4 funcionalidades essenciais do app escolar para o Ensino Híbrido

A comunicação sem ruídos continua sendo essencial na retomada gradual das aulas presenciais; conheça as ferramentas do aplicativo escolar que os colégios podem lançar mão para garantir uma dinâmica eficaz no contato com alunos e famílias

Se durante o período de aulas remotas a comunicação foi essencial para organização e fluidez da nova realidade, nesta retomada gradual das aulas presenciais a atenção para este item deve ser redobrada.

O ensino híbrido – modelo adotado pela maioria dos colégios e que mescla atividades presenciais e on-line – exige alinhamentos e combinados ainda mais pontuais com alunos e famílias para garantir uma aprendizagem eficaz. 

Já falamos aqui no Blog do IsCool App sobre o ensino Híbrido e como ele vai além de uma questão simplista envolvendo o cenário (presencial ou on-line). Como ele exige uma mudança de mindset de colégios e um tempo maior de absorção por parte do público por conta da quebra de paradigmas, nesse momento, é preciso afinar o discurso e promover uma comunicação assertiva.

Entretanto, não podemos esquecer que, além das peculiaridades exigidas pelo Ensino Híbrido, ainda estamos em meio a uma pandemia e a necessidade do cumprimento de protocolos de segurança.

Os colégios que já possuem app de comunicação escolar e um estilo próprio de engajar o público por meios digitais estão um passo a frente na direção do sucesso dessa nova realidade. Mas para tornar a comunicação ainda mais certeira diante da dupla “Ensino Híbrido + protocolos de segurança”, apresentamos algumas funcionalidades essenciais que seu app escolar deve oferecer. Confira:

1 – Canal de atendimento segmentado

Para agilizar e organizar a troca de informações, a segmentação é fundamental para os atendimentos via app escolar. Disponíveis a alguns cliques do usuário podem estar canais diretos com a secretaria, o setor financeiro e a coordenação. É possível, por exemplo, criar um canal especialmente para que os pais tirem dúvida quanto às novas regras do ensino híbrido no colégio.

E para tornar esse fluxo ainda mais fluido, o colégio pode lançar mão de configurações importantes, como envio de resposta automática e delimitação de horário para recebimento de mensagens por parte da equipe – sem limitar o pai no envio de textos.

No IsCool App, por exemplo, o pai que tenta contatar um setor fora do horário pré-estabelecido pelo colégio consegue enviar a mensagem normalmente e até recebe uma resposta automática com texto configurado pela escola, dessa forma, o responsável fica tranquilo e a equipe pode dar andamento à solicitação no horário em que o canal estiver habilitado para uso. “É uma inovação importante que oferecemos aos nossos clientes para atender às necessidades do home office”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do aplicativo.

2 – Módulo Chegando

Com as aglomerações totalmente proibidas, é preciso cuidar para que as distâncias mínimas de segurança sejam mantidas. Momentos como o da saída de alunos exigem uma coordenação, por isso a função de geolocalização dos aplicativos escolares tem papel importante.

Mesmo que com número reduzido de alunos, a opção de ter um sistema que avisa quando o pai está chegando para buscar o filho faz a diferença. Garantia de segurança, menos trânsito, redução no tempo de espera e agilidade para pais e colaboradores.

3 – Lição de casa

Nem todos os alunos voltam para as aulas presenciais, o que mantém o fluxo de atividades remotas ainda alto. O módulo exclusivo de lição de casa separa o que é atividade do que é comunicado, tornando a visualização das informações mais fácil de assimilar.

Para o professor há ainda a possibilidade de enviar diferentes atividades para diferentes alunos, de maneira personalizada de acordo com a dinâmica da aula. Ou, se preferir, também pode enviar as lições de uma vez para a classe toda. Os alunos, por sua vez, podem receber e entregar as tarefas e atividades pelo próprio app ou pela web, enviando arquivos, imagens das tarefas realizadas, além da conveniência de visualizá-las por ordem cronológica.

O colégio ainda pode monitorar e auditar data e horário de envio das atividades, garantindo o acesso a todos os alunos.

4 – Assinatura de documentos pelo celular

Por fim, e não menos importante, está o módulo de matrícula com assinatura digital, que agiliza o processo de renovação de contrato de maneira totalmente segura e prática.

Além de facilitar para os pais, que levam poucos minutos e alguns cliques para finalizar a ação, a funcionalidade se torna essencial para a equipe do colégio, atualmente mais enxuta e com carga de trabalho bastante puxada por conta da pandemia.

No IsCool App, por exemplo, isso acontece porque a geração dos contratos fica a cargo da equipe do aplicativo. “Esse serviço é um diferencial no mercado e está presente desde que lançamos o módulo, há mais de 3 anos. Mesmo antes do contexto atual, oferecer a funcionalidade associada a um serviço sempre foi nosso ponto forte”, resume Tálita.

Aqui no Blog do IsCool App já explicamos o módulo e suas vantagens. Inclusive, já explicamos como ele é diferente de um simples aceite, garantindo segurança jurídica ao processo.

Indispensável

O aplicativo de comunicação escolar continua sendo indispensável para transpor outra barreira, a do distanciamento físico e das consequências psicológicas de todos os envolvidos. Com parte dos alunos ainda em casa por uma decisão dos pais – e sem previsão de retornar à sala de aula -, é preciso que professores mantenham o engajamento e o cuidado para que se sintam acolhidos da mesma forma que os alunos que estão retornando fisicamente.

Pelo aplicativo, é possível manter a sinergia criada durante o período de suspensão total das aulas, envolvendo os alunos e, principalmente, os pais. Boletins, circulares, notas, fotos, entre outros itens de divulgação são essenciais para que ambas famílias se sintam seguras com suas decisões (de enviar ou não o filho para a escola novamente). É preciso haver uma constância para que todos tenham o acolhimento devido.

Outras funcionalidades também são de grande valia para se lançar mão neste momento, como as enquetes, que podem ser utilizadas para buscar a opinião dos pais quanto ao planejamento pedagógico de 2021, o calendário, que mantém os compromissos da turma – mesmo que on-line – atualizados na agenda dos pais, e o módulo de compromissos, com agendamento direto das famílias com os professores e coordenadores a fim de orientações específicas e feedback do rendimento do aluno.

A reta final do ano letivo pede, ainda, novas ações e uma dose extra de criatividade, ainda mais em um ano tão conturbado e que merece, mais do que nunca, celebrações de encerramento. A dica é, portanto, tornar mais leve essa fase de transição propondo interação entre todas as partes, como os próprios eventos on-line, que devem ser mantidos na nova modalidade de ensino híbrido.

Assim, com tantas possibilidades de ferramentas, é possível reforçar ainda mais a relação de confiança entre o colégio, os alunos e suas famílias, como uma verdadeira comunidade escolar deve ser.

2020: um ano para valorizar os professores

Em meio a uma pandemia global, os professores se tornaram ainda mais vitais; em homenagem a este profissional que tanto amamos, buscamos o depoimento emocionante de alguns docentes queridos para saber como tirar o melhor proveito de uma situação difícil como a qual estamos todos lidando

Neste dia 15 de outubro de 2020, as comemorações do dia dos professores terão um significado ainda mais especial. Afinal, os docentes têm trabalhado ao máximo para ajudar os alunos a se ajustarem ao ensino a distância desde que a quarentena do Covid-19 começou, em março desse ano.

De lá para cá, são eles que sentem a pressão diária, trabalhando horas para criar lições do zero e redesenhar os conteúdos para um ambiente on-line. Muitos, ao mesmo tempo em que, como pais, se descobriram tentando conciliar o trabalho em casa com a ajuda às crianças no aprendizado à distância.

Não é à toa que memes rapidamente começaram a circular na internet com os pais destacando como os educadores deveriam receber mais.

Como parte desse coro em prol aos mestres de norte a sul do país, nós do Blog do IsCool App decidimos prestar uma pequena homenagem pedindo que 4 deles (todos usuários IsCool App) contassem um pouco mais sobre suas missões e, claro, sobre como têm se destacado nessa nova realidade do professor: youtuber, editor de vídeos, influencer… 

E apesar das dificuldades relacionadas ao trabalho neste ano, todos eles parecem mais preocupados com seus alunos do que com eles próprios. Será o segredo? Confira:

Lacuna de conquistas

“Infelizmente, por mais que a gente tenha realizado nosso trabalho, alguns alunos vão apresentar lacunas em relação à aprendizagem”, disse Renata Castilho de Almeida Reis, 44 anos, professora no Colégio Anglo Morumbi, em São Paulo-SP. “Mas, vamos correr atrás assim que terminar essa pandemia e atender às necessidades de todos”.

Renata, que começou a trabalhar aos 17 anos como auxiliar de sala numa escola infantil, disse que um dos pontos positivos da pandemia é que agora o professor foi valorizado. A gratidão das famílias, disse ela, é fundamental.

Para ela, ser professor é uma profissão que exige muito esforço, muito preparo e comprometimento. “Nós não paramos, nós temos medo de errar, mas nada que paralise. Somos como os médicos, também não paramos de estudar. A educação sempre se renova. Eu até hoje estudo, termino uma pós, faço outra. O processo de aquisição da leitura e da escrita já mudou tanto! É um trabalho muito extenso e muito gratificante também”.

A alfabetizadora conta que todos os anos recebe famílias ansiosas com o processo de alfabetização dos alunos. “Imagine com a pandemia? Logo no início, as famílias já me cobravam uma resposta de como seria. Além de todos os diálogos, a minha maior preocupação foi acolher as famílias também. Comecei a propor a participação das mães nas aulas para tranquilizá-las”, conta.

Eu trouxe essas famílias para perto e deu certo. Criamos um vínculo muito forte! Até hoje elas participam de minhas aulas”. Segundo Renata, ainda assim não é a mesma coisa que uma aula presencial. “Tem momentos que a gente sai frustrada da aula on-line, daí eu corro para o aplicativo, envio um link, mudo a estratégia e faço acontecer”.

Rompendo a monotonia

O professor de biologia Jodir Pereira da Silva, de 51 anos, ecoou essa preocupação em relação às aulas on-line, observando que mais recentemente, está sendo difícil motivar os alunos a abrirem suas câmeras, a interagirem.

“Isso é muito difícil para nós. Sempre digo que, em muitos momentos das aulas, não estou bem certo de quem está ensinando e de quem está aprendendo. Essa troca é fundamental, e a distância não permite que seja igual ao presencial. Não conseguir perceber as reações dos alunos (positivas e negativas) que nos ajudam a balizar as atividades de aula, é uma perda muito importante”, lamenta.

Mesmo assim, os professores estão encontrando maneiras de romper a monotonia das salas de aula virtuais. Com 29 anos de profissão, Jodir, que leciona no Colégio Progresso, em Campinas-SP, acredita que momentos de descontração são importantes diante dessa situação.

Às vezes, o professor utiliza recursos de microscopia (mostrando estruturas de folhas que pega no seu jardim, ou lâminas de coleções que possui). “Uso fotos que faço (inclusive em casa, durante a pandemia), mas sempre procuro manter o bom humor com os alunos”, ressalta.

Quando teve ameaça de nevar em São Paulo, em agosto desse ano, Jodir deixou a câmera fechada nas saudações de bom dia e, quando abriu, estava vestido com óculos espelhados, touca de lã e cachecol. “Os alunos morreram de rir. Eu disse que estava preparado para a chegada da neve e que minhas câmeras estavam preparadas, caso algum pinguim surgisse na porta de casa”, conta.

A pandemia, como ilustrei aqui trouxe muitas outras possibilidades. Houve perdas irreparáveis, é verdade. Mas do ponto de vista educacional, estamos aprendendo muito”, disse o professor.

Na sua opinião, é fundamental dominar as novas tecnologias educacionais. “Arrisco dizer que quem não se reinventar, terá dificuldades no mercado profissional”, finaliza.

Evoluir e inovar sempre

Denise Maria Possobom, 50 anos e professora de inglês no Colégio Moraes, em Americana-SP, disse que obter a atenção dos alunos e desenvolver uma aula prazerosa, é ainda a maior dificuldade nesses tempos de pandemia.

“A pandemia nos trouxe os desafios da tecnologia e da inovação e, apesar de as dificuldades encontradas para assimilar as plataformas e a tecnologia em si, foi um ganho maravilhoso”, disse Denise, que leciona há 29 anos.

“Deu a nós professores a possibilidade de mostrar o quanto somos capazes de evoluir e inovar sempre. Conhecimento para o resto da vida”, disse Denise que é conhecida como “teacher” pelos alunos.

O que mais me move é a paixão por ensinar e os desafios que a profissão traz. A possibilidade de trabalhar com faixas etárias diferentes, me traz novos desafios a cada dia e aprendizado também. Nunca uma aula é igual à outra, mesmo sendo em turmas do mesmo nível”, comenta.

Segundo ela, o papel do professor é o daquele que aprende sempre e estuda sempre também. “É o motivador, o mediador e o condutor do conhecimento. Porém, tudo deve estar centrado no aprendizado do aluno”.

Ela espera que depois disso tudo que vivemos, o professor seja mais valorizado e que no futuro, mais pessoas possam ser tocadas pelo desejo de se tornarem professores. “Espero que entendam que sem professor não conseguimos ter conhecimento em área alguma e que a valorização do professor venha pela importância que ele tem, em todos os segmentos”.

Novo vírus, problemas antigos

Mesmo antes dos desafios deste ano, a maioria das pessoas tinha apenas uma vaga ideia dos problemas que os educadores enfrentam. Com a maior exposição dos professores nas casas das famílias, foi possível perceber como a rotina de um professor pode ser desafiadora.

“Acredito que a educação on-line era uma realidade que se aproximava, já que nossos alunos são nativos digitais. No entanto, precisamos aprender como fazê-la na correria. Improvisando, experimentando. Um pouco, às cegas. Foi uma reinvenção forçada, mas inevitável”, disse Gabriele Sanches, que ensina Português e Redação no Colégio Progresso, em Campinas-SP.

Ela disse que talvez a educação precisasse desse susto para se refazer. “Agora, acho que vivemos um momento contraditório, pois ainda tentamos ‘encaixar’ o tradicional no virtual. Precisamos, mesmo, de um olhar novo sobre o currículo e os sistemas didáticos e assim tornar o modelo de ensino on-line mais adequado às novas gerações”.

Gabriele disse ao blog do IsCool App que ela nunca tinha falado antes para as câmeras. Ela disse que seu trabalho, até então coletivo, colaborativo, barulhento, tornou-se muito silencioso e solitário.

Digo que precisei reaprender a fazer o que já sabia. Atualizei minhas aulas e passei a usar outra linguagem, outras ferramentas, para manter a qualidade do meu trabalho”, disse Gabriele que leciona desde 2011.

Para ela, o professor é o mediador da relação entre o conhecimento e a mente em formação. Ele tem a obrigação de identificar as melhores estratégias para atingir cada um de seus alunos com conhecimentos e referências de mundo.

“O professor, muitas vezes, complementa a educação que vem de casa. O professor acolhe, mas, sobretudo, o professor dá ferramentas objetivas e subjetivas para seus alunos serem aquilo que desejarem ser. Tanto no âmbito acadêmico, quanto nas vivências gerais”, ressalta.

Segundo a professora, o futuro do professor é ser um mediador hibrido. “Ele falará com seus alunos on-line, mas não deixará de estar na escola, com as mãos sujas de giz. Ele deverá se adaptar e conversar com as tecnologias, enquanto se mantém especialista em uma boa aula tradicional”, disse.

O bom professor, de acordo com Gabriele, está disposto oferecer a melhor aula, em qualquer contexto. “No futuro, o bom professor terá conteúdo, propriedade e muita atualização”.

Acredito que um dos maiores desafios é a construção de um relacionamento produtivo entre a escola e a família, na qual, pais e professores sejam coautores dos processos de aprendizagem”, conclui ela.

Como ter sucesso na jornada de captação de alunos

Especialista fala como atrair e reter alunos, mesmo em tempos de crise como esse que estamos vivendo

Todos os anos, as escolas privadas travam uma batalha para atrair e reter alunos, seja pelo aumento constante do número de concorrentes, seja pelas novas opções de ensino disponíveis. Mas, em 2020, a luta será ainda maior por conta da crise gerada pelo coronavírus.

“Se trabalharmos com o conceito de que as escolas devem estar preparadas para receber matrículas durante o ano todo, podemos considerar que já são cinco meses de captação comprometidos”, afirma o diretor e consultor de marketing educacional, Gilberto de Camargo Barros.

Segundo ele, as escolas precisam direcionar o seu período principal de matrículas, pelo aspecto legal e por conta do seu processo de rematrícula. “Entretanto, nesse momento as escolas têm o desafio de lançar as matrículas e rematrículas, no meio da pandemia e em um cenário de evasão e de negociação das mensalidades do ano vigente”, explica Barros. 

O consultor, que auxilia escolas de ensino regular e faculdades a desenvolverem o seu plano de marketing e comunicação, ressalta que o momento demanda um grande esforço das instituições e das famílias. “Para que haja um senso comum, onde o respeito, a franqueza, a gratidão e a valorização mútuos devam ser princípios para o acordo”, completa.   

Para o consultor, especialmente nesse período, existe a demanda de fortalecer a comunicação com pais, alunos e comunidade demonstrando os investimentos e cuidados que a escola está tendo em relação à pandemia.

Concentrar-se no aumento das matrículas requer um esforço totalmente coordenado e, muitas vezes, as escolas precisam adotar novas abordagens aos programas oferecidos. Gestores e professores precisam trabalhar juntos nas melhores estratégias.

Atração – Quem é a sua persona?

“A conquista das famílias e dos alunos é um processo que envolve muitas etapas. Entendo que o melhor caminho seja definir a “persona”, ou seja, qual o perfil de família e de aluno que melhor se adequem à instituição que pretende conquistá-los”, afirma Barros.

Segundo Barros, a partir daí é conhecer o universo desse público e trabalhar a comunicação relevante e dirigida, nas fases do relacionamento com os interessados. Para ele, que desenvolveu uma metodologia própria ao longo de dez anos de vivência no mercado educacional, é preciso um trabalho de investigação, realizando uma série de entrevistas com membros da escola e os pais dos alunos.

“Com essa metodologia, é possível reunir um conteúdo consistente para construir as estratégias, os planos de marketing, de comunicação e os argumentos de vendas”, explica.

O consultor afirma que, entre outros benefícios, esse trabalho contribui com um melhor alinhamento entre as áreas administrativa, pedagógica e de marketing. “E para que os conteúdos e materiais criados de atendimento, campanhas, redes sociais, canais de comunicação interna tenham consistência e reflitam o potencial e os diferenciais da instituição”, conclui.

Deixando sua marca

Cada escola é única. Cada escola tem um personagem, uma história, uma cultura. É importante definir a sua marca e expressá-la para sua comunidade. O fator único da sua escola pode ser as equipes esportivas, programas especiais, instrução baseada na fé ou uma abordagem única para o aprendizado em sala de aula. Esta é a “marca” da sua escola e a razão pela qual os pais podem reconhecê-la como um lugar para enviar seus filhos.

A marca pode não ser o que você assume automaticamente. Comece perguntando aos funcionários, alunos e pais o que eles gostam na escola. Perguntar aos pais lhe dará uma boa ideia sobre por que eles mandaram seus filhos para a escola em primeiro lugar.

Talvez você esteja pensando em se destacar um pouco mais na multidão e tentar algo novo em sua escola. Há muitos programas e opções de diferenciação a serem considerados que atrairão os olhos dos futuros pais. Cada um requer o ajuste do currículo, o treinamento de funcionários (ou a contratação de novos funcionários) e a obtenção dos recursos necessários para a escola.

Alguns programas populares de ímã que atraem alunos (e pais!):

  • Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM);
  • Aprendizagem baseada em projetos;
  • Bacharelado Internacional;
  • Programas esportivos;
  • Programas de música e performance;
  • Linguagens adicionais (programas de imersão ou outros).

Barros ressalta que é preciso cuidado e critério para não ser uma escola “Frankenstein”, aquela que deseja ter todos os alunos possíveis e que busca reunir todas as novidades tecnológicas, estruturais ou condições de negociação que a concorrência faz.

“Digo Frankenstein porque isso compromete a sua identidade, o seu planejamento e alinhamento interno. Também dificultará a percepção de diferenciais, por parte dos pais e alunos levando ao aumento da barganha sobre valores das mensalidades, na sala de matrículas”, diz.

Qualquer que seja sua escolha, busque um programa que o diferencie de outras escolas em sua região e comunidade. Pode ser que sua escola seja o único currículo baseado na fé com foco no aprendizado baseado em projetos. Ou sua escola tem um programa de imersão em inglês e envia os alunos em uma viagem educacional a outro país para desenvolver habilidades globais.

Destaque-se por ser diferente, pois isso fará de sua escola a única opção para alunos que desejam a educação diferenciada que você oferece. Com isso, os pais terão maior clareza sobre a proposta da escola, seja no período que antecede a matrícula ou como família matriculada.

Como promover sua escola

O plano está estabelecido, todos estão a bordo e você está animado para implementá-lo no próximo ano letivo. É hora de divulgar e começar a atrair alunos. Você precisará se envolver em algumas atividades de marketing para comunicar os benefícios educacionais de frequentar sua escola. Você também precisará do apoio de sua equipe, alunos e pais. Estas são algumas atividades que você pode tentar para começar:

Boca a boca

Não se engane, o boca a boca será a maneira mais eficaz de informar a todos sobre seus novos programas. Aproveite a comunidade diretamente conectada à escola: funcionários, alunos e pais. Anunciar informações aos alunos pode deixá-los entusiasmados para o próximo ano, mas a verdadeira vantagem da rede será através de seus pais.

Use, por exemplo, as funcionalidades de comunicação do aplicativo IsCool App para se comunicar com os pais e anunciar os detalhes dos novos programas com links para mais informações em seu site. E não seja tímido ao pedir referências! Peça que compartilhem essas informações com seus amigos e familiares.

Site da escola

Os pais irão pesquisar todas as escolas na internet antes de pensarem em enviar seus filhos para elas – especialmente para uma escola particular. Melhore a navegação e o apelo visual do seu site e inclua informações que os pais gostariam de saber. Ter um site limpo, moderno e fácil de navegar pode ser o fator decisivo para os pais na hora de escolher uma escola. O site da sua escola deve comunicar os benefícios educacionais de frequentar a escola. Use a documentação do seu currículo recém-organizado para indicar quais programas a escola oferece. Mostre o conteúdo que é abordado e como sua abordagem única prepara os alunos para os próximos estágios de seu aprendizado e vida.

Redes Sociais

Se você ainda não está fazendo isso, está atrasado. Obtenha uma conta no Intagram, Facebook, Linkedin e Twitter e comece a postar eventos emocionantes, realizações de alunos, anúncios e qualquer outra coisa para construir a marca de sua escola. As redes sociais envolvem alunos e funcionários para se conectar e compartilhar seu entusiasmo pela escola. Também divulga as grandes coisas que estão acontecendo ao longo do ano letivo.

Por exemplo, você pode compartilhar este artigo e anexar suas ideias sobre ele abaixo.

Participe de competições

Apareça no noticiário local participando de competições relacionadas aos programas​​de sua escola. Quer se trate de uma competição de robótica, de matemática, jogo esportivo, performance musical ou outro, ter alunos competindo sempre é um bom motivo para ser divulgado pela imprensa.

Esta é uma ótima maneira de divulgar a sua escola para muitos pais. Lembre-se de que essa é uma estratégia de longo prazo, pois primeiro você precisará ter os programas em funcionamento.

Começar qualquer nova iniciativa exige algum trabalho. Os gestores e professores precisam se alinhar com seus objetivos e criar um plano viável que funcione para eles. À medida que mais alunos começarem a assistir às aulas, eles espalharão a notícia para suas próprias famílias e redes de amigos, tornando seu trabalho muito mais fácil.

Construir a marca de sua escola exige muito tempo e esforço, mas é uma abordagem eficaz para aumentar as matrículas em escolas particulares e obter reconhecimento público.

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Coronavírus: É seguro que os alunos voltem à escola?

Que precauções a escola deve tomar para prevenir a propagação do vírus Covid-19 no retorno às aulas presenciais?

Aos poucos, estamos vendo um número crescente de crianças retornando à sala de aula. No mundo todo, mais de 1 bilhão de alunos ainda estão fora da escola, mas mais de 70 países anunciaram planos para reabrir escolas e centenas de milhões de alunos voltaram nas últimas semanas, de acordo com os dados da Unicef.

No Brasil, o estado do Amazonas foi o primeiro a reabrir as escolas. Lá, os alunos do ensino médio já completaram um mês com aulas presenciais e os alunos do ensino fundamental aguardam voltar à escola no final de agosto. No Distrito Federal, as aulas retornaram no início de agosto, mas logo foram suspensas por embate judicial e a volta é incerta. Os demais estados estão em diferentes estágios em relação a como e quando planejam reabrir as escolas.

Voltar para a escola provavelmente será um pouco diferente do que pais e alunos estavam acostumados. É possível que as escolas reabram por um período de tempo e, em seguida, uma decisão pode ser tomada para fechá-las temporariamente, dependendo do contexto local.

Mesmo que sua escola ainda não tenha decidido reabrir, é crucial que comece um planejamento detalhado agora, para ajudar a garantir que alunos, professores e funcionários estejam seguros quando retornarem e as famílias estejam confiantes em mandar seus alunos de volta à escola.

O blog do IsCoolApp conversou com especialistas que falam sobre os benefícios e riscos para a educação no retorno às aulas a seguir:

“Modo escolar”

Dada a possibilidade de que muitas escolas não abram em tempo integral ou para todas as séries, as escolas podem implementar modelos de “aprendizagem combinada”, uma mistura de instrução em sala de aula e educação remota (aprendizagem online).

Muitas escolas terão que planejar aulas de atualização para ajudar a trazer os alunos de volta ao ritmo, a voltar ao “modo escolar”. De qualquer forma, para o cirurgião plástico e médico do hospital de campanha do Ibirapuera, em São Paulo, Dr. José Antonio Casari Davantel, é altamente recomendável que as crianças retornem às aulas presenciais o quanto antes possível.

“A minha opinião é baseada na Unesco e nos artigos científicos mais recentes, além da Academia Americana de Pediatria. As crianças são anteparos biológicos, a maioria não ficará doente. Obviamente existem exceções. Por exemplo, crianças que moram com avós devem evitar o retorno às aulas. Mas, estamos falando de uma situação específica”, explica.

De acordo com Davantel, o pico da pandemia aconteceu no final de maio. “Essa informação está no portal de transparência dos cartórios. Os casos são mais baixos hoje. Espero que os pais tenham coragem e que o pânico não impere, até porque estão deixando as crianças sem imunidade, sem escola, com depressão. Uma criança sem imunidade, possivelmente terá doenças auto-imunes na fase adulta”, alerta.

Atividades ao ar livre são essenciais no plano de volta às aulas. Afinal não só diminuem as chances de transmissão do vírus, como contribuem para a promoção da saúde e o aumento da imunidade de crianças e adolescentes.

Pensando nisso, o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, em parceria com outras instituições, lançou um documento com sugestões pautadas em referências históricas e experiências internacionais, que destacam a aprendizagem em contato com a natureza para a retomada das aulas presenciais. 

Acesse o documento: Planejando a reabertura das escolas

Muitas crianças precisarão de apoio extra para atualizar seu aprendizado quando as escolas forem reabertas. Isso pode incluir começar o ano com programas após as aulas ou tarefas complementares a serem feitas em casa.

O IsCool App, por exemplo, oferece o módulo Lição de Casa que facilita o envio de tarefas para os alunos. Além disso, a escola pode manter uma comunicação mais eficiente com os pais e responsáveis, enviando recomendações, tais como apoiar o filho em casa, criando uma rotina em torno da escola e dos trabalhos escolares.

Isso pode ajudar se os alunos estiverem se sentindo inquietos e com problemas de concentração. A escola poderá abrir o canal de atendimento para que os pais possam entrar em contato com o professor ou a escola, fazer perguntas e se manter informado.

Uma dica é perguntar aos pais se o aluno está enfrentando desafios específicos, como tristeza pela perda de familiar ou ansiedade elevada devido à pandemia. Esse tipo de conhecimento pode fornecer dados para que a escola tome decisões mais assertivas no retorno às aulas.

Leia também:

Lição de casa pelo app: o grande diferencial para seu colégio

Ansiedade e depressão

Durante um período tão preocupante e perturbador, é natural que ansiedade e depressão tenham crescido entre todos, principalmente crianças e adolescentes.

Inclusive, já fizemos uma live e matéria sobre isso aqui no blog do IsCool App. Leia também:

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Coronavírus: 4 passos para exercer o autocuidado e preservar a saúde emocional dos filhos durante o isolamento

No retorno às aulas, como a escola irá apoiar a saúde mental dos alunos e combater qualquer estigma contra as pessoas que estiveram doentes?

A psicóloga Giovina Fosco Turco, mestre em Saúde da Criança e Adolescente pela Unicamp, acredita que o retorno escolar será um desafio. “Como tudo nessa pandemia está sendo complicado, a volta presencial não será diferente”, alerta.

Segundo ela, de qualquer forma, as escolas devem estar preparadas. “Primeiramente, a escola deve se informar sobre a situação da pandemia em sua cidade e, daí sim, decidir sobre o retorno, seguindo todas as medidas de precaução”.

Para a psicóloga, o retorno escolar pode gerar uma ansiedade muito grande nas crianças, assim como nos pais. “Acredito que a escola deveria ter uma postura de conversa. Primeiramente com os pais, dizer a eles como estará se preparando. Claro que preocupação com os filhos, todos têm, mas se os pais estiverem inseguros, essa insegurança vai passar para as crianças”, adverte.

“Mesmo sabendo que a doença acomete em número menor as crianças, nós temos que protegê-las. Elas têm que se sentir seguras”, afirma Giovina, sugerindo que a escola abra espaço para a criança falar sobre seus medos, dúvidas e ansiedades.

Para ela, família e escola terão que se juntar de maneira transparente. “Deverá ser uma volta complicada, insegura, mas quanto mais se falar sobre isso, todos vão estar mais seguros”, finaliza.

5 maneiras de melhorar a retenção e a lealdade dos alunos

Como a sua escola pode desenvolver a fidelização dos alunos, utilizando redes sociais e aplicativos de comunicação

Você provavelmente já sabe que a chave para o crescimento da sua escola é reter os alunos existentes e dar a eles uma ótima experiência de aprendizado. Isso é especialmente relevante para os gestores escolares nesse momento em que as escolas estão fechadas e o ensino está acontecendo a distância.

A questão do aumento de instituições privadas de ensino nos últimos anos, aliada à crise gerada pela pandemia, aumentou significativamente a concorrência escolar. Esta mudança tem mostrado tendências de rotatividade nas matrículas, uma vez que os pais têm mais opções de escolha. Por isso, é muito importante que as escolas encontrem maneiras de aumentar a lealdade dos alunos.

Pensar diferente

De acordo com o gestor de marketing e relacionamento da PUC-Campinas, Alcino Ricoy Júnior, é imprescindível para o gestor escolar pensar “Didi”. “Didi significa pensar diferente, pensar digital”, explica Ricoy, lembrando que não se trata do personagem de Renato Aragão no programa humorístico “Os Trapalhões”, caso você tenha pensando nisso.

Ricoy, que apresentou palestra virtual durante o Geduc 2020, citou a importância dos aplicativos digitais. “Mesmo que de forma remota, é importante resgatar a afetividade, gerar empatia com os pais e motivar os alunos”, disse ele. A escola pode utilizar de redes sociais a aplicativos de comunicação escolar, como é o caso do IsCool App, que permitem a publicação de posts diários, entre outras utilidades.

O gestor de marketing e relacionamento orienta a escola a publicar posts do dia a dia, compartilhar momentos felizes, dicas de professores para superar crises e assim por diante. “Temos exemplo de escola que montou um portfólio dos pequenos negócios dos pais. Outro colégio pediu fotos para os alunos mostrarem o dia a dia. Outra dica é a escola curtir as fotos dos alunos e dos pais”.

O que você poderia fazer ainda este ano para construir relacionamentos mais amplos e significativos com seus professores? O que você deve saber sobre seus alunos e suas famílias? Que estratégias de comunicação você pode usar para promover um envolvimento mais ativo e de confiança?

Criamos uma lista de 5 ideias para ajudá-lo a melhorar a fidelidade e retenção de seus alunos:

  1. Marketing boca a boca

O marketing boca a boca é o seu maior ativo de marketing e um comentário positivo entre as mães é o melhor caminho para o sucesso. O líder sábio compreende o valor e os comportamentos das redes humanas em toda a organização. As pessoas têm uma necessidade inata de histórias, motivos de orgulho, experiências, sucessos e fracassos. Quando você sabe como alavancar a sequência, a frequência e o fluxo de comunicação, você tem as ferramentas para fazer crescer a reputação da sua escola e maximizar a confiança e a lealdade.

É importante avaliar os níveis de influência e as práticas comuns dos principais líderes em sua rede. Vale lembrar que o grau de influência de uma pessoa no boca a boca não é necessariamente indicado por sua posição. Um membro da diretoria, por exemplo, pode realmente ter menos impacto do que um professor.

O desenvolvimento de um método estratégico e consistente de comunicação e construção de relacionamento é uma vantagem sustentável – aquela que tem mais probabilidade de produzir o nível desejado de crescimento de matrículas e rematrículas.

  1. Cultura escolar

Qual é a cultura escolar ideal para o máximo crescimento do corpo docente e dos alunos? É aquela em que as qualidades individuais são altamente valorizadas. Confiança e colaboração são naturais e comuns. O corpo docente e a equipe se aperfeiçoam, contribuindo de forma apaixonada com a missão da escola – o significado motivador que a escola claramente representa.

Organizações com pessoal altamente engajado superam seus concorrentes – em mais de 50% na retenção de funcionários, em quase 90% na satisfação do cliente e têm quatro vezes mais probabilidade de crescer. Defender a cultura da escola é função dos gestores, mas também de todos. Lute e proteja a cultura da sua escola para criar as melhores condições de motivação e desempenho.

  1. Alta qualidade

Construir uma equipe de alta qualidade em todos os domínios: governança, operações, administração e aprendizagem – é a única maneira de alcançar uma escola de alta qualidade de forma sustentável. Contratar bem significa construir um processo eficaz para atrair, recrutar, selecionar e integrar pessoas que irão atender ou superar suas fortes expectativas de desempenho. A “guerra pelo talento” é aquela que você deve vencer para dar aos seus alunos a melhor chance de realizar seus sonhos.

Para ser o melhor, utilize um processo disciplinado para treinar e desenvolver cada funcionário. Dar a eles expectativas claras, talvez com uma avaliação de desempenho, aumentará o foco e a clareza. Com uma linguagem comum e metas estabelecidas, você tem uma estrutura na qual pode ampliar os pontos fortes de seu pessoal e suas contribuições individuais e coletivas para seus planos de crescimento. Isso também lhe dá a capacidade de substituir as pessoas de baixo desempenho em tempo hábil – uma capacidade crítica de liderança.

  1. Encantar a todos

Como você saberá quando sua escola alcançou a excelência? Quando você tem pessoas, entre seus funcionários e famílias, que ficam emocionadas com sua experiência. É absolutamente vital que todos em sua escola se comprometam com uma estratégia única: encantá-los todos os dias, de todas as maneiras.

Quando a visão da sua escola estiver alinhada com o que eles precisam e desejam, o próximo passo é oferecer um pouco mais. Surpreenda-os com a forma como sua equipe vai além. Isso não significa comprometer seus padrões e expectativas, mas sim ouvir com mais atenção, antecipar e se preparar para questões e problemas em potencial e procurar oportunidades para criar situações e experiências agradáveis.

  1. Melhorar de forma inovadora

Cada vez mais, os pais esperam que você melhore de maneira mais rápida e eficaz. O planejamento estratégico deliberado de longo prazo é mais útil em tempos de períodos estáticos e previsíveis. Em tempos dinâmicos como este, entretanto, quando tantos fatores no mundo estão mudando tão rapidamente, ciclos mais curtos de planejamento, aprendizagem e ajuste são necessários.

É preciso flexibilidade para se adaptar mais rapidamente às necessidades reais e emergentes de seus alunos e pais. Usar ciclos mais curtos (por exemplo, 90 dias) de planejamento e medição fornece um retorno sobre o investimento mais claro e protege contra o excesso de investimento em projetos que não agregam valor.

Se você deseja manter a atenção dos pais em um período de mudanças rápidas, o planejamento e a execução da inovação são essenciais.

Desenvolva um sistema preciso para coletar informações que o ajudem a realmente conhecer seus clientes em um nível mais profundo, e use esses dados para envolvê-los em uma conversa significativa, para reconhecer eventos e marcos especiais e para expressar um cuidado genuíno.

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Por que as questões raciais e a luta das minorias devem ser pautas prioritárias em seu colégio?

Para tratar um assunto de tamanha importância e que vem ganhando os holofotes mundo afora, o Blog do IsCool App entrevistou Gabriel Marques, palestrante e autor de livros sobre o racismo; confira esse edificante bate-papo sob a ótica da educação e do princípio da igualdade

De Mineápolis para o mundo, a morte de George Floyd, negro e humilde, fez despertar o debate sobre o preconceito racial, o abuso de poder e a luta por respeito e direitos pelas camadas mais sensíveis da sociedade.

Da internet para as ruas, das ruas para dentro de casa, de dentro de casa para a sala de aula (agora virtual). Tratar sobre o assunto não só se tornou urgente, como também obrigatório mediante a velocidade com a qual a informação percorre esse ciclo.

Uma ótima oportunidade para trabalhar com mais intensidade e riqueza os projetos pedagógicos ligados à cidadania, ética e vida em sociedade. E uma excelente hora para entender se os esforços enquanto escola e importante instrumento de formação social estão sendo efetivos.

Para despertar essa análise, o Blog do IsCool App bateu um papo com Gabriel Marques, um estudioso incessante acerca do tema, que leva todo seu conhecimento a escolas do Brasil por meio do programa de formação de professores chamado “Educando crianças livres de preconceito”.

Marques, que também é publicitário e bacharel em direito, é ainda autor de vários livros, dois dos deles na área racial: “Da Senzala à Unidade Racial”(1996) e “Acendedores de Velas” (2001). Confira esse rico pingpong:

Blog do IsCool App: Como você define o papel da escola na construção da sociedade?

Gabriel Marques: As escolas, por excelência, devem estar na vanguarda da construção do pensamento e não ser apenas entes reprodutores de mensagens ou de fatos históricos. Os alunos não são caixas vazias onde pretensamente o conhecimento será depositado; antes, os alunos são minas de pedras preciosas em estado bruto, ali participando de um processo de lapidação para que possam revelar seu próprio potencial. Os professores cumprem, portanto, a função de um artífice que traz à luz potencialidades antes ocultas nos alunos, como seres pensantes e participantes ativos na construção e transformação de uma civilização em constante progresso. Este conceito naturalmente não contradiz a necessidade de compartilhamento de informações, estudo de fatos e experimentação.

Blog do IsCool App: E como as escolas têm lidado com esse compromisso hoje?

Gabriel Marques: Algumas escolas se definem como locais para o ensino de conteúdos e habilidades necessárias à participação do indivíduo na sociedade; outras adicionalmente são definidas como local para se compreender a cidadania como instrumento de participação social e política, preparação para o exercício de direitos e deveres civis e sociais, além da adoção de atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. Outras escolas adicionam componentes ou ambiências capazes de estimular seus alunos a pensar o mundo, suas contradições, analisar contextos e buscar novas soluções para o avanço social coletivo, percebendo não apenas o movimento constante da Terra, mas o avanço e direção dos processos internos da civilização.

Blog do IsCool App: Quais têm sido os maiores desafios da escola no cumprimento desse papel?

Gabriel Marques: As duas últimas décadas têm revelado alguns desafios ameaçadores, com sinais de retrocesso nos avanços coletivos alcançados no século recém-concluído. O globo terrestre tido como redondo desde o século 16 é agora novamente apresentado como plano; a ciência é questionada e posta de lado por lideranças governamentais em muitos países, enquanto ela própria se apresenta agora, não como a todo-poderosa, mas apenas como um punhado de teorias em busca de confirmação; conquistas de toda a humanidade com a assinatura de tratados internacionais, como os acordos ambientais – tal como o da redução de emissão de carbono na atmosfera e outros – estão sendo relegados ao limbo; os sistemas econômicos, quer do Leste ou do Oeste, apresentam fissuras que parecem irremediáveis, enquanto enfermidades sociais como o racismo e a pobreza extrema ganham terreno em todas as partes. Certos princípios éticos, antes compartilhados por pessoas de todas as nações e que pareciam em ascensão, estão agora erodidos, ameaçando o consenso predominante sobre certo e errado, que em muitas instâncias havia conseguido manter abafadas as tendências mais vis da humanidade. Visíveis são as forças de desintegração, enquanto há urgente necessidade de agrupamento das forças integradoras da sociedade, para o que as escolas são instrumentais.

Blog do IsCool App: Em relação especificamente à questão do racismo, como você enxerga que ele pode ser trabalhado na escola de maneira mais eficiente hoje?

Gabriel Marques: No contexto do racismo podemos recordar Nelson Mandela (1918-2013) quando disse: “Ninguém nasce odiando o outro pela cor da sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar as pessoas precisam apreender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Neste sentido, os temas transversais em cada currículo precisariam reforçar certos princípios, incluindo materiais e debates no campo da ética e da pluralidade cultural, por exemplo. A história até agora registrou principalmente nossa experiência coletiva como de tribo, culturas, classes e nações. Com a unificação física do planeta e o reconhecimento da interdependência de todos os que nele vivem, uma nova história está agora começando: a de uma humanidade comum. Esta visão da Terra como uma pátria comum e de uma única família humana global precisa se sobrepor à tendência de “nós” e “eles”, assim como da divisão artificial dos povos em “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos”, o que busca definir identidades de grupos em constante disputa entre si. Esta fragmentação ou busca de primazia de um grupo ou povo sobre os demais e virtualmente sobre a própria humanidade – sejam teorias raciais ou as econômicas – tem aumentado as tensões e colocado o mundo à beira de uma nova guerra, o que naturalmente precisa ser evitado. Aqui tanto escolas, quanto demais instituições, incluindo os governos tem um papel sumamente importante a cumprir.

Blog do IsCool App: Você acredita que essa pauta faz parte da educação integral tão buscada hoje pelos colégios?

Gabriel Marques: Em primeiro lugar uma educação que se diz “integral” deveria reconhecer a unicidade da humanidade como princípio direcionador. Nesta perspectiva, a diversidade que caracteriza a família humana, longe de contradizer sua unicidade, confere ao todo uma maior riqueza. Estas duas perspectivas apontam tanto para as soluções quanto para um destino coletivo comum. Após deixar para trás os estágios de infância, adolescência e de uma juventude turbulenta, o mundo está agora, então, se encaminhando para adentrar sua maturidade coletiva, vindo a adotar novos padrões tanto em suas relações interpessoais quanto econômicas. Ao preparar seus alunos por meio do ensino de diferentes idiomas, uso das tecnologias de comunicação, etc., as escolas têm visado preparar seus alunos basicamente para o mercado de trabalho. O mercado de trabalho, entretanto, está atualmente intimamente atrelado aos dogmas e modelos decorrentes do materialismo, seja de fundo capitalista ou socialista. Os ideais encarnados nestes dogmas têm fracassado em satisfazer as necessidades comuns da humanidade como um todo e, por outro lado, estes mesmos dogmas agora apresentam graves rachaduras em suas bases, enquanto busca se remediar e reerguer. Dentre seus resultados mais aparentes, após décadas de prática irrestrita, estão a extrema concentração de renda por alguns poucos (os dados de 2019 indicam apenas 26 indivíduos como possuindo metade da riqueza mundial), enquanto avançam as disparidades sociais juntamente com o ressurgimento das forças do racismo, nacionalismo e partidarismo.

Blog do IsCool App: Um aluno com futuro brilhante inclui uma educação de crianças livres de preconceito?

Gabriel Marques: Alunos considerados brilhantes são, sobretudo, pessoas cujos princípios educacionais e espirituais estão refletidos tanto em suas palavras quanto em suas ações, como estando verdadeiramente livre de preconceitos, isto é, alguém que atua considerando todas as pessoas – independentemente de sua origem étnica, condição social ou religião – como membros da mesma família humana. Adicionalmente, com o reconhecimento de que a vasta maioria da população brasileira afirma ter alguma crença religiosa, poderíamos dizer, então que o aluno brilhante é alguém que concilia seus conhecimentos técnicos e científicos com uma verdade e prática espiritual, comum a todas as crenças, a de que “todos os que habitam na terra são membros de uma só família e filhos de um Criador único” e que “devemos agir com o outro da mesma forma que gostaríamos que conosco agisse”. Quantas e quantas vezes na história – seja passado ou presente – encontramos, entretanto, profissionais e lideranças em todos os níveis, com a mais brilhante carreira profissional, mas cujos pensamentos e ações em relação ao próximo permanecem discriminatórias, assim como de modo insistente e consciente perpetua práticas sociais e econômicas que reconhecidamente são injustas!

Blog do IsCool App: Na sua opinião, o que pode acontecer com escolas que não implementarem práticas efetivas e constantes no ensino acerca do racismo?

Gabriel Marques: Uma época como a nossa na qual as pessoas têm acesso crescente a todos os tipos de informação e uma diversidade de ideias, o conceito de justiça se afirma como o princípio governante de qualquer organização social bem-sucedida. Neste caso, qualquer escola cujos alunos não reflitam em suas posturas individuais uma consciência crescente sobre importantes temas sociais como é o caso do racismo, poderão ver a si mesmos em situações vexatórias, alienados dos grandes problemas sociais de nosso tempo; seus professores e escolas vistos como instrumentos reprodutores da mesma enfermidade para qual dizem buscar a panaceia. A existência do racismo estrutural e institucional também incorpora a dimensão da própria cegueira ou da dificuldade na identificação do problema em sua própria estrutura enquanto instituição. Num país onde mais da metade da população é reconhecida como de “pretos” e “pardos” ou negros ou afrodescendentes – segundo as diferentes terminologias – as escolas e seus dirigentes precisam não apenas se perguntar, mas encontrar justificativas consistentes – se é que estas existam – para explicar o baixíssimo número de professores e gestores negros em seus quadros. Professores igualmente podem desejar revisar interiormente se na sua relação com alunos negros existe algum preconceito embutido.

Blog do IsCool App: O assunto discriminação vai além do racismo contra o negro. Quais outras causas englobam o ensino integral do futuro cidadão e como elas todas estão correlacionadas?

Gabriel Marques: Para além da arraigada discriminação com base na cor da pele, outros preconceitos são igualmente devastadores da unidade humana, tais como aqueles baseados na etnia, gênero, nação, casta, religião, classe social e outros. No caso da discriminação de gênero, cabe destacar que a emancipação da mulher e a plena igualdade com os homens é um dos requisitos mais importantes para o estabelecimento da paz. Tal como citado por destacada instituição global – a Casa Universal de Justiça – “a negação dessa igualdade comete injustiça contra metade da população do mundo e promove entre os homens atitudes e hábitos nocivos que são transportados do ambiente familiar para o local de trabalho, para a vida política e, em última análise, para a esfera das relações internacionais”. O nacionalismo exacerbado, distinto de um patriotismo são e legítimo, também precisará ceder lugar a uma lealdade mais ampla – ao amor à humanidade como um todo. Atividades que nutrem afeição mútua e sentimentos de solidariedade entre os povos precisam ser substancialmente incrementadas. A enorme disparidade entre ricos e pobres e a urgência de se eliminar tais extremos é outro tema que requer nova abordagem do problema, em ambiente isento de polêmicas econômicas e ideológicas. Mesmo o espírito de competição que domina uma grande parte da vida moderna, onde o conflito é aceito como mola-mestra da interação humana, precisará ser revisto no sentido de uma reorganização da sociedade, livrando-a de um constante espírito belicoso, o qual precisa ser substituído pela cooperação e reciprocidade.

Blog do IsCool App: E sob qual ótica, em sua opinião, deve-se trabalhar tantos pontos?

Gabriel Marques: O conceito de justiça deverá prevalecer como a bússola indispensável nos processos de tomada de decisão, como instrumento essencial para se alcançar unidade de pensamento e ação, sabendo-se que os interesses individuais e os da sociedade estão inseparavelmente conectados. A experiência prática tem claramente demonstrado que “na medida em que a justiça se tornar uma consideração orientadora das interações humanas, isso irá encorajar um clima de consulta que permita o exame desapaixonado das opções e a escolha adequada dos cursos de ação. Portanto, ao se manter a justiça como princípio orientador, seguramente que se afastará as eternas tendências à manipulação e ao sectarismo que possam defletir o processo de tomada de decisões.

Blog do IsCool App: É importante envolver a família nessa pauta?

Gabriela Marques: A educação tem seu início, poder-se-ia assim dizer, ainda no ventre materno quando o bebê é influenciado pela alimentação da mãe e logo após por todas as influências do ambiente – seja ele um ambiente de harmonia ou violência familiar ou de seu entorno, assim como pelas muitas interações da criança com parentes, vizinhos e pelos lugares onde brinca e se desenvolve. A escola formal somente irá aparecer na vida da criança num momento em que algumas das bases do caráter, da personalidade e percepções de mundo já estão em formação. Naturalmente que tanto a educação não-formal quanto a formal são essenciais para a mudança das atitudes das pessoas. Mas a família, por excelência, é o cadinho onde se moldará a consciência, valores e atitudes em relação ao próximo. Assim, a colaboração entre escola e pais, e vice-versa, é fundamental para o sucesso do processo educacional, num trabalho ombro-a-ombro.

Blog do IsCool App: Como o colégio pode fazer isso de maneira bem-sucedida?

Gabriel Marques:A escola bem pode identificar os temas e oportunidades para uma interação e trabalho mais próximo com os pais, assim como pode oferecer seminários e reuniões especiais, onde reflexões conjuntas sobre temas emergentes na sociedade possam ser debatidos, dentro de um ambiente de conversação informal e participativa, numa oitiva daquilo que é também a percepção dos país. Há que se evitar ambientes e ou palestras formais ou modelos que reproduzam experiências reconhecidamente não tão eficazes, como as que buscam estabelecer uma relação entre “aqueles que sabem” com “aqueles não sabem”, algumas vezes identificadas na relação educador-educando, o que também pode gerar barreiras desnecessárias. Nestes espaços de reflexão conjunta algumas falas ou afirmações recorrentes em diferentes grupos poderiam ser revisadas, tais como aquelas que dizem: ‘Meninas não são boas em matemática’; ‘pessoas analfabetas não são inteligentes’, ‘não devemos confiar em estrangeiros’, entre outras. Igualmente outras questões poderão emergir de modo natural, sem a expectativa de respostas, tais como: quantos amigos negros temos em nossas relações de verdadeira amizade? Ao identificar situações de discriminação racial ou outra, situações de injustiça, qual tem sido a postura adotada: de mero expectadores ou houve alguma tomada de ação? Enfim, existem muitas questões e oportunidades nas quais escola e família podem interagir e trabalhar conjuntamente nos reforços comuns de mudança e construção social.

GEDUC 2020 acontece como conferência virtual na internet

Evento on-line sobre disrupção na educação compartilha experiências na aplicação de soluções inovadoras na educação

Compartilhando experiências na aplicação de soluções inovadoras para a educação, o Geduc chegou a sua 18ª edição em 2020. Porém, de um jeito diferente. Por conta da pandemia do Covid-19, o evento presencial foi cancelado e deu lugar ao evento 100% on-line. 

“É preciso discutir sobre os desafios enfrentados até aqui, que foi apenas o começo, e sobre como a educação ainda precisa evoluir para estar sintonizada com um mundo diferente, com o novo normal”, lembra Sônia Simões Colombo, diretora da Humus Consultoria, empresa organizadora do evento.

O Geduc ocorreu entre os dias 27 e 31 de julho, através da Zoom, plataforma de conferências virtuais. Como não poderia deixar de ser, o IsCool App confirmou sua presença entre os patrocinadores do evento, representada pela chancela da School Picture. De acordo com a gerente de produto e novos negócios, Tálita Barão, é um evento propício para oferecer aos gestores a possibilidade de insights tecnológicos.

“O Geduc é uma oportunidade das escolas conhecerem e programarem uma cultura de inovação: inovação em gestão, em tecnologias, em ferramentas e esse ano uma reflexão especial em inovação na cultura organizacional das escolas, levando novas práticas para dentro da escola e preparando-se para essa nova realidade que vivemos”, ressalta.

Foram mais de 60 palestrantes e cerca de 30 horas de imersão discutindo as tendências e o futuro da Educação. Os congressistas puderam participar de Fóruns sobre Educação a Distância, Inovação Acadêmica, Governança Corporativa, EdTech, Gestão de Pessoas, além de um Workshop e uma Jornada de Marketing Educacional, entre outras atividades.

O futuro já começou

Um dos aspectos que essa edição do Geduc demonstrou é que a educação híbrida e a educação a distância (EAD) vieram mesmo para ficar. Porém, existe diferença entre apenas digitalizar um material para a internet e desenvolver um material pensado para a internet.

“Será que não temos que construir algo novo, para um ambiente novo?”, ressaltou Tiago Mattos, futurista da Aerolito. Tiago abriu o evento com a palestra magna “O futuro da educação”. 

Quando a equipe do Geduc pensou no tema “Disrupção na educação” para o Congresso de 2020, não imaginava que seria tão assertiva. Com a chegada da pandemia no Brasil, as escolas tiveram que enfrentar uma verdadeira disrupção na maneira de educar.

“Todas as escolas passaram por isso nesse momento de pandemia, mesmo não sabendo o que é disrupção”, mencionou Ana Paula Batalha Ramos Soares, diretora pedagógica estratégica das unidades do Colégio Cruzeiro. Segundo ela, educação disruptiva demanda criatividade, exige desprendimento de práticas convencionais. “Convoca-nos a revistar e reformular o que chamamos de escola”, ressalta.

Aceleração na tecnologia

O uso da tecnologia se tornou fundamental nesse novo processo de ensino e aprendizagem a distância, fazendo parte da realidade de estudantes não só do Brasil, mas de todo o mundo.

A transição para esse cenário revelou os desafios e oportunidades para a disrupção e imersão em um mundo digital que precisa estar cada vez mais alinhado com a prática, desenvolvimento de competências e habilidades para a vivência em sociedade e para o novo cenário mundial.

“O futuro não pode mais ser um acidente”, ressalta Jaqueline Weigel, futurista global. Em sua palestra “A educação no novo mundo”, ela citou as principais tendências na educação, utilizando a Finlândia como exemplo a ser seguido.

“A educação é o caminho, mas não sozinha. Tudo precisa trabalhar de forma funcional”. Segundo ela, o Brasil está moderadamente preparado para o futuro da educação.

Para Ronaldo Mota, diretor científico da Digital Pages e Membro da Academia Brasileira de Educação, a tecnologia alterou profundamente o que é aprender e o que é ensinar. Porém, não é suficiente saber que somos imersos nos meios digitais.

“Como educadores, não podemos ser meros usuários. O professor deve saber curar o conhecimento, ou seja, ter diferentes olhares e aprender a aprender continuamente”. Ronaldo foi keynote speaker durante o 2° Fórum EdTech, na quarta-feira (29).

Assim como Ronaldo, Alcely Strutz Barroso também foi uma das palestrantes do Fórum EdTech. De acordo com a executiva da IBM em programas globais para universidades para a América Latina, “as empresas mais digitais são as que estão sobrevivendo ou crescendo nesse momento de pandemia”. 

Durante a 16ª Jornada de Marketing Educacional que ocorreu na quinta-feira (30), o gestor de marketing e relacionamento da PUC Campinas, Alcino Ricoy Junior, ressaltou que é preciso pensar diferente, pensar digital.

“Mesmo que de forma remota, a escola deve resgatar a afetividade, gerar empatia, motivar os alunos e oferecer orientação aos pais e alunos”. E completa: “Aproximar-se da família, publicar posts do dia a dia, ajudar na divulgação de pequenos negócios dos pais, entre outros exemplos”.

Sobre a questão de governança nas escolas, a diretora de desenvolvimento do IBCG – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Adriane dos Santos de Almeida acredita que é preciso ainda uma mudança cultural.

“A gente estuda teoria emprestada de outros países, mas precisamos de uma mudança cultural genuinamente brasileira”. Segundo ela, as escolas estão cada vez mais buscando olhar para o futuro, representando toda a sociedade e as suas diversidades.

O Geduc 2020 contou ainda com nomes como o jornalista Caco Barcellos falando sobre a formação de jovens empreendedores. João Paulo Pacífico, CEO e fundador do Grupo Gaia, e Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR e da Alicerce Educação, contribuíram com seus olhares sobre lideranças inspiradoras. Vale lembrar que o Geduc é o maior congresso de gestão educacional do país, reunindo os principais players da área.

Confira alguns momentos do evento:

Lição de casa pelo app: o grande diferencial para seu colégio

Lançado pouco antes do início da pandemia, o módulo lição de casa do IsCool App se tornou o melhor amigo dos colégios e ganhou novas e importantes atualizações, evoluindo ainda mais o jeito de comunicar e se tornando essencial mesmo com o retorno das aulas presenciais

De tudo o que seu colégio transformou e fez acontecer durante a pandemia do novo coronavírus, o que vai permanecer no novo normal da instituição? Para a maioria dos colégios, certamente no topo da lista estará o item comunicação digital.

Foi lançando mão de uma comunicação efetiva por meio dos aplicativos escolares que os colégios puderam levar a informação correta às famílias e agilizar o atendimento a pais e alunos, mantendo o compromisso da instituição junto ao público.

Nesse sentido, fez a diferença também quem decidiu optar pelo módulo de lição de casa, uma funcionalidade do aplicativo IsCool App que segmentou ainda mais o fluxo de dados gerados pelas turmas, permitindo um acompanhamento mais de perto da evolução do processo de aprendizagem de cada aluno.

Sucesso entre os colégios IsCool App, o módulo lição de casa tornou-se ainda mais importante durante este período de aulas on-line, ganhou novas funções e evoluiu dentro do aplicativo. Agora, pela sua eficiência, deve permanecer com uma das ferramentas mais importantes da comunicação escolar nos próximos meses, mesmo com o retorno das aulas presenciais.

 “O módulo lição de casa foi lançado antes do inicio da pandemia e já naquele contexto era uma conveniência muito grande ao professor que, através de um tablet ou de um celular, podia lançar a lição de casa e atividades para diversas turmas. Inclusive, também porque sua interface já era muita intuitiva, permitindo envio de links e diversos tipos de arquivos. Mas com esse novo contexto que se estabeleceu, ele agregou muito mais valor para as escolas. Então ele tem sido, junto com os comunicados, nosso carro-chefe atualmente”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Sucesso total de adesão

No mesmo dia de seu lançamento na plataforma, o módulo foi requisitado por cerca de um terço dos colégios que utilizam o IsCool App, como lembra Ghabriel Daniel, da equipe de Sucesso do Cliente: “A adesão foi praticamente instantânea. Recebemos muitos pedidos para a habilitação do módulo e orientação sobre seu funcionamento”.

Mas foi mesmo depois que a pandemia se instalou que o uso do módulo se tornou massivo pelos usuários. Ao passo em que consolidaram suas estratégias de EAD, os colégios passaram a lançar suas aulas gravadas ou mesmo links de aulas transmitidas em tempo real, além de intensificar o envio de arquivos anexos e conteúdos para consulta.

“A vida dos professores se tornou mais prática e organizada utilizando este novo método de entrega de tarefas aos alunos. As famílias receberam o acesso às lições de casa rapidamente e, pela intuitividade do módulo, já absorveram a mudança logo no primeiro momento. A adesão e a interação dos pais neste período de tempo para o uso da ferramenta foi gigantesco”, conta Daniel, sobre o nível de impacto do novo módulo para os colégios que já possuíam o IsCool App há mais tempo e que, apesar de já contar com altos índices de adesão, passaram a atingir 100% de interação dos pais.

Um módulo ‘à la professor’

Ao longo de sua jornada no ensino remoto e uso da ferramenta, os próprios clientes em seus feedbacks foram guiando a equipe de desenvolvimento do IsCool App a, rapidamente, evoluir o módulo e adicionar novas funções que estivessem perfeitamente adequadas ao cenário de ensino remoto.

“Os professores sentiram a necessidade de um relatório do envio das tarefas e nós implementamos essa ação. Outra necessidade era a de postar tarefas não só para a turma toda, como também para um aluno de maneira individual, o que já é uma realidade. Além do mais, o módulo agora também permite que o próprio aluno devolva a lição de casa já realizada diretamente ao professor. Tudo isso tem feito bastante sucesso. Nós temos tido um retorno muito positivo das escolas”, pontua Tálita.

Organização e controle

Diferente de um comunicado, o conteúdo do módulo lição de casa fica separado de outras informações referentes ao dia a dia da classe. Nas lições é possível determinar uma data de entrega, por exemplo, o que é ideal para o controle do aluno na prioridade dos afazeres e até dos pais que acompanham mais de perto a realização das tarefas.

Seguindo o padrão de design flat e intuitivo que é marca registrada do IsCool App, o módulo lição de casa é de fácil acesso ao usuário de qualquer nível de interação. Conta com detalhes importantes para a organização da informação e até mesmo notificações, que não deixam o aluno esquecer os deadlines. Sem contar as diversas possibilidades de configuração e edição do conteúdo para melhor controle do professor.

Pós-pandemia

O módulo é gratuito para o cliente IsCool App e também rápido de ser habilitado pela equipe operacional. E além de intuitivo e com possibilidade de lançamento mobile via celular ou tablet, conta, ainda, com tutoriais que auxiliam nas mais diversas configurações, de acordo com as necessidades da instituição.

Considerando que a adesão dos usuários tem atingido níveis tão altos no aplicativo de comunicação devido à utilização da ferramenta, é certo que o lição de casa continuará sendo uma das principais ferramentas na retomada das aulas presenciais – que deve ocorrer de maneira progressiva.

Enquanto isso, tanto este módulo quanto o IsCool App, de maneira geral, evoluem no ritmo de transformações vivido pela educação. Tudo possível por outro importante diferencial do comunicador: o relacionamento com o cliente. 

“Hoje, mais de dois terços dos nossos clientes utilizam o módulo lição de casa. Isso é reflexo do nosso trabalho, da nossa dedicação e da parceria constante que a gente tem com as escolas e o nosso compromisso de evoluir o aplicativo para ele ser sempre uma ferramenta bastante atualizada para todas as instituições de ensino”, finaliza Tálita.

Outras novidades: Canal de Atendimento

Como parte da evolução do módulo Lição de Casa, o IsCool App também desenvolveu duas novas funções para o Canal de Atendimento. A primeira delas é sobre o Horário de Atendimento, permitindo que o colégio limite o recebimento de mensagens pelo seu colaborador dentro de período predeterminado.

A segunda nova função tem relação direta com a primeira. Trata-se da Resposta Automática. Com essa novidade, o usuário recebe uma resposta automática definida pela própria escola, caso entre em contato fora do horário de atendimento.

De acordo com Tálita Barão, essas duas melhorias no Canal de Atendimento ajudam muito as escolas a regular o uso do app por parte dos funcionários em horários determinados. “No contexto de trabalho remoto é um recurso bastante importante”, ressalta.

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IsCool App lança módulo Lição de Casa

Novo normal: como será sua campanha de matrícula 2021?

Entenda os reflexos da pandemia nos prazos e no modo de garantir a captação e retenção de alunos, além da própria sustentabilidade do negócio no próximo ano; matrícula com assinatura digital não será mais um diferencial, mas sim, item primordial

Agora que as escolas controlaram os incêndios e aprenderam, em tempo recorde, a como gerir sua estrutura de maneira totalmente on-line (do ponto de vista pedagógico e administrativo), é hora de rever seus planejamentos já visando a retomada das aulas presenciais no chamado novo normal.

Mesmo que ainda haja muitas perguntas a serem respondidas quanto a prazos e procedimentos nesta retomada, as campanhas de matrícula e rematrícula 2021 necessitam atenção extra, já que serão decisivas para a sustentabilidade do negócio e não permitirão muita margem de erro durante a execução.

Um dos pontos a ser revisto é o fato de que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os colégios deverão evitar aglomerações – que tradicionalmente acontecem em processos de matrícula convencionais – sem contar o fato de que os próprios clientes também já se adaptaram à nova realidade de resolver tudo remotamente.

Fica, então, a pergunta: seu colégio já se preparou para uma campanha de matrícula totalmente on-line?

Uma campanha de matrícula totalmente remota inclui a revisão do formato de apresentação, novos prazos e uma comunicação digital assertiva. Confira insights que podem auxiliar em seu replanejamento.

Preços, prazos e período

Mesmo com a reabertura das escolas, é certo que o calendário já está comprometido e que serão muitas frentes a serem restabelecidas para que as engrenagens da escola voltem a ganhar ritmo. Não haverá tempo hábil este ano, por exemplo, para desenvolver pesquisas de satisfação do cliente a fim de utilizá-las na campanha de matrícula.

A partir das definições de política de preço e descontos, é preciso determinar o start dos esforços e ações. “O início da campanha pode ser adiado. Muitas escolas começavam já em agosto a tentar vender as matrículas e talvez o momento seja ainda muito turbulento, com foco muito mais na retomada das atividades presenciais do que efetivamente na venda de novas matrículas”, conta Maurício Berbel consultor da Alabama Consultoria Educacional sobre a postergação do início da campanha.

Novo marketing

Sem poder permitir aglomerações, os desafios para captar novos clientes e mesmo reforçar a marca se concentrarão em uma boa comunicação, amparada, principalmente, por novas ferramentas digitais, como explica Berbel, que também é autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003):

“Enquanto a gente preparava uma sala de matrículas, material e uma rotina de visitas à escola durante a semana, isso tudo vai ser remodelado. É importante que a escola procure digitalizar as informações enviadas às famílias de uma maneira adequada: site, vídeo, câmeras 360, tour virtual”, diz o especialista em marketing escolar.

Cada escola, dentro de sua capacidade de investimento, poderá lançar mão de diversas estratégias digitais. Uma delas, sugerida por Berbel, é gravar vídeos com o próprio diretor apresentando a história, diferenciais e os espaços físicos da instituição. Até pais e alunos podem compartilhar seus depoimentos dizendo como, junto com a instituição, se adaptaram à nova rotina onde o virtual já é comum.

Matrícula somente pelo aplicativo

Muitos colégios estarão tranquilos quanto ao processo de matrícula do próximo ano porque já se adequaram à realidade on-line, com assinatura de contrato pelo próprio aplicativo de comunicação. Mas se até a campanha passada essa ferramenta era apenas uma opção, agora ela se tornou uma necessidade.

Veja matéria com depoimento de quem já implantou essa cultura em anos anteriores.

“Muitas escolas têm até um processo antiquado, de concentração de famílias e pessoas no mesmo dia, uma jornada muito curta para a rematrícula, exigindo a presença dos pais. Isso tudo tem que ser mudado. O contrato on-line tem validade e quem tem um app como esse está centralizando as questões da escola, as informações oficiais, naquele canal. Acho que é importantíssimo. As famílias já estão mais receptivas e as escolas também estarão”, ressalta Berbel.

Eliminando contato físico e qualquer possibilidade de aglomeração, a campanha de matrícula pelo app, além de mais ágil, ainda possibilita a concentração das informações em um mesmo canal, facilitando o atendimento aos pais em casos de dúvidas, por exemplo.

Assinatura digital e respaldo jurídico

Para agregar ainda mais segurança ao processo de matrícula digital, vale ressaltar alguns cuidados com a escolha das ferramentas. A assinatura digital de contrato, por exemplo, é a escolha mais acertada em relação a um simples aceite, pois garante a integridade do documento e respaldo jurídico.

Veja o próprio exemplo da pandemia, que trouxe uma realidade sem paralelos e que poderia ter colocado muitos colégios em cheque na que diz respeito à validade do contrato. Afinal, são incontáveis os casos de inadimplência com alegações de descumprimento por parte dos colégios.

E o que faz do processo de assinatura digital tão seguro? No caso do IsCool App, único do país que conta com este formato em seu módulo de matrícula, o método envolve alta tecnologia no uso de criptografia e diferentes pontos de autenticação, conferindo validação certificada ao documento. Uma ferramenta utilizada por grandes bancos e seguradoras no mundo todo.

Saiba mais sobre as diferenças entre assinatura e aceite digital

Outro detalhe que agrega mais segurança ao módulo de matrícula do IsCool App é o fato de o documento ser assinado no ambiente do próprio aplicativo, sem a necessidade de se acessar um outro site de terceiro. Pai e colégio poderão arquivar e acessar novamente o contrato de maneira fácil e intuitiva.

Sem uso de papel e a necessidade de aglomeração, o gestor ainda garante números mais precisos para o planejamento escolar do ano seguinte à medida que também tem mais controle sobre a evasão e até mesmo a inadimplência, relativamente comuns nas tradicionais campanhas de matrícula.

Outras ferramentas de comunicação importantes para a campanha de matrícula

Além do módulo que, de fato, disponibiliza aos pais o documento de matrícula para assinatura digital, o app de comunicação traz outras importantes funcionalidades de apoio a uma campanha de matrícula on-line de sucesso.

No IsCool App, por exemplo, outros recursos essenciais são os canais de atendimento exclusivo, que abrem um espaço para que a família tire dúvidas de maneira particular, com a pessoa certa, e ainda possibilita o envio de arquivos e documentos via app. O feed de notícias é outra solução que auxilia na divulgação da campanha, prazos e instruções. E para garantir bons resultados na campanha, há ainda os relatórios em tempo real com informações de cada contrato para acompanhamento e tomadas rápidas de decisão.

Pós-pandemia e o novo profissional da educação

O coronavírus acelerou processos organizacionais no mundo todo, levando profissionais a se reposicionarem para uma nova realidade, especialmente no segmento educacional

Você já parou para pensar na quantidade de projetos de soluções remotas que tiveram que sair do papel, no mundo todo, no prazo de poucas semanas? Do dia para a noite, as empresas tiveram seus processos de transformação digital acelerados pela pandemia do COVID-19, habilitando seus profissionais a trabalharem de casa, ultrapassando as esferas físicas da empresa e incluindo novas tecnologias para diferentes finalidades.

Crise para uns, oportunidade para outros. Tirando de cena todo sofrimento causado pela doença que continua a afetar profundamente a sociedade, o fato é que empresas como a Zoom Video Communications Inc., proprietária da plataforma de reuniões remotas Zoom, bateram todos os recordes de lucro e crescimento em apenas um trimestre (veja matéria aqui).

Agora, o assunto em pauta é a pós-pandemia. Afinal, o que deu muito certo e o que não deve continuar? Como será a vida na coexistência do vírus? Até quando teremos tantas lives?

O chamado “novo normal” deve manter a escala da transformação tecnológica, mas traz à tona uma reflexão ainda mais profunda e importante, aquela que diz respeito à evolução do ser humano, suas emoções, seu comportamento. A pergunta que martela em nossas cabeças deixa de ser “como será a pós-pandemia?” e passa a ser “quem serei eu neste novo normal?”.

Enquanto “novas pessoas”, seremos também novos profissionais, com novas necessidades e novos olhares, independente da área de atuação. Na educação, por exemplo, desde secretária até o professor devem trazer para si essa análise, afinal, tiveram sua rotinas mudadas.

As respostas? Só você mesmo poderá encontrar. Mas aqui no Blog do IsCool App a gente dá uma forcinha e traz algumas dicas para traduzir o movimento e as tendências comportamentais às quais devemos nos atentar. Quem nos ajuda é a especialista em desenvolvimento humano Damaris Alfredo, CEO da DARH, palestrante e autora do livro “Liderança Modo On – Como Transformar o Mindset da Media Liderança” (DVS: 2019). Confira:

Os efeitos do trauma

Cada um de nós tem sua própria história e experiência de vida, mas todos, sem exceção, foram atingidos de alguma forma, como explica Damaris:

“Eu costumo dizer que essa pandemia causou traumas emocionais em todo mundo. Para alguns, de forma mais profunda, e em outros, mais leve. Mas não deixa de ser um trauma, visto que situações traumatizantes são aquelas que não desejaríamos passar e que, de alguma forma, somos obrigados”.

O trauma, por sua vez, gera um tipo de reação e oportuniza algo grande, a transformação do mindset, ou a “virada da chave”.

“Acredito que nenhum ser humano na face da terra desejou viver isso e estamos tentando viver e aprender tudo o que este momento está nos proporcionando. Como o cenário é novo, nossos antigos comportamentos, hábitos e crenças, muitas vezes não farão sentido e é neste momento que passamos a refletir e proporcionar mudanças de comportamento e de Mindset (mentalidade)”, afirma a especialista.

Assista ao vídeo da Damaris Alfredo sobre o profissional pós-pandemia.

Quais são as novas habilidades essenciais?

Você é da época do curso de datilografia, do curso de informática básico ou é da turma do “precisa aprender inglês”? Passamos por todas elas (e muitas outras necessidades de currículo, que até hoje estão aí, mas já são intrínsecas aos profissionais) até chegarmos ao ponto de admitir que: “vai mais longe quem sabe administrar a si mesmo”.

As questões emocionais se sobrepõem às técnicas em alguns pontos do caminho e, sem dúvidas, o pós-pandemia é um desses cenários.

Segundo Damaris, a partir de agora, as novas habilidades do profissional do futuro – e isso engloba a área da educação – são:

  • Inteligência Emocional – Que é a nossa capacidade de gerir as nossas emoções frente ao inesperado;
  • Inteligência Inovadora e Criativa – A habilidade de encontrar e criar soluções;
  • Inteligência Tecnológica – A competência de aprender e se adaptar rapidamente às novas tecnologias;
  • Lifelong Learning – Capacidade de aprender continuamente sobre qualquer competência, inclusive as competências fora de sua área de atuação.

Acesse o canal da Damaris Alfredo no YouTube e confira outros conteúdos sobre esses temas.

Subsídio para a educação 4.0

As novas competências profissionais chegam ao segmento educacional para subsidiar a chamada Educação 4.0 e a transformação da sociedade futura. Afinal, a mudança está nas mãos das lideranças escolares.

Confira o Guia da Educação 4.0 aqui do Blog do IsCool App

Na visão de Damaris Alfredo, essas novas competências são definitivas para o processo de realinhamento da educação: “Há alguns anos o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella já dizia que vivíamos um cenário de desalinhamento na educação, onde muitas vezes se via a escola no século XIX, em um modelo escolar (carteira, lousa e aluno) ainda herança da revolução francesa; o professor no século XX e o aluno no século XXI”, ilustra a autora.

A pandemia e a necessidade de busca criativa para soluções, sem dúvida, permeará novas ações que alinhem tecnologia e educação socioemocional, pontos-chave da educação 4.0. Pelo menos é o que se espera desse novo profissional da educação.

“O Profissional da educação do futuro é aquele que aprende, ensina, reiventa, desaprende, reaprende e se desenvolve continuamente”.

Damaris Alfredo

Habilidades em comunicação e gerenciamento de crise

A solução em comunicação escolar já existe e tem sido essencial neste período de pandemia. Mas saiu à frente o colégio que profissionalizou e humanizou o tipo de comunicação criada com pais e alunos durante a suspensão das aulas.

Confira matéria com dicas sobre uma comunicação escolar assertiva.

Uma boa comunicação, com efetividade e empatia, configura como um diferencial do profissional de educação do futuro. Até porque o novo normal continuará sem espaço para agendas físicas e utilização exclusiva de e-mails. É preciso um plano multicanal, desde o app de comunicação exclusivo às mídias sociais, tudo em sincronia e usado com muita habilidade.

E aqui, comunicação se une às competências citadas acima pela Damaris para também preparar o novo profissional para qualquer adversidade futura. Se não estávamos preparados para o coronavírus, com essas novas habilidades devemos estar melhores preparados para outras surpresas, bem como o “novo normal”.