Ensino presencial: dicas e observações da retomada ainda em pandemia

Como virar a chave – de professores, pais e alunos – para que a volta às aulas em sala seja natural, gradual e segura

O segundo semestre de 2021 começou com a retomada gradual dos alunos às aulas presenciais. No estado de São Paulo, por exemplo, a taxa de ocupação passou dos 35% no período anterior às férias para 100%. Porém, ainda não é obrigatória a volta às aulas presenciais. No novo plano, cada escola determina como será o acolhimento dos alunos em sala de aula.

No caso de São Paulo, o governo decidiu trabalhar não mais com a limitação percentual da capacidade de alunos, mas sim, com protocolos de distanciamento. As escolas deverão manter a regra de 1 metro de distanciamento entre os estudantes.

De maneira geral, para o retorno gradual das aulas presenciais, será necessário seguir alguns passos. Confira as dicas a seguir:

1. Mapear as turmas

Algumas escolas optaram por reduzir as turmas e atingir a capacidade total dos alunos na volta às aulas presenciais, sendo que a totalidade dos alunos frequenta a escola diariamente. Já outras dividiram as turmas em dois grupos que se revezam em dias alternados nas aulas presenciais. De qualquer forma, o ensino a distância continua para os alunos que estão impossibilitados de assistirem às aulas com a turma. Seja porque mudaram de cidade, seja porque os pais ainda têm receios em relação à segurança sanitária.

2. Focar no acolhimento

Durante a pandemia, muitas famílias perderam entes queridos, perderam seus empregos e muitos precisaram mudar de cidade. Caberá à escola a missão de acolher os alunos e colaboradores de forma que eles se sintam seguros. Pensando nisso, o colégio deverá seguir rigidamente os protocolos de saúde e deixar bem claro isso para as famílias.

3. Analisar a própria experiência

Cada escola deverá olhar para si e entender o que deu certo e o que não deu durante o período exclusivo de ensino a distância e também com o ensino híbrido. A autoanálise será importante para acertar o caminho a seguir. Avaliando os próprios erros e acertos, a escola poderá identificar o que deverá ser mantido e o que deverá ser descartado. Não faz sentido, por exemplo, manter provas on-line para todos os alunos. Já os trabalhos podem ser enviados por meio digital por todos, seja os que estão frequentando as aulas presenciais, seja os que se mantiveram on-line. 

4. Elaborar avaliação diagnóstica

Já é sabido que a pandemia trouxe perdas em diversos setores, mas principalmente na questão da aprendizagem dos alunos. Por isso, cabe à escola elaborar avaliação diagnóstica das turmas para saber em que grau está o nível de aprendizado dos alunos e adaptar o currículo escolar de forma que atenda às necessidades curriculares e de aprendizado individual.

Revisite o planejamento inicial, a BNCC (Base Nacional Curricular Comum), o currículo da sua rede e as decisões feitas na reunião com a equipe escolar. Mas, tenha em mente que não será possível realizar tudo que foi inicialmente proposto.

Cabe aos professores reverem o sistema de avaliação de uma forma mais ampla, não apenas como aplicação de provas presenciais, mas levando em conta todas as atividades anteriormente aplicadas.

5. Trabalhar de maneira coletiva

Trabalhar de maneira coletiva com a comunidade escolar será importante para que todos naveguem na mesma direção: ao retorno do ensino presencial seguro e propício para o aprendizado. Sendo assim, as escolas devem olhar para as experiências das outras, trocando informações e aprimorando o retorno das aulas presenciais.

Tecnologias educacionais no novo normal

O uso da tecnologia como aliada educacional é um ganho importante e não pode ser perdido na volta às aulas presenciais. Nesse período que os alunos experimentaram o ensino remoto, ficou evidente a importância das tecnologias como ferramentas para o aprendizado. O caminho do uso das ferramentas tecnológicas, que era previsto num futuro próximo, foi antecipado com a pandemia.

Muitas destas ferramentas devem continuar sendo utilizadas em conjunto com os materiais já tradicionais, como apostilas, livros e cadernos. O envio de tarefas e a realização de atividades por meio digital pode continuar a fazer parte do cotidiano escolar.

Heterogeneidade das turmas

Com a retomada das aulas presenciais, os docentes precisam se atentar ao fato de que cada aluno se adaptou de forma diferente ao ensino remoto. Alguns se adaptaram melhor e, consequentemente, tiram melhor proveito do aprendizado e voltam com menor defasagem.

Já outros tiveram dificuldade em relação ao ensino a distância e, portanto, necessitam de um olhar mais atento dos professores. Daí a importância de elaborar a avaliação diagnóstica para verificar o nível em que cada aluno se encontra. Cabe às escolas realizarem aulas de reforço para igualar o nível de conhecimento escolar.

Relação com as famílias

De certa forma, o professor passou a ser observado pelas famílias em tempo real durante o ensino a distância. Muitos pais passaram a assistir às aulas junto com os filhos, tornando-se mais críticos sobre a maneira como as aulas eram ministradas.

Agora, com a volta das aulas presenciais, é necessário manter essa interação com os pais, aproveitando esse vínculo criado e desenvolvendo canais de comunicação para que as famílias possam participar do processo de ensino. Ou seja, que os pais possam se expressar sobre o aprendizado dos alunos e que possam se sentir seguros e informados sobre o andamento da rotina escolar e o desempenho dos alunos.

Por isso, é necessário que as escolas mantenham a comunicação com os pais, seja por meio de aplicativos e e-mails, de maneira que o diálogo permaneça aberto. Nesse sentido, o aplicativo de comunicação escolar é importante para manter o vínculo com a família cada vez mais forte. O que antes era algo opcional, passou a ser necessário.

Bom retorno

Desejamos que o retorno às aulas presenciais em sua escola seja feliz e seguro. Continue acompanhando o Blog do IsCool App para ter acesso a conteúdos que irão auxiliar nesta nova e tão esperada fase.

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