Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

A entrega dos novos projetos curriculares nas secretarias regionais deve ser feita até o início de 2020, mas ainda há muito a ser feito, principalmente quando o assunto é a nova Base do Ensino Médio e as mudanças que ela implica

Nosso Especial sobre a Base Nacional Comum Curricular continua, mas, nesta terceira matéria, abordamos um dos itens mais polêmicos do projeto de maneira geral: a etapa do Ensino Médio.

Nos textos anteriores, trouxemos um panorama geral sobre o assunto e suas diretrizes e discutimos o que exatamente mudou para o ensino particular.

Agora, buscamos entender a polêmica acerca da última etapa da Base, que culminou em muitos questionamentos por parte de toda classe escolar e chegou a provocar demissões no alto escalão do MEC.

Aprovada oficialmente em 4 dezembro de 2018 pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), esta etapa da BNCC mantém o prazo de vigência para o início do ano letivo de 2020, tornando 2019 um ano ainda mais decisivo (e mais curto!) para as adaptações.

BNCC do EM na teoria

Entender e traduzir as mudanças que o documento prevê para a realidade da educação brasileira no Ensino Médio é um grande desafio. A intenção é a melhor: elevar a qualidade do ensino no país de modo a atender os anseios da juventude, preparando-a para desenvolver suas habilidades e melhor atender ao disputado mercado de trabalho futuro. Mas, na prática, as mudanças requerem atenção.

Um dos principais focos de mudança é a carga horária, que passa de 2400 horas para 3000 horas no ensino diurno e oferece ao estudante do Ensino Médio noturno a possibilidade de estender o curso por mais de três anos, desde que o mínimo de horas-aulas seja 2400 até 2021, chegando a 3000 a partir de 2022.

A interdisciplinaridade e a flexibilidade são outros destaques. Aqui, o objetivo principal é garantir a autonomia do estudante. De acordo com a sua realidade local, cada escola, pública ou privada, elabora seu currículo, desde que se comprometa em possibilitar escolhas ao aluno. Assim, o estudante determina as matérias que mais lhe interessarem para se aprofundar, tudo isso, já de olho na formação técnica e profissional que vai ao encontro das demandas do mercado de trabalho.

As 10 competências gerais da BNCC valem também para o Ensino Médio. Esta nova etapa da Base, porém, vem organizada por áreas disciplinares, que interagem entre si para tornar o currículo mais adequado à realidade.

A divisão entre as áreas de conhecimento fica assim:

  • Linguagens e suas Tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa);
  • Matemática;
  • Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química);
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia).

BNCC do EM na prática

Levando em consideração um panorama rápido sobre as estruturas escolares Brasil afora hoje, a dúvida que fica é: será possível oferecer ao aluno do ensino médio, na prática, toda essa liberdade de escolha que a BNCC propõe?

“A dificuldade em implantar a BNCC no Ensino Médio, dentro das áreas de conhecimento propostas, está no fato de a escola precisar operar mudanças estruturais e promover uma reorganização curricular. Não é tão simples, por exemplo, que uma escola com três turmas de Ensino Médio consiga se organizar para propor aos alunos frentes tão fragmentadas”, exemplifica Maria Helena Galucci, profissional com mais de 40 anos de atuação na gestão escolar e consultora da Humus Educacional.

A verdade é que já não há mais o que discutir, a fase de estudos da BNCC do Ensino Médio já passou e contou com a opinião de muitos profissionais gabaritados. Aliás, as mudanças acontecem, a exemplo da primeira etapa da BNCC, baseadas em cases de sucesso de países que já trabalham nesse modelo e vêm obtendo sucesso nos resultados, como Estados Unidos, França e Chile.

Para Maria Helena, por mais que pareça algo difícil neste momento, a proposta é válida e totalmente possível. “Não tem outra saída. O que precisamos fazer é encontrar um bom caminho na organização dessas escolas. A gestão precisa entender o custo-benefício dessas mudanças e disponibilizar pessoas com vontade e preparo. Tem que haver uma reestruturação total, desde o administrativo até o pedagógico”, explica ela que, com base em suas viagens visitando escolas em países-modelo, constata que a BNCC do Ensino Médio é o primeiro grande passo rumo a um sistema educacional mais eficaz.

Ensino Médio particular

Na matéria passada, vimos que o ensino particular já tem se adequado à proposta da BNCC há anos com um trabalho voltado para as competência e habilidades além do patamar cognitivo. Mas mesmo para essa parcela da gestão educacional do país, a etapa do Ensino Médio remete a questionamentos.

“Nós também viemos acompanhando a etapa da BNCC do Ensino Médio, quando ela foi oficializada nós já sabíamos do quadrante de alteração. Há alguma criticas, é natural, então ainda vamos aguardar a fase de regulamentação regional para irmos adiante. O fato é que a as novas propostas terão que dialogar com os processos seletivos já existentes no Brasil, como o ENEM e os vestibulares”, alerta Profº Marco Antônio Almeida Del’Isola, gestor pedagógico do colégio Mackenzie de Brasília.

A dúvida que fica é: Preparados em suas habilidades manuais e socioemocionais para o mercado de trabalho, esses jovens serão capazes de enfrentar os desafios dos vestibulares? Os tradicionais processos também deverão mudar?

Reavaliando e revalidando

Com tantas mudanças à vista, o que podemos atestar é que 2019 será um ano de muito trabalho para os colégios. “O entendimento sobre a BNCC ainda não chegou a sua totalidade, as escolas estão trabalhando nisso e há grande interesse por parte delas, mas é preciso continuar investindo nessa formação para que as mudanças sejam efetivas”, ressalta Maria Helena.

Ainda para a especialista, que hoje presta consultoria sobre o tema BNCC nas escolas, outro segredo além do investimento na formação dos professores é a reavaliação do currículo e das atividades na prática. Se em 2018 os colégios puderam criar seus planos, 2019 chega para que essas ações sejam colocadas em prática e avaliadas. Até 2020, quando a escola entrega seu plano para a secretaria regional de educação, todas as ideias estarão validadas e prontas para dar bons frutos.

Mais

Na próxima matéria deste especial você confere um verdadeiro dossiê sobre a tecnologia e a ética, um capítulo à parte na BNCC. Não perca!

Especial BNCC: O que mudou para o ensino privado?

Mesmo já trabalhando com as diretrizes da BNCC em seus currículos, instituições, redes e sistemas de ensino particular também vivem rotina de adequação; mudanças acontecem, principalmente, no quesito educação socioemocional e envolve a formação de professores

Se fizermos uma análise rápida do atual cenário da educação pública no Brasil, fica fácil de entender que a Base Nacional Comum Curricular chega com a importante missão de equalizar a aprendizagem e acelerar as transformações em salas de aula a uma nova realidade. Realidade esta já vivida pelo segmento de ensino particular há anos, em seus currículos com propostas de educação integral e modernas estruturas.

Entretanto, mesmo promovendo essas transformações na prática, as escolas, redes e os sistemas de ensino privado também vivem o período de adequação, afinal, a BNCC chegou para todos e com prazos a serem cumpridos.

Mas o que, de fato, muda na rotina dessas instituições? Como foi, para os gestores das escolas privadas, receber a BNCC? Entre as competências propostas, qual a de maior impacto?

Na segunda matéria do Especial BNCC do Blog do IsCool App, falamos do impacto da proposta no ensino particular tendo como base a opinião de profissionais com vasta experiência no segmento. De olho no prazo limite para a vigência da Base, vamos entender o que ainda deverá ser feito ao longo do ano no tocante ao assunto.

Clique aqui e leia a primeira matéria do especial que traz detalhes sobre a BNCC

Os alunos mudaram e a educação também

Com mais oportunidades, recursos e informação ao alcance, a rede de ensino particular, em geral, se posiciona na vanguarda, sempre atenta às transformações da sociedade. Recepcionando alunos nascidos na era tecnológica e em novas configurações familiares, há anos essas instituições seguem o movimento de adequação dos currículos e transformações físicas da tradicional sala de aula, recebendo com muita naturalidade as premissas da BNCC.

“O nicho das escolas particulares já vinha sentindo a necessidade de mudança de paradigma e buscava entender a necessidade do momento. Nós estamos na educação 4.0. Já passamos pela 3.0, que foi a introdução da tecnologia e interatividade que a BNCC propõe. Aliás, essa foi uma demanda das próprias escolas, da necessidade de atender os alunos de hoje inseridos no mundo digital”, conta Maria Helena Galucci, profissional com mais de 40 anos de atuação na gestão de uma rede de escolas particulares e consultora da Humus Educacional.

Com 85 anos de atuação, o Colégio Cristo Rei, mantido pelas Irmãs Agostinianas Missionárias em São Paulo,é um exemplo de que tradição e contemporaneidade devem andar lado a lado. Participando ativamente das discussões em torno da BNCC, com presença em audiências públicas e palestras sobre a elaboração do documento, a instituição conta que a escola recebeu com tranqüilidade as mudanças.

“O colégio vem acompanhando as discussões sobre currículo ao longo dos seus 85 anos. Em nossa proposta pedagógica, já trabalhamos com as 10 competências gerais da BNCC. Na prática, realizamos algumas pequenas alterações na grade curricular, dando ênfase nas formações para professores para trabalhar com atenção, principalmente, às competências sócioemocionais”, afirma Rosangela Jacob, doutora em educação e diretora do colégio Cristo Rei.

Esforços se concentram na preparação dos professores

Sem dúvidas, a formação e atualização dos professores envolvendo os temas da BNCC se tornaram o foco dos planejamentos dos colégios particulares. Afinal, é este profissional que vai colocar em prática o currículo e conduzir as mudanças. Ações nesse sentido se iniciaram em 2018, mas estão se intensificando em 2019.

“Vivemos uma realidade pedagógica eloquente e, por isso, nos tornamos uma cultura de organização aprendente. Para fazer intervenções mais efetivas no aprendizado do aluno, temos que aprender muito”, reforça o Profº Marco Antônio Almeida Del’Isola, gestor pedagógico do Mackenzie de Brasília, membro do conselho de educação do Distrito Federal e parte da comissão de legislação e normas do mesmo conselho.

Ainda para ele, mesmo que as aprendizagens requeridas pela BNCC estejam aquém do nível de aprendizado já consolidado pela sua equipe, o tema se tornou pauta dos treinamentos. “Temos formação de todos os professores e orientadores, sem exceção. Todos nós participamos desse movimento no sentido de aprender e refletir acerca da nossa ação, para que nosso processo se torne mais eficaz. Desde o final de 2017, já aprendemos mapas conceituais, aprendizagem significativa e tivemos estudos das metodologias ativas”, complementa Del’Isola.

No Colégio Cristo Rei, a proposta de formação dos professores tem foco na BNCC também desde que a Base foi aprovada. “Os professores dos diversos segmentos e disciplinas organizaram-se em grupos de estudos. Os pontos das discussões foram apresentadas e problematizadas com a escola como um todo, com mediação da coordenação pedagógica”, explica Rosangela.

Professores fora da zona de conforto

Na visão da consultora Maria Helena Galucci, a intensificação na preparação dos educadores veio ao encontro de uma outra necessidade, a do engajamento dos professores: “Na prática, de inicio, houve uma resistência por parte dos professores, principalmente os que já atuam há mais tempo. Considerando a condição e o gabarito profissional, vemos uma queda muito acentuada na formação de professores. A BNCC veio, então, para tirar as pessoas da zona de conforto, porque ela é uma realidade legal, quem não se apropriar vai estar fora”, afirma.

Enquanto os professores se apropriam da nova base e das novas diretrizes, a escola mais atenta já colhe grandes resultados práticos. Neste novo cenário, os professores passam a ser facilitadores do aprendizado e os alunos se tornam protagonistas do próprio conhecimento, construindo a sociedade do futuro.

Habilidades socioemocionais têm maior destaque

É de consenso que a BNCC não infringe a autonomia das instituições privadas, isso também porque a Base deixa claro que as transformações devem ser feitas de acordo com a realidade de cada escola. O que se vê é que os conselhos regionais de ensino e os próprios colégios determinam as competências prioritárias a serem trabalhadas.

Entretanto, de todas as diretrizes apresentadas pela BNCC, as que envolvem as habilidades socioemocionais são a de maior destaque e também as que estão requerendo maior atenção por parte das instituições privadas, mesmo que temas como coletividade e ética já sejam trabalhados em sala.

“Destacamos a importância sobre a concepção de educação a partir das interações do eu com o mundo. A atenção à diversidade de saberes e vivências culturais. A empatia e o diálogo como formas de ser e estar no mundo”, explica Rosangela sobre as principais competênciasselecionadas pela equipe do Colégio Cristo Rei de acordo com a proposta educacional da instituição.

“Quando a BNCC aponta caminhos socioemocionais, ela está legitimando coisas que já procurávamos fazer, como saber ouvir, ter empatia, se colocar no lugar do outro, trabalhar em grupo. Tem a ver com nosso dia a dia. Mas a educação socioemocional é, sem dúvidas, a competência de maior destaque pela importância da formação de caráter da pessoa”, emenda Marco Antônio sobre a proposta de absorção da BNCC por parte do Mackenzie Brasília.

Na próxima matéria do Especial BNCC aqui no Blog do IsCool App, especialistas destacam temas ainda delicados, como a BNCC no Ensino Médio e a ética. Não perca!

Especial BNCC: Afinal, o que é a Base Nacional Comum Curricular?

Nesta primeira matéria da série, o Blog do IsCool App sintetiza aspectos gerais do documento que torna obrigatória a revisão dos currículos ainda em 2019 e busca explicações para entender porque ela é um divisor de águas na educação brasileira

Há dois anos, o assunto que não sai da cabeça dos gestores educacionais e professores é a sigla BNCC. Desde que foi homologada, em dezembro de 2017, a Base Nacional Comum Curricular vem sendo tema central de palestras, treinamentos, livros e até eventos inteiros e tem transformado a rotina de colégios públicos e particulares Brasil afora. A um ano de ter o seu prazo de adaptação expirado, a nova base curricular ganha ainda mais importância e um maior sentido de urgência, por isso, também se tornou o tema da nossa primeira série especial em 2019 aqui no Blog.

Relembre o especial de tendências na educação, com assuntos como arquitetura escolar, gestão participativa e educação socioemocional

Em quatro matérias recheadas com conteúdo de entrevista de diversos profissionais da área e órgãos federais, vamos traçar um panorama de como tem sido a adaptação à BNCC por parte dos colégios e o que ainda deve ser buscado por eles ao longo de 2019, além de destacar as principais mudanças e diretrizes propostas pelo documento. E para começar, nada melhor que sintetizar a BNCC, sua importância, seus prazos e suas competências.

Onde tudo começou

Para entender a BNCC é preciso saber mais sobre a origem dessa necessidade de parametrização do ensino. “A elaboração de um documento contendo as aprendizagens essenciais e comuns a todos os estudantes brasileiros já estava prevista na Constituição de 1988, LDB de 1996 e mais recentemente na lei do PNE de 2014. Portanto, é uma determinação legal que só agora o Brasil tem aprovada. Os países com os melhores resultados educacionais do mundo possuem documentos como a BNCC, quer na forma de currículo ou documentos de referência”, afirma Eduardo Deschamps, presidente da Comissão da BNCC e do Ensino Médio.

Apesar de homologada em 2017, a BNCC foi criada ao longo de quatro anos pelas mãos de diversos órgãos e profissionais ligados à educação. Neste período de discussão e elaboração, inclusive, foram analisados documentos nos mesmos padrões da BNCC utilizados por países que são referência quando o assunto é educação, como a Finlândia e o Canadá, por exemplo.

Mas o que a BNCC tem de diferente da LDB e do PNL?

Tanto a LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação nacional) quanto o PNL (Plano Nacional de Educação) ganharam reforço com a chegada da BNCC, que, de certa, forma, operacionaliza as diretrizes e esmiúça os conteúdos para que as metas do PNL e as regras da LBD sejam atingidas.

Podemos dizer que, na escala de importância, temos a LDB, que especifica o aprendizado e o saber de cada idade escolar, seguida do PNL que, com objetivos mais gerais, enfatiza a dinâmica da evolução do aprendizado e, por fim, chegamos à BNCC, que explica, desde a educação infantil, aquilo que se espera que os alunos aprendam, apresentando a mecânica para atingir os objetivos previstos anteriormente.

Mas afinal, o que a BNCC acrescenta ao currículo já existente?

Na BNCC todo currículo pedagógico deve ser revisto com a inserção de competências e habilidades que trabalhem o aprendizado de maneira integral. “A inclusão das competências do século XXI ou competências sociemocionais e a antecipação do processo de alfabetização talvez sejam as maiores novidades”, explica Deschamps, representando também o CNE (Conselho Nacional de Educação).

Segundo o MEC, em declarações à equipe de reportagem do Blog do IsCool App, a partir da BNCC, as redes, sistemas e instituições de ensino podem sofrer profundas transformações. “Como consequência, a BNCC introduz mudanças importantes nos currículos, que devem impactar na formação dos professores, nos projetos pedagógicos das escolas, nos materiais didáticos, nas avaliações e demais ações e políticas educacionais”.

As 10 competências da BNCC

Olhando pela perspectiva das transformações educacionais e a enxurrada de metodologias de aprendizagem ativa (como já falamos em matérias como gamificação, aprendizagem por projetos e cultura maker) e novos padrões de ensino que vivemos nos últimos anos, entendemos o quão importante é a BNCC e como ela é muito mais que um simples documento de caráter normativo. Ela pode ser considerada um divisor de águas, uma vez que desperta em toda classe um sentimento de formação humana integral e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

E o que torna a BNCC assim tão especial é, sem dúvidas, o conjunto de competências em que está fortemente baseada. O que vemos de diferencial nessa proposta, ao longo de toda a educação básica, é a inserção de atitudes e valores, competências socioemocionais (assunto que já abordamos nesta matéria), em igual destaque às habilidades cognitivas – que nunca deixarão de ter sua importância.

Para entender a importância dessas competências gerais da BNCC, vamos conhecê-las de acordo com o tema e o objetivo:

1) Conhecimento

Propõe: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.

A fim de: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2) Curiosidade intelectual

Propõe: Recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade.

A fim de: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3) Empoderamento cultural

Propõe: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais.

A fim de: Fruir e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4) Comunicação em todas as formas

Propõe: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica.

A fim de: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5) Empoderamento digital

Propõe: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares).

A fim de: Comunicar-se, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6) Preparação para a vida

Propõe: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências.

A fim de: Entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7) Senso crítico e ética

Propõe: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.

A fim de: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8) Autoconhecimento

Propõe: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional.

A fim de: Compreender-se na diversidade humana e reconhecer suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9) Empatia e proatividade

Propõe: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.

A fim de: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10) Cidadania

Propõe: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação.

A fim de: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Prazos

A inclusão dessas competências em formato de projetos práticos já se iniciou há alguns anos no ensino privado, como veremos nas próximas matérias deste especial, entretanto, a corrida rumo à contextualização final dessas diretrizes vem se intensificando desde 2018. Agora, em 2019, os colégios, professores, sistemas de ensino, redes e materiais didáticos têm o prazo final para adequação.

A partir do primeiro semestre de 2020, os conselhos municipais e estaduais de educação já deverão ter em mãos todo o currículo e os projetos dos colégios. Nesses documentos, os pontos propostos pela BNCC devem estar contemplados e, posteriormente, revalidados.

BNCC do Ensino Médio

Após uma repercussão repleta de polêmicas e até pedidos de demissões de alto escalão, a etapa do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular teve sua aprovação em 18 de dezembro de 2018. Entretanto, apesar da publicação tardia no Diário Oficial da União, o prazo para que as diretrizes entrem em vigor se mantém igual ao prazo da etapa do ensino fundamental: primeiro semestre de 2019.

Os colégios terão o ano de 2019 para adequar o conteúdo mínimo, a carga horária e a estrutura física – de acordo com suas realidades – para os estudantes do ensino médio. Com as mudanças, matemática e português terão carga horária obrigatória, mas outras matérias poderão ser distribuídas ao longo dos três anos desta etapa. Os alunos terão mais liberdade para escolher assuntos específicos de interesse próprio e para a futura carreira, sem contar que todas as matérias, assim como em sistemas de ensino com base em projetos, serão abordadas com foco no cotidiano dos jovens.

Resolução baseada, mais uma vez, no exemplo de outros países que deram certo. Solução para os jovens, certo transtorno para alguns colégios, que terão severas adaptações no âmbito de gestão administrativa e pedagógica, conforme abordaremos nas próximas matérias deste especial.

Um novo IsCool App em 2019

Em 2018 o IsCool App se consolidou como o aplicativo de comunicação mais completo do mercado e presente em várias das melhores escolas do país; para se manter na vanguarda, 2019 prevê novas funcionalidades, investimentos e expansão no quadro de colaboradores

Equipe IsCool App preparada para 2019

O ano de 2018 se despede marcado por diversas conquistas para o IsCool App. Em pleno crescimento, com pouco mais de dois anos de vida, o app de comunicação escolar obteve significativo aumento no número de colégios e usuários e lançou dezenas de funcionalidades, consolidando-se como o app escolar mais completo do mercado. Reforçando seu papel de vanguarda em soluções para a comunicação e gestão escolar, o app investe em funcionalidades inovadoras para 2019 e ainda ganha novos reforços na equipe.

Uma das novidades que já faz o IsCool App sair na frente logo no início de 2019 é a funcionalidade compromissos, que permite o agendamento de compromissos individuais em horários diferenciados sugeridos pela escola ou diretamente pelo professor. Demais lançamentos, ainda sob sigilo, prevêem tornar o app ainda mais dinâmico e adequado à rotina do colégio.
Ainda sobre os lançamentos e atualizações, vale lembrar que a utilização de metodologia ágil por parte da equipe de desenvolvimento viabiliza novidades, melhorias e correções a cada 15 dias, um sistema que se mantém e reforça o compromisso com a evolução do produto em 2019.

Integração e sucesso do cliente

O IsCool Sync e as integrações do aplicativo com softwares de gestão continuam em plena expansão e se destacam como funcionalidade obrigatória no novo ano que se inicia. Com novas parcerias e pesquisas de campo minuciosas, o app está preparado para se conectar com os principais ERP’s do mercado.

Outro benefício para o cliente IsCool App, o departamento de Sucesso do Cliente se fortalece com a ação de premiação para clientes com alta performance em adesão e engajamento. Em 2018 iniciou-se uma campanha com distribuição de brindes personalizados para os colégios com resultados de destaque que foi grande sucesso.

Assinatura digital de matrícula e rematrícula

O módulo matrícula foi um dos grandes diferenciais do app em 2018 e ganha ainda mais força em 2019. Com o sucesso na implantação do módulo em vários colégios e o significativo ganho de tempo e qualidade nas campanhas de matrícula e rematrícula, novos colégios e redes já demonstraram interesse em contar com a ferramenta na busca pela otimização de tarefas e, principalmente, segurança.

Investimentos

A expansão no departamento de desenvolvimento mantém seu projeto de expansão, com novas contratações de profissionais de nível sênior. O setor administrativo também ganha reforços no comercial devido a maiores demandas e expansão da atuação na extensão do território nacional e internacional.

Os investimentos do grupo continuam, ainda, para garantir os investimentos em marketing. Presente nos principais eventos de educação do país, o IsCool App mantém a parceria com congressos e entidades para se aproximar ainda mais dos clientes.

“O produto tem sido amplamente aceito pelo mercado e nosso time ganhou ainda mais experiência através das diversas interações com o nosso público, estivemos presentes em eventos, mas também temos o time comercial na rua, a nossa equipe de suporte e operações e o departamento do sucesso do cliente. Estamos focados em construir um produto que faça sentido para pais e escolas e isso tem sido percebido pelos colégios, já que tivemos uma migração considerável de outras plataformas para o IsCoolApp”, finaliza Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.