Educação Inclusiva: considere já na sua escola

Segundo pesquisa do Instituto Alana, 1 em cada 10 brasileiros tem alguma deficiência. 86% dos entrevistados concordam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência.

Garantir que cada indivíduo tenha oportunidades iguais de educação continua sendo um desafio em todo o mundo. No Brasil, não é diferente: aproximadamente 1 em cada 10 brasileiros tem alguma deficiência e, entre as crianças de 0 a 14 anos com deficiência, 26% estão fora da escola.

Esses são os dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Instituto Alana com o objetivo de conhecer as percepções da população brasileira em relação à educação inclusiva, concepção que entende que todos os alunos – com ou sem deficiência – podem aprender juntos.

Foram realizadas 2.074 entrevistas com homens e mulheres acima de 16 anos, distribuídos em 130 cidades. “Não há como retornar ao modelo em que pessoas com deficiência ocupavam espaços e escolas separadas. A população compreende que, na escola comum, a diversidade é uma grande oportunidade para todos aprenderem mais”, afirma Raquel Franzim, coordenadora da área de educação do Instituto Alana. 

Foram apresentadas frases sobre educação inclusiva para os entrevistados responderem se concordam ou discordam de cada uma delas, com o intuito de verificar suas opiniões frente ao tema. Os resultados foram divulgados em outubro de 2019.

Confira alguns dos principais resultados da pesquisa:

  • 86% concordam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência;
  • 76% concordam que crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência;
  • 68% discordam que a criança com deficiência atrasa o aprendizado das crianças sem deficiência quando estudam juntas;
  • 87% concordam que pais de crianças com deficiência têm medo de que seus filhos sofram preconceito na escola;
  • 71% concordam que professores têm interesse em ensinar crianças com deficiência;
  • 60% discordam que a escola pode escolher se aceita matricular uma criança com deficiência.

A pesquisa concluiu ainda que entrevistados que convivem com pessoas com deficiência têm a atitude mais favorável em relação à inclusão.

Considerando o potencial da educação inclusiva na sua escola? Talvez você já esteja trabalhando com sala de aula inclusiva e procurando estratégias eficazes.

Continue a leitura deste artigo sobre educação inclusiva para saber mais sobre o tema e como pesquisas estão comprovando que ela promove benefícios para todos.

Afinal, o que é educação inclusiva?

Educação inclusiva é quando todos os alunos, independentemente de quaisquer desafios que possam ter, frequentam a mesma escola e assistem às mesmas aulas apropriadas à idade, para receber instruções, intervenções e apoios de alta qualidade que lhes permitam alcançar o sucesso na escola.

A escola e a sala de aula operam com a premissa de que os alunos com deficiência são tão competentes quanto os alunos sem deficiência. A educação inclusiva de sucesso ocorre principalmente através da aceitação, compreensão e atendimento das diferenças e diversidade dos alunos.

Vale lembrar que a Agenda Global da Educação 2030 da Unesco enfatiza a inclusão e a equidade como base para uma educação de qualidade. A educação inclusiva está ganhando força porque existem muitas evidências baseadas em pesquisas sobre os benefícios.

Muitos estudos nas últimas décadas descobriram que os alunos com deficiência têm maior desempenho e habilidades aprimoradas por meio da educação inclusiva, e seus colegas também se beneficiam. Confira:

  • Para estudantes com deficiência, isso inclui ganhos acadêmicos em alfabetização (leitura e escrita), matemática e estudos sociais – tanto em notas quanto em testes padronizados – melhores habilidades de comunicação, melhores habilidades sociais e mais amizades;
  • Seus colegas sem deficiência também mostram atitudes mais positivas nessas mesmas áreas quando em salas de aula inclusivas. Eles obtêm maiores ganhos acadêmicos em leitura e matemática.
  • Pesquisas mostram que a presença de alunos com deficiência oferece novos tipos de oportunidades de aprendizado para os demais. Uma delas é quando eles servem como monitores. Ao aprender como ajudar outro aluno, seu próprio desempenho melhora.
  • Outra é que, à medida que os professores levam mais em consideração seus diversos alunos com deficiência, eles fornecem instruções em uma ampla variedade de modalidades de aprendizado (visual, auditiva e cinestésica), o que também beneficia seus alunos regulares.

De fato, em muitos casos, os alunos regulares relatam pouca ou nenhuma consciência de que existem alunos com deficiência em suas aulas. Quando estão cientes, demonstram mais aceitação e tolerância pelo aluno com deficiência quando todos experimentam juntos uma educação inclusiva.

Tecnologias inclusivas

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual e menos de 1% possui carteira assinada. O principal motivo disso é: evasão escolar. O desafio é que as escolas ofereçam a esses alunos meios para que se sintam motivados a continuarem os estudos e a tecnologia pode ser muito útil nesses casos.

É o caso do Orcam MyEye, da empresa Mais Autonomia, que é um dispositivo acoplado à haste do óculos que auxilia na leitura de textos. De acordo com o sócio-diretor da empresa, Doron Sadka, é um dispositivo com tecnologia israelense que permite ao deficiente visual ouvir o que está escrito em qualquer superfície. O aparelho está na lista das 100 maiores tecnologias de 2019, publicada pela Revista Times.

“Os pais dos alunos que utilizam a tecnologia nos relatam que suas notas subiram 50% em média após o uso. Além disso, a auto-estima deles melhora muito, pois eles se sentem mais participativos”, relata Sadka. Entre outras funções, o aparelho tem a de reconhecimento facial, o que auxilia o aluno a reconhecer os professores e seus colegas de classe.

Para o próximo ano, a empresa pretende lançar uma bengala com sistema de GPS embutido, permitindo a locomoção de pessoas com deficiência visual com mais segurança. A Mais Autonomia esteve presente como expositora no Grande Encontro da Educação realizado pela Revista Educação, ao lado do IsCool App. Saiba mais sobre esse evento:

IsCool App e School Picture marcam presença no GEE 2019

O futuro é realmente muito promissor para essa abordagem. Há evidências crescentes de que a educação inclusiva e as salas de aula são capazes de atender não apenas aos requisitos dos alunos com deficiência, mas também de beneficiar os alunos de educação regular.

Vimos que, com a exposição, pais e professores se tornam mais positivos. O treinamento e o apoio permitem que os professores de educação regular implementem educação inclusiva com facilidade e sucesso. Tudo ao redor é um ganha-ganha!

Tendências do Futuro: o ensino de habilidades de vida

Nesse artigo escrito pela equipe da plataforma de educação Idapt, em parceria com o IsCool App, você saberá como o ensino de habilidades de vida estará presente nas escolas nos próximos anos

Se você fosse apostar em uma tendência que vai ditar os próximos anos na Educação brasileira, o que você diria? Tecnologia, Inteligência Artificial, Gamificação? Nós acreditamos fortemente que todos os 3 terão um grande espaço nos próximos anos. Porém, se fôssemos apostar em uma, seria no ensino de habilidades de vida nas escolas.

E isso se dá por um motivo muito especial: a aprovação da BNCC. Os dois últimos anos foram de grande impacto para a Educação Básica no Brasil, através da formalização de diretrizes e dos aprendizados essenciais que todo estudante tem direito, através da implementação da Base Nacional Comum Curricular.

O Governo, através da BNCC, entendeu que sempre existiu uma grande desigualdade entre o que as crianças e jovens aprendiam, dependendo de cada região do Brasil. Por isso, fez um esforço conjunto para balizar o Ensino e garantir o direito de aprender de todo aluno brasileiro.

BNCC dita competências de ensino, que de acordo com ela são “definidas como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”. E isso é que chamamos de habilidades de vida.

Mas como o ensino dessas habilidades estará presente nas escolas nos próximos anos? É o que você verá neste artigo.

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Mundo hiperconectado e superinformado

O ensino de habilidades de vida será essencial para as escolas que querem prosperar nos próximos anos. Em um mundo cada vez mais conectado, acelerado e com uma quantidade assustadoramente grande de informações e dados, o aluno que souber lidar com essas quantidades de informações sairá em vantagem.

Além disso, quando a quantidade virtualmente inacabável de informação está na ponta dos dedos, é natural o surgimento de sentimentos de ansiedade, sobrecarga e insegurança. Afinal, como você pode ficar tranquilo e focar nas coisas importantes da sua vida quando todas as informações do mundo estão chegando no seu celular?

É fundamental que as escolas, nos próximos anos, ajudem e ensinem o aluno a reconhecer e lidar com essa quantidade absurdamente grande de informações e, o mais importante de tudo, saiba transformar isso em conhecimento que pode ser utilizado nos desafios da vida.

O poder das redes sociais

Os jovens de hoje vivem em um mundo onde a internet e as redes sociais são as forças que comandam a sociedade. Alguns anos atrás, moda, opinião, política, consumo e até estilo de vida eram influenciados por dois grandes canais de mídia: o cinema e a televisão.

Hoje, no entanto, a influência é feita por uma legião de influenciadores e pessoas comuns, que curtem, comentam, compartilham a sua opinião, gravam vídeos e mandam mensagens. Tudo em uma velocidade ultrarrápida e a todo momento.

Isso muda completamente a forma como os jovens enxergam o mundo. Para eles, a influência é um direito seu. Ele pode influenciar, assim como pode ser influenciado por inúmeras pessoas da sua escolha.

Aqui está o problema: a tendência do mundo hoje faz com que as pessoas somente compartilhem coisas boas e evitem falar das outras partes da vida.

Um jovem que é influenciado por esses estilos de vida que focam na diversão, no prazer e no consumo, passa a acreditar que esse é o padrão que deve ser alcançado. Isso faz com que ele acredite que momentos não tão positivos, mas ainda sim extremamente comuns e naturais na vida, como tristeza, tédio e frustração devam ser evitados e que são um verdadeiro fracasso pessoal.

A escola nos próximos anos precisará atuar fortemente em habilidades que ajudem o aluno a lidar com essa pressão constante exercida pelas redes sociais, como inteligência emocional, autoconhecimento e capacidade de lidar com expectativas.

O mundo exige constante transformação

É fato que, por muito tempo, a vida era vista como um check-list de tarefas. Uma pessoa deveria estudar, fazer uma faculdade, conseguir um estágio, casar e procurar um emprego para o resto da vida. Hoje não é mais assim.

Os jovens do futuro precisarão se reinventar muitas vezes ao longo da vida e o castelo de realizações precisará ser montado e remontado constantemente. Pesquisas mostram que um profissional da Geração Z mudará de emprego não 2, mas em média 15 vezes enquanto estiver no mercado.

Inclusive, já fizemos um artigo anteriormente sobre o Futuro do trabalho: o que as escolas precisam saber. Saiba mais!

Hoje, o mundo está repleto de profissões que não existiam há 10 anos e, cada vez mais, surgem novas profissões e novos caminhos. A segurança e a previsibilidade não serão alcançadas com o emprego da vida toda, mas com a capacidade de lidar e se adaptar a cada nova mudança.

Nesse cenário, o papel da escola, e da família, será formar os jovens para serem eternos alunos, não mais do tipo que esperam a informação do professor, mas dos que buscam e aprendem por conta própria, sempre que precisarem. A escola nos próximos anos precisará ensinar ao jovem não mais conceitos fixos, mas o próprio conceito de aprendizagem.

Desenvolvimento de Inteligências Múltiplas nos alunos

Os colégios que inserem o ensino de habilidades de vida e o uso da tecnologia dentro das suas bases pedagógicas são os que mais conseguem desenvolver as Inteligências Múltiplas nos seus alunos.

Os jovens possuem contato com novos estímulos, e por isso, compartilham mais experiências entre si e se tornam mais habilidosos em se adaptar a diferentes cenários. Essa mudança na rotina geral estabelecida contribui para um aumento na inteligência interpessoal e empatia dos alunos. Duas habilidades fundamentais ao longo da vida e que devem ser valorizadas dentro e fora da escola.

Para uma escola desenvolver Inteligências Múltiplas, é necessário um esforço em conjunto. De um lado, entender a importância delas na vida dos alunos, trazendo atividades e tecnologias que trabalhem isso. Do outro, observando o interesse deles e buscando maneiras de passar o conhecimento e despertar valores de uma forma divertida e prazerosa.

Para isso, a escola pode usar e abusar de plataformas como a Idapt. Idapt é primeira plataforma de conhecimento de vida para jovens do Brasil. Com cursos descolados e divertidos, eles unem o ensino de habilidades de vida com a diversão de um jogo repleto de experiência e aventura. 

Na Idapt, os alunos aprendem desde Economia, Educação Financeira e Autoconhecimento até Criatividade, Empreendedorismo e Liderança, assuntos alinhados com a BNCC e que desenvolvem o jovem e o preparam para a vida e para o mundo moderno.

Conclusão

Como vimos, os desafios de hoje não são acessar informação ou ter um emprego para a vida toda. O jovem de hoje precisa aprender a lidar com o excesso de estímulos, a escolher as melhores alternativas no meio de tantas opções e a construir uma vida realmente feliz e com propósito, tudo isso em um mundo onde tudo muda a cada segundo.

O papel da escola, nesse cenário, é criar um novo modelo de educação, adaptado ao mundo real, que ensine o jovem a questionar e refletir, em vez de absorver e aceitar informação. E isso é feito através do ensino de habilidades de vida.

Diante de todas essas demandas completamente novas e diferentes, o ensino dessas habilidades transforma a escola em um ambiente acolhedor, focado na vida real e que não baseia a educação somente em bagagens teóricas, mas em vivências e experiências.

Quer saber mais sobre o ensino focado na realidade e quais serão as tendências para a Educação nos próximos anos? Baixe o e-book “Como será a Escola do Futuro: 4 Tendências da Educação nos próximos anos”.

Babylândia e Atuação destaca os canais de atendimento aos pais do IsCool App

Colégio bilíngue de Niterói- RJ consegue atingir uma comunicação mais direta com os pais através do atendimento do aplicativo, desafogando o telefone da escola

Os canais de atendimento de múltiplos setores do IsCool App oferece inúmeras vantagens para os pais, uma vez que eles podem contatar diretamente setores ou funcionários do colégio através do aplicativo. Não é a toa que esse recurso é um dos mais utilizados pelos pais da escola bilíngue Babylândia e Atuação, em Niterói- RJ.

Segundo o diretor Rodrigo Mendes Sampaio, com a alta adesão desses canais, a escola conseguiu desafogar bastante o telefone, uma vez que os pais podem se comunicar com a escola através do app. “A gente acredita que esse é o caminho: o da tecnologia e da modernização”, diz ele.

Para Rodrigo, o IsCool App foi muito vantajoso para a escola desde a sua implantação em 2018. “Desde então, conseguimos atingir uma comunicação com os pais de forma mais rápida e direta do que anteriormente, quando enviávamos circulares de papel na agenda”, ressalta.

Cada canal de atendimento pode ser administrado por um ou mais usuários. A escola decide se a comunicação será feita por telefone, e-mail ou chat. Os canais de atendimento do aplicativo direcionam o usuário para diferentes departamentos, tais como:

  • Secretaria;
  • Financeiro;
  • Coordenação pedagógica;
  • Direção;
  • Cantina;
  • Biblioteca.

De acordo com Tálita Barão, gerente de produto e novos negócios, o app permite que a comunicação da escola fique mais pulverizada e direcionada para os demais setores da escola. “O que não acontece no caso da agenda física, na qual a comunicação fica a cargo somente do professor”, explica.

A Babylândia e Atuação é a primeira escola bilíngue de Niterói – RJ, conveniada à Universidade de Cambridge, que atende alunos desde as primeiras semanas de vida, do Berçário ao Ensino Médio.

Das circulares de papel para o celular

O diretor da escola relata que antes do aplicativo, as circulares de papel eram enviadas aos pais através da agenda do aluno que só veriam à noite, retornando as informações solicitadas somente no outro dia. “Quando a gente envia uma autorização de passeio pelo aplicativo, o pai recebe no celular e na hora já tem a informação e já pode dar o aceite”, exemplifica.

A escola tem usado bastante a galeria de fotos, recurso que viabiliza a criação de álbuns de fotos dos alunos em diferentes situações, seja do cotididano escolar ou durante os eventos e passeios pedagógicos. A galeria de fotos é a ferramenta ideal para engajar mais os pais e valorizar o trabalho pedagógico do colégio.

Saiba mais: Galeria de fotos e seu poder de engajamento dos pais.

Além disso, a escola pode proporcionar aos pais um dos momentos mais felizes do dia: acompanhar o dia a dia dos filhos e poder compartilhar as fotos com os demais membros da família.

Outro recurso muito utilizado, segundo o diretor, é a aba de enquetes.“A gente usa muito a aba de enquetes pra saber a opinião dos pais, assim conseguimos fazer com que a comunidade escolar particpe bastante”, afirma Rodrigo. Os resultados aparecem em formato de gráficos e relatórios, facilitando a análise para a escola. Essa função auxilia na tomada de decisões importantes, como viagens, passeios, atividades pedagógicas e atendimento ao cliente.

O aplicativo IsCool App tem ainda diversas funções, basta dar uma olhada no site www.iscoolapp.com.br.

No YouTube

Confira a entrevista completa do diretor da escola bilíngue Babylândia e Atuação, Rodrigo Mendes Sampaio e a estrutura do colégio no canal do IsCool App, no YouTube.

Sobre a Babylândia e Atuação

A escola foi fundada em 05 de Janeiro de 1993, iniciando o ano letivo com apenas 15 crianças, de 6 meses até 3 anos de idade. No final do 1º ano letivo, a quantidade de alunos mais que dobrou e o número de funcionários também. Em 1996, tornaram-se a única escola de Niterói bilíngue reconhecida pela Secretaria de Educação. Hoje, a escola conta com cerca de 800 alunos e 200 funcionários. Possui área construída de mais de 10 mil m² e atende as turmas do 1º período da Educação Infantil até a 3ª Série do Ensino Médio.

IsCool App faz parceria com escola participante do Criança Esperança

Aplicativo de comunicação escolar foi implantado gratuitamente em escola aprovada pelo projeto Criança Esperança, da Rede Globo em parceria com a Unesco

A Escola Vocacional Masrour, em Manaus (AM), possui tradição de mais de 20 anos no exercício da cidadania. Tanto que seu projeto “Empoderar é preciso”, foi aprovado em 2016 no Criança Esperança, um projeto da Rede Globo em parceria com a UNESCO. Por meio da Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (ADCAM), a escola atende crianças e adolescentes carentes da região amazônica.

Atualmente, a escola também é parceira do aplicativo IsCool App, oferecendo aos pais dos alunos a comodidade de acompanhar a rotina escolar dos filhos na palma da mão, através da tela do celular.

De acordo com o diretor executivo da instituição, Payman Agahnejad, o IsCool App tem ajudado a estabelecer um relacionamento com os pais, inclusive por meio do canal de atendimento que permite que eles entrem em contato com qualquer área de seu interesse para obtenção de orientações, esclarecimentos de dúvidas, entre outros.

“O aplicativo está sendo utilizado por toda a equipe da Escola Vocacional Masrour, tendo como finalidade promover a comunicação junto aos pais, seja por meio de comunicados, mensagens diretas, diários e/ou autorizações para atividades e eventos específicos realizados pela instituição”, explica.

Segundo ele, 92% dos pais de alunos utilizam o aplicativo atualmente.“Os recursos disponíveis são de fácil acesso, o que possibilita uma melhor comunicação com os pais”. Para Agahnejad, o IsCool App é uma ferramenta inovadora, que veio agregar valor para a escola, “se tornando inclusive um dos nossos diferenciais, uma vez que todas as comunicações com os pais passaram a ser via aplicativo”, completa ele.

A gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, conta que a parceria de responsabilidade social foi pensada a fim de beneficiar a escola Masrour e mostrar o apoio e reconhecimento de ações em prol dos alunos.

“A empresa demonstra o apoio a diversas iniciativas que estão alinhadas com os valores que praticamos no IsCool App. Mais além, tenho uma ligação pessoal com a Escola Vocacional Masrour, onde passei quase um ano trabalhando como voluntária quando era jovem. A escola contribuiu para minha formação pessoal e essa é uma maneira de retribuir a essa instituição”, finaliza.

De um desejo à transformação de vidas

Em 2019, a Escola Vocacional Masrour completa 26 anos de existência. Hoje a instituição conta com cerca de 800 alunos e é referência em educação e pioneira na construção de um currículo de Educação Moral, desde o maternal (2 anos de idade) ao Ensino Médio.

A escola está situada na Zona Leste de Manaus, capital do Amazonas, e possui sítio próprio com espaço amplo e arborizado. Inaugurada em 1993, a escola recebeu este nome em homenagem ao Sr. Kamrouz Masrour, admirador das artes, que deixou testamentado um desejo após sua morte: que sua herança fosse aplicada para educação de crianças carentes.

Assim, nasceu a Escola Vocacional Masrour que hoje é administrada pela ADCAM e que tem como um dos objetivos contribuir com o desenvolvimento educativo, social e moral das crianças e adolescentes atendidos.

A ADCAM é uma organização não governamental sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 1985, através do Orfanato Lar Linda Tanure, criado para atender crianças abandonadas. Esse foi o primeiro passo em direção a uma série de ações que visavam contribuir para o desenvolvimento da população amazônica.

Com o tempo coube a ADCAM a alfabetização destas crianças e a inserção das mesmas em um ambiente escolar, o que deu inicio à Escola Vocacional Masrour.

“A Escola Vocacional Masrour possui um Sítio Escola, sendo a única da Zona Leste de Manaus, criada com o objetivo de proporcionar a comunidade escolar uma realidade inovadora, gerando aos alunos: amor, conhecimento e responsabilidade”, conta o diretor executivo, Payman Agahnejad.

Empoderamento social

Em 2016, a ADCAM foi aprovada no Criança Esperança, um projeto da Rede Globo em parceria com a UNESCO, com o Projeto Empoderar é Preciso!

O projeto foi desenvolvido com 150 crianças e adolescentes entre 11 a 15 anos e suas respectivas famílias, através de ações socioeducativas capazes de empoderar os mesmos para o seu próprio desenvolvimento e da sua comunidade.

Oficinas de qualificação profissional foram promovidas, tendo em vista a situação de vulnerabilidade social da comunidade na qual as famílias das crianças e adolescentes participantes estão inseridas.

A iniciativa da ADCAM, através do Núcleo de Desenvolvimento Familiar, ofereceu atividades para a construção da autonomia e do protagonismo dos alunos, visando a superação de suas dificuldades e o fortalecimento dos vínculos familiares.

Vale lembrar que no Amazonas, a ADCAM foi a única instituição a ter um projeto aprovado no Criança Esperança em 2016.

Além disso, a Escola Vocacional Masrour também possui atividades de Empoderamento Espiritual destinada aos alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

“É uma estratégia pensada para cumprir com sua missão de transformar os nossos alunos em agentes de transformação social”, revela o diretor.

O Programa tem como objetivo auxiliar a juventude a desenvolver suas qualidades espirituais, virtudes, capacidades intelectuais e sua capacidade para o serviço à sociedade, no momento em que saem da infância para ingressar na adolescência.

Os participantes se envolvem em atividades que incluem expressões artísticas, discussões, teatro, jogos cooperativos, estudo de peças literárias, contação de histórias e atos de serviço comunitário.

São encorajados a desenvolver um forte senso de propósito por meio de um processo de empoderamento e transformação individual e social que os leva a contribuir para o avanço da sociedade. Além disso, são estimulados a buscar alternativas de lazer saudável, gerando laços de amizade.

Muito do sucesso desse projeto se deve ao idealismo de alguns educadores Bahá’is que ajudaram a erguer a escola com o objetivo principal de desenvolver em cada pessoa sua capacidade de pensar e de amar, no contexto de servir à humanidade.

Para aqueles que ainda não conhecem, a Fé Bahá’i é uma comunidade de pessoas de todas as nações, raças, posições sócio econômicas e de diferentes origens religiosas que se dedicam exclusivamente à paz mundial. É uma religião mundial independente, sem clero, revelada na Pérsia, em meados do século XIX.

Independentemente da religião, os alunos e professores da Escola Vocacional Mansur dão uma aula de cidadania e respeito ao ser humano. Que venham mais exemplos como esse!

Seminário debate a educação na primeira infância

Evento realizado na capital paulista contou com especialistas, entre eles, o escritor Pedro Bandeira, a psicóloga Rosely Sayão e o cartunista Maurício de Sousa.

O que acontece na primeira infância é importante para toda a vida. Por essa razão, cerca de 650 pessoas participaram do Seminário de Educação Infantil 2019 promovido pelo jornal Metro, dia 19 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

Educadores e pais deixaram cedo suas casas num sábado para conhecerem mais sobre os anos de descoberta de crianças entre 0 e 6 anos de idade.

“Foi inspirador ver tantas pessoas querendo fazer diferença na formação das nossas crianças”, afirma Ivana Moreira, colunista do Jornal Metro e responsável pela curadoria de conteúdo do Seminário.

Para ela, investir na educação infantil é fundamental para o desenvolvimento do país.

“Foi maravilhoso ver centenas de educadores e pais que concordam com isso”, relata. E completa: “Sem o apoio de parceiros que também acreditam na educação, como a School Picture, não teria sido possível”.

A School Picture participou do evento como expositora, levando seu portfólio de marcas: Conquista Formatura, IsCool App e Ciranda de Livro. Próximo ao estande, os participantes do evento puderam posar para fotos-lembranças, registradas pelas lentes da empresa que possui mais de 30 anos de experiência em recordação escolar.

Palestrantes

Entre os especialistas em educação infantil que palestraram, o escritor de livros infanto-juvenis, Pedro Bandeira arrancou risos da platéia com seu jeito divertido de contar histórias. De acordo com o autor de livros como “Alice no país da mentira” e “O fantástico mistério de Feiurinha”, a literatura destina-se a falar com a emoção do leitor. Ele apresentou a palestra “Literatura na primeira infância”.

“Através da literatura, a criança pode amadurecer emocionalmente”, diz o premiado escritor.

Pedro Bandeira ainda citou a importância de estimular a criança desde o ventre da mãe, citando os estudos do psiquiatra canadense Thomas Verny que relatam o aprendizado dos bebês a partir do terceiro mês de gestação ainda no ventre materno.

“Os pais devem falar bastante com o bebê para que a criança adquira desde cedo mais vocábulos”, explica. 

A psicóloga Rosely Sayão abordou a questão sobre a parceria entre família e escola. “A quem deve beneficiar essa parceria? De ambas as partes, costuma ser bem vista?”, questiona. De acordo com Sayão, nem sempre é fácil para os pais atenderem as demandas das escolas e vice-versa. Porém, a especialista ressaltou a importância dessa parceria família e escola em prol do desenvolvimento dos pequenos.

Já o cartunista e escritor Maurício de Sousa apresentou a palestra “Construindo valores com a Turma da Mônica”. O “pai” dos personagens Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e tantos outros destacou a série criada para o Youtube, “Mônica Toy”, sem falas, que pode ser assistida por qualquer criança, em qualquer lugar do mundo.

Sem dúvidas, a Turma da Mônica têm contribuído para a educação infantil como recurso pedagógico nas salas de aula, em escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A palestra de Maurício de Sousa encerrou o último painel do evento, cujo tema era “Filhos melhores para o mundo”.

Ao todo, 16 especialistas abordaram a educação infantil através dos temas da educação inclusiva, aprendizagem criativa, disciplina positiva, entre outros temas. O primeiro painel tratou o tema “Uma nova escola para novas crianças, o segundo falou sobre o novo olhar, novas atitudes e o terceiro sobre as novas disciplinas para a primeira infância.

Entre uma pausa e outra para o coffee-break, os visitantes conheceram as demais soluções escolares da School Solutions, como o aplicativo de comunicação escolar, o IsCool App que fornece diversas facilidades, entre elas, a possibilidade de integração do sistema de gestão escolar ao aplicativo, além de matrícula e rematrícula por assinatura digital com validade jurídica.

Primeira infância

A primeira infância é um período de crescimento notável, com o desenvolvimento do cérebro no auge. Durante esse estágio, as crianças são altamente influenciadas pelo ambiente e pelas pessoas que as cercam.

Os cuidados e a educação na primeira infância são mais do que a preparação para a escola primária. Ele visa o desenvolvimento holístico das necessidades sociais, emocionais, cognitivas e físicas de uma criança, a fim de construir uma base sólida e ampla para a aprendizagem e o bem-estar ao longo da vida.

Dessa maneira, investir na educação primária é um dos melhores investimentos que um país pode fazer para promover o desenvolvimento humano, a igualdade de gênero e a coesão social, além de reduzir os custos de programas corretivos posteriores. Para crianças desfavorecidas, esse investimento desempenha um papel importante na compensação das desvantagens da família e no combate às desigualdades educacionais.

A Unesco, através da agenda da Educação 2030, pretende garantir que todas as meninas e meninos tenham acesso ao desenvolvimento na primeira infância, com cuidados e educação pré-escolar de qualidade, para que possam estar prontos para o ensino primário.

Eventos com a proposta do Seminário de Educação Infantil contribuem para o debate sobre a primeira infância e a necessidade de se dar uma maior atenção a essa importante fase da vida, tanto por parte das autoridades governamentais, como por parte dos educadores e sociedade em geral.

Confira os melhores momentos do Seminário de Educação Infantil 2019

Professores conectados: mais tempo para o ensino e aprendizagem

Uso da tecnologia permite ao docente liberar carga horária gasta com tarefas operacionais, entre elas o preenchimento de agendas

Segundo uma pesquisa recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os professores brasileiros utilizam 12% da carga horária para administrar tarefas operacionais, como corrigir exercícios e provas, calcular notas, preencher agendas, entre outras.

Esse trabalho operacional da profissão, apesar de necessário, acaba por diminuir o tempo no qual o professor poderia utilizar com tarefas mais produtivas, como atividades de ensino e aprendizagem. A rotina de preencher agendas, por exemplo, deveria ser reservada para fatos excepcionais na opinião da psicóloga Rosely Sayão.

“Os professores passam boa parte do seu dia tratando de preencher agendas. Acaba sendo um trabalho burocrático”, lembra Sayão durante sua palestra no Seminário de Educação Infantil 2019, evento que ocorreu dia 19 de outubro, em São Paulo, com organização do Jornal Metro, curadoria da jornalista Ivana Moreira e apoio da School Picture.

Saiba mais: Seminário debate a educação na primeira infância.

Tecnologia a favor do professor

De fato, as tarefas operacionais podem comprometer um tempo precioso do professor que poderia ser investido em melhorar a qualidade das aulas. Vale lembrar que o docente ainda gasta outros 20% da carga horária para manter a disciplina em sala de aula, restando 67% do tempo para as atividades pedagógicas.

Porém, nos últimos anos, tem crescido o número de ferramentas tecnológicas que auxiliam o professor a gerir melhor o seu tempo em sala de aula. É o caso do aplicativo de comunicação que pode substituir parcialmente ou na sua totalidade o uso da agenda de papel.

O IsCool App, por exemplo, além de facilitar a comunicação entre a escola e os pais através do celular, permite a redução do uso do papel, contribuindo para a diminuição de gastos da escola e para a preservação do meio ambiente. Uma das escolas que já percebem esses benefícios é o colégio Everest, de Brasília – DF, que utiliza o IsCool App.

A professora Cristiane Mendes, que dá aulas para a turma do 3º ano do Ensino Fundamental do colégio Everest, utiliza o aplicativo para se comunicar com as famílias, passando os deveres e recados pontuais.

“O aplicativo tem me ajudado na gestão do tempo sim, porque respondo prontamente e as famílias recebem um retorno imediato”, explica Cristiane. 

A praticidade de enviar mensagens pelo aplicativo garante que o docente possa distribuir melhor o seu tempo com outras atividades pedagógicas, garantindo assim maior produtividade. Além disso, o professor pode dar mais atenção aos seus alunos em sala de aula com esse tempo que ganhou. 

A professora Mylena da Silva, que também dá aulas no colégio Everest de Brasília – DF, concorda que a incorporação de tecnologias à sala de aula favorece bastante o trabalho do professor diante de algumas atividades de seu ofício.

“O uso do aplicativo agiliza o processo de envio de notificações e afazeres diários, e, consequentemente, aumenta a qualidade do trabalho educativo”, afirma Mylena que dá aulas de alfabetização para a turma do Kinder 5 (educação infantil bilíngue). 

Mylena explica que utiliza o app para transmitir informações que são dadas em sala de aula a respeito de deveres de casa, dicas de leitura e recados em geral da rotina.

Ela acredita que o uso da cultura digital transforma o dia-a-dia do professor, “pois o docente passa a adquirir mais tempo para dedicar-se à outras demandas do processo de aprendizagem de seus alunos, tais como planejamento, estudo, pesquisa, entre outros”, completa.

Vale lembrar que, a tecnologia pode beneficiar não apenas os afazeres do professor como, principalmente, a prática pedagógica, pois incorpora novas estratégias para alcançar o sucesso da geração de nativos digitais que há nas salas de aula.

 “Meus alunos são da Educação Infantil, contudo já sabem da funcionalidade e importância do aplicativo para seus estudos”, finaliza a professora.

O colégio Everest de Brasília – DF é uma escola bilíngue e católica da Rede Semper Altius, presente em dezenas de países. Também faz parte da rede mundial do ICIF (Centro Internacional de Formação Integral), uma organização católica internacional que desenvolve e mantém modelos pedagógicos de excelência.

Facilidades do aplicativo de comunicação

Colégios que tornaram suas tarefas menos manuais com a ajuda dos recursos tecnológicos indicam que, em alguns casos, tiveram uma economia de até 60% de tempo dos professores e auxiliares de classe.

Um percentual considerável não somente para os colégios, como também para os colaboradores, que conseguem desenvolver de maneira mais fluida suas tarefas diárias e novos projetos dentro de sala.

O IsCool App oferece diversas funcionalidades e serviços adicionais. Entre eles, a integração do aplicativo com o sistema de gestão escolar: o IsCool Sync.

Através desse sistema, o professor pode lançar notas e faltas no sistema de gestão escolar. Essa informação será retransmitida para o aplicativo, no qual os pais podem visualizar por meio do celular. Dessa forma, a rotina escolar do aluno pode ser acompanhada bem de perto, na palma da sua mão, literalmente.

Outras opções incluem o canal de atendimento que pode ser aberto entre pais e professores, sempre que houver necessidade. Também é possível agendar reuniões com os pais através do aplicativo, receber aceites para atividades pedagógicas que envolvam autorizações, além de promover enquetes com os pais sobre determinados assuntos.

O app permite que a comunicação da escola fique mais pulverizada e direcionada para os demais setores da escola, o que não acontece no caso da agenda física, na qual a comunicação fica a cargo somente do professor. Além disso, os comunicados e postagens podem ser agendados pelo aplicativo, o que permite que o docente se organize e se programe.

Outro fator que faz com que o professor ganhe tempo é a maneira como divulga as atividades pedagógicas, que podem ser compartilhadas imediatamente através da galeria de fotos.

E o mais importante: o IsCool App garante a segurança da informação, já que o conteúdo de cada aluno é direcionado apenas para o responsável pedagógico ou legal da criança, dependendo do conteúdo.

Futuro do trabalho: o que as escolas precisam saber

Mudanças sobre as perspectivas de trabalho e carreira geram incertezas sobre o que a economia futura exigirá dos profissionais

Afinal, como será o profissional do futuro? De maneira geral, essa pergunta gera ansiedade nos pais e educadores. Se por um lado, o pai tem dúvidas se o filho terá uma carreira bem sucedida, as escolas também se questionam se estão em sincronia com o futuro do mercado de trabalho para atender os anseios desse pai.

Para amplificar essa questão, surgem a cada dia novas tecnologias que transformam o mundo muito rapidamente. Ninguém sabe ao certo quais habilidades serão necessárias para garantir uma posição no mercado de trabalho ao completar os estudos nos próximos anos.

Alguns especialistas chegam a prever que, em 2030, de 400 a 800 milhões de pessoas em todo o mundo terão que deixar o seu local de origem em busca de novos empregos. Nesse sentido, a capacidade de se adaptar e adquirir novas habilidades se tornará uma necessidade para a sobrevivência.

E de quais habilidades estamos falando? De acordo com a VP de RH da IBM América Latina, Luciana Camargo, elas incluem:

  • Mentalidade de crescimento;
  • Aspiração de aprendizado contínuo;
  • Resiliência;
  • Conforto com mudanças e incertezas.

De maneira geral, as escolas estão se esforçando para preparar os jovens para a vida após os estudos, oferecendo aos alunos, por exemplo, as linguagens de computador. Mas a tecnologia se expande tão rapidamente que é difícil acompanhar.

“Estamos cada vez mais conectados: internet móvel, inteligência artificial e tecnologia vão impactar as profissões, os mercados e a sociedade”, cita Luciana Camargo.

Para ela, existe uma mudança fundamental para a empregabilidade no futuro: hoje, o estudo é voltado para um trabalho específico, enquanto que no futuro, a aprendizagem será ao longo da vida.

“Os profissionais terão que aprender a desaprender. Uma pessoa terá muitas carreiras diferentes em sua vida devido ao cenário de trabalho que muda rapidamente”, antecipa.

Todos esperam que a automação e outros avanços tecnológicos eliminem alguns empregos e criem outros. De qualquer forma, as habilidades humanas continuarão a ser o combustível da economia global.

“Entre as habilidades em alta, estarão a criatividade, o pensamento crítico e resolução de problemas, a inteligência emocional e a comunicação”, revela Luciana.

Ela apresentou a palestra “O trabalho em tempos de inovação – O que as escolas precisam saber o que educar hoje para os profissionais de amanhã”, durante o Encontro PEA Unesco, realizado em setembro de 2019, na cidade de Ouro Preto-MG.

Luciana Camargo durante a palestra “O trabalho em tempos de inovação”, no Encontro PEA Unesco 2019, em Ouro Preto (MG)

Note que as habilidades supracitadas estão em conformidade com as 10 competências da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que passam a vigorar a partir de 2020. Inclusive, já fizemos um Especial sobre a BNCC aqui no blog. Vale a pena ler e reler:

A educação e as ideias sobre carreiras mudarão

De acordo com o professor de Ciências da Computação da PUC-RS, Rafael Prikladinicki, a questão do avanço tecnológico sempre nos acompanhou. “A grande diferença está na aceleração e na velocidade que as coisas acontecem”, diz ele para o Programa Entrevista, do Canal Futura.

Rafael, que também é diretor do Tecnopuc – parque tecnológico e científico da PUC-RS, explica que, se antigamente fazíamos uma reflexão sobre o que aconteceria em 50 anos; nos dias de hoje, a gente faz reflexão sobre o que vai acontecer nos próximos 5 anos.

“Hoje, as gerações têm que se acostumar com uma dinâmica de aprender, desaprender, reaprender e constantemente se adaptar à realidade. Os ciclos que são cada vez mais curtos”, comenta.

Segundo o professor, o mundo está evoluindo numa velocidade muito rápida pela capacidade que nós temos como profissionais e organizações, de inovar e encurtar esses ciclos.

“A gente vive num mundo cada vez mais multidisciplinar. No futuro, não estaremos mais falando em formar pessoas em Medicina ou Engenharia. As instituições de ensino precisam se adaptar a essa realidade hoje. As escolas já estão buscando essa transformação”, alerta Rafael.

Existem estudos que indicam que não teremos no futuro empregos como conhecemos hoje. A necessidade de inovar e empreender surge desse entendimento.

“É preciso refletir sobre como nós gostaríamos de estar e de ser daqui a alguns anos, porque muito vai depender da nossa própria iniciativa”, lembra o professor.

Se não pode com a tecnologia, junte-se a ela

De acordo com a escritora, consultora e palestrante Martha Gabriel, para o profissional do futuro se manter relevante precisa fazer aquilo que é melhor que as máquinas.

Martha, que atua nas áreas de marketing digital, inovação e educação, diz que é preciso ter a mentalidade digital, empoderar-se de tecnologia.

“Estudo do Fórum Econômico Mundial indica que até 2060 os robôs farão tudo o que o ser humano consegue. O segredo é caminhar junto com eles para se manter no mercado de trabalho do futuro”, diz ela em sua palestra durante a Expo Fórum Digitalks 2019.

Não só a tecnologia será a responsável por criar novos empregos e encerrar outros, mas também outros pontos causarão mudanças no mercado de trabalho. Pelo menos é o que diz um estudo canadense do Instituto Brookfield, da Ryerson University, em Toronto.

De acordo com a pesquisa, há pelo menos 31 tendências que podem impactar a contratação até 2030, fazendo com que certas habilidades cresçam sua importância, enquanto que outras diminuam. Por exemplo, a criatividade não será mais relegada ao mundo das artes, mas será item obrigatório para resolver problemas rapidamente.

As demais tendências vão desde as mudanças climáticas, passando pelo envelhecimento da população até chegar as contratendências, como a “desintoxicação digital”, ou seja, a proliferação de produtos e serviços que ajudam as pessoas a gerenciar a desvantagem do nosso mundo hiperconectado.

O IsCool App é um aplicativo que conecta pais e a escola através do uso da tecnologia, mas a sua proposta vai muito ao encontro da “desintoxicação digital”, uma vez que permite que as postagens sejam agendadas, liberando o tempo do professor.

Além disso, o app oferece a opção de não permitir respostas em todas as mensagens ou que apenas o autor do comunicado visualize as respostas, evitando assim uma hiperconexão entre as partes envolvidas, devido a assuntos que poderiam ser resolvidos pontualmente.

Já a questão do aprendizado ao longo da vida, para as escolas, parece ser uma notícia animadora, pois significa que poderão ter uma faixa etária mais ampla entre os estudantes. Também, as oportunidades podem continuar aumentando no campo já crescente de plataformas de aprendizado sob demanda.

Design Thinking: o que é e como aplicar na escola

Método para solucionar questões complexas vem sendo utilizado pelas escolas como forma de promover o ensino criativo e colaborativo

Um novo método de aprendizagem está sendo cada vez mais utilizado pelas escolas brasileiras: Design Thinking. Apesar no nome pomposo, o Design Thinking (DT) é mais simples do que se imagina. Basicamente, trata-se de uma metodologia para incentivar que os indivíduos construam soluções em grupo, desenvolvendo valores como empatia e colaboração.

No caso da educação, o DT traz inúmeras vantagens. Os alunos se sentem naturalmente mais engajados, uma vez que se tornam protagonistas na busca de soluções para os problemas. Também se tornam mais encorajados a propor novas ideias, já que a metodologia favorece a experimentação baseada no princípio que errar é natural e faz parte do processo.

Uma das escolas que adotam o DT é a Aubrick, de São Paulo, que utiliza a nova abordagem desde 2018. De acordo com a coordenadora geral Teca Antunes, as aulas de DT são voltadas para os alunos do Ensino Fundamental II.

“Acreditamos que seja uma ferramenta fundamental para que sejam capazes de enfrentar diversos desafios e atuar de forma criativa e cooperativa”, diz ela.

Nas unidades de Ensino Fundamental II, os alunos têm uma aula semanal na qual identificam desafios e problemas, buscando soluções criativas e viáveis.

“Para isso, passam pelo processo que envolve empatia, ideação, prototipagem, teste, iteração e compartilhamento”, explica Teca. Mais à frente, vamos entender sobre esses conceitos e como eles se integram no processo.

A Aubrick Escola Bilíngue Multicultural, que já utiliza o IsCool App como ferramenta de comunicação com os pais, possui 4 unidades na capital paulista. A instituição oferece a formação de crianças desde a educação infantil, sendo a primeira escola brasileira em São Paulo a obter a certificação Cambridge International School, uma das mais reconhecidas do mundo.

Como funciona o Design Thinking

Valores do Design Thinking

“Existem conceitos por trás do Design Thinking que são chamados valores. O primeiro deles é a empatia. É preciso se colocar no lugar do outro para resolver o problema de alguém. Outro valor é a colaboração. A gente quer colaborar com o outro, é do ser humano”, explica Ricardo Ruffo, co-fundador da Echos, Escola de Design Thinking.

Outro valor é a experimentação. Experimenta-se para ver se determinada solução tem chance de dar certo. Por isso, o erro é a maior fonte de aprendizagem no processo. A partir da experimentação se tem a possibilidade de errar, aprimorar ou começar de novo.

“O DT promove a construção de relações baseadas na empatia, incita a colaboração e a co-criação entre os jovens e permite que resolvam problemas por meio da experimentação”, explica Teca Antunes, do colégio Aubrick.

Etapas do Design Thinking

O processo do DT é formado por sete etapas, a saber:

  1. Entendimento;
  2. Observação;
  3. Ponto de vista;
  4. Ideação;
  5. Prototipagem;
  6. Teste;
  7. Iteração.

De acordo com o coordenador de educação da Echos, Reinaldo Campos, o DT é uma abordagem que vem sendo usada para resolver problemas complexos de forma inovadora e centrado nas pessoas.

“Começa sempre com um entendimento, um desafio que a gente pode resolver. Depois, perceber como o outro resolveria o problema”, comenta.

A partir da Ideação, o projeto começa a ganhar forma, pois nessa fase os alunos começam a propor soluções. Daí, a melhor experiência (Prototipagem) será colocada em teste para receber os feedbacks necessários (Iteração). Lembrando que as etapas não são engessadas e é sempre possível voltar a alguma delas quando necessário.

Vantagens do Design Thinking

A abordagem do Desing Thinking é extremamente versátil e por isso pode contribuir muito para o desenvolvimento humano, sendo utilizada em diversos segmentos da sociedade, inclusive na educação.

O DT começou a ser disseminado no mundo a partir do início do anos 90 com os serviços prestados pela consultoria norte-americana IDEO. Em 2009, um dos sócios da IDEO, Tim Brown, lançou o best seller Change by design (Título em português: Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias) contando suas experiências conquistadas através da nova abordagem.

Porém, acredita-se que as raízes do Design Thinking sejam mais antigas, uma vez que foram originárias do Design, como o próprio nome já sugere.  Fato é que o Design Thinking veio para ficar e ganha cada vez mais adeptos ao redor do mundo, graças a sua missão de integrar pessoas numa realidade da qual ninguém faz nada sozinho nos dias de hoje.

Empresas que trabalham em parceria com escolas também estão adotando o DT. A IBM, por exemplo, utiliza a metodologia em ação de responsabilidade social com crianças e jovens. O projeto intitulado “Teaching Respect” (Ensinando Respeito) foi apresentado durante o Encontro PEA – Unesco 2019, na cidade de Ouro Preto, pela VP de RH da IBM para a América Latina, Luciana Camargo.

Inclusive, fizemos uma matéria a respeito do Encontro anual das escolas afiliadas a Unesco para você saber mais: Encontro PEA Unesco reúne cerca de mil educadores em Ouro Preto-MG. Vale a pena ler ou reler!

“É uma iniciativa voltada a jovens do ensino fundamental e médio do ensino público e privado, utilizando Design Thinking para gerar empatia entre os participantes”, define Luciana Camargo durante sua palestra.

O objetivo é proporcionar aos alunos a oportunidade de refletir sobre sua própria identidade e como eles acham que os outros os vêem e, finalmente, desenvolver apreciação, empatia e respeito pelos outros.

O programa “Teaching Respect” é adotado atualmente em escolas como a ETEC Polivalente da cidade de Americana-SP.

Entre as principais vantagens do Design Thinking, estão:

  • Melhor comunicação entre os alunos;
  • Ambiente escolar mais estimulante;
  • Visão sistêmica;
  • Maior adaptabilidade às mudanças;
  • Maior engajamento dos alunos.

Caso a sua escola ainda não tenha utilizado o processo de DT e tenha interesse, o ideal é buscar uma empresa parceira para auxiliar na implementação. Vale lembrar que será necessária a presença de um facilitador especializado em Design Thinking. Essa pessoa irá liderar a equipe para que não se perca o foco, além de reconhecer e valorizar a humanização do processo.  

Encontro PEA Unesco reúne cerca de mil educadores em Ouro Preto-MG

Ouro Preto – MG, cidade sede do Encontro PEA Unesco 2019

School Picture/IsCool App participaram do maior encontro da história desde que o evento começou a ser realizado em 2015.   

A cidade histórica de Ouro Preto, a 98 quilômetros da capital mineira, foi escolhida como sede do Encontro Nacional da Rede PEA Unesco 2019. O evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de setembro, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Participaram cerca de mil gestores e professores de escolas públicas e privadas associadas à Rede, além de coordenadores do programa de outros países, como Angola, Portugal e Japão.

Essa foi a edição com o maior número de participantes desde que o evento começou a ser realizado em 2015. A School Picture foi uma das patrocinadoras da edição de 2019, levando as marcas IsCool App e Conquista Formaturas também para o seu estande.

Segundo a coordenadora nacional da Rede PEA Unesco, Myriam Tricate, “Organizar um evento a mais de mil quilômetros de distância, não é bolinho! Se tínhamos dúvida no início, foi a convicção dos gestores e profissionais de Ouro Preto que nos deram a certeza de assumir o risco”, conta ela que também é diretora do Colégio Magno, em São Paulo.

Myriam Tricate

Coordenadora Nacional do PEA Unesco

De acordo com Myriam, é grande a responsabilidade de realizar um evento desse tamanho com poucas mãos:

“Mesmo com nossos limites, pensamos em todos os detalhes com cuidado para esse evento porque desejamos construir não só uma rede de aprendizagem, mas também de pertencimento, de coesão”, explica. 

O Encontro contou com palestras e mesas-redondas, além de painéis de experiências e vivências das escolas pertencentes à Rede. Nos intervalos, os visitantes puderam acompanhar as novidades dos expositores, entre eles, School Picture/IsCool App.

Pelo estande School Picture/ IsCool App passaram diversos gestores e educadores, alguns já usuários das soluções escolares, como o caso de Sonia Paro, diretora da EMEB Stélio Machado Loureiro, em Bebedouro (SP).

A escola, que integra a Rede PEA Unesco, também utiliza o aplicativo de comunicação escolar IsCool App. Inclusive, já fizemos um artigo para o Blog que vale a pena ler ou reler: IsCool App faz parceria social com escola municipal de Bebedouro – SP

Programação do Encontro

Tendo a bela paisagem histórica da época colonial do Brasil como cenário, os participantes do Encontro Nacional PEA Unesco 2019 puderam assistir à palestras e mesas-redondas sobre temas como a Agenda Global da Educação 2030 e a educação indígena, lembrando que 2019 é o ano internacional das Línguas Indígenas.

“O público de educadores veio aqui para aprender, para trocar, para construir relações. Veio aqui também para reafirmar o compromisso que foi assinado no momento de manifestação de interesse e continua a ser confirmado no dia a dia com qualidade sempre maior”, comenta a coordenadora nacional da Rede PEA Unesco, Myriam Tricate.

Na abertura oficial do evento, os visitantes puderam assistir à apresentação emocionante do coral infantil do Colégio Padre Eustáquio cantando o Hino Nacional. Participaram os membros da Rede PEA Unesco, como a coordenadora internacional da Unesco, Sabine Detzel.  Na conferência de abertura, Sabine falou sobre a Agenda Global da Educação 2030 e o papel dos associados da Rede PEA Unesco.

No segundo dia do evento, o assessor executivo da Rede PEA Unesco, Paulo de Camargo apresentou dados da organização. De acordo com ele, a Rede conta com 569 escolas associadas, 36 mil professores e 500 mil alunos atualmente.

“Através de uma pesquisa com as escolas associadas, descobrimos que as escolas desconectadas sofrem muito”, diz ele ao falar da questão tecnológica nas escolas.

Enquanto que 60% das escolas associadas possuem conexão com internet Wi-Fi, 40% ainda não tem.

“No entanto, 80% dos pais cobram das escolas investimento em tecnologia e inovação”, revela Paulo. Vale lembrar que a tecnologia aproxima os pais da escola, como no caso do aplicativo IsCool App que funciona como um canal de comunicação entre gestão escolar e os responsáveis pelos alunos.

Miguel Thompson, diretor do Instituto Singularidades, palestrou sobre a formação dos professores na perspectiva da agenda 2030. Segundo ele, a escola do futuro deve ser pensada hoje:

“A escola não pode ser sistêmica, fragmentada como o pensamento iluminista do passado. A nova escola coloca o aluno como protagonista”, diz. E completa: “O movimento que a gente vive agora tem muito a ver com retomar a experiência do homem completo”.

O coordenador da Rede PEA Unesco de Angola, Manuel Diogo também falou sobre a experiência em seu país:

“Começamos em 1998 com 4 escolas associadas ao programa na capital Luanda. Hoje, somos 45 escolas e nossa meta é aumentar em mais 100 escolas até 2022”, conta Manuel Diogo.

Já no último dia do evento, os visitantes foram agraciados com um sorteio realizado pelos expositores. O IsCool App ofereceu 1 ano grátis do aplicativo como presente a ser sorteado. A sortuda (sortuda mesmo, porque foi sorteada duas vezes!) foi Lúcia de Almeida Assis, diretora do Colégio Hélio Alonso, do Rio de Janeiro – RJ. Por fim, o público presente se despediu do evento ao som da banda de Flávio Venturini (ex-integrante do Clube da Esquina).

A próxima edição do Encontro Nacional da Rede PEA Unesco deverá ocorrer em 2020, em Campos do Jordão, cidade turística localizada na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.

Confira a galeria de fotos do Encontro PEA UNESCO 2019

Saúde nas escolas: o que fazer para prevenir doenças e acidentes

Estima-se que 90% dos acidentes com crianças são evitáveis e 20% ocorrem durante o período que passam na escola

Desenvolver uma cultura de prevenção de doenças e acidentes no ambiente escolar é fundamental para manter a tranquilidade de pais e alunos. Afinal de contas, é na escola que a maioria das crianças e adolescentes passa a maior parte do dia. É o local também onde se alimentam, brincam e interagem com outras pessoas.

Os acidentes mais comuns no ambiente escolar são:

  • Traumas: escoriações, ferimentos, fraturas, traumas dentários, oculares;
  • Engasgos, obstruções por corpos estranhos no nariz, ouvidos;
  • Queimaduras;
  • Ocorrências relacionadas a circunstâncias clínicas, como desmaios, crises convulsivas, febre, doenças infecto-contagiosas de fácil propagação em ambientes com diversas pessoas.

De acordo com Cláudia Cavalcanti de Araújo, médica, empresária e diretora executiva do Grupo Crescer Saúde, as doenças infecciosas, respiratórias e câncer, juntas, matam menos crianças de 1 a 14 anos do que acidentes. “O papel da escola transcende a promoção de um ambiente seguro”, diz ela.

Para a médica, “deve ser um local privilegiado para promover, manter e educar sua comunidade sobre saúde física, emocional e segurança, proporcionando responsabilidade e cidadania”, completa. 

Lei Lucas

Em setembro de 2017, Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, morreu ao se engasgar com um lanche durante um passeio escolar. O caso aconteceu em Campinas (SP). Para enfrentar o perigo iminente para crianças em situações como essa, foi sancionada a Lei Lucas (13.722/18).

Desde então, as escola públicas e privadas, de educação infantil e básica, são obrigadas a fazerem curso de capacitação de professores e funcionários em noções básicas de primeiros socorros. Essa obrigação vale também para estabelecimentos de recreação infantil.

O objetivo do treinamento é possibilitar que os professores consigam agir em situações emergenciais enquanto a assistência médica especializada não for proporcionada. Quem não cumprir a lei, será notificado pelo descumprimento, receberá multa e até mesmo cassação do alvará ou responsabilização patrimonial.

“A Lei Lucas foi um grande passo na mudança do cenário no Brasil, entretanto muito há a fazer. Muitas escolas se mobilizaram para prestar treinamento em Primeiros Socorros. Isso é ótimo! Entretanto, é fundamental ações mais incisivas na direção da cultura de segurança”, comenta Cláudia.

Cláudia Cavalcanti de Araújo, médica, empresária e diretora executiva do Grupo Crescer Saúde

Diretrizes do Ministério da Saúde

Além do cumprimento da Lei Lucas, é muito importante que as escolas se equipem com itens de segurança, como um desfibrilador que, em muitos casos, são essenciais para salvar vidas. Outra medida é contratar seguro para os casos de acidentes. “Apenas 3% das escolas brasileiras contam com seguro de acidente escolar”, relata a médica.

O ideal é que a escola possa implementar um programa de saúde integral, por conta própria ou contratando um serviço especializado, que esteja alinhado com as diretrizes do Ministério da Saúde.

São elas:

  • 1-Ações de combate ao mosquito Aedes aegypti;
  • 2- Promoção da segurança alimentar e nutricional e da alimentação saudável e combate à obesidade infantil;
  • 3- Direito sexual e reprodutivo e prevenção de DST/AIDS;
  • 4- Prevenção ao uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas;
  • 5- Promoção da Cultura de Paz, Cidadania e Direitos Humanos;
  • 6- Promoção das práticas Corporais, da Atividade Física e do lazer nas escolas;
  • 7- Prevenção das violências e dos acidentes;
  • 8- Identificação de estudantes com possíveis sinais de agravos de doenças em eliminação;
  • 9- Promoção e Avaliação de Saúde bucal e aplicação tópica de flúor;
  • 10- Verificação da situação vacinal;
  • 11- Promoção da saúde auditiva e identificação de estudantes com possíveis sinais de alteração;
  • 12- Promoção da saúde ocular e identificação de possíveis sinais de alteração.

“O Programa de saúde integral é desenvolvido para a equipe, alunos e famílias, abrangendo os aspectos da saúde que impactam no aprendizado, como saúde ocular, saúde bucal, prevenção de doenças e acidentes, desenvolvimento físico e sócio-emocional focado para a inclusão, entre outros”, explica Cláudia.

Desde 2012, o dia 10 de outubro foi instituído pelo Governo Federal como o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas escolas, referente aos trabalhadores escolares. Nesse dia, as escolas podem e devem fazer uma série de atividades voltadas para essa questão, tanto em relação à segurança e saúde dos alunos, como dos funcionários da escola também.

De acordo com a cartilha do Fundacentro, instituição governamental de pesquisa e estudos atinentes à segurança, higiene e medicina do trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho, existem algumas medidas que devem ser tomadas pelos alunos como procedimentos para a saúde e a segurança:

  • Em sala de aula, ao permanecerem sentados numa posição incorreta na cadeira, poderão ter dores no corpo posteriormente;
  • Se a sala não estiver com iluminação adequada, os alunos devem relatar ao professor;
  • Ao entrar e sair da sala, evitar tumulto e correria;
  • No pátio e nos corredores, também devem ter cuidado com atividades arriscadas e que podem ferir os colegas ou outras pessoas, como correr e pular;
  • Nos lanches, os alunos devem alimentar-se de forma saudável e sempre jogando embalagens e restos na lixeira, de forma seletiva quando disponível;
  • Ao praticar esportes e outras atividades físicas, devem-se utilizar equipamentos de proteção, se exigidos.

Canal de atendimento IsCool App

O aplicativo IsCool App disponibiliza diversas funcionalidades que visam promover uma comunicação rápida e eficaz entre pais e escola. No sentido de garantir a segurança e saúde dos alunos, a escola pode oferecer o contato direto com nutricionista responsável pela alimentação do colégio e/ou responsável pela cantina, através do canal de atendimento do aplicativo de comunicação, por exemplo.

O canal de atendimento pode ser aberto pela escola aos pais que tiverem interesse em se comunicar com os profissionais envolvidos diretamente nas questões de saúde, como os de psicologia e fonoaudiologia. Assim, fica mais fácil para as famílias solucionarem questões de saúde dos seus filhos através do celular, na palma da mão.

O IsCool App também oferece a possibilidade da escola publicar o cardápio da semana ou do mês. Inclusive, já fizemos uma postagem sobre essa funcionalidade e sobre a alimentação saudável nas escolas. Leia ou releia: Alimentação saudável nas escolas: uma matéria importante.