GEDUC 2020 acontece como conferência virtual na internet

Evento on-line sobre disrupção na educação compartilha experiências na aplicação de soluções inovadoras na educação

Compartilhando experiências na aplicação de soluções inovadoras para a educação, o Geduc chegou a sua 18ª edição em 2020. Porém, de um jeito diferente. Por conta da pandemia do Covid-19, o evento presencial foi cancelado e deu lugar ao evento 100% on-line. 

“É preciso discutir sobre os desafios enfrentados até aqui, que foi apenas o começo, e sobre como a educação ainda precisa evoluir para estar sintonizada com um mundo diferente, com o novo normal”, lembra Sônia Simões Colombo, diretora da Humus Consultoria, empresa organizadora do evento.

O Geduc ocorreu entre os dias 27 e 31 de julho, através da Zoom, plataforma de conferências virtuais. Como não poderia deixar de ser, o IsCool App confirmou sua presença entre os patrocinadores do evento, representada pela chancela da School Picture. De acordo com a gerente de produto e novos negócios, Tálita Barão, é um evento propício para oferecer aos gestores a possibilidade de insights tecnológicos.

“O Geduc é uma oportunidade das escolas conhecerem e programarem uma cultura de inovação: inovação em gestão, em tecnologias, em ferramentas e esse ano uma reflexão especial em inovação na cultura organizacional das escolas, levando novas práticas para dentro da escola e preparando-se para essa nova realidade que vivemos”, ressalta.

Foram mais de 60 palestrantes e cerca de 30 horas de imersão discutindo as tendências e o futuro da Educação. Os congressistas puderam participar de Fóruns sobre Educação a Distância, Inovação Acadêmica, Governança Corporativa, EdTech, Gestão de Pessoas, além de um Workshop e uma Jornada de Marketing Educacional, entre outras atividades.

O futuro já começou

Um dos aspectos que essa edição do Geduc demonstrou é que a educação híbrida e a educação a distância (EAD) vieram mesmo para ficar. Porém, existe diferença entre apenas digitalizar um material para a internet e desenvolver um material pensado para a internet.

“Será que não temos que construir algo novo, para um ambiente novo?”, ressaltou Tiago Mattos, futurista da Aerolito. Tiago abriu o evento com a palestra magna “O futuro da educação”. 

Quando a equipe do Geduc pensou no tema “Disrupção na educação” para o Congresso de 2020, não imaginava que seria tão assertiva. Com a chegada da pandemia no Brasil, as escolas tiveram que enfrentar uma verdadeira disrupção na maneira de educar.

“Todas as escolas passaram por isso nesse momento de pandemia, mesmo não sabendo o que é disrupção”, mencionou Ana Paula Batalha Ramos Soares, diretora pedagógica estratégica das unidades do Colégio Cruzeiro. Segundo ela, educação disruptiva demanda criatividade, exige desprendimento de práticas convencionais. “Convoca-nos a revistar e reformular o que chamamos de escola”, ressalta.

Aceleração na tecnologia

O uso da tecnologia se tornou fundamental nesse novo processo de ensino e aprendizagem a distância, fazendo parte da realidade de estudantes não só do Brasil, mas de todo o mundo.

A transição para esse cenário revelou os desafios e oportunidades para a disrupção e imersão em um mundo digital que precisa estar cada vez mais alinhado com a prática, desenvolvimento de competências e habilidades para a vivência em sociedade e para o novo cenário mundial.

“O futuro não pode mais ser um acidente”, ressalta Jaqueline Weigel, futurista global. Em sua palestra “A educação no novo mundo”, ela citou as principais tendências na educação, utilizando a Finlândia como exemplo a ser seguido.

“A educação é o caminho, mas não sozinha. Tudo precisa trabalhar de forma funcional”. Segundo ela, o Brasil está moderadamente preparado para o futuro da educação.

Para Ronaldo Mota, diretor científico da Digital Pages e Membro da Academia Brasileira de Educação, a tecnologia alterou profundamente o que é aprender e o que é ensinar. Porém, não é suficiente saber que somos imersos nos meios digitais.

“Como educadores, não podemos ser meros usuários. O professor deve saber curar o conhecimento, ou seja, ter diferentes olhares e aprender a aprender continuamente”. Ronaldo foi keynote speaker durante o 2° Fórum EdTech, na quarta-feira (29).

Assim como Ronaldo, Alcely Strutz Barroso também foi uma das palestrantes do Fórum EdTech. De acordo com a executiva da IBM em programas globais para universidades para a América Latina, “as empresas mais digitais são as que estão sobrevivendo ou crescendo nesse momento de pandemia”. 

Durante a 16ª Jornada de Marketing Educacional que ocorreu na quinta-feira (30), o gestor de marketing e relacionamento da PUC Campinas, Alcino Ricoy Junior, ressaltou que é preciso pensar diferente, pensar digital.

“Mesmo que de forma remota, a escola deve resgatar a afetividade, gerar empatia, motivar os alunos e oferecer orientação aos pais e alunos”. E completa: “Aproximar-se da família, publicar posts do dia a dia, ajudar na divulgação de pequenos negócios dos pais, entre outros exemplos”.

Sobre a questão de governança nas escolas, a diretora de desenvolvimento do IBCG – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Adriane dos Santos de Almeida acredita que é preciso ainda uma mudança cultural.

“A gente estuda teoria emprestada de outros países, mas precisamos de uma mudança cultural genuinamente brasileira”. Segundo ela, as escolas estão cada vez mais buscando olhar para o futuro, representando toda a sociedade e as suas diversidades.

O Geduc 2020 contou ainda com nomes como o jornalista Caco Barcellos falando sobre a formação de jovens empreendedores. João Paulo Pacífico, CEO e fundador do Grupo Gaia, e Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR e da Alicerce Educação, contribuíram com seus olhares sobre lideranças inspiradoras. Vale lembrar que o Geduc é o maior congresso de gestão educacional do país, reunindo os principais players da área.

Confira alguns momentos do evento:

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