Especial matrícula 2020: O que mudou neste processo?

Entenda se algumas das principais transformações que o mercado propõe para as campanhas de matrícula já estão sendo aplicadas em seu colégio

As novas formas de se comunicar e as tecnologias agregadas ao dia a dia escolar transformaram também o processo de matrícula. E não se trata de uma questão de escolha, para atender à rotina das famílias da geração atual, seus hábitos e preferências, aderir aos novos processos é algo natural.

A questão é: seu colégio tem se apoderado das novas ferramentas para garantir campanhas de matrícula mais eficazes? Ou será que com tantas opções e com um quadro de investimentos cada vez mais enxuto alguns detalhes ainda estão escapando pelas mãos?

Na segunda matéria do Especial Matrícula 2020 o Blog do IsCool App relembra algumas das estratégias mais atuais que os colégios podem lançar mão a fim de otimizar seu processo de captação e retenção de alunos. O resultado esperado? Objetivos atingidos, maior segurança à instituição e aos pais, mais agilidade e menos dor de cabeça.

O desafio das novas matrículas

Os esforços para o fechamento de novas turmas acontecem ao longo de todo o ano, ampliando o período de duração das campanhas de matrícula e a atuação das equipes de marketing e comunicação.

Pensando nesses profissionais por trás das campanhas publicitárias e divulgações é que voltamos nossos olhares às novas ferramentas de marketing, que transformam parte do processo. Elas estão principalmente ligadas ao inbound marketing, modalidade de marketing de melhor custo-benefício para o colégio pelo investimento relativamente baixo. São elas:

Campanhas de links patrocinados

Ranquear entre os primeiros das buscas do Google, obtendo mais propriedade para a marca na região desejada é o sonho de consumo de qualquer empresa e tem feito a diferença nos resultados em novas matrículas para o colégio. Os investimentos em anúncios no sistema de leilão de palavras-chave aliado a técnicas de SEO (Serach Engine Optimization), com um site atrativo e de conteúdo atualizado, podem potencializar a chamada conversão, ou seja, o clique do pai mais interessado para obter informações sobre o colégio.

Também nas mídias sociais o investimento em anúncio passa a ser um diferencial. Os pais (e até futuros pais) mais ligados ao Instagram e ao Facebook, por exemplo, podem se encantar com detalhes da infraestrutura do colégio, apelo de atividades diferenciadas desenvolvidas pelos atuais alunos e até descontos e promoções. O melhor é que não há um valor mínimo de investimento para já se obter resultados, cabendo ao colégio decidir quanto deseja pagar pelas campanhas.

Captação e gestão de leads

São inúmeras as ferramentas disponíveis hoje no mercado para auxiliar na atração de clientes on-line, com a criação de landing pages, fluxos de e-mail marketing e distribuição de material rico – bases do inbound marketing. De maneira prática, sua equipe pode criar campanhas inteiras com um resultado bastante satisfatório no final.

Outra funcionalidade importante dessas ferramentas é o gerenciamento desses leads ou CRM (Customer Relantionship Management – gestão de relacionamento com o cliente). Com ela, o setor de atendimento ao cliente – que hoje conta com equipes altamente treinadas e com foco em metas de captação – poderá receber os leads das campanhas e avaliar se eles são ou não qualificados, de acordo com sua interação e posição no funil de vendas.

Um CRM atualizado, aliás, é imprescindível para tornar o setor de vendas automatizado, alimentando leeds com e-mails e contatos a uma certa frequência. Afinal, é sempre uma boa ideia informar o cliente que optou pelo concorrente que seu colégio conta com um novo e inovador sistema de ensino, ou que está com uma promoção especial de matrícula, ou ainda apenas enviar uma delicada mensagem de aniversário.

Geração de conteúdo de qualidade

Os vídeos se tornaram a mídia de maior impacto para o público pelo apelo emocional que podem produzir. A boa notícia é que a produção desses filmes curtos, com qualidade, também se tornou mais acessível. Campanhas de matrícula podem e devem fazer uso dessa tecnologia, fugindo do senso comum e investindo no público on-line.

E ainda dentro do inbound marketing, os blogs institucionais, que falam sobre assuntos diversos de interesse dos pais e divulgam os diferenciais do colégio, ganharam mais peso por influenciarem o ranqueamento do seu site no Google. São uma ótima porta de entrada para a captação de novos leads e têm custo mais baixo de investimento em relação a mídias tradicionais, como tevê, outdoors e jornais.

O segredo da rematrícula

É praticamente impossível falar em retenção de alunos e controle da evasão escolar sem começar pelo discurso da qualidade de ensino. Na rematrícula, o que conta é a experiência ao longo de todo o ano e a excelência na oferta do serviço. Aqui, contamos com a força de toda a equipe, mas, principalmente, uma gestão mais apurada e antenada a cada novo detalhe.

Pensando nisso, podemos destacar três ferramentas que auxiliam o gestor e agregam maior agilidade ao processo de rematrícula:

ERP atualizado

Obviamente não podemos dizer que o ERP ou software de gestão seja uma ferramenta nova, mas ele entra nessa lista por estar em constante atualização. Ou seja, se seu software continua com as mesmas funções básicas de anos atrás, ele pode estar depondo contra seu processo de matrícula, oferecendo atraso e riscos à segurança de todos os envolvidos.

Novos softwares de gestão escolar são capazes de receber e organizar dados personalizados sobre cada aluno, são simples e de fácil manuseio de toda a equipe e garantem segurança à informação, muitas vezes, com armazenamento nas nuvens. É imprescindível, ainda, um ERP que se integre às novas ferramentas que chegaram para compor o cenário, como a assinatura digital de documentos, o aplicativo de comunicação e o software de avaliação socioemocional.

Comunicação via aplicativo integrado ao seu ERP

Que o aplicativo de comunicação escolar é a ferramenta mais eficaz na comunicação com os pais, o colégio já deve saber. No processo de rematrícula, então, ele se torna essencial, alertando sobre prazos, oferecendo a possibilidade de se trabalhar com pesquisas de satisfação e abrindo um canal para tirar dúvidas dos pais sobre o assunto. Sem contar a oferta da assinatura digital do contrato a apenas alguns cliques.

Entretanto, é essencial que o app escolar esteja integrado ao seu software de gestão, atualizando informações em tempo real e facilitando a inserção de dados importantes por parte da equipe. Tudo para tornar o processo de matrícula muito mais seguro e eficaz.

Processo de assinatura digital de documentos

Um dos maiores benefícios que as novas tecnologias podem trazer ao seu processo de matrícula é, sem dúvidas, a possibilidade de se assinar o contrato pelo celular – e de maneira segura. Além de encurtar o tempo da campanha em até 80%, diminuindo também as chances de inadimplência, a assinatura digital do contrato enche os olhos dos pais.

Mais

São inúmeras as ferramentas que impactam no dia a dia do colégio e, consequentemente, no processo de matrícula, outras muitas ainda estão por vir. Por isso, citamos as soluções que mais têm impactado os colégios atualmente e que já podem transformar a sua próxima campanha de matrícula. Nas próximas matérias deste especial, você confere mais informações sobre a diferença entre matrícula por aceite digital e assinatura digital.

Especial Matrícula 2020: 6 dicas para iniciar sua próxima campanha

Seu planejamento referente a captação e retenção de alunos para o próximo ano letivo já está pronto? Confira um passo a passo que pode te auxiliar neste período de análises e preparação para uma das ações mais importantes da gestão do colégio

Quem diria que o ano passaria tão rápido e que, num piscar de olhos, já estaríamos em abril? Em meio a tantos assuntos a serem resolvidos, uma das tarefas aciona alerta amarelo de atenção: a campanha de matrícula e rematrícula com foco em 2020.

Empresas saudáveis têm planejamentos prévios e constantes revisões para que o crescimento continue, por isso, o Blog do IsCool App adiantou o assunto – que geralmente é tratado no meio do ano – para que você possa revisar seu processo com tempo de sobra para avaliações e eventuais mudanças.

Quer garantir salas cheias em 2020 e menos dor de cabeça com o assunto ao longo de 2019? Então vamos começar relembrando os seis passos fundamentais para iniciar sua campanha de sucesso:

1 – Revise a campanha de matrículas no ano anterior

Reúna sua equipe para responder a perguntas como: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no processo de matrícula no ano passado? Os prazos foram cumpridos? Os pais tiveram muitas dúvidas e apontamentos?

Aproveitem para rever as tarefas, reforçar as ações e dar voz a todos para que contribuam com opiniões e, principalmente, novas ideias. Organize as informações em atas para que tudo fique registrado e já agende a próxima reunião, nelas vocês terão a próxima campanha já desenhada e pronta para ser iniciada.

2 – Determine prazos e comunique-os com eficácia

Os deadlines são feitos para serem cumpridos e um cronograma bem definido é ideal para uma campanha de sucesso. Começando de trás para frente, qual será o prazo para novas matrículas e captação de alunos? E as datas-limite para as rematrículas? Quando será o início da divulgação de valores? Quando se finaliza a pesquisa de opinião com os pais?

São muitos os itens a serem elencados, mas é ainda mais importante pensar na melhor divulgação deles. Entre a equipe envolvida, a dica é criar uma planilha com as tarefas e datas realizadas e previstas, atualizada semanalmente. Para os pais, a comunicação mais eficaz continua sendo o envio de comunicados e avisos digitais, pelo aplicativo de comunicação, além dos encontros pessoais em reuniões de fechamento ou início de semestre.

3 – Reveja seu contrato e aproveite para se atualizar quanto à LGPD

A atualização dos contratos nesta campanha prevê um novo item, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD. Como já tratamos aqui no Blog do IsCool App no Especial LGPD, essa lei prevê maior controle sobre o uso de dados e traz mais rigor a quanto a informações de menores de idade. É imprescindível alinhar essa questão junto ao seu departamento jurídico e atualizar itens referentes ao tratamento e armazenamento de informações sobre pais e alunos para proteger todos os envolvidos e evitar multas.

4 – Alinhe política de preços, descontos e previsão de vagas

Pesquisar é o segredo quando falamos em previsões e estimativas. Aqui, com a maior antecedência possível, o gestor precisa estimar quantas vagas para matrículas novas serão abertas para não se perder no planejamento escolar. Vale ressaltar, portanto, a importância de quatro pesquisas básicas:

  • Pesquisa de mercado (colégios novos na redondeza, campanhas de marketing agressivas, equalização dos preços…);
  • Pesquisa de satisfação dos pais (houve algum problema pontual ao longo do ano e que pode contar negativamente na renovação?);
  • Pesquisa de dados dos anos anteriores e médias históricas;
  • Pesquisa informal sobre a intenção de renovar ou não as matrículas.

Concatenando esses dados, teremos médias para renovação de contrato, evasão e novas vagas disponíveis. Assim, será mais seguro determinar valores para matrículas e mensalidades, além de projetos de bolsa.

5 – Desenhe o processo para que ele seja o mais prático possível

Com cronograma, estimativas e objetivos em mãos, o gestor pode rever o processo para torná-lo o mais prático e claro possível. Certamente haverá pais com dúvidas e apontamentos, mas mesmo as inadimplências podem ser previstas e de modo que tomem o menor tempo possível da equipe envolvida.

Além de auxiliar em uma comunicação eficaz do cronograma, o aplicativo de comunicação pode conter outras ferramentas auxiliares desse processo, como uma área para tirar dúvidas dos pais especificamente sobre o assunto ou mesmo para conter o contrato para assinatura digital, um processo que tem facilitado a vida de milhares de pais e que já expusemos em outra matéria aqui no blog. Sem o vai e vem de papeis, a campanha tende a ser muito mais curta e prática.

6 – Divulgue, divulgue e divulgue

As campanhas de marketing do colégio merecem um cronograma à parte e trazem muito mais ações e esforços ao longo de todo o período letivo, uma vez que a comunicação conta com vários públicos (internos e externos) e canais de distribuição (app escolar, mídias sociais, impressos, etc.).

No material dedicado aos pais que já são clientes, por exemplo, a dica é criar tutoriais sobre o que mudou no processo desse ano e vídeos curtos explicando chamando a atenção para prazos e cronogramas. Já o público formado por possíveis futuros clientes precisa de encantamento desde a primeira ligação para agendamento da visita até materiais de impacto nos meios de comunicação. O importante é divulgar as informações com freqüência e clareza, sempre.

Mais conteúdo

O assunto matrícula envolve tantas ações que ganhará mais matérias ao longo das próximas semanas neste Especial do Blog IsCool App. Enquanto isso, você pode conferir outros conteúdos importantes e agregadores sobre esse tema, como: Os erros mais comuns em campanhas de matrícula, O que seu colégio precisa saber sobre o mercado para definir sua campanha de matrícula e Como o inbound marketing transforma as campanhas de captação e retenção de alunos.

Especial LGPD: As adequações a serem feitas pelas escolas

Apesar de ter sido criada principalmente para combater os abusos no uso de dados indevidos por algumas áreas do marketing e de vendas, a Lei Geral de Proteção de dados atinge em cheio todas as empresas e prestadoras de serviços, inclusive as escolas; entenda o que é preciso fazer para que o colégio não corra o risco de ser penalizado por multas astronômicas

A LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados ganha relevância à medida que as pessoas entendem que ela chega para toda e qualquer empresa em território nacional, seja indústria, comércio, profissionais autônomos ou prestadoras de serviços. Nesse cenário se encaixam as instituições de ensino, que estão na mira dos órgãos reguladores por tratarem, principalmente, de dados menores de idade.

Se na primeira matéria do Especial LGPD tratamos de explicar a lei em um panorama geral e chamar a atenção para prazos, desta vez, nosso foco é o seguimento educacional. Afinal, quando e por onde começar as mudanças? Quais as adequações necessárias? Como comunicar as alterações para os pais? Confira as respostas a essas e outras dúvidas comuns para o gestor escolar.

Dados pessoais de menores, atenção redobrada

Todos os dados coletados são informações importantes para as pessoas envolvidas, por isso carecem de proteção, seja na maneira como estão sendo absorvidos, no modo como serão armazenados ou para quais finalidades serão utilizados. Entretanto, quando falamos de dados de crianças e adolescentes, o radar apita mais forte.

“As escolas possuem em sua base os dados de identificação dos alunos e seus pais, além de dados médicos quando passados pela família para emergências, tais dados são de natureza sensíveis e exigem maior cuidado para não serem acessados indevidamente. Foi comum, no passado, o vazamento de dados em instituições de ensino. Se já estivessem sobre a égide desta lei, certamente as empresas envolvidas não teriam saído ilesas”, aponta Leandro Alvarenga Miranda, especialista em proteção de dados pessoais e advogado associado da Cots Advogados.

Uma instituição de ensino, portanto, trata diversos dados, desde os mais genéricos aos sensíveis. “A implicação de dados de crianças e adolescentes se dá na autorização e finalidade da coleta dos mesmos, pois devem ser autorizados por um dos pais ou responsáveis, sendo a escola responsabilizada pelos esforços de garantia de sigilo e segurança”, alerta Cristina Sleiman, pedagoga e advogada na Cristina Sleiman Sociedade de Advogados, especialista em Direito da Tecnologia e mestre em Sistemas Eletrônicos.

A responsabilidade dos colégios quanto a dados sensíveis

A LGPD prevê uma determinada penalização para o uso indevido de dados pessoais, mas quando se trata de dados sensíveis, essa penalização pode ganhar proporções ainda maiores.

“Além disso, toda e qualquer informação deve ser clara e de fácil entendimento ao público a que se destina. Assim, acesso a portais, uso de tablets e qualquer coleta de dados, ainda que seja para mensurar nível de aprendizagem, deverão ser autorizados através de consentimento específico”, reforça Cristina, sobre dados utilizados no dia a dia de instituições de ensino.

Para entender melhor o risco a que as escolas estão se expondo, vale conhecer a classificação de dados que, na LGPD, é basicamente dividida em três:

  • Dados pessoais – São informações que identificam o cidadão direta ou indiretamente, como nome, sobrenome, data de nascimento, documentos pessoais, endereço, telefone, e-mail, IP do computador pessoal e até os famosos cookies de histórico de navegação na internet.
  • Dados sensíveis – Os dados sensíveis dizem respeito a características que podem discriminar o cidadão, por isso precisam de proteção total e podem ser alvo fácil da fiscalização. Entre elas estão: religião, opção sexual, convicções morais, opiniões políticas, imagens, rendimento escolar, informações sobre comportamento, boletins de saúde e dados médicos.
  • Dados anônimos – Dados em que as pessoas não são identificadas, como informações estatísticas, por exemplo.

Passo a passo para a adequação

Confira dicas práticas de como se adequar à LGPD de maneira simples e a tempo:

1 – Diagnóstico de riscos e conformidades

O primeiro passo a ser dado pela instituição é fazer um levantamento para identificar onde estão depositados os dados pessoais e sensíveis de todos os envolvidos (alunos, pais, colaboradores) e se há vulnerabilidade de segurança, ou seja, se eles podem ser facilmente acessados, violados e vazados.

“Quais informações o colégio já possui, seja física ou digital? Quais dados pessoais ela coleta, qual a finalidade, onde são armazenadas? Há transferência de dados, usa armazenamento na nuvem? Essas e outras informações são necessárias de se levantar”, explica Cristina Sleiman, que também faz parte da comissão de Comissão Especial de Educação Digital da OAB/SP.

2 – Análise

Com todas as informações em mãos, é preciso fazer uma análise do cenário atual, riscos e ações necessárias para adequação, criando plano de ação. Aqui, avaliamos como está a aplicação de controles como governança de proteção de dados, gestão de dados pessoais, segurança da informação, gestão de riscos, gestão de dados pessoais em terceiros e gestão de incidentes.

“O colégio deve classificar os dados armazenados conforme a lei, posteriormente deve adequar o acesso a estes dados e a forma de tratamento dada a ele, mesmo que seja para publicidade. Há, ainda, a necessidade de fazer uma revisão dos contratos e criar políticas de privacidade recolhendo o consentimento dos titulares ou de seus responsáveis legais”, exemplifica Miranda, que também é autor do livro “A Proteção de Dados Pessoais e o Paradigma da Privacidade”.

3 – Executar o plano de ação

Priorizando as atividades, é hora de tirar o projeto do papel, começando pela criação da equipe encarregada pelas ações, que deve ser composta de vários departamentos e até por assessorias de empresas especializadas. A orientação é de que a equipe tenha pelo menos quatro pessoas, considerando suas experiências em análise de riscos e compliance e expertise em direito digital e cibersegurança, por exemplo.

“Por ser uma regulamentação híbrida, a LGPD exige conhecimentos multidisciplinares, tanto técnicos , relacionados à governança de dados e de segurança da informação, quanto jurídicos, para definir as prioridades, realizar a atualização documental e apoiar na resposta a incidentes” ressalta o escritório PG Advogados.

4 – Comunicar

Transparência é regra. Toda e qualquer mudança deve ser apresentada aos colaboradores envolvidos para um maior engajamento e, claro, para os pais, que precisam entender que todas as mudanças serão para o bem comum. “Não é uma questão de estratégia. Para estar em conformidade será necessário informar toda finalidade de uso, de forma clara”, defende Cristina, que ainda cita a necessidade de atualização do Regimento Escolar.

Para melhor informar a todos os envolvidos, os aplicativos de comunicação escolar se tornam uma ferramenta importante no processo. Além dos módulos de troca de mensagens e publicação de comunicados, no IsCool App, por exemplo, ainda é possível aplicar o processo de matrícula por meio de assinatura digital, garantindo a total clareza do conteúdo e segurança dos dados já nos padrões da LGPD.

5 – Monitorar

Depois de transparência, controle é outra palavra-chave do processo. As áreas envolvidas serão responsáveis pela manutenção do plano e das ações, além da busca contínua por melhorias no processo como um todo, conforme a evolução do negócio.

Especial LGPD: O que é preciso saber sobre a lei de proteção de dados?

Prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados garante mais segurança a qualquer cidadão e atinge empresas de todas as áreas, inclusive as escolas

Quem nunca se perguntou como determinada empresa conseguiu seu telefone ou como aquele e-mail de ofertas inconveniente veio parar em sua caixa postal? Casos como esses cresceram à mesma proporção com que a tecnologia digital invadiu nossas vidas, tornando-se assunto discutido na justiça. Tanto que, seguindo o exemplo de outros países, o Brasil deu, recentemente, um importante passo em prol da segurança e respeito aos dados pessoais de cada cidadão, a sanção da Lei nº 13.709/2018.

Também chamada de Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD, a lei regulamenta o tratamento de dados, sejam eles gerados no meio digital ou não, protegendo os direitos fundamentais do cidadão, como privacidade, liberdade de expressão e direitos humanos. Tudo isso, claro, sem prejudicar a inovação e o desenvolvimento econômico e tecnológico da sociedade.

Mas o que exatamente esse assunto tem a ver com cada um de nós? Como ela atingirá o cidadão comum? E o como ela impacta o setor de educação? Buscamos algumas respostas com especialistas no assunto para abordar o tema em duas matérias aqui no Blog do IsCool App. Nesta primeira etapa, vamos falar sobre a lei por uma perspectiva panorâmica, introduzindo a próxima matéria, que traz especificidades sobre a LGPD nas escolas.

O surgimento da LGPD

São várias as leis que hoje já tratam dos direitos digitais em alguns pontos específicos, entre elas a própria Constituição Federal, o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet. A LGPD, porém, consolida as discussões sobre proteção de dados e direitos do titular em um único dispositivo.

A nova Lei vinha sendo discutida desde o início da década em projeto na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas ganhou ainda mais forças para sair do papel quando o Regulamento Europeu de Proteção de Dados, mais conhecido pela sigla em inglês GDPR, entrou em vigor, no mês de maio do mesmo ano. Aliás, quando a GDPR passou a vigorar, em tese, o Brasil ficou proibido de receber dados pessoais de países europeus por não oferecer proteção aos dados de maneira similar.

Por que a LGPD é tão importante?

Mas, afinal, qual a importância dessa lei na prática? De que dados estamos falando? Para Cristina Sleiman, pedagoga e advogada na Cristina Sleiman Sociedade de Advogados, mestre em Sistemas Eletrônicos e especialista em Direito da Tecnologia, um dos maiores ganhos é o controle e a regulamentação para empresas cujo modelo de negócios prevê benefícios mediante o uso de dados dos cidadãos, muitas vezes sem seu consentimento.

“A importância da LGPD se dá pelo avanço da sociedade, principalmente no uso de recursos tecnológicos cuja facilidade promove o modelo de negócio baseado em dados. Até então, na busca da expansão e uso em sua plenitude ocorria a utilização indiscriminada e muitas vezes sem respeito ao próprio consumidor”, afirma Cristina, reforçando que a nova lei vem assegurar ao titular que seus dados sejam utilizados apenas para as finalidades às quais foram coletados.

Valendo para empresas de qualquer ramo de atuação, a LGPD empodera o cidadão e traz mais segurança às empresas. “A partir da vigência da lei o cidadão, além de poder fiscalizar o que é feito com seus dados e como eles são coletados, passará a ter maior poder frente as organizações, podendo escolher quem são as empresas que vão poder trabalhar com esses dados. Por outro lado, as empresas vão ter que criar mecanismos de proteção à privacidade, fazendo a utilização dos dados de maneira responsável”, diz Leandro Alvarenga Miranda, advogado associado do COTS Advogados, pós-graduado em Direito Processual, mestre em Direito Internacional e especialista em proteção de dados pessoais.

Como tem sido a adaptação das empresas à LGPD?

Toda empresa que trabalha com o banco e armazenamento de dados dos cidadãos precisará se atentar às novas regras respeitando itens como transparência, segurança e prevenção. Cada tipo de dado, inclusive, tem um nível de classificação e importância.

Os chamados dados pessoais, por exemplo, são dados mais corriqueiros, como nome, e-mail e endereço. Já os dados que requerem maiores cuidados são classificados como sensíveis, que podem ser sexualidade, opções religiosas e políticas, dados sobre a saúde do indivíduo e etnia.

“Muitas empresas já se conscientizaram que precisam se adequar e têm procurado cursos e profissionais para lhes auxiliarem neste processo, contudo comparativamente ao número de empresas no mercado, este número ainda é baixo”, ressalta Miranda, que também é autor do livro “A Proteção de Dados Pessoais e o Paradigma da Privacidade”.

Plano de ação

São muitos os processos a serem revistos em empresas Brasil afora, alguns deles implicam até adequação da própria infraestrutura, automatização e capacitação de funcionários, podendo causar impacto considerável em determinadas empresas.

“O primeiro passo é fazer um levantamento e analise da situação atual da empresa, ou seja, quais dados pessoais ela coleta, qual sua finalidade e se há exigência legal. Outras perguntas a se fazer são: Quais dados serão necessários pedir consentimento? Qual nível de segurança aplicado? Há transparência para o titular dos dados?”, elenca Cristina Sleiman, que também é educadora e já foi presidente da Comissão Especial de Educação Digital da OAB/SP.

Somente respondendo a essas perguntas é que a empresa poderá elaborar um plano de ação, contando sempre com ajuda especializada para não correr riscos.

Fique de olho

A LGPD deve entrar em vigor em agosto de 2020, mas, devido às grandes mudanças às quais as empresas devem se submeter, essa data pode ser alterada novamente. A dica, então, é ficar de olho no prazo já que as empresas que não se adequarem à lei após ela passar a valer responderão por responsabilidade civil, podendo sofrer sanções administrativas e multas que podem alcançar até 2% do faturamento da empresa ou do conglomerado, chegando a 50 milhões de reais.

O cidadão como agente

Além da agência reguladora criada recentemente pelo governo, a fiscalização da lei terá o auxílio de órgãos de defesa do consumidor e do Ministério Público. Porém, em caso de qualquer abuso na utilização dos dados, o próprio cidadão poderá ser agente fiscalizador, levando a denúncia à agência reguladora para apuração.

Não perca: Como a LGPD impacta as escolas

Na próxima matéria deste especial o Blog do IsCool App aborda o impacto da LGPD para as escolas e as mudanças necessárias que devem estar entre as prioridades de gestores e mantenedores.

A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

Cada vez mais difundidos no ambiente educacional, o app de comunicação escolar concentra o lançamento de um grande número de informações diariamente; Com uma equipe alinhada e funções específicas no aplicativo, é possível auditar as informações publicadas de maneira prática, mantendo a boa imagem do colégio e a segurança das informações

Quando se pensa em segurança da informação, logo vêm à mente itens como controle de acesso, documentos regulatórios, processos, senhas e antivírus… Sim, se o assunto em pauta são os dados criados e armazenados por uma escola, todas as opções citadas são importantes. Entretanto, quando partimos para o campo da comunicação dentro de um colégio, encontramos um item a ser adicionado: a boa administração das informações geradas dentro do aplicativo de comunicação escolar.

Além do treinamento de equipe para o uso do app baseado em boas práticas, como já citamos nessa matéria, destaca-se a importância da auditoria do conteúdo gerado. Gestores mais atentos estão de olho nas informações lançadas dentro dos apps, evitando qualquer sinal de interferência que possa causar mal-entendidos ou, ainda, prejudicar a imagem da escola e seus profissionais.

A boa notícia é que o app conta com módulos e funcionalidades que garantem praticidade na hora de auditar o conteúdo, tomando menos tempo possível da equipe e trazendo informações bastante completas sobre a saúde do app e da gestão da comunicação escolar como um todo.

Quem é responsável pela segurança do conteúdo?

Cada colégio possui uma configuração diferente no que diz respeito à criação de conteúdo para o app escolar, afinal, essa decisão está diretamente ligada à estrutura da instituição e ao modelo de trabalho seguido.

Há colégios em que o próprio professor lança no app o diário de atividades dos alunos e cria comunicados diretos com os pais, por outro lado, há escolas em que somente o coordenador pedagógico, o setor de TI ou a comunicação têm acesso à administração da ferramenta.

Independente disso, a dica é sempre eleger um profissional do colégio capaz de tomar atitudes preventivas e corretivas na administração do app. Essa figura, sendo gestor ou com o aval do gestor, poderá criar uma rotina de auditoria e planos de ações contra possíveis crises, por isso deve conhecer bem a missão do colégio e o público de usuários ligados a ele. É este profissional, ainda, que se responsabiliza por agendar treinamentos da ferramenta e repassar as atualizações de funções e novos módulos do app para o restante da equipe.

Como funciona a auditoria na prática?

Como parte de uma ação rotineira, podemos dividir a tarefa de gerenciamento do conteúdo em dois tipos de ação, o monitoramento e a auditoria. Entenda, na prática, como elas funcionam e qual a importância de cada uma:

Monitoramento

Para saber se os pais estão sendo atendidos em suas solicitações e se o teor (ou até a rapidez) das respostas está dentro do previsto na cultura do colégio, o administrador pode criar uma rotina de monitoramento. Para que essa ação não tome muito tempo, o ideal é que as informações dentro do app sejam de fácil acesso.

No IsCool App, por exemplo, o painel administrativo traz um design amigável, que facilita a observação geral ou mais detalhada do conteúdo. No caso dos comunicados, inclusive, há ainda uma função específica que permite visualizar todas as mensagens criadas, em grupo ou individualmente.

Partindo para o diário de classe, o aplicativo oferece um panorama preciso para avaliar se as informações estão sendo devidamente apontadas tanto para a escola quanto para os pais. No diário, inclusive, o administrador consegue obter relatórios por alunos, acessando cada item lançado.

Por que o monitoramento é importante? Somente assim é possível tomar ações rápidas e diretas, evitando qualquer ruído na comunicação.

Auditoria

Quantos comunicados, em média, são criados mensalmente? Todos os recados essenciais foram devidamente postados? O potencial do aplicativo de comunicação está sendo explorado? Muitas das respostas a essas perguntas podem ser encontradas no dashboard do painel administrativo ou dando uma rápida olhada no conteúdo criado dentro dos diferentes módulos.

Se a intenção é obter informações específicas sobre o teor dos comunicados, é possível, por exemplo, que o administrador identifique as mensagens criadas por título, autor, horário, conteúdo e usuários envolvidos.

Além dos comunicados, no IsCool App é possível auditar todos os módulos, inclusive calendário de eventos, autorizações e enquetes. O app ainda permite a criação de relatórios precisos, como já falamos nessa matéria.

Saiba mais

Acompanhe outras matérias sobre segurança da informação e alta performance aqui no Blog do IsCool App.

10 erros de comunicação que seu colégio não deve cometer em 2019

Confira dez dos principais deslizes que podem atrapalhar sua instituição de ensino na busca pela proteção, fortalecimento de marca e crescimento de mercado

Uma comunicação clara, objetiva e constante é essencial para uma instituição de ensino que deseja obter sucesso no engajando pais e colaboradores e, consequentemente, na retenção e captação de alunos. E quando falamos em comunicação, lembramos que ela começa no primeiro contato do pai que busca uma escola para os filhos e vai até o dia a dia do aluno, na portaria, com os professores e com a gestão.

Para ajudar, ainda temos transformações sociais no modo de se comunicar e a consolidação das tecnologias como instrumento. Não é pouco nem simples. Atingir a qualidade e efetividade do seu processo de comunicação requer atenção, principalmente, para que erros não sejam cometidos.

Inclusive, alguns desses erros não são facilmente detectados, principalmente quando o assunto é comunicação via app escolar, uma das nossas bandeiras aqui neste canal. Pensando nisso, listamos dez dos principais erros de comunicação escolar que podem facilmente ser evitados e tornar o crescimento sustentável do seu colégio mais real. Confira:

1 – App de comunicação não integrado ao ERP

Já falamos, recentemente, sobre como funciona a integração do app escolar com o seu software de gestão e de todos os benefícios que essa simples funcionalidade traz (vale relembrar clicando aqui). Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação.

Com a integração, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes ele iria encontrar em outro canal. A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade em 2019.

2 – Comunicação sem planejamento

É tempo de planejamento e já falamos sobre como construir, por exemplo, seu melhor plano de marketing. A comunicação pode estar inserida nesse contexto mas, nesse caso, vai um pouco além, com cronograma de conteúdo e ações, definição de tarefas de cada membro da equipe e constante revisão dos principais tópicos.

Comunicação visual, mídias sociais, conteúdo do aplicativo escolar, uniforme, gestão de crise, endomarketing, projetos sociais… são muitas frentes envolvidas e que merecem atenção. Dedique um tempo para criar e rever cada ponto junto com sua equipe.

3 – Comunicação unilateral

Restrições na comunicação ainda são fator limitante na realidade de alguns gestores, que não delegam ou não envolvem seus times nas decisões. Dar voz e espaço para os colaboradores na comunicação não quer dizer que tudo estará fora do seu controle. Por exemplo, quando o professor é habilitado a abordar o pai diretamente pelo aplicativo do colégio, a resolução do problema ganha maior agilidade e ainda poderá ser controlada e auditada pelo gestor a qualquer momento dentro da plataforma.

Outro resultado importante da comunicação bilateral é o fortalecimento do endomarketing escolar. Uma vez a par das informações e com liberdade e orientação para tomar suas decisões, os colaboradores vestem a camisa. Uma das matérias mais lidas no Blog em 2018 foi sobre endomarketing escolar, com dicas de como engajar os colaboradores com uma comunicação participativa, veja aqui.

4 – Grande número de comunicados em papel ou agenda física

A comunicação via papel foi efetiva por longos anos, mas abre espaço para a comunicação mobile, mais rápida e sustentável. Uma vez que o colégio opte pela comunicação via internet, a agendinha física, das quais muitos ainda sentem apego, devem ser excluídas para não confundir os pais, gerando, assim, mais eficácia no processo de comunicação eleito.

5 – Múltiplos meios de comunicação e conteúdo duplicado

Assim como a agenda física, o e-mail como comunicação com os pais pode ser repensado quando há a presença do comunicador mobile. Imagine como o pai se sente ao receber a mesma notícia por papel, por e-mail e pelo celular, no mesmo período de tempo?

O mesmo se aplica ao conteúdo replicado em diferentes funcionalidades do app, por exemplo, comunicado + feed de notícias, ou feed de notícias + calendário. Todo cuidado é pouco para não gerar desinteresse dos pais.

6 – Alta ou baixa frequência nas postagens

O desinteresse dos pais, inclusive, acontece quando os assuntos são tratados em demasia e de maneira pouco personalizada. Notificações constantes de postagens no app escolar podem até causar o efeito contrário em pais que vivem uma rotina agitada.

O mesmo vale para os canais de mídias sociais, local onde o colégio se encontra com suas prospecções. Se a intenção é convencer o cliente a matricular seu filho, o ideal é conquistá-lo com criatividade e não inconveniência.

Do mesmo modo, a baixa frequência de postagem pode desestimular o cliente. Confira nessa matéria algumas dicas sobre o tipo e a frequência ideais para conteúdos sobre marketing e comunicação escolar.

7 – Explorar pouco as fotos e os vídeos

Pesquisas recentes de marketing digital apontam um crescente interesse em conteúdos com vídeos e fotos. Uma dessas pesquisas, realizada pela Contentools e Opinion Box, mostra que o engajamento com posts contendo fotos ainda lidera, mas teve queda de 2017 para 2018, passando de 49% para 40% da preferência, enquanto o interesse por vídeos subiu de 20% para 34% e o engajamento por textos caiu de 31% para 26% no mesmo período.

Que pai não gosta de receber fotos dos filhos ou assistir a uma de suas evoluções que não pôde presenciar por estar trabalhando? Pense no rico conteúdo visual para engajar mais.

8 – Alta exposição nos canais de mídias sociais

Lembre-se que os canais de mídias sociais são importantes para prospecção de clientes por indicação e para o sucesso da sua captação de matrículas, mas não deixe de se atentar para pontos como a exposição da imagem de crianças e os atendimentos via canais que não são os oficiais e não podem ser controlados.

O reforço vai para a participação de colaboradores em grupos paralelos de mães, que tomam os comunicadores gratuitos e podem se tornar a raiz de desentendimentos.

9 – Subutilização das funcionalidades do seu app de comunicação

Um aplicativo de comunicação reúne diversas funcionalidades que organizam e efetivam os processos de comunicação de um colégio. Não à toa estão lá no app, à disposição dos gestores, itens como calendário de eventos, agenda, mural de recados e enquetes para pesquisa de opinião.

O app vai além da circular e precisa ser explorado ao máximo para uma comunicação mais fluida e sem ruídos. E mais: traz inúmeras maneiras de segmentar o conteúdo por grupos de usuários e mensagens individuais.

10 – Não segmentar o atendimento por setores

Comunicação organizada permite um maior controle e rastreamento da informação, além de uma resolução de conflitos muito mais rápida. No aplicativo de comunicação escolar é possível criar diferentes canais de atendimento de acordo com o organograma da instituição de ensino, tirando do gestor, inclusive, o peso da resolução de pequenos conflitos.

Para saber mais sobre como a segmentação pode trazer ganhos ao dia a dia da gestão escolar, acesse essa matéria.

Engajamento familiar: os desafios continuam

Pesquisa aponta que mais da metade dos pais brasileiros não interage com a escola e a rotina escolar dos filhos; revisão de conteúdo divulgado na plataforma de comunicação e empoderamento dos pais surgem como itens no planejamento escolar 2019

O advento das tecnologias educacionais trouxe inovação para o processo de comunicação dos colégios com as famílias, criando plataformas pedagógicas que estimulam a interação e canais diretos para a troca de informações com os pais. Mas apesar de poder escolher entre uma infinidade de ferramentas, muitas escolas ainda encaram uma barreira quando o assunto em pauta é o engajamento do seu público.

Ao que tudo indica, o engajamento dos pais continua sendo um grande desafio para os colégios em 2019, muito pela rotina eletrizante imposta pelo modelo de sociedade, muito pelos próprios percalços vividos no âmbito da gestão de um colégio. Assunto sério para as escolas que sentem, na prática, o desempenho superior de aprendizagem em alunos cujos pais são mais participativos.

Pesquisa Varkey

Uma pesquisa realizada pela Fundação Varkey, instituição que trabalha pela educação de qualidade global e cuja sede está em Londres, entre outras constatações sobre qualidade de ensino, aponta números aquém no que se refere a engajamento dos pais da vida escolar de seus filhos. O documento contabiliza a opinião de 27 mil pais em 29 países durante o período de dezembro de 2017 a janeiro de 2018.

Só no Brasil, cerca de mil pais de crianças entre 4 a 18 anos de idade foram entrevistados e um dos resultados que mais chama a atenção é a terceira colocação no ranking quanto ao engajamento: 46% dos pais brasileiros sentem que não dedicam tempo suficiente para ajudar os filhos no processo de aprendizagem.

Em países como a Alemanha, Espanha e Rússia, por exemplo, apenas 20% dos pais apontam que poderiam se dedicar mais aos estudos dos filhos.
De modo geral, entre os motivos pelo não-engajamento, 52% dos pais no mundo dizem que não têm tempo para se dedicar à vida escolas dos filhos e 32% dizem que não ajudam porque há uma falha de informação do colégio sobre como eles poderiam ajudar.

Empoderamento do pai

Os números confirmam que os pais se sentem culpados pela rotina agitada que levam e que se cobram dessa participação. Por outro lado, há também a informação de que poderiam fazer mais caso fossem estimulados, uma missão e tanto para os colégios, que nem sempre conseguem criar um diálogo fluido com os pais.

Na opinião de Melanie Mangels Guerra, mestre em educação e diretora do curso de graduação em pedagogia da Faculdade Rudolf Steiner, o segredo está no empoderamento dos pais, ou seja, um diálogo aberto em que escola, pais e alunos tenham seus papéis e suas responsabilidades bem delineadas.

“Os problemas precisam ser resolvidos de forma madura. A partir do momento em que você mantém um diálogo de confiança e de forma mais aberta, mostrando, por exemplo, o que você está fazendo e trazendo o pai para compreender isso, você consegue ali um aliado. A escola e as famílias precisam se respeitar e compreender o que o outro está fazendo. A escola precisa contribuir empoderando o pai e o pai precisa contribuir com a escola, porque nós também aprendemos no processo educativo”, afirma Melanie.

No empoderamento dos pais e na busca por um diálogo de confiança, o maior beneficiado é o aluno, que não precisa se preocupar com questões burocráticas e nem tomar atitudes de adulto em casos de conflito. “Quando o pai e a escola estão se responsabilizando, o aluno ganha porque tem a liberdade para um caminho de formação. Ele pode se ocupar de brincar e está em harmonia para se desenvolver”, reforça Melanie.

Projeto engajamento

E no seu colégio, como tem sido trabalhado o diálogo? O nível de engajamento dos pais é satisfatório? Quais ações vocês pretendem tomar para inovar nesta aproximação com as famílias?

Pesquisas revelam que quanto mais participativos os pais, melhor o rendimento dos alunos. Aqui mesmo, no blog do IsCool App, engajamento é um tema constante. Nesta matéria, por exemplo, mostramos como estratégias simples têm garantido resultados importantes para alguns colégios.

Envolvida no sistema Waldorf de educação há mais de 15 anos, Melanie conta que o desafio é pensar como trabalhar com os pais no dia a dia e que, entre as melhores soluções, estão ações simples de colaboração, como momentos de conversa, palestras, ajuda na horta da escola ou na construção de brinquedos manuais, passeios de bicicleta e até acampamento de pais e alunos. “Os pais têm a sua responsabilidade e não simplesmente entregar seu filho na escola, ele vai ser parceiro. Assim, toda a comunidade ganha”, diz.

Comunicador como aliado

Com criatividade e um bom planejamento, é possível repensar os projetos de engajamento e estimular os pais de maneira mais atrativa, mas é importante lembrar que uma boa comunicação é a base dessas transformações. Começar a mudança pelo uso mais assertivo do comunicador pode ser uma boa ideia.

A maioria das escolas já conta com um aplicativo de comunicação escolar, mas muitas ainda sentem que os pais não respondem a ele da maneira desejada. Muitas vezes, porém, é preciso rever o plano de comunicação e entender o que pode ser melhorado.

Abaixo, listamos alguns exemplos de ações realizadas pelos colégios e que podem estar implicando em uma comunicação mobile menos efetiva:

  • Uso de mais de uma ferramenta de comunicação, como a agenda física ou o envio de conteúdo duplicado por e-mail;
  • Frequência de postagens e conteúdo baixa ou alta demais, gerando pouco interesse por parte dos pais;
  • Subutilização das ferramentas do app, que traz funcionalidades importantes como calendário, assinatura de documentos, boletins de notas e faltas, entre outros;
  • Conteúdos genéricos – uma vez que os pais se interessam por informações que dizem respeito ao seu filho;
  • Falta de unificação dos serviços, levando o pai a acessar o app e mais o portal ou outros links para conseguir.

A utilização do app escolar traz mais segurança para o processo de comunicação e evita os famosos problemas com grupos de chats gratuitos dos pais. Porém, ele se transforma em uma ferramenta ainda mais poderosa se o conteúdo disponibilizado aos pais for relevante e fluido.

Mais

Acompanhe outras dicas sobre engajamento e qualidade do conteúdo em outras matérias do Blog IsCool App clicando aqui.

5 vantagens de integrar o app de comunicação escolar ao software de gestão

A integração permite uma fusão entre os serviços mais importantes do seu ERP e as funcionalidades do app de comunicação; com a troca automatizada de informações, o colégio ganha, principalmente, em tempo e segurança da informação

Independente do tipo de negócio, a palavra de ordem é “automatizar”. Criar atalhos, otimizar processos e, ao final, obter um ganho de tempo para a equipe é certeza de lucro, por isso, a automatização está entre os objetivos perseguidos pelos gestores mais atentos.

No segmento educacional, que diariamente vê o surgimento de uma nova ferramenta de gestão ou uma nova tecnologia a ser absorvida pela equipe pedagógica, os gestores estão em busca de praticidade. E quando não é possível abrir mão de uma ferramenta em detrimento a outra, as integrações entre os softwares surgem como um diferencial para o colégio.

É o caso da integração entre os aplicativos de comunicação escolar e os softwares de gestão. Cada uma das ferramentas oferece diferentes funcionalidades, ambas essenciais para uma boa gestão e que, ao mesmo tempo, se completam e unificam os departamentos. Enquanto o app é a ponte entre a escola e o pai, o ERP organiza os principais dados administrativos e acadêmicos do colégio.

 

Praticidade para alimentar o sistema e maior segurança da informação

Tem dificuldade maior do que ficar alimentando dezenas de planilhas ou softwares com a mesma informação? Além de desestimular a equipe e dificultar o processo, os dados são expostos a erros graves e a segurança das informações fica em segundo plano.

A integração aproveita o melhor dos mundos já que ambas ferramentas, app e ERP, se complementam, organizando a entrada e saída de informações em um canal único, de maneira sincronizada. A boa notícia é que a integração é uma realidade e já surge como ação essencial para escolas.

Para saber mais sobre as vantagens obtidas pela integração entre app e software de gestão, o Blog do IsCoo App traz 5 bons motivos para tornar essa uma ação prioritária em sua gestão. Confira:

 

1) Cadastros sempre atualizados

Ao longo do ano, os cadastros sofrem inúmeras alterações, desde dados pessoais a mudanças de turma ou, ainda mais comum, adesão a aulas e disciplinas extras. Um e-mail desativado pode bloquear a fluidez de todo uma comunicação.

A atualização de dados de alunos, colaboradores e até grupos inteiros é feita uma única vez, direto no software de gestão, e replicado nos dados do aplicativo, mantendo sempre em dia informações importantes dos envolvidos e evitando retrabalho, esquecimento ou conferências desnecessárias.

 

2) Envio automático de boletos

Com a sincronização, é possível automatizar o envio de boletos financeiros. Uma ferramenta que facilita o trabalho do colaborador, permite ganhos de toda a equipe e ainda organiza as informações para o pai, que concentra sua atenção apenas no app e não precisa acessar outro portal.

 

3) Boletim sincronizado

A principal vantagem da integração entre app de comunicação escolar e seu ERP é a sincronização automática de dados e a atualização da informação de maneira única. Sendo assim, nada melhor do que oferecer aos pais, o boletim de notas e faltas e todas as ocorrências (como advertências) referentes ao aluno. O melhor é que a informação pode ser enviada aos usuários em tempo real ou em um dia e horário programado pelo colégio, de acordo com a freqüência desejada.

 

4) De olho na catraca

Outra importante vantagem com a integração dos softwares é o fato de ligar as informações de entrada e saída do aluno na catraca diretamente ao celular do pai. De maneira automática, e também em tempo real, o pai fica sabendo se o filho entrou ou saiu da escola assim que o mesmo passar pela catraca. Segurança para a família e para o colégio.

 

5) Direto da biblioteca

Assim como na notificação da catraca direto no celular do pai, em tempo real, a biblioteca ou qualquer outro serviço que utilize o software de gestão para registro de baixa pode ter suas informações replicadas no app de comunicação.

 

IsCool Sync

Seu app de comunicação já tem integração com sistemas ERP’s? O IsCool App foi um dos primeiros a oferecer a funcionalidade de sincronização de dados, chamado IsCool Sync, e que já está integrado a diversos softwares de gestão escolar.

“A ferramenta de comunicação escolhida pelo colégio precisa atender necessidades que vão além das suas próprias funcionalidades. Informações relevantes como troca de sala, envio de boletos para pagamento ou boletins são itens atualmente considerados como básicos, por isso a integração é tão importante. Além disso, o gestor sabe que otimizar o tempo da equipe é fundamental, por isso o IsCool Sync agrega muito valor à nossa plataforma”, afirma Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Para criar o IsCool Sync, a equipe de desenvolvimento do aplicativo realizou uma série de pesquisas internas, análises, parcerias e até pesquisas de campo, para conhecer a fundo os ERP’s da educação. O resultado é uma ferramenta que se integra aos melhores bancos de dado do mundo, cujo processo de implantação é simples e rápido. “Qualquer dado que o colégio deseja informar aos pais pode ser extraído porque trata-se de um desenvolvimento exclusivo”, explica Rafael Cruz, gerente de desenvolvimento do IsCool App.

Parte do portfólio IsCool App há alguns meses, o Sync é um serviço oferecido pelo aplicativo, que inclui monitoramento e ajustes necessários em tempo real para que a integração aconteça de maneira fluida. Para saber mais informações sobre este serviço, clique aqui.

Por que tantas escolas têm eliminado as apostilas e aderido à Aprendizagem Baseada em Projetos?

Abordagem de metodologia ativa, o ensino por projetos tem conquistado cada vez mais adeptos entre escolas, pais e alunos por todo o país; saiba mais sobre os princípios da modalidade e como tem sido sua aplicação prática

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Aprender a aprender. Se tem uma bandeira defendida com força pela comunidade da educação no mundo todo, esta, com certeza, é a ressiginificação do ensino por meio de novas modalidades de aprendizagem, cujo topo da lista é mantido pelas chamadas metodologias ativas.

Com foco no aluno, as aprendizagens ativas são pauta constante aqui no IsCool App: já falamos de sala de aula invertida, da gamificação, do ensino maker, do aprendizado por meio de blogs e da importância das metodologias ativas em geral.

Cada escola, do seu jeito, tem se adaptado às metodologias ativas de acordo com seu ritmo, sua linha de trabalho e sua possibilidade de adaptação física, inclusive. Em comum, o que elas compartilham é a adoção da Aprendizagem baseada em Projetos, uma abordagem pedagógica que deixa as tradicionais apostilas em segundo plano e desafia alunos (e até pais) em uma participação mais proativa.

 

Como se configura a Aprendizagem Baseada em Projetos?

Também conhecido com PBL, do inglês Project Based Learning, a aprendizagem baseada em projetos é antiga, mas começou a se consolidar com esse nome na década de 90. Ela, por vezes, está atrelada a outra abordagem com as mesmas iniciais, a Aprendizagem Baseada em Problemas.

Em suma, ambas permitem que, ao invés de seguir um roteiro de fontes e exercícios prontos, o próprio aluno participe da escolha do tema ou desafio a ser trabalhado interdisciplinarmente, realize a pesquisa sobre o assunto (dentro e fora da classe) e consiga apontar resoluções por conta própria, com o auxílio do professor, que assume o papel de facilitador do processo.

A grande sacada é ver os alunos colocando os ensinamentos em prática, abordando variados temas de maneira criativa, como na construção de um robô, um filme, um game ou o que mais a imaginação e o colégio permitirem. Fica, também, a análise e reflexão em conjunta de tudo o que foi absorvido.

Para as escolas – respondendo à pergunta do título desta matéria – os ganhos se refletem no desenvolvimento de habilidades socioemocionais (previstos pela BNCC) e na formação integral do aluno. O colégio passa, ainda, a contar com alto nível engajamento de toda a comunidade escolar e adquire mais força para cumprimento de seus objetivos e valores.

 

O exemplo do Colégio MOPI

Há alguns anos, o Grupo Educacional MOPI, do Rio de Janeiro, conta um sistema de ensino próprio, permeado por abordagens como as da PBL em toda sua estrutura curricular. “A cada ano, levantamos um tema a ser trabalhado e cada segmento, desde o Ensino Infantil, constrói seu currículo a partir dele. Dentro desta metodologia, conseguimos ter um ensino mais dinâmico, observando e obedecendo as subjetividades de cada estudante, deixando-os voltados para a construção de soluções a partir dos conceitos que são trabalhados dentro e fora de sala de aula”, explica Luiz Rafael Silva, coordenador de Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Grupo.

A proposta da Aprendizagem Baseada em Projetos é uma das práticas que tem apresentado resultados consistentes para o MOPI e seus cerca de 1900 alunos. Eles ainda se utilizam de outras metodologias ativas, como a sala de aula invertida, o Storytelling e métodos de gamificação.

 

Adeus, apostilas

Uma das principais características da Aprendizagem Baseada em Projetos é a substituição de tradicionais apostilas por outros materiais como livros didáticos, laptops, celulares, impressoras 3D e até passeios e viagens pedagógicas em que os alunos possam investigar o conteúdo por meio de entrevistas e trabalho de campo. O interessante é que, dentro desse sistema, os próprios professores têm autonomia suficiente para propor seus materiais de apoio.

“Não usamos apostilas no MOPI. Não há intenção de um direcionamento pragmático de estudos balizado por matrizes que nem sempre dialoguem com a sociedade e com a atualidade. A ideia de um ensino em que o aluno possa vivenciar o que aprendeu está muito além das apostilas”, conta Silva sobre a experiência do colégio carioca e a preocupação de tornar o aluno protagonista de sua própria aprendizagem a partir de resoluções de casos que sejam de interesse deles.

Mas, apesar de não contar com as apostilas e de trazer o professor para o papel de facilitador ou mediador de conteúdo, as aulas expositivas ainda se mantêm na maior parte dos colégios que optam pela PBL. Efetivas, as aulas expositivas ajudam na introdução de conceitos básicos e promovem os diálogos, tão importantes para o conceito.

 

Resultados

Especialistas no assunto como o PHD Wlliam N. Bender (autor do livro “Aprendizagem Baseada em Projetos: Educação Diferenciada para o Século XXI“)  e a instituição Buck Institute For Education, ambos norte-americanos, destacam que, entre os benefícios da prática do PBL estão o desenvolvimento de habilidades importantes, como o espírito crítico, a autonomia dos alunos e a capacidade de trabalhar em equipe. Sem contar que as aulas se tornam mais ricas e os professores conseguem trabalhar melhor o aproveitamento da conectividade, como uso de celular e mídias sociais, sempre tão controversos.

Com a valorização das habilidades socioemocionais e a falta de uma matriz única e padronizada, os alunos são obrigados a deixar qualquer zona de conforto. “Nossos resultados refletem em êxitos quantitativos e qualitativos, não só em questões acadêmicas, mas também procedimentais de nossa escola. Nosso sucesso está em nosso produto final“, finaliza Silva, que ainda atrela o sistema de ensino aplicado no colégio a resultados como alta pontuação no Ideb do estado e no fato de contar com ex-alunos que se tornaram verdadeiros agentes modificadores em projetos de startups.

A importância do empoderamento de jovens

Conheça um exemplo de projeto que une colégio, pais e a psicologia na busca pela formação integral e apoio aos adolescentes

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De um lado, a pressão de uma sociedade cujo estilo de vida é pautado pelas mídias sociais. Do outro, mudanças fisiológicas hormonais difíceis de se interpretar ou controlar. O dia a dia dos adolescentes que vivem essa perigosa combinação de elementos não é nada fácil e o resultado, muitas vezes, contribui para as estatísticas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam alarmantes números de depressão entre jovens: no mundo todo, cerca de 20% deles sofrem com a doença, que já se tornou a principal causa de inaptidão na faixa etária de 10 a 19 anos. Aqui no Brasil, pesquisas da Associação Brasileira de Psicanálise mostram que 10% dos adolescentes brasileiros convivem com o problema.

Diante de tantas constatações, as escolas têm sentido a responsabilidade e se unido aos pais na busca por soluções para auxiliar os jovens a enfrentar as atribulações e se fortalecer rumo ao futuro. Os projetos, que até vão além das dependências do colégio, visam a formação integral dos adolescentes e contribuem com sua essência, valores e seu plano de vida.

 

Fortalecer raízes e crescer

Fundado em Salvador, no ano de 2013, o Projeto Arvorar Jovem, da Arvorar Desenvolvimento Humano é um dos exemplos de programa voltado para o desenvolvimento do adolescente e que tem obtido resultados significativos a todos os envolvidos direta e indiretamente. Não se trata de um curso extracurricular; longe das apostilas e da pressão por resultados, o projeto promove o fortalecimento das habilidades socioemocionais e a integração dos participantes à sociedade de maneira aprofundada.

Em encontros semanais, os jovens têm a oportunidade de deixar qualquer zona de isolamento, esquecer da virtualidade e simplesmente conversar. Nesses encontros, em que vez ou outra também estão envolvidos jogos e dinâmicas, os adolescentes se desenvolvem juntos de maneira livre e espontânea.

Em seus longos anos como psicoterapeuta, o criador do Arvorar Jovem, o psicólogo e educador Eduardo Santos, identificou que um dos maiores problemas enfrentados pelos adolescentes é o isolamento. Presos em suas casas pelo medo iminente da violência e a insegurança das grandes cidades ou pela pura falta de estímulo para encontros com outros jovens da mesma idade fora do ambiente escolar, os jovens não encontram outra alternativa senão a virtualidade. Daí a importância da socialização no projeto.

“O ser humano é um ser sociável. A gente se reconhece e se fortalece na relação com o outro. A falta da convivência fragiliza, tanto no nível mais pessoal, afetando a autoestima e abrindo espaço para a depressão, como no nível de relação interpessoal, que impede que se crie um ambiente em que seja possível exercitar suas habilidades e se desenvolver”, explica o psicólogo.

 

Convivência, reflexão e ação

Na prática, a mecânica do projeto se baseia em três elementos: a convivência, a reflexão e a ação. Cada um dos elementos, por sua vez, trata uma dimensão desse desenvolvimento: a dimensão do “eu” e do “nós”, a dimensão do mundo e a dimensão do “eu no mundo”, como explicamos a seguir:

– Convivência: dimensão do “eu” e do “nós”

No ambiente criado pela socialização, na oportunidade de encontro que o projeto oferece, são tratados os aspectos da dimensão do “eu” e do “nós”. “Quando falo do ‘eu’, falo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, entendimento da natureza humana, dimensão física, emocional e espiritual e discutimos como cada dimensão da nossa vida se integra. No ‘nós’, falamos de comunicação não violenta, de entender o outro e de aspectos sociais”, conta Santos.

– Reflexão: dimensão do mundo

Juntos, os jovens trocam experiências, conhecem outras realidades, trabalham em equipe e permitem se abrir para novas opiniões ou mesmo dar as suas próprias opiniões. Entra em ação, então, o aprendizado orgânico da segunda dimensão: o mundo.

“A dimensão do mundo tenta aproximar os jovens e ampliar a atenção dele para o mundo em que ele vive. Falamos da contemporaneidade, desafios que enfrentamos diariamente na sociedade, o individualismo, consumismo, problemas sociais, suicídio e temas ligados ao mundo deles, que eles mesmo trazem para a pauta”, diz o psicólogo

– Ação: dimensão do eu no mundo

Por fim, a dimensão do “eu no mundo” liga a reflexão com a ação prática. Nessa etapa, os jovens colocam a mão na massa e participam de projetos sociais cujos temas eles mesmos identificam e criam soluções, contribuindo de acordo com suas habilidades.

“Eles ajudam a resolver ou contribuem para o alívio do problema. Depois de realizar a ação, avaliam. Isso abre espaço para que cada um possa se expressar e desenvolver sua própria história”, finaliza Santos.

 

Resultados

Com turmas consolidadas desde 2016, o Projeto Arvorar Jovem conta com resultados concretos, como de jovens que ganham maior autonomia, superam a timidez e melhoram seu rendimento e comprometimento na escola. “Temos o caso da mãe de um adolescente autista, que nos agradeceu por ver seu filho se tornando protagonista em uma ação do colégio e até liderando o grupo. Foi uma vitória enorme, o jovem se tornando protagonista de sua própria historia”, conta Santos.

Outro aspecto positivo do projeto é criação do lazer coletivo, uma vez que eles mesmos se organizam em campeonatos de esportes, de games ou um simples passeio ao cinema e ao teatro.