10 erros de comunicação que seu colégio não deve cometer em 2019

Confira dez dos principais deslizes que podem atrapalhar sua instituição de ensino na busca pela proteção, fortalecimento de marca e crescimento de mercado

Uma comunicação clara, objetiva e constante é essencial para uma instituição de ensino que deseja obter sucesso no engajando pais e colaboradores e, consequentemente, na retenção e captação de alunos. E quando falamos em comunicação, lembramos que ela começa no primeiro contato do pai que busca uma escola para os filhos e vai até o dia a dia do aluno, na portaria, com os professores e com a gestão.

Para ajudar, ainda temos transformações sociais no modo de se comunicar e a consolidação das tecnologias como instrumento. Não é pouco nem simples. Atingir a qualidade e efetividade do seu processo de comunicação requer atenção, principalmente, para que erros não sejam cometidos.

Inclusive, alguns desses erros não são facilmente detectados, principalmente quando o assunto é comunicação via app escolar, uma das nossas bandeiras aqui neste canal. Pensando nisso, listamos dez dos principais erros de comunicação escolar que podem facilmente ser evitados e tornar o crescimento sustentável do seu colégio mais real. Confira:

1 – App de comunicação não integrado ao ERP

Já falamos, recentemente, sobre como funciona a integração do app escolar com o seu software de gestão e de todos os benefícios que essa simples funcionalidade traz (vale relembrar clicando aqui). Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação.

Com a integração, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes ele iria encontrar em outro canal. A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade em 2019.

2 – Comunicação sem planejamento

É tempo de planejamento e já falamos sobre como construir, por exemplo, seu melhor plano de marketing. A comunicação pode estar inserida nesse contexto mas, nesse caso, vai um pouco além, com cronograma de conteúdo e ações, definição de tarefas de cada membro da equipe e constante revisão dos principais tópicos.

Comunicação visual, mídias sociais, conteúdo do aplicativo escolar, uniforme, gestão de crise, endomarketing, projetos sociais… são muitas frentes envolvidas e que merecem atenção. Dedique um tempo para criar e rever cada ponto junto com sua equipe.

3 – Comunicação unilateral

Restrições na comunicação ainda são fator limitante na realidade de alguns gestores, que não delegam ou não envolvem seus times nas decisões. Dar voz e espaço para os colaboradores na comunicação não quer dizer que tudo estará fora do seu controle. Por exemplo, quando o professor é habilitado a abordar o pai diretamente pelo aplicativo do colégio, a resolução do problema ganha maior agilidade e ainda poderá ser controlada e auditada pelo gestor a qualquer momento dentro da plataforma.

Outro resultado importante da comunicação bilateral é o fortalecimento do endomarketing escolar. Uma vez a par das informações e com liberdade e orientação para tomar suas decisões, os colaboradores vestem a camisa. Uma das matérias mais lidas no Blog em 2018 foi sobre endomarketing escolar, com dicas de como engajar os colaboradores com uma comunicação participativa, veja aqui.

4 – Grande número de comunicados em papel ou agenda física

A comunicação via papel foi efetiva por longos anos, mas abre espaço para a comunicação mobile, mais rápida e sustentável. Uma vez que o colégio opte pela comunicação via internet, a agendinha física, das quais muitos ainda sentem apego, devem ser excluídas para não confundir os pais, gerando, assim, mais eficácia no processo de comunicação eleito.

5 – Múltiplos meios de comunicação e conteúdo duplicado

Assim como a agenda física, o e-mail como comunicação com os pais pode ser repensado quando há a presença do comunicador mobile. Imagine como o pai se sente ao receber a mesma notícia por papel, por e-mail e pelo celular, no mesmo período de tempo?

O mesmo se aplica ao conteúdo replicado em diferentes funcionalidades do app, por exemplo, comunicado + feed de notícias, ou feed de notícias + calendário. Todo cuidado é pouco para não gerar desinteresse dos pais.

6 – Alta ou baixa frequência nas postagens

O desinteresse dos pais, inclusive, acontece quando os assuntos são tratados em demasia e de maneira pouco personalizada. Notificações constantes de postagens no app escolar podem até causar o efeito contrário em pais que vivem uma rotina agitada.

O mesmo vale para os canais de mídias sociais, local onde o colégio se encontra com suas prospecções. Se a intenção é convencer o cliente a matricular seu filho, o ideal é conquistá-lo com criatividade e não inconveniência.

Do mesmo modo, a baixa frequência de postagem pode desestimular o cliente. Confira nessa matéria algumas dicas sobre o tipo e a frequência ideais para conteúdos sobre marketing e comunicação escolar.

7 – Explorar pouco as fotos e os vídeos

Pesquisas recentes de marketing digital apontam um crescente interesse em conteúdos com vídeos e fotos. Uma dessas pesquisas, realizada pela Contentools e Opinion Box, mostra que o engajamento com posts contendo fotos ainda lidera, mas teve queda de 2017 para 2018, passando de 49% para 40% da preferência, enquanto o interesse por vídeos subiu de 20% para 34% e o engajamento por textos caiu de 31% para 26% no mesmo período.

Que pai não gosta de receber fotos dos filhos ou assistir a uma de suas evoluções que não pôde presenciar por estar trabalhando? Pense no rico conteúdo visual para engajar mais.

8 – Alta exposição nos canais de mídias sociais

Lembre-se que os canais de mídias sociais são importantes para prospecção de clientes por indicação e para o sucesso da sua captação de matrículas, mas não deixe de se atentar para pontos como a exposição da imagem de crianças e os atendimentos via canais que não são os oficiais e não podem ser controlados.

O reforço vai para a participação de colaboradores em grupos paralelos de mães, que tomam os comunicadores gratuitos e podem se tornar a raiz de desentendimentos.

9 – Subutilização das funcionalidades do seu app de comunicação

Um aplicativo de comunicação reúne diversas funcionalidades que organizam e efetivam os processos de comunicação de um colégio. Não à toa estão lá no app, à disposição dos gestores, itens como calendário de eventos, agenda, mural de recados e enquetes para pesquisa de opinião.

O app vai além da circular e precisa ser explorado ao máximo para uma comunicação mais fluida e sem ruídos. E mais: traz inúmeras maneiras de segmentar o conteúdo por grupos de usuários e mensagens individuais.

10 – Não segmentar o atendimento por setores

Comunicação organizada permite um maior controle e rastreamento da informação, além de uma resolução de conflitos muito mais rápida. No aplicativo de comunicação escolar é possível criar diferentes canais de atendimento de acordo com o organograma da instituição de ensino, tirando do gestor, inclusive, o peso da resolução de pequenos conflitos.

Para saber mais sobre como a segmentação pode trazer ganhos ao dia a dia da gestão escolar, acesse essa matéria.

Engajamento familiar: os desafios continuam

Pesquisa aponta que mais da metade dos pais brasileiros não interage com a escola e a rotina escolar dos filhos; revisão de conteúdo divulgado na plataforma de comunicação e empoderamento dos pais surgem como itens no planejamento escolar 2019

O advento das tecnologias educacionais trouxe inovação para o processo de comunicação dos colégios com as famílias, criando plataformas pedagógicas que estimulam a interação e canais diretos para a troca de informações com os pais. Mas apesar de poder escolher entre uma infinidade de ferramentas, muitas escolas ainda encaram uma barreira quando o assunto em pauta é o engajamento do seu público.

Ao que tudo indica, o engajamento dos pais continua sendo um grande desafio para os colégios em 2019, muito pela rotina eletrizante imposta pelo modelo de sociedade, muito pelos próprios percalços vividos no âmbito da gestão de um colégio. Assunto sério para as escolas que sentem, na prática, o desempenho superior de aprendizagem em alunos cujos pais são mais participativos.

Pesquisa Varkey

Uma pesquisa realizada pela Fundação Varkey, instituição que trabalha pela educação de qualidade global e cuja sede está em Londres, entre outras constatações sobre qualidade de ensino, aponta números aquém no que se refere a engajamento dos pais da vida escolar de seus filhos. O documento contabiliza a opinião de 27 mil pais em 29 países durante o período de dezembro de 2017 a janeiro de 2018.

Só no Brasil, cerca de mil pais de crianças entre 4 a 18 anos de idade foram entrevistados e um dos resultados que mais chama a atenção é a terceira colocação no ranking quanto ao engajamento: 46% dos pais brasileiros sentem que não dedicam tempo suficiente para ajudar os filhos no processo de aprendizagem.

Em países como a Alemanha, Espanha e Rússia, por exemplo, apenas 20% dos pais apontam que poderiam se dedicar mais aos estudos dos filhos.
De modo geral, entre os motivos pelo não-engajamento, 52% dos pais no mundo dizem que não têm tempo para se dedicar à vida escolas dos filhos e 32% dizem que não ajudam porque há uma falha de informação do colégio sobre como eles poderiam ajudar.

Empoderamento do pai

Os números confirmam que os pais se sentem culpados pela rotina agitada que levam e que se cobram dessa participação. Por outro lado, há também a informação de que poderiam fazer mais caso fossem estimulados, uma missão e tanto para os colégios, que nem sempre conseguem criar um diálogo fluido com os pais.

Na opinião de Melanie Mangels Guerra, mestre em educação e diretora do curso de graduação em pedagogia da Faculdade Rudolf Steiner, o segredo está no empoderamento dos pais, ou seja, um diálogo aberto em que escola, pais e alunos tenham seus papéis e suas responsabilidades bem delineadas.

“Os problemas precisam ser resolvidos de forma madura. A partir do momento em que você mantém um diálogo de confiança e de forma mais aberta, mostrando, por exemplo, o que você está fazendo e trazendo o pai para compreender isso, você consegue ali um aliado. A escola e as famílias precisam se respeitar e compreender o que o outro está fazendo. A escola precisa contribuir empoderando o pai e o pai precisa contribuir com a escola, porque nós também aprendemos no processo educativo”, afirma Melanie.

No empoderamento dos pais e na busca por um diálogo de confiança, o maior beneficiado é o aluno, que não precisa se preocupar com questões burocráticas e nem tomar atitudes de adulto em casos de conflito. “Quando o pai e a escola estão se responsabilizando, o aluno ganha porque tem a liberdade para um caminho de formação. Ele pode se ocupar de brincar e está em harmonia para se desenvolver”, reforça Melanie.

Projeto engajamento

E no seu colégio, como tem sido trabalhado o diálogo? O nível de engajamento dos pais é satisfatório? Quais ações vocês pretendem tomar para inovar nesta aproximação com as famílias?

Pesquisas revelam que quanto mais participativos os pais, melhor o rendimento dos alunos. Aqui mesmo, no blog do IsCool App, engajamento é um tema constante. Nesta matéria, por exemplo, mostramos como estratégias simples têm garantido resultados importantes para alguns colégios.

Envolvida no sistema Waldorf de educação há mais de 15 anos, Melanie conta que o desafio é pensar como trabalhar com os pais no dia a dia e que, entre as melhores soluções, estão ações simples de colaboração, como momentos de conversa, palestras, ajuda na horta da escola ou na construção de brinquedos manuais, passeios de bicicleta e até acampamento de pais e alunos. “Os pais têm a sua responsabilidade e não simplesmente entregar seu filho na escola, ele vai ser parceiro. Assim, toda a comunidade ganha”, diz.

Comunicador como aliado

Com criatividade e um bom planejamento, é possível repensar os projetos de engajamento e estimular os pais de maneira mais atrativa, mas é importante lembrar que uma boa comunicação é a base dessas transformações. Começar a mudança pelo uso mais assertivo do comunicador pode ser uma boa ideia.

A maioria das escolas já conta com um aplicativo de comunicação escolar, mas muitas ainda sentem que os pais não respondem a ele da maneira desejada. Muitas vezes, porém, é preciso rever o plano de comunicação e entender o que pode ser melhorado.

Abaixo, listamos alguns exemplos de ações realizadas pelos colégios e que podem estar implicando em uma comunicação mobile menos efetiva:

  • Uso de mais de uma ferramenta de comunicação, como a agenda física ou o envio de conteúdo duplicado por e-mail;
  • Frequência de postagens e conteúdo baixa ou alta demais, gerando pouco interesse por parte dos pais;
  • Subutilização das ferramentas do app, que traz funcionalidades importantes como calendário, assinatura de documentos, boletins de notas e faltas, entre outros;
  • Conteúdos genéricos – uma vez que os pais se interessam por informações que dizem respeito ao seu filho;
  • Falta de unificação dos serviços, levando o pai a acessar o app e mais o portal ou outros links para conseguir.

A utilização do app escolar traz mais segurança para o processo de comunicação e evita os famosos problemas com grupos de chats gratuitos dos pais. Porém, ele se transforma em uma ferramenta ainda mais poderosa se o conteúdo disponibilizado aos pais for relevante e fluido.

Mais

Acompanhe outras dicas sobre engajamento e qualidade do conteúdo em outras matérias do Blog IsCool App clicando aqui.

5 vantagens de integrar o app de comunicação escolar ao software de gestão

A integração permite uma fusão entre os serviços mais importantes do seu ERP e as funcionalidades do app de comunicação; com a troca automatizada de informações, o colégio ganha, principalmente, em tempo e segurança da informação

Independente do tipo de negócio, a palavra de ordem é “automatizar”. Criar atalhos, otimizar processos e, ao final, obter um ganho de tempo para a equipe é certeza de lucro, por isso, a automatização está entre os objetivos perseguidos pelos gestores mais atentos.

No segmento educacional, que diariamente vê o surgimento de uma nova ferramenta de gestão ou uma nova tecnologia a ser absorvida pela equipe pedagógica, os gestores estão em busca de praticidade. E quando não é possível abrir mão de uma ferramenta em detrimento a outra, as integrações entre os softwares surgem como um diferencial para o colégio.

É o caso da integração entre os aplicativos de comunicação escolar e os softwares de gestão. Cada uma das ferramentas oferece diferentes funcionalidades, ambas essenciais para uma boa gestão e que, ao mesmo tempo, se completam e unificam os departamentos. Enquanto o app é a ponte entre a escola e o pai, o ERP organiza os principais dados administrativos e acadêmicos do colégio.

 

Praticidade para alimentar o sistema e maior segurança da informação

Tem dificuldade maior do que ficar alimentando dezenas de planilhas ou softwares com a mesma informação? Além de desestimular a equipe e dificultar o processo, os dados são expostos a erros graves e a segurança das informações fica em segundo plano.

A integração aproveita o melhor dos mundos já que ambas ferramentas, app e ERP, se complementam, organizando a entrada e saída de informações em um canal único, de maneira sincronizada. A boa notícia é que a integração é uma realidade e já surge como ação essencial para escolas.

Para saber mais sobre as vantagens obtidas pela integração entre app e software de gestão, o Blog do IsCoo App traz 5 bons motivos para tornar essa uma ação prioritária em sua gestão. Confira:

 

1) Cadastros sempre atualizados

Ao longo do ano, os cadastros sofrem inúmeras alterações, desde dados pessoais a mudanças de turma ou, ainda mais comum, adesão a aulas e disciplinas extras. Um e-mail desativado pode bloquear a fluidez de todo uma comunicação.

A atualização de dados de alunos, colaboradores e até grupos inteiros é feita uma única vez, direto no software de gestão, e replicado nos dados do aplicativo, mantendo sempre em dia informações importantes dos envolvidos e evitando retrabalho, esquecimento ou conferências desnecessárias.

 

2) Envio automático de boletos

Com a sincronização, é possível automatizar o envio de boletos financeiros. Uma ferramenta que facilita o trabalho do colaborador, permite ganhos de toda a equipe e ainda organiza as informações para o pai, que concentra sua atenção apenas no app e não precisa acessar outro portal.

 

3) Boletim sincronizado

A principal vantagem da integração entre app de comunicação escolar e seu ERP é a sincronização automática de dados e a atualização da informação de maneira única. Sendo assim, nada melhor do que oferecer aos pais, o boletim de notas e faltas e todas as ocorrências (como advertências) referentes ao aluno. O melhor é que a informação pode ser enviada aos usuários em tempo real ou em um dia e horário programado pelo colégio, de acordo com a freqüência desejada.

 

4) De olho na catraca

Outra importante vantagem com a integração dos softwares é o fato de ligar as informações de entrada e saída do aluno na catraca diretamente ao celular do pai. De maneira automática, e também em tempo real, o pai fica sabendo se o filho entrou ou saiu da escola assim que o mesmo passar pela catraca. Segurança para a família e para o colégio.

 

5) Direto da biblioteca

Assim como na notificação da catraca direto no celular do pai, em tempo real, a biblioteca ou qualquer outro serviço que utilize o software de gestão para registro de baixa pode ter suas informações replicadas no app de comunicação.

 

IsCool Sync

Seu app de comunicação já tem integração com sistemas ERP’s? O IsCool App foi um dos primeiros a oferecer a funcionalidade de sincronização de dados, chamado IsCool Sync, e que já está integrado a diversos softwares de gestão escolar.

“A ferramenta de comunicação escolhida pelo colégio precisa atender necessidades que vão além das suas próprias funcionalidades. Informações relevantes como troca de sala, envio de boletos para pagamento ou boletins são itens atualmente considerados como básicos, por isso a integração é tão importante. Além disso, o gestor sabe que otimizar o tempo da equipe é fundamental, por isso o IsCool Sync agrega muito valor à nossa plataforma”, afirma Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

Para criar o IsCool Sync, a equipe de desenvolvimento do aplicativo realizou uma série de pesquisas internas, análises, parcerias e até pesquisas de campo, para conhecer a fundo os ERP’s da educação. O resultado é uma ferramenta que se integra aos melhores bancos de dado do mundo, cujo processo de implantação é simples e rápido. “Qualquer dado que o colégio deseja informar aos pais pode ser extraído porque trata-se de um desenvolvimento exclusivo”, explica Rafael Cruz, gerente de desenvolvimento do IsCool App.

Parte do portfólio IsCool App há alguns meses, o Sync é um serviço oferecido pelo aplicativo, que inclui monitoramento e ajustes necessários em tempo real para que a integração aconteça de maneira fluida. Para saber mais informações sobre este serviço, clique aqui.

Por que tantas escolas têm eliminado as apostilas e aderido à Aprendizagem Baseada em Projetos?

Abordagem de metodologia ativa, o ensino por projetos tem conquistado cada vez mais adeptos entre escolas, pais e alunos por todo o país; saiba mais sobre os princípios da modalidade e como tem sido sua aplicação prática

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Aprender a aprender. Se tem uma bandeira defendida com força pela comunidade da educação no mundo todo, esta, com certeza, é a ressiginificação do ensino por meio de novas modalidades de aprendizagem, cujo topo da lista é mantido pelas chamadas metodologias ativas.

Com foco no aluno, as aprendizagens ativas são pauta constante aqui no IsCool App: já falamos de sala de aula invertida, da gamificação, do ensino maker, do aprendizado por meio de blogs e da importância das metodologias ativas em geral.

Cada escola, do seu jeito, tem se adaptado às metodologias ativas de acordo com seu ritmo, sua linha de trabalho e sua possibilidade de adaptação física, inclusive. Em comum, o que elas compartilham é a adoção da Aprendizagem baseada em Projetos, uma abordagem pedagógica que deixa as tradicionais apostilas em segundo plano e desafia alunos (e até pais) em uma participação mais proativa.

 

Como se configura a Aprendizagem Baseada em Projetos?

Também conhecido com PBL, do inglês Project Based Learning, a aprendizagem baseada em projetos é antiga, mas começou a se consolidar com esse nome na década de 90. Ela, por vezes, está atrelada a outra abordagem com as mesmas iniciais, a Aprendizagem Baseada em Problemas.

Em suma, ambas permitem que, ao invés de seguir um roteiro de fontes e exercícios prontos, o próprio aluno participe da escolha do tema ou desafio a ser trabalhado interdisciplinarmente, realize a pesquisa sobre o assunto (dentro e fora da classe) e consiga apontar resoluções por conta própria, com o auxílio do professor, que assume o papel de facilitador do processo.

A grande sacada é ver os alunos colocando os ensinamentos em prática, abordando variados temas de maneira criativa, como na construção de um robô, um filme, um game ou o que mais a imaginação e o colégio permitirem. Fica, também, a análise e reflexão em conjunta de tudo o que foi absorvido.

Para as escolas – respondendo à pergunta do título desta matéria – os ganhos se refletem no desenvolvimento de habilidades socioemocionais (previstos pela BNCC) e na formação integral do aluno. O colégio passa, ainda, a contar com alto nível engajamento de toda a comunidade escolar e adquire mais força para cumprimento de seus objetivos e valores.

 

O exemplo do Colégio MOPI

Há alguns anos, o Grupo Educacional MOPI, do Rio de Janeiro, conta um sistema de ensino próprio, permeado por abordagens como as da PBL em toda sua estrutura curricular. “A cada ano, levantamos um tema a ser trabalhado e cada segmento, desde o Ensino Infantil, constrói seu currículo a partir dele. Dentro desta metodologia, conseguimos ter um ensino mais dinâmico, observando e obedecendo as subjetividades de cada estudante, deixando-os voltados para a construção de soluções a partir dos conceitos que são trabalhados dentro e fora de sala de aula”, explica Luiz Rafael Silva, coordenador de Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Grupo.

A proposta da Aprendizagem Baseada em Projetos é uma das práticas que tem apresentado resultados consistentes para o MOPI e seus cerca de 1900 alunos. Eles ainda se utilizam de outras metodologias ativas, como a sala de aula invertida, o Storytelling e métodos de gamificação.

 

Adeus, apostilas

Uma das principais características da Aprendizagem Baseada em Projetos é a substituição de tradicionais apostilas por outros materiais como livros didáticos, laptops, celulares, impressoras 3D e até passeios e viagens pedagógicas em que os alunos possam investigar o conteúdo por meio de entrevistas e trabalho de campo. O interessante é que, dentro desse sistema, os próprios professores têm autonomia suficiente para propor seus materiais de apoio.

“Não usamos apostilas no MOPI. Não há intenção de um direcionamento pragmático de estudos balizado por matrizes que nem sempre dialoguem com a sociedade e com a atualidade. A ideia de um ensino em que o aluno possa vivenciar o que aprendeu está muito além das apostilas”, conta Silva sobre a experiência do colégio carioca e a preocupação de tornar o aluno protagonista de sua própria aprendizagem a partir de resoluções de casos que sejam de interesse deles.

Mas, apesar de não contar com as apostilas e de trazer o professor para o papel de facilitador ou mediador de conteúdo, as aulas expositivas ainda se mantêm na maior parte dos colégios que optam pela PBL. Efetivas, as aulas expositivas ajudam na introdução de conceitos básicos e promovem os diálogos, tão importantes para o conceito.

 

Resultados

Especialistas no assunto como o PHD Wlliam N. Bender (autor do livro “Aprendizagem Baseada em Projetos: Educação Diferenciada para o Século XXI“)  e a instituição Buck Institute For Education, ambos norte-americanos, destacam que, entre os benefícios da prática do PBL estão o desenvolvimento de habilidades importantes, como o espírito crítico, a autonomia dos alunos e a capacidade de trabalhar em equipe. Sem contar que as aulas se tornam mais ricas e os professores conseguem trabalhar melhor o aproveitamento da conectividade, como uso de celular e mídias sociais, sempre tão controversos.

Com a valorização das habilidades socioemocionais e a falta de uma matriz única e padronizada, os alunos são obrigados a deixar qualquer zona de conforto. “Nossos resultados refletem em êxitos quantitativos e qualitativos, não só em questões acadêmicas, mas também procedimentais de nossa escola. Nosso sucesso está em nosso produto final“, finaliza Silva, que ainda atrela o sistema de ensino aplicado no colégio a resultados como alta pontuação no Ideb do estado e no fato de contar com ex-alunos que se tornaram verdadeiros agentes modificadores em projetos de startups.

A importância do empoderamento de jovens

Conheça um exemplo de projeto que une colégio, pais e a psicologia na busca pela formação integral e apoio aos adolescentes

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De um lado, a pressão de uma sociedade cujo estilo de vida é pautado pelas mídias sociais. Do outro, mudanças fisiológicas hormonais difíceis de se interpretar ou controlar. O dia a dia dos adolescentes que vivem essa perigosa combinação de elementos não é nada fácil e o resultado, muitas vezes, contribui para as estatísticas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam alarmantes números de depressão entre jovens: no mundo todo, cerca de 20% deles sofrem com a doença, que já se tornou a principal causa de inaptidão na faixa etária de 10 a 19 anos. Aqui no Brasil, pesquisas da Associação Brasileira de Psicanálise mostram que 10% dos adolescentes brasileiros convivem com o problema.

Diante de tantas constatações, as escolas têm sentido a responsabilidade e se unido aos pais na busca por soluções para auxiliar os jovens a enfrentar as atribulações e se fortalecer rumo ao futuro. Os projetos, que até vão além das dependências do colégio, visam a formação integral dos adolescentes e contribuem com sua essência, valores e seu plano de vida.

 

Fortalecer raízes e crescer

Fundado em Salvador, no ano de 2013, o Projeto Arvorar Jovem, da Arvorar Desenvolvimento Humano é um dos exemplos de programa voltado para o desenvolvimento do adolescente e que tem obtido resultados significativos a todos os envolvidos direta e indiretamente. Não se trata de um curso extracurricular; longe das apostilas e da pressão por resultados, o projeto promove o fortalecimento das habilidades socioemocionais e a integração dos participantes à sociedade de maneira aprofundada.

Em encontros semanais, os jovens têm a oportunidade de deixar qualquer zona de isolamento, esquecer da virtualidade e simplesmente conversar. Nesses encontros, em que vez ou outra também estão envolvidos jogos e dinâmicas, os adolescentes se desenvolvem juntos de maneira livre e espontânea.

Em seus longos anos como psicoterapeuta, o criador do Arvorar Jovem, o psicólogo e educador Eduardo Santos, identificou que um dos maiores problemas enfrentados pelos adolescentes é o isolamento. Presos em suas casas pelo medo iminente da violência e a insegurança das grandes cidades ou pela pura falta de estímulo para encontros com outros jovens da mesma idade fora do ambiente escolar, os jovens não encontram outra alternativa senão a virtualidade. Daí a importância da socialização no projeto.

“O ser humano é um ser sociável. A gente se reconhece e se fortalece na relação com o outro. A falta da convivência fragiliza, tanto no nível mais pessoal, afetando a autoestima e abrindo espaço para a depressão, como no nível de relação interpessoal, que impede que se crie um ambiente em que seja possível exercitar suas habilidades e se desenvolver”, explica o psicólogo.

 

Convivência, reflexão e ação

Na prática, a mecânica do projeto se baseia em três elementos: a convivência, a reflexão e a ação. Cada um dos elementos, por sua vez, trata uma dimensão desse desenvolvimento: a dimensão do “eu” e do “nós”, a dimensão do mundo e a dimensão do “eu no mundo”, como explicamos a seguir:

– Convivência: dimensão do “eu” e do “nós”

No ambiente criado pela socialização, na oportunidade de encontro que o projeto oferece, são tratados os aspectos da dimensão do “eu” e do “nós”. “Quando falo do ‘eu’, falo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, entendimento da natureza humana, dimensão física, emocional e espiritual e discutimos como cada dimensão da nossa vida se integra. No ‘nós’, falamos de comunicação não violenta, de entender o outro e de aspectos sociais”, conta Santos.

– Reflexão: dimensão do mundo

Juntos, os jovens trocam experiências, conhecem outras realidades, trabalham em equipe e permitem se abrir para novas opiniões ou mesmo dar as suas próprias opiniões. Entra em ação, então, o aprendizado orgânico da segunda dimensão: o mundo.

“A dimensão do mundo tenta aproximar os jovens e ampliar a atenção dele para o mundo em que ele vive. Falamos da contemporaneidade, desafios que enfrentamos diariamente na sociedade, o individualismo, consumismo, problemas sociais, suicídio e temas ligados ao mundo deles, que eles mesmo trazem para a pauta”, diz o psicólogo

– Ação: dimensão do eu no mundo

Por fim, a dimensão do “eu no mundo” liga a reflexão com a ação prática. Nessa etapa, os jovens colocam a mão na massa e participam de projetos sociais cujos temas eles mesmos identificam e criam soluções, contribuindo de acordo com suas habilidades.

“Eles ajudam a resolver ou contribuem para o alívio do problema. Depois de realizar a ação, avaliam. Isso abre espaço para que cada um possa se expressar e desenvolver sua própria história”, finaliza Santos.

 

Resultados

Com turmas consolidadas desde 2016, o Projeto Arvorar Jovem conta com resultados concretos, como de jovens que ganham maior autonomia, superam a timidez e melhoram seu rendimento e comprometimento na escola. “Temos o caso da mãe de um adolescente autista, que nos agradeceu por ver seu filho se tornando protagonista em uma ação do colégio e até liderando o grupo. Foi uma vitória enorme, o jovem se tornando protagonista de sua própria historia”, conta Santos.

Outro aspecto positivo do projeto é criação do lazer coletivo, uma vez que eles mesmos se organizam em campeonatos de esportes, de games ou um simples passeio ao cinema e ao teatro.

O sucesso da gamificamação como estratégia de aprendizado

O advento dos chamados serious games tem garantido grandes resultados na alfabetização, ensino de matemática e inclusão com alunos de todas as idades e que apresentam diferentes necessidades; conheça mais sobre esse modelo de aprendizagem ativa e saiba como ela pode auxiliar seu colégio

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A máxima “aprender brincando” nunca fez tanto sentido como no cenário atual da educação. Em plena transformação, a sala de aula agregou não somente mais tecnologia, como também abriu espaço para diferentes dinâmicas de aprendizagem, entre elas, a gamificação, que se apoia em plataformas digitais para conquistar a atenção e engajamento do aluno.

Antes identificada por parte da população de outras gerações (nossos pais e avôs) como uma distração e uma atividade que poderia influenciar negativamente na formação, os games digitais agora fazem mais sentido do que nunca. Chamados de serious games, os jogos educativos estão revolucionando a absorção de conteúdo e não se restringem somente a matemática ou física, com eles, o aprendizado é multidisciplinar e pode ser aplicado em português, geografia, filosofia e qualquer outra matéria.

“O engajamento da gamificação cresceu no espaço empresarial, atrelado com o marketing de recompensa. A escola sempre trabalhou com gincana, que é um exercício gamificado, de mérito e estímulo. A partir do momento que começou a se falar sobre aprendizagens ativas e do professor como mobilizador, há maior demanda por refinar essas estratégias e buscar novos sentidos, portanto, a gamificação surge como ferramenta que ajuda a criar a motivação externa, ritmo de aula, a engajar o aluno por maior tempo possível naquele trabalho”, explica Érica Stamato, professora, psicopedagoga com MBA em Gestão Escolar pela USP e formadora de professores com 20 anos de experiência.

 

Embarcando no conceito de flow

Sabe quando a mãe insiste para o filho sair da frente da tevê e parar de jogar vídeo-game para poder comer, dormir e até brincar com outras atividades? É baseado justamente nesse poder de atrair a atenção e manter a concentração do jogador que a gamificação ganha espaço.

Essa absoluta imersão te mantém mais tempo envolvido com uma atividade prazerosa e torna o aprendizado de qualquer tipo de atividade mais orgânico e eficaz. Chamado de flow, esse estado emocional é defendido por Mihály Csíkszentmihályi, psicólogo húngaro e autor de importantes estudos da psicologia positiva.

Atividades físicas, culinária, jardinagem, meditação… são várias as maneiras de se atingir o estado de flow. No caso dos serious games utilizados na gamificação, há o aprendizado por trás do entretenimento, afinal, são jogos com propósitos educacionais.

 

A gamificação e suas inúmeras possibilidades

Existem diversas tecnologias, plataformas e formatos disponíveis no mercado e que auxiliam os colégios na inclusão da gamificação como metodologia educacional complementar. Tem gamificação por aula, por projeto, por semestre e com ação pontual ou para longo prazo. Aliás, o uso de serious games se enquadra como projeto de desenvolvimento de habilidades proposto pela BNCC, assim como outras metodologias ativas que já tratamos aqui no Blog, aqui e aqui.

No colégio Anglo Vinhedo, por exemplo, os alunos do Ensino Médio tiveram um itinerário formativo de design de games na matéria de geografia, cujo objetivo era entender a história dos jogos e passar pelo processo de produção de um game, desde a construção de um roteiro, criação de personagens até os conceitos de animação, design de som e efeitos sonoros.

“As aulas teóricas e práticas estimularam a criatividade, o pensamento lógico, a prática da língua inglesa, o letramento digital e uma absorção lúdica do conhecimento, utilizando os conceitos do ensino híbrido”, conta Idelli Nichele, coordenadora do Ensino Médio.

Nascida de pesquisa científica, a Educacross é uma plataforma criada pela Cross Reality e que oferece mais de dois mil jogos educacionais. Com ela, cada aluno recebe uma senha para acessar um conteúdo personalizado, definido pelo professor tendo como base as mais diferentes modalidades de games e objetivos. “Quando o aluno entra no espaço digital, ele vai ter as missões e roteiros, conforme passar de fase, ele terá acesso a ilhas em que ele encontra mais jogos e novidades”, enfatiza Érica Stamato, que está à frente do projeto.

 

Acompanhamento e mapeamento das habilidades

Conforme o aluno avança para novas fases e ganha crédito para transformar seu avatar e obter mais vantagens dentro dos jogos, ele aprende a ler e escrever ou a fazer contas, tudo isso, sem se dar conta. Quem percebe essa evolução na prática é o professor ou o coordenador, que acompanham a cada passo do aluno no game.

“O coordenador e o gestor conseguem ter, com a plataforma, uma visão macro ou micro da experiência do aluno. Dentro do jogo, nós temos seis tipos de análise, que recomendam automaticamente os jogos para cada aluno e ajudam a mapear análises. A plataforma é um guarda-chuva, um metajogo que vai enredar tudo o que a criança deve fazer e promover uma aprendizagem baseada em problema”, explica Érica.

 

Ressignificando o aprendizado

Entre os benefícios propostos pela gamificação, um dos mais interessantes é a ressiginificação do aprendizado. Nesse sentido, os serious games se configuram como uma poderosa ferramenta para o trabalho específico com alunos que apresentam dificuldade no aprendizado tradicional.

Se em aulas expositivas tradicionais é comum ter alunos com pensamentos vagos e pouco estimulados, os games chegam promovendo desafio, como é o caso de um aluno citado pela Educacross que, com 9 anos de idade, ainda não sabia ler ou escrever e se sentia desacreditado em sala de aula. Por não conseguir absorver o conteúdo, acaba se comportando com rebeldia.

“O aluno ficou quatro meses na plataforma. No começo, era bastante desobediente, mas quando começou a jogar e descobriu seu avatar, passou a ir bem. Traçava estratégias, queria compartilhar com as outras crianças. Como resultado, o estudante passou a ler, escrever e até fazer conta com fração”, conta Érica emocionada.

Professora, Érica sentiu na pele esse problema, ao descobrir que a filha sofria de dislexia. Agora, com a plataforma, ela levanta a bandeira do ensino com estímulo para casos como o da filha, de crianças com hiperatividade e até superdotados. “O aluno que citei como exemplo foi transferido para um ambiente novo, longe do lápis, do papel e de um cenário em que ele era tido como fracassado. A gamifcação ressignificou a escola para ele”, ressalta a professora.

 

Futuro

Os inúmeros benefícios para os alunos que têm contato com a gamificação também se refletem para o colégio, que passa a ter alunos mais felizes, envolvidos e que amam e cuidam da escola. Apesar da resistência de mudança e evolução de muitas escolas, a gamificação veio para ficar e pode ser uma poderosa arma em prol do bem-estar coletivo.

“As crianças são nativos digitais, uma geração em que o engajamento é muito mais necessário do que foi quando eu estudei. Com a inteligência artificial, a gamificação tende a ficar cada vez mais necessária e refinada. Ainda haverá um crescimento muito grande do tema e as escolas terão que acompanhar essa evolução”, finaliza Érica.

O que seu colégio deve saber para criar o planejamento de marketing 2019

Muito além de termos da moda e de campanhas publicitárias gigantescas, o plano de marketing que fará a diferença para sua escola em 2019 é baseado no bom uso de dados e na gestão voltada para detalhes

Marketing Escolar planejamento 2019

O ano está chegando ao fim e a rotina do gestor escolar se intensifica: é hora de toda a equipe se concentrar nos planejamentos de classes e turmas, calendário pedagógico, orçamento e, claro, no plano de marketing.

Importante ferramenta de gestão, o planejamento de marketing traça diretrizes que auxiliam o colégio a enfrentar qualquer crise garantindo a sustentabilidade e lucratividade do negócio.

Mas criar um plano de marketing real e executável nem sempre é uma tarefa fácil. São inúmeras frentes a serem pensadas e que ainda se multiplicam aos mais diversos canais de distribuição disponíveis. Sem contar a grande oferta de novas ferramentas, tecnologias e termos oferecidos pelo mercado.

Para organizar as ideias, o Blog do IsCool App destaca pontos essenciais a serem considerados em seu plano de marketing 2019. Quem nos ajuda é Maurício Berbel, autor do livro “Marketing Educacional – como manter e conquistar mais alunos” (2003), primeira publicação sobre o assunto no Brasil. Confira:

Afinal, o que caracteriza um bom plano de marketing escolar?

Basicamente, um bom plano de marketing é aquele que poderá ser executável e mensurado. Antes de pensar em ideias inovadoras, é preciso ter certeza de que poderá colocá-las em prática.

“Um bom plano de marketing parte de uma visão realista do ambiente, do momento competitivo, das expectativas das famílias e da capacidade da escola em atender, inovar, crescer e ser lucrativa. Não é uma leitura simples e nem mesmo um processo linear de ‘preencher uma série de formulários’. Trata-se de compreensão do contexto, das relações, das possibilidades”, resume Maurício Berbel, que também é sócio-fundador da Alabama Consultoria Educacional.

 

Comece reunindo os dados essenciais

Para iniciar o processo de planejamento, é preciso ter em mãos pesquisas de satisfação, grupos focais, perfil das famílias e, claro, conhecimento sobre os principais concorrentes. Itens que, ao longo do ano, seu colégio já providenciou.

Com mais de 20 anos de atuação como consultor em colégios de todo o Brasil, Berbel recomenda, também, medir o desempenho da gestão de maneira objetiva. “Assim, calculamos indicadores de fidelização e captação de alunos, medimos a eficiência da operação e estabelecemos metas realistas para cada métrica”, diz ele.

 

Qual deve ser a estrutura do meu plano de marketing?

Todas as informações recolhidas facilitam o levantamento de alternativas e ações práticas. Ao final, o colégio consegue formalizar um plano de marketing escolar real, caracterizado por ser um documento simples, prático e que resume a leitura de contexto na seguinte linha de raciocínio:

  • Diretrizes estratégicas;
  • Ações de promoção;
  • Aprimoramento nos serviços;
  • Pontos de controle.

 

As particularidades do marketing escolar

Funil de vendas, lead, jornada do cliente, call to action, longtail, palavras-chave… em meio a tantos novos termos, os tradicionais 4P’s do marketing acabaram sendo sufocados. Mas será que todas as tendências desse mercado em ebulição são aplicáveis ao marketing escolar? Como filtrar o que deve ser considerado para a sua realidade e o seu plano de marketing?

Falar em começar pelo básico pode parecer clichê e simplista, mas querer se apropriar das tantas ofertas de soluções, canais de comunicação, fornecedores e parceiros pode desviar o foco e tornar a gestão ainda mais difícil.

Termos da moda como os citados acima, por exemplo, fazem total sentido para o marketing digital e, principalmente, o segmento dos varejistas e e-commerces, que encaram um comportamento de compra e uma relação empresa-cliente muito diferente da realidade escolar.

A escola encontra seus clientes todos os dias do ano”, ressalta Berbel que, sobre as particularidades do marketing escolar, emenda: “Defendo o conceito de ‘coerência estratégica’. Quando o gestor estabelece uma estratégia com clareza e bem fundamentada ele é capaz de comunicá-la à equipe e isso ajuda muito na definição e implementação de ações e projetos”.

 

Marketing digital, não se esqueça dele

Mais barato, prático e seguro, o marketing digital já figura entre o chamado “básico” que citamos acima. Já falamos nessa matéria sobre como o colégio pode se apoderar de estratégias on-line para campanhas de matrícula e rematrícula.

Para 2019, a dica é intensificar ações digitais dentro dos canais que o colégio já possui e que são de baixo investimento, como as mídias sociais e os aplicativos de comunicação. Com uma equipe treinada, essas novas tarefas passam a ser orgânicas, tornando a comunicação um ponto forte da sua escola e fortalecendo a ideia de ter o receptor ao seu lado.

Sai na frente o colégio que insere em seu planejamento de marketing ações voltadas a manter um ritmo de produção de conteúdo, representando o cotidiano da escola e pelas mãos dos próprios colaboradores, sem contar, necessariamente, com uma equipe inteira de marketing, jornalistas, designers e fotógrafos.

 

INVISTA NESSES TRÊS ITENS

Economia em cheque, mudanças na legislação educacional, diminuição no poder aquisitivo e famílias com menos filhos são alguns dos motivos que revelam uma crise real para o setor de educação privado do Brasil. Apesar de as escolas viverem diferentes realidades e lidarem, cada uma de seu modo, com suas várias concorrências, não há uma receita de bolo.

Segundo Berbel, e mantendo a analogia, o importante é combinar ingredientes e variar nos temperos. “Mais que procurar por uma solução aqui ou ali, o gestor precisa desenvolver sua capacidade de interpretar seus desafios e combinar seus recursos para ser mais competitivo, entregando o básico com eficiência e criando seus diferenciais”, reforça.

E se a intenção é criar movimentação, garantir um marketing eficaz e livrar-se de qualquer crise, listamos algumas das apostas que podem fazer a diferença para seu colégio em 2019:

 

Gestão baseada em dados

Como uma onda de inovação, as edtechs têm se multiplicado e investido no lançamento de ferramentas voltadas para a obtenção de dados. Os gestores já sabem que um olhar mais analítico, baseado em métricas e algoritmos faz toda a diferença (como citamos nessa matéria), por isso, a grande aposta é em ferramentas que tragam números para análises consistentes.

Novas tecnologias de ensino

Também um assunto recorrente aqui no Blog do IsCool App, as novas tecnologias educacionais atingem um patamar alto no nível de prioridades do colégio em 2019. Metodologias ativas e inovação na maneira de ensinar serão o diferencial para quem busca driblar qualquer turbulência.

Integração e praticidade

Com tantas tecnologias à disposição, é importante que o colégio busque soluções para integrar as ferramentas e facilitar o dia a dia dos colaboradores, alunos e pais. Integrar o aplicativo de comunicação escolar ao sistema de gestão, por exemplo, não só confere praticidade como segurança à informação. Assim como oferecer a rematrícula por meio de assinatura digital imprime facilidade e uma imagem de inovação por parte da escola.

Sala de aula invertida na prática: o que é e como implantar

Criado há pouco mais de dez anos, o modelo de organização de sala de aula é mais uma das opções destacadas pelas metodologias ativas; escolas têm adaptado a tendência a seus próprios métodos na busca por resultados ainda mais eficazes

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Cadeiras enfileiradas, cadernos e livros como principal ferramenta de uso do aluno, salas de aula fechadas e totalmente emparedadas, protagonismo do professor… o modelo de ensino do século passado ainda é o mais utilizado em escolas do mundo todo porque também prova ser eficaz em muitos pontos. Entretanto, essa imagem de organização tem, aos poucos, se dissolvido mediante tantas transformações pelas quais a sociedade transcende.

Novas ferramentas, principalmente baseadas em tecnologias educacionais, dão espaço ao que chamamos de ensino híbrido, cuja intenção é oferecer diversas opções de aprendizado ao aluno. Uma das metodologias ativas inseridas nesse cenário, e que cada vez mais ganha a atenção de gestores escolares, é a Sala de Aula Invertida, que, de maneira resumida, traz o aluno como explorador do conteúdo e o professor com o papel (não menos importante) de mediador do aprendizado.

Unida a outras técnicas e metodologias, a Sala de Aula Invertida tem sido aproveitada com êxito por gestores educacionais Brasil afora. Mas nada de mudanças radicais ou de puro modismo, o segredo de quem aplica o conceito está na capacidade uni-lo às práticas já consagradas pela instituição, de maneira orgânica.

 

Mais que uma tendência, uma necessidade

A Sala da Aula Invertida surgiu nos Estados Unidos, entre os anos de 2006 e 2007, em grandes universidades americanas. Um dos precursores do chamado flipped classroom é o professor de química da Universidade do Colorado, Jonathan Bergmann, que, com base em pesquisas, defende o método de flipped learning como sendo o mais eficaz no aprendizado em qualquer idade.

Mais eficaz ou não, na prática, a verdade é que o método tem características diferenciadas. “A chamada sala de aula invertida é, dentro outros, um dos modelos de organização do ensino híbrido, que pressupõe que haja várias maneiras de aprender, em vários lugares e que alterna momentos em que o aluno estuda sozinho – normalmente em ambientes digitais – e em grupo – quando está em sala de aula com o professor e com os colegas”, explica Márcia Rosiello Zenker, educadora, psicóloga clínica e educacional e consultora associada da Humus Consultoria Educacional.

A Sala de Aula Invertida envolve as TDICs – Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação, por isso ganha a atenção da comunidade escolar. “É uma tendência e uma necessidade as escolas usarem, cada vez mais, metodologias ativas. A sala de aula invertida é apenas um modelo que serve a essa metodologia. Hoje, com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), em que se propõe o desenvolvimento do protagonismo do estudante e a inserção das TDICs, mais do que nunca são importantes e bem-vindas todas as formas de organização do conhecimento. E a sala de aula invertida é uma delas”, afirma Márcia.

 

O exemplo do Colégio Emilie de Villeneuve

No Colégio Emilie de Villeneuve, que utiliza o IsCool App como plataforma de gestão de comunicação, o conceito da Sala de Aula Invertida faz parte da estratégia de ensino de forma orgânica, pois está inserido em todos os espaços de aprendizagem da instituição. “Todos os espaços de aula, como laboratórios de ciências, informática, línguas, cozinha experimental , entre outros, são utilizados de forma a permitir ao aluno a construção ativa de seu conhecimento e não apenas reproduzir sequências didáticas”, conta Marizilda Escudeiro de Oliveira, Coordenadora Pedagógico-Educacional do Ensino Médio e da EJA – Educação de Jovens e Adultos do colégio localizado na capital paulista.

Comprometido com o aprendizado hibrido e com a difusão do que há de mais atual em tecnologias educacionais, o Colégio Emilie de Villeneuve se pauta nos bons resultados obtidos com a unificação de metologias no espaço maker, uma sala de aula para aprendizagem criativa, que contou com investimento em mobiliário próprio para se adaptar de acordo com a necessidade de cada grupo. “Esta sala vai além da aula invertida. Os alunos desenvolvem projetos no plano digital e os tornam reais com a ajuda de sensores, impressora 3D, cortadora a lazer. Desta forma constroem conceitos, desenvolvem habilidades transitando entre uma ideia, um projeto e a sua execução. Os ganhos com a utilização desta sala estão relacionados à aplicação direta nas questões do cotidiano”, ressalta a coordenadora.

 

Uma questão de adaptação

O fato é que as escolas têm adaptado as metodologias ativas à sua realidade e aos seus fundamentos. Em matéria recente, citamos o exemplo do Colégio Teresiano, do Rio de Janeiro, que utiliza diversas ferramentas, entre elas o blog, para promover o empoderamento digital. O próprio colégio, que também aposta no IsCool App para comunicar e integrar as famílias sobre as atividades desenvolvidas em classe, cita que reservou um andar inteiro para a criação de salas de aulas interativas, em que o aluno pode mesclar o uso de computador, tablet, celular, impressoras 3D e livros simultaneamente.

Espaços híbridos, aliás, também já foram tema para um dos textos mais lidos deste blog, a matéria sobre arquitetura escolar. Com especialistas no assunto, o texto fala da importância da quebra de paradigmas no design das salas de aula contemporâneas e cita exemplos de como essas adaptações podem ser aplicadas em cada colégio, alinhando demandas e orçamento.

 

As vantagens da sala de aula invertida na prática

Especialista em história da educação brasileira, Márcia Rosiello Zenker elenca os principais ganhos refletidos pela sala de aula invertida, de acordo com declarações colhidas por ela de professores e alunos. Confira:

  • Maior interatividade, tanto entre os alunos como entre alunos e professor;
    Aumento no nível de colaboração entre os alunos e estímulo ao compartilhamento do conhecimento por parte deles;
  • Crescimento da motivação e interesse dos alunos em aprender;
  • Ampliação do interesse pelo conhecimento para além dos muros da escola, chegando, muitas vezes, aos familiares;
  • Apropriação, pelos alunos, da construção do conhecimento;
  • Facilitação de identificação das dificuldades dos alunos pelo professor, possibilitando que ele redirecione o estudante para novas atividades.

Guia de boas práticas do app escolar: como dominar a ferramenta e conquistar o engajamento do público

Explorar mais de cada funcionalidade e personalizar o conteúdo são alguns dos pontos-chave para potencializar ao máximo o meio de comunicação mais eficaz do colégio

Boas Praticas_app escolar_IsCool App

Imagine que você é um pintor e está diante de uma tela em branco na qual deve criar a melhor propaganda de você mesmo. Mais: essa tela deve se tornar cobiçada e bastante valiosa, sendo objeto de grande admiração por parte do público.

Assim, como a tela em branco, é o aplicativo de comunicação do seu colégio. O que você vai pintar diariamente sobre a sua escola? Quais as cores que irão chamar a atenção do público? Que tipo de linguagem vai trazer mais identificação por parte das pessoas e quantos cenários diferentes poderão ser retratados?

Não, não é difícil, caso esteja pensando. Com o aplicativo de comunicação, escolas têm reforçado sua marca e criado uma nova (e simples) maneira de engajar as famílias. Afinal, você tem uma ferramenta pronta para trabalhar em prol da missão da instituição, basta alimentá-la.

Pensando nisso, e tendo como base alguns exemplos dos colégios que melhor têm se engajado utilizando o IsCool App, preparamos um guia com dicas simples para gestores escolares e administradores da ferramenta. Você vai conquistar de vez a atenção dos pais e fazer com que eles não resistam em conferir e interagir com seu conteúdo diariamente. Confira:

 

Frequência das postagens

O feed de notícias é uma espécie de mural da escola e funciona como uma timeline de outras mídias sociais. Aliás, ele é a primeira tela que o pai vê quando abre o IsCool App. Aqui, cada escola define a frequência das postagens, mediante a importância do conteúdo, mas o ideal é que se faça pelo menos entre duas a cinco postagens por semana com assuntos gerais, de interesse de todo o público escolar.

Já quando o assunto é o comunicado, a freqüência varia de acordo com as etapas e a mecânica do uso do app na escola. Por exemplo, há colégios que optam por deixar que o professor atualize os comunicados, enviando fotos dos filhos nas atividades do dia a dia. De qualquer forma, este é o meio para comunicar assuntos mais específicos e segmentados, como por exemplo, enviar boletim somente para responsável pedagógico ou boleto bancário somente para o responsável financeiro.

A regra é, em qualquer das situações, pelo feed ou via comunicado direto, a frequência deve manter uma constância, mas sem exageros. O usuário tende a perder o interesse quando é bombardeado de informações que não dizem respeito ao seu filho ou que não tenham o objetivo claro de informar.

 

Publicação de fotos

Já falamos nesta matéria sobre questões jurídicas que envolvem o uso de imagens dos alunos em publicações da escola e sabemos que ela deve ser autorizada de maneira consciente no contrato de matrícula.

De qualquer forma, as fotos compõem um conteúdo de qualidade e que chama a atenção. Vale, é claro, o bom senso na exposição das crianças e na escolha do material divulgado. O colégio deve padronizar o tipo, qualidade e tamanho das imagens, evitando a poluição visual e gerando empatia.

 

Conteúdo engajador

Além do uso das fotos, imagens e vídeos, é preciso evitar textos muito densos, tanto no feed de notícias, quanto em comunicados. A dica é criar conteúdos que despertem a curiosidade e o interesse do pai da maneira mais personalizada possível.

Avisos gerais, campanhas, registro de atividades importantes desenvolvidas por alguma turma, matérias sobre a escola no jornal da cidade são assuntos para o feed de notícias, que reforça a marca junto à comunidade escolar. Assuntos específicos sobre comportamento do aluno, por exemplo, e atividades desenvolvidas em sala, podem ser enviadas pelos comunicados.

Sai na frente a equipe que administra o aplicativo com base em um cronograma de ações e um planejamento de conteúdo pré-estabelecido. Mais dicas para criar um conteúdo engajador, você acompanha nesta matéria.

 

Dados atualizados

O sucesso do app se inicia com o uso de banco de dados atualizado. Vale insistir, por exemplo, que os cadastros dos alunos e as informações dos pais estejam sempre atualizados na secretaria do colégio. Tanto e-mail quanto telefone dos pais devem ser de uso pessoal e não profissional, para que não se corra o risco de mudanças nos dados no meio do caminho.

 

Habilitar a interação do usuário

Os colégios que permitem que os pais respondam aos comunicados e disponibilizam canais de comunicação diretos têm obtido melhor resultado em engajamento. O pai se sente ainda mais parte da educação dos filhos e fica aliviado de saber que o colégio dá atenção para suas solicitações.

E se o aplicativo puder ser utilizado pelo aluno do Ensino Médio, há ainda mais chances de conquistar a atenção. Há casos de colégios que criam grupos de alunos para a troca de dicas e materiais de estudo diretamente com professores e que têm alta aprovação do público.

 

Personalizar o aplicativo

Além de inserir o logo no ícone do aplicativo, é importante reforçar a identidade da marca nas cores e na aparência da ferramenta. É interessante, também, brincar com cores e temas variados e mostrar que o app está em constante atualização. Por exemplo, você pode deixar o logo e o perfil rosa no mês de conscientização contra o câncer de mama, ou brincar com as cores de Natal no mês de dezembro.

Outra maneira de personalizar o aplicativo de comunicação é estabelecer padrões de linguagem, como já falamos nesta matéria com 4 dicas para construir um melhor diálogo via app escolar.

 

Conheça melhor o seu público com análises do próprio aplicativo

O dashboard é uma excelente ferramenta para conhecer mais sobre os hábitos do seu público e identificar, por exemplo, os melhores horários para postagens ou o tipo de conteúdo que mais lhes agrada. Outra importante funcionalidade que auxilia nessa análise de público são as enquetes, nem sempre exploradas pelos colégios.

 

Explore calendário e outras ferramentas

Interagir com o calendário, inserindo atividades e datas importantes do ano escolar é essencial para trazer as famílias para perto e mostrar que o app é mais do que recados. Até porque, com o calendário integrado, o conteúdo pode ser compartilhado com o calendário pessoal no celular do pai.

Além do calendário, outras ferramentas estão disponíveis para o colégio e podem auxiliar no engajamento dos pais, como os serviços úteis (que disponibiliza links de sites com conteúdo, produtos e serviços), as autorizações e a própria agenda, que pode ser configurada como diário de classe em qualquer etapa.

 

Implantando a cultura do aplicativo escolar

Por último, deixamos o item mais importante: a campanha de divulgação do app antes da implantação e a abolição da agenda física. O usuário precisa ser avisado sobre a novidade e preparado para a mudança na cultura que o colégio está propondo.

Centralizar a comunicação no aplicativo, excluindo a agenda física, foi uma ação fundamental para os colégios que hoje têm adesão e engajamento total dos pais. Bem como campanhas de lançamento do app e reforço da importância da ferramenta durante as reuniões de pais.

Conselho de classe do futuro: sua escola está preparada?

Conheça a ferramenta que alia algoritmos, análise comportamental e ciência de dados para propor uma avaliação de aluno muito além do boletim de notas e faltas

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Que tipo de aluno você foi durante sua vida escolar? Era daqueles com as melhores notas nas provas e que sempre ganhava estrelinhas, ou vivia levando bronca dos pais porque o professor havia reclamado de seu mau comportamento e sua nota vermelha em matemática? Se não se enxerga em nenhum desses cenários, então provavelmente era como a grande maioria dos estudantes, cujos pequenos grandes feitos diários geralmente passavam despercebidos pelo corpo docente.

Por mais que estejamos vivendo uma constante evolução e que iniciativas como a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) estejam projetando mudanças na direção de uma educação integral, com destaque para o desenvolvimento socioemocional, não é raro se deparar com escolas que ainda classificam seus alunos dentro dos três patamares citados acima.

Foi pensando no desafio de desconstruir o tradicional modelo de avaliação de alunos e de trabalhar da melhor maneira os talentos de uma criança que nasceu o Skola, um software que traz informações cognitivas e comportamentais da criança em forma de gráficos, proporcionando a coordenadores pedagógicos uma análise mais profunda e facilitada.

 

Um olhar qualitativo do aluno

Voltado para todo o ensino básico, o software funciona como um assistente do coordenador. Nele, o professor registra ações do dia a dia de um aluno, como por exemplo, se ele se mostrou criativo na resolução de um problema, se ele foi solidário a um amigo ou se deixou de fazer alguma atividade. Por meio de um dashboard colorido, os coordenadores podem enxergar tudo o que foi apontado e, junto com os pais, criar soluções para um desenvolvimento positivo do aluno.

“A gente entende que matemática é muito importante, que adquirir conhecimento é essencial, mas estamos propondo que os colégios olhem esses alunos com empatia, que os conheçam melhor e os ajudem a desenvolver habilidades socioemocionais”, afirma Henrique Souza, um dos sócios da startup e que decidiu abraçar a causa justamente por não poder ter contado com uma ferramenta como essa quando seus filhos eram estudantes.

“Minha filha não é de exatas, e, no colégio, me diziam que ela precisava estudar mais matemática, mas ela tinha até um professor particular. Hoje, a Luiza é designer e mora em Amsterdã, está bem empregada, feliz. Ou seja, ela ficou 15 anos no colégio e eles não foram capazes de me dizer que ela era muito criativa. Se você não é um pai atento, não consegue ajudar o seu filho a encontrar o caminho”, conta Souza, que acredita no poder da escola em influenciar o futuro do aluno.

 

Um novo conceito em conselho de classe

O futuro é agora para as escolas que apostam nessa tecnologia e na ideia de que as competências socioemocionais devem ser estimuladas e avaliadas. Antes mesmo das reuniões de conselho, os professores e coordenadores são alertados por um robô assistente, para o fato de que um determinado aluno não tenha recebido uma avaliação há alguns dias. Ele interliga os dados de todos os professores de diferentes matérias e sinaliza quando um aluno tem menos avaliações, convidando o professor a indicar alguma ação.

No conselho de classe, ou mesmo na reunião de pais, os professores e coordenadores podem abrir o painel e discutir os pontos juntos, de maneira transparente e aprofundada.

O painel dificulta, por exemplo, a criação de rótulos. Em conselhos de classe, hoje, corre-se o risco de o professor acabar trazendo para a discussão temas somente da memória recente, excluindo todo um histórico de convivência e desenvolvimento da criança. “A informação tem sempre dois lados. O aluno mentiu? Na cabeça dele não, então, precisamos entender porque ele não trouxe a verdade. Assim é o novo boletim, que vai com as notas, as observações positivas e, ainda, um relatório das habilidades, expondo o aluno de forma integral”, explica Souza.

 

Integração e praticidade

A avaliação socioemocional lançada pelo colégio é mais uma ferramenta que pode ser integrada ao aplicativo de comunicação. Bastante difundida como meio de comunicação escolar e que contém funcionalidades de apoio ao diário de classe, o IsCool App já é uma das principais ferramentas do professor e do coordenador em sala de aula e tornará o a adoção da avaliação das habilidades mais prática e rápida.

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Mais

Educação socioemocional é um tema cada vez mais constante e que já foi pauta aqui no Blog do IsCool App, como uma das fortes tendências do cenário educacional atual. Acesse a matéria completa aqui.