está auxiliando os alunos durante a suspensão das aulas por conta da Pandemia de Covid-19 (Coronavírus) .

A matéria mostrou como as empresas de tecnologia e de educação têm se mobilizado para dar acesso a conteúdos que podem ser acessados de casa. Isso para minimizar os impactos na educação do aluno, aproveitando o tempo da quarentena para aprender.

A reportagem começou exibindo a visão prática da plataforma do IsCool App,  relatando que a procura pelo aplicativo dobrou nesse período.

O IsCool App ganhou ainda mais voz com a fala da gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, sobre como as escolas podem utilizar o aplicativo para o envio de comunicados, lições de casa, links de matérias, vídeos e fotos.

Você assiste à matéria completa feita pela jornalista Marina Araújo em nosso canal do Youtube. Confira abaixo: