Campanha de matrícula 2022: dicas para uma ação de sucesso

Conheça melhor as particularidades da próxima campanha de matrícula e veja como destacar sua instituição

Ainda sob o impacto desafiador da pandemia, as escolas começam a planejar a campanha de matrícula 2022. Quais são as melhores práticas para esse fim? De modo geral, as instituições escolares ainda estão carentes dessa informação.

Para ajudar nessa questão, falamos com o sócio-diretor e fundador da School 360, Adriano Ornellas, que acredita numa visão holística sobre o processo de campanha de matrícula na pandemia. A School 360 é uma consultoria especializada em soluções de governança para o mercado educacional e que, em seu escopo, também realiza projetos relacionadas à captação e retenção de alunos.

Para Ornellas, é necessário que a escola tenha um olhar 360° para seus processos internos, porque uma demanda pode estar conectada a uma outra área que não é vista ou percebida, tanto por quem está dentro da instituição, quanto para a própria consultoria que presta serviço. “De repente, a captação de alunos não envolve só o departamento de marketing, mas envolve outras áreas para adequar as campanhas de matrícula, como, por exemplo, TI ou análise de negócios”.

Retenção é mais importante que captação

Para a campanha de matrícula no novo normal, a retenção é mais importante que a captação. “Você fideliza e acaba mostrando que a escola consegue desenvolver um bom trabalho e, consequentemente, acaba captando novos alunos, por conta da propaganda boca a boca”, explica Ornellas.

Assim, os processos de matrícula de alunos novos devem se preocupar com a experiência dos estudantes. “A família do aluno entende que a escola é uma extensão da casa. Nesse sentido, os responsáveis esperam que a instituição ajude a desenvolver o seu maior bem, que é seu filho, para ser uma pessoa melhor. Nesse processo, ela deve se atentar à experiência que o pai tem, a segurança que ele precisa para entender o que a escola oferecerá para seu filho”, ressalta.

É importante que os colégios invistam no marketing e na comunicação, desenvolvendo materiais de divulgação que deixem claro para os pais os valores que elas têm, que tipo de educação oferecem, para que eles tenham clara noção do que estão contratando. “o basta ter um prédio lindo sem uma pedagogia consistente”, alerta Ornellas. 

Para ele, deverá haver muita movimentação de matrículas para as escolas a partir do primeiro semestre de 2022. “Acredito que a gente volte para algo próximo de 100% da nossa rotina normal anterior à pandemia. Sou otimista com a perspectiva da imunização das vacinas. Tenho fé que vai dar tudo certo”.

Campanha de matrícula no ensino híbrido

Com a chegada da pandemia, muitas escolas se viram perdidas, sem nenhum preparo com o uso de tecnologias, nunca se preocuparam com treinamento dos profissionais e isso acabou sendo exposto com a Covid-19.

“Com a escola dentro de casa, muitos pais descobriram como ela entrega o serviço para seus filhos. Até porque a aula remota não substitui a presencial, está “quebrando o galho”. A tecnologia é bacana, a geração já vem preparada, mas a convivência em escola é fundamental para a formação de crianças e adolescentes”, afirma.

Segundo Ornellas, as escolas devem olhar para a tecnologia com mais atenção e melhorar o processo de contratação de profissionais. “Não basta o professor ter conhecimento apenas na área pedagógica, mas também outras habilidades, como domínio da tecnologia”, diz.

Quando a sociedade voltar para o normal e a comunidade escolar conseguir frequentar as aulas presencialmente, as escolas deverão utilizar a tecnologia como um meio que já existia e não era explorado. “A melhor forma de usar a tecnologia é capacitando os professores. Tecnologia, se não for bem pensada, entendida, faz com que a escola acabe perdendo dinheiro, ao invés de ganhar resultados.

Automatização e segurança nos processos

Muitas escolas estão preocupadas com o processo de agilidade de rematrículas e matrículas. Elas têm tentado modernizar e digitalizar a coleta de dados e informações para facilitar o decorrer das etapas, tanto para a própria escola, quanto para os pais dos alunos.

De acordo com Ornellas, nem todo processo precisa de sistemas, mas todo sistema precisa de processos definidos. “É importante modernizar com propósito, de maneira consciente e coletiva”. Por exemplo, campanhas de matrícula com assinaturas digitais, utilizadas através de aplicativos como o IsCool App, oferecem uma opção moderna, com agilidade e segurança.

Isso sem contar com a preocupação em torno da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), questão importante que leva as escolas a um cuidado redobrado em relação à coleta de dados, garantindo total consentimento dos responsáveis para o armazenamento das informações referentes aos estudantes.

Vale lembrar que quando um pai decide por uma escola, é uma decisão emocional, daí o acolhimento é muito importante. “Mesmo aquele pai que não converteu, é bom que a escola tenha algum canal de conexão com ele para que futuramente possa convertê-lo”, lembra

Ornellas sugere ainda que os pais possam visitar a escola de forma presencial sempre que possível. Além disso, o colégio deve criar fluxos para a campanha de matrícula 2022 que sejam mais eficientes, transparentes e mais humanizados. “Acho fundamental mostrar as evidências pedagógicas. Não são todas que fazem e isso facilita a venda. A escola deve mostrar qual o cidadão que ela quer formar, qual a sua metodologia: tudo isso facilita a decisão de matrícula”.

Escolas depois da pandemia

Passada a pandemia, as escolas que não conseguirem fazer a leitura desse momento, sem se preocupar com o futuro, com objetividade e transparência, não sobreviverão. Segundo Ornellas, os colégios devem se modernizar, não só no discurso, mas também nos bastidores.

“Em casa, os pais conseguiram enxergar como é o ensino de fato. Agora, as escolas precisam tentar se olhar como uma organização, como uma empresa. É preciso que elas invistam na formação de profissionais que tragam valor e benefícios para melhoria contínua do serviço”, conclui.

Como vimos, quando as escolas voltarem à normalidade, vão precisar olhar muito a gestão escolar e pedagógica, incluindo melhores práticas. E a sua escola? Está se preparando para isso?

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