Educação do futuro e o papel da escola

Aspectos econômicos, políticos e sociais e as tendências tecnológicas estão afetando a demanda por habilidades futuras. Será que as escolas estão preparadas?

A sociedade está mudando rapidamente. Nosso futuro social e econômico está se tornando cada vez mais difícil prever, o que significa que estamos educando as crianças para um mundo que não podemos conceber com segurança. Haja vista a crise na educação gerada pela pandemia do Covid-19 (Coronavírus).

Isso tem consequências significativas para como e o que ensinamos aos alunos. Há um número de tendências que influenciam a educação, incluindo aspectos econômicos, políticos e sociais, além das tendências tecnológicas.  

Essas forças, juntamente com a globalização e a sociedade da informação, estão moldando os aspectos internos e externos das escolas. Mas, enquanto a economia global mudou, a estrutura da educação, sem dúvida, permaneceu praticamente inalterada.

O blog do IsCool App aborda as tendências atuais e emergentes na educação e considera como isso pode impactar todos os envolvidos – alunos, professores, líderes escolares e comunidades.

Tendências e desafios

Como o ambiente em mudança traz diferenças na maneira como os alunos pensam e aprendem, há a necessidade de mudar para uma abordagem centrada no aluno onde o aprendizado intencional seja incentivado. O aluno deve pensar de modo autêntico, relevante, significativo e ativo.

Num futuro não muito distante, o aluno precisará pensar a partir da perspectiva global para se tornar um cidadão ativo. Em um mundo volátil, ele precisará ter coragem e perseverança para criar uma maior tolerância ao fracasso.

Os avanços tecnológicos não se traduzem em igual desempenho nos alunos, portanto as escolas precisarão incentivar essas competências entre alunos e professores. É importante avaliar a tecnologia certa para incorporar nas escolas e aprimorar o aprendizado, gerenciando as questões éticas decorrentes de dados e integração de tecnologia.

Para permanecerem relevantes e inovadoras no mundo digital, as escolas devem considerar o potencial de big data e tecnologias para aprimorar o aprendizado e tomada de decisões. Essas são algumas das principais tendências para a educação nos próximos anos.

Leia também sobre o futuro da educação:

Papel da escola

Provavelmente, as salas de aula do futuro serão centradas no aprendizado personalizado e no ritmo individual.

Essa abordagem centrada no aluno permitiria às crianças escolherem seu próprio ritmo e objetivos de aprendizado com base nos interesses individuais – todos os quais poderiam ser guiados por inteligência artificial e aprendizado por vídeo, por exemplo.

A combinação das crescentes necessidades educacionais das crianças e um futuro mais incerto do trabalho significa que atualizar o que as crianças aprendem e como aprendem se tornou uma questão crucial para escolas – mas o que deve ser priorizado?

Uma das prioridades para as escolas se adequarem ao futuro é a tecnologia. Crianças e jovens adultos representam um terço de todos os usuários da Internet. Portanto, não é surpresa que eles sejam mais hiperconectados do que seus pais.

Assim, a escola pode aproveitar essa hiperconectividade natural dos alunos para seu benefício próprio. Cada vez mais, o colégio terá à disposição aplicativos para facilitar a rotina escolar, bem como o ensino e a comunicação com as famílias. O IsCool App, por exemplo, possui diversas funcionalidades que já antecipam o futuro.

Através do aplicativo, a escola organiza seus canais de atendimento com as famílias, fornece espaço para distribuição de conteúdo produzido pela escola, aumentando assim o engajamento dos pais na educação dos alunos. Após a pandemia do Covid-19, ficou claro a vantagem do uso do aplicativo para a transferência de tarefas e material didático.

Os benefícios da tecnologia como material didático são inegáveis. No entanto, o mais importante é que esses auxílios sejam usados ​​em conjunto com a psicologia do desenvolvimento e da educação – mantendo os estudantes em vez da tecnologia no centro da educação.

Segundo relatório sobre tendências da educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), “o futuro será o emparelhamento da inteligência artificial dos computadores com as capacidades cognitivas, sociais e emocionais dos seres humanos, para que possamos educar humanos de primeira classe, não robôs de segunda classe.”

Afinal, como as crianças desenvolvem essas habilidades é talvez menos importante do que sua capacidade de navegar pelas mudanças, pois essa é a única coisa que permanecerá constante.

6 características essenciais que todo pedagogo deve ter

Listamos os comportamentos comuns que todo pedagogo deve buscar para aprimorar seu trabalho

Aproveitando que em maio se comemora o dia do pedagogo (20 de maio), vamos falar sobre as principais características essenciais que todo pedagogo deve ter. Sabemos que essa profissão é muito importante e que as pessoas formadas em pedagogia enfrentam batalhas diárias para se tornarem melhores profissionais.

Inclusive, presenciamos nesses últimos meses os desafios a eles impostos durante a pandemia do Covid-19 e todo esforço que fizeram em prol de uma transformação digital nas escolas. Definitivamente, existe muito amor envolvido nessa profissão.

Por isso, entre o mar de conselhos, dicas e citações sobre o ensino que existe publicado, recorremos às dicas do especialista Doug Lemov, diretor de uma rede de escolas nos Estados Unidos e autor do livro “Teach like a champion” (Aula nota 10, em português).  Afinal, será que as qualidades de um bom pedagogo devem ser definidas apenas pelo desempenho do aluno?

O blog do IsCool App aponta os 6 comportamentos principais que formam um pedagogo – e maneiras específicas e acionáveis ​​de aplicar esses comportamentos na sala de aula. Comece a testá-los com seus alunos para estimular uma experiência mais emocionante, dinâmica e envolvente nas próximas lições!

  1. Equilíbrio

Ter equilíbrio como pedagogo significa ser capaz de fornecer conhecimento para os alunos, mas também ajudá-los a desenvolver habilidades de aprendizagem (estudo, persistência etc.) que precisam para ter sucesso ao longo da vida. A falta de um ou outro fator pode afetar drasticamente a capacidade de seus alunos. Professores eficazes buscam esse equilíbrio.

2. Autoconfiança

O especialista Doug Lemov identificou uma grande variedade de características e práticas em sala de aula que os professores podem desenvolver para melhorar suas habilidades de gerenciamento de alunos. Isso inclui desenvolver uma cultura produtiva e positiva em sala de aula. A autoestima é a base da autoconfiança. Um professor que se compreende de uma forma positiva tende a se direcionar pela vida de um modo decisivo e deliberado.

3. Trabalho em equipe

Numa época não tão distante, a maioria dos professores trabalhava como contratados independentes. As escolas de hoje baseiam-se cada vez mais na necessidade de profissionais trabalharem juntos de maneiras cada vez mais complexas e interconectadas. Até o melhor professor com os alunos poderá ter dificuldades na escola se ele não for capaz de trabalhar bem com seus colegas.

4. Flexibilidade

Assim como em outras áreas, como Tecnologia, por exemplo, os professores precisam estar sempre prontos para se adaptar rapidamente. A capacidade de passar sem interrupções de uma atividade pré-planejada para uma necessidade espontânea não é apenas uma característica importante, mas indica uma capacidade geral de gerenciar situações estressantes com tranqüilidade.

5. Pró-atividade

Simplificando, um professor é tão eficaz quanto à atitude que traz para a sala de aula. Lidar com crianças consome muito tempo e energia, pois o professor precisa estar “ligado” o tempo todo. Dado que os professores têm poucas oportunidades de tempo de inatividade nas salas de aula de hoje, eles devem lidar melhor com suas responsabilidades com uma atitude de encontrar soluções e não de culpar.

6. Amor pelo que faz

Os professores não enxergam seus empregos apenas como um trabalho, mas como algo mais profundo e importante para a sociedade como um todo. Perceber o seu impacto direto na vida das crianças – e transformar esse entendimento em ação – diferencia os melhores pedagogos. Eles sabem que todos os alunos podem tomar melhores decisões se encontrarem orientação adequada e muita paciência.

Professor como facilitador

Nessa tendência de metodologias ativas, o professor passa a ser facilitador de conteúdo. Alguém que está ali, para mediar, ou como o sentido da palavra mesmo diz: facilitar a autonomia e aprendizagem do aluno. Lembrando que isso não pode ser colocado só como responsabilidade do professor, mas sim tem que ser compartilhada pela alta e média gestão da escola. Inclusive, o blog do IsCool App fez uma matéria sobre educação 4.0 que fala sobre esse novo momento.

Saiba mais: Guia da educação 4.0: o que é e o que esperar dela

Pedagogos precisam se comunicar bem

Os melhores professores não nasceram assim. Eles se tornam bons no que fazem através de seu próprio trabalho e do apoio de uma escola que lhes oferece oportunidades consistentes para se tornarem mais proficientes. Armado com um sorriso amplo e natureza gentil, o professor capta muito mais interesse dos alunos com essa atitude do que com o tópico que está ensinando.

A partir deste ponto de partida, os pedagogos devem se comunicar bem. Não somente com os alunos, mas também com os pais. Afinal, o trabalho em sala de aula não é um segredo a ser mantido. A comunicação regular sobre o aprendizado pode fluir do professor para as famílias. Com a tecnologia a todo o vapor, essa comunicação pode ser realizada via mobile, como por exemplo, por aplicativo de comunicação.

Nele, os pais são convidados a interagir, revisando o trabalho e reforçando consistentemente a importância do estudo dentro e fora da sala de aula. Geralmente, os pais dão boas-vindas a essa abordagem e muitos, se não todos, entram em cena para ajudar.

Através do aplicativo de comunicação escolar, é possível que o professor tenha um canal de comunicação com as famílias e assim compartilhe com os responsáveis o conteúdo ensinado.

O IsCool App dispõe de uma série de recursos que podem auxiliar o pedagogo a otimizar o seu tempo para o ensino e o seu próprio tempo para estudos pessoais. Afinal, uma das características essenciais de todo pedagogo é a busca constante pela excelência.

Se quiser saber mais sobre as funcionalidades do IsCool App, leia em:

IsCool App lança módulo Lição de Casa

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Os 10 serviços úteis mais importantes para oferecer aos pais pelo seu IsCool App

A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

BNCC: desafios para 2021

Como o ano de 2020 foi comprometido com a suspensão das aulas pós-covid, quais serão os desafios da BNCC para o próximo ano?

Definitivamente, 2020 será um ano marcante para a educação brasileira e mundial. Não só porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entrou pra valer nas escolas do país – fato já previsto – mas, também, por conta de outro fato, este porém inesperado: a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) que fechou escolas por longo período.

Por essa razão, os desafios da BNCC serão conhecidos realmente em 2021, quando as aulas deverão retomar o ritmo natural. Também em 2021, entrará em vigor as mudanças para o ensino médio, oferecendo maior flexibilidade no currículo para que as escolas possam distribuir o conteúdo.

Inclusive, o portal do Ministério da Educação e Cultura (MEC) oferece um site com as principais dúvidas sobre essa mudança prevista para entrar em vigor já no início do próximo ano:

Novo ensino médio: perguntas e respostas

O que muda no Ensino Médio com a nova BNCC?

  • Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio;
  • Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três);
  • Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022

Outra mudança importante e que vem de encontro a situações de crise como a da pandemia, é que entre 20% e 30% da carga horária do ensino médio poderá ser ofertada pelas escolas através do ensino a distância. Para as EJAS (Educação de Jovens e Adultos), a carga horária poderá ser ainda maior, de 80%.

Se os alunos ganham em direitos de aprendizagem, os professores têm pela frente um grande desafio: adaptar-se aos novos conceitos propostos na base, cujo ponto principal são as dez competências gerais da BNCC, que tratam dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no âmbito pedagógico. Resumidamente, são elas:

  1. Conhecimento
  2. Pensamento científico, crítico e criativo
  3. Repertório cultural
  4. Comunicação
  5. Cultura digital
  6. Trabalho e projeto de vida
  7. Argumentação
  8. Autoconhecimento e autocuidado
  9. Empatia e cooperação
  10. Responsabilidade e cidadania

Desafios para 2021

Um dos principais desafios das escolas será elaborar o novo currículo, que considere as aprendizagens apontadas pela BNCC como essenciais ao mesmo tempo em que a instituição escolar ainda se recupera dos transtornos pós-covid.

Nesse processo, é importante que o currículo seja elaborado de forma colaborativa. O indicado é que tanto membros da gestão escolar quanto professores participem da sua construção. Afinal, é o corpo docente que será responsável por levar o currículo à sala de aula, enquanto a coordenação e a direção exercem um papel relevante em garantir que o documento final represente a escola.

Além disso, é interessante que especialistas e membros da comunidade escolar também participem da equipe encarregada da elaboração – cada um pode contribuir de maneira diferente e única com o currículo escolar.

Definição do material pedagógico

Após criar um currículo para a instituição de ensino, é necessário escolher o material pedagógico que será usado em sala. Para tanto, é importante levar em consideração as obras que contemplam e valorizam as competências abordadas na BNCC.

A incorporação da tecnologia do ensino também deve ser pensada nesse processo, já que os alunos estão cada vez mais conectados e já familiarizados com a tecnologia. Nesse caso, o material didático que vai além do livro e contempla Objetos Educacionais Digitais (OEDs) pode ser um grande aliado na inclusão da tecnologia no processo pedagógico.

Por fim, resta avaliar outros desafios que deverão surgir, levando-se em conta o perfil de cada instituição escolar e a região em que está localizada. Mudanças sempre são positivas, desde que quem saia ganhando seja o aluno. E a sua escola? Quais desafios terá com a nova BNCC?

Leia mais sobre a BNCC:

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

Live Educacional: Escolas e famílias no enfrentamento à pandemia

Entenda como a disciplina positiva pode auxiliar na busca pelo equilíbrio de professores, pais e alunos neste bate-papo com o consultor da ONU e escritor, Luis Henrique Beust

Se você pudesse elencar os maiores desafios que tem vivido durante este período de isolamento provocado pela pandemia do Covid-19, quais seriam?

Fizemos essa mesma pergunta a diversas pessoas de nosso convívio. Ao conversar com alguns de nossos clientes e parceiros que, além de professores, também são pais, identificamos que no topo dessa lista de obstáculos está a busca pelo equilíbrio emocional.

Não bastasse a insegurança em torno da doença e o medo do contágio, os lares Brasil afora se transformaram em home office, ao mesmo tempo que também são sala de aula para os pequenos. Adicione a essa receita o desafio de atividades remotas e novos hábitos sanitários que beiram a neurose, mas que se fazem necessários. Pronto, está desenhado o cenário perfeito para muito estresse, desentendimento e total falta de paciência.

Foi pensando nessas dores que o IsCool App buscou a ajuda de um especialista para sua estreia no formato de lives e trouxe ninguém menos que o Prof. Luis Henrique Beust, perito em educação e cultura de paz, para um bate-papo especial sobre disciplina positiva e seu poder como ferramenta de enfrentamento à pandemia.

Luis Henrique é CEO do Instituto Anima Mundi, consultor em educação pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo MEC (Ministério da Educação), é palestrante sobre desenvolvimento social, direitos humanos e cultura de paz em países do mundo todo e também autor – entre suas obras mais recentes estão os livros “Afinal, por que sofremos” e o “Educar por inteiro”.

A live completa você encontra em nosso canal no YouTube, ou clicando na imagem abaixo.

Vale a pena acompanhar cada detalhe desta conversa enriquecedora que, na verdade, é uma continuidade de todo o trabalho que estamos desenvolvendo há cerca de dois meses, no especial Coronavírus.

Abaixo você confere os melhores momentos desta live para guardar algumas das importantes lições dadas pelo Prof. Luis Henrique Beust.

Isolamento físico sim, social, jamais!

Antes de entrar no assunto prático envolvendo a disciplina positiva, o professor iniciou a conversa destacando o poder da internet neste período de isolamento. “Estamos em isolamento físico e não social, nunca estivemos nos socializando tanto”, conta ele, que tem feito participações em lives pelo mundo todo, como Chile, Canadá e Estados Unidos.

Ainda para ele, a pandemia deve ser analisada também por um ponto de vista positivo, uma oportunidade, por exemplo, de resignificação. “Apesar de a pandemia nos ter pego de surpresa, elas existem desde que o mundo é mundo. Vírus e bactérias já estavam por aí bem antes da gente. As pandemias ao longo da história causaram mortandade e tristeza, mas também causaram mudanças na história, mudança de pensamento e atitudes(…). É muito provável que tornemos mais conscientes da unidade da humanidade, afinal, todos os seres humanos estão sujeitos aos mesmos germes e ao mesmo sofrimento”, afirma ele, que cita como benefício, inclusive, o melhor uso da tecnologia pós-Coronavírus e a ampliação do contato social.

Disciplina positiva para os adultos

Segundo Luis Henrique Beust, a ênfase para enfrentar a pandemia pela disciplina positiva se dá em três níveis: pensamento, fala e ações.

Pensamentos negativos x pensamentos positivos

Ser vigilante quanto aos pensamentos é a dica nº 1 da disciplina positiva. Isso porque nossos pensamentos não são aleatórios e, muitas vezes, as pessoas não se dão conta daquilo que estão pensando e nem imaginam o quanto aquilo está afetando suas ações e seu emocional.

“Existem pensamentos que são neutros, negativos e positivos. Eles têm efeitos distintos sobre o corpo. Com os negativos, o corpo todo reage como se estivesse sendo ameaçado e nós temos uma infusão de hormônios e desgastes de cortisol e adrenalina, sentimos cansados, irritados, inquietos, ansiosos. Pensamentos positivos têm efeito calmante e nós nos sentimos serenos, positivos, energizados. A chave é reconhecer qual pensamento está nos dominando”, afirma Beust.

A tática é perceber o tipo de pensamento pelo efeito que ele está trazendo ao seu corpo. Com base nesse sentimento, basta exercita-se para transformar os pensamentos negativos em positivos.

Para isso, é importante lançar mão de itens como a (independente de ela ser religiosa, afinal, fé pode ser também na vida, na humanidade, por exemplo), perdão, paciência e de ter certeza de que tudo passa e de que aquele pensamento negativo é só uma nuvem que logo dará espaço para o sol. “Daí o estado de espírito muda. Pensamentos precisam ser transformados dentro de nós. E isso faz uma diferença enorme sobre a vida de nós todos”, ressalta o professor.

Neste ponto, é importante, inclusive, identificar o pensamento negativo nas crianças. O bullying, por exemplo, pode ser alerta da influência de pensamentos negativos de pessoas da convivência dos pequenos, como por exemplo, os próprios familiares.

Ao reconhecer os pensamentos a partir da influência em seu coração, às vezes, será necessário conversar com alguém e pedir ajuda, que seja, inclusive, dentro de casa, com seu parceiro.

“Antes de tudo, os adultos têm que serenar, para trabalhar uma perspectiva positiva, senão não vão ajudar as crianças, que são peritas em captar nosso estado emocional”.

Luis Henrique Beust

Círculos de influência

Uma vez que o pensamento negativo tenha sido identificado e transformado em pensamento positivo, em alento para seu coração e seu corpo, o segundo ponto da disciplina positiva para se atentar é entender que há basicamente dois círculos que atuam sobre nós: aqueles sobre os quais temos influência e aqueles sobre os quais não temos influência.

Imagine que existe um grande círculo onde estão todas as nossas preocupações. Dentro dele há um círculo menor, este é aquele cujas preocupações temos influência. “Existem coisas ao nosso redor das quais temos influência, por exemplo, ações diárias, regras, espaço adequados para atividades domésticas e laborais – porque a escola também agora está dentro da casa, a mesa de jantar também é escritório. Tudo isso está dentro do nosso poder de influência”, explica.

O círculo de preocupações que está além da nossa influência diz respeito a itens dos quais não podemos mudar, como por exemplo as falas e atitudes dos políticos (presidente, governadores,ministros, etc.) diante da pandemia. “Não adianta se preocupar com isso, quando não temos poder de influência algum. Temos tido relatos de agressividade nos lares e ambiente de trabalho que, por questões políticas, começam a envenenar o ambiente. Não podemos deixar esse caos entrar dentro do nosso lar, dentro da nossa escola”, lembra Beust.

Estabelecendo rotinas

Diante da apresentação dos circulas de influência, cabe a cada um de nós determinarmos as rotinas do lar e seu funcionamento no dia a dia. Todos dentro da casa têm seu papel e precisam colaborar. Para isso, a dica é sentar com as crianças, de qualquer idade, e explicar sobre o momento, sobre o vírus – da maneira mais simples possível. É importante, então, alinhar as novas regras da casa.

“Deixe elas participarem, comentarem e argumentarem. As crianças vão ser auxiliares na disciplina, elas mesmas vão colocar limites e horários. É importante avisar a criança antes. Tenha certeza que você vai ter um colaborador, em vez de uma criança berrando porque não quer largar os brinquedos”, exemplifica o professor.

Escolas são exemplo de disciplina

Já se perguntou por que seu filho obedece mais ao professor, na escola, do que em casa? O segredo está na disciplina aplicada dentro das instituições de ensino desde que elas foram estabelecidas. Sim, as escolas são peritas em fazer combinados com as crianças, por isso apresentam resultados tão satisfatórios, como apresenta o consultor da ONU:

“Nas escolas, que são entidades mais complexas que o lar, elas são mais capazes de enfrentar momentos turbulentos como esses, por que já têm a disciplina internalizada. Os colabores têm uma abordagem profissional a isso, geralmente estão acostumados aos combinados, que funcionam com as crianças. O velho ditado o ‘combinado não sai caro’. Quando estão na escola, as crianças têm um combinado, mas em casa é uma bagunça, o pai diz uma coisa e a mãe diz outra, elas não entendem o que é certo ou errado. A primeira disciplina positiva dentro do lar é uma rotina que funcione para todos”.

Luis Henrique Beust

Disciplina positiva para crianças

A disciplina positiva para as crianças é, basicamente, dizer o que espera que ela faça – o que é bem diferente de dizer o que não quer que ela faça.

Para Luis Henrique Beust, as crianças são muito mais receptíveis a um diálogo positivo. Quando falamos coisas negativas estamos criando um cenário e ativando a imaginação dela para que faça exatamente o que foi dito, por que crianças têm bom coração. Por exemplo: “não maltrate o gato” tem um efeito bem diferente de “o gato não gosta de ser maltratado, isso machuca ele”.

Disciplina positiva é dizer o que desejamos e colocar na criança o que esperamos. Por exemplo, dizer ‘esse comportamento não combina contigo’. Coloque na sua cabeça uma imagem positiva do seu filho, tire ideias negativas e frases como ‘ele é rebelde’. O comportamento da criança é separado dela, finaliza o professor.

Disciplina positiva em resumo:

  1. Cuide de seu pensamento, que tem sobre você e sobre seu corpo uma grande influência. Troque pensamentos negativos por pensamentos positivos;
  2. Tenha sempre uma fala positiva. Diga o que quer que aconteça e não o que não quer que aconteça;
  3. Não seja agressivo. Quando estiver com raiva, não faça nada. Quando estamos com raiva, tudo o que dissermos ou fizermos estará errado. A qualquer sinal de raiva, reconheça e avise aos que estão à sua volta.

Coronavírus: aprendizados da China e de outros países para as escolas brasileiras

Como as sociedades escolares do país asiático e de outros países estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na China, em dezembro do ano passado, os educadores locais também tiveram que enfrentar uma mudança radical na forma de ensinar, assim como no Brasil e demais países. 

Em meados de fevereiro de 2020, quando os alunos deveriam voltar às salas de aula após o feriado de ano novo, todas as escolas foram fechadas pelo governo chinês e muitas decidiram começar a educação a distância.

O que se viu na China após o surto é que 270 milhões de estudantes passaram a ter aulas através de plataformas na web. “A China não é um lugar perfeito, mas na questão de tecnologia parece estar muito à frente do Brasil”, afirma Ricardo Geromel, autor do livro “O Poder da China”. Ainda segundo ele:

“Quando a gente vê os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), a China também está em primeiro lugar. Por isso, quem lida com educação, precisa olhar para o que está acontecendo nesse país”.

A China é hoje responsável por 15% do PIB mundial e a segunda maior economia do planeta. Pensando nas lições que o país asiático, primeiro a passar pela pandemia do Covid-19, pode oferecer às escolas do Brasil, pesquisamos como os educadores de lá estão lidando com a educação a distância durante a suspensão das aulas presenciais. Aproveitamos para pesquisar também outros países fortemente afetados, como Itália e Inglaterra.

Como as escolas estão ensinando on-line

As escolas chinesas estão usando diferentes formatos: algumas fornecem vídeo-aulas gravadas, outras oferecem aulas on-line por meio de arquivos (como PDF e Word), outras, ainda, transmitem ao vivo e, por fim, a algumas delas ainda combinam tudo isso.

Em Shenzhen, uma das cidades mais importantes do sul da China, as aulas a distância seguem com uma rotina diária, mesmo para aqueles do jardim de infância. Isfandiyar Xianghe Shahbazi, de apenas 6 anos, tem aulas remotas de inglês, chinês, história e STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), das 8:30 às 12h, com pequenos intervalos.

Segundo a mãe Huang Li Huang, o filho tem se adaptado bem. “Ele fica concentrado se os pais se sentam com ele em frente do computador”, diz. De acordo com ela, as aulas presenciais devem retornar em breve, primeiro para alunos mais velhos. Para os alunos da educação infantil, não há previsão ainda de retorno.

Conforme relato da especialista de educação Laurel Schwarts, que escreve para o site americano Edutopia, os professores chineses tiveram muito pouco tempo para se preparar para as aulas on-line, incluindo plataformas digitais que nunca haviam utilizado anteriormente.

“Nas primeiras semanas, os docentes precisaram ser muito flexíveis e pacientes. Tudo o que teriam feito pessoalmente levou mais tempo virtualmente. Mas, agora eles estão trazendo aos alunos experiências de aprendizado on-line de alta qualidade”, conta.

Inclusive, a Unesco elaborou o “Manual sobre facilitação da aprendizagem flexível durante a ruptura educacional” em conjunto com o governo chinês.

O manual descreve várias estratégias flexíveis de aprendizado on-line implementadas na China sob a iniciativa do Ministério da Educação desse país, o que garantiu o aprendizado on-line flexível a mais de 270 milhões de estudantes que estão em suas casas. Acesse aqui o manual (em inglês).

A maior preocupação da entidade governamental é que todos os estudantes tenham acesso ao aprendizado on-line, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para que seja possível encontrar soluções de alta tecnologia, baixa tecnologia e até mesmo sem tecnologia para garantir a continuidade do aprendizado.

Lições da China

Como os alunos deixaram de frequentar a escola fisicamente, suas aulas acontecem em tempo real, seguindo o horário regular, usando um aplicativo chinês. No Brasil, há também diversos aplicativos que podem auxiliar. Com o IsCool App, por exemplo, é possível passar as tarefas de casa para os alunos, assim como enviar comunicados aos pais, entre outras funcionalidades.

Leia mais: Coronavírus: IsCool App como alternativa para a suspensão das aulas

Assim como na China, é possível utilizar plataformas de aprendizado de código aberto também no Brasil, como o Moodle ou Google Classroom, que tem capacidade de realizar videoconferência ao vivo com quadros brancos e salas de reunião. Também é viável para dar feedback aos alunos, trabalhar com parceiros e grupos e publicar materiais de aula.

Inclusive, já fizemos um post sobre ferramentas gratuitas de educação a distância. Confira: Coronavírus: Como as escolas têm se adaptado ao ensino em casa

O objetivo é começar com lições claras e simples, sem introduzir novos programas. Os alunos também podem escrever e executar peças de teatro, criar e cozinhar receitas, realizar entrevistas e enviar essas tarefas por meio de vídeo.

Muitas escolas na China estão utilizando pastas de trabalho e tarefas baseadas em papel em vez de computadores para reduzir o tempo de tela dos alunos. Continuam fazendo com que os alunos concluam algumas tarefas em papel, tirem uma foto do trabalho concluído e enviem a foto junto com a tarefa através da plataforma.

Além das aulas assíncronas e ao vivo, alguns professores na China têm turnos diários de três horas no horário comercial. Eles efetuam login na plataforma durante o período e são visíveis como “on-line” para qualquer aluno que visite a página. Isso permite que os alunos entrem em contato com um professor para obter ajuda durante o trabalho escolar.

Exemplos da Europa

Itália

A Itália foi o primeiro país da Europa a sentir os efeitos devastadores da pandemia do Covid-19, principalmente por ter uma população idosa prevalecente e que, infelizmente, lidera os números de vítimas fatais.

Quando o governo italiano decidiu fechar as escolas como primeira medida anti-covid, as pessoas acharam que seria um fechamento breve, quase um prolongamento das férias do Carnaval. “Imagina a felicidade pouco disfarçada das crianças!”, lembra Daniela Giunta, moradora de Turim e mãe de dois filhos: Jacopo, de 15 anos e Alice, de 10 anos.

Porém, pouco a pouco, a situação do contágio só piorava e ficou claro que as escolas não iriam reabrir cedo. “Após a guerra, nunca as escolas haviam fechado. Ninguém estava pronto para lidar com uma emergência como esta”, avalia. 

Segundo Daniela, as únicas ferramentas tecnológicas que as escolas dos filhos utilizam antes da pandemia eram quadro multimídia e aplicativo que facilita a comunicação entre escola e pais, chamado Registro online. “Fora isso, nunca foi usada uma plataforma para o ensino a distância”, revela.

Na turma do seu filho mais velho, os alunos começaram a se comunicar com os professores pelo aplicativo e usando o GSuite e Google Classroom.

“Hoje, a rotina dele não está muito diferente de uma rotina presencial:  todas as manhãs, ele participa de vídeoaula segundo o horário escolar e, de tarde, estuda para completar os deveres. Às vezes, ele até reclama de ter que estudar mais do que antes!”, conta.

Já para sua filha mais nova, os professores pediram para se cadastrar na plataforma Edmodo.  De acordo com Daniela, tudo foi gradual. “Pouco a pouco, começaram a chegar deveres, vídeos e, depois do feriado de Páscoa, as professoras começaram a marcar encontros em grupo”, explica.

E completa: “Achei ótima a escolha de evitar uma simples repetição do horário escolar através do computador. Para criança desta idade, não teria sido possível manter a atenção por horas e também tinha o risco que fosse impossível a gestão da turma a distância”, diz.

Segundo ela, os alunos devem voltar às aulas presenciais apenas em setembro, já no novo ano escolar. “Não temos noticia nenhuma sobre o futuro da escola em setembro: turnos duplos? Um dia sim e um dia não? Voltar à normalidade para os italianos parece uma miragem!”, desabafa.

Inglaterra

A Inglaterra foi outro país europeu amplamente afetado pela Covid-19. “Acho que pegou todo mundo de surpresa, ninguém sabe ao certo o que fazer”, diz a brasileira Marcelle Oliveira de Campos, mãe de Miguel de 5 anos. Morando com a família em Londres, Marcelle conta que seu filho está no Reception Year (como se fosse uma pré-alfabetização no Brasil).

“A gente nunca teve contato anterior com essa plataforma que a escola do meu filho está oferecendo no momento, que é bem completa”, explica. De acordo com a mãe, Miguel não tem aulas com professores. “São passadas apenas tarefas e ele teve uma adaptação tranquila em relação a isso”, afirma.

Marcelle revela que não se cobra muito e nem cobra o filho. “Acho que todas as mães deveriam dar uma relaxada. Se ele voltar só em setembro, já será o Year One (Primeiro Ano). A escola vai saber que os alunos não terão a mesma base. Por isso, devemos confiar mais que tudo será reposto e que um dia tudo voltará ao normal” acredita.

Como efeito da pandemia, muitas escolas ao redor do mundo começaram a considerar a integração de tecnologia educacional em seus currículos, e não como uma solução alternativa. Além disso, os professores estão descobrindo que a tecnologia tem suas vantagens de maneira que nunca haviam percebido antes, como permitir um aprendizado diferenciado.

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Coronavírus: 4 passos para exercer o autocuidado e preservar a saúde emocional dos filhos durante o isolamento

Coronavírus: 4 passos para exercer o autocuidado e preservar a saúde emocional dos filhos durante o isolamento

Especialista lembra sobre a necessidade de mães, pais e professores cultivarem o bem-estar multidimensional para auxiliar crianças e jovens durante períodos de ansiedade como o que estamos vivenciando

Nesse cenário de isolamento social, todos nós vivemos algum momento de ansiedade e incerteza. Imersos no ambiente familiar, os pais agora precisam trabalhar de casa, ajudar os filhos nas tarefas escolares e enfrentar diversos medos frente à pandemia do novo coronavírus, o Covid-19.

A pandemia mudou nossas vidas de maneira que nunca teríamos imaginado. Discussões sobre o vírus dominam as notícias. Eventos esportivos, shows e exibições de cinemas foram cancelados. Portanto, não surpreende que muitos de nós estejam mais estressados ​​e ansiosos hoje em dia.

Afastados da escola, professores agora são desafiados a ensinar à distância, tendo que preservar a saúde mental e emocional dos seus alunos e de si mesmos. Definitivamente, não está sendo fácil a nova rotina para os responsáveis pelas crianças e jovens por todo o país. Sejam pais, sejam professores.

As crianças e os jovens também podem estar se sentindo preocupados. Felizmente, existem coisas que podemos fazer para ajudar nossos filhos/alunos a lidarem melhor com tudo isso. Mas, primeiro, os pais e professores devem aliviar suas próprias preocupações.

É o que sugere o médico, terapeuta e educador Feizi Milani, ao falar da necessidade do autocuidado, que é o compromisso e responsabilidade da pessoa em atender suas necessidades essenciais. “Cuidar de si mesmo, para cuidar dos outros”, lembra.

Ouça abaixo, na íntegra, as recomendações de Feizi Milani sobre o autocuidado:

As crianças seguem as dicas dos adultos que cuidam deles. Se você está ansioso, é muito difícil acalmar seus filhos ou alunos. Se você está mais relaxado, é mais fácil acalmar os medos deles. Portanto, aqui estão alguns passos que você pode seguir para aliviar a ansiedade do Covid-19 em você e, consequentemente, nas crianças e adolescentes.

Passo 1: Manter a saúde física

Para manter o autocuidado, é importante cultivar o bem-estar das diversas dimensões do ser humano: física, mental, emocional e espiritual. “Você deve se perguntar: o que vou fazer hoje para cultivar o meu bem-estar de tal forma que eu possa contribuir para o bem-estar da criança e adolescente que sou responsável?”, sugere Milani.

Por exemplo, o sono é essencial para a saúde física mental, mas muito subestimado no mundo em que nós vivemos. “O corpo humano não é uma máquina que pode funcionar bem sem repouso. Ainda no plano físico, mantenha uma atividade física que seja satisfatória e que possa ser realizada diariamente dentro de casa”, diz.

Passo 2: Manter a saúde mental

Não permita que o vírus se torne o centro da sua vida. Isso implica em selecionar cuidadosamente tudo o que se lê, ouve e assiste. “Existe um excesso de informações sobre a pandemia. Obviamente, não é que você tenha que ser alienado, mas que seja seletivo”, recomenda o terapeuta. Como a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou, o ideal é acessar as notícias sobre a pandemia apenas uma vez ao dia.

Passo 3: Manter a saúde emocional

“O autocuidado da dimensão emocional começa com a compaixão pelos outros, pelos filhos, pela escola, pelo povo e pela humanidade. É olhar com amor e aceitação, com paciência e compreensão e deixar de lado o julgamento e a cobrança. A compaixão por si mesmo”, cita Milani.

E completa: “Todos nós estamos nos adaptando a uma situação inesperada, que não é fácil, mas que é possível. Mas, precisamos ter compaixão conosco, com nossa família e dar espaço para esse processo de adaptação”.

De acordo com ele, uma forma prática de gerar o bem-estar emocional são as diversas práticas de respiração que ajudam a apaziguar nossas emoções.

Passo 4: Manter a saúde espiritual

Finalmente, na dimensão espiritual, o terapeuta fala sobre cultivar a transcendência. “É muito importante, num período como esse, olhar para o futuro e para frente”, alerta. Oração é uma prática importante, assim como manter a fé. “O que move o ser humano é a fé, independente da religião ou crença”, lembra.

Como auxiliar as crianças e adolescentes

Segundo Feizi Milani, devemos evitar duas situações extremas: subestimar ou superestimar nossos filhos ou alunos. “Não devemos subestimar a capacidade das crianças quando, por exemplo, sentimos pena delas, tentando a todo custo minimizar qualquer sentimento de desconforto”, lembra.

Para o terapeuta, é claro que todos nós queremos que elas se sintam bem, “mas elas têm que desenvolver novas competências dentro dessa situação. A criatividade delas é muito maior do que a dos adultos. Podemos ajudá-las nesse caso, mas sem subestimá-las, porque elas vão conseguir superar isso”, afirma.

Já no outro extremo, superestimar é achar que os adolescentes têm uma maturidade muito desenvolvida e que eles estão prontos para entender o grau de incerteza que essa situação envolve. Quando, na verdade, não é bem assim. “Temos que transmitir a eles esperança e dizer que tudo isso vai passar, porque a espécie humana é especialmente resiliente”, comenta.

Necessidade de rotina

Feizi Milani lembra ainda sobre a necessidade de se manter uma rotina em casa e para os estudos a distância. “Ela é estruturante para crianças e adolescentes, desde que inclua estudos, lazer e atividades que não sejam diante de telas”, reforça.

O terapeuta lembra que a tendência é que crianças e adolescentes exagerem o tempo diante das telas. “Precisa ter esse tempo, mas precisa ser monitorado e controlado. O ideal é buscar outras atividades de lazer e distração”, diz.

Que tal um momento bacana para se praticar atividades artísticas? Também pode ser interessante para a família toda fazer atividades físicas juntos, cada um dentro das suas possibilidades. Outra dica é reservar um momento para a família se reunir e conversar como cada um está se sentindo.

Atenção concentrada

“Nunca é demais falar da importância da atenção concentrada”, diz Milani. É quando o pai e a mãe dedicam um tempo mínimo, ao menos 20 minutos por dia, durante os quais o responsável deixa de lado qualquer outra distração e se dedica a estar presente com os filhos.

“É quando o pai e a mãe se conectam com a criança interior para estar junto com os filhos, mas não como uma obrigação, e sim como um momento de prazer. Nesse momento todo o foco está direcionado à criança”, explica. Em relação aos filhos adolescentes, Feizi Milani sugere atividades de lazer que possam fazer juntos.

Por fim, o terapeuta diz que o melhor a se fazer é ter humildade, “reconhecer que a realidade é muito maior do que a gente e que extrapola os nossos desejos e as nossas vontades. Aceitar e lidar com isso”, reflete. Outra questão importante é sobre a nossa capacidade de nos adaptar: “Devemos ser flexíveis em relação ao problema e sermos criativos, sendo a criatividade um elemento muito importante”, finaliza.

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Especialista em educação recomenda que a volta às aulas seja momento de ouvir e acolher os alunos

Os alunos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil não retornarão às aulas até pelo menos final de abril e devem estar preparados para repor as aulas por todo o mês de julho, quando normalmente haveria o período de férias escolares. Inclusive, muitas escolas – aquelas que optaram em não utilizar o ensino a distância nesse momento – já anteciparam as férias do meio do ano.

Segundo dados recentes da Unesco, que monitora em tempo real a suspensão das aulas no mundo todo por conta da pandemia de Covid-19 (Coronavírus), já ultrapassa 90% a taxa de estudantes em casa. No Brasil, são mais de 52 milhões de alunos sem aula até o momento. Isso é apenas um dos reflexos da pandemia que forçou a suspensão das aulas em todo o país desde meados de março desse ano.

Conversamos com Dirce Zan, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para obter dicas de como retomar as aulas presenciais de forma a minimizar os impactos causados pela pausa no ano letivo. Confira a seguir:

Momento de ouvir e acolher

De acordo com a especialista em educação, enfrentamos um momento no qual as pessoas mais experientes já comparam a episódios como guerras ou grandes tragédias vividas anteriormente pela humanidade.

“Dessa forma, penso que a principal noção que precisamos ter é a de que não voltaremos a uma normalidade após esse período de isolamento social”, afirma.

Dirce Zan, que também é docente do Departamento de Ensino e Práticas Culturais (DEPRAC) da Unicamp, considera fundamental que a escola esteja disposta a ouvir e acolher a todos no possível retorno às aulas a partir do segundo semestre.

“Nesse sentido, não é possível imaginar que chegaremos à escola e nos dirigiremos às salas de aula, juntamente com nossos estudantes, e iremos partir de onde paramos no nosso último encontro!”, adverte.

Para a diretora, as escolas precisam planejar um tempo de encontro e de trocas de histórias, narrativas e sentimentos sobre esse longo tempo vivido por todos nós.

“Talvez a melhor forma desse acolhimento se desse em rodas de conversas, recheadas de muita poesia, música, imagens e cores. E, após falarmos muito sobre a nossa experiência, ou seja, sobre o que nos aconteceu, nos tocou a partir desse momento de isolamento, que poderemos repensar cronogramas e conteúdos”, recomenda ela.

A docente acredita que após essa experiência consigamos ter melhor clareza sobre o que de fato importa na longa lista de conteúdos e atividades que as escolas, em sua maioria, selecionaram para o ano letivo.

“Quanto mais estivermos abertos para ressignificarmos a escola e o trabalho que nela desenvolvemos, maior poderá ser nosso êxito nesse processo. As diferentes disciplinas, os múltiplos conhecimentos que circulam e se produzem na escola, são fundamentais para nos ajudar a pensar e entender o momento singular que estamos vivendo. Ter a pandemia como o grande tema gerador dos currículos escolares, talvez seja também muito mais produtivo e significativo”.

E conclui: “É fundamental aproveitarmos esse momento para reinventarmos o mundo e nossas relações nesse mundo e na escola”.

Retorno das aulas

Ainda não está claro quando o fim da quarentena irá chegar para que os estudantes possam retornar às aulas, porém, o Conselho Nacional de Educação (CNE) orientou que, se necessário, as instituições podem repor as aulas no próximo ano para cumprir as 800 horas mínimas anuais exigidos pela legislação. Ou seja, não é preciso cumprir o ano civil.

Essa é uma das questões que o CNE respondeu às escolas sobre o que deverão enfrentar no retorno da quarentena. Outra dúvida é se as aulas e atividades dadas no formato de EAD (Educação a Distância) serão aproveitadas no ano letivo.   

“Sim. Essas atividades não presenciais podem ser organizadas oficialmente e validadas como conteúdo acadêmico aplicado. Ou seja, podem ser aproveitadas dentro das horas de efetivo trabalho escolar”, respondeu o CNE em sua página na internet.

Vale lembrar que para isso, é preciso uma autorização da autoridade educacional do estado ou do município. Para adotar essa modalidade, as redes de ensino ou escolas precisam adequar metodologia de ensino aos recursos tecnológicos necessários.

“Todos devem prestar atenção na qualidade dessas aulas ou atividades. Os estudantes devem receber o aprendizado adequado e correto. As escolas devem zelar pelo acompanhamento, avaliações e a participação correta dos alunos”, reforça o CNE.

E completa: “Ao autorizar que as aulas e atividades continuem de forma não presencial, as autoridades dos estados e municípios e as instituições particulares devem trabalhar para proporcionar o acesso de todos os estudantes ao aprendizado. Assim como a educação a distância necessita de metodologias próprias, as escolas devem adotar mecanismos próprios de fornecimento do conteúdo e acompanhamento avaliativo e da participação efetiva dos estudantes”.

Como reorganizar o calendário escolar

No caso da suspensão das aulas seguir, o Conselho Nacional de Educação dá orientação de como reorganizar o calendário escolar.

“É necessário entender que as decisões devem ser feitas no âmbito de estados e municípios, responsáveis por indicar como será feita a reposição de conteúdos e atividades, em horas de efetivo trabalho escolar, e dias letivos”, afirma o CNE.

Em relação ao Ensino Médio, existe a Lei 13.415, de 2017 que amplia progressivamente as horas de efetivo trabalho escolar. Ela poderá ser flexível a cada estado ou município, ou seja, pode haver formas diversas de se atender a legislação nacional que deve estar articulada com as legislações locais.“É preciso sempre esclarecer que, no processo de reorganização do calendário escolar, o ano letivo pode, em situações determinadas e para efeito de reposição de aulas e atividades, não coincidir com o ano civil”, lembra.

O órgão governamental ainda reforça que “no processo de reorganização dos calendários escolares, é fundamental que a reposição de aulas e a realização de atividades escolares possam ser efetivadas preservando a qualidade de ensino”.

Futuro próximo da educação brasileira

De acordo com o CNE “a educação brasileira é robusta”. O Conselho reconhece que “instituições públicas e privadas de todos os níveis educacionais vêm demonstrando responsabilidade e compromisso na adoção de medidas que respaldem o direito de seus estudantes ao aprendizado continuado. Isso é muito importante para o Brasil”.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está em dinâmica colaboração e cooperação com as instituições. Uma dessas ações colaborativas é o evento Educação no mundo 4.0 que começou no dia 8 de abril e se estende nos dias 9, 13, 14 e 15 de abril. Trata-se de webnários com especialistas em educação com transmissão via YouTube, realizados sempre a partir das 16 horas.

Confira a programação completa do evento.

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Com os alunos em quarentena por conta da pandemia de Covid-19, as escolas estão enfrentando diversos desafios. Não só no ensino, que deixou de ser presencial e passou a ser remoto, mas também em relação às questões financeiras e jurídicas por conta de um cenário excepcional criado pela suspensão das aulas.

Entre as principais preocupações das escolas, estão a inadimplência e até mesmo o cancelamento de contratos por parte das famílias, que estão se sentindo lesadas nesse momento. Principalmente os pais que possuem filhos matriculados na educação infantil e em período integral.

Sob o ponto de vista jurídico, a natureza da prestação de serviços educacionais é regulamentada pela Lei n.º 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação que determina uma prestação continuada dos serviços dentro do período de um ano, chamado “ano letivo”. É o que nos explica a advogada Elisângela Vieira Silva Horschutz, que presta assessoria na área do Direito Educacional para escolas do interior do estado de São Paulo. 

“Partindo desse pressuposto, recomendamos que nenhum contrato deva ser cancelado enquanto perdurar a quarentena e que os casos pontuais para descontos sejam analisados pela gestão escolar, até porque Medidas Provisórias estão sendo aprovadas a fim de sanar ou minimizar os impactos na economia”, recomenda.

A seguir, vamos ver as principais questões que as escolas estão vivenciando e como enfrentá-las da melhor maneira possível:

Cancelamento de contrato

De acordo com a advogada, as causas previstas para cancelamento do contrato, seguem a legislação civil, especialmente o código de defesa do consumidor.  “Entretanto, no momento de pandemia as condições de cancelamento usualmente praticadas ficam suspensas por caso fortuito ou força maior”.

Inclusive, este tem sido o entendimento da Senacon (Secretaria Nacional do Direito do Consumidor) por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC através de Nota Técnica, a saber:

“Senacon por meio do Departamento de Proteção e Defesa da Consumidor – DPDC recomenda que consumidores evitem o pedido de desconto de mensalidades a fim de não causar um desarranjo nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar o pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”

Veja a nota completa aqui.

Redução de dias letivos

Elisângela também alerta que a medida provisória nº 934/2020, decretada pelo governo federal e que trata da redução dos dias letivos para 800 horas letivas, não pode ser considerada como fator preponderante para descontos em mensalidades.

“Haja vista a necessidade de investimento das escolas no sistema EAD e ademais disto, a redução de dias letivos não interfere no custo administrativo da prestação de serviços, eis que a escola é uma atividade que demanda pessoas para o atendimento do seu objetivo e, mesmo com a eventual redução de dias letivos, não pode a empresa prescindir de seus colaboradores na consecução de seu fim”, lembra ela.

Descontos nas mensalidades

Seguindo as orientações dos órgãos de proteção ao consumidor, as instituições de ensino também precisam dar especial atenção com ofertas de descontos na parcela da anuidade para as pessoas atingidas pela crise econômica gerada pela pandemia. 

“Outros descontos poderão ser negociados pelas instituições, especialmente para a Educação Infantil ou mesmo para o período integral, mas tudo deve ser considerado numa planilha de custos para que haja manutenção do equilíbrio econômico financeiro do contrato”, ressalta a advogada.

Reposição das aulas

A natureza de alguns serviços, de acordo com a advogada, permite o costume de reposição de aulas, supressão de férias escolares, etc. “Por isso, não há motivos, por exemplo, que justifiquem de forma geral a devolução de valores correspondentes a mensalidades escolares, ou de cursos anuais, que são pautados na sequência de aulas, ou na continuidade do serviço durante o período letivo, especialmente quando é viável a reposição de aulas”.

E completa: “Porém, com o comprometimento da continuidade das aulas, as instituições de ensino precisam elevar os esforços de realização de atividades pedagógicas e de aprendizagem à distância, por meio de aulas remotas ou outras metodologias de ensino a distância”.

Por isso, somente serão legítimos os pedidos de suspensão de cobrança ou mesmo descontos de parcelas, nos casos de total paralisação das atividades, ou quando nenhuma alternativa for viabilizada para sua continuação.

Vale lembrar que casos específicos de cursos que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas, em razão da fase do aprendizado ou do curto período do curso, e por impossibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores, podem significar na prática o direito de cancelamento.

Para Elisângela, o cancelamento das matrículas pode ser um recurso a ser utilizado em casos específicos e excepcionais pelos consumidores dos serviços das escolas particulares. “Porém, deve ser o último recurso, pois sua utilização em larga escala pode inviabilizar a escola e, além disso, prejudicar tanto o aluno como profissionais da educação que dependem do pagamento da mensalidade para a manutenção do emprego”.

Professores e EAD

Pautados nas recomendações dos Sindicatos (Patronal e Empregados), Medidas Provisórias e Orientações do Ministério da Saúde, quanto ao grupo de risco, as instituições poderão buscar o melhor caminho para a não interrupção das atividades letivas, bem como a manutenção dos empregos, estando autorizadas a conceder férias antecipadas de até 30 dias, sendo que neste período a escola estará fechada.

Segundo a advogada, não se optando por férias antecipadas, e /ou mesmo o descanso em banco de horas, as instituições deverão capacitar seus professores e demais profissionais ao trabalho remoto, via home office, especialmente para que o professor tenha as ferramentas necessárias para ministrar as aulas EAD.

“Todas as garantias trabalhistas deverão ser obedecidas, inclusive aditamentos em contratos para home office e acordos coletivos ou individuais, se for o caso”, finaliza a advogada.

Desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o blog do IsCool App tem feito um especial sobre o Coronavírus com matérias que buscam auxiliar os gestores nesse momento de reinvenção do ensino, após a suspensão das aulas presenciais.  Confira as demais postagens:

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Desde que a Pandemia do Covid-19 (Coronavírus) forçou a suspensão das aulas e colocou os alunos em quarentena, as escolas estão correndo para se adaptar à Educação a Distância (EAD), buscando amenizar os prejuízos no ensino de crianças e jovens em todo o Brasil. De acordo com dados da Unesco, são 850 milhões de estudantes sem aulas presenciais em todo o mundo.

Amparadas por uma decisão do Ministério da Educação (MEC) que autorizou o ensino a distância na grade presencial por pelo menos 30 dias, as escolas passaram a substituir as disciplinas presenciais por aulas que utilizam meios e tecnologias digitais. É o caso do Colégio de Vinhedo, no interior de São Paulo.

Segundo a coordenadora dos anos finais e ensino médio, Carla Regina Zampieri, o colégio tem encontrando alguns desafios no processo de ensino a distância, principalmente na utilização da tecnologia.

“Mas, entendemos que é um período de adaptação e que os benefícios alcançados, depois desse primeiro momento, serão muitos”, afirma.

O colégio já utilizava o aplicativo de comunicação escolar IsCool App, mas a partir da suspensão das aulas, passou a utilizar também o módulo Lição de Casa, para que os alunos possam fazer suas tarefas domiciliares.

“Hoje, o IsCool App é nossa principal ferramenta de comunicação com pais e alunos. E tem sido muito eficaz.”, diz ela.

Outro exemplo é o Instituto Educacional de Americana, também no interior de São Paulo. A professora de Educação Infantil, Fernanda Caldas, está gravando videoaulas de sua casa para as crianças, sob orientação do colégio. Ela nos conta que grava de 2 a 3 vídeos ao dia.

“A gente se reinventa na tentativa de reproduzir o conteúdo de sala de aula em vídeos”, diz ela.

A professora afirma que o conteúdo feito para a criança aprender precisa, em primeiro lugar, ter sentido e também ser prazeroso.

Professora Fernanda Caldas em vídeo de contação de história para as crianças

As vídeoaulas, repletas de elementos lúdicos, são repassadas aos celulares e computadores dos pais através do IsCool App, aplicativo que o colégio adotou antes da Pandemia do Covid-19.

“Os pais já estão acostumados com o IsCool App e é por lá que entramos diariamente, passamos a rotina do dia, os links de vídeos com contação de histórias e assim por diante”, explica Fernanda.

Em todo o Brasil, diversas escolas também estão usando o aplicativo como forma de manter os pais informados e os alunos aprendendo, mesmo à distância. Inclusive, o blog do IsCool App fez anteriormente uma matéria sobre o aumento de escolas em busca do aplicativo de comunicação escolar e o módulo Lição de Casa.

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Dicas de ferramentas e recursos

Além de aplicativo de comunicação escolar, como é o caso do IsCool App, as instituições de ensino têm à disposição recursos on-line que podem ser utilizados gratuitamente, por conta da pandemia, para auxiliar nos estudos domiciliares e manter o calendário escolar de dias letivos.

Para auxiliar professores e equipe pedagógica nesse trabalho, o blog IsCool App selecionou algumas opções para ajudar as escolas nesse período de quarentena:

Confira abaixo algumas ferramentas e recursos que podem ser utilizados pela sua escola:

Educacross: Plataforma de Ensino-Aprendizagem e Avaliação de Lógica e Matemática, disponível para escolas públicas e privadas. Atende alunos do Ensino Fundamental, anos iniciais. Durante a paralisação das aulas, serão disponibilizadas as trilhas diárias de jogos “ESTUDO EM CASA”, gratuitamente nesse período.

De acordo com a CEO e cofundadora da Educacross, Erica Stamato, a plataforma oferece pelo menos duas condições ideais para esse momento.

“Por ser digital, rompe com a questão do isolamento. Além disso, desenvolve a autonomia da criança, uma vez que a aprendizagem é lúdica e envolvente”, diz ela.

Segundo ela, os jogos da plataforma cumprem as habilidades descritas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental I completo.

“Nós reunimos gameficação, jogos e gestão do conhecimento com análise do desenvolvimento da criança em tempo real”, completa.

Stoodi: Plataforma de estudos para alunos que estão se preparando para o Vestibular, disponibilizando videoaulas, exercícios e resumos da maneira organizada. Para que os estudantes não tenham seus estudos prejudicados nesse período, a plataforma liberou temporariamente o acesso gratuito a todas as videoaulas e exercícios com correção em vídeo.

Google Classroom: O Google Classroom ou Google Sala de Aula ajuda a comunicação entre as turmas, economizando tempo e mantendo as salas organizadas. Para ter uma Google Sala de Aula, a escola precisa se inscrever em uma conta gratuita do G Suite for Education que permite que as escolas decidam quais serviços do Google os alunos poderão usar e fornece proteções adicionais de privacidade e segurança importantes.

Inclusive, o Google criou um tutorial para professores que não estão habituados com suas aplicações. O tutorial ainda não está totalmente disponível em português, mas a maioria das aplicações já conta com o conteúdo traduzido, além de serem bastante intuitivas.

Moodle: É um sistema de gestão de aprendizagem on-line bastante conhecido no mundo acadêmico e que permite inserir vídeoaulas e outras funcionalidades. É gratuito para classes com menos de 50 alunos. Pode ser utilizado tanto para aulas de disciplinas básicas, como também de aulas extras: educação física, música, judô, capoeira, ballet, entre outros.

Outras aplicações úteis:

Canva: Aplicativo que permite criar diversos tipos de design, com qualidade profissional e de forma gratuita. A ferramenta já disponibiliza vários templates de apresentações, infográficos e vídeos. Alguns elementos são pagos.

Popplet: Sistema on-line para criação de mapas mentais. Na versão gratuita, permite a criação de até 10 mapas que podem ser salvos e disponibilizados por PDF ou pelo link da própria aplicação. Para disponibilização via link, o mapa mental deve ser colocado na opção “pública”. Para utilizar esta aplicação o flash deve ser autorizado no navegador. Possui tutorial em Português.

Pixton: Plataforma para a criação de História em Quadrinhos (HQ). Pode ser orientado para que os alunos criem seus próprios quadrinhos e compartilhem através de link. Para disponibilização via link, a HQ deve ser colocada na opção “pública”. A versão gratuita permite até 50 alunos e a criação de múltiplos quadrinhos por até 15 dias.

No site da Unesco, você também encontra outras dicas de ferramentas que podem ser utilizadas como recurso para a educação à distância.

A Humus, empresa que atua no segmento educacional, também fez uma compilação com os melhores conteúdos que têm sido disponibilizados gratuitamente. Acesse aqui.

E a sua escola? Está utilizando quais ferramentas para o ensino em casa? Conte pra gente nos comentários!

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Diante de possíveis casos de Coronavírus no ambiente escolar, grande parte das escolas começou a suspender gradativamente as aulas presenciais desde segunda-feira (16/03), tendo como apoio o uso de ferramentas tecnológicas para a comunicação com as famílias e educação à distância. É o caso do IsCool App que auxilia o envio de comunicados da escola durante esse período.

De maneira geral, as escolas estão seguindo as orientações de contingenciamento da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) que prevê a suspensão gradativa das aulas até chegar à suspensão total, a partir de hoje, 23/03.

“O nosso objetivo principal é preservar a integridade dos alunos e, consequentemente, diminuir o impacto no calendário letivo”, diz o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, em comunicado oficial.

Além dos avisos enviados pelo aplicativo, a escola também poderá utilizar o módulo Lição de Casa do IsCool App como recurso para auxiliar os alunos que não frequentarão a escola nas próximas semanas. Esse módulo permite que o professor envie facilmente a tarefa de casa através do aplicativo. Inclusive, fizemos recentemente um post falando sobre as vantagens desse módulo.

Saiba mais: IsCool App lança módulo Lição de Casa

Leia também: 10 dicas de como manter os alunos protegidos do Coronavírus

A ferramenta ideal para a informação certa

Entenda como as principais funcionalidades do IsCool App podem auxiliar o colégio neste momento de combate ao Coronavírus:

Feed de notícias: Ideal para publicar informativos em tempo real a toda comunidade e de uma vez. Fica disponível logo que o pai abre o aplicativo e, por isso, também pode conter informações gerais, como dicas em formato de texto, fotos e vídeos.

Comunicados: Mensagem direta e privada aos pais de um aluno ou turma específica. Pode ser enviada também a colaboradores e toda comunidade escolar de uma vez. Pode conter, além de texto, imagens, fotos e arquivos. Também oferece notificação push para que os pais estejam atentos às últimas atualizações do colégio quanto ao tema COVID-19.

Lição de casa: Disponibiliza as tarefas e atividades pedagógicas que os alunos poderão fazer durante o período de suspensão das aulas, caso o colégio opte por aplicar algum nível de educação a distância e apoio da tecnologia remota no aprendizado.

Calendário: Cria eventos específicos, como o dia de retorno das aulas, e se integra com a agenda do celular do pai, para reforçar a importância da data, além de enviar notificação via push.

Atendimento: Disponibiliza, de maneira organizada, os múltiplos canais de atendimentos e setores do colégio via chat, telefone ou e-mail. Pode ser uma rápida e fácil solução para atender às dúvidas dos pais em relação aos procedimentos de contenção ao Coronavírus.

Aumento de mais de 100%

Desde que a pandemia de Coronavírus (COVID-19) forçou as escolas a suspenderem as aulas em alguns estados do País, aumentou em mais de 100% a busca por aplicativo de comunicação escolar via mobile.

O IsCool App recebeu o dobro de novos pedidos desde segunda-feira (16), quando as escolas iniciaram a suspensão das aulas.

De acordo com a gerente de produtos e novos negócios do IsCool App, Tálita Barão, as escolas necessitam de um meio de comunicação rápido e eficaz, especialmente nesse momento sem precedentes.

“A agenda de papel perdeu a utilidade uma vez que os alunos estão em casa. É preciso que a escola tenha uma ferramenta rápida e eficaz de interação com as famílias, diminuindo o impacto da distância”, diz ela.

Módulo Lição de Casa

Além dos novos pedidos para implementar o aplicativo, o IsCool App também teve um aumento de interesse em relação ao módulo Lição de Casa. O Colégio Objetivo de Nova Odessa (SP), que já é cliente do IsCool App, foi uma das escolas que optaram pela utilização do módulo.

Segundo o assessor de comunicação do colégio, Bruno Aguiar, com o aplicativo ficou mais fácil manter contato direto com os alunos e responsáveis neste período de pandemia do COVID-19.

“As aulas, por hora, estão suspensas, mas os professores do colégio estão empenhados, realizando vídeo aulas para que os alunos não sejam prejudicados pedagogicamente”, relata ele.

Todos os alunos receberão orientações, conteúdos de revisão e conteúdos complementares através do módulo Lição de Casa.

Suspender as aulas não é uma medida adotada apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo levantamento da Unesco, 105 países fecharam escolas e instituições educacionais em todo o país, impactando mais de 897,1 milhões de crianças e jovens.

Outros 11 países, entre eles o Brasil, implementaram fechamentos localizados em áreas de maior risco de contaminação e, se esses fechamentos se tornarem nacionais, dezenas de milhões de alunos também sofrerão interrupções na educação.

Através do site da instituição, é possível ver o mapa de monitoramento de alunos afetados pelo fechamento das escolas em decorrência do COVID-19. No site, também está à disposição uma lista de plataformas e mecanismos de aprendizagem à distância para compensar a perda de horário letivo.