PEA-Unesco: pelo direito à educação de qualidade

O Blog do IsCool App esteve na reunião anual das escolas associadas à Unesco para acompanhar de perto o trabalho das mais de 500 instituições em busca da transformação do país pela aprendizagem integral dos alunos; Programa brasileiro já é o segundo maior do mundo

Tendo como cenário uma bela e ensolarada manhã de sábado na capital paulista, mais de 300 gestores educacionais se reuniram para o primeiro encontro de 2019 do PEA-Unesco – Programa das Escolas Associadas à Unesco. Entre palestras, orientações e apresentações, o grupo de participantes, presente no Colégio Guilherme Dumont Villares, deu boas-vindas a 47 novas escolas associadas.

Entre os temas tratados durante toda a manhã estavam aqueles que ganham maior destaque ao longo do ano de trabalho, como a BNCC e sua aplicação prática, educação no trânsito e as línguas indígenas, tema Unesco para 2019. Esta temática, em especial, foi abordada pelo Profº Marcos Ueda, que trouxe a discussão da língua como maior patrimônio imaterial da humanidade.

Comprometido com o trabalho desenvolvido pela Unesco, principalmente no tocante aos 4 pilares da educação para o século XXI, o Grupo School Picture, representado também pelo Blog do IsCool App, esteve presente reforçando a parceria já existente e conhecendo mais de perto o trabalho de alguns dos colégios associados.

Segunda maior comunidade escolar associada Unesco no mundo

Contando com 583 escolas de norte a sul do país, o Programa das Escolas Associadas à Unesco é o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do Japão. São colégios públicos e particulares que têm o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura no desenvolvimento de projetos em suas próprias comunidades.

“Há 10 anos eu tenho o prazer de estar à frente da PEA-Unesco e meu objetivo sempre foi trazer as escolas públicas e reafirmar nosso compromisso com a comunidade por meio da educação pública. O movimento foi crescendo e hoje tem destaque como segundo maior do mundo. Mas o crescimento não aconteceu apenas em números de participantes, mas também em abrangência e envolvimento”, explica a Coordenadora Nacional do Programa das Escolas Associadas da UNESCO, Myriam Tricate.

Dona de uma comovente história de mais de 50 anos de atuação na educação, Myriam conta, com orgulho e lágrimas nos olhos sobre todo o trabalho desenvolvido pela equipe. “A Unesco Brasil está muito forte, muito representativa e fazendo muita coisa. As escolas ajudam, trabalham, estão felizes e engajadas apresentando seus trabalhos. Os pais, por sua vez, também percebem que a escola está envolvida em educação. Temos casos incríveis de retorno do trabalho”, ressalta a coordenadora que trabalha conectando parceiros do setor público e da iniciativa privada às mais de 500 escolas associadas.

O PEA-Unesco alimenta as escolas associadas com uma série de conteúdos e orienta cada instituição em seus projetos. No ano de 2019, por exemplo, além do tema línguas indígenas, estão sendo trabalhados o ano internacional da tabela periódica e o ano internacional da moderação e da comunicação não-violenta. Além dos materiais e dos encontros nacionais, o grupo se reúne em viagens internacionais para visitas em colégios com bons exemplos fora do país.

Trabalho que faz a diferença na comunidade

Entre as centenas de pessoas presentes no evento, tivemos o prazer de encontrar com Sônia Maria Paro, gestora municipal da cidade de Bebedouro que estava representando a Escola Municipal Stelio Machado Loureiro. Com um sorriso no rosto, Sônia contou como o fato de ter se associado à Unesco transformou a realidade dos alunos, gestores e de toda a comunidade local.

“Nos associamos à Unesco há 2 anos com o projeto Muros que Educam. Os muros da nossa escola estavam deteriorados, até que nos reunimos e desenhamos todos os pontos turísticos da cidade na extensão do muro. Revitalizamos a escola, o bairro e tornamos o muro mais um ponto turístico para a cidade”, relembra Sônia.

Localizada na zona rural de Bebdouro, a EMEB Stelio conta com quase 500 alunos e se destaca por oferecer programas diferenciados de inclusão e acessibilidade para alunos com necessidades especiais. “O projeto que a gente desenvolveu junto à Unesco sempre nos traz uma grande abertura a todos os lugares onde vamos. Ele é importante tanto pra nós, equipe gestora, quanto para a comunidade, que se envolveu com a escola. Para se ter uma ideia, o IDEB da escola era 5.7 e passou para 6.9 depois da Unesco”, conta a orgulhosa diretora escolar.

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