Os riscos do uso de apps de mensagem gratuitos pelos colégios

Durante a pandemia, quando se multiplicaram problemas como fake news e grupos informais de chats de pais, muitos colégios passaram a usar os aplicativos de comunicação abertos e canais não oficiais, colocando em risco a segurança da informação e de dados de alunos frente a LGPD; saiba dos perigos dessa prática e veja dicas de como contorná-las

Nos últimos meses, algumas escolas passaram a utilizar os aplicativos de mensagem gratuitos como forma de comunicação com grupo de pais e até alunos. Se por um lado isso agiliza a entrega de informações para as famílias, por outro deixa a imagem do colégio mais vulnerável, uma vez que a escola não tem o total controle nessa situação, principalmente em relação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Em 2017, o Instituto iStart realizou a quarta edição da pesquisa Escola Digital Segura. Um dos resultados desse estudo revelou um dado preocupante: 77,7% dos conflitos, mal-entendidos, ofensas e outras ocorrências digitais em escolas têm origem em grupos de apps gratuitos de mensagem instantânea.

Dificuldade no gerenciamento e configurações, risco de exposição indevida e falta de ferramentas para auditoria do conteúdo são alguns dos maiores motivadores de problemas envolvendo essa prática, conforme listamos abaixo:

Os 3 principais perigos do uso de apps de mensagem gratuitos para os colégios:

1. Conflitos em Grupos de Pais

É fato que os aplicativos de mensagem gratuitos possuem grande adesão dos pais, mas o que parece ser um canal de comunicação perfeito à primeira vista, pode se tornar um problema em pouco tempo. Isso porque a autonomia da escola nesse tipo de canal de comunicação é praticamente inexistente. Assim, quando a comunicação se dá através de chat de pais, os conflitos entre os responsáveis dos alunos podem surgir com facilidade.

Daí a escola pode pensar que a melhor solução é restringir o envio de mensagens, criando uma lista de transmissão, mas, dessa forma, não há interação com as famílias e a comunicação acaba sendo unilateral, ou pior, as mesmas respostas teriam que ser dadas à cada família separadamente, perdendo a facilidade de se ter um grupo e tornando inviável a administração da comunicação institucional. Assim, a instituição escolar perde o feedback necessário para organizar suas ações pedagógicas.

2. Falta de Privacidade e Registro de Conversas

O professor que participa no grupo de pais pode perder sua privacidade ao ter que responder questões das famílias até mesmo fora do seu horário de trabalho. Além disso, a escola fica impedida de documentar e registrar as informações trocadas entre pais e professores, o que pode ser um problema em possíveis ações judiciais no futuro.

A escola também fica judicialmente mais vulnerável ao compartilhar contatos pessoais e números de telefones de seus colaboradores, pais e responsáveis. Vale lembrar que com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em vigor, a escola deve ter ainda mais atenção com a exposição desses dados, sob pena de cometer infrações que podem gerar graves penalidades, com altas multas.

Inclusive, já fizemos alguns artigos sobre a LGPD aqui no Blog do IsCool App. Confira:

Especial LGPD: O que é preciso saber sobre a lei de proteção de dados?

Especial LGPD: As adequações a serem feitas pelas escolas

3. Golpes e crimes virtuais

A crescente popularização dessas ferramentas também resulta no aumento de golpes e crimes virtuais. De acordo com uma pesquisa da Unicef, de 2019, 37% dos jovens brasileiros, entre 13 e 24 anos, já foram vítimas de bullying virtual, incluindo aplicativos e redes sociais. Outro crime recorrente tem sido de golpistas que roubam o perfil do usuário na tentativa de extorquir dinheiro da sua lista de contatos.

Dicas para consolidar a comunicação escolar ideal

Como vimos, escolher o melhor meio de comunicação para sua escola pode ser um desafio, mas, abaixo vamos listar 3 dicas que podem auxiliar:

1. Aplicativo que seja uma comunidade escolar particular

Um bom aplicativo de comunicação deve promover uma comunidade escolar particular, poupando a preocupação com questões de segurança da informação e privacidade. Os professores podem postar conteúdos e envolver seus alunos sem ter que se utilizar de contas particulares em app de mensagem gratuitos. É também uma ótima maneira de organizar e armazenar os conteúdos mais longos e pesados.

2. Ofereça outros recursos, além de troca de mensagens

O app escolar deve oferecer diversos recursos para uma comunicação efetiva com os pais, indo muito além de uma simples troca de mensagem. O IsCool App, por exemplo, pode até mesmo ser integrado ao sistema de gestão da escola, fornecendo informações atualizadas do aluno, como troca de turma, por exemplo.

Além do feed de notícias, a instituição escolar pode enviar comunicados, pedidos de autorização, enquetes, formulários, entre outros, além de disponibilizar, via integração, diversos itens do portal do aluno ali mesmo no app. Tudo isso com aviso de notificações para que os pais possam acessar a informação logo que receberem.

O IsCool App conta ainda com o recurso de lição de casa, muito utilizado agora no ensino híbrido, para que os alunos possam receber e devolver as tarefas pelo próprio aplicativo, em ordem cronológica e com facilidade de postagem pelo professor.

Confira todos os recursos que o IsCool App oferece através do site.

3. Esteja orientado dentro das diretrizes da LGPD

O aplicativo escolar deve ainda estar atento às diretrizes legais sobre a privacidade dos dados de alunos, pais e responsáveis. Uma simples conversa de professores no grupo de aplicativo de mensagem gratuito sobre determinado aluno pode causar imensa dor de cabeça para a escola. Uma informação sobre dados sensíveis desse aluno, que pode levar a uma discriminação do estudante, por exemplo, é considerada uma infração da LGPD.

O IsCool App veio se adequando à nova legislação mesmo antes que ela entrasse em vigor. Inclusive, criou diversos materiais para orientação dos gestores escolares, como este vídeo, que aborda a diferença entre dados pessoais e dados sensíveis

É importante que a escola pesquise quais apps estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, evitando problemas judiciais e pagamento de multas ou quaisquer outros ônus decorrentes de infrações referentes à privacidade de informações dos alunos e familiares.

Um app pensado para as necessidades escolares

Enfim, um aplicativo de mensagens gratuito não pode ser comparado à um app pensado especificamente para a gestão da comunicação escolar. Afinal, a comunicação escolar envolve muito mais que a troca de mensagens de maneira rápida, mas também processos organizacionais e muita segurança.

Independente do objetivo, nosso conselho é de que seu colégio não permita arestas e crie uma comunidade escolar forte e harmoniosa.

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