A PNL aplicada em sala de aula

Seja na educação socioemocional ou mesmo em temas mais exatos, as técnicas de Programação Neurolinguística têm sido usadas com sucesso pelos educadores; saiba mais sobre como aplicar e quais resultados esperar dessa prática

Você, responsáveis e toda a equipe da escola têm um objetivo em comum: ver os estudantes se tornando indivíduos bem-sucedidos. Algo que pode agregar muito ao sucesso da aprendizagem é a Programação Neurolinguística (PNL) em sala de aula.

Essa ciência aborda a forma como podemos ter o melhor aproveitamento diante de experiências e informações. Logo, a PNL é definida como uma área do conhecimento que reflete sobre o funcionamento do cérebro humano e os comportamentos que temos.

Hoje, especialistas defendem que as técnicas de PNL em sala de aula possibilitam obter mais concentração ao estudar, melhorando a aprendizagem. Quer saber mais sobre isso? Acompanhe as informações que reunimos aqui no Blog do IsCool App.

PNL: saiba mais sobre esse conceito

Antes de esse conceito fazer parte da rotina escolar, vamos falar sobre sua origem e suas definições. A Sinais (Sociedade Internacional de Neurolinguística e Programação Sistêmica) explica que a PNL foi criada na década de 1970. Surgiu a partir de pesquisas de Richard Bandler e John Grinder, que estavam motivados a entender mais sobre padrões mentais e insucesso.

Ou seja, os primeiros estudos sobre PNL tinham como objetivo descobrir formas de mudar comportamentos e linguagens para, assim, mudar o funcionamento do cérebro. No artigo “O Uso da PNL para Potencializar a Sala de Aula Invertida na Educação a Distância”, compartilhado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), os autores Filipo Maluf Carotenuto e Erileine Faria Rodrigues Carotenuto contam ainda que os criadores da PNL identificaram padrões de excelência em pessoas bem-sucedidas.

Isso possibilitou compreender e replicar os comportamentos para que outros indivíduos alcançassem resultados também bem-sucedidos. A partir de então, a programação neurolinguística ganhou espaço entre acadêmicos do mundo todo. Hoje, defini-se a PNL como uma ciência que desenvolve o potencial da mente humana.

Logo, aborda primeiramente os comportamentos fundados nos processos neurológicos, como visão, audição, olfato, paladar, tato e sensação e, em seguida, nos convida a refletir sobre os comportamentos gerados a partir das experiências e ações consequentes.

Especialistas defendem que a prática dessas técnicas possibilita mudanças de impacto, até mesmo na rotina escolar.

Sistemas representacionais da PNL

Vale a pena reforçar que a Programação Neurolinguística é baseada em quatro sistemas representacionais. Ou seja, cada pessoa possui capacidades de processar informações diferentes. Esses sistemas são explicados aqui pelo IBC:

Pessoa digital: indivíduos que gostam de questionar e repensar sobre o sentido da informação obtida. Todavia, têm mais dificuldades de concentração.

Cinestésica: a pessoa se baseia mais nos sentimentos e consegue aprender mais pela experimentação.

Auditiva: consegue aprender melhor por meio da escuta.

Visual: tem memória fotográfica; por isso, desenvolve-se mais com conteúdos com imagens em vez de orais.

Como aplicar a PNL em sala de aula?

Você sabia que a PNL em sala de aula ajuda professores a conhecerem melhor seus estudantes? Além disso, especialistas observam que é uma forma de conhecer melhor os seus limites individuais. Enquanto isso, o estudante consegue obter o conhecimento de forma diferenciada, impactando em mais produtividade ao absorver novos conteúdos, por exemplo.

Pensando nisso, a Sinais compartilhou três dicas para que a Programação Neurolinguística (PNL) seja aplicada no ambiente escolar. Siga com a leitura e veja como tornar essas técnicas realidades na sala de aula.

Dica 1: atenção e empatia

Primeiramente, professores devem dedicar atenção ao processo de aprendizagem dos estudantes de forma empática. Sendo assim, ao aplicar a PNL em sala de aula, os docentes devem compreender as dificuldades de cada um. A partir disso, é possível desenvolver atividades que priorizem os interesses dos estudantes, até mesmo de forma mais divertida. Dessa maneira, alcançarão a produtividade esperada.

Dica 2: crie modelos

Para isso, os professores precisam identificar os principais pontos de melhoria da turma. A partir disso, é hora de aplicar a PNL em sala de aula: estabeleça modelos que sejam recriados para incentivar o processo natural de aprendizagem, respeitando os limites individuais.

Dica 3: invista no bom relacionamento em sala

A boa relação entre quem ensina e quem aprende é fundamental ao aplicar a PNL em sala de aula. Portanto, ao transmitir seu conteúdo, o professor deve priorizar a simplicidade, tornando essa experiência a mais agradável possível. Isso contribui com a relação entre os envolvidos e impacta a forma de absorver o conhecimento.

Conheça algumas técnicas de PNL para trabalhar em sala de aula

Listamos aqui algumas das diversas técnicas de PNL que se encaixam na rotina escolar, compartilhadas pela FIA Business School. Confira!

Rapport

Hoje, talvez seja a técnica de PNL mais conhecida, porque é utilizada na área comercial. Mas isso não impede que também faça parte da rotina escolar. O conceito visa promover empatia e conquistar o retorno de uma pessoa, ou seja, criar laços a partir de pontos em comum. Para isso, ao se comunicar, aplicam-se fundamentos como a importância de saber ouvir com paciência, chamar as pessoas pelos seus nomes e de se manter com a feição positiva, para demonstrar e conquistar a confiança do próximo.

Fogging

Já essa técnica de PNL visa disfarçar ou desviar uma situação de potencial conflito. Então, ao perceber um possível embate, a pessoa cria uma resposta que consiga reduzir tensões, contornando a situação.

Metáfora

Essa já é uma velha conhecida, mas não menos importante. A técnica de metáfora é uma forma de aplicar a PNL em sala de aula por meio de uma história fictícia que esteja relacionada ao fato que se deseja alterar.

Visualização do futuro

Como o nome já diz, essa técnica incentiva as pessoas a refletirem sobre o que está por vir. Aqui consideram-se emoções, experiências desejadas e outros pontos futuros para motivar a realização.

Então, está pronto para aplicar a PNL em sala de aula? Esperamos que o conteúdo contribua com o desenvolvimento das suas atividades escolares. Siga acompanhando o blog do IsCool App para saber mais!

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