Por que as questões raciais e a luta das minorias devem ser pautas prioritárias em seu colégio?

Para tratar um assunto de tamanha importância e que vem ganhando os holofotes mundo afora, o Blog do IsCool App entrevistou Gabriel Marques, palestrante e autor de livros sobre o racismo; confira esse edificante bate-papo sob a ótica da educação e do princípio da igualdade

De Mineápolis para o mundo, a morte de George Floyd, negro e humilde, fez despertar o debate sobre o preconceito racial, o abuso de poder e a luta por respeito e direitos pelas camadas mais sensíveis da sociedade.

Da internet para as ruas, das ruas para dentro de casa, de dentro de casa para a sala de aula (agora virtual). Tratar sobre o assunto não só se tornou urgente, como também obrigatório mediante a velocidade com a qual a informação percorre esse ciclo.

Uma ótima oportunidade para trabalhar com mais intensidade e riqueza os projetos pedagógicos ligados à cidadania, ética e vida em sociedade. E uma excelente hora para entender se os esforços enquanto escola e importante instrumento de formação social estão sendo efetivos.

Para despertar essa análise, o Blog do IsCool App bateu um papo com Gabriel Marques, um estudioso incessante acerca do tema, que leva todo seu conhecimento a escolas do Brasil por meio do programa de formação de professores chamado “Educando crianças livres de preconceito”.

Marques, que também é publicitário e bacharel em direito, é ainda autor de vários livros, dois dos deles na área racial: “Da Senzala à Unidade Racial”(1996) e “Acendedores de Velas” (2001). Confira esse rico pingpong:

Blog do IsCool App: Como você define o papel da escola na construção da sociedade?

Gabriel Marques: As escolas, por excelência, devem estar na vanguarda da construção do pensamento e não ser apenas entes reprodutores de mensagens ou de fatos históricos. Os alunos não são caixas vazias onde pretensamente o conhecimento será depositado; antes, os alunos são minas de pedras preciosas em estado bruto, ali participando de um processo de lapidação para que possam revelar seu próprio potencial. Os professores cumprem, portanto, a função de um artífice que traz à luz potencialidades antes ocultas nos alunos, como seres pensantes e participantes ativos na construção e transformação de uma civilização em constante progresso. Este conceito naturalmente não contradiz a necessidade de compartilhamento de informações, estudo de fatos e experimentação.

Blog do IsCool App: E como as escolas têm lidado com esse compromisso hoje?

Gabriel Marques: Algumas escolas se definem como locais para o ensino de conteúdos e habilidades necessárias à participação do indivíduo na sociedade; outras adicionalmente são definidas como local para se compreender a cidadania como instrumento de participação social e política, preparação para o exercício de direitos e deveres civis e sociais, além da adoção de atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. Outras escolas adicionam componentes ou ambiências capazes de estimular seus alunos a pensar o mundo, suas contradições, analisar contextos e buscar novas soluções para o avanço social coletivo, percebendo não apenas o movimento constante da Terra, mas o avanço e direção dos processos internos da civilização.

Blog do IsCool App: Quais têm sido os maiores desafios da escola no cumprimento desse papel?

Gabriel Marques: As duas últimas décadas têm revelado alguns desafios ameaçadores, com sinais de retrocesso nos avanços coletivos alcançados no século recém-concluído. O globo terrestre tido como redondo desde o século 16 é agora novamente apresentado como plano; a ciência é questionada e posta de lado por lideranças governamentais em muitos países, enquanto ela própria se apresenta agora, não como a todo-poderosa, mas apenas como um punhado de teorias em busca de confirmação; conquistas de toda a humanidade com a assinatura de tratados internacionais, como os acordos ambientais – tal como o da redução de emissão de carbono na atmosfera e outros – estão sendo relegados ao limbo; os sistemas econômicos, quer do Leste ou do Oeste, apresentam fissuras que parecem irremediáveis, enquanto enfermidades sociais como o racismo e a pobreza extrema ganham terreno em todas as partes. Certos princípios éticos, antes compartilhados por pessoas de todas as nações e que pareciam em ascensão, estão agora erodidos, ameaçando o consenso predominante sobre certo e errado, que em muitas instâncias havia conseguido manter abafadas as tendências mais vis da humanidade. Visíveis são as forças de desintegração, enquanto há urgente necessidade de agrupamento das forças integradoras da sociedade, para o que as escolas são instrumentais.

Blog do IsCool App: Em relação especificamente à questão do racismo, como você enxerga que ele pode ser trabalhado na escola de maneira mais eficiente hoje?

Gabriel Marques: No contexto do racismo podemos recordar Nelson Mandela (1918-2013) quando disse: “Ninguém nasce odiando o outro pela cor da sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar as pessoas precisam apreender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Neste sentido, os temas transversais em cada currículo precisariam reforçar certos princípios, incluindo materiais e debates no campo da ética e da pluralidade cultural, por exemplo. A história até agora registrou principalmente nossa experiência coletiva como de tribo, culturas, classes e nações. Com a unificação física do planeta e o reconhecimento da interdependência de todos os que nele vivem, uma nova história está agora começando: a de uma humanidade comum. Esta visão da Terra como uma pátria comum e de uma única família humana global precisa se sobrepor à tendência de “nós” e “eles”, assim como da divisão artificial dos povos em “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos”, o que busca definir identidades de grupos em constante disputa entre si. Esta fragmentação ou busca de primazia de um grupo ou povo sobre os demais e virtualmente sobre a própria humanidade – sejam teorias raciais ou as econômicas – tem aumentado as tensões e colocado o mundo à beira de uma nova guerra, o que naturalmente precisa ser evitado. Aqui tanto escolas, quanto demais instituições, incluindo os governos tem um papel sumamente importante a cumprir.

Blog do IsCool App: Você acredita que essa pauta faz parte da educação integral tão buscada hoje pelos colégios?

Gabriel Marques: Em primeiro lugar uma educação que se diz “integral” deveria reconhecer a unicidade da humanidade como princípio direcionador. Nesta perspectiva, a diversidade que caracteriza a família humana, longe de contradizer sua unicidade, confere ao todo uma maior riqueza. Estas duas perspectivas apontam tanto para as soluções quanto para um destino coletivo comum. Após deixar para trás os estágios de infância, adolescência e de uma juventude turbulenta, o mundo está agora, então, se encaminhando para adentrar sua maturidade coletiva, vindo a adotar novos padrões tanto em suas relações interpessoais quanto econômicas. Ao preparar seus alunos por meio do ensino de diferentes idiomas, uso das tecnologias de comunicação, etc., as escolas têm visado preparar seus alunos basicamente para o mercado de trabalho. O mercado de trabalho, entretanto, está atualmente intimamente atrelado aos dogmas e modelos decorrentes do materialismo, seja de fundo capitalista ou socialista. Os ideais encarnados nestes dogmas têm fracassado em satisfazer as necessidades comuns da humanidade como um todo e, por outro lado, estes mesmos dogmas agora apresentam graves rachaduras em suas bases, enquanto busca se remediar e reerguer. Dentre seus resultados mais aparentes, após décadas de prática irrestrita, estão a extrema concentração de renda por alguns poucos (os dados de 2019 indicam apenas 26 indivíduos como possuindo metade da riqueza mundial), enquanto avançam as disparidades sociais juntamente com o ressurgimento das forças do racismo, nacionalismo e partidarismo.

Blog do IsCool App: Um aluno com futuro brilhante inclui uma educação de crianças livres de preconceito?

Gabriel Marques: Alunos considerados brilhantes são, sobretudo, pessoas cujos princípios educacionais e espirituais estão refletidos tanto em suas palavras quanto em suas ações, como estando verdadeiramente livre de preconceitos, isto é, alguém que atua considerando todas as pessoas – independentemente de sua origem étnica, condição social ou religião – como membros da mesma família humana. Adicionalmente, com o reconhecimento de que a vasta maioria da população brasileira afirma ter alguma crença religiosa, poderíamos dizer, então que o aluno brilhante é alguém que concilia seus conhecimentos técnicos e científicos com uma verdade e prática espiritual, comum a todas as crenças, a de que “todos os que habitam na terra são membros de uma só família e filhos de um Criador único” e que “devemos agir com o outro da mesma forma que gostaríamos que conosco agisse”. Quantas e quantas vezes na história – seja passado ou presente – encontramos, entretanto, profissionais e lideranças em todos os níveis, com a mais brilhante carreira profissional, mas cujos pensamentos e ações em relação ao próximo permanecem discriminatórias, assim como de modo insistente e consciente perpetua práticas sociais e econômicas que reconhecidamente são injustas!

Blog do IsCool App: Na sua opinião, o que pode acontecer com escolas que não implementarem práticas efetivas e constantes no ensino acerca do racismo?

Gabriel Marques: Uma época como a nossa na qual as pessoas têm acesso crescente a todos os tipos de informação e uma diversidade de ideias, o conceito de justiça se afirma como o princípio governante de qualquer organização social bem-sucedida. Neste caso, qualquer escola cujos alunos não reflitam em suas posturas individuais uma consciência crescente sobre importantes temas sociais como é o caso do racismo, poderão ver a si mesmos em situações vexatórias, alienados dos grandes problemas sociais de nosso tempo; seus professores e escolas vistos como instrumentos reprodutores da mesma enfermidade para qual dizem buscar a panaceia. A existência do racismo estrutural e institucional também incorpora a dimensão da própria cegueira ou da dificuldade na identificação do problema em sua própria estrutura enquanto instituição. Num país onde mais da metade da população é reconhecida como de “pretos” e “pardos” ou negros ou afrodescendentes – segundo as diferentes terminologias – as escolas e seus dirigentes precisam não apenas se perguntar, mas encontrar justificativas consistentes – se é que estas existam – para explicar o baixíssimo número de professores e gestores negros em seus quadros. Professores igualmente podem desejar revisar interiormente se na sua relação com alunos negros existe algum preconceito embutido.

Blog do IsCool App: O assunto discriminação vai além do racismo contra o negro. Quais outras causas englobam o ensino integral do futuro cidadão e como elas todas estão correlacionadas?

Gabriel Marques: Para além da arraigada discriminação com base na cor da pele, outros preconceitos são igualmente devastadores da unidade humana, tais como aqueles baseados na etnia, gênero, nação, casta, religião, classe social e outros. No caso da discriminação de gênero, cabe destacar que a emancipação da mulher e a plena igualdade com os homens é um dos requisitos mais importantes para o estabelecimento da paz. Tal como citado por destacada instituição global – a Casa Universal de Justiça – “a negação dessa igualdade comete injustiça contra metade da população do mundo e promove entre os homens atitudes e hábitos nocivos que são transportados do ambiente familiar para o local de trabalho, para a vida política e, em última análise, para a esfera das relações internacionais”. O nacionalismo exacerbado, distinto de um patriotismo são e legítimo, também precisará ceder lugar a uma lealdade mais ampla – ao amor à humanidade como um todo. Atividades que nutrem afeição mútua e sentimentos de solidariedade entre os povos precisam ser substancialmente incrementadas. A enorme disparidade entre ricos e pobres e a urgência de se eliminar tais extremos é outro tema que requer nova abordagem do problema, em ambiente isento de polêmicas econômicas e ideológicas. Mesmo o espírito de competição que domina uma grande parte da vida moderna, onde o conflito é aceito como mola-mestra da interação humana, precisará ser revisto no sentido de uma reorganização da sociedade, livrando-a de um constante espírito belicoso, o qual precisa ser substituído pela cooperação e reciprocidade.

Blog do IsCool App: E sob qual ótica, em sua opinião, deve-se trabalhar tantos pontos?

Gabriel Marques: O conceito de justiça deverá prevalecer como a bússola indispensável nos processos de tomada de decisão, como instrumento essencial para se alcançar unidade de pensamento e ação, sabendo-se que os interesses individuais e os da sociedade estão inseparavelmente conectados. A experiência prática tem claramente demonstrado que “na medida em que a justiça se tornar uma consideração orientadora das interações humanas, isso irá encorajar um clima de consulta que permita o exame desapaixonado das opções e a escolha adequada dos cursos de ação. Portanto, ao se manter a justiça como princípio orientador, seguramente que se afastará as eternas tendências à manipulação e ao sectarismo que possam defletir o processo de tomada de decisões.

Blog do IsCool App: É importante envolver a família nessa pauta?

Gabriela Marques: A educação tem seu início, poder-se-ia assim dizer, ainda no ventre materno quando o bebê é influenciado pela alimentação da mãe e logo após por todas as influências do ambiente – seja ele um ambiente de harmonia ou violência familiar ou de seu entorno, assim como pelas muitas interações da criança com parentes, vizinhos e pelos lugares onde brinca e se desenvolve. A escola formal somente irá aparecer na vida da criança num momento em que algumas das bases do caráter, da personalidade e percepções de mundo já estão em formação. Naturalmente que tanto a educação não-formal quanto a formal são essenciais para a mudança das atitudes das pessoas. Mas a família, por excelência, é o cadinho onde se moldará a consciência, valores e atitudes em relação ao próximo. Assim, a colaboração entre escola e pais, e vice-versa, é fundamental para o sucesso do processo educacional, num trabalho ombro-a-ombro.

Blog do IsCool App: Como o colégio pode fazer isso de maneira bem-sucedida?

Gabriel Marques:A escola bem pode identificar os temas e oportunidades para uma interação e trabalho mais próximo com os pais, assim como pode oferecer seminários e reuniões especiais, onde reflexões conjuntas sobre temas emergentes na sociedade possam ser debatidos, dentro de um ambiente de conversação informal e participativa, numa oitiva daquilo que é também a percepção dos país. Há que se evitar ambientes e ou palestras formais ou modelos que reproduzam experiências reconhecidamente não tão eficazes, como as que buscam estabelecer uma relação entre “aqueles que sabem” com “aqueles não sabem”, algumas vezes identificadas na relação educador-educando, o que também pode gerar barreiras desnecessárias. Nestes espaços de reflexão conjunta algumas falas ou afirmações recorrentes em diferentes grupos poderiam ser revisadas, tais como aquelas que dizem: ‘Meninas não são boas em matemática’; ‘pessoas analfabetas não são inteligentes’, ‘não devemos confiar em estrangeiros’, entre outras. Igualmente outras questões poderão emergir de modo natural, sem a expectativa de respostas, tais como: quantos amigos negros temos em nossas relações de verdadeira amizade? Ao identificar situações de discriminação racial ou outra, situações de injustiça, qual tem sido a postura adotada: de mero expectadores ou houve alguma tomada de ação? Enfim, existem muitas questões e oportunidades nas quais escola e família podem interagir e trabalhar conjuntamente nos reforços comuns de mudança e construção social.

GEDUC 2020 acontece como conferência virtual na internet

Evento on-line sobre disrupção na educação compartilha experiências na aplicação de soluções inovadoras na educação

Compartilhando experiências na aplicação de soluções inovadoras para a educação, o Geduc chegou a sua 18ª edição em 2020. Porém, de um jeito diferente. Por conta da pandemia do Covid-19, o evento presencial foi cancelado e deu lugar ao evento 100% on-line. 

“É preciso discutir sobre os desafios enfrentados até aqui, que foi apenas o começo, e sobre como a educação ainda precisa evoluir para estar sintonizada com um mundo diferente, com o novo normal”, lembra Sônia Simões Colombo, diretora da Humus Consultoria, empresa organizadora do evento.

O Geduc ocorreu entre os dias 27 e 31 de julho, através da Zoom, plataforma de conferências virtuais. Como não poderia deixar de ser, o IsCool App confirmou sua presença entre os patrocinadores do evento, representada pela chancela da School Picture. De acordo com a gerente de produto e novos negócios, Tálita Barão, é um evento propício para oferecer aos gestores a possibilidade de insights tecnológicos.

“O Geduc é uma oportunidade das escolas conhecerem e programarem uma cultura de inovação: inovação em gestão, em tecnologias, em ferramentas e esse ano uma reflexão especial em inovação na cultura organizacional das escolas, levando novas práticas para dentro da escola e preparando-se para essa nova realidade que vivemos”, ressalta.

Foram mais de 60 palestrantes e cerca de 30 horas de imersão discutindo as tendências e o futuro da Educação. Os congressistas puderam participar de Fóruns sobre Educação a Distância, Inovação Acadêmica, Governança Corporativa, EdTech, Gestão de Pessoas, além de um Workshop e uma Jornada de Marketing Educacional, entre outras atividades.

O futuro já começou

Um dos aspectos que essa edição do Geduc demonstrou é que a educação híbrida e a educação a distância (EAD) vieram mesmo para ficar. Porém, existe diferença entre apenas digitalizar um material para a internet e desenvolver um material pensado para a internet.

“Será que não temos que construir algo novo, para um ambiente novo?”, ressaltou Tiago Mattos, futurista da Aerolito. Tiago abriu o evento com a palestra magna “O futuro da educação”. 

Quando a equipe do Geduc pensou no tema “Disrupção na educação” para o Congresso de 2020, não imaginava que seria tão assertiva. Com a chegada da pandemia no Brasil, as escolas tiveram que enfrentar uma verdadeira disrupção na maneira de educar.

“Todas as escolas passaram por isso nesse momento de pandemia, mesmo não sabendo o que é disrupção”, mencionou Ana Paula Batalha Ramos Soares, diretora pedagógica estratégica das unidades do Colégio Cruzeiro. Segundo ela, educação disruptiva demanda criatividade, exige desprendimento de práticas convencionais. “Convoca-nos a revistar e reformular o que chamamos de escola”, ressalta.

Aceleração na tecnologia

O uso da tecnologia se tornou fundamental nesse novo processo de ensino e aprendizagem a distância, fazendo parte da realidade de estudantes não só do Brasil, mas de todo o mundo.

A transição para esse cenário revelou os desafios e oportunidades para a disrupção e imersão em um mundo digital que precisa estar cada vez mais alinhado com a prática, desenvolvimento de competências e habilidades para a vivência em sociedade e para o novo cenário mundial.

“O futuro não pode mais ser um acidente”, ressalta Jaqueline Weigel, futurista global. Em sua palestra “A educação no novo mundo”, ela citou as principais tendências na educação, utilizando a Finlândia como exemplo a ser seguido.

“A educação é o caminho, mas não sozinha. Tudo precisa trabalhar de forma funcional”. Segundo ela, o Brasil está moderadamente preparado para o futuro da educação.

Para Ronaldo Mota, diretor científico da Digital Pages e Membro da Academia Brasileira de Educação, a tecnologia alterou profundamente o que é aprender e o que é ensinar. Porém, não é suficiente saber que somos imersos nos meios digitais.

“Como educadores, não podemos ser meros usuários. O professor deve saber curar o conhecimento, ou seja, ter diferentes olhares e aprender a aprender continuamente”. Ronaldo foi keynote speaker durante o 2° Fórum EdTech, na quarta-feira (29).

Assim como Ronaldo, Alcely Strutz Barroso também foi uma das palestrantes do Fórum EdTech. De acordo com a executiva da IBM em programas globais para universidades para a América Latina, “as empresas mais digitais são as que estão sobrevivendo ou crescendo nesse momento de pandemia”. 

Durante a 16ª Jornada de Marketing Educacional que ocorreu na quinta-feira (30), o gestor de marketing e relacionamento da PUC Campinas, Alcino Ricoy Junior, ressaltou que é preciso pensar diferente, pensar digital.

“Mesmo que de forma remota, a escola deve resgatar a afetividade, gerar empatia, motivar os alunos e oferecer orientação aos pais e alunos”. E completa: “Aproximar-se da família, publicar posts do dia a dia, ajudar na divulgação de pequenos negócios dos pais, entre outros exemplos”.

Sobre a questão de governança nas escolas, a diretora de desenvolvimento do IBCG – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Adriane dos Santos de Almeida acredita que é preciso ainda uma mudança cultural.

“A gente estuda teoria emprestada de outros países, mas precisamos de uma mudança cultural genuinamente brasileira”. Segundo ela, as escolas estão cada vez mais buscando olhar para o futuro, representando toda a sociedade e as suas diversidades.

O Geduc 2020 contou ainda com nomes como o jornalista Caco Barcellos falando sobre a formação de jovens empreendedores. João Paulo Pacífico, CEO e fundador do Grupo Gaia, e Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR e da Alicerce Educação, contribuíram com seus olhares sobre lideranças inspiradoras. Vale lembrar que o Geduc é o maior congresso de gestão educacional do país, reunindo os principais players da área.

Confira alguns momentos do evento:

Lição de casa pelo app: o grande diferencial para seu colégio

Lançado pouco antes do início da pandemia, o módulo lição de casa do IsCool App se tornou o melhor amigo dos colégios e ganhou novas e importantes atualizações, evoluindo ainda mais o jeito de comunicar e se tornando essencial mesmo com o retorno das aulas presenciais

De tudo o que seu colégio transformou e fez acontecer durante a pandemia do novo coronavírus, o que vai permanecer no novo normal da instituição? Para a maioria dos colégios, certamente no topo da lista estará o item comunicação digital.

Foi lançando mão de uma comunicação efetiva por meio dos aplicativos escolares que os colégios puderam levar a informação correta às famílias e agilizar o atendimento a pais e alunos, mantendo o compromisso da instituição junto ao público.

Nesse sentido, fez a diferença também quem decidiu optar pelo módulo de lição de casa, uma funcionalidade do aplicativo IsCool App que segmentou ainda mais o fluxo de dados gerados pelas turmas, permitindo um acompanhamento mais de perto da evolução do processo de aprendizagem de cada aluno.

Sucesso entre os colégios IsCool App, o módulo lição de casa tornou-se ainda mais importante durante este período de aulas on-line, ganhou novas funções e evoluiu dentro do aplicativo. Agora, pela sua eficiência, deve permanecer com uma das ferramentas mais importantes da comunicação escolar nos próximos meses, mesmo com o retorno das aulas presenciais.

 “O módulo lição de casa foi lançado antes do inicio da pandemia e já naquele contexto era uma conveniência muito grande ao professor que, através de um tablet ou de um celular, podia lançar a lição de casa e atividades para diversas turmas. Inclusive, também porque sua interface já era muita intuitiva, permitindo envio de links e diversos tipos de arquivos. Mas com esse novo contexto que se estabeleceu, ele agregou muito mais valor para as escolas. Então ele tem sido, junto com os comunicados, nosso carro-chefe atualmente”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Sucesso total de adesão

No mesmo dia de seu lançamento na plataforma, o módulo foi requisitado por cerca de um terço dos colégios que utilizam o IsCool App, como lembra Ghabriel Daniel, da equipe de Sucesso do Cliente: “A adesão foi praticamente instantânea. Recebemos muitos pedidos para a habilitação do módulo e orientação sobre seu funcionamento”.

Mas foi mesmo depois que a pandemia se instalou que o uso do módulo se tornou massivo pelos usuários. Ao passo em que consolidaram suas estratégias de EAD, os colégios passaram a lançar suas aulas gravadas ou mesmo links de aulas transmitidas em tempo real, além de intensificar o envio de arquivos anexos e conteúdos para consulta.

“A vida dos professores se tornou mais prática e organizada utilizando este novo método de entrega de tarefas aos alunos. As famílias receberam o acesso às lições de casa rapidamente e, pela intuitividade do módulo, já absorveram a mudança logo no primeiro momento. A adesão e a interação dos pais neste período de tempo para o uso da ferramenta foi gigantesco”, conta Daniel, sobre o nível de impacto do novo módulo para os colégios que já possuíam o IsCool App há mais tempo e que, apesar de já contar com altos índices de adesão, passaram a atingir 100% de interação dos pais.

Um módulo ‘à la professor’

Ao longo de sua jornada no ensino remoto e uso da ferramenta, os próprios clientes em seus feedbacks foram guiando a equipe de desenvolvimento do IsCool App a, rapidamente, evoluir o módulo e adicionar novas funções que estivessem perfeitamente adequadas ao cenário de ensino remoto.

“Os professores sentiram a necessidade de um relatório do envio das tarefas e nós implementamos essa ação. Outra necessidade era a de postar tarefas não só para a turma toda, como também para um aluno de maneira individual, o que já é uma realidade. Além do mais, o módulo agora também permite que o próprio aluno devolva a lição de casa já realizada diretamente ao professor. Tudo isso tem feito bastante sucesso. Nós temos tido um retorno muito positivo das escolas”, pontua Tálita.

Organização e controle

Diferente de um comunicado, o conteúdo do módulo lição de casa fica separado de outras informações referentes ao dia a dia da classe. Nas lições é possível determinar uma data de entrega, por exemplo, o que é ideal para o controle do aluno na prioridade dos afazeres e até dos pais que acompanham mais de perto a realização das tarefas.

Seguindo o padrão de design flat e intuitivo que é marca registrada do IsCool App, o módulo lição de casa é de fácil acesso ao usuário de qualquer nível de interação. Conta com detalhes importantes para a organização da informação e até mesmo notificações, que não deixam o aluno esquecer os deadlines. Sem contar as diversas possibilidades de configuração e edição do conteúdo para melhor controle do professor.

Pós-pandemia

O módulo é gratuito para o cliente IsCool App e também rápido de ser habilitado pela equipe operacional. E além de intuitivo e com possibilidade de lançamento mobile via celular ou tablet, conta, ainda, com tutoriais que auxiliam nas mais diversas configurações, de acordo com as necessidades da instituição.

Considerando que a adesão dos usuários tem atingido níveis tão altos no aplicativo de comunicação devido à utilização da ferramenta, é certo que o lição de casa continuará sendo uma das principais ferramentas na retomada das aulas presenciais – que deve ocorrer de maneira progressiva.

Enquanto isso, tanto este módulo quanto o IsCool App, de maneira geral, evoluem no ritmo de transformações vivido pela educação. Tudo possível por outro importante diferencial do comunicador: o relacionamento com o cliente. 

“Hoje, mais de dois terços dos nossos clientes utilizam o módulo lição de casa. Isso é reflexo do nosso trabalho, da nossa dedicação e da parceria constante que a gente tem com as escolas e o nosso compromisso de evoluir o aplicativo para ele ser sempre uma ferramenta bastante atualizada para todas as instituições de ensino”, finaliza Tálita.

Outras novidades: Canal de Atendimento

Como parte da evolução do módulo Lição de Casa, o IsCool App também desenvolveu duas novas funções para o Canal de Atendimento. A primeira delas é sobre o Horário de Atendimento, permitindo que o colégio limite o recebimento de mensagens pelo seu colaborador dentro de período predeterminado.

A segunda nova função tem relação direta com a primeira. Trata-se da Resposta Automática. Com essa novidade, o usuário recebe uma resposta automática definida pela própria escola, caso entre em contato fora do horário de atendimento.

De acordo com Tálita Barão, essas duas melhorias no Canal de Atendimento ajudam muito as escolas a regular o uso do app por parte dos funcionários em horários determinados. “No contexto de trabalho remoto é um recurso bastante importante”, ressalta.

Leia também:

IsCool App lança módulo Lição de Casa

Novo normal: como será sua campanha de matrícula 2021?

Entenda os reflexos da pandemia nos prazos e no modo de garantir a captação e retenção de alunos, além da própria sustentabilidade do negócio no próximo ano; matrícula com assinatura digital não será mais um diferencial, mas sim, item primordial

Agora que as escolas controlaram os incêndios e aprenderam, em tempo recorde, a como gerir sua estrutura de maneira totalmente on-line (do ponto de vista pedagógico e administrativo), é hora de rever seus planejamentos já visando a retomada das aulas presenciais no chamado novo normal.

Mesmo que ainda haja muitas perguntas a serem respondidas quanto a prazos e procedimentos nesta retomada, as campanhas de matrícula e rematrícula 2021 necessitam atenção extra, já que serão decisivas para a sustentabilidade do negócio e não permitirão muita margem de erro durante a execução.

Um dos pontos a ser revisto é o fato de que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os colégios deverão evitar aglomerações – que tradicionalmente acontecem em processos de matrícula convencionais – sem contar o fato de que os próprios clientes também já se adaptaram à nova realidade de resolver tudo remotamente.

Fica, então, a pergunta: seu colégio já se preparou para uma campanha de matrícula totalmente on-line?

Uma campanha de matrícula totalmente remota inclui a revisão do formato de apresentação, novos prazos e uma comunicação digital assertiva. Confira insights que podem auxiliar em seu replanejamento.

Preços, prazos e período

Mesmo com a reabertura das escolas, é certo que o calendário já está comprometido e que serão muitas frentes a serem restabelecidas para que as engrenagens da escola voltem a ganhar ritmo. Não haverá tempo hábil este ano, por exemplo, para desenvolver pesquisas de satisfação do cliente a fim de utilizá-las na campanha de matrícula.

A partir das definições de política de preço e descontos, é preciso determinar o start dos esforços e ações. “O início da campanha pode ser adiado. Muitas escolas começavam já em agosto a tentar vender as matrículas e talvez o momento seja ainda muito turbulento, com foco muito mais na retomada das atividades presenciais do que efetivamente na venda de novas matrículas”, conta Maurício Berbel consultor da Alabama Consultoria Educacional sobre a postergação do início da campanha.

Novo marketing

Sem poder permitir aglomerações, os desafios para captar novos clientes e mesmo reforçar a marca se concentrarão em uma boa comunicação, amparada, principalmente, por novas ferramentas digitais, como explica Berbel, que também é autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003):

“Enquanto a gente preparava uma sala de matrículas, material e uma rotina de visitas à escola durante a semana, isso tudo vai ser remodelado. É importante que a escola procure digitalizar as informações enviadas às famílias de uma maneira adequada: site, vídeo, câmeras 360, tour virtual”, diz o especialista em marketing escolar.

Cada escola, dentro de sua capacidade de investimento, poderá lançar mão de diversas estratégias digitais. Uma delas, sugerida por Berbel, é gravar vídeos com o próprio diretor apresentando a história, diferenciais e os espaços físicos da instituição. Até pais e alunos podem compartilhar seus depoimentos dizendo como, junto com a instituição, se adaptaram à nova rotina onde o virtual já é comum.

Matrícula somente pelo aplicativo

Muitos colégios estarão tranquilos quanto ao processo de matrícula do próximo ano porque já se adequaram à realidade on-line, com assinatura de contrato pelo próprio aplicativo de comunicação. Mas se até a campanha passada essa ferramenta era apenas uma opção, agora ela se tornou uma necessidade.

Veja matéria com depoimento de quem já implantou essa cultura em anos anteriores.

“Muitas escolas têm até um processo antiquado, de concentração de famílias e pessoas no mesmo dia, uma jornada muito curta para a rematrícula, exigindo a presença dos pais. Isso tudo tem que ser mudado. O contrato on-line tem validade e quem tem um app como esse está centralizando as questões da escola, as informações oficiais, naquele canal. Acho que é importantíssimo. As famílias já estão mais receptivas e as escolas também estarão”, ressalta Berbel.

Eliminando contato físico e qualquer possibilidade de aglomeração, a campanha de matrícula pelo app, além de mais ágil, ainda possibilita a concentração das informações em um mesmo canal, facilitando o atendimento aos pais em casos de dúvidas, por exemplo.

Assinatura digital e respaldo jurídico

Para agregar ainda mais segurança ao processo de matrícula digital, vale ressaltar alguns cuidados com a escolha das ferramentas. A assinatura digital de contrato, por exemplo, é a escolha mais acertada em relação a um simples aceite, pois garante a integridade do documento e respaldo jurídico.

Veja o próprio exemplo da pandemia, que trouxe uma realidade sem paralelos e que poderia ter colocado muitos colégios em cheque na que diz respeito à validade do contrato. Afinal, são incontáveis os casos de inadimplência com alegações de descumprimento por parte dos colégios.

E o que faz do processo de assinatura digital tão seguro? No caso do IsCool App, único do país que conta com este formato em seu módulo de matrícula, o método envolve alta tecnologia no uso de criptografia e diferentes pontos de autenticação, conferindo validação certificada ao documento. Uma ferramenta utilizada por grandes bancos e seguradoras no mundo todo.

Saiba mais sobre as diferenças entre assinatura e aceite digital

Outro detalhe que agrega mais segurança ao módulo de matrícula do IsCool App é o fato de o documento ser assinado no ambiente do próprio aplicativo, sem a necessidade de se acessar um outro site de terceiro. Pai e colégio poderão arquivar e acessar novamente o contrato de maneira fácil e intuitiva.

Sem uso de papel e a necessidade de aglomeração, o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte à medida que também tem mais controle sobre a evasão e até mesmo a inadimplência, relativamente comuns nas tradicionais campanhas de matrícula.

Outras ferramentas de comunicação importantes para a campanha de matrícula

Além do módulo que, de fato, disponibiliza aos pais o documento de matrícula para assinatura digital, o app de comunicação traz outras importantes funcionalidades de apoio a uma campanha de matrícula on-line de sucesso.

No IsCool App, por exemplo, outros recursos essenciais são os canais de atendimento exclusivo, que abrem um espaço para que a família tire dúvidas de maneira particular, com a pessoa certa, e ainda possibilita o envio de arquivos e documentos via app. O feed de notícias é outra solução que auxilia na divulgação da campanha, prazos e instruções. E para garantir bons resultados na campanha, há ainda os relatórios em tempo real com informações de cada contrato para acompanhamento e tomadas rápidas de decisão.

Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.

Educação do futuro e o papel da escola

Aspectos econômicos, políticos e sociais e as tendências tecnológicas estão afetando a demanda por habilidades futuras. Será que as escolas estão preparadas?

A sociedade está mudando rapidamente. Nosso futuro social e econômico está se tornando cada vez mais difícil prever, o que significa que estamos educando as crianças para um mundo que não podemos conceber com segurança. Haja vista a crise na educação gerada pela pandemia do Covid-19 (Coronavírus).

Isso tem consequências significativas para como e o que ensinamos aos alunos. Há um número de tendências que influenciam a educação, incluindo aspectos econômicos, políticos e sociais, além das tendências tecnológicas.  

Essas forças, juntamente com a globalização e a sociedade da informação, estão moldando os aspectos internos e externos das escolas. Mas, enquanto a economia global mudou, a estrutura da educação, sem dúvida, permaneceu praticamente inalterada.

O blog do IsCool App aborda as tendências atuais e emergentes na educação e considera como isso pode impactar todos os envolvidos – alunos, professores, líderes escolares e comunidades.

Tendências e desafios

Como o ambiente em mudança traz diferenças na maneira como os alunos pensam e aprendem, há a necessidade de mudar para uma abordagem centrada no aluno onde o aprendizado intencional seja incentivado. O aluno deve pensar de modo autêntico, relevante, significativo e ativo.

Num futuro não muito distante, o aluno precisará pensar a partir da perspectiva global para se tornar um cidadão ativo. Em um mundo volátil, ele precisará ter coragem e perseverança para criar uma maior tolerância ao fracasso.

Os avanços tecnológicos não se traduzem em igual desempenho nos alunos, portanto as escolas precisarão incentivar essas competências entre alunos e professores. É importante avaliar a tecnologia certa para incorporar nas escolas e aprimorar o aprendizado, gerenciando as questões éticas decorrentes de dados e integração de tecnologia.

Para permanecerem relevantes e inovadoras no mundo digital, as escolas devem considerar o potencial de big data e tecnologias para aprimorar o aprendizado e tomada de decisões. Essas são algumas das principais tendências para a educação nos próximos anos.

Leia também sobre o futuro da educação:

Papel da escola

Provavelmente, as salas de aula do futuro serão centradas no aprendizado personalizado e no ritmo individual.

Essa abordagem centrada no aluno permitiria às crianças escolherem seu próprio ritmo e objetivos de aprendizado com base nos interesses individuais – todos os quais poderiam ser guiados por inteligência artificial e aprendizado por vídeo, por exemplo.

A combinação das crescentes necessidades educacionais das crianças e um futuro mais incerto do trabalho significa que atualizar o que as crianças aprendem e como aprendem se tornou uma questão crucial para escolas – mas o que deve ser priorizado?

Uma das prioridades para as escolas se adequarem ao futuro é a tecnologia. Crianças e jovens adultos representam um terço de todos os usuários da Internet. Portanto, não é surpresa que eles sejam mais hiperconectados do que seus pais.

Assim, a escola pode aproveitar essa hiperconectividade natural dos alunos para seu benefício próprio. Cada vez mais, o colégio terá à disposição aplicativos para facilitar a rotina escolar, bem como o ensino e a comunicação com as famílias. O IsCool App, por exemplo, possui diversas funcionalidades que já antecipam o futuro.

Através do aplicativo, a escola organiza seus canais de atendimento com as famílias, fornece espaço para distribuição de conteúdo produzido pela escola, aumentando assim o engajamento dos pais na educação dos alunos. Após a pandemia do Covid-19, ficou claro a vantagem do uso do aplicativo para a transferência de tarefas e material didático.

Os benefícios da tecnologia como material didático são inegáveis. No entanto, o mais importante é que esses auxílios sejam usados ​​em conjunto com a psicologia do desenvolvimento e da educação – mantendo os estudantes em vez da tecnologia no centro da educação.

Segundo relatório sobre tendências da educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), “o futuro será o emparelhamento da inteligência artificial dos computadores com as capacidades cognitivas, sociais e emocionais dos seres humanos, para que possamos educar humanos de primeira classe, não robôs de segunda classe.”

Afinal, como as crianças desenvolvem essas habilidades é talvez menos importante do que sua capacidade de navegar pelas mudanças, pois essa é a única coisa que permanecerá constante.

6 características essenciais que todo pedagogo deve ter

Listamos os comportamentos comuns que todo pedagogo deve buscar para aprimorar seu trabalho

Aproveitando que em maio se comemora o dia do pedagogo (20 de maio), vamos falar sobre as principais características essenciais que todo pedagogo deve ter. Sabemos que essa profissão é muito importante e que as pessoas formadas em pedagogia enfrentam batalhas diárias para se tornarem melhores profissionais.

Inclusive, presenciamos nesses últimos meses os desafios a eles impostos durante a pandemia do Covid-19 e todo esforço que fizeram em prol de uma transformação digital nas escolas. Definitivamente, existe muito amor envolvido nessa profissão.

Por isso, entre o mar de conselhos, dicas e citações sobre o ensino que existe publicado, recorremos às dicas do especialista Doug Lemov, diretor de uma rede de escolas nos Estados Unidos e autor do livro “Teach like a champion” (Aula nota 10, em português).  Afinal, será que as qualidades de um bom pedagogo devem ser definidas apenas pelo desempenho do aluno?

O blog do IsCool App aponta os 6 comportamentos principais que formam um pedagogo – e maneiras específicas e acionáveis ​​de aplicar esses comportamentos na sala de aula. Comece a testá-los com seus alunos para estimular uma experiência mais emocionante, dinâmica e envolvente nas próximas lições!

  1. Equilíbrio

Ter equilíbrio como pedagogo significa ser capaz de fornecer conhecimento para os alunos, mas também ajudá-los a desenvolver habilidades de aprendizagem (estudo, persistência etc.) que precisam para ter sucesso ao longo da vida. A falta de um ou outro fator pode afetar drasticamente a capacidade de seus alunos. Professores eficazes buscam esse equilíbrio.

2. Autoconfiança

O especialista Doug Lemov identificou uma grande variedade de características e práticas em sala de aula que os professores podem desenvolver para melhorar suas habilidades de gerenciamento de alunos. Isso inclui desenvolver uma cultura produtiva e positiva em sala de aula. A autoestima é a base da autoconfiança. Um professor que se compreende de uma forma positiva tende a se direcionar pela vida de um modo decisivo e deliberado.

3. Trabalho em equipe

Numa época não tão distante, a maioria dos professores trabalhava como contratados independentes. As escolas de hoje baseiam-se cada vez mais na necessidade de profissionais trabalharem juntos de maneiras cada vez mais complexas e interconectadas. Até o melhor professor com os alunos poderá ter dificuldades na escola se ele não for capaz de trabalhar bem com seus colegas.

4. Flexibilidade

Assim como em outras áreas, como Tecnologia, por exemplo, os professores precisam estar sempre prontos para se adaptar rapidamente. A capacidade de passar sem interrupções de uma atividade pré-planejada para uma necessidade espontânea não é apenas uma característica importante, mas indica uma capacidade geral de gerenciar situações estressantes com tranqüilidade.

5. Pró-atividade

Simplificando, um professor é tão eficaz quanto à atitude que traz para a sala de aula. Lidar com crianças consome muito tempo e energia, pois o professor precisa estar “ligado” o tempo todo. Dado que os professores têm poucas oportunidades de tempo de inatividade nas salas de aula de hoje, eles devem lidar melhor com suas responsabilidades com uma atitude de encontrar soluções e não de culpar.

6. Amor pelo que faz

Os professores não enxergam seus empregos apenas como um trabalho, mas como algo mais profundo e importante para a sociedade como um todo. Perceber o seu impacto direto na vida das crianças – e transformar esse entendimento em ação – diferencia os melhores pedagogos. Eles sabem que todos os alunos podem tomar melhores decisões se encontrarem orientação adequada e muita paciência.

Professor como facilitador

Nessa tendência de metodologias ativas, o professor passa a ser facilitador de conteúdo. Alguém que está ali, para mediar, ou como o sentido da palavra mesmo diz: facilitar a autonomia e aprendizagem do aluno. Lembrando que isso não pode ser colocado só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Inclusive, o blog do IsCool App fez uma matéria sobre educação 4.0 que fala sobre esse novo momento.

Saiba mais: Guia da educação 4.0: o que é e o que esperar dela

Pedagogos precisam se comunicar bem

Os melhores professores não nasceram assim. Eles se tornam bons no que fazem através de seu próprio trabalho e do apoio de uma escola que lhes oferece oportunidades consistentes para se tornarem mais proficientes. Armado com um sorriso amplo e natureza gentil, o professor capta muito mais interesse dos alunos com essa atitude do que com o tópico que está ensinando.

A partir deste ponto de partida, os pedagogos devem se comunicar bem. Não somente com os alunos, mas também com os pais. Afinal, o trabalho em sala de aula não é um segredo a ser mantido. A comunicação regular sobre o aprendizado pode fluir do professor para as famílias. Com a tecnologia a todo o vapor, essa comunicação pode ser realizada via mobile, como por exemplo, por aplicativo de comunicação.

Nele, os pais são convidados a interagir, revisando o trabalho e reforçando consistentemente a importância do estudo dentro e fora da sala de aula. Geralmente, os pais dão boas-vindas a essa abordagem e muitos, se não todos, entram em cena para ajudar.

Através do aplicativo de comunicação escolar, é possível que o professor tenha um canal de comunicação com as famílias e assim compartilhe com os responsáveis o conteúdo ensinado.

O IsCool App dispõe de uma série de recursos que podem auxiliar o pedagogo a otimizar o seu tempo para o ensino e o seu próprio tempo para estudos pessoais. Afinal, uma das características essenciais de todo pedagogo é a busca constante pela excelência.

Se quiser saber mais sobre as funcionalidades do IsCool App, leia em:

IsCool App lança módulo Lição de Casa

5 funcionalidades do IsCool App para começar 2020 com tudo

Os 10 serviços úteis mais importantes para oferecer aos pais pelo seu IsCool App

A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

BNCC: desafios para 2021

Como o ano de 2020 foi comprometido com a suspensão das aulas pós-covid, quais serão os desafios da BNCC para o próximo ano?

Definitivamente, 2020 será um ano marcante para a educação brasileira e mundial. Não só porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entrou pra valer nas escolas do país – fato já previsto – mas, também, por conta de outro fato, este porém inesperado: a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) que fechou escolas por longo período.

Por essa razão, os desafios da BNCC serão conhecidos realmente em 2021, quando as aulas deverão retomar o ritmo natural. Também em 2021, entrará em vigor as mudanças para o ensino médio, oferecendo maior flexibilidade no currículo para que as escolas possam distribuir o conteúdo.

Inclusive, o portal do Ministério da Educação e Cultura (MEC) oferece um site com as principais dúvidas sobre essa mudança prevista para entrar em vigor já no início do próximo ano:

Novo ensino médio: perguntas e respostas

O que muda no Ensino Médio com a nova BNCC?

  • Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio;
  • Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três);
  • Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022

Outra mudança importante e que vem de encontro a situações de crise como a da pandemia, é que entre 20% e 30% da carga horária do ensino médio poderá ser ofertada pelas escolas através do ensino a distância. Para as EJAS (Educação de Jovens e Adultos), a carga horária poderá ser ainda maior, de 80%.

Se os alunos ganham em direitos de aprendizagem, os professores têm pela frente um grande desafio: adaptar-se aos novos conceitos propostos na base, cujo ponto principal são as dez competências gerais da BNCC, que tratam dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no âmbito pedagógico. Resumidamente, são elas:

  1. Conhecimento
  2. Pensamento científico, crítico e criativo
  3. Repertório cultural
  4. Comunicação
  5. Cultura digital
  6. Trabalho e projeto de vida
  7. Argumentação
  8. Autoconhecimento e autocuidado
  9. Empatia e cooperação
  10. Responsabilidade e cidadania

Desafios para 2021

Um dos principais desafios das escolas será elaborar o novo currículo, que considere as aprendizagens apontadas pela BNCC como essenciais ao mesmo tempo em que a instituição escolar ainda se recupera dos transtornos pós-covid.

Nesse processo, é importante que o currículo seja elaborado de forma colaborativa. O indicado é que tanto membros da gestão escolar quanto professores participem da sua construção. Afinal, é o corpo docente que será responsável por levar o currículo à sala de aula, enquanto a coordenação e a direção exercem um papel relevante em garantir que o documento final represente a escola.

Além disso, é interessante que especialistas e membros da comunidade escolar também participem da equipe encarregada da elaboração – cada um pode contribuir de maneira diferente e única com o currículo escolar.

Definição do material pedagógico

Após criar um currículo para a instituição de ensino, é necessário escolher o material pedagógico que será usado em sala. Para tanto, é importante levar em consideração as obras que contemplam e valorizam as competências abordadas na BNCC.

A incorporação da tecnologia do ensino também deve ser pensada nesse processo, já que os alunos estão cada vez mais conectados e já familiarizados com a tecnologia. Nesse caso, o material didático que vai além do livro e contempla Objetos Educacionais Digitais (OEDs) pode ser um grande aliado na inclusão da tecnologia no processo pedagógico.

Por fim, resta avaliar outros desafios que deverão surgir, levando-se em conta o perfil de cada instituição escolar e a região em que está localizada. Mudanças sempre são positivas, desde que quem saia ganhando seja o aluno. E a sua escola? Quais desafios terá com a nova BNCC?

Leia mais sobre a BNCC:

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Entenda como a disciplina positiva pode auxiliar na busca pelo equilíbrio de professores, pais e alunos neste bate-papo com o consultor da ONU e escritor, Luis Henrique Beust

Se você pudesse elencar os maiores desafios que tem vivido durante este período de isolamento provocado pela pandemia do Covid-19, quais seriam?

Fizemos essa mesma pergunta a diversas pessoas de nosso convívio. Ao conversar com alguns de nossos clientes e parceiros que, além de professores, também são pais, identificamos que no topo dessa lista de obstáculos está a busca pelo equilíbrio emocional.

Não bastasse a insegurança em torno da doença e o medo do contágio, os lares Brasil afora se transformaram em home office, ao mesmo tempo que também são sala de aula para os pequenos. Adicione a essa receita o desafio de atividades remotas e novos hábitos sanitários que beiram a neurose, mas que se fazem necessários. Pronto, está desenhado o cenário perfeito para muito estresse, desentendimento e total falta de paciência.

Foi pensando nessas dores que o IsCool App buscou a ajuda de um especialista para sua estreia no formato de lives e trouxe ninguém menos que o Prof. Luis Henrique Beust, perito em educação e cultura de paz, para um bate-papo especial sobre disciplina positiva e seu poder como ferramenta de enfrentamento à pandemia.

Luis Henrique é CEO do Instituto Anima Mundi, consultor em educação pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo MEC (Ministério da Educação), é palestrante sobre desenvolvimento social, direitos humanos e cultura de paz em países do mundo todo e também autor – entre suas obras mais recentes estão os livros “Afinal, por que sofremos” e o “Educar por inteiro”.

A live completa você encontra em nosso canal no YouTube, ou clicando na imagem abaixo.

Vale a pena acompanhar cada detalhe desta conversa enriquecedora que, na verdade, é uma continuidade de todo o trabalho que estamos desenvolvendo há cerca de dois meses, no especial Coronavírus.

Abaixo você confere os melhores momentos desta live para guardar algumas das importantes lições dadas pelo Prof. Luis Henrique Beust.

Isolamento físico sim, social, jamais!

Antes de entrar no assunto prático envolvendo a disciplina positiva, o professor iniciou a conversa destacando o poder da internet neste período de isolamento. “Estamos em isolamento físico e não social, nunca estivemos nos socializando tanto”, conta ele, que tem feito participações em lives pelo mundo todo, como Chile, Canadá e Estados Unidos.

Ainda para ele, a pandemia deve ser analisada também por um ponto de vista positivo, uma oportunidade, por exemplo, de resignificação. “Apesar de a pandemia nos ter pego de surpresa, elas existem desde que o mundo é mundo. Vírus e bactérias já estavam por aí bem antes da gente. As pandemias ao longo da história causaram mortandade e tristeza, mas também causaram mudanças na história, mudança de pensamento e atitudes(…). É muito provável que tornemos mais conscientes da unidade da humanidade, afinal, todos os seres humanos estão sujeitos aos mesmos germes e ao mesmo sofrimento”, afirma ele, que cita como benefício, inclusive, o melhor uso da tecnologia pós-Coronavírus e a ampliação do contato social.

Disciplina positiva para os adultos

Segundo Luis Henrique Beust, a ênfase para enfrentar a pandemia pela disciplina positiva se dá em três níveis: pensamento, fala e ações.

Pensamentos negativos x pensamentos positivos

Ser vigilante quanto aos pensamentos é a dica nº 1 da disciplina positiva. Isso porque nossos pensamentos não são aleatórios e, muitas vezes, as pessoas não se dão conta daquilo que estão pensando e nem imaginam o quanto aquilo está afetando suas ações e seu emocional.

“Existem pensamentos que são neutros, negativos e positivos. Eles têm efeitos distintos sobre o corpo. Com os negativos, o corpo todo reage como se estivesse sendo ameaçado e nós temos uma infusão de hormônios e desgastes de cortisol e adrenalina, sentimos cansados, irritados, inquietos, ansiosos. Pensamentos positivos têm efeito calmante e nós nos sentimos serenos, positivos, energizados. A chave é reconhecer qual pensamento está nos dominando”, afirma Beust.

A tática é perceber o tipo de pensamento pelo efeito que ele está trazendo ao seu corpo. Com base nesse sentimento, basta exercita-se para transformar os pensamentos negativos em positivos.

Para isso, é importante lançar mão de itens como a (independente de ela ser religiosa, afinal, fé pode ser também na vida, na humanidade, por exemplo), perdão, paciência e de ter certeza de que tudo passa e de que aquele pensamento negativo é só uma nuvem que logo dará espaço para o sol. “Daí o estado de espírito muda. Pensamentos precisam ser transformados dentro de nós. E isso faz uma diferença enorme sobre a vida de nós todos”, ressalta o professor.

Neste ponto, é importante, inclusive, identificar o pensamento negativo nas crianças. O bullying, por exemplo, pode ser alerta da influência de pensamentos negativos de pessoas da convivência dos pequenos, como por exemplo, os próprios familiares.

Ao reconhecer os pensamentos a partir da influência em seu coração, às vezes, será necessário conversar com alguém e pedir ajuda, que seja, inclusive, dentro de casa, com seu parceiro.

“Antes de tudo, os adultos têm que serenar, para trabalhar uma perspectiva positiva, senão não vão ajudar as crianças, que são peritas em captar nosso estado emocional”.

Luis Henrique Beust

Círculos de influência

Uma vez que o pensamento negativo tenha sido identificado e transformado em pensamento positivo, em alento para seu coração e seu corpo, o segundo ponto da disciplina positiva para se atentar é entender que há basicamente dois círculos que atuam sobre nós: aqueles sobre os quais temos influência e aqueles sobre os quais não temos influência.

Imagine que existe um grande círculo onde estão todas as nossas preocupações. Dentro dele há um círculo menor, este é aquele cujas preocupações temos influência. “Existem coisas ao nosso redor das quais temos influência, por exemplo, ações diárias, regras, espaço adequados para atividades domésticas e laborais – porque a escola também agora está dentro da casa, a mesa de jantar também é escritório. Tudo isso está dentro do nosso poder de influência”, explica.

O círculo de preocupações que está além da nossa influência diz respeito a itens dos quais não podemos mudar, como por exemplo as falas e atitudes dos políticos (presidente, governadores,ministros, etc.) diante da pandemia. “Não adianta se preocupar com isso, quando não temos poder de influência algum. Temos tido relatos de agressividade nos lares e ambiente de trabalho que, por questões políticas, começam a envenenar o ambiente. Não podemos deixar esse caos entrar dentro do nosso lar, dentro da nossa escola”, lembra Beust.

Estabelecendo rotinas

Diante da apresentação dos circulas de influência, cabe a cada um de nós determinarmos as rotinas do lar e seu funcionamento no dia a dia. Todos dentro da casa têm seu papel e precisam colaborar. Para isso, a dica é sentar com as crianças, de qualquer idade, e explicar sobre o momento, sobre o vírus – da maneira mais simples possível. É importante, então, alinhar as novas regras da casa.

“Deixe elas participarem, comentarem e argumentarem. As crianças vão ser auxiliares na disciplina, elas mesmas vão colocar limites e horários. É importante avisar a criança antes. Tenha certeza que você vai ter um colaborador, em vez de uma criança berrando porque não quer largar os brinquedos”, exemplifica o professor.

Escolas são exemplo de disciplina

Já se perguntou por que seu filho obedece mais ao professor, na escola, do que em casa? O segredo está na disciplina aplicada dentro das instituições de ensino desde que elas foram estabelecidas. Sim, as escolas são peritas em fazer combinados com as crianças, por isso apresentam resultados tão satisfatórios, como apresenta o consultor da ONU:

“Nas escolas, que são entidades mais complexas que o lar, elas são mais capazes de enfrentar momentos turbulentos como esses, por que já têm a disciplina internalizada. Os colabores têm uma abordagem profissional a isso, geralmente estão acostumados aos combinados, que funcionam com as crianças. O velho ditado o ‘combinado não sai caro’. Quando estão na escola, as crianças têm um combinado, mas em casa é uma bagunça, o pai diz uma coisa e a mãe diz outra, elas não entendem o que é certo ou errado. A primeira disciplina positiva dentro do lar é uma rotina que funcione para todos”.

Luis Henrique Beust

Disciplina positiva para crianças

A disciplina positiva para as crianças é, basicamente, dizer o que espera que ela faça – o que é bem diferente de dizer o que não quer que ela faça.

Para Luis Henrique Beust, as crianças são muito mais receptíveis a um diálogo positivo. Quando falamos coisas negativas estamos criando um cenário e ativando a imaginação dela para que faça exatamente o que foi dito, por que crianças têm bom coração. Por exemplo: “não maltrate o gato” tem um efeito bem diferente de “o gato não gosta de ser maltratado, isso machuca ele”.

Disciplina positiva é dizer o que desejamos e colocar na criança o que esperamos. Por exemplo, dizer ‘esse comportamento não combina contigo’. Coloque na sua cabeça uma imagem positiva do seu filho, tire ideias negativas e frases como ‘ele é rebelde’. O comportamento da criança é separado dela, finaliza o professor.

Disciplina positiva em resumo:

  1. Cuide de seu pensamento, que tem sobre você e sobre seu corpo uma grande influência. Troque pensamentos negativos por pensamentos positivos;
  2. Tenha sempre uma fala positiva. Diga o que quer que aconteça e não o que não quer que aconteça;
  3. Não seja agressivo. Quando estiver com raiva, não faça nada. Quando estamos com raiva, tudo o que dissermos ou fizermos estará errado. A qualquer sinal de raiva, reconheça e avise aos que estão à sua volta.

Coronavírus: aprendizados da China e de outros países para as escolas brasileiras

Como as sociedades escolares do país asiático e de outros países estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na China, em dezembro do ano passado, os educadores locais também tiveram que enfrentar uma mudança radical na forma de ensinar, assim como no Brasil e demais países. 

Em meados de fevereiro de 2020, quando os alunos deveriam voltar às salas de aula após o feriado de ano novo, todas as escolas foram fechadas pelo governo chinês e muitas decidiram começar a educação a distância.

O que se viu na China após o surto é que 270 milhões de estudantes passaram a ter aulas através de plataformas na web. “A China não é um lugar perfeito, mas na questão de tecnologia parece estar muito à frente do Brasil”, afirma Ricardo Geromel, autor do livro “O Poder da China”. Ainda segundo ele:

“Quando a gente vê os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), a China também está em primeiro lugar. Por isso, quem lida com educação, precisa olhar para o que está acontecendo nesse país”.

A China é hoje responsável por 15% do PIB mundial e a segunda maior economia do planeta. Pensando nas lições que o país asiático, primeiro a passar pela pandemia do Covid-19, pode oferecer às escolas do Brasil, pesquisamos como os educadores de lá estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais. Aproveitamos para pesquisar também outros países fortemente afetados, como Itália e Inglaterra.

Como as escolas estão ensinando on-line

As escolas chinesas estão usando diferentes formatos: algumas fornecem vídeo-aulas gravadas, outras oferecem aulas on-line por meio de arquivos (como PDF e Word), outras, ainda, transmitem ao vivo e, por fim, a algumas delas ainda combinam tudo isso.

Em Shenzhen, uma das cidades mais importantes do sul da China, as aulas a distância seguem com uma rotina diária, mesmo para aqueles do jardim de infância. Isfandiyar Xianghe Shahbazi, de apenas 6 anos, tem aulas remotas de inglês, chinês, história e STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), das 8:30 às 12h, com pequenos intervalos.

Segundo a mãe Huang Li Huang, o filho tem se adaptado bem. “Ele fica concentrado se os pais se sentam com ele em frente do computador”, diz. De acordo com ela, as aulas presenciais devem retornar em breve, primeiro para alunos mais velhos. Para os alunos da educação infantil, não há previsão ainda de retorno.

Conforme relato da especialista de educação Laurel Schwarts, que escreve para o site americano Edutopia, os professores chineses tiveram muito pouco tempo para se preparar para as aulas on-line, incluindo plataformas digitais que nunca haviam utilizado anteriormente.

“Nas primeiras semanas, os docentes precisaram ser muito flexíveis e pacientes. Tudo o que teriam feito pessoalmente levou mais tempo virtualmente. Mas, agora eles estão trazendo aos alunos experiências de aprendizado on-line de alta qualidade”, conta.

Inclusive, a Unesco elaborou o “Manual sobre facilitação da aprendizagem flexível durante a ruptura educacional” em conjunto com o governo chinês.

O manual descreve várias estratégias flexíveis de aprendizado on-line implementadas na China sob a iniciativa do Ministério da Educação desse país, o que garantiu o aprendizado on-line flexível a mais de 270 milhões de estudantes que estão em suas casas. Acesse aqui o manual (em inglês).

A maior preocupação da entidade governamental é que todos os estudantes tenham acesso ao aprendizado on-line, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para que seja possível encontrar soluções de alta tecnologia, baixa tecnologia e até mesmo sem tecnologia para garantir a continuidade do aprendizado.

Lições da China

Como os alunos deixaram de frequentar a escola fisicamente, suas aulas acontecem em tempo real, seguindo o horário regular, usando um aplicativo chinês. No Brasil, há também diversos aplicativos que podem auxiliar. Com o IsCool App, por exemplo, é possível passar as tarefas de casa para os alunos, assim como enviar comunicados aos pais, entre outras funcionalidades.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Assim como na China, é possível utilizar plataformas de aprendizado de código aberto também no Brasil, como o Moodle ou Google Classroom, que tem capacidade de realizar videoconferência ao vivo com quadros brancos e salas de reunião. Também é viável para dar feedback aos alunos, trabalhar com parceiros e grupos e publicar materiais de aula.

Inclusive, já fizemos um post sobre ferramentas gratuitas de educação a distância. Confira: Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

O objetivo é começar com lições claras e simples, sem introduzir novos programas. Os alunos também podem escrever e executar peças de teatro, criar e cozinhar receitas, realizar entrevistas e enviar essas tarefas por meio de vídeo.

Muitas escolas na China estão utilizando pastas de trabalho e tarefas baseadas em papel em vez de computadores para reduzir o tempo de tela dos alunos. Continuam fazendo com que os alunos concluam algumas tarefas em papel, tirem uma foto do trabalho concluído e enviem a foto junto com a tarefa através da plataforma.

Além das aulas assíncronas e ao vivo, alguns professores na China têm turnos diários de três horas no horário comercial. Eles efetuam login na plataforma durante o período e são visíveis como “on-line” para qualquer aluno que visite a página. Isso permite que os alunos entrem em contato com um professor para obter ajuda durante o trabalho escolar.

Exemplos da Europa

Itália

A Itália foi o primeiro país da Europa a sentir os efeitos devastadores da pandemia do Covid-19, principalmente por ter uma população idosa prevalecente e que, infelizmente, lidera os números de vítimas fatais.

Quando o governo italiano decidiu fechar as escolas como primeira medida anti-covid, as pessoas acharam que seria um fechamento breve, quase um prolongamento das férias do Carnaval. “Imagina a felicidade pouco disfarçada das crianças!”, lembra Daniela Giunta, moradora de Turim e mãe de dois filhos: Jacopo, de 15 anos e Alice, de 10 anos.

Porém, pouco a pouco, a situação do contágio só piorava e ficou claro que as escolas não iriam reabrir cedo. “Após a guerra, nunca as escolas haviam fechado. Ninguém estava pronto para lidar com uma emergência como esta”, avalia. 

Segundo Daniela, as únicas ferramentas tecnológicas que as escolas dos filhos utilizam antes da pandemia eram quadro multimídia e aplicativo que facilita a comunicação entre escola e pais, chamado Registro online. “Fora isso, nunca foi usada uma plataforma para o ensino a distância”, revela.

Na turma do seu filho mais velho, os alunos começaram a se comunicar com os professores pelo aplicativo e usando o GSuite e Google Classroom.

“Hoje, a rotina dele não está muito diferente de uma rotina presencial:  todas as manhãs, ele participa de vídeoaula segundo o horário escolar e, de tarde, estuda para completar os deveres. Às vezes, ele até reclama de ter que estudar mais do que antes!”, conta.

Já para sua filha mais nova, os professores pediram para se cadastrar na plataforma Edmodo.  De acordo com Daniela, tudo foi gradual. “Pouco a pouco, começaram a chegar deveres, vídeos e, depois do feriado de Páscoa, as professoras começaram a marcar encontros em grupo”, explica.

E completa: “Achei ótima a escolha de evitar uma simples repetição do horário escolar através do computador. Para criança desta idade, não teria sido possível manter a atenção por horas e também tinha o risco que fosse impossível a gestão da turma a distância”, diz.

Segundo ela, os alunos devem voltar às aulas presenciais apenas em setembro, já no novo ano escolar. “Não temos noticia nenhuma sobre o futuro da escola em setembro: turnos duplos? Um dia sim e um dia não? Voltar à normalidade para os italianos parece uma miragem!”, desabafa.

Inglaterra

A Inglaterra foi outro país europeu amplamente afetado pela Covid-19. “Acho que pegou todo mundo de surpresa, ninguém sabe ao certo o que fazer”, diz a brasileira Marcelle Oliveira de Campos, mãe de Miguel de 5 anos. Morando com a família em Londres, Marcelle conta que seu filho está no Reception Year (como se fosse uma pré-alfabetização no Brasil).

“A gente nunca teve contato anterior com essa plataforma que a escola do meu filho está oferecendo no momento, que é bem completa”, explica. De acordo com a mãe, Miguel não tem aulas com professores. “São passadas apenas tarefas e ele teve uma adaptação tranquila em relação a isso”, afirma.

Marcelle revela que não se cobra muito e nem cobra o filho. “Acho que todas as mães deveriam dar uma relaxada. Se ele voltar só em setembro, já será o Year One (Primeiro Ano). A escola vai saber que os alunos não terão a mesma base. Por isso, devemos confiar mais que tudo será reposto e que um dia tudo voltará ao normal” acredita.

Como efeito da pandemia, muitas escolas ao redor do mundo começaram a considerar a integração de tecnologia educacional em seus currículos, e não como uma solução alternativa. Além disso, os professores estão descobrindo que a tecnologia tem suas vantagens de maneira que nunca haviam percebido antes, como permitir um aprendizado diferenciado.

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