Especial BNCC: O que mudou para o ensino privado?

Mesmo já trabalhando com as diretrizes da BNCC em seus currículos, instituições, redes e sistemas de ensino particular também vivem rotina de adequação; mudanças acontecem, principalmente, no quesito educação socioemocional e envolve a formação de professores

Se fizermos uma análise rápida do atual cenário da educação pública no Brasil, fica fácil de entender que a Base Nacional Comum Curricular chega com a importante missão de equalizar a aprendizagem e acelerar as transformações em salas de aula a uma nova realidade. Realidade esta já vivida pelo segmento de ensino particular há anos, em seus currículos com propostas de educação integral e modernas estruturas.

Entretanto, mesmo promovendo essas transformações na prática, as escolas, redes e os sistemas de ensino privado também vivem o período de adequação, afinal, a BNCC chegou para todos e com prazos a serem cumpridos.

Mas o que, de fato, muda na rotina dessas instituições? Como foi, para os gestores das escolas privadas, receber a BNCC? Entre as competências propostas, qual a de maior impacto?

Na segunda matéria do Especial BNCC do Blog do IsCool App, falamos do impacto da proposta no ensino particular tendo como base a opinião de profissionais com vasta experiência no segmento. De olho no prazo limite para a vigência da Base, vamos entender o que ainda deverá ser feito ao longo do ano no tocante ao assunto.

Clique aqui e leia a primeira matéria do especial que traz detalhes sobre a BNCC

Os alunos mudaram e a educação também

Com mais oportunidades, recursos e informação ao alcance, a rede de ensino particular, em geral, se posiciona na vanguarda, sempre atenta às transformações da sociedade. Recepcionando alunos nascidos na era tecnológica e em novas configurações familiares, há anos essas instituições seguem o movimento de adequação dos currículos e transformações físicas da tradicional sala de aula, recebendo com muita naturalidade as premissas da BNCC.

“O nicho das escolas particulares já vinha sentindo a necessidade de mudança de paradigma e buscava entender a necessidade do momento. Nós estamos na educação 4.0. Já passamos pela 3.0, que foi a introdução da tecnologia e interatividade que a BNCC propõe. Aliás, essa foi uma demanda das próprias escolas, da necessidade de atender os alunos de hoje inseridos no mundo digital”, conta Maria Helena Galucci, profissional com mais de 40 anos de atuação na gestão de uma rede de escolas particulares e consultora da Humus Educacional.

Com 85 anos de atuação, o Colégio Cristo Rei, mantido pelas Irmãs Agostinianas Missionárias em São Paulo,é um exemplo de que tradição e contemporaneidade devem andar lado a lado. Participando ativamente das discussões em torno da BNCC, com presença em audiências públicas e palestras sobre a elaboração do documento, a instituição conta que a escola recebeu com tranqüilidade as mudanças.

“O colégio vem acompanhando as discussões sobre currículo ao longo dos seus 85 anos. Em nossa proposta pedagógica, já trabalhamos com as 10 competências gerais da BNCC. Na prática, realizamos algumas pequenas alterações na grade curricular, dando ênfase nas formações para professores para trabalhar com atenção, principalmente, às competências sócioemocionais”, afirma Rosangela Jacob, doutora em educação e diretora do colégio Cristo Rei.

Esforços se concentram na preparação dos professores

Sem dúvidas, a formação e atualização dos professores envolvendo os temas da BNCC se tornaram o foco dos planejamentos dos colégios particulares. Afinal, é este profissional que vai colocar em prática o currículo e conduzir as mudanças. Ações nesse sentido se iniciaram em 2018, mas estão se intensificando em 2019.

“Vivemos uma realidade pedagógica eloquente e, por isso, nos tornamos uma cultura de organização aprendente. Para fazer intervenções mais efetivas no aprendizado do aluno, temos que aprender muito”, reforça o Profº Marco Antônio Almeida Del’Isola, gestor pedagógico do Mackenzie de Brasília, membro do conselho de educação do Distrito Federal e parte da comissão de legislação e normas do mesmo conselho.

Ainda para ele, mesmo que as aprendizagens requeridas pela BNCC estejam aquém do nível de aprendizado já consolidado pela sua equipe, o tema se tornou pauta dos treinamentos. “Temos formação de todos os professores e orientadores, sem exceção. Todos nós participamos desse movimento no sentido de aprender e refletir acerca da nossa ação, para que nosso processo se torne mais eficaz. Desde o final de 2017, já aprendemos mapas conceituais, aprendizagem significativa e tivemos estudos das metodologias ativas”, complementa Del’Isola.

No Colégio Cristo Rei, a proposta de formação dos professores tem foco na BNCC também desde que a Base foi aprovada. “Os professores dos diversos segmentos e disciplinas organizaram-se em grupos de estudos. Os pontos das discussões foram apresentadas e problematizadas com a escola como um todo, com mediação da coordenação pedagógica”, explica Rosangela.

Professores fora da zona de conforto

Na visão da consultora Maria Helena Galucci, a intensificação na preparação dos educadores veio ao encontro de uma outra necessidade, a do engajamento dos professores: “Na prática, de inicio, houve uma resistência por parte dos professores, principalmente os que já atuam há mais tempo. Considerando a condição e o gabarito profissional, vemos uma queda muito acentuada na formação de professores. A BNCC veio, então, para tirar as pessoas da zona de conforto, porque ela é uma realidade legal, quem não se apropriar vai estar fora”, afirma.

Enquanto os professores se apropriam da nova base e das novas diretrizes, a escola mais atenta já colhe grandes resultados práticos. Neste novo cenário, os professores passam a ser facilitadores do aprendizado e os alunos se tornam protagonistas do próprio conhecimento, construindo a sociedade do futuro.

Habilidades socioemocionais têm maior destaque

É de consenso que a BNCC não infringe a autonomia das instituições privadas, isso também porque a Base deixa claro que as transformações devem ser feitas de acordo com a realidade de cada escola. O que se vê é que os conselhos regionais de ensino e os próprios colégios determinam as competências prioritárias a serem trabalhadas.

Entretanto, de todas as diretrizes apresentadas pela BNCC, as que envolvem as habilidades socioemocionais são a de maior destaque e também as que estão requerendo maior atenção por parte das instituições privadas, mesmo que temas como coletividade e ética já sejam trabalhados em sala.

“Destacamos a importância sobre a concepção de educação a partir das interações do eu com o mundo. A atenção à diversidade de saberes e vivências culturais. A empatia e o diálogo como formas de ser e estar no mundo”, explica Rosangela sobre as principais competênciasselecionadas pela equipe do Colégio Cristo Rei de acordo com a proposta educacional da instituição.

“Quando a BNCC aponta caminhos socioemocionais, ela está legitimando coisas que já procurávamos fazer, como saber ouvir, ter empatia, se colocar no lugar do outro, trabalhar em grupo. Tem a ver com nosso dia a dia. Mas a educação socioemocional é, sem dúvidas, a competência de maior destaque pela importância da formação de caráter da pessoa”, emenda Marco Antônio sobre a proposta de absorção da BNCC por parte do Mackenzie Brasília.

Na próxima matéria do Especial BNCC aqui no Blog do IsCool App, especialistas destacam temas ainda delicados, como a BNCC no Ensino Médio e a ética. Não perca!

Especial BNCC: Afinal, o que é a Base Nacional Comum Curricular?

Nesta primeira matéria da série, o Blog do IsCool App sintetiza aspectos gerais do documento que torna obrigatória a revisão dos currículos ainda em 2019 e busca explicações para entender porque ela é um divisor de águas na educação brasileira

Há dois anos, o assunto que não sai da cabeça dos gestores educacionais e professores é a sigla BNCC. Desde que foi homologada, em dezembro de 2017, a Base Nacional Comum Curricular vem sendo tema central de palestras, treinamentos, livros e até eventos inteiros e tem transformado a rotina de colégios públicos e particulares Brasil afora. A um ano de ter o seu prazo de adaptação expirado, a nova base curricular ganha ainda mais importância e um maior sentido de urgência, por isso, também se tornou o tema da nossa primeira série especial em 2019 aqui no Blog.

Relembre o especial de tendências na educação, com assuntos como arquitetura escolar, gestão participativa e educação socioemocional

Em quatro matérias recheadas com conteúdo de entrevista de diversos profissionais da área e órgãos federais, vamos traçar um panorama de como tem sido a adaptação à BNCC por parte dos colégios e o que ainda deve ser buscado por eles ao longo de 2019, além de destacar as principais mudanças e diretrizes propostas pelo documento. E para começar, nada melhor que sintetizar a BNCC, sua importância, seus prazos e suas competências.

Onde tudo começou

Para entender a BNCC é preciso saber mais sobre a origem dessa necessidade de parametrização do ensino. “A elaboração de um documento contendo as aprendizagens essenciais e comuns a todos os estudantes brasileiros já estava prevista na Constituição de 1988, LDB de 1996 e mais recentemente na lei do PNE de 2014. Portanto, é uma determinação legal que só agora o Brasil tem aprovada. Os países com os melhores resultados educacionais do mundo possuem documentos como a BNCC, quer na forma de currículo ou documentos de referência”, afirma Eduardo Deschamps, presidente da Comissão da BNCC e do Ensino Médio.

Apesar de homologada em 2017, a BNCC foi criada ao longo de quatro anos pelas mãos de diversos órgãos e profissionais ligados à educação. Neste período de discussão e elaboração, inclusive, foram analisados documentos nos mesmos padrões da BNCC utilizados por países que são referência quando o assunto é educação, como a Finlândia e o Canadá, por exemplo.

Mas o que a BNCC tem de diferente da LDB e do PNL?

Tanto a LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação nacional) quanto o PNL (Plano Nacional de Educação) ganharam reforço com a chegada da BNCC, que, de certa, forma, operacionaliza as diretrizes e esmiúça os conteúdos para que as metas do PNL e as regras da LBD sejam atingidas.

Podemos dizer que, na escala de importância, temos a LDB, que especifica o aprendizado e o saber de cada idade escolar, seguida do PNL que, com objetivos mais gerais, enfatiza a dinâmica da evolução do aprendizado e, por fim, chegamos à BNCC, que explica, desde a educação infantil, aquilo que se espera que os alunos aprendam, apresentando a mecânica para atingir os objetivos previstos anteriormente.

Mas afinal, o que a BNCC acrescenta ao currículo já existente?

Na BNCC todo currículo pedagógico deve ser revisto com a inserção de competências e habilidades que trabalhem o aprendizado de maneira integral. “A inclusão das competências do século XXI ou competências sociemocionais e a antecipação do processo de alfabetização talvez sejam as maiores novidades”, explica Deschamps, representando também o CNE (Conselho Nacional de Educação).

Segundo o MEC, em declarações à equipe de reportagem do Blog do IsCool App, a partir da BNCC, as redes, sistemas e instituições de ensino podem sofrer profundas transformações. “Como consequência, a BNCC introduz mudanças importantes nos currículos, que devem impactar na formação dos professores, nos projetos pedagógicos das escolas, nos materiais didáticos, nas avaliações e demais ações e políticas educacionais”.

As 10 competências da BNCC

Olhando pela perspectiva das transformações educacionais e a enxurrada de metodologias de aprendizagem ativa (como já falamos em matérias como gamificação, aprendizagem por projetos e cultura maker) e novos padrões de ensino que vivemos nos últimos anos, entendemos o quão importante é a BNCC e como ela é muito mais que um simples documento de caráter normativo. Ela pode ser considerada um divisor de águas, uma vez que desperta em toda classe um sentimento de formação humana integral e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

E o que torna a BNCC assim tão especial é, sem dúvidas, o conjunto de competências em que está fortemente baseada. O que vemos de diferencial nessa proposta, ao longo de toda a educação básica, é a inserção de atitudes e valores, competências socioemocionais (assunto que já abordamos nesta matéria), em igual destaque às habilidades cognitivas – que nunca deixarão de ter sua importância.

Para entender a importância dessas competências gerais da BNCC, vamos conhecê-las de acordo com o tema e o objetivo:

1) Conhecimento

Propõe: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.

A fim de: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2) Curiosidade intelectual

Propõe: Recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade.

A fim de: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3) Empoderamento cultural

Propõe: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais.

A fim de: Fruir e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4) Comunicação em todas as formas

Propõe: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica.

A fim de: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5) Empoderamento digital

Propõe: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares).

A fim de: Comunicar-se, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6) Preparação para a vida

Propõe: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências.

A fim de: Entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7) Senso crítico e ética

Propõe: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.

A fim de: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8) Autoconhecimento

Propõe: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional.

A fim de: Compreender-se na diversidade humana e reconhecer suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9) Empatia e proatividade

Propõe: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.

A fim de: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10) Cidadania

Propõe: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação.

A fim de: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Prazos

A inclusão dessas competências em formato de projetos práticos já se iniciou há alguns anos no ensino privado, como veremos nas próximas matérias deste especial, entretanto, a corrida rumo à contextualização final dessas diretrizes vem se intensificando desde 2018. Agora, em 2019, os colégios, professores, sistemas de ensino, redes e materiais didáticos têm o prazo final para adequação.

A partir do primeiro semestre de 2020, os conselhos municipais e estaduais de educação já deverão ter em mãos todo o currículo e os projetos dos colégios. Nesses documentos, os pontos propostos pela BNCC devem estar contemplados e, posteriormente, revalidados.

BNCC do Ensino Médio

Após uma repercussão repleta de polêmicas e até pedidos de demissões de alto escalão, a etapa do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular teve sua aprovação em 18 de dezembro de 2018. Entretanto, apesar da publicação tardia no Diário Oficial da União, o prazo para que as diretrizes entrem em vigor se mantém igual ao prazo da etapa do ensino fundamental: primeiro semestre de 2019.

Os colégios terão o ano de 2019 para adequar o conteúdo mínimo, a carga horária e a estrutura física – de acordo com suas realidades – para os estudantes do ensino médio. Com as mudanças, matemática e português terão carga horária obrigatória, mas outras matérias poderão ser distribuídas ao longo dos três anos desta etapa. Os alunos terão mais liberdade para escolher assuntos específicos de interesse próprio e para a futura carreira, sem contar que todas as matérias, assim como em sistemas de ensino com base em projetos, serão abordadas com foco no cotidiano dos jovens.

Resolução baseada, mais uma vez, no exemplo de outros países que deram certo. Solução para os jovens, certo transtorno para alguns colégios, que terão severas adaptações no âmbito de gestão administrativa e pedagógica, conforme abordaremos nas próximas matérias deste especial.

Um novo IsCool App em 2019

Em 2018 o IsCool App se consolidou como o aplicativo de comunicação mais completo do mercado e presente em várias das melhores escolas do país; para se manter na vanguarda, 2019 prevê novas funcionalidades, investimentos e expansão no quadro de colaboradores

Equipe IsCool App preparada para 2019

O ano de 2018 se despede marcado por diversas conquistas para o IsCool App. Em pleno crescimento, com pouco mais de dois anos de vida, o app de comunicação escolar obteve significativo aumento no número de colégios e usuários e lançou dezenas de funcionalidades, consolidando-se como o app escolar mais completo do mercado. Reforçando seu papel de vanguarda em soluções para a comunicação e gestão escolar, o app investe em funcionalidades inovadoras para 2019 e ainda ganha novos reforços na equipe.

Uma das novidades que já faz o IsCool App sair na frente logo no início de 2019 é a funcionalidade compromissos, que permite o agendamento de compromissos individuais em horários diferenciados sugeridos pela escola ou diretamente pelo professor. Demais lançamentos, ainda sob sigilo, prevêem tornar o app ainda mais dinâmico e adequado à rotina do colégio.
Ainda sobre os lançamentos e atualizações, vale lembrar que a utilização de metodologia ágil por parte da equipe de desenvolvimento viabiliza novidades, melhorias e correções a cada 15 dias, um sistema que se mantém e reforça o compromisso com a evolução do produto em 2019.

Integração e sucesso do cliente

O IsCool Sync e as integrações do aplicativo com softwares de gestão continuam em plena expansão e se destacam como funcionalidade obrigatória no novo ano que se inicia. Com novas parcerias e pesquisas de campo minuciosas, o app está preparado para se conectar com os principais ERP’s do mercado.

Outro benefício para o cliente IsCool App, o departamento de Sucesso do Cliente se fortalece com a ação de premiação para clientes com alta performance em adesão e engajamento. Em 2018 iniciou-se uma campanha com distribuição de brindes personalizados para os colégios com resultados de destaque que foi grande sucesso.

Assinatura digital de matrícula e rematrícula

O módulo matrícula foi um dos grandes diferenciais do app em 2018 e ganha ainda mais força em 2019. Com o sucesso na implantação do módulo em vários colégios e o significativo ganho de tempo e qualidade nas campanhas de matrícula e rematrícula, novos colégios e redes já demonstraram interesse em contar com a ferramenta na busca pela otimização de tarefas e, principalmente, segurança.

Investimentos

A expansão no departamento de desenvolvimento mantém seu projeto de expansão, com novas contratações de profissionais de nível sênior. O setor administrativo também ganha reforços no comercial devido a maiores demandas e expansão da atuação na extensão do território nacional e internacional.

Os investimentos do grupo continuam, ainda, para garantir os investimentos em marketing. Presente nos principais eventos de educação do país, o IsCool App mantém a parceria com congressos e entidades para se aproximar ainda mais dos clientes.

“O produto tem sido amplamente aceito pelo mercado e nosso time ganhou ainda mais experiência através das diversas interações com o nosso público, estivemos presentes em eventos, mas também temos o time comercial na rua, a nossa equipe de suporte e operações e o departamento do sucesso do cliente. Estamos focados em construir um produto que faça sentido para pais e escolas e isso tem sido percebido pelos colégios, já que tivemos uma migração considerável de outras plataformas para o IsCoolApp”, finaliza Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

10 erros de comunicação que seu colégio não deve cometer em 2019

Confira dez dos principais deslizes que podem atrapalhar sua instituição de ensino na busca pela proteção, fortalecimento de marca e crescimento de mercado

Uma comunicação clara, objetiva e constante é essencial para uma instituição de ensino que deseja obter sucesso no engajando pais e colaboradores e, consequentemente, na retenção e captação de alunos. E quando falamos em comunicação, lembramos que ela começa no primeiro contato do pai que busca uma escola para os filhos e vai até o dia a dia do aluno, na portaria, com os professores e com a gestão.

Para ajudar, ainda temos transformações sociais no modo de se comunicar e a consolidação das tecnologias como instrumento. Não é pouco nem simples. Atingir a qualidade e efetividade do seu processo de comunicação requer atenção, principalmente, para que erros não sejam cometidos.

Inclusive, alguns desses erros não são facilmente detectados, principalmente quando o assunto é comunicação via app escolar, uma das nossas bandeiras aqui neste canal. Pensando nisso, listamos dez dos principais erros de comunicação escolar que podem facilmente ser evitados e tornar o crescimento sustentável do seu colégio mais real. Confira:

1 – App de comunicação não integrado ao ERP

Já falamos, recentemente, sobre como funciona a integração do app escolar com o seu software de gestão e de todos os benefícios que essa simples funcionalidade traz (vale relembrar clicando aqui). Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação.

Com a integração, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes ele iria encontrar em outro canal. A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade em 2019.

2 – Comunicação sem planejamento

É tempo de planejamento e já falamos sobre como construir, por exemplo, seu melhor plano de marketing. A comunicação pode estar inserida nesse contexto mas, nesse caso, vai um pouco além, com cronograma de conteúdo e ações, definição de tarefas de cada membro da equipe e constante revisão dos principais tópicos.

Comunicação visual, mídias sociais, conteúdo do aplicativo escolar, uniforme, gestão de crise, endomarketing, projetos sociais… são muitas frentes envolvidas e que merecem atenção. Dedique um tempo para criar e rever cada ponto junto com sua equipe.

3 – Comunicação unilateral

Restrições na comunicação ainda são fator limitante na realidade de alguns gestores, que não delegam ou não envolvem seus times nas decisões. Dar voz e espaço para os colaboradores na comunicação não quer dizer que tudo estará fora do seu controle. Por exemplo, quando o professor é habilitado a abordar o pai diretamente pelo aplicativo do colégio, a resolução do problema ganha maior agilidade e ainda poderá ser controlada e auditada pelo gestor a qualquer momento dentro da plataforma.

Outro resultado importante da comunicação bilateral é o fortalecimento do endomarketing escolar. Uma vez a par das informações e com liberdade e orientação para tomar suas decisões, os colaboradores vestem a camisa. Uma das matérias mais lidas no Blog em 2018 foi sobre endomarketing escolar, com dicas de como engajar os colaboradores com uma comunicação participativa, veja aqui.

4 – Grande número de comunicados em papel ou agenda física

A comunicação via papel foi efetiva por longos anos, mas abre espaço para a comunicação mobile, mais rápida e sustentável. Uma vez que o colégio opte pela comunicação via internet, a agendinha física, das quais muitos ainda sentem apego, devem ser excluídas para não confundir os pais, gerando, assim, mais eficácia no processo de comunicação eleito.

5 – Múltiplos meios de comunicação e conteúdo duplicado

Assim como a agenda física, o e-mail como comunicação com os pais pode ser repensado quando há a presença do comunicador mobile. Imagine como o pai se sente ao receber a mesma notícia por papel, por e-mail e pelo celular, no mesmo período de tempo?

O mesmo se aplica ao conteúdo replicado em diferentes funcionalidades do app, por exemplo, comunicado + feed de notícias, ou feed de notícias + calendário. Todo cuidado é pouco para não gerar desinteresse dos pais.

6 – Alta ou baixa frequência nas postagens

O desinteresse dos pais, inclusive, acontece quando os assuntos são tratados em demasia e de maneira pouco personalizada. Notificações constantes de postagens no app escolar podem até causar o efeito contrário em pais que vivem uma rotina agitada.

O mesmo vale para os canais de mídias sociais, local onde o colégio se encontra com suas prospecções. Se a intenção é convencer o cliente a matricular seu filho, o ideal é conquistá-lo com criatividade e não inconveniência.

Do mesmo modo, a baixa frequência de postagem pode desestimular o cliente. Confira nessa matéria algumas dicas sobre o tipo e a frequência ideais para conteúdos sobre marketing e comunicação escolar.

7 – Explorar pouco as fotos e os vídeos

Pesquisas recentes de marketing digital apontam um crescente interesse em conteúdos com vídeos e fotos. Uma dessas pesquisas, realizada pela Contentools e Opinion Box, mostra que o engajamento com posts contendo fotos ainda lidera, mas teve queda de 2017 para 2018, passando de 49% para 40% da preferência, enquanto o interesse por vídeos subiu de 20% para 34% e o engajamento por textos caiu de 31% para 26% no mesmo período.

Que pai não gosta de receber fotos dos filhos ou assistir a uma de suas evoluções que não pôde presenciar por estar trabalhando? Pense no rico conteúdo visual para engajar mais.

8 – Alta exposição nos canais de mídias sociais

Lembre-se que os canais de mídias sociais são importantes para prospecção de clientes por indicação e para o sucesso da sua captação de matrículas, mas não deixe de se atentar para pontos como a exposição da imagem de crianças e os atendimentos via canais que não são os oficiais e não podem ser controlados.

O reforço vai para a participação de colaboradores em grupos paralelos de mães, que tomam os comunicadores gratuitos e podem se tornar a raiz de desentendimentos.

9 – Subutilização das funcionalidades do seu app de comunicação

Um aplicativo de comunicação reúne diversas funcionalidades que organizam e efetivam os processos de comunicação de um colégio. Não à toa estão lá no app, à disposição dos gestores, itens como calendário de eventos, agenda, mural de recados e enquetes para pesquisa de opinião.

O app vai além da circular e precisa ser explorado ao máximo para uma comunicação mais fluida e sem ruídos. E mais: traz inúmeras maneiras de segmentar o conteúdo por grupos de usuários e mensagens individuais.

10 – Não segmentar o atendimento por setores

Comunicação organizada permite um maior controle e rastreamento da informação, além de uma resolução de conflitos muito mais rápida. No aplicativo de comunicação escolar é possível criar diferentes canais de atendimento de acordo com o organograma da instituição de ensino, tirando do gestor, inclusive, o peso da resolução de pequenos conflitos.

Para saber mais sobre como a segmentação pode trazer ganhos ao dia a dia da gestão escolar, acesse essa matéria.

Engajamento familiar: os desafios continuam

Pesquisa aponta que mais da metade dos pais brasileiros não interage com a escola e a rotina escolar dos filhos; revisão de conteúdo divulgado na plataforma de comunicação e empoderamento dos pais surgem como itens no planejamento escolar 2019

O advento das tecnologias educacionais trouxe inovação para o processo de comunicação dos colégios com as famílias, criando plataformas pedagógicas que estimulam a interação e canais diretos para a troca de informações com os pais. Mas apesar de poder escolher entre uma infinidade de ferramentas, muitas escolas ainda encaram uma barreira quando o assunto em pauta é o engajamento do seu público.

Ao que tudo indica, o engajamento dos pais continua sendo um grande desafio para os colégios em 2019, muito pela rotina eletrizante imposta pelo modelo de sociedade, muito pelos próprios percalços vividos no âmbito da gestão de um colégio. Assunto sério para as escolas que sentem, na prática, o desempenho superior de aprendizagem em alunos cujos pais são mais participativos.

Pesquisa Varkey

Uma pesquisa realizada pela Fundação Varkey, instituição que trabalha pela educação de qualidade global e cuja sede está em Londres, entre outras constatações sobre qualidade de ensino, aponta números aquém no que se refere a engajamento dos pais da vida escolar de seus filhos. O documento contabiliza a opinião de 27 mil pais em 29 países durante o período de dezembro de 2017 a janeiro de 2018.

Só no Brasil, cerca de mil pais de crianças entre 4 a 18 anos de idade foram entrevistados e um dos resultados que mais chama a atenção é a terceira colocação no ranking quanto ao engajamento: 46% dos pais brasileiros sentem que não dedicam tempo suficiente para ajudar os filhos no processo de aprendizagem.

Em países como a Alemanha, Espanha e Rússia, por exemplo, apenas 20% dos pais apontam que poderiam se dedicar mais aos estudos dos filhos.
De modo geral, entre os motivos pelo não-engajamento, 52% dos pais no mundo dizem que não têm tempo para se dedicar à vida escolas dos filhos e 32% dizem que não ajudam porque há uma falha de informação do colégio sobre como eles poderiam ajudar.

Empoderamento do pai

Os números confirmam que os pais se sentem culpados pela rotina agitada que levam e que se cobram dessa participação. Por outro lado, há também a informação de que poderiam fazer mais caso fossem estimulados, uma missão e tanto para os colégios, que nem sempre conseguem criar um diálogo fluido com os pais.

Na opinião de Melanie Mangels Guerra, mestre em educação e diretora do curso de graduação em pedagogia da Faculdade Rudolf Steiner, o segredo está no empoderamento dos pais, ou seja, um diálogo aberto em que escola, pais e alunos tenham seus papéis e suas responsabilidades bem delineadas.

“Os problemas precisam ser resolvidos de forma madura. A partir do momento em que você mantém um diálogo de confiança e de forma mais aberta, mostrando, por exemplo, o que você está fazendo e trazendo o pai para compreender isso, você consegue ali um aliado. A escola e as famílias precisam se respeitar e compreender o que o outro está fazendo. A escola precisa contribuir empoderando o pai e o pai precisa contribuir com a escola, porque nós também aprendemos no processo educativo”, afirma Melanie.

No empoderamento dos pais e na busca por um diálogo de confiança, o maior beneficiado é o aluno, que não precisa se preocupar com questões burocráticas e nem tomar atitudes de adulto em casos de conflito. “Quando o pai e a escola estão se responsabilizando, o aluno ganha porque tem a liberdade para um caminho de formação. Ele pode se ocupar de brincar e está em harmonia para se desenvolver”, reforça Melanie.

Projeto engajamento

E no seu colégio, como tem sido trabalhado o diálogo? O nível de engajamento dos pais é satisfatório? Quais ações vocês pretendem tomar para inovar nesta aproximação com as famílias?

Pesquisas revelam que quanto mais participativos os pais, melhor o rendimento dos alunos. Aqui mesmo, no blog do IsCool App, engajamento é um tema constante. Nesta matéria, por exemplo, mostramos como estratégias simples têm garantido resultados importantes para alguns colégios.

Envolvida no sistema Waldorf de educação há mais de 15 anos, Melanie conta que o desafio é pensar como trabalhar com os pais no dia a dia e que, entre as melhores soluções, estão ações simples de colaboração, como momentos de conversa, palestras, ajuda na horta da escola ou na construção de brinquedos manuais, passeios de bicicleta e até acampamento de pais e alunos. “Os pais têm a sua responsabilidade e não simplesmente entregar seu filho na escola, ele vai ser parceiro. Assim, toda a comunidade ganha”, diz.

Comunicador como aliado

Com criatividade e um bom planejamento, é possível repensar os projetos de engajamento e estimular os pais de maneira mais atrativa, mas é importante lembrar que uma boa comunicação é a base dessas transformações. Começar a mudança pelo uso mais assertivo do comunicador pode ser uma boa ideia.

A maioria das escolas já conta com um aplicativo de comunicação escolar, mas muitas ainda sentem que os pais não respondem a ele da maneira desejada. Muitas vezes, porém, é preciso rever o plano de comunicação e entender o que pode ser melhorado.

Abaixo, listamos alguns exemplos de ações realizadas pelos colégios e que podem estar implicando em uma comunicação mobile menos efetiva:

  • Uso de mais de uma ferramenta de comunicação, como a agenda física ou o envio de conteúdo duplicado por e-mail;
  • Frequência de postagens e conteúdo baixa ou alta demais, gerando pouco interesse por parte dos pais;
  • Subutilização das ferramentas do app, que traz funcionalidades importantes como calendário, assinatura de documentos, boletins de notas e faltas, entre outros;
  • Conteúdos genéricos – uma vez que os pais se interessam por informações que dizem respeito ao seu filho;
  • Falta de unificação dos serviços, levando o pai a acessar o app e mais o portal ou outros links para conseguir.

A utilização do app escolar traz mais segurança para o processo de comunicação e evita os famosos problemas com grupos de chats gratuitos dos pais. Porém, ele se transforma em uma ferramenta ainda mais poderosa se o conteúdo disponibilizado aos pais for relevante e fluido.

Mais

Acompanhe outras dicas sobre engajamento e qualidade do conteúdo em outras matérias do Blog IsCool App clicando aqui.

5 vantagens de integrar o app de comunicação escolar ao software de gestão

A integração permite uma fusão entre os serviços mais importantes do seu ERP e as funcionalidades do app de comunicação; com a troca automatizada de informações, o colégio ganha, principalmente, em tempo e segurança da informação

Independente do tipo de negócio, a palavra de ordem é “automatizar”. Criar atalhos, otimizar processos e, ao final, obter um ganho de tempo para a equipe é certeza de lucro, por isso, a automatização está entre os objetivos perseguidos pelos gestores mais atentos.

No segmento educacional, que diariamente vê o surgimento de uma nova ferramenta de gestão ou uma nova tecnologia a ser absorvida pela equipe pedagógica, os gestores estão em busca de praticidade. E quando não é possível abrir mão de uma ferramenta em detrimento a outra, as integrações entre os softwares surgem como um diferencial para o colégio.

É o caso da integração entre os aplicativos de comunicação escolar e os softwares de gestão. Cada uma das ferramentas oferece diferentes funcionalidades, ambas essenciais para uma boa gestão e que, ao mesmo tempo, se completam e unificam os departamentos. Enquanto o app é a ponte entre a escola e o pai, o ERP organiza os principais dados administrativos e acadêmicos do colégio.

 

Praticidade para alimentar o sistema e maior segurança da informação

Tem dificuldade maior do que ficar alimentando dezenas de planilhas ou softwares com a mesma informação? Além de desestimular a equipe e dificultar o processo, os dados são expostos a erros graves e a segurança das informações fica em segundo plano.

A integração aproveita o melhor dos mundos já que ambas ferramentas, app e ERP, se complementam, organizando a entrada e saída de informações em um canal único, de maneira sincronizada. A boa notícia é que a integração é uma realidade e já surge como ação essencial para escolas.

Para saber mais sobre as vantagens obtidas pela integração entre app e software de gestão, o Blog do IsCoo App traz 5 bons motivos para tornar essa uma ação prioritária em sua gestão. Confira:

 

1) Cadastros sempre atualizados

Ao longo do ano, os cadastros sofrem inúmeras alterações, desde dados pessoais a mudanças de turma ou, ainda mais comum, adesão a aulas e disciplinas extras. Um e-mail desativado pode bloquear a fluidez de todo uma comunicação.

A atualização de dados de alunos, colaboradores e até grupos inteiros é feita uma única vez, direto no software de gestão, e replicado nos dados do aplicativo, mantendo sempre em dia informações importantes dos envolvidos e evitando retrabalho, esquecimento ou conferências desnecessárias.

 

2) Envio automático de boletos

Com a sincronização, é possível automatizar o envio de boletos financeiros. Uma ferramenta que facilita o trabalho do colaborador, permite ganhos de toda a equipe e ainda organiza as informações para o pai, que concentra sua atenção apenas no app e não precisa acessar outro portal.

 

3) Boletim sincronizado

A principal vantagem da integração entre app de comunicação escolar e seu ERP é a sincronização automática de dados e a atualização da informação de maneira única. Sendo assim, nada melhor do que oferecer aos pais, o boletim de notas e faltas e todas as ocorrências (como advertências) referentes ao aluno. O melhor é que a informação pode ser enviada aos usuários em tempo real ou em um dia e horário programado pelo colégio, de acordo com a freqüência desejada.

 

4) De olho na catraca

Outra importante vantagem com a integração dos softwares é o fato de ligar as informações de entrada e saída do aluno na catraca diretamente ao celular do pai. De maneira automática, e também em tempo real, o pai fica sabendo se o filho entrou ou saiu da escola assim que o mesmo passar pela catraca. Segurança para a família e para o colégio.

 

5) Direto da biblioteca

Assim como na notificação da catraca direto no celular do pai, em tempo real, a biblioteca ou qualquer outro serviço que utilize o software de gestão para registro de baixa pode ter suas informações replicadas no app de comunicação.

 

IsCool Sync

Seu app de comunicação já tem integração com sistemas ERP’s? O IsCool App foi um dos primeiros a oferecer a funcionalidade de sincronização de dados, chamado IsCool Sync, e que já está integrado a diversos softwares de gestão escolar.

“A ferramenta de comunicação escolhida pelo colégio precisa atender necessidades que vão além das suas próprias funcionalidades. Informações relevantes como troca de sala, envio de boletos para pagamento ou boletins são itens atualmente considerados como básicos, por isso a integração é tão importante. Além disso, o gestor sabe que otimizar o tempo da equipe é fundamental, por isso o IsCool Sync agrega muito valor à nossa plataforma”, afirma Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Para criar o IsCool Sync, a equipe de desenvolvimento do aplicativo realizou uma série de pesquisas internas, análises, parcerias e até pesquisas de campo, para conhecer a fundo os ERP’s da educação. O resultado é uma ferramenta que se integra aos melhores bancos de dado do mundo, cujo processo de implantação é simples e rápido. “Qualquer dado que o colégio deseja informar aos pais pode ser extraído porque trata-se de um desenvolvimento exclusivo”, explica Rafael Cruz, gerente de desenvolvimento do IsCool App.

Parte do portfólio IsCool App há alguns meses, o Sync é um serviço oferecido pelo aplicativo, que inclui monitoramento e ajustes necessários em tempo real para que a integração aconteça de maneira fluida. Para saber mais informações sobre este serviço, clique aqui.

Por que tantas escolas têm eliminado as apostilas e aderido à Aprendizagem Baseada em Projetos?

Abordagem de metodologia ativa, o ensino por projetos tem conquistado cada vez mais adeptos entre escolas, pais e alunos por todo o país; saiba mais sobre os princípios da modalidade e como tem sido sua aplicação prática

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Aprender a aprender. Se tem uma bandeira defendida com força pela comunidade da educação no mundo todo, esta, com certeza, é a ressiginificação do ensino por meio de novas modalidades de aprendizagem, cujo topo da lista é mantido pelas chamadas metodologias ativas.

Com foco no aluno, as aprendizagens ativas são pauta constante aqui no IsCool App: já falamos de sala de aula invertida, da gamificação, do ensino maker, do aprendizado por meio de blogs e da importância das metodologias ativas em geral.

Cada escola, do seu jeito, tem se adaptado às metodologias ativas de acordo com seu ritmo, sua linha de trabalho e sua possibilidade de adaptação física, inclusive. Em comum, o que elas compartilham é a adoção da Aprendizagem baseada em Projetos, uma abordagem pedagógica que deixa as tradicionais apostilas em segundo plano e desafia alunos (e até pais) em uma participação mais proativa.

 

Como se configura a Aprendizagem Baseada em Projetos?

Também conhecido com PBL, do inglês Project Based Learning, a aprendizagem baseada em projetos é antiga, mas começou a se consolidar com esse nome na década de 90. Ela, por vezes, está atrelada a outra abordagem com as mesmas iniciais, a Aprendizagem Baseada em Problemas.

Em suma, ambas permitem que, ao invés de seguir um roteiro de fontes e exercícios prontos, o próprio aluno participe da escolha do tema ou desafio a ser trabalhado interdisciplinarmente, realize a pesquisa sobre o assunto (dentro e fora da classe) e consiga apontar resoluções por conta própria, com o auxílio do professor, que assume o papel de facilitador do processo.

A grande sacada é ver os alunos colocando os ensinamentos em prática, abordando variados temas de maneira criativa, como na construção de um robô, um filme, um game ou o que mais a imaginação e o colégio permitirem. Fica, também, a análise e reflexão em conjunta de tudo o que foi absorvido.

Para as escolas – respondendo à pergunta do título desta matéria – os ganhos se refletem no desenvolvimento de habilidades socioemocionais (previstos pela BNCC) e na formação integral do aluno. O colégio passa, ainda, a contar com alto nível engajamento de toda a comunidade escolar e adquire mais força para cumprimento de seus objetivos e valores.

 

O exemplo do Colégio MOPI

Há alguns anos, o Grupo Educacional MOPI, do Rio de Janeiro, conta um sistema de ensino próprio, permeado por abordagens como as da PBL em toda sua estrutura curricular. “A cada ano, levantamos um tema a ser trabalhado e cada segmento, desde o Ensino Infantil, constrói seu currículo a partir dele. Dentro desta metodologia, conseguimos ter um ensino mais dinâmico, observando e obedecendo as subjetividades de cada estudante, deixando-os voltados para a construção de soluções a partir dos conceitos que são trabalhados dentro e fora de sala de aula”, explica Luiz Rafael Silva, coordenador de Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Grupo.

A proposta da Aprendizagem Baseada em Projetos é uma das práticas que tem apresentado resultados consistentes para o MOPI e seus cerca de 1900 alunos. Eles ainda se utilizam de outras metodologias ativas, como a sala de aula invertida, o Storytelling e métodos de gamificação.

 

Adeus, apostilas

Uma das principais características da Aprendizagem Baseada em Projetos é a substituição de tradicionais apostilas por outros materiais como livros didáticos, laptops, celulares, impressoras 3D e até passeios e viagens pedagógicas em que os alunos possam investigar o conteúdo por meio de entrevistas e trabalho de campo. O interessante é que, dentro desse sistema, os próprios professores têm autonomia suficiente para propor seus materiais de apoio.

“Não usamos apostilas no MOPI. Não há intenção de um direcionamento pragmático de estudos balizado por matrizes que nem sempre dialoguem com a sociedade e com a atualidade. A ideia de um ensino em que o aluno possa vivenciar o que aprendeu está muito além das apostilas”, conta Silva sobre a experiência do colégio carioca e a preocupação de tornar o aluno protagonista de sua própria aprendizagem a partir de resoluções de casos que sejam de interesse deles.

Mas, apesar de não contar com as apostilas e de trazer o professor para o papel de facilitador ou mediador de conteúdo, as aulas expositivas ainda se mantêm na maior parte dos colégios que optam pela PBL. Efetivas, as aulas expositivas ajudam na introdução de conceitos básicos e promovem os diálogos, tão importantes para o conceito.

 

Resultados

Especialistas no assunto como o PHD Wlliam N. Bender (autor do livro “Aprendizagem Baseada em Projetos: Educação Diferenciada para o Século XXI“)  e a instituição Buck Institute For Education, ambos norte-americanos, destacam que, entre os benefícios da prática do PBL estão o desenvolvimento de habilidades importantes, como o espírito crítico, a autonomia dos alunos e a capacidade de trabalhar em equipe. Sem contar que as aulas se tornam mais ricas e os professores conseguem trabalhar melhor o aproveitamento da conectividade, como uso de celular e mídias sociais, sempre tão controversos.

Com a valorização das habilidades socioemocionais e a falta de uma matriz única e padronizada, os alunos são obrigados a deixar qualquer zona de conforto. “Nossos resultados refletem em êxitos quantitativos e qualitativos, não só em questões acadêmicas, mas também procedimentais de nossa escola. Nosso sucesso está em nosso produto final“, finaliza Silva, que ainda atrela o sistema de ensino aplicado no colégio a resultados como alta pontuação no Ideb do estado e no fato de contar com ex-alunos que se tornaram verdadeiros agentes modificadores em projetos de startups.

A importância do empoderamento de jovens

Conheça um exemplo de projeto que une colégio, pais e a psicologia na busca pela formação integral e apoio aos adolescentes

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De um lado, a pressão de uma sociedade cujo estilo de vida é pautado pelas mídias sociais. Do outro, mudanças fisiológicas hormonais difíceis de se interpretar ou controlar. O dia a dia dos adolescentes que vivem essa perigosa combinação de elementos não é nada fácil e o resultado, muitas vezes, contribui para as estatísticas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam alarmantes números de depressão entre jovens: no mundo todo, cerca de 20% deles sofrem com a doença, que já se tornou a principal causa de inaptidão na faixa etária de 10 a 19 anos. Aqui no Brasil, pesquisas da Associação Brasileira de Psicanálise mostram que 10% dos adolescentes brasileiros convivem com o problema.

Diante de tantas constatações, as escolas têm sentido a responsabilidade e se unido aos pais na busca por soluções para auxiliar os jovens a enfrentar as atribulações e se fortalecer rumo ao futuro. Os projetos, que até vão além das dependências do colégio, visam a formação integral dos adolescentes e contribuem com sua essência, valores e seu plano de vida.

 

Fortalecer raízes e crescer

Fundado em Salvador, no ano de 2013, o Projeto Arvorar Jovem, da Arvorar Desenvolvimento Humano é um dos exemplos de programa voltado para o desenvolvimento do adolescente e que tem obtido resultados significativos a todos os envolvidos direta e indiretamente. Não se trata de um curso extracurricular; longe das apostilas e da pressão por resultados, o projeto promove o fortalecimento das habilidades socioemocionais e a integração dos participantes à sociedade de maneira aprofundada.

Em encontros semanais, os jovens têm a oportunidade de deixar qualquer zona de isolamento, esquecer da virtualidade e simplesmente conversar. Nesses encontros, em que vez ou outra também estão envolvidos jogos e dinâmicas, os adolescentes se desenvolvem juntos de maneira livre e espontânea.

Em seus longos anos como psicoterapeuta, o criador do Arvorar Jovem, o psicólogo e educador Eduardo Santos, identificou que um dos maiores problemas enfrentados pelos adolescentes é o isolamento. Presos em suas casas pelo medo iminente da violência e a insegurança das grandes cidades ou pela pura falta de estímulo para encontros com outros jovens da mesma idade fora do ambiente escolar, os jovens não encontram outra alternativa senão a virtualidade. Daí a importância da socialização no projeto.

“O ser humano é um ser sociável. A gente se reconhece e se fortalece na relação com o outro. A falta da convivência fragiliza, tanto no nível mais pessoal, afetando a autoestima e abrindo espaço para a depressão, como no nível de relação interpessoal, que impede que se crie um ambiente em que seja possível exercitar suas habilidades e se desenvolver”, explica o psicólogo.

 

Convivência, reflexão e ação

Na prática, a mecânica do projeto se baseia em três elementos: a convivência, a reflexão e a ação. Cada um dos elementos, por sua vez, trata uma dimensão desse desenvolvimento: a dimensão do “eu” e do “nós”, a dimensão do mundo e a dimensão do “eu no mundo”, como explicamos a seguir:

– Convivência: dimensão do “eu” e do “nós”

No ambiente criado pela socialização, na oportunidade de encontro que o projeto oferece, são tratados os aspectos da dimensão do “eu” e do “nós”. “Quando falo do ‘eu’, falo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, entendimento da natureza humana, dimensão física, emocional e espiritual e discutimos como cada dimensão da nossa vida se integra. No ‘nós’, falamos de comunicação não violenta, de entender o outro e de aspectos sociais”, conta Santos.

– Reflexão: dimensão do mundo

Juntos, os jovens trocam experiências, conhecem outras realidades, trabalham em equipe e permitem se abrir para novas opiniões ou mesmo dar as suas próprias opiniões. Entra em ação, então, o aprendizado orgânico da segunda dimensão: o mundo.

“A dimensão do mundo tenta aproximar os jovens e ampliar a atenção dele para o mundo em que ele vive. Falamos da contemporaneidade, desafios que enfrentamos diariamente na sociedade, o individualismo, consumismo, problemas sociais, suicídio e temas ligados ao mundo deles, que eles mesmo trazem para a pauta”, diz o psicólogo

– Ação: dimensão do eu no mundo

Por fim, a dimensão do “eu no mundo” liga a reflexão com a ação prática. Nessa etapa, os jovens colocam a mão na massa e participam de projetos sociais cujos temas eles mesmos identificam e criam soluções, contribuindo de acordo com suas habilidades.

“Eles ajudam a resolver ou contribuem para o alívio do problema. Depois de realizar a ação, avaliam. Isso abre espaço para que cada um possa se expressar e desenvolver sua própria história”, finaliza Santos.

 

Resultados

Com turmas consolidadas desde 2016, o Projeto Arvorar Jovem conta com resultados concretos, como de jovens que ganham maior autonomia, superam a timidez e melhoram seu rendimento e comprometimento na escola. “Temos o caso da mãe de um adolescente autista, que nos agradeceu por ver seu filho se tornando protagonista em uma ação do colégio e até liderando o grupo. Foi uma vitória enorme, o jovem se tornando protagonista de sua própria historia”, conta Santos.

Outro aspecto positivo do projeto é criação do lazer coletivo, uma vez que eles mesmos se organizam em campeonatos de esportes, de games ou um simples passeio ao cinema e ao teatro.

O sucesso da gamificamação como estratégia de aprendizado

O advento dos chamados serious games tem garantido grandes resultados na alfabetização, ensino de matemática e inclusão com alunos de todas as idades e que apresentam diferentes necessidades; conheça mais sobre esse modelo de aprendizagem ativa e saiba como ela pode auxiliar seu colégio

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A máxima “aprender brincando” nunca fez tanto sentido como no cenário atual da educação. Em plena transformação, a sala de aula agregou não somente mais tecnologia, como também abriu espaço para diferentes dinâmicas de aprendizagem, entre elas, a gamificação, que se apoia em plataformas digitais para conquistar a atenção e engajamento do aluno.

Antes identificada por parte da população de outras gerações (nossos pais e avôs) como uma distração e uma atividade que poderia influenciar negativamente na formação, os games digitais agora fazem mais sentido do que nunca. Chamados de serious games, os jogos educativos estão revolucionando a absorção de conteúdo e não se restringem somente a matemática ou física, com eles, o aprendizado é multidisciplinar e pode ser aplicado em português, geografia, filosofia e qualquer outra matéria.

“O engajamento da gamificação cresceu no espaço empresarial, atrelado com o marketing de recompensa. A escola sempre trabalhou com gincana, que é um exercício gamificado, de mérito e estímulo. A partir do momento que começou a se falar sobre aprendizagens ativas e do professor como mobilizador, há maior demanda por refinar essas estratégias e buscar novos sentidos, portanto, a gamificação surge como ferramenta que ajuda a criar a motivação externa, ritmo de aula, a engajar o aluno por maior tempo possível naquele trabalho”, explica Érica Stamato, professora, psicopedagoga com MBA em Gestão Escolar pela USP e formadora de professores com 20 anos de experiência.

 

Embarcando no conceito de flow

Sabe quando a mãe insiste para o filho sair da frente da tevê e parar de jogar vídeo-game para poder comer, dormir e até brincar com outras atividades? É baseado justamente nesse poder de atrair a atenção e manter a concentração do jogador que a gamificação ganha espaço.

Essa absoluta imersão te mantém mais tempo envolvido com uma atividade prazerosa e torna o aprendizado de qualquer tipo de atividade mais orgânico e eficaz. Chamado de flow, esse estado emocional é defendido por Mihály Csíkszentmihályi, psicólogo húngaro e autor de importantes estudos da psicologia positiva.

Atividades físicas, culinária, jardinagem, meditação… são várias as maneiras de se atingir o estado de flow. No caso dos serious games utilizados na gamificação, há o aprendizado por trás do entretenimento, afinal, são jogos com propósitos educacionais.

 

A gamificação e suas inúmeras possibilidades

Existem diversas tecnologias, plataformas e formatos disponíveis no mercado e que auxiliam os colégios na inclusão da gamificação como metodologia educacional complementar. Tem gamificação por aula, por projeto, por semestre e com ação pontual ou para longo prazo. Aliás, o uso de serious games se enquadra como projeto de desenvolvimento de habilidades proposto pela BNCC, assim como outras metodologias ativas que já tratamos aqui no Blog, aqui e aqui.

No colégio Anglo Vinhedo, por exemplo, os alunos do Ensino Médio tiveram um itinerário formativo de design de games na matéria de geografia, cujo objetivo era entender a história dos jogos e passar pelo processo de produção de um game, desde a construção de um roteiro, criação de personagens até os conceitos de animação, design de som e efeitos sonoros.

“As aulas teóricas e práticas estimularam a criatividade, o pensamento lógico, a prática da língua inglesa, o letramento digital e uma absorção lúdica do conhecimento, utilizando os conceitos do ensino híbrido”, conta Idelli Nichele, coordenadora do Ensino Médio.

Nascida de pesquisa científica, a Educacross é uma plataforma criada pela Cross Reality e que oferece mais de dois mil jogos educacionais. Com ela, cada aluno recebe uma senha para acessar um conteúdo personalizado, definido pelo professor tendo como base as mais diferentes modalidades de games e objetivos. “Quando o aluno entra no espaço digital, ele vai ter as missões e roteiros, conforme passar de fase, ele terá acesso a ilhas em que ele encontra mais jogos e novidades”, enfatiza Érica Stamato, que está à frente do projeto.

 

Acompanhamento e mapeamento das habilidades

Conforme o aluno avança para novas fases e ganha crédito para transformar seu avatar e obter mais vantagens dentro dos jogos, ele aprende a ler e escrever ou a fazer contas, tudo isso, sem se dar conta. Quem percebe essa evolução na prática é o professor ou o coordenador, que acompanham a cada passo do aluno no game.

“O coordenador e o gestor conseguem ter, com a plataforma, uma visão macro ou micro da experiência do aluno. Dentro do jogo, nós temos seis tipos de análise, que recomendam automaticamente os jogos para cada aluno e ajudam a mapear análises. A plataforma é um guarda-chuva, um metajogo que vai enredar tudo o que a criança deve fazer e promover uma aprendizagem baseada em problema”, explica Érica.

 

Ressignificando o aprendizado

Entre os benefícios propostos pela gamificação, um dos mais interessantes é a ressiginificação do aprendizado. Nesse sentido, os serious games se configuram como uma poderosa ferramenta para o trabalho específico com alunos que apresentam dificuldade no aprendizado tradicional.

Se em aulas expositivas tradicionais é comum ter alunos com pensamentos vagos e pouco estimulados, os games chegam promovendo desafio, como é o caso de um aluno citado pela Educacross que, com 9 anos de idade, ainda não sabia ler ou escrever e se sentia desacreditado em sala de aula. Por não conseguir absorver o conteúdo, acaba se comportando com rebeldia.

“O aluno ficou quatro meses na plataforma. No começo, era bastante desobediente, mas quando começou a jogar e descobriu seu avatar, passou a ir bem. Traçava estratégias, queria compartilhar com as outras crianças. Como resultado, o estudante passou a ler, escrever e até fazer conta com fração”, conta Érica emocionada.

Professora, Érica sentiu na pele esse problema, ao descobrir que a filha sofria de dislexia. Agora, com a plataforma, ela levanta a bandeira do ensino com estímulo para casos como o da filha, de crianças com hiperatividade e até superdotados. “O aluno que citei como exemplo foi transferido para um ambiente novo, longe do lápis, do papel e de um cenário em que ele era tido como fracassado. A gamifcação ressignificou a escola para ele”, ressalta a professora.

 

Futuro

Os inúmeros benefícios para os alunos que têm contato com a gamificação também se refletem para o colégio, que passa a ter alunos mais felizes, envolvidos e que amam e cuidam da escola. Apesar da resistência de mudança e evolução de muitas escolas, a gamificação veio para ficar e pode ser uma poderosa arma em prol do bem-estar coletivo.

“As crianças são nativos digitais, uma geração em que o engajamento é muito mais necessário do que foi quando eu estudei. Com a inteligência artificial, a gamificação tende a ficar cada vez mais necessária e refinada. Ainda haverá um crescimento muito grande do tema e as escolas terão que acompanhar essa evolução”, finaliza Érica.

O que seu colégio deve saber para criar o planejamento de marketing 2019

Muito além de termos da moda e de campanhas publicitárias gigantescas, o plano de marketing que fará a diferença para sua escola em 2019 é baseado no bom uso de dados e na gestão voltada para detalhes

Marketing Escolar planejamento 2019

O ano está chegando ao fim e a rotina do gestor escolar se intensifica: é hora de toda a equipe se concentrar nos planejamentos de classes e turmas, calendário pedagógico, orçamento e, claro, no plano de marketing.

Importante ferramenta de gestão, o planejamento de marketing traça diretrizes que auxiliam o colégio a enfrentar qualquer crise garantindo a sustentabilidade e lucratividade do negócio.

Mas criar um plano de marketing real e executável nem sempre é uma tarefa fácil. São inúmeras frentes a serem pensadas e que ainda se multiplicam aos mais diversos canais de distribuição disponíveis. Sem contar a grande oferta de novas ferramentas, tecnologias e termos oferecidos pelo mercado.

Para organizar as ideias, o Blog do IsCool App destaca pontos essenciais a serem considerados em seu plano de marketing 2019. Quem nos ajuda é Maurício Berbel, autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003), primeira publicação sobre o assunto no Brasil. Confira:

Afinal, o que caracteriza um bom plano de marketing escolar?

Basicamente, um bom plano de marketing é aquele que poderá ser executável e mensurado. Antes de pensar em ideias inovadoras, é preciso ter certeza de que poderá colocá-las em prática.

“Um bom plano de marketing parte de uma visão realista do ambiente, do momento competitivo, das expectativas das famílias e da capacidade da escola em atender, inovar, crescer e ser lucrativa. Não é uma leitura simples e nem mesmo um processo linear de ‘preencher uma série de formulários’. Trata-se de compreensão do contexto, das relações, das possibilidades”, resume Maurício Berbel, que também é sócio-fundador da Alabama Consultoria Educacional.

 

Comece reunindo os dados essenciais

Para iniciar o processo de planejamento, é preciso ter em mãos pesquisas de satisfação, grupos focais, perfil das famílias e, claro, conhecimento sobre os principais concorrentes. Itens que, ao longo do ano, seu colégio já providenciou.

Com mais de 20 anos de atuação como consultor em colégios de todo o Brasil, Berbel recomenda, também, medir o desempenho da gestão de maneira objetiva. “Assim, calculamos indicadores de fidelização e captação de alunos, medimos a eficiência da operação e estabelecemos metas realistas para cada métrica”, diz ele.

 

Qual deve ser a estrutura do meu plano de marketing?

Todas as informações recolhidas facilitam o levantamento de alternativas e ações práticas. Ao final, o colégio consegue formalizar um plano de marketing escolar real, caracterizado por ser um documento simples, prático e que resume a leitura de contexto na seguinte linha de raciocínio:

  • Diretrizes estratégicas;
  • Ações de promoção;
  • Aprimoramento nos serviços;
  • Pontos de controle.

 

As particularidades do marketing escolar

Funil de vendas, lead, jornada do cliente, call to action, longtail, palavras-chave… em meio a tantos novos termos, os tradicionais 4P’s do marketing acabaram sendo sufocados. Mas será que todas as tendências desse mercado em ebulição são aplicáveis ao marketing escolar? Como filtrar o que deve ser considerado para a sua realidade e o seu plano de marketing?

Falar em começar pelo básico pode parecer clichê e simplista, mas querer se apropriar das tantas ofertas de soluções, canais de comunicação, fornecedores e parceiros pode desviar o foco e tornar a gestão ainda mais difícil.

Termos da moda como os citados acima, por exemplo, fazem total sentido para o marketing digital e, principalmente, o segmento dos varejistas e e-commerces, que encaram um comportamento de compra e uma relação empresa-cliente muito diferente da realidade escolar.

A escola encontra seus clientes todos os dias do ano”, ressalta Berbel que, sobre as particularidades do marketing escolar, emenda: “Defendo o conceito de ‘coerência estratégica’. Quando o gestor estabelece uma estratégia com clareza e bem fundamentada ele é capaz de comunicá-la à equipe e isso ajuda muito na definição e implementação de ações e projetos”.

 

Marketing digital, não se esqueça dele

Mais barato, prático e seguro, o marketing digital já figura entre o chamado “básico” que citamos acima. Já falamos nessa matéria sobre como o colégio pode se apoderar de estratégias on-line para campanhas de matrícula e rematrícula.

Para 2019, a dica é intensificar ações digitais dentro dos canais que o colégio já possui e que são de baixo investimento, como as mídias sociais e os aplicativos de comunicação. Com uma equipe treinada, essas novas tarefas passam a ser orgânicas, tornando a comunicação um ponto forte da sua escola e fortalecendo a ideia de ter o receptor ao seu lado.

Sai na frente o colégio que insere em seu planejamento de marketing ações voltadas a manter um ritmo de produção de conteúdo, representando o cotidiano da escola e pelas mãos dos próprios colaboradores, sem contar, necessariamente, com uma equipe inteira de marketing, jornalistas, designers e fotógrafos.

 

INVISTA NESSES TRÊS ITENS

Economia em cheque, mudanças na legislação educacional, diminuição no poder aquisitivo e famílias com menos filhos são alguns dos motivos que revelam uma crise real para o setor de educação privado do Brasil. Apesar de as escolas viverem diferentes realidades e lidarem, cada uma de seu modo, com suas várias concorrências, não há uma receita de bolo.

Segundo Berbel, e mantendo a analogia, o importante é combinar ingredientes e variar nos temperos. “Mais que procurar por uma solução aqui ou ali, o gestor precisa desenvolver sua capacidade de interpretar seus desafios e combinar seus recursos para ser mais competitivo, entregando o básico com eficiência e criando seus diferenciais”, reforça.

E se a intenção é criar movimentação, garantir um marketing eficaz e livrar-se de qualquer crise, listamos algumas das apostas que podem fazer a diferença para seu colégio em 2019:

 

Gestão baseada em dados

Como uma onda de inovação, as edtechs têm se multiplicado e investido no lançamento de ferramentas voltadas para a obtenção de dados. Os gestores já sabem que um olhar mais analítico, baseado em métricas e algoritmos faz toda a diferença (como citamos nessa matéria), por isso, a grande aposta é em ferramentas que tragam números para análises consistentes.

Novas tecnologias de ensino

Também um assunto recorrente aqui no Blog do IsCool App, as novas tecnologias educacionais atingem um patamar alto no nível de prioridades do colégio em 2019. Metodologias ativas e inovação na maneira de ensinar serão o diferencial para quem busca driblar qualquer turbulência.

Integração e praticidade

Com tantas tecnologias à disposição, é importante que o colégio busque soluções para integrar as ferramentas e facilitar o dia a dia dos colaboradores, alunos e pais. Integrar o aplicativo de comunicação escolar ao sistema de gestão, por exemplo, não só confere praticidade como segurança à informação. Assim como oferecer a rematrícula por meio de assinatura digital imprime facilidade e uma imagem de inovação por parte da escola.