Guia da Educação 4.0: O que é e o que esperar dela

Termo em ascensão na comunidade escolar, a Educação 4.0 remete a uma nova era de aprendizagem baseada na inovação e no embasamento socioemocional, mas para se apropriar dela é preciso atitude e comprometimento por parte dos gestores

Nada melhor que introduzir um tema partindo de uma reflexão para embalar a leitura. Por isso, lançamos a seguinte pergunta: na sua opinião, a sociedade é um reflexo da educação que recebe ou seria a educação um reflexo do momento vivido pela sociedade?

Diferentemente da clássica pergunta “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?”, aqui a resposta não carrega muitas análises filosóficas. Basta relembrar alguns pontos-chave da história da formação da sociedade contemporânea para afirmar que, na verdade, é a educação que se transforma à medida que a sociedade exige, ou, como diriam os estudiosos da Educação 4.0, à medida que mudamos os paradigmas – o que tem acontecido de maneira muito mais rápida, diga-se de passagem.

Em eventos, palestras, artigos e matérias do segmento ou mesmo dentro das escolas mais antenadas, o termo “Educação 4.0” ganha cada vez mais evidência, expondo um novo divisor de águas na curva da evolução do sistema educacional. Mas, como tudo o que é novo, o tema ainda é pouco explorado e, se não estudado, pode ser associado equivocadamente a revolução industrial e ascensão das tecnologias, por exemplo.

Para nos ajudar a entender mais sobre este conceito e como ele se dá na prática, o Blog do IsCool App bateu um papo com o professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileu Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional. Dessa rica conversa nascem duas matérias em mais um pequeno especial, que você acompanha hoje e na próxima semana.

Afinal, do que se trata a Educação 4.0?

Educação 4.0 é um termo criado para ilustrar uma nova fase do sistema educacional, um novo tipo de aprendizagem exigido pela sociedade que contempla o desenvolvimento de valores, competências e habilidades do ser humano, em harmonia com ambiente ciberfísico e sem abrir mão do conhecimento teórico.

“O conhecimento teórico está dado, está nas redes, está na nuvem. Na verdade, o que estamos falando, é de propiciar o desenvolvimento humano. A Educação 4.0 é principalmente uma educação de base cognitiva”, explica Zeferino, pós-doutorado em Educação Digital e Física e também em Inovação na Educação em Engenharia, ambas formações pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Abraçando temas bastante debatidos na educação, como a BNCC e a formação das habilidades socioemocionais, a Educação 4.0 mostra que o olhar mais apurado para a formação do potencial humano é, na verdade, uma demanda urgente da sociedade. À medida em que o ser humano se tornou capaz de criar máquinas ultrainteligentes, acabou deixando de lado sua inteligência interpessoal e a Educação 4.0 mostra que só seremos capazes de viver o futuro se soubermos usar o melhor de nós mesmos, que é a inovação, a capacidade de gerenciar as emoções, de gerenciar projetos e de se relacionar com outras pessoas.

“O que se fala na educação é que, com essas mudanças na sociedade, há também uma mudança profunda, por exemplo, no trabalho, na empregabilidade e no perfil de formação das pessoas. Essa transformação vai exigir dos jovens, principalmente aqueles que ainda vão ingressar na sua vida adulta, uma série de novas competências, habilidades e valores que não são normalmente praticados ainda na escola ou de forma menos empática. Nossa escola ainda é muito conteudista. Nós temos um oceano de informações com menos de meio dedo de profundidade. Quer dizer, há toda uma questão muito mais ligada a múltiplas inteligências do que necessariamente só o conteúdo em si.”

Prof Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto

Os 4 pilares da Educação 4.0

O termo Educação 4.0 está diretamente ligado ao livro escrito e lançado recentemente pelo professor Zeferino, o Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência. Nele, o autor explica que essa formação cognitiva se dá por meio de 4 pilares de sustentação teórica, que são:

  • 1º pilar: O modelo sistêmico de educação
  • 2º pilar: A educação de base científica e tecnológica
  • 3º pilar: A engenharia e a gestão do conhecimento
  • 4º pilar: A ciberarquitetura

Embora a Educação 4.0 esteja inserida em um contexto sociocultural econômico mais amplo, ela é um termo muito longe de ser uma carona do contexto da indústria 4.0. Aliás, ela tem seu próprio protagonismo, que acontece – e tem que acontecer – dentro da sala de aula.

“Nós temos algumas instituições que, mesmo sem conhecimento da base teórica, já começaram a pensar numa Educação 4.0, mais participativa, inovadora no sentido da gestão, no sentido de que a inovação não pode ser colocada só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Só com um plano de inovação as escolas tornam a Educação 4.0 uma vivência prática”, explica Zeferino sobre como o termo é posto à prova no dia a dia de uma escola.

E por que na escola e no ambiente da sala de aula? Justamente porque é nesse espaço que acontece a transformação da cultura. Afinal, só um plano concreto de inovação pode unir gestores, alunos e pais na construção de novas e sustentáveis ações transformadoras.

A diferença entre tecnologia e mídias

Para começar a trabalhar a prática da Educação 4.0, um dos primeiros passos, segundo o professor Zeferino, é entender a diferença entre tecnologia e mídias. Quando falamos em evolução da educação, é equivocado dizer que as novas tecnologias invadiram as salas de aula quando, na verdade, queremos nos referir a objetos que estão transformando o dia a dia de professores e alunos – esses são chamados de mídias (exemplo, lousas digitais, computadores, celulares, tablets, etc.).

A tecnologia existe desde que mundo é mundo, ou seja, tecnologia é qualquer ideia que resolva algum problema e crie soluções. Na Educação 4.0 o que se vê é que não é a mídia que faz a diferença, mas sim as pessoas responsáveis por essas inovações.

Estamos diante de uma nova revolução muito mais potente, rápida, silenciosa, profunda e irreversível que é uma revolução onde a cognição alcança os dispositivos físicos. Nós já passamos a viver num mundo ciberfísico, que integra o bio, o físico e o digital ao mesmo tempo. Neste momento, a educação também já está passando por um efeito dessas transformações”, enfatiza Zeferino.

A origem do termo

Falar de Educação 4.0 é também revisar as outras fases da evolução educacional, ou seja, a Educação 1.0, 2.0 e 3.0. Para contextualizar melhor o termo e embasar o seu conhecimento sobre o assunto, confira as definições dessas outras revoluções educacionais pela explicação do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto:

Educação 1.0

É o surgimento e a disseminação do modelo de escolas, uma educação com tendência laica, inicialmente com uma forte base instalada na igreja, que, por sua vez, tem um papel fundamental na formação da sociedade. Essa escola é pautada, principalmente, na figura do professor, como aquele que professa publicamente suas doutrinas, e por comunicação oral, sem ajuda de mídias como a lousa, por exemplo.

Educação 2.0

Datada a partir do século 19, a Educação 2.0 traz os modelos teóricos de educação criados pela contribuição de pesquisadores como Lev Vygotsky, John Dewey, Alexei Leontiev e outros educadores, entre eles, Jean Piaget. Nessa fase, começa-se a olhar para a educação não especificamente com ares de pesquisa para a educação, mas com ares de pesquisa na psicologia,o que impacta a educação basicamente respondendo à questão de como as pessoas aprendem, de como se dá a produção do conhecimento humano. Menos empiricista, essa educação já traz a formação dos professores, inicialmente no magistério e seguida por especializações e licenciaturas.

Educação 3.0

A educação 3.0 acontece a partir da revolução digital, entre o final da década de 50 e início da década de 70, consolidando-se e intensificando-se a partir dos anos 90. É quando você começa-se a introduzir novas mídias na educação, como um quadro digital, um computador, um modelo de processo de ensino e aprendizagem ou um smartphone ligado à internet. Aqui, é possível que o aluno viva uma relação diferente com a informação. Além das mídias, outra categoria de análise é a metodologia utilizada, bem como as visões de ensino e aprendizagem e visões de currículo de educação.

E o Brasil?

O Brasil ainda permeia esses três modelos de educação que acabamos de citar. Faltam mídias e recursos em muitas áreas e até é possível enxergar resquícios da Educação 1.0 em alguns lugares mais distantes dos grandes centros – ainda que possa ser um processo de aprendizado mais interativa, com riquezas regionais únicas. De qualquer forma, sendo palco para o nascimento no termo Educação 4.0, o país está começando as lições de casa rumo ao futuro, como poderemos conferir na próxima matéria desse especial.

Interessado pelo tema?

Se assim como nós você é um apaixonado pela educação e por boas práticas de gestão escolar, acesse o site Educação 4.0 mantido pelo professor Zeferino e confira muito mais conteúdo sobre o tema. É a oportunidade de começar ou mesmo potencializar a transformação do seu colégio e dos seus alunos rumo a uma educação mais humanizada e de acordo com as premissas da sociedade.

Aprendizagem Cooperativa: o estímulo à inteligência coletiva

Conheça a Metodologia Ativa que garante o desenvolvimento de competências importantes previstas pela BNCC, como o trabalho em grupo, e saiba como os colégios conciliam esta prática a tantas outras já previstas no currículo

Contribuir… E assim, também ganhar. Ganhar conhecimento, aumentar o repertório colhendo opiniões diversas, aprender a conviver em sociedade, tornar-se um adulto e profissional com empatia e capaz de resolver conflitos. E qual o melhor lugar para se reforçar esses princípios se não as salas de aula, hoje abertas para as atividades socioemocionais e o desenvolvimento integral de crianças e jovens?

Totalmente alinhada à BNCC – Base Nacional Comum Curricular, a Aprendizagem Cooperativa ganha forças e se estabelece como uma das metodologias que mais contribui para o projeto curricular do colégio. Isso porque garante a vivência prática de diversas competências importantes para os alunos sem demandar grandes reestruturações do espaço, do corpo pedagógico ou da linha de ensino seguida pela instituição.

Baseada no trabalho em grupo, a Aprendizagem Cooperativa estimula que alunos se ajudem, discutam entre si e resolvam problemas em conjunto, dando voz ativa e protagonismo a cada um dos envolvidos a fim de absorver o conteúdo de maneira efetiva e com ganhos ainda maiores em aspectos socioemocionais.

Complementar para potencializar resultados

A Aprendizagem Cooperativa chega para somar-se às Metodologias Ativas essenciais da educação do século 21. Um colégio pode, por exemplo, aplicar tranquilamente os princípios do trabalho em conjunto junto a qualquer metodologia de ensino híbrido, como Aprendizagem Baseada em Projetos ou a Sala de Aula Invertida. Basta que o colégio se planeje para aplicar a atividade no momento certo, de forma que o grupo possa viver o conteúdo acadêmico de maneira maximizada em grupo.

Seja na aula de gameficação do ensino médio ou no projeto experimental desenvolvido pelos alunos do Ensino Fundamental, as técnicas da Aprendizagem Cooperativa Kagan estão presentes em cada etapa e de maneira interdisciplinar dentro do Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo. Implantada há cerca de três anos, a metodologia conquistou todo o corpo docente local, garantindo resultados positivos no desenvolvimento dos alunos.

“Já sentimos os benefícios da introdução dos métodos de aprendizagem em pares, em grupos e em outras estruturas de apoio e ajuda mútua entre nossos estudantes. O princípio fundamental é o compartilhamento nas salas e em outros ambientes de aprendizagem em que os alunos atuam colaborativamente”, conta Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do colégio do colégio da zona sul paulistana que conta com mais de 1500 alunos.

Ainda sobre os resultados positivos da iniciativa, Eliana complementa: “Ao combinar nossa participação com a de outras pessoas, criamos uma ‘inteligência coletiva’ que, na ação educativa, potencializa o processo de aprendizagem, gerando resultados mais eficien­tes para todos os alunos, seja individual ou personalizadamente”.

O professor é maestro

O segredo do sucesso com a Aprendizagem Cooperativa, não só no Colégio Guilherme Dumont, mas em todos os que se propuseram a aplicar a metodologia, está na capacitação do professor, que assume o papel de regente da turma, garantindo a participação de cada um dos alunos envolvidos.

“A sala de aula cooperativa constrói-se desde o primeiro dia de aula e depende em grande parte da capacidade do professor em criar o espaço e a disponibilidade para que todos se conheçam mutuamente e comecem a se interessar uns pelos outros. A aplicação da metodologia se faz presente quando o professor aplica as Estruturas de Aprendizagem em sua sala de aula”, explica Andressa Dozzi Tezza docente com experiência de mais de dez anos no ensino básico e atualmente formadora internacional certificada na metodologia de Aprendizagem Cooperativa Kagan e Ensino Baseado no Funcionamento do Cérebro.

Parte da equipe Future Kids – empresa que há mais de 20 anos prega a inovação e a transformação educacional no Brasil por meio da Aprendizagem Cooperativa – Andressa explica que os professores passam por formação específica de 5 módulos, totalizando 30 horas de curso dividido em 6 partes cada.

“É uma formação extremamente prática, em que os professores vivenciam exatamente o que os alunos vivenciarão a partir da aplicação das estruturas de aprendizagem em sala de aula. É também uma formação bem personalizada, pois, muitas vezes solicitamos ao coordenador pedagógico alguns temas que serão trabalhos dentro do conteúdo programático de cada professor para usar os exemplos durante a formação, deixando assim a formação de professores ainda mais personalizada”, diz ela, que também é uma das responsáveis pela aplicação da Aprendizagem Cooperativa Kagan no Colégio Guilherme Dumont Villares.

Aprendizagem Cooperativa Kagan

Criada em 1985 pelo psicólogo e professor Dr. Spencer Kagan a partir do lançamento de seu livro “Cooperative Learning Stuctures” pela Universidade de Berkley, na California, a aprendizagem cooperativa Kagan é a mais difundida no cenário educacional hoje. Estruturada, essa metodologia se caracteriza por conter 4 princípios básicos, chamados também de PIPA, que são: Participação Equivalente, Interdependência Positiva, Produção Individual e Alta Interação Simultânea.

Esses princípios diferenciam a metodologia Kagan de um simples trabalho em grupo ou outras Metodologias Ativas. “Nesta metodologia se distribuem as responsabilidades e, ao longo do tempo, todos têm oportunidade de experimentar diferentes papéis no grupo. Alguns benefícios de sua aplicação são a organização de grupos de trabalho eficazes, gerenciamento de sala de aula, identidade de grupo, identidade de sala de aula, entre outras”, exemplifica Andressa.

Um fato interessante sobre a metodologia Kagan é o próprio motivo que levou à sua criação. Enquanto professor de psicologia em Berkley, Dr. Kagan encontrava dificuldades em propor aos alunos atividades que demandassem trabalho em equipe. Essa falta de interação prejudicava os alunos que, quando saíam da faculdade, demoravam a encontrar um emprego devido à falha de desenvolvimento de suas habilidades sociais. Dr. Kagan, então, começou a estruturar um método em que os alunos pudessem compartilhar ideias uns com os outros. “As estruturas foram cuidadosamente planejadas para promover o desempenho, engajamento, habilidades de raciocínio e habilidades socioemocionais”, diz Andressa.

Os 12 principais benefícios da aprendizagem cooperativa:

  • Leva em consideração os diferentes estilos de aprendizagem;
  • Desenvolve habilidades cognitivas de alto nível;
  • Aumenta a satisfação dos estudantes com a experiência de aprender;
  • Incentiva os alunos a assumir a responsabilidade por sua aprendizagem;
  • Estabelece expectativas elevadas para alunos e professores;
  • Desenvolve a empatia – a capacidade de enxergar as situações do ponto de vista do outro;
  • Ajuda os alunos a focar nas tarefas, como consequência há menos indisciplina;
  • Desenvolve habilidades de interação social;
  • Tem semelhança com situações da vida real;
  • Estimula a capacidade de comunicação oral;
  • Promove uma atitude positiva em relação ao assunto estudado;
  • Favorece a inovação nas técnicas de ensino e em sala de aula.

O novo trabalho em grupo

Mais do que tendência, vimos que a Aprendizagem Cooperativa ganha forças pelo seu alinhamento com a BNCC e pelo poder transformador que exerce sobre os alunos e todos os envolvidos. Para inspirar você na implantação desta Metodologia Ativa, finalizamos com algumas imagens de atividades realizadas diariamente, e com alunos de todas as idades, no Colégio Guilherme Dumont Villares. Confira:

Especial Matrícula 2020: a opinião dos colégios que já contam com assinatura digital

Agilidade e economia são apenas alguns dos benefícios sentidos pelas escolas que implantaram a assinatura digital de documentos pelo celular em campanhas de matrícula

Processo de matrícula mais prático e que exige menos profissionais envolvidos, economia de papel e de impressão, agilidade nos trâmites… Qual dessas opções você escolheria para sua próxima campanha de matrícula? E se disséssemos que você poderia facilmente contar com as três opções e mais alguns outros benefícios extras?

Na última matéria do Especial Matrícula 2020, o Blog do IsCool App reforça a aposta em uma das ferramentas que mais tem impactado no processo de matrícula: a assinatura digital de contratos.

Já explicamos sobre a tecnologia por trás desse módulo – hoje presente com exclusividade no IsCool App – e também sobre a diferença entre essa função e um simples aceite digital. Agora, trazemos a opinião de alguns colégios que já se decidiram por essa tecnologia para entender o que mudou no processo de matrícula passado e os benefícios que ainda estão por vir.

Equipe menos sobrecarregada

Para cada aluno um tipo de contrato (meio período, período integral, semi-integral) e uma maneira específica de fazer com que o papel chegue até o pai (envio pela mochila, via correio ou somente pessoalmente). Agora multiplique tudo isso pelo número de alunos do seu colégio: 500, 800, 1200, 3 mil? Quantas pessoas precisam compor sua equipe de matrícula para dar conta das tarefas? Quanto tempo todo esse processo leva? Parece muito trabalho. E é!

“Tudo era feito em papel, mandávamos um envelope para os alunos com os documentos de matrícula, uma carta contendo as formas de pagamento e outro informativo sobre como se daria o processo. A organização desse envelope era um caos porque tinha que escolher o documento certo pra cada aluno. Para montar os envelopes eram muitas horas de trabalho e muita gente envolvida”, conta Camila Miguel Nicoletti, coordenadora administrativa do Colégio Brasília, de São Paulo, que implantou a matrícula digital pelo IsCool App ainda na campanha de matrícula 2019.

Apesar de o colégio ainda considerar que o processo de matrícula esteja passando por uma transição do papel para o celular, já que alguns pais ainda preferiram assinar a próprio punho, ganhos da mudança já foram contabilizados e não há dúvidas de que o novo sistema se manterá em 2020. “Como é muito novo, eu ainda vejo mais otimização ao longo do processo, mas podemos considerar um ganho o fato de não termos tido nossa equipe trabalhando até às 22 horas e em feriados para a organização prévia de envelopes de matrícula já na última campanha”, lembra Camila.

Economia de papel e modernização

Além da mão de obra, outro ponto crucial para a mudança no Colégio Brasília foi o quesito sustentabilidade. “Outro ganho, sem dúvida alguma, é o fim do gasto excessivo de papel. São 1300 alunos no colégio, cada um recebendo 3 documentos para serem assinados, sendo que cada contrato contém mais de uma folha. Os custos com impressão diminuíram muito. Sem contar que esses documentos têm que voltar, precisam de todo um processo interno, local correto para armazenamento… o processo era realmente muito desgastante”, diz Camila

Para o Colégio Coopel, da cidade de Leme/SP, implantar a assinatura digital dos contratos não só eliminou os impressos, como também trouxe uma atmosfera mais contemporânea, que vai ao encontro da essência tecnológica da instituição. “Foi uma escolha do colégio em modernizar e economizar papel, oferecer aos pais novidade, praticidade e economia, algo que nunca havíamos experimentado antes”, explica Mariane Peratello, secretária da mantenedora e uma das responsáveis pela implantação do módulo de matrícula do IsCool App.

Comunicação 100% digital é fundamental para o sucesso da campanha

A mudança no processo de matrícula do Colégio Brasília faz parte de um projeto maior de reestruturação administrativa, que ainda está acontecendo e envolve diversos pontos da gestão. Um dos divisores de água, inclusive, foi a implantação do IsCool App, em agosto de 2018, e a opção por um processo de comunicação 100% digital a partir de janeiro de 2019. “Essa foi uma forma que encontramos de garantirmos uma comunicação mais eficiente, mais ágil e sustentável”, completa Camila.

Com quase 100% de adesão dos pais ao IsCool App, o Colégio Brasília utiliza o app em sua totalidade, indo desde o comunicado até o uso de funcionalidades como o calendário, as autorizações digitais e os canais de atendimento direto. Segundo Camila, esse é um dos segredos para se garantir um melhor engajamento dos pais: “Ainda existem pais de alunos que não têm essa habilidade digital e ficam receosos, mas montamos uma equipe, uma força-tarefa para atendê-los pessoalmente, que ajuda no cadastramento e nas dúvidas”, diz ela.

Pais resistentes requerem plano de ação

Tanto no Colégio Brasília quanto no Coopel, houve casos pontuais de pais que preferiram ter seus contratos impressos e realizar a matrícula nos moldes tradicionais, mas muitos deles pela falta de intimidade com os meios digitais.

“Alguns pais ainda não estão tranquilos o suficiente para realizar esse processo, principalmente os pais de alunos mais velhos. É uma questão de tempo, de mudança cultural. Estamos ouvindo os pais para aprimorar a experiência de usuário”, avalia Camila, que ainda relembrou a importância da comunicação entre a escola e a equipe do IsCool App na busca contínua pela excelência.

Sua campanha

O Especial Matrícula 2020 chega ao fim, mas deixa um conteúdo rico de informações para sua próxima campanha. Tratamos temas como organização de equipe e cronogramas, novas tecnologias a favor da matrícula e a importância da adesão à assinatura digital. Agora, é com você e sua equipe. Boa campanha!

Especial Matrícula 2020: por que optar pela assinatura digital de contratos

Ao substituir o contrato de papel o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte e diminui problemas com inadimplência

Enquanto as campanhas de novas matrículas se tornam cada vez mais longas, com esforços e ações publicitárias estratégicas durante todo o ano, para a alegria do gestor as campanhas de rematrícula tendem a se tornar mais otimizadas. O motivo? A simples substituição do contrato em papel pelo contrato digital.

Simples porque não exige mudanças drásticas na rotina do colégio, ao contrário, sua implantação está ligada às ferramentas já existentes na instituição. Com um processo prático e intuitivo, a adaptação tanto da equipe envolvida quanto dos pais costuma ser fluida.

Benefícios

Junto com outras ferramentas já citadas na última matéria do Especial Matrícula 2020, o processo de assinatura digital de documento é responsável por agregar diversas transformações às campanhas. Entre elas, o de maior destaque é o encurtamento do prazo de duração.

Enquanto com a assinatura no papel os colégios levavam meses para ter todos os contratos de volta, a facilidade da assinatura em tempo real, pelo celular, pode fazer com que o processo se encerre muito antes de dezembro.

Matrículas efetivadas, turmas fechadas, planejamento adiantado. Com o novo processo fica mais fácil para as equipes estratégicas finalizarem os planejamentos anuais, calendários e divisão de turmas, prevendo orçamento com precisão e tomando medidas corretivas quando necessário. Sem contar que a margem de inadimplentes tende a cair, uma vez que o senso de urgência predomina no apelo totalmente on-line da campanha.

Por fim, quem mais se beneficia são os pais, que recebem o contrato pelo celular e, em poucos cliques, conseguem renovar a matrícula dos filhos sem ter que desviar da rotina já tão apertada. O melhor: garante os dados gravados em nuvem e com toda segurança necessária para evitar dores de cabeça futuras, com acesso a qualquer momento.

Matrícula pelo celular

Outra grande vantagem da assinatura digital é o fato de ela poder ser oferecida direto no celular das famílias, em um campo exclusivo e bem visível do seu aplicativo escolar. Aqui, o apelo ainda pode ser muito maior com o uso de notificações e de campanhas específicas chamando a atenção do usuário para o item em aberto e que precisa ser lido.

Amplamente difundido entre os colégios, o app tem a atenção dos pais diariamente por já contar com funcionalidades importantes como os comunicados, calendário, agenda de atividades, etc.

No IsCool App, por exemplo, como a matrícula é um módulo do menu principal, o pai ainda pode acessá-lo sem precisar sair do ambiente seguro do aplicativo ou logar-se em um outro site. Uma vantagem ainda maior na hora de transmitir uma imagem de credibilidade ao público.

Previna-se de problemas, exija assinatura digital

Mas todas essas vantagens podem cair por terra se o seu sistema de matrícula on-line contiver brechas. Pela segurança e amparo legal garantidos com o uso de múltiplas chaves criptográficas, o processo de assinatura digital de documento é o mais indicado para assinaturas de matrícula.

Diferentemente de um aceite digital, que apesar de estar amparado pelo artigo artigo 10 § 2 da Medida Provisória nº 2.200-2/2001 funciona mais como um acordo – já que exige somente um campo para ser assinalado – a assinatura digital garante a integridade da autoria do assinante. Um aluno que tenha acesso ao celular do pai, por exemplo, não conseguiria assinar sua própria matrícula neste método.

A matrícula exige pontos de validação, somente garantidos no meio on-line com a assinatura digital, que alia algoritmos e criptografia assimétrica. Na assinatura digital da matrícula do IsCool App, por exemplo, que se utiliza dessa tecnologia, a assinatura do contrato prevê três pontos de verificação e ganha a mesma validade de uma assinatura de próprio punho.

Não à toa a assinatura digital de documentos é o método eleito por bancos e seguradoras do mundo todo. Somente essa validação permite que um contrato possa ser levado à justiça, garantindo a participação dos envolvidos e sem a necessidade de provas circunstanciais.

Exclusividade IsCool App

O IsCool App é o único aplicativo de comunicação escolar que conta com o módulo de assinatura digital certificada. Um processo seguro, indicado para garantir a segurança do colégio, das famílias e dos alunos. Para conhecer mais desse serviço exclusivo, clique aqui e entenda como funciona o processo completo de matrícula pelo celular do IsCool App.

Na próxima matéria do Especial Matrícula, vamos descobrir mais das vantagens garantidas pelo módulo a colégios que já se utilizam dessa tecnologia.

Especial matrícula 2020: O que mudou neste processo?

Entenda se algumas das principais transformações que o mercado propõe para as campanhas de matrícula já estão sendo aplicadas em seu colégio

As novas formas de se comunicar e as tecnologias agregadas ao dia a dia escolar transformaram também o processo de matrícula. E não se trata de uma questão de escolha, para atender à rotina das famílias da geração atual, seus hábitos e preferências, aderir aos novos processos é algo natural.

A questão é: seu colégio tem se apoderado das novas ferramentas para garantir campanhas de matrícula mais eficazes? Ou será que com tantas opções e com um quadro de investimentos cada vez mais enxuto alguns detalhes ainda estão escapando pelas mãos?

Na segunda matéria do Especial Matrícula 2020 o Blog do IsCool App relembra algumas das estratégias mais atuais que os colégios podem lançar mão a fim de otimizar seu processo de captação e retenção de alunos. O resultado esperado? Objetivos atingidos, maior segurança à instituição e aos pais, mais agilidade e menos dor de cabeça.

O desafio das novas matrículas

Os esforços para o fechamento de novas turmas acontecem ao longo de todo o ano, ampliando o período de duração das campanhas de matrícula e a atuação das equipes de marketing e comunicação.

Pensando nesses profissionais por trás das campanhas publicitárias e divulgações é que voltamos nossos olhares às novas ferramentas de marketing, que transformam parte do processo. Elas estão principalmente ligadas ao inbound marketing, modalidade de marketing de melhor custo-benefício para o colégio pelo investimento relativamente baixo. São elas:

Campanhas de links patrocinados

Ranquear entre os primeiros das buscas do Google, obtendo mais propriedade para a marca na região desejada é o sonho de consumo de qualquer empresa e tem feito a diferença nos resultados em novas matrículas para o colégio. Os investimentos em anúncios no sistema de leilão de palavras-chave aliado a técnicas de SEO (Serach Engine Optimization), com um site atrativo e de conteúdo atualizado, podem potencializar a chamada conversão, ou seja, o clique do pai mais interessado para obter informações sobre o colégio.

Também nas mídias sociais o investimento em anúncio passa a ser um diferencial. Os pais (e até futuros pais) mais ligados ao Instagram e ao Facebook, por exemplo, podem se encantar com detalhes da infraestrutura do colégio, apelo de atividades diferenciadas desenvolvidas pelos atuais alunos e até descontos e promoções. O melhor é que não há um valor mínimo de investimento para já se obter resultados, cabendo ao colégio decidir quanto deseja pagar pelas campanhas.

Captação e gestão de leads

São inúmeras as ferramentas disponíveis hoje no mercado para auxiliar na atração de clientes on-line, com a criação de landing pages, fluxos de e-mail marketing e distribuição de material rico – bases do inbound marketing. De maneira prática, sua equipe pode criar campanhas inteiras com um resultado bastante satisfatório no final.

Outra funcionalidade importante dessas ferramentas é o gerenciamento desses leads ou CRM (Customer Relantionship Management – gestão de relacionamento com o cliente). Com ela, o setor de atendimento ao cliente – que hoje conta com equipes altamente treinadas e com foco em metas de captação – poderá receber os leads das campanhas e avaliar se eles são ou não qualificados, de acordo com sua interação e posição no funil de vendas.

Um CRM atualizado, aliás, é imprescindível para tornar o setor de vendas automatizado, alimentando leeds com e-mails e contatos a uma certa frequência. Afinal, é sempre uma boa ideia informar o cliente que optou pelo concorrente que seu colégio conta com um novo e inovador sistema de ensino, ou que está com uma promoção especial de matrícula, ou ainda apenas enviar uma delicada mensagem de aniversário.

Geração de conteúdo de qualidade

Os vídeos se tornaram a mídia de maior impacto para o público pelo apelo emocional que podem produzir. A boa notícia é que a produção desses filmes curtos, com qualidade, também se tornou mais acessível. Campanhas de matrícula podem e devem fazer uso dessa tecnologia, fugindo do senso comum e investindo no público on-line.

E ainda dentro do inbound marketing, os blogs institucionais, que falam sobre assuntos diversos de interesse dos pais e divulgam os diferenciais do colégio, ganharam mais peso por influenciarem o ranqueamento do seu site no Google. São uma ótima porta de entrada para a captação de novos leads e têm custo mais baixo de investimento em relação a mídias tradicionais, como tevê, outdoors e jornais.

O segredo da rematrícula

É praticamente impossível falar em retenção de alunos e controle da evasão escolar sem começar pelo discurso da qualidade de ensino. Na rematrícula, o que conta é a experiência ao longo de todo o ano e a excelência na oferta do serviço. Aqui, contamos com a força de toda a equipe, mas, principalmente, uma gestão mais apurada e antenada a cada novo detalhe.

Pensando nisso, podemos destacar três ferramentas que auxiliam o gestor e agregam maior agilidade ao processo de rematrícula:

ERP atualizado

Obviamente não podemos dizer que o ERP ou software de gestão seja uma ferramenta nova, mas ele entra nessa lista por estar em constante atualização. Ou seja, se seu software continua com as mesmas funções básicas de anos atrás, ele pode estar depondo contra seu processo de matrícula, oferecendo atraso e riscos à segurança de todos os envolvidos.

Novos softwares de gestão escolar são capazes de receber e organizar dados personalizados sobre cada aluno, são simples e de fácil manuseio de toda a equipe e garantem segurança à informação, muitas vezes, com armazenamento nas nuvens. É imprescindível, ainda, um ERP que se integre às novas ferramentas que chegaram para compor o cenário, como a assinatura digital de documentos, o aplicativo de comunicação e o software de avaliação socioemocional.

Comunicação via aplicativo integrado ao seu ERP

Que o aplicativo de comunicação escolar é a ferramenta mais eficaz na comunicação com os pais, o colégio já deve saber. No processo de rematrícula, então, ele se torna essencial, alertando sobre prazos, oferecendo a possibilidade de se trabalhar com pesquisas de satisfação e abrindo um canal para tirar dúvidas dos pais sobre o assunto. Sem contar a oferta da assinatura digital do contrato a apenas alguns cliques.

Entretanto, é essencial que o app escolar esteja integrado ao seu software de gestão, atualizando informações em tempo real e facilitando a inserção de dados importantes por parte da equipe. Tudo para tornar o processo de matrícula muito mais seguro e eficaz.

Processo de assinatura digital de documentos

Um dos maiores benefícios que as novas tecnologias podem trazer ao seu processo de matrícula é, sem dúvidas, a possibilidade de se assinar o contrato pelo celular – e de maneira segura. Além de encurtar o tempo da campanha em até 80%, diminuindo também as chances de inadimplência, a assinatura digital do contrato enche os olhos dos pais.

Mais

São inúmeras as ferramentas que impactam no dia a dia do colégio e, consequentemente, no processo de matrícula, outras muitas ainda estão por vir. Por isso, citamos as soluções que mais têm impactado os colégios atualmente e que já podem transformar a sua próxima campanha de matrícula. Nas próximas matérias deste especial, você confere mais informações sobre a diferença entre matrícula por aceite digital e assinatura digital.

Especial Matrícula 2020: 6 dicas para iniciar sua próxima campanha

Seu planejamento referente a captação e retenção de alunos para o próximo ano letivo já está pronto? Confira um passo a passo que pode te auxiliar neste período de análises e preparação para uma das ações mais importantes da gestão do colégio

Quem diria que o ano passaria tão rápido e que, num piscar de olhos, já estaríamos em abril? Em meio a tantos assuntos a serem resolvidos, uma das tarefas aciona alerta amarelo de atenção: a campanha de matrícula e rematrícula com foco em 2020.

Empresas saudáveis têm planejamentos prévios e constantes revisões para que o crescimento continue, por isso, o Blog do IsCool App adiantou o assunto – que geralmente é tratado no meio do ano – para que você possa revisar seu processo com tempo de sobra para avaliações e eventuais mudanças.

Quer garantir salas cheias em 2020 e menos dor de cabeça com o assunto ao longo de 2019? Então vamos começar relembrando os seis passos fundamentais para iniciar sua campanha de sucesso:

1 – Revise a campanha de matrículas no ano anterior

Reúna sua equipe para responder a perguntas como: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no processo de matrícula no ano passado? Os prazos foram cumpridos? Os pais tiveram muitas dúvidas e apontamentos?

Aproveitem para rever as tarefas, reforçar as ações e dar voz a todos para que contribuam com opiniões e, principalmente, novas ideias. Organize as informações em atas para que tudo fique registrado e já agende a próxima reunião, nelas vocês terão a próxima campanha já desenhada e pronta para ser iniciada.

2 – Determine prazos e comunique-os com eficácia

Os deadlines são feitos para serem cumpridos e um cronograma bem definido é ideal para uma campanha de sucesso. Começando de trás para frente, qual será o prazo para novas matrículas e captação de alunos? E as datas-limite para as rematrículas? Quando será o início da divulgação de valores? Quando se finaliza a pesquisa de opinião com os pais?

São muitos os itens a serem elencados, mas é ainda mais importante pensar na melhor divulgação deles. Entre a equipe envolvida, a dica é criar uma planilha com as tarefas e datas realizadas e previstas, atualizada semanalmente. Para os pais, a comunicação mais eficaz continua sendo o envio de comunicados e avisos digitais, pelo aplicativo de comunicação, além dos encontros pessoais em reuniões de fechamento ou início de semestre.

3 – Reveja seu contrato e aproveite para se atualizar quanto à LGPD

A atualização dos contratos nesta campanha prevê um novo item, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD. Como já tratamos aqui no Blog do IsCool App no Especial LGPD, essa lei prevê maior controle sobre o uso de dados e traz mais rigor a quanto a informações de menores de idade. É imprescindível alinhar essa questão junto ao seu departamento jurídico e atualizar itens referentes ao tratamento e armazenamento de informações sobre pais e alunos para proteger todos os envolvidos e evitar multas.

4 – Alinhe política de preços, descontos e previsão de vagas

Pesquisar é o segredo quando falamos em previsões e estimativas. Aqui, com a maior antecedência possível, o gestor precisa estimar quantas vagas para matrículas novas serão abertas para não se perder no planejamento escolar. Vale ressaltar, portanto, a importância de quatro pesquisas básicas:

  • Pesquisa de mercado (colégios novos na redondeza, campanhas de marketing agressivas, equalização dos preços…);
  • Pesquisa de satisfação dos pais (houve algum problema pontual ao longo do ano e que pode contar negativamente na renovação?);
  • Pesquisa de dados dos anos anteriores e médias históricas;
  • Pesquisa informal sobre a intenção de renovar ou não as matrículas.

Concatenando esses dados, teremos médias para renovação de contrato, evasão e novas vagas disponíveis. Assim, será mais seguro determinar valores para matrículas e mensalidades, além de projetos de bolsa.

5 – Desenhe o processo para que ele seja o mais prático possível

Com cronograma, estimativas e objetivos em mãos, o gestor pode rever o processo para torná-lo o mais prático e claro possível. Certamente haverá pais com dúvidas e apontamentos, mas mesmo as inadimplências podem ser previstas e de modo que tomem o menor tempo possível da equipe envolvida.

Além de auxiliar em uma comunicação eficaz do cronograma, o aplicativo de comunicação pode conter outras ferramentas auxiliares desse processo, como uma área para tirar dúvidas dos pais especificamente sobre o assunto ou mesmo para conter o contrato para assinatura digital, um processo que tem facilitado a vida de milhares de pais e que já expusemos em outra matéria aqui no blog. Sem o vai e vem de papeis, a campanha tende a ser muito mais curta e prática.

6 – Divulgue, divulgue e divulgue

As campanhas de marketing do colégio merecem um cronograma à parte e trazem muito mais ações e esforços ao longo de todo o período letivo, uma vez que a comunicação conta com vários públicos (internos e externos) e canais de distribuição (app escolar, mídias sociais, impressos, etc.).

No material dedicado aos pais que já são clientes, por exemplo, a dica é criar tutoriais sobre o que mudou no processo desse ano e vídeos curtos explicando chamando a atenção para prazos e cronogramas. Já o público formado por possíveis futuros clientes precisa de encantamento desde a primeira ligação para agendamento da visita até materiais de impacto nos meios de comunicação. O importante é divulgar as informações com freqüência e clareza, sempre.

Mais conteúdo

O assunto matrícula envolve tantas ações que ganhará mais matérias ao longo das próximas semanas neste Especial do Blog IsCool App. Enquanto isso, você pode conferir outros conteúdos importantes e agregadores sobre esse tema, como: Os erros mais comuns em campanhas de matrícula, O que seu colégio precisa saber sobre o mercado para definir sua campanha de matrícula e Como o inbound marketing transforma as campanhas de captação e retenção de alunos.

Especial LGPD: As adequações a serem feitas pelas escolas

Apesar de ter sido criada principalmente para combater os abusos no uso de dados indevidos por algumas áreas do marketing e de vendas, a Lei Geral de Proteção de dados atinge em cheio todas as empresas e prestadoras de serviços, inclusive as escolas; entenda o que é preciso fazer para que o colégio não corra o risco de ser penalizado por multas astronômicas

A LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados ganha relevância à medida que as pessoas entendem que ela chega para toda e qualquer empresa em território nacional, seja indústria, comércio, profissionais autônomos ou prestadoras de serviços. Nesse cenário se encaixam as instituições de ensino, que estão na mira dos órgãos reguladores por tratarem, principalmente, de dados menores de idade.

Se na primeira matéria do Especial LGPD tratamos de explicar a lei em um panorama geral e chamar a atenção para prazos, desta vez, nosso foco é o seguimento educacional. Afinal, quando e por onde começar as mudanças? Quais as adequações necessárias? Como comunicar as alterações para os pais? Confira as respostas a essas e outras dúvidas comuns para o gestor escolar.

Dados pessoais de menores, atenção redobrada

Todos os dados coletados são informações importantes para as pessoas envolvidas, por isso carecem de proteção, seja na maneira como estão sendo absorvidos, no modo como serão armazenados ou para quais finalidades serão utilizados. Entretanto, quando falamos de dados de crianças e adolescentes, o radar apita mais forte.

“As escolas possuem em sua base os dados de identificação dos alunos e seus pais, além de dados médicos quando passados pela família para emergências, tais dados são de natureza sensíveis e exigem maior cuidado para não serem acessados indevidamente. Foi comum, no passado, o vazamento de dados em instituições de ensino. Se já estivessem sobre a égide desta lei, certamente as empresas envolvidas não teriam saído ilesas”, aponta Leandro Alvarenga Miranda, especialista em proteção de dados pessoais e advogado associado da Cots Advogados.

Uma instituição de ensino, portanto, trata diversos dados, desde os mais genéricos aos sensíveis. “A implicação de dados de crianças e adolescentes se dá na autorização e finalidade da coleta dos mesmos, pois devem ser autorizados por um dos pais ou responsáveis, sendo a escola responsabilizada pelos esforços de garantia de sigilo e segurança”, alerta Cristina Sleiman, pedagoga e advogada na Cristina Sleiman Sociedade de Advogados, especialista em Direito da Tecnologia e mestre em Sistemas Eletrônicos.

A responsabilidade dos colégios quanto a dados sensíveis

A LGPD prevê uma determinada penalização para o uso indevido de dados pessoais, mas quando se trata de dados sensíveis, essa penalização pode ganhar proporções ainda maiores.

“Além disso, toda e qualquer informação deve ser clara e de fácil entendimento ao público a que se destina. Assim, acesso a portais, uso de tablets e qualquer coleta de dados, ainda que seja para mensurar nível de aprendizagem, deverão ser autorizados através de consentimento específico”, reforça Cristina, sobre dados utilizados no dia a dia de instituições de ensino.

Para entender melhor o risco a que as escolas estão se expondo, vale conhecer a classificação de dados que, na LGPD, é basicamente dividida em três:

  • Dados pessoais – São informações que identificam o cidadão direta ou indiretamente, como nome, sobrenome, data de nascimento, documentos pessoais, endereço, telefone, e-mail, IP do computador pessoal e até os famosos cookies de histórico de navegação na internet.
  • Dados sensíveis – Os dados sensíveis dizem respeito a características que podem discriminar o cidadão, por isso precisam de proteção total e podem ser alvo fácil da fiscalização. Entre elas estão: religião, opção sexual, convicções morais, opiniões políticas, imagens, rendimento escolar, informações sobre comportamento, boletins de saúde e dados médicos.
  • Dados anônimos – Dados em que as pessoas não são identificadas, como informações estatísticas, por exemplo.

Passo a passo para a adequação

Confira dicas práticas de como se adequar à LGPD de maneira simples e a tempo:

1 – Diagnóstico de riscos e conformidades

O primeiro passo a ser dado pela instituição é fazer um levantamento para identificar onde estão depositados os dados pessoais e sensíveis de todos os envolvidos (alunos, pais, colaboradores) e se há vulnerabilidade de segurança, ou seja, se eles podem ser facilmente acessados, violados e vazados.

“Quais informações o colégio já possui, seja física ou digital? Quais dados pessoais ela coleta, qual a finalidade, onde são armazenadas? Há transferência de dados, usa armazenamento na nuvem? Essas e outras informações são necessárias de se levantar”, explica Cristina Sleiman, que também faz parte da comissão de Comissão Especial de Educação Digital da OAB/SP.

2 – Análise

Com todas as informações em mãos, é preciso fazer uma análise do cenário atual, riscos e ações necessárias para adequação, criando plano de ação. Aqui, avaliamos como está a aplicação de controles como governança de proteção de dados, gestão de dados pessoais, segurança da informação, gestão de riscos, gestão de dados pessoais em terceiros e gestão de incidentes.

“O colégio deve classificar os dados armazenados conforme a lei, posteriormente deve adequar o acesso a estes dados e a forma de tratamento dada a ele, mesmo que seja para publicidade. Há, ainda, a necessidade de fazer uma revisão dos contratos e criar políticas de privacidade recolhendo o consentimento dos titulares ou de seus responsáveis legais”, exemplifica Miranda, que também é autor do livro “A Proteção de Dados Pessoais e o Paradigma da Privacidade”.

3 – Executar o plano de ação

Priorizando as atividades, é hora de tirar o projeto do papel, começando pela criação da equipe encarregada pelas ações, que deve ser composta de vários departamentos e até por assessorias de empresas especializadas. A orientação é de que a equipe tenha pelo menos quatro pessoas, considerando suas experiências em análise de riscos e compliance e expertise em direito digital e cibersegurança, por exemplo.

“Por ser uma regulamentação híbrida, a LGPD exige conhecimentos multidisciplinares, tanto técnicos , relacionados à governança de dados e de segurança da informação, quanto jurídicos, para definir as prioridades, realizar a atualização documental e apoiar na resposta a incidentes” ressalta o escritório PG Advogados.

4 – Comunicar

Transparência é regra. Toda e qualquer mudança deve ser apresentada aos colaboradores envolvidos para um maior engajamento e, claro, para os pais, que precisam entender que todas as mudanças serão para o bem comum. “Não é uma questão de estratégia. Para estar em conformidade será necessário informar toda finalidade de uso, de forma clara”, defende Cristina, que ainda cita a necessidade de atualização do Regimento Escolar.

Para melhor informar a todos os envolvidos, os aplicativos de comunicação escolar se tornam uma ferramenta importante no processo. Além dos módulos de troca de mensagens e publicação de comunicados, no IsCool App, por exemplo, ainda é possível aplicar o processo de matrícula por meio de assinatura digital, garantindo a total clareza do conteúdo e segurança dos dados já nos padrões da LGPD.

5 – Monitorar

Depois de transparência, controle é outra palavra-chave do processo. As áreas envolvidas serão responsáveis pela manutenção do plano e das ações, além da busca contínua por melhorias no processo como um todo, conforme a evolução do negócio.

Especial LGPD: O que é preciso saber sobre a lei de proteção de dados?

Prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados garante mais segurança a qualquer cidadão e atinge empresas de todas as áreas, inclusive as escolas

Quem nunca se perguntou como determinada empresa conseguiu seu telefone ou como aquele e-mail de ofertas inconveniente veio parar em sua caixa postal? Casos como esses cresceram à mesma proporção com que a tecnologia digital invadiu nossas vidas, tornando-se assunto discutido na justiça. Tanto que, seguindo o exemplo de outros países, o Brasil deu, recentemente, um importante passo em prol da segurança e respeito aos dados pessoais de cada cidadão, a sanção da Lei nº 13.709/2018.

Também chamada de Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD, a lei regulamenta o tratamento de dados, sejam eles gerados no meio digital ou não, protegendo os direitos fundamentais do cidadão, como privacidade, liberdade de expressão e direitos humanos. Tudo isso, claro, sem prejudicar a inovação e o desenvolvimento econômico e tecnológico da sociedade.

Mas o que exatamente esse assunto tem a ver com cada um de nós? Como ela atingirá o cidadão comum? E o como ela impacta o setor de educação? Buscamos algumas respostas com especialistas no assunto para abordar o tema em duas matérias aqui no Blog do IsCool App. Nesta primeira etapa, vamos falar sobre a lei por uma perspectiva panorâmica, introduzindo a próxima matéria, que traz especificidades sobre a LGPD nas escolas.

O surgimento da LGPD

São várias as leis que hoje já tratam dos direitos digitais em alguns pontos específicos, entre elas a própria Constituição Federal, o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet. A LGPD, porém, consolida as discussões sobre proteção de dados e direitos do titular em um único dispositivo.

A nova Lei vinha sendo discutida desde o início da década em projeto na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas ganhou ainda mais forças para sair do papel quando o Regulamento Europeu de Proteção de Dados, mais conhecido pela sigla em inglês GDPR, entrou em vigor, no mês de maio do mesmo ano. Aliás, quando a GDPR passou a vigorar, em tese, o Brasil ficou proibido de receber dados pessoais de países europeus por não oferecer proteção aos dados de maneira similar.

Por que a LGPD é tão importante?

Mas, afinal, qual a importância dessa lei na prática? De que dados estamos falando? Para Cristina Sleiman, pedagoga e advogada na Cristina Sleiman Sociedade de Advogados, mestre em Sistemas Eletrônicos e especialista em Direito da Tecnologia, um dos maiores ganhos é o controle e a regulamentação para empresas cujo modelo de negócios prevê benefícios mediante o uso de dados dos cidadãos, muitas vezes sem seu consentimento.

“A importância da LGPD se dá pelo avanço da sociedade, principalmente no uso de recursos tecnológicos cuja facilidade promove o modelo de negócio baseado em dados. Até então, na busca da expansão e uso em sua plenitude ocorria a utilização indiscriminada e muitas vezes sem respeito ao próprio consumidor”, afirma Cristina, reforçando que a nova lei vem assegurar ao titular que seus dados sejam utilizados apenas para as finalidades às quais foram coletados.

Valendo para empresas de qualquer ramo de atuação, a LGPD empodera o cidadão e traz mais segurança às empresas. “A partir da vigência da lei o cidadão, além de poder fiscalizar o que é feito com seus dados e como eles são coletados, passará a ter maior poder frente as organizações, podendo escolher quem são as empresas que vão poder trabalhar com esses dados. Por outro lado, as empresas vão ter que criar mecanismos de proteção à privacidade, fazendo a utilização dos dados de maneira responsável”, diz Leandro Alvarenga Miranda, advogado associado do COTS Advogados, pós-graduado em Direito Processual, mestre em Direito Internacional e especialista em proteção de dados pessoais.

Como tem sido a adaptação das empresas à LGPD?

Toda empresa que trabalha com o banco e armazenamento de dados dos cidadãos precisará se atentar às novas regras respeitando itens como transparência, segurança e prevenção. Cada tipo de dado, inclusive, tem um nível de classificação e importância.

Os chamados dados pessoais, por exemplo, são dados mais corriqueiros, como nome, e-mail e endereço. Já os dados que requerem maiores cuidados são classificados como sensíveis, que podem ser sexualidade, opções religiosas e políticas, dados sobre a saúde do indivíduo e etnia.

“Muitas empresas já se conscientizaram que precisam se adequar e têm procurado cursos e profissionais para lhes auxiliarem neste processo, contudo comparativamente ao número de empresas no mercado, este número ainda é baixo”, ressalta Miranda, que também é autor do livro “A Proteção de Dados Pessoais e o Paradigma da Privacidade”.

Plano de ação

São muitos os processos a serem revistos em empresas Brasil afora, alguns deles implicam até adequação da própria infraestrutura, automatização e capacitação de funcionários, podendo causar impacto considerável em determinadas empresas.

“O primeiro passo é fazer um levantamento e analise da situação atual da empresa, ou seja, quais dados pessoais ela coleta, qual sua finalidade e se há exigência legal. Outras perguntas a se fazer são: Quais dados serão necessários pedir consentimento? Qual nível de segurança aplicado? Há transparência para o titular dos dados?”, elenca Cristina Sleiman, que também é educadora e já foi presidente da Comissão Especial de Educação Digital da OAB/SP.

Somente respondendo a essas perguntas é que a empresa poderá elaborar um plano de ação, contando sempre com ajuda especializada para não correr riscos.

Fique de olho

A LGPD deve entrar em vigor em agosto de 2020, mas, devido às grandes mudanças às quais as empresas devem se submeter, essa data pode ser alterada novamente. A dica, então, é ficar de olho no prazo já que as empresas que não se adequarem à lei após ela passar a valer responderão por responsabilidade civil, podendo sofrer sanções administrativas e multas que podem alcançar até 2% do faturamento da empresa ou do conglomerado, chegando a 50 milhões de reais.

O cidadão como agente

Além da agência reguladora criada recentemente pelo governo, a fiscalização da lei terá o auxílio de órgãos de defesa do consumidor e do Ministério Público. Porém, em caso de qualquer abuso na utilização dos dados, o próprio cidadão poderá ser agente fiscalizador, levando a denúncia à agência reguladora para apuração.

Não perca: Como a LGPD impacta as escolas

Na próxima matéria deste especial o Blog do IsCool App aborda o impacto da LGPD para as escolas e as mudanças necessárias que devem estar entre as prioridades de gestores e mantenedores.

A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

Cada vez mais difundidos no ambiente educacional, o app de comunicação escolar concentra o lançamento de um grande número de informações diariamente; Com uma equipe alinhada e funções específicas no aplicativo, é possível auditar as informações publicadas de maneira prática, mantendo a boa imagem do colégio e a segurança das informações

Quando se pensa em segurança da informação, logo vêm à mente itens como controle de acesso, documentos regulatórios, processos, senhas e antivírus… Sim, se o assunto em pauta são os dados criados e armazenados por uma escola, todas as opções citadas são importantes. Entretanto, quando partimos para o campo da comunicação dentro de um colégio, encontramos um item a ser adicionado: a boa administração das informações geradas dentro do aplicativo de comunicação escolar.

Além do treinamento de equipe para o uso do app baseado em boas práticas, como já citamos nessa matéria, destaca-se a importância da auditoria do conteúdo gerado. Gestores mais atentos estão de olho nas informações lançadas dentro dos apps, evitando qualquer sinal de interferência que possa causar mal-entendidos ou, ainda, prejudicar a imagem da escola e seus profissionais.

A boa notícia é que o app conta com módulos e funcionalidades que garantem praticidade na hora de auditar o conteúdo, tomando menos tempo possível da equipe e trazendo informações bastante completas sobre a saúde do app e da gestão da comunicação escolar como um todo.

Quem é responsável pela segurança do conteúdo?

Cada colégio possui uma configuração diferente no que diz respeito à criação de conteúdo para o app escolar, afinal, essa decisão está diretamente ligada à estrutura da instituição e ao modelo de trabalho seguido.

Há colégios em que o próprio professor lança no app o diário de atividades dos alunos e cria comunicados diretos com os pais, por outro lado, há escolas em que somente o coordenador pedagógico, o setor de TI ou a comunicação têm acesso à administração da ferramenta.

Independente disso, a dica é sempre eleger um profissional do colégio capaz de tomar atitudes preventivas e corretivas na administração do app. Essa figura, sendo gestor ou com o aval do gestor, poderá criar uma rotina de auditoria e planos de ações contra possíveis crises, por isso deve conhecer bem a missão do colégio e o público de usuários ligados a ele. É este profissional, ainda, que se responsabiliza por agendar treinamentos da ferramenta e repassar as atualizações de funções e novos módulos do app para o restante da equipe.

Como funciona a auditoria na prática?

Como parte de uma ação rotineira, podemos dividir a tarefa de gerenciamento do conteúdo em dois tipos de ação, o monitoramento e a auditoria. Entenda, na prática, como elas funcionam e qual a importância de cada uma:

Monitoramento

Para saber se os pais estão sendo atendidos em suas solicitações e se o teor (ou até a rapidez) das respostas está dentro do previsto na cultura do colégio, o administrador pode criar uma rotina de monitoramento. Para que essa ação não tome muito tempo, o ideal é que as informações dentro do app sejam de fácil acesso.

No IsCool App, por exemplo, o painel administrativo traz um design amigável, que facilita a observação geral ou mais detalhada do conteúdo. No caso dos comunicados, inclusive, há ainda uma função específica que permite visualizar todas as mensagens criadas, em grupo ou individualmente.

Partindo para o diário de classe, o aplicativo oferece um panorama preciso para avaliar se as informações estão sendo devidamente apontadas tanto para a escola quanto para os pais. No diário, inclusive, o administrador consegue obter relatórios por alunos, acessando cada item lançado.

Por que o monitoramento é importante? Somente assim é possível tomar ações rápidas e diretas, evitando qualquer ruído na comunicação.

Auditoria

Quantos comunicados, em média, são criados mensalmente? Todos os recados essenciais foram devidamente postados? O potencial do aplicativo de comunicação está sendo explorado? Muitas das respostas a essas perguntas podem ser encontradas no dashboard do painel administrativo ou dando uma rápida olhada no conteúdo criado dentro dos diferentes módulos.

Se a intenção é obter informações específicas sobre o teor dos comunicados, é possível, por exemplo, que o administrador identifique as mensagens criadas por título, autor, horário, conteúdo e usuários envolvidos.

Além dos comunicados, no IsCool App é possível auditar todos os módulos, inclusive calendário de eventos, autorizações e enquetes. O app ainda permite a criação de relatórios precisos, como já falamos nessa matéria.

Saiba mais

Acompanhe outras matérias sobre segurança da informação e alta performance aqui no Blog do IsCool App.

10 erros de comunicação que seu colégio não deve cometer em 2019

Confira dez dos principais deslizes que podem atrapalhar sua instituição de ensino na busca pela proteção, fortalecimento de marca e crescimento de mercado

Uma comunicação clara, objetiva e constante é essencial para uma instituição de ensino que deseja obter sucesso no engajando pais e colaboradores e, consequentemente, na retenção e captação de alunos. E quando falamos em comunicação, lembramos que ela começa no primeiro contato do pai que busca uma escola para os filhos e vai até o dia a dia do aluno, na portaria, com os professores e com a gestão.

Para ajudar, ainda temos transformações sociais no modo de se comunicar e a consolidação das tecnologias como instrumento. Não é pouco nem simples. Atingir a qualidade e efetividade do seu processo de comunicação requer atenção, principalmente, para que erros não sejam cometidos.

Inclusive, alguns desses erros não são facilmente detectados, principalmente quando o assunto é comunicação via app escolar, uma das nossas bandeiras aqui neste canal. Pensando nisso, listamos dez dos principais erros de comunicação escolar que podem facilmente ser evitados e tornar o crescimento sustentável do seu colégio mais real. Confira:

1 – App de comunicação não integrado ao ERP

Já falamos, recentemente, sobre como funciona a integração do app escolar com o seu software de gestão e de todos os benefícios que essa simples funcionalidade traz (vale relembrar clicando aqui). Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação.

Com a integração, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes ele iria encontrar em outro canal. A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade em 2019.

2 – Comunicação sem planejamento

É tempo de planejamento e já falamos sobre como construir, por exemplo, seu melhor plano de marketing. A comunicação pode estar inserida nesse contexto mas, nesse caso, vai um pouco além, com cronograma de conteúdo e ações, definição de tarefas de cada membro da equipe e constante revisão dos principais tópicos.

Comunicação visual, mídias sociais, conteúdo do aplicativo escolar, uniforme, gestão de crise, endomarketing, projetos sociais… são muitas frentes envolvidas e que merecem atenção. Dedique um tempo para criar e rever cada ponto junto com sua equipe.

3 – Comunicação unilateral

Restrições na comunicação ainda são fator limitante na realidade de alguns gestores, que não delegam ou não envolvem seus times nas decisões. Dar voz e espaço para os colaboradores na comunicação não quer dizer que tudo estará fora do seu controle. Por exemplo, quando o professor é habilitado a abordar o pai diretamente pelo aplicativo do colégio, a resolução do problema ganha maior agilidade e ainda poderá ser controlada e auditada pelo gestor a qualquer momento dentro da plataforma.

Outro resultado importante da comunicação bilateral é o fortalecimento do endomarketing escolar. Uma vez a par das informações e com liberdade e orientação para tomar suas decisões, os colaboradores vestem a camisa. Uma das matérias mais lidas no Blog em 2018 foi sobre endomarketing escolar, com dicas de como engajar os colaboradores com uma comunicação participativa, veja aqui.

4 – Grande número de comunicados em papel ou agenda física

A comunicação via papel foi efetiva por longos anos, mas abre espaço para a comunicação mobile, mais rápida e sustentável. Uma vez que o colégio opte pela comunicação via internet, a agendinha física, das quais muitos ainda sentem apego, devem ser excluídas para não confundir os pais, gerando, assim, mais eficácia no processo de comunicação eleito.

5 – Múltiplos meios de comunicação e conteúdo duplicado

Assim como a agenda física, o e-mail como comunicação com os pais pode ser repensado quando há a presença do comunicador mobile. Imagine como o pai se sente ao receber a mesma notícia por papel, por e-mail e pelo celular, no mesmo período de tempo?

O mesmo se aplica ao conteúdo replicado em diferentes funcionalidades do app, por exemplo, comunicado + feed de notícias, ou feed de notícias + calendário. Todo cuidado é pouco para não gerar desinteresse dos pais.

6 – Alta ou baixa frequência nas postagens

O desinteresse dos pais, inclusive, acontece quando os assuntos são tratados em demasia e de maneira pouco personalizada. Notificações constantes de postagens no app escolar podem até causar o efeito contrário em pais que vivem uma rotina agitada.

O mesmo vale para os canais de mídias sociais, local onde o colégio se encontra com suas prospecções. Se a intenção é convencer o cliente a matricular seu filho, o ideal é conquistá-lo com criatividade e não inconveniência.

Do mesmo modo, a baixa frequência de postagem pode desestimular o cliente. Confira nessa matéria algumas dicas sobre o tipo e a frequência ideais para conteúdos sobre marketing e comunicação escolar.

7 – Explorar pouco as fotos e os vídeos

Pesquisas recentes de marketing digital apontam um crescente interesse em conteúdos com vídeos e fotos. Uma dessas pesquisas, realizada pela Contentools e Opinion Box, mostra que o engajamento com posts contendo fotos ainda lidera, mas teve queda de 2017 para 2018, passando de 49% para 40% da preferência, enquanto o interesse por vídeos subiu de 20% para 34% e o engajamento por textos caiu de 31% para 26% no mesmo período.

Que pai não gosta de receber fotos dos filhos ou assistir a uma de suas evoluções que não pôde presenciar por estar trabalhando? Pense no rico conteúdo visual para engajar mais.

8 – Alta exposição nos canais de mídias sociais

Lembre-se que os canais de mídias sociais são importantes para prospecção de clientes por indicação e para o sucesso da sua captação de matrículas, mas não deixe de se atentar para pontos como a exposição da imagem de crianças e os atendimentos via canais que não são os oficiais e não podem ser controlados.

O reforço vai para a participação de colaboradores em grupos paralelos de mães, que tomam os comunicadores gratuitos e podem se tornar a raiz de desentendimentos.

9 – Subutilização das funcionalidades do seu app de comunicação

Um aplicativo de comunicação reúne diversas funcionalidades que organizam e efetivam os processos de comunicação de um colégio. Não à toa estão lá no app, à disposição dos gestores, itens como calendário de eventos, agenda, mural de recados e enquetes para pesquisa de opinião.

O app vai além da circular e precisa ser explorado ao máximo para uma comunicação mais fluida e sem ruídos. E mais: traz inúmeras maneiras de segmentar o conteúdo por grupos de usuários e mensagens individuais.

10 – Não segmentar o atendimento por setores

Comunicação organizada permite um maior controle e rastreamento da informação, além de uma resolução de conflitos muito mais rápida. No aplicativo de comunicação escolar é possível criar diferentes canais de atendimento de acordo com o organograma da instituição de ensino, tirando do gestor, inclusive, o peso da resolução de pequenos conflitos.

Para saber mais sobre como a segmentação pode trazer ganhos ao dia a dia da gestão escolar, acesse essa matéria.