Ensino bilíngue: saiba como formatar sua escola

O ensino de uma segunda Língua está alinhado com as competências necessárias para os alunos de hoje. Porém, é necessário que a escola esteja preparada para oferecê-lo de maneira assertiva e eficiente.

Nos últimos cinco anos, o mercado escolar bilíngue se expandiu muito. Estima-se um aumento entre 6% e 10% (dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue – Abebi). Isso mostra que os pais dos alunos estão cada vez mais buscando colégios que preparem seus filhos para o mercado de trabalho numa perspectiva de economia globalizada.

“Esse movimento que ocorre no Brasil, também está ocorrendo em outros países da América do Sul e do mundo. É, portanto, um fenômeno em vasta expansão em todo o planeta”, comenta Antonieta Megale, doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp e coordenadora da pós-graduação em Educação Bilíngue do Instituto Singularidades.

Porém, seja por falta de informação ou por falta de regulamentação – ou por ambos os motivos, algumas escolas acabam se vendendo como escolas bilíngues, quando na verdade não são. De acordo com Megale, é necessário se atentar que há especificidades nesta modalidade educativa no que se refere à formação de professores.

Antonieta Megale

“Precisamos planejar como formaremos professores para atuarem nessas escolas. Não basta apenas contratarmos professores fluentes na língua adicional. Esse professor precisa ter conhecimento do conteúdo que ministrará por meio da língua adicional, assim como das didáticas referentes a essa área do conhecimento”, explica.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) não possui uma regulamentação específica para esse tipo de ensino, considerando como bilíngue somente as escolas para surdos, de fronteiras e as indígenas. Essa lacuna resulta em estabelecimentos com diferentes níveis de ensino do segundo idioma e, muitas vezes, frustração por parte dos pais que esperam que os filhos adquiram fluência em outra língua, porém, nem sempre isso ocorre.

“Precisamos também começar a produzir pesquisas nessa área, focalizando nosso próprio contexto. Não podemos apenas nos basear em pesquisas realizadas em outros contextos. Precisamos olhar para nossas próprias demandas, lacunas e desafios”, lembra Megale.

Escola bilíngue x escola internacional

Como vimos, aqui no Brasil ainda não existe uma regulamentação que defina exatamente o que é uma escola bilíngue. Mas, segundo especialistas, é preciso que pelo menos 50% do currículo sejam desenvolvidos na língua estrangeira, além de atividades lúdicas. O conceito é diferente das escolas denominadas internacionais, que seguem cerca de 80% da grade curricular de outro país.

A escola bilíngue oferece como base de ensino o currículo brasileiro, diferente da escola internacional que segue o currículo estrangeiro, como por exemplo, americano ou britânico. Na escola bilíngue, além do ensino da língua estrangeira, algumas disciplinas também são passadas aos alunos noutro idioma. Já na escola internacional, todas as matérias são lecionadas no idioma estrangeiro. Outra diferença é que na escola internacional, os diplomas também são estrangeiros.

Bilinguismo por imersão

Normalmente, as escolas que promovem a imersão completa do aluno numa cultura estrangeira – ou seja, não ensinam somente uma nova língua, mas também os hábitos, costumes e as tradições de outro país, têm maior êxito.

É o caso da Maple Bear, rede canadense de escolas do ensino infantil ao médio que atua no Brasil desde 2006. Oferece o ensino bilíngue ministrando atividades em inglês até os cinco anos de idade e, a partir da alfabetização, as aulas passam a ser 75% em Inglês e 25% em Português. Ao ingressar no Ensino Fundamental, os alunos assistem metade das aulas na língua nativa e a outra metade em Inglês, conforme a demanda do currículo nacional que prevê as matérias de História, Geografia e Português.

“O nosso currículo escolar é distribuído de tal forma que os alunos conseguem aprender e a organizar o pensamento nos dois idiomas”, relata a sócia-diretora da unidade Maple Bear de Campinas, Erica Ribeiro da Silva Moreira.  

A unidade também utiliza o IsCool App como aplicativo de comunicação escolar entre os pais e o colégio: “Enviamos os comunicados nos dois idiomas, Português e Inglês, já que a maioria das famílias é brasileira”, conta.

Como se preparar para oferecer ensino bilíngue

Já é sabido que o que caracteriza uma escola bilíngue é o fato de que há componentes curriculares ou áreas do conhecimento ministradas em duas ou mais línguas. Segundo Antonieta Megale, para formatar a sua escola com o sistema de ensino bilíngue, o primeiro aspecto a ser observado é: quais componentes curriculares serão ministrados em português e quais serão ministrados na língua adicional.

Ela reforça: “Depois, é preciso verificar se esta escola está localizada em algum estado brasileiro em que já há regulamentação. Caso esteja, é preciso observar os pressupostos exigidos para o funcionamento de uma escola bilíngue dispostos no documento”.

As possibilidades para esta transformação precisam ser analisadas, seja por conta própria ou com o auxílio de metodologias já existentes do mercado. De acordo com informações da Abebi, “o primeiro caso, normalmente é muito complexo devido à escassez de profissionais preparados no país atualmente”.

A segunda opção é a mais indicada, pois assim a escola pode contar com a experiência de empresas que já possuem estrutura pedagógica consolidada e que já realizam este trabalho há algum tempo.

Comunicação escolar em outro idioma

Outro aliado nesse projeto de escola bilíngue é o aplicativo de comunicação escolar. Hoje, o IsCool App atende várias escolas bilíngues em todo o Brasil e oferece aos colégios, entre diversas funcionalidades, a oportunidade de configuração em outros idiomas.

O IsCoolApp é o único do mercado disponível em quatro idiomas. Para as escolas que já utilizam o aplicativo, alterar o idioma é muito simples. Na versão mobile do IsCool App existem as quatro opções de idiomas: Alemão, Inglês, Espanhol e Português.

Num mundo globalizado, multicultural, dominar outra língua se tornou uma necessidade. Para a escola, uma das principais vantagens em se tornar bilíngue é a de se diferenciar da concorrência. Já para os alunos, o acesso durante toda a escolarização a duas línguas, pode facilitar o ingresso e o percurso em uma universidade estrangeira, segundo Antonieta Megale.

“Além disso, o aluno pode ter acesso a bens culturais diversos produzidos em português e na língua adicional, o que contribui para a ampliação do repertório do aluno e, consequentemente, de seu conhecimento do mundo e de si mesmo”, finaliza.

IsCool App faz parceria com escola municipal de Bebedouro (SP)

Aplicativo de comunicação escolar foi implantado gratuitamente em escola reconhecida pela Unesco por projeto de preservação do meio ambiente

A escola municipal Professor Stélio Machado Loureiro é um exemplo de cidadania a ser seguido. Tanto que seu projeto “Lixo Urbano e Comunidade Escolar”, executado em 2018, foi reconhecido pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Por mérito próprio, hoje a escola de Bebedouro-SP integra a Rede PEA (Programa de Escolas Associadas) da Unesco.

Atualmente, a escola também é parceira do aplicativo IsCool App, oferecendo aos pais dos alunos a comodidade de acompanhar a rotina escolar dos filhos na palma da mão, através da tela do celular. De acordo com a diretora da instituição, Sonia Paro, o IsCool App trouxe inovação e curiosidade aos alunos e familiares.

“Estamos nos adaptando, criando vínculos diferenciados com os pais e responsáveis”, explica.

Segundo ela, o uso do aplicativo de comunicação tem ainda ajudado nas questões de conscientização de preservação do meio ambiente – uma vez que o IsCool App evita o desperdício de papel.

Tem ainda a questão de economia financeira,“pois os alunos não têm que adquirir a agenda que a escola confecciona”, completa Sonia. 

A gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, conta que a parceria de responsabilidade social foi pensada a fim de beneficiar a escola Professor Stélio Machado Loureiro e mostrar o apoio e reconhecimento de ações em prol da educação pública.

“A empresa demonstra o apoio a diversas iniciativas que estão alinhadas com os valores que praticamos no IsCool App”, explica.  

Sobre o IsCool App, a diretora da escola, Sonia Paro enfatiza:

“Esperamos que esta parceria nos coloque à frente de uma experiência na qual poderemos interagir e nos relacionar melhor com a nossa comunidade”.

De Bebedouro para o mundo

Em 2019, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) “Professor Stélio Machado Loureiro” completa 71 anos de existência. Hoje a instituição atende mais de 500 crianças do ensino infantil e fundamental I, nos períodos da manhã e tarde. À noite, suas carteiras são ocupadas por alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

A escola está situada em Bebedouro, cidade que fica na região norte do estado de São Paulo, a cerca de 40 km de Jaboticabal e 80 km de Ribeirão Preto. Seus 77 mil habitantes contam com mais de 10 escolas municipais de ensino fundamental e infantil. A EMEB Stélio Machado Loureiro está entre elas.

A unidade escolar promove ainda a inclusão de 60 crianças com deficiência e dificuldades de aprendizagem. De acordo com Sonia Paro, a gestão da escola segue os “quatro pilares” fundamentais da educação preconizados pela Unesco. São eles: 

  1. Aprender a conhecer (adquirir instrumentos de compreensão);
  2. Aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente);
  3. Aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humanas);
  4. E, finalmente, aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  

Ser associada ao programa da Unesco leva a escola para uma dimensão internacional: todas as associadas podem participar de concursos e projetos globais, o que oferece uma perspectiva universal dos desafios da educação.

De acordo com a coordenadora nacional do programa, Myriam Tricate, as escolas associadas devem ser pioneiras em abordagens inovadoras, participativas e criativas, a fim de mudar e transformar a educação.

“No Brasil, queremos especialmente que as escolas sejam parceiras, colaborativas, integrem seus esforços e trabalhem juntas, trocando experiências para formar uma rede plena de identidade. Afinal, somos 569 escolas públicas e particulares, em todo o país, a segunda maior rede do mundo”, reforça.

A adesão a Rede PEA Unesco é aberta todos os anos e podem se candidatar escolas públicas ou privadas de educação básica, e instituições de formação de professores. Todos os anos, as escolas associadas se reúnem num encontro nacional. Inclusive, a EMEB Stélio Machado foi anunciada como escola associada durante a edição passada do evento, que ocorreu em Salvador-BA.

Em 2019, o encontro acontece na cidade de Ouro Preto- MG, entre os dias 11 e 13 de setembro. O Encontro Nacional da Rede PEA Unesco contará com a participação e apoio do IsCool App. 

Uma ideia na cabeça e o futuro nas mãos

O projeto executado pela escola com o lema “Lixo Urbano e Comunidade Escolar”, propôs aos alunos da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) “Professor Stélio Machado Loureiro” diversas atividades de limpeza e organização da escola e dos arredores. Parte dessas atividades foram executadas durante o “Dia Mundial da Limpeza”, em 15 de setembro de 2018.

O Dia Mundial de Limpeza é uma ação proposta pelo Instituto Limpa Brasil, uma Organização sem fins lucrativos (ONG) que visa promover a mobilização de voluntários para a limpeza de suas cidades, bairros, praias e praças e parques.

O objetivo é conscientizar a sociedade sobre o problema do descarte irregular de resíduos sólidos urbanos. Participam dessa ação mais de 150 países, incluindo o Brasil.

Nesse dia, as crianças puderam colaborar com a limpeza dos espaços escolares, assim como da coleta e separação de lixo no entorno do prédio. Desde o pátio, passando pelas salas de aula até além dos muros, cada série ficou responsável por uma atividade diferente, envolvendo 550 alunos no total.

Os alunos também elaboraram um folder com dicas de cidadania e divulgaram para toda a escola.

Folder desenvolvido pelos próprios alunos

Dias antes, a ação foi tema inclusive do tradicional desfile de 7 de Setembro, no qual a unidade escolar teve a oportunidade de apresentar como seria o Dia Mundial da Limpeza para as autoridades presentes e toda a comunidade bebedourense.

Escola participou do Desfile de 7 de Setembro, divulgando o “Dia Mundial da Limpeza”

A EMEB Stélio Machado ainda desenvolveu campanhas para coleta de óleo de cozinha para reciclagem e lacres de refrigerantes para trocar por uma cadeira de rodas. Outra iniciativa foi o projeto “Muros que educam”, cuja ideia é a de pintar os muros da escola com temas variados. Um exemplo foi o muro sobre trânsito seguro. 

“Em cidades com menos de 100 mil habitantes já é difícil ter escola pública associada ao PEA Unesco. Bebedouro, contudo, possui duas escolas. A primeira foi a EMEB Maria Fernanda Lopes Piffer”, relata Sonia sobre o feito inédito.

A partir desse projeto de conscientização ambiental e de cidadania, a escola mostrou que é possível viver num ambiente organizado, com carteiras e pátios limpos, onde o lixo é separado conforme a coleta seletiva: metal, papel, vidro, plástico e orgânico. Tudo isso só depende da colaboração de todos. E que venham mais exemplos de escolas como a EMEB Stélio Machado Loureiro!

Alimentação saudável nas escolas: uma matéria importante

Mesmo num mundo recheado de alimentos industrializados, cada vez mais os pais e mantenedores escolares se preocupam em oferecer uma alimentação saudável nas escolas; essa questão é, inclusive, tema de pesquisa governamental.

Em 2019, o IBGE realiza a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2019) nas escolas de todo o país para avaliar os hábitos alimentares dos alunos. A última edição de 2015 revelou que mais da metade dos alunos que participaram da pesquisa prefere comprar um lanche na cantina da escola do que se alimentar com a merenda que a instituição prepara.

Porém, a oferta de salgados, refrigerantes e demais guloseimas tem colaborado para o aumento do índice de obesidade infantil e outras doenças relacionadas ao sobrepeso. Um dos problemas é que os jovens que estão obesos hoje estão mais propensos a doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, os alunos que entram na adolescência acima do peso tendem a apresentar mais dificuldades em fazer as pazes com a balança na vida adulta.

Mas, afinal, o que é uma alimentação saudável?

Alimentos in natura como frutas, legumes e verduras encabeçam essa categoria, além dos que proporcionam valor energético como carnes, cereais, derivados de leite e tubérculos. Água ainda é a melhor opção para se beber, além de água de coco e sucos naturais de frutas.

“Uma alimentação saudável é aquela que respeita a individualidade de cada criança, seus aspectos culturais, sociais, psicológicos e também suas preferências alimentares. Dessa forma, é possível incluir os vários tipos de alimentos sem restrições desnecessárias”, afirma a nutricionista Jéssica Bonella, especialista em saúde da criança e do adolescente pela Unicamp.

Jéssica Bonella, nutricionista (Foto: Arquivo Pessoal)

De qualquer maneira, os alimentos que integram um lanche saudável devem ser preparados preferencialmente em casa, se possível com a ajuda das crianças. Para isso, os pais podem se planejar fazendo a compra semanal dos ingredientes que serão utilizados para o preparo da lancheira escolar. 

Segundo a nutricionista, “a participação ativa da criança, ou seja, ela fazer suas próprias escolhas e dar sua opinião a partir do que aprendeu – sempre com a supervisão dos pais ou responsáveis, – gera um senso de responsabilidade e autonomia fundamentais para a adesão da criança no processo de mudança de hábitos alimentares”.

Criança fazendo o cardápio da lancheira escolar (Foto: Jéssica Bonella)

Visando esse público preocupado com que os filhos comem na escola, algumas empresas fornecem opções de alimentação saudável. Umas operam no controle de cantinas, que comercializam salgados assados ao invés de fritos, e sucos no lugar de refrigerantes.

Já outras empresas vão além de oferecer um lanche saudável. Chegam a entregar na escola da criança próximo do horário do recreio. Claro que são serviços pagos e os pais devem, antes de mais nada, avaliar se o custo desse tipo de serviço caberá ou não no orçamento familiar.

As escolas também colaboram nesse sentido quando fornecem as refeições para os alunos que permanecem em período integral, por exemplo. Geralmente, o cardápio das refeições é orientado por um profissional nutricionista que define o que deverá ser servido às crianças de forma a oferecer uma dieta balanceada. Os pais podem acompanhar o cardápio semanal através das redes sociais das escolas ou por outros meios de comunicação.

Cardápio no IsCool App

Para as escolas que utilizam o IsCool App como ferramenta de comunicação com os pais, existe a opção de informar se o aluno comeu ou não, a que horas e se repetiu através do módulo Agenda/Diários. Dessa forma, os pais ficam mais tranquilos sabendo que seus filhos estão se alimentando de forma adequada.

A escola poderá também gerar relatórios por aluno e utilizar essa informação com a nutricionista, fornecedores da cantina ou até mesmo na reunião de pais.

Os colégios têm ainda a opção de inserir o cardápio diário. Outro detalhe: na função “Atendimento”, a escola pode colocar o pai em contato direto com a cantina ou com a nutricionista da escola.

Recomendação diária

De acordo com resolução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), as escolas que oferecem período integral devem atender, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais dos alunos, divididas em pelo menos três refeições diárias.

Para a recomendação de ingestão diária de alimentos, o PNAE utiliza valores propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) que preconiza: De 6 a 10 anos, 1.500 calorias; de 11 a 15 anos, 2.175 calorias e de 16 a 18 anos, 2.500 calorias.

Além de alimentos saudáveis, o cardápio escolar deve estar alinhado com outros fatores, tais como faixa etária e horários das refeições, além da tradição agrícola local. Isso sem contar com a preocupação em relação ao uso indiscriminado de açúcar, sal e gordura que não trazem benefícios nutricionais e são tidas como calorias vazias.

A alimentação como extensão da aprendizagem

Especialistas são unânimes ao afirmar que o preparo dos alimentos de maneira saudável e equilibrada deve fazer parte da proposta pedagógica das escolas. Entre os benefícios dessa prática, estão:

  • Os alunos aprendem o valor nutricional dos alimentos;
  • Passam a evitar o desperdício;
  • Ganham autonomia na escolha da composição do prato;
  • Aprendem a importância de variar o cardápio.

De acordo com Bonella, a escola tem como papel promover, de fato, a educação nutricional. “A educação nutricional, por exemplo, de forma lúdica sobre alimentos e nutrientes, leitura de rótulos, culinária e, se possível, incluir os pais em palestras sobre esses temas também”, conclui.

Pode participar dessa proposta pedagógica toda a escola, desde professores até merendeiros. Esses, inclusive, têm um poder especial: o de incentivar os alunos na hora de servir as refeições,  oferecendo alimentos que eventualmente sofreriam recusa por parte das crianças e adolescentes. É a partir da influência dos merendeiros que muitas crianças e adolescentes passam a comer determinado alimento.

Para esse público tão importante, existem ainda iniciativas como o Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, do Ministério da Educação, que premia os merendeiros mais criativos em suas receitas. Em 2019, o prazo para as inscrições é até 12 de julho através do site: http://melhoresreceitas.mec.gov.br/. A premiação inclui cursos de melhores práticas na cozinha, até viagem internacional.

Não apenas comer bem, mas compartilhar o momento da refeição é importante para que os alunos possam se confraternizar, tornando a prática pedagógica da alimentação saudável ainda mais prazerosa. Confira abaixo algumas sugestões de atividades lúdicas para fornecer educação alimentar às crianças e adolescentes:

  • Teatro dos alimentos com personagens em E.V.A (para crianças menores);
  • Atividade sensorial com os alimentos: brincadeira às cegas para as crianças em idade pré-escolar para adivinharem qual é o alimento;
  • Plantação de uma horta: essa atividade pode ser realizada com crianças de 6 a 9 anos;
  • Oficinas de alimentação saudável para os adolescentes, pedindo que cada um coloque numa folha em branco o que comeu durante as refeições anteriores e explicar a eles a importância de uma refeição saudável e equilibrada.

Além dessas dicas, há muitas outras para colocar em prática com os alunos. Nada que a imaginação e os ingredientes certos não possam ajudar. Porque afinal de contas, a alimentação deve ser saudável, mas também muito gostosa!

IsCool App e School Picture marcam presença no GEE 2019

Confira detalhes da edição de 2019 do Grande Encontro da Educação (GEE), que aconteceu nos dias 17 e 18 de junho

O evento GEE – Grande Encontro da Educação 2019 reuniu cerca de 600 participantes, entre gestores escolares e coordenadores pedagógicos, em torno do tema “A educação básica na era do Big Data”. As marcas School Picture e IsCool App marcaram presença no encontro como patrocinadores especiais, sendo a segunda participação no evento.

O GEE 2019 abordou a influência das novas tecnologias e do Big Data para o futuro da educação. Palestrantes convidados apresentaram tendências sobre a otimização do armazenamento de dados das instituições de ensino, além de novas maneiras de aprendizagem. Durante o intervalo das palestras, os visitantes puderam conhecer algumas inovações tecnológicas e educacionais através de expositores do setor.

Oportunidade de relacionamento

Entre os expositores, IsCool App e School Picture apresentaram as novidades em módulos e produtos respectivamente.

“Para nós, o GEE é uma ótima oportunidade de nos relacionar com colégios que são ou não parceiros, discutindo e conversando sobre as novidades no ramo da educação“, avaliou Débora Cavallaro, analista de negócios do IsCool App.

As novas funcionalidades do IsCool App, por exemplo, foram demonstradas aos participantes do evento, como a Galeria de Fotos, que proporciona aos pais a comodidade de acompanhar seus filhos através de imagens capturadas durante eventos, passeios e rotina escolar. Assim como o módulo de Matrículas que permite à direção da escola efetuar a matrícula dos alunos através do aplicativo, com recolhimento da assinatura digital do responsável, com validade jurídica.

O módulo Matrícula, inclusive, tem tido grande aceitação por parte dos colégios, que enxergam uma oportunidade de reduzir o volume de contratos impressos, economizando com impressão em papel e, de quebra, colaborando com o meio ambiente.

Big Data e as novas tendências da educação

Nos dias de hoje, muito se fala no uso das tecnologias em sala de aula e já no primeiro dia do evento, os participantes puderam acompanhar esse tema através de palestras e painéis. Também assistiram que a democratização do conhecimento científico, citando como biologia, engenharia e ciência de dados podem mudar os rumos da educação escolar nos próximos anos.

O papel do professor em relação aos temas atuais, como Fake News (Notícias Falsas) foi ainda tema de palestra sobre as tecnologias digitais. O termo Big Data, que significa um grande volume de dados, gera impacto direto nos colégios. Por exemplo, o uso de dados pode ser ferramenta para avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos escolares, ajudando a estabelecer metas individuais e coletivas. As competências para dominar esse universo de forma mais eficaz foram apresentadas aos participantes no primeiro dia do evento. 

Meio ambiente, Big Data e desenvolvimento sustentável: o papel das escolas, a Lei Geral de Proteção de Dados e metodologias ativas foram outros temas abordados no segundo e último dia do GEE. O palestrante Leandro Holanda, co-autor do livro Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação abordou o tema de metodologias ativas.

Segundo ele, “estudo sobre uso efetivo da tecnologia para o aprendizado demonstrou que não basta a tecnologia em si, mas que é necessário o uso guiado dessa tecnologia em sala de aula”, apontou ele.

Contradizendo o pensamento comum, Holanda apresentou dados sobre o estudo que provam que a maioria dos estudantes prefere realizar atividades práticas e resolver problemas a usar a tecnologia pura e simplesmente.

Por fim, o evento trouxe para a reflexão os movimentos mais recentes da educação sob a ótica das metodologias ativas de ensino na qual os alunos são protagonistas do conhecimento e o professor, um importante mediador. Também uma oportunidade para a comunidade acadêmica se encontrar, obter conhecimento e conferir as inovações tecnológicas do setor.

Galeria de fotos

Confira alguns dos momentos especiais vividos no estande do Grupo School Picture durante o Grande Encontro da Educação – GEE 2019

Galeria de fotos e seu poder de engajamento dos pais

A divulgação de imagens do dia a dia dos alunos em suas atividades está entre as ações que mais agrada aos pais usuários de aplicativo de comunicação escolar; conheça mais sobre essa funcionalidade e veja como seu colégio também pode se beneficiar dela

Não basta ser expectador, tem que participar, mesmo que à distância e mesmo que pelo celular. Ao consultar os pais e responsáveis de centenas de colégios parceiros sobre o que os faz interagir mais com o aplicativo de comunicação escolar, a resposta é unânime: fotos.

Durante o intervalo do almoço ou ao final de um dia cansativo de trabalho que parecia nunca ter fim, poder visualizar imagens dos filhos em atividades e pequenas conquistas diárias se torna uma agradável surpresa. Graças ao advento dos aplicativos de comunicação escolar e da substituição da agenda física, essa singela ação tem se tornado cada dia mais valorizada, tanto pelos pais, que se sentem mais próximos dos alunos, quanto para o colégio, que passa a se apoiar nessa estratégia para estabelecer uma comunicação de qualidade com as famílias.

Nessa esfera, e considerando a frase popular que afirma que “uma imagem vale mais que mil palavras”, os apps de comunicação vêm se especializando em entregar aos colégios a melhor ferramenta de organização e visualização de fotos. É o caso do IsCool App, o aplicativo de comunicação escolar com maior número de funcionalidades do mercado e que se firma como uma importante solução de gestão para as instituições de ensino.

Além de já contar com a possibilidade de envio de fotos via mensagem a grupos ou usuários individuais e também via publicação no feed de notícias (uma espécie de mural digital do colégio no celular), o IsCool App oferece a opção de o colégio criar galerias de imagens completas para registro de qualquer tipo de atividade em tempo real. Chamada no menu principal de “fotos”, a funcionalidade tem acesso fácil por parte dos pais e um design flat e intuitivo para que as informações se mantenham organizadas. Uma terceira ferramenta voltada para fotos e registro de atividades exclusivamente por imagem dentro do app.

Uma galeria para cada atividade

A funcionalidade “fotos” permite criar título e uma breve descrição da atividade, tanto no álbum como para cada foto, introduzindo o tema aos pais e usuários que receberão acesso àquela galeria. É possível, até, desenvolver um verdadeiro storytelling das atividades, levando o responsável a entrar no clima do tema, seja ele um passeio pedagógico, uma aula diferente, um evento interno ou mesmo o registro de uma festa de homenagem.

Empolgados com a possibilidade de participar, mesmo que à distância, os pais podem não só visualizar as fotos como baixar os arquivos e compartilhar esses momentos únicos com familiares e amigos. Ao longo do ano, o material divulgado se torna um rico conteúdo histórico do ano letivo do estudante.

No IsCool App, cada galeria pode ser atribuída a um colaborador para edição do conteúdo e, na sequência, ser divulgada a usuários específicos individualmente ou em turma. Com sistema baseado em nuvem, o upload das imagens se torna uma tarefa rápida e fácil e que pode ser efetuada pela versão desktop ou pelo celular. Por isso, é possível que o professor consiga, por exemplo, fazer fotos de registro de uma atividade e postar imediatamente na galeria. Ou, se preferir, ir construindo o álbum ao longo de um período para só então publicá-lo completo.

Mais reforço para o marketing escolar

O Blog do IsCool App já trouxe diversas matérias sobre a importância do engajamento familiar no desenvolvimento do aluno e de como melhor utilizar as ferramentas do app de comunicação para auxiliar nessa tarefa. A galeria de fotos surge, portanto, como mais uma funcionalidade essencial na missão de fortalecer a imagem do colégio perante seus clientes.

A cada atividade registrada, de maneira que também seja considerada uma freqüência saudável e interessante de postagens (sem tornar as postagens repetitivas e maçantes), o colégio aumenta as chances de ser bem avaliado nas pesquisas de satisfação. Ao divulgar detalhes que vão desde a organização do ambiente à complexidade do conteúdo trabalhado em sala, o nome da instituição passa a ser mais lembrado e defendido pelos pais. E o melhor: sempre associado a um momento feliz!

A dica é se atentar à qualidade das fotos, com uma edição rápida para torná-las ainda mais valorizadas no quesito cor e enquadramento, e alternar a publicação com imagens de interações em turma e momentos de desenvolvimento individual. Vale pensar, inclusive, em estratégias específicas, como galerias de fotos de alunos ou pastas temporárias, baseadas em temas quentes do cronograma pedagógico.

Faça um teste dessa funcionalidade

Quer conhecer mais sobre o módulo fotos do IsCool App e entender como ele pode te ajudar a potencializar o engajamento dos usuários na prática? Clique aqui e peça por um teste da ferramenta diretamente com a equipe IsCool App.

Conheça, também, outras ferramentas que podem auxiliar você e sua equipe na gestão da comunicação dentro da sua instituição acessando o site do aplicativo que conta com maior número de funcionalidades do mercado.

Guia da Educação 4.0: Quem são os alunos 4.0?

A nova maneira de educar com olhar para o potencial de desenvolvimento humano pode ser a arma contra a pobreza e a chave para um futuro melhor; saiba como essa transformação já está acontecendo na prática

Se estamos pontuando a Educação 4.0 como um marco, um divisor de águas do setor e mesmo da sociedade, então como podemos descrever os alunos protagonistas deste tempo? Eles são diferentes? Como viverão tudo isso na prática, no futuro?

A segunda matéria deste pequeno especial sobre Educação 4.0 traz mais informações sobre as mudanças de paradigma na prática, pela ótica dos estudantes e da evolução de seu aprendizado. Continuamos contando com a ajuda do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional.

Os alunos da Educação 4.0 já estão nas salas de aula

Dando continuidade à linha de pensamento explorada na matéria anterior, entendemos que a educação é reflexo das mudanças vividas pela sociedade. Ou seja, a Educação 4.0 já acontece porque as demandas são reais e latentes, vide a rápida mudança nas nomenclaturas das gerações: em menos de 20 anos já passamos da geração Y e Z para a Alfa e, agora, Beta.

Os alunos nativos digitais e filhos de uma geração inteira que se perdeu em mais teorias e menos apoio socioemocional já estão circulando dentro das salas de aula. E, sim, eles trazem diferenças motoras e emocionais em relação às gerações anteriores. Daí a urgência das adaptações estruturais por parte das instituições escolares.

“Os mapeamentos neuronais mostram diferenças importantes nos processamentos audiovisuais dessas crianças, que têm essas áreas cerebrais 20% maior em relação à geração anterior. Em contrapartida, as áreas de códigos e linguagens são mais reduzidas. Então nós temos, em sala de aula, cérebros que são 30 a 35% diferentes do cérebro de uma geração anterior com menos de 20 anos de diferença de idade”, explica Zeferino.

Tais dados são citados em estudos como “A relação entre os nativos digitais, jogos eletrônicos e aprendizagem“, de Luciana Barbosa Cândido Carniello e Bárbara Mônica Alcântara Gratão Rodrigues 2 (ambas do CEFOPE Anápolis), além de Moema Gomes Moraes (UFG, UEG).

Hiperabundância de informações, pura física

Esse encurtamento das gerações, que vivenciamos praticamente a cada mudança de década, se dá pela hiperabundância de informações a qual somos diariamente expostos. Toda essa avalanche de dados, notícias, mensagens e eventos são responsáveis por transformar a nós e aos nossos filhos fisicamente, mais precisamente nossos cérebros.

É uma questão bio-físico-química: imagens, sons, percepções do tato, olfato e a própria fala são ações processadas eletricamente pelo sistema nervoso por meio da ação dos fótons (partículas que transportam energia). Tal processo sustenta a dimensão cultural do ser humano e se altera de acordo com os acontecimentos externos e internos ao corpo ao longo da vida, contemplando ciclos próprios de transformações – adaptações neuronais também explicadas pela neuroplasticidade.

Voltando essa teoria aos nossos novos e futuros alunos, professor Zeferino ressalta: “Na verdade, o aluno 4.0 é estranho a este mundo da escola 1, 2 e 3.0 porque ele já é diferente. A revolução educacional já adentra todos os dias a sala de aula (presencial ou não), calçada em chinelos, tênis ou sapatos usados por nossas crianças, adolescentes e jovens. Nesta perspectiva nós não estamos fazendo uma revolução, nós estamos buscando resolver os desafios causados pelos estudantes que já são de uma geração 4.0, buscando colaborar efetivamente com o seu desenvolvimento humano para que estejam aptos a lidar com as profundas, rápidas e irreversíveis transformações protagonizadas pela sociedade 5.0.

Desaprender para aprender

Após três séculos de formação, a educação como conhecemos passa por uma transformação profunda e que está muito mais relacionada a valores, atitudes, competências e habilidades. Como vimos, a Educação 4.0 se pauta no desenvolvimento humano, muito mais do que no mero quesito técnico das mídias que são utilizadas, já que estes são meios e não fins. O que importa fundamentalmente é a construção de estilos de pensamento e capacidade interventiva diante do novo, já que a fluidez dos processos sociais na atualidade e no futuro impõem desafios frequentes e complexamente crescentes.

Mas não é estranho pensar que, em tempos de alta capacidade de inovação e sistemas computadorizados superinteligentes, a humanidade esteja se esquecendo de termos tão básicos como os valores e a cidadania, por exemplo? A resposta, Zeferino tem na ponta da língua.

“Sim, é um processo de desaprendizagem, para que se construam novas aprendizagens. Nós podemos dizer que quando temos uma transição de paradigmas, experimentamos um conjunto de crenças, valores e fatores em que atuávamos e que já não respondem mais às nossas necessidades efetivas. Neste momento se evidencia uma ‘crise paradigmática’ e partimos, então, para a construção de um novo paradigma. São novas visões, novos líderes, novos valores, novas atitudes, novas competências, novas habilidades e também novos conhecimentos produzidos e aplicados (Tecnologia). Esse sim, a meu ver, é o limite superior da Educação 4.0. ”, enfatiza o professor, que é referência no assunto por ser precursor do tema e pesquisador reconhecido no meio acadêmico neste campo do conhecimento.

O futuro do aluno 4.0 e a luta contra a pobreza

Os dados comprovam que a educação precisa se adaptar à geração 4.0 para garantir um horizonte mais amplo, equilibrado e sustentável ao cidadão do futuro. Dados do IBGE de fevereiro de 2019 mostram, por exemplo, que o país bateu recorde de trabalhadores sem carteira assinada e que, nos últimos 4 anos, o país perdeu 3,7 milhões de postos de trabalho formais.

Ao contrário do que muitos pensam, porém, os dados também comprovam que este não é um mero reflexo de gestão governamental e de políticas públicas. O cenário tem se transformado rápida e profundamente por uma questão estrutural global e local, afinal, onde tínhamos pessoas trabalhando, agora temos máquinas que não só executam como também aprendem o que e como fazer. Sem contar algumas empresas de vanguarda (Indústria e Serviços 4.0) que contam com suporte de sistemas digitais cyberfísicos inteligentes.

Esses processos de transformação vão continuar acontecendo. Daí a importância da qualificação educacional com ênfase no desenvolvimento humano. Não é só se formar um profissional, até porque as profissões também estão na berlinda. Elas estão sofrendo grandes choques de atualidade e tornando-se obsoletas rapidamente, por isso é preciso que cada cidadão seja protagonista do seu próprio desenvolvimento na perspectiva de uma educação por toda a vida”, diz Zeferino.

Ainda para ele, enquanto a educação providencia o desenvolvimento humano com habilidades socioemocionais e cognitivas diferenciadas, os cidadãos do futuro garantirão o protagonismo desse novo mundo. “As pessoas não apenas como meras dependentes reativas, mas elas terão condições de entregar valores. A entrega de valor é onde está a produção de riqueza na economia, é isso que gera o superávit financeiro. Se essa entrega não existe, isso significa pobreza”, arremata o professor.

O Brasil acompanha em tempo real essa evolução 4.0?

Pesquisas do Instituto Galileo Galilei para Educação relacionadas ao estudo Brasil Educação 4.02030, lançado recentemente, mostram que se o Brasil fizer a lição de casa pode se tornar uma referência mundial em desenvolvimento social até o ano de 2030. Ele não necessariamente será o país mais desenvolvido educacionalmente, mas será aquele que terá proporcionado às futuras gerações o direito por uma aprendizagem efetivamente significativa, de valor, com pessoas bem formadas e capazes de serem autoras e protagonistas de novas realidades, desenvolvimento, riqueza e justiça social.

O próprio IGGE faz sua parte por meio do movimento Brasil Educação 4.02030, uma iniciativa que une instituições públicas e privadas da educação básica e superior, empresas de todos os setores, estudiosos e pessoas engajadas em prol da promoção da inovação nas escolas. São ações concretas que auxiliam instituições de todo o país na criação de projetos e processos para o desenvolvimento humano de alto nível.

Saiba mais

Conheça mais sobre este projeto e saiba como pode fazer parte dele clicando aqui.

Guia da Educação 4.0: O que é e o que esperar dela

Termo em ascensão na comunidade escolar, a Educação 4.0 remete a uma nova era de aprendizagem baseada na inovação e no embasamento socioemocional, mas para se apropriar dela é preciso atitude e comprometimento por parte dos gestores

Nada melhor que introduzir um tema partindo de uma reflexão para embalar a leitura. Por isso, lançamos a seguinte pergunta: na sua opinião, a sociedade é um reflexo da educação que recebe ou seria a educação um reflexo do momento vivido pela sociedade?

Diferentemente da clássica pergunta “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?”, aqui a resposta não carrega muitas análises filosóficas. Basta relembrar alguns pontos-chave da história da formação da sociedade contemporânea para afirmar que, na verdade, é a educação que se transforma à medida que a sociedade exige, ou, como diriam os estudiosos da Educação 4.0, à medida que mudamos os paradigmas – o que tem acontecido de maneira muito mais rápida, diga-se de passagem.

Em eventos, palestras, artigos e matérias do segmento ou mesmo dentro das escolas mais antenadas, o termo “Educação 4.0” ganha cada vez mais evidência, expondo um novo divisor de águas na curva da evolução do sistema educacional. Mas, como tudo o que é novo, o tema ainda é pouco explorado e, se não estudado, pode ser associado equivocadamente a revolução industrial e ascensão das tecnologias, por exemplo.

Para nos ajudar a entender mais sobre este conceito e como ele se dá na prática, o Blog do IsCool App bateu um papo com o professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileu Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional. Dessa rica conversa nascem duas matérias em mais um pequeno especial, que você acompanha hoje e na próxima semana.

Afinal, do que se trata a Educação 4.0?

Educação 4.0 é um termo criado para ilustrar uma nova fase do sistema educacional, um novo tipo de aprendizagem exigido pela sociedade que contempla o desenvolvimento de valores, competências e habilidades do ser humano, em harmonia com ambiente ciberfísico e sem abrir mão do conhecimento teórico.

“O conhecimento teórico está dado, está nas redes, está na nuvem. Na verdade, o que estamos falando, é de propiciar o desenvolvimento humano. A Educação 4.0 é principalmente uma educação de base cognitiva”, explica Zeferino, pós-doutorado em Educação Digital e Física e também em Inovação na Educação em Engenharia, ambas formações pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Abraçando temas bastante debatidos na educação, como a BNCC e a formação das habilidades socioemocionais, a Educação 4.0 mostra que o olhar mais apurado para a formação do potencial humano é, na verdade, uma demanda urgente da sociedade. À medida em que o ser humano se tornou capaz de criar máquinas ultrainteligentes, acabou deixando de lado sua inteligência interpessoal e a Educação 4.0 mostra que só seremos capazes de viver o futuro se soubermos usar o melhor de nós mesmos, que é a inovação, a capacidade de gerenciar as emoções, de gerenciar projetos e de se relacionar com outras pessoas.

“O que se fala na educação é que, com essas mudanças na sociedade, há também uma mudança profunda, por exemplo, no trabalho, na empregabilidade e no perfil de formação das pessoas. Essa transformação vai exigir dos jovens, principalmente aqueles que ainda vão ingressar na sua vida adulta, uma série de novas competências, habilidades e valores que não são normalmente praticados ainda na escola ou de forma menos empática. Nossa escola ainda é muito conteudista. Nós temos um oceano de informações com menos de meio dedo de profundidade. Quer dizer, há toda uma questão muito mais ligada a múltiplas inteligências do que necessariamente só o conteúdo em si.”

Prof Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto

Os 4 pilares da Educação 4.0

O termo Educação 4.0 está diretamente ligado ao livro escrito e lançado recentemente pelo professor Zeferino, o Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência. Nele, o autor explica que essa formação cognitiva se dá por meio de 4 pilares de sustentação teórica, que são:

  • 1º pilar: O modelo sistêmico de educação
  • 2º pilar: A educação de base científica e tecnológica
  • 3º pilar: A engenharia e a gestão do conhecimento
  • 4º pilar: A ciberarquitetura

Embora a Educação 4.0 esteja inserida em um contexto sociocultural econômico mais amplo, ela é um termo muito longe de ser uma carona do contexto da indústria 4.0. Aliás, ela tem seu próprio protagonismo, que acontece – e tem que acontecer – dentro da sala de aula.

“Nós temos algumas instituições que, mesmo sem conhecimento da base teórica, já começaram a pensar numa Educação 4.0, mais participativa, inovadora no sentido da gestão, no sentido de que a inovação não pode ser colocada só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Só com um plano de inovação as escolas tornam a Educação 4.0 uma vivência prática”, explica Zeferino sobre como o termo é posto à prova no dia a dia de uma escola.

E por que na escola e no ambiente da sala de aula? Justamente porque é nesse espaço que acontece a transformação da cultura. Afinal, só um plano concreto de inovação pode unir gestores, alunos e pais na construção de novas e sustentáveis ações transformadoras.

A diferença entre tecnologia e mídias

Para começar a trabalhar a prática da Educação 4.0, um dos primeiros passos, segundo o professor Zeferino, é entender a diferença entre tecnologia e mídias. Quando falamos em evolução da educação, é equivocado dizer que as novas tecnologias invadiram as salas de aula quando, na verdade, queremos nos referir a objetos que estão transformando o dia a dia de professores e alunos – esses são chamados de mídias (exemplo, lousas digitais, computadores, celulares, tablets, etc.).

A tecnologia existe desde que mundo é mundo, ou seja, tecnologia é qualquer ideia que resolva algum problema e crie soluções. Na Educação 4.0 o que se vê é que não é a mídia que faz a diferença, mas sim as pessoas responsáveis por essas inovações.

Estamos diante de uma nova revolução muito mais potente, rápida, silenciosa, profunda e irreversível que é uma revolução onde a cognição alcança os dispositivos físicos. Nós já passamos a viver num mundo ciberfísico, que integra o bio, o físico e o digital ao mesmo tempo. Neste momento, a educação também já está passando por um efeito dessas transformações”, enfatiza Zeferino.

A origem do termo

Falar de Educação 4.0 é também revisar as outras fases da evolução educacional, ou seja, a Educação 1.0, 2.0 e 3.0. Para contextualizar melhor o termo e embasar o seu conhecimento sobre o assunto, confira as definições dessas outras revoluções educacionais pela explicação do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto:

Educação 1.0

É o surgimento e a disseminação do modelo de escolas, uma educação com tendência laica, inicialmente com uma forte base instalada na igreja, que, por sua vez, tem um papel fundamental na formação da sociedade. Essa escola é pautada, principalmente, na figura do professor, como aquele que professa publicamente suas doutrinas, e por comunicação oral, sem ajuda de mídias como a lousa, por exemplo.

Educação 2.0

Datada a partir do século 19, a Educação 2.0 traz os modelos teóricos de educação criados pela contribuição de pesquisadores como Lev Vygotsky, John Dewey, Alexei Leontiev e outros educadores, entre eles, Jean Piaget. Nessa fase, começa-se a olhar para a educação não especificamente com ares de pesquisa para a educação, mas com ares de pesquisa na psicologia,o que impacta a educação basicamente respondendo à questão de como as pessoas aprendem, de como se dá a produção do conhecimento humano. Menos empiricista, essa educação já traz a formação dos professores, inicialmente no magistério e seguida por especializações e licenciaturas.

Educação 3.0

A educação 3.0 acontece a partir da revolução digital, entre o final da década de 50 e início da década de 70, consolidando-se e intensificando-se a partir dos anos 90. É quando você começa-se a introduzir novas mídias na educação, como um quadro digital, um computador, um modelo de processo de ensino e aprendizagem ou um smartphone ligado à internet. Aqui, é possível que o aluno viva uma relação diferente com a informação. Além das mídias, outra categoria de análise é a metodologia utilizada, bem como as visões de ensino e aprendizagem e visões de currículo de educação.

E o Brasil?

O Brasil ainda permeia esses três modelos de educação que acabamos de citar. Faltam mídias e recursos em muitas áreas e até é possível enxergar resquícios da Educação 1.0 em alguns lugares mais distantes dos grandes centros – ainda que possa ser um processo de aprendizado mais interativa, com riquezas regionais únicas. De qualquer forma, sendo palco para o nascimento no termo Educação 4.0, o país está começando as lições de casa rumo ao futuro, como poderemos conferir na próxima matéria desse especial.

Interessado pelo tema?

Se assim como nós você é um apaixonado pela educação e por boas práticas de gestão escolar, acesse o site Educação 4.0 mantido pelo professor Zeferino e confira muito mais conteúdo sobre o tema. É a oportunidade de começar ou mesmo potencializar a transformação do seu colégio e dos seus alunos rumo a uma educação mais humanizada e de acordo com as premissas da sociedade.

Aprendizagem Cooperativa: o estímulo à inteligência coletiva

Conheça a Metodologia Ativa que garante o desenvolvimento de competências importantes previstas pela BNCC, como o trabalho em grupo, e saiba como os colégios conciliam esta prática a tantas outras já previstas no currículo

Contribuir… E assim, também ganhar. Ganhar conhecimento, aumentar o repertório colhendo opiniões diversas, aprender a conviver em sociedade, tornar-se um adulto e profissional com empatia e capaz de resolver conflitos. E qual o melhor lugar para se reforçar esses princípios se não as salas de aula, hoje abertas para as atividades socioemocionais e o desenvolvimento integral de crianças e jovens?

Totalmente alinhada à BNCC – Base Nacional Comum Curricular, a Aprendizagem Cooperativa ganha forças e se estabelece como uma das metodologias que mais contribui para o projeto curricular do colégio. Isso porque garante a vivência prática de diversas competências importantes para os alunos sem demandar grandes reestruturações do espaço, do corpo pedagógico ou da linha de ensino seguida pela instituição.

Baseada no trabalho em grupo, a Aprendizagem Cooperativa estimula que alunos se ajudem, discutam entre si e resolvam problemas em conjunto, dando voz ativa e protagonismo a cada um dos envolvidos a fim de absorver o conteúdo de maneira efetiva e com ganhos ainda maiores em aspectos socioemocionais.

Complementar para potencializar resultados

A Aprendizagem Cooperativa chega para somar-se às Metodologias Ativas essenciais da educação do século 21. Um colégio pode, por exemplo, aplicar tranquilamente os princípios do trabalho em conjunto junto a qualquer metodologia de ensino híbrido, como Aprendizagem Baseada em Projetos ou a Sala de Aula Invertida. Basta que o colégio se planeje para aplicar a atividade no momento certo, de forma que o grupo possa viver o conteúdo acadêmico de maneira maximizada em grupo.

Seja na aula de gameficação do ensino médio ou no projeto experimental desenvolvido pelos alunos do Ensino Fundamental, as técnicas da Aprendizagem Cooperativa Kagan estão presentes em cada etapa e de maneira interdisciplinar dentro do Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo. Implantada há cerca de três anos, a metodologia conquistou todo o corpo docente local, garantindo resultados positivos no desenvolvimento dos alunos.

“Já sentimos os benefícios da introdução dos métodos de aprendizagem em pares, em grupos e em outras estruturas de apoio e ajuda mútua entre nossos estudantes. O princípio fundamental é o compartilhamento nas salas e em outros ambientes de aprendizagem em que os alunos atuam colaborativamente”, conta Eliana Baptista Pereira Aun, diretora geral do colégio do colégio da zona sul paulistana que conta com mais de 1500 alunos.

Ainda sobre os resultados positivos da iniciativa, Eliana complementa: “Ao combinar nossa participação com a de outras pessoas, criamos uma ‘inteligência coletiva’ que, na ação educativa, potencializa o processo de aprendizagem, gerando resultados mais eficien­tes para todos os alunos, seja individual ou personalizadamente”.

O professor é maestro

O segredo do sucesso com a Aprendizagem Cooperativa, não só no Colégio Guilherme Dumont, mas em todos os que se propuseram a aplicar a metodologia, está na capacitação do professor, que assume o papel de regente da turma, garantindo a participação de cada um dos alunos envolvidos.

“A sala de aula cooperativa constrói-se desde o primeiro dia de aula e depende em grande parte da capacidade do professor em criar o espaço e a disponibilidade para que todos se conheçam mutuamente e comecem a se interessar uns pelos outros. A aplicação da metodologia se faz presente quando o professor aplica as Estruturas de Aprendizagem em sua sala de aula”, explica Andressa Dozzi Tezza docente com experiência de mais de dez anos no ensino básico e atualmente formadora internacional certificada na metodologia de Aprendizagem Cooperativa Kagan e Ensino Baseado no Funcionamento do Cérebro.

Parte da equipe Future Kids – empresa que há mais de 20 anos prega a inovação e a transformação educacional no Brasil por meio da Aprendizagem Cooperativa – Andressa explica que os professores passam por formação específica de 5 módulos, totalizando 30 horas de curso dividido em 6 partes cada.

“É uma formação extremamente prática, em que os professores vivenciam exatamente o que os alunos vivenciarão a partir da aplicação das estruturas de aprendizagem em sala de aula. É também uma formação bem personalizada, pois, muitas vezes solicitamos ao coordenador pedagógico alguns temas que serão trabalhos dentro do conteúdo programático de cada professor para usar os exemplos durante a formação, deixando assim a formação de professores ainda mais personalizada”, diz ela, que também é uma das responsáveis pela aplicação da Aprendizagem Cooperativa Kagan no Colégio Guilherme Dumont Villares.

Aprendizagem Cooperativa Kagan

Criada em 1985 pelo psicólogo e professor Dr. Spencer Kagan a partir do lançamento de seu livro “Cooperative Learning Stuctures” pela Universidade de Berkley, na California, a aprendizagem cooperativa Kagan é a mais difundida no cenário educacional hoje. Estruturada, essa metodologia se caracteriza por conter 4 princípios básicos, chamados também de PIPA, que são: Participação Equivalente, Interdependência Positiva, Produção Individual e Alta Interação Simultânea.

Esses princípios diferenciam a metodologia Kagan de um simples trabalho em grupo ou outras Metodologias Ativas. “Nesta metodologia se distribuem as responsabilidades e, ao longo do tempo, todos têm oportunidade de experimentar diferentes papéis no grupo. Alguns benefícios de sua aplicação são a organização de grupos de trabalho eficazes, gerenciamento de sala de aula, identidade de grupo, identidade de sala de aula, entre outras”, exemplifica Andressa.

Um fato interessante sobre a metodologia Kagan é o próprio motivo que levou à sua criação. Enquanto professor de psicologia em Berkley, Dr. Kagan encontrava dificuldades em propor aos alunos atividades que demandassem trabalho em equipe. Essa falta de interação prejudicava os alunos que, quando saíam da faculdade, demoravam a encontrar um emprego devido à falha de desenvolvimento de suas habilidades sociais. Dr. Kagan, então, começou a estruturar um método em que os alunos pudessem compartilhar ideias uns com os outros. “As estruturas foram cuidadosamente planejadas para promover o desempenho, engajamento, habilidades de raciocínio e habilidades socioemocionais”, diz Andressa.

Os 12 principais benefícios da aprendizagem cooperativa:

  • Leva em consideração os diferentes estilos de aprendizagem;
  • Desenvolve habilidades cognitivas de alto nível;
  • Aumenta a satisfação dos estudantes com a experiência de aprender;
  • Incentiva os alunos a assumir a responsabilidade por sua aprendizagem;
  • Estabelece expectativas elevadas para alunos e professores;
  • Desenvolve a empatia – a capacidade de enxergar as situações do ponto de vista do outro;
  • Ajuda os alunos a focar nas tarefas, como consequência há menos indisciplina;
  • Desenvolve habilidades de interação social;
  • Tem semelhança com situações da vida real;
  • Estimula a capacidade de comunicação oral;
  • Promove uma atitude positiva em relação ao assunto estudado;
  • Favorece a inovação nas técnicas de ensino e em sala de aula.

O novo trabalho em grupo

Mais do que tendência, vimos que a Aprendizagem Cooperativa ganha forças pelo seu alinhamento com a BNCC e pelo poder transformador que exerce sobre os alunos e todos os envolvidos. Para inspirar você na implantação desta Metodologia Ativa, finalizamos com algumas imagens de atividades realizadas diariamente, e com alunos de todas as idades, no Colégio Guilherme Dumont Villares. Confira:

Especial Matrícula 2020: a opinião dos colégios que já contam com assinatura digital

Agilidade e economia são apenas alguns dos benefícios sentidos pelas escolas que implantaram a assinatura digital de documentos pelo celular em campanhas de matrícula

Processo de matrícula mais prático e que exige menos profissionais envolvidos, economia de papel e de impressão, agilidade nos trâmites… Qual dessas opções você escolheria para sua próxima campanha de matrícula? E se disséssemos que você poderia facilmente contar com as três opções e mais alguns outros benefícios extras?

Na última matéria do Especial Matrícula 2020, o Blog do IsCool App reforça a aposta em uma das ferramentas que mais tem impactado no processo de matrícula: a assinatura digital de contratos.

Já explicamos sobre a tecnologia por trás desse módulo – hoje presente com exclusividade no IsCool App – e também sobre a diferença entre essa função e um simples aceite digital. Agora, trazemos a opinião de alguns colégios que já se decidiram por essa tecnologia para entender o que mudou no processo de matrícula passado e os benefícios que ainda estão por vir.

Equipe menos sobrecarregada

Para cada aluno um tipo de contrato (meio período, período integral, semi-integral) e uma maneira específica de fazer com que o papel chegue até o pai (envio pela mochila, via correio ou somente pessoalmente). Agora multiplique tudo isso pelo número de alunos do seu colégio: 500, 800, 1200, 3 mil? Quantas pessoas precisam compor sua equipe de matrícula para dar conta das tarefas? Quanto tempo todo esse processo leva? Parece muito trabalho. E é!

“Tudo era feito em papel, mandávamos um envelope para os alunos com os documentos de matrícula, uma carta contendo as formas de pagamento e outro informativo sobre como se daria o processo. A organização desse envelope era um caos porque tinha que escolher o documento certo pra cada aluno. Para montar os envelopes eram muitas horas de trabalho e muita gente envolvida”, conta Camila Miguel Nicoletti, coordenadora administrativa do Colégio Brasília, de São Paulo, que implantou a matrícula digital pelo IsCool App ainda na campanha de matrícula 2019.

Apesar de o colégio ainda considerar que o processo de matrícula esteja passando por uma transição do papel para o celular, já que alguns pais ainda preferiram assinar a próprio punho, ganhos da mudança já foram contabilizados e não há dúvidas de que o novo sistema se manterá em 2020. “Como é muito novo, eu ainda vejo mais otimização ao longo do processo, mas podemos considerar um ganho o fato de não termos tido nossa equipe trabalhando até às 22 horas e em feriados para a organização prévia de envelopes de matrícula já na última campanha”, lembra Camila.

Economia de papel e modernização

Além da mão de obra, outro ponto crucial para a mudança no Colégio Brasília foi o quesito sustentabilidade. “Outro ganho, sem dúvida alguma, é o fim do gasto excessivo de papel. São 1300 alunos no colégio, cada um recebendo 3 documentos para serem assinados, sendo que cada contrato contém mais de uma folha. Os custos com impressão diminuíram muito. Sem contar que esses documentos têm que voltar, precisam de todo um processo interno, local correto para armazenamento… o processo era realmente muito desgastante”, diz Camila

Para o Colégio Coopel, da cidade de Leme/SP, implantar a assinatura digital dos contratos não só eliminou os impressos, como também trouxe uma atmosfera mais contemporânea, que vai ao encontro da essência tecnológica da instituição. “Foi uma escolha do colégio em modernizar e economizar papel, oferecer aos pais novidade, praticidade e economia, algo que nunca havíamos experimentado antes”, explica Mariane Peratello, secretária da mantenedora e uma das responsáveis pela implantação do módulo de matrícula do IsCool App.

Comunicação 100% digital é fundamental para o sucesso da campanha

A mudança no processo de matrícula do Colégio Brasília faz parte de um projeto maior de reestruturação administrativa, que ainda está acontecendo e envolve diversos pontos da gestão. Um dos divisores de água, inclusive, foi a implantação do IsCool App, em agosto de 2018, e a opção por um processo de comunicação 100% digital a partir de janeiro de 2019. “Essa foi uma forma que encontramos de garantirmos uma comunicação mais eficiente, mais ágil e sustentável”, completa Camila.

Com quase 100% de adesão dos pais ao IsCool App, o Colégio Brasília utiliza o app em sua totalidade, indo desde o comunicado até o uso de funcionalidades como o calendário, as autorizações digitais e os canais de atendimento direto. Segundo Camila, esse é um dos segredos para se garantir um melhor engajamento dos pais: “Ainda existem pais de alunos que não têm essa habilidade digital e ficam receosos, mas montamos uma equipe, uma força-tarefa para atendê-los pessoalmente, que ajuda no cadastramento e nas dúvidas”, diz ela.

Pais resistentes requerem plano de ação

Tanto no Colégio Brasília quanto no Coopel, houve casos pontuais de pais que preferiram ter seus contratos impressos e realizar a matrícula nos moldes tradicionais, mas muitos deles pela falta de intimidade com os meios digitais.

“Alguns pais ainda não estão tranquilos o suficiente para realizar esse processo, principalmente os pais de alunos mais velhos. É uma questão de tempo, de mudança cultural. Estamos ouvindo os pais para aprimorar a experiência de usuário”, avalia Camila, que ainda relembrou a importância da comunicação entre a escola e a equipe do IsCool App na busca contínua pela excelência.

Sua campanha

O Especial Matrícula 2020 chega ao fim, mas deixa um conteúdo rico de informações para sua próxima campanha. Tratamos temas como organização de equipe e cronogramas, novas tecnologias a favor da matrícula e a importância da adesão à assinatura digital. Agora, é com você e sua equipe. Boa campanha!

Especial Matrícula 2020: por que optar pela assinatura digital de contratos

Ao substituir o contrato de papel o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte e diminui problemas com inadimplência

Enquanto as campanhas de novas matrículas se tornam cada vez mais longas, com esforços e ações publicitárias estratégicas durante todo o ano, para a alegria do gestor as campanhas de rematrícula tendem a se tornar mais otimizadas. O motivo? A simples substituição do contrato em papel pelo contrato digital.

Simples porque não exige mudanças drásticas na rotina do colégio, ao contrário, sua implantação está ligada às ferramentas já existentes na instituição. Com um processo prático e intuitivo, a adaptação tanto da equipe envolvida quanto dos pais costuma ser fluida.

Benefícios

Junto com outras ferramentas já citadas na última matéria do Especial Matrícula 2020, o processo de assinatura digital de documento é responsável por agregar diversas transformações às campanhas. Entre elas, o de maior destaque é o encurtamento do prazo de duração.

Enquanto com a assinatura no papel os colégios levavam meses para ter todos os contratos de volta, a facilidade da assinatura em tempo real, pelo celular, pode fazer com que o processo se encerre muito antes de dezembro.

Matrículas efetivadas, turmas fechadas, planejamento adiantado. Com o novo processo fica mais fácil para as equipes estratégicas finalizarem os planejamentos anuais, calendários e divisão de turmas, prevendo orçamento com precisão e tomando medidas corretivas quando necessário. Sem contar que a margem de inadimplentes tende a cair, uma vez que o senso de urgência predomina no apelo totalmente on-line da campanha.

Por fim, quem mais se beneficia são os pais, que recebem o contrato pelo celular e, em poucos cliques, conseguem renovar a matrícula dos filhos sem ter que desviar da rotina já tão apertada. O melhor: garante os dados gravados em nuvem e com toda segurança necessária para evitar dores de cabeça futuras, com acesso a qualquer momento.

Matrícula pelo celular

Outra grande vantagem da assinatura digital é o fato de ela poder ser oferecida direto no celular das famílias, em um campo exclusivo e bem visível do seu aplicativo escolar. Aqui, o apelo ainda pode ser muito maior com o uso de notificações e de campanhas específicas chamando a atenção do usuário para o item em aberto e que precisa ser lido.

Amplamente difundido entre os colégios, o app tem a atenção dos pais diariamente por já contar com funcionalidades importantes como os comunicados, calendário, agenda de atividades, etc.

No IsCool App, por exemplo, como a matrícula é um módulo do menu principal, o pai ainda pode acessá-lo sem precisar sair do ambiente seguro do aplicativo ou logar-se em um outro site. Uma vantagem ainda maior na hora de transmitir uma imagem de credibilidade ao público.

Previna-se de problemas, exija assinatura digital

Mas todas essas vantagens podem cair por terra se o seu sistema de matrícula on-line contiver brechas. Pela segurança e amparo legal garantidos com o uso de múltiplas chaves criptográficas, o processo de assinatura digital de documento é o mais indicado para assinaturas de matrícula.

Diferentemente de um aceite digital, que apesar de estar amparado pelo artigo artigo 10 § 2 da Medida Provisória nº 2.200-2/2001 funciona mais como um acordo – já que exige somente um campo para ser assinalado – a assinatura digital garante a integridade da autoria do assinante. Um aluno que tenha acesso ao celular do pai, por exemplo, não conseguiria assinar sua própria matrícula neste método.

A matrícula exige pontos de validação, somente garantidos no meio on-line com a assinatura digital, que alia algoritmos e criptografia assimétrica. Na assinatura digital da matrícula do IsCool App, por exemplo, que se utiliza dessa tecnologia, a assinatura do contrato prevê três pontos de verificação e ganha a mesma validade de uma assinatura de próprio punho.

Não à toa a assinatura digital de documentos é o método eleito por bancos e seguradoras do mundo todo. Somente essa validação permite que um contrato possa ser levado à justiça, garantindo a participação dos envolvidos e sem a necessidade de provas circunstanciais.

Exclusividade IsCool App

O IsCool App é o único aplicativo de comunicação escolar que conta com o módulo de assinatura digital certificada. Um processo seguro, indicado para garantir a segurança do colégio, das famílias e dos alunos. Para conhecer mais desse serviço exclusivo, clique aqui e entenda como funciona o processo completo de matrícula pelo celular do IsCool App.

Na próxima matéria do Especial Matrícula, vamos descobrir mais das vantagens garantidas pelo módulo a colégios que já se utilizam dessa tecnologia.