Os aprendizados da educação em 2021

Quais as principais reflexões deste ano letivo para os gestores, coordenadores e professores?

Educadores, pais e alunos tiveram diversos aprendizados na educação em 2021. Desde o ensino infantil até a faculdade, a pandemia do Covid-19 tem mudado a escola como a conhecíamos. À medida que o ano letivo termina, podemos refletir sobre como a pandemia modificou a educação e o que isso significa para o futuro.

Neste artigo do blog do IsCool App, abordaremos as lições aprendidas neste ano e como elas podem impactar a educação no futuro da primeira infância, ensino fundamental e médio. Vamos fazer uma breve retrospectiva do que passamos, analisando o que foi positivo e o que foi negativo. Confira a seguir: 

Os aprendizados com aspectos positivos

1 – Uso da tecnologia

Se podemos citar um aspecto positivo da pandemia foi o fato de se acelerar o uso da tecnologia nas escolas. Elas tiveram que fornecer dispositivos e pontos de acesso à Internet aos professores e alunos o mais rápido possível. Isso aconteceu ao longo de 2020 e em 2021, quando houve o retorno das aulas no formato híbrido (ensino presencial e remoto).

Escolas que já utilizavam recursos tecnológicos antes da crise sentiram menos impacto em relação a isso. Já as escolas que estavam estacionadas no ensino tradicional, amparadas somente com lousa e giz, tiveram que correr para buscar soluções de software e hardware em tempo recorde.

2 – Novas habilidades

Outro aspecto positivo é que alguns alunos prosperaram e ganharam habilidades valiosas durante o ano. O aprendizado a distância ajudou, por exemplo, estudantes com problemas de comportamento como o bullying, bem como alunos que lutavam contra a autoconfiança, no caso de excesso de timidez.

De maneira geral, pode-se dizer que os alunos aprenderam a ser mais independentes e a gerenciar melhor seu tempo.

3 – Novas estratégias de apoio pedagógico

O retorno das aulas presenciais trouxe a necessidade da intensificação das aulas de reforço escolar, o que motivou alguns alunos a superarem os desafios do aprendizado em atraso. 

Inclusive, já publicamos aqui artigo que conta como o apoio pedagógico, antes chamado reforço escolar, tem se beneficiado das novas tecnologias educacionais e se tornado estratégia essencial na retomada do ensino presencial. 

Leia em: O papel da tecnologia no apoio pedagógico

4 – Melhor comunicação com os pais

A comunicação entre pais e educadores melhorou durante a pandemia, sendo um dos aprendizados da educação em 2021. Embora o acesso à Internet seja um desafio para algumas famílias, a comunicação da escola com elas aumentou e os pais passaram a compreender melhor o papel dos professores.

Nesse sentido, aplicativos de comunicação escolar como o IsCool App auxiliaram num contato mais ágil e eficiente da escola com as famílias e ganharam alta adesão dos usuários. A ferramenta, além da comunicação, ajudou em diversos outros setores, como formulários para checagem da saúde dos alunos e matrículas on-line, por exemplo. 

Ainda tem o fato das escolas terem usado muito menos papel nas salas de aula porque os professores foram obrigados a fazer quase tudo digitalmente. Certamente, os sistemas escolares devem ter economizado uma boa quantia nesse sentido. 

5 – Atenção individualizada

Com o retorno gradual das aulas presenciais neste ano, os professores inevitavelmente começaram com turmas menores no primeiro semestre. Isso foi benéfico não apenas para limitar a disseminação do Covid-19, mas também para dar aos alunos atenção personalizada.

Devido ao aprendizado híbrido e turmas presenciais menores, os problemas disciplinares com os alunos também diminuíram. Com uma maior integração escola-famílias, assuntos comportamentais também puderam ser melhor trabalhados e resolvidos em conjunto.

Os aprendizados com aspectos negativos

1 – O ensino a distância não funcionou para alguns alunos

Embora muitos alunos tenham se saído bem, aqueles sem internet confiável, habilidades de gerenciamento de tempo e suporte em casa sofreram durante o aprendizado a distância e híbrido. Alguns alunos simplesmente desistiram e pararam de frequentar as aulas virtuais. Assim como grande parte dos professores teve dificuldade em fazer os alunos ligarem suas câmeras e participarem durante a aula.

Um estudo sobre Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias do Instituto Itaú Social revelou que houve um aumento da falta de motivação dos estudantes já em 2020, que passou de 46% para 53%.

2 – Também não funcionou para alguns professores

No ensino híbrido, houve o desafio de dar aulas presenciais e virtuais ao mesmo tempo. Os professores encontraram dificuldades em lidar com as questões técnicas de ministrar aulas com metade da turma em sala e a outra metade em casa. Isso sem contar o receio de deixar parte da turma para trás no aprendizado.

3 – Adaptando-se às mudanças de cronograma

Ao longo do ano, as escolas mudaram entre o aprendizado remoto, híbrido e presencial à medida que os municípios e estados consideravam as taxas de casos do Covid-19 baixas e seguras para o retorno ao aprendizado presencial.

Para os professores e pais, as mudanças de cronograma ao longo do ano foram desafiadoras. Isso porque a falta de consistência dos horários dos alunos tornou difícil para os pais que trabalham descobrir como conciliar os dias em casa e os dias na escola. 

Especialmente para os professores foi um ano muito difícil na questão de carga de trabalho. Afinal, eles tiveram que adaptar planos de aula, aprender novos programas e passar mais tempo em contato com pais e alunos. Além do aumento da carga de trabalho, os educadores tiveram que lidar com os riscos para a saúde. 

Muitas reflexões

Por fim, a pandemia revelou desigualdades no sistema educacional brasileiro que precisam ser resolvidas. Enquanto isso não acontece, fica a reflexão mais urgente: como será a educação em 2022?

Embora nem todo educador, pai ou aluno deseje que a educação mude completamente no próximo ano, muitos não querem voltar exatamente ao que era. O que podemos prever com toda a certeza é que a aprendizagem híbrida deve continuar a ser uma opção, assim como o aprendizado virtual. 

A mudança maior certamente será em relação ao ensino médio. A partir de 2022, os alunos terão uma aula a mais por dia. Os alunos do 3º ano passarão a ter 8 aulas por dia em 2023. Inclusive, o blog do IsCool App já publicou um artigo falando sobre isso: Novo ensino médio e as mudanças para 2022.

E você, o que prevê para a educação em 2022?

Leia mais em nosso blog:

Planejamento 2022: principais tendências na educação

Planejamento 2022: marketing escolar

Planejamento 2022: comunicação no retorno presencial

Planejamento 2022: 5 dicas essenciais

Deixe uma resposta