LGPD e contratos de matrícula: escolas precisam se adequar já em 2019

A LGPD – Lei Geral de Proteção de dados já foi sancionada e sua entrada em vigor está prevista para agosto de 2020. Entretanto, escolas devem adequar seus contratos de matrícula ainda esse ano.

O período de matrículas para o ano que vem está chegando. No mais tardar em Outubro, as escolas se preparam para novas matrículas e rematrículas. Porém, esse ano os colégios devem ficar atentos em relação aos contratos, pois haverá mudanças por conta da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados.

Isso porque os contratos assinados em 2019 terão vigência durante o próximo ano, justamente quando a lei dá entrada em vigor após o prazo de adequação das empresas e profissionais autônomos.

Mas, afinal, o que é a LGPD e que tipo de sanção jurídica a escola pode sofrer caso não se atente a ela? A Lei Geral de Proteção de Dados é a legislação mais recente que fala sobre os direitos dos brasileiros em relação ao uso de seus dados pessoais e dados sensíveis.

São exemplos de dados pessoais: nome, RG, CPF, conta bancária e até placa de carro. Já os dados sensíveis se referem a saúde, biometria, opção sexual, entre outros. Como as demais empresas, as escolas devem se adequar a nova lei já que utilizam dados pessoais, sobretudo para os contratos, bem como os dados sensíveis em certas ocasiões.

As sanções para as empresas que não estiverem em conformidade com a LGPD podem ser bem pesadas: 2% do limite de 50 milhões do faturamento da empresa ou do grupo econômico por infração.

Inclusive, o blog do IsCoolApp já vem falando sobre o assunto desde que a LGPD foi sancionada. Saiba mais:

De acordo com a pedagoga e advogada, Cristina Sleiman, os colégios devem se atentar, uma vez que possuem obrigações legais como toda empresa.

“A LGPD se aplica às instituições de ensino porque elas lidam com dados pessoais e dados sensíveis, inclusive de menores de 18 anos”, explica.

Sobre isso, a advogada conta que o artigo 14 do texto da LGPD trata especificamente sobre os dados de crianças e adolescentes. O artigo fala, em linhas gerais, que o tratamento dos dados pessoais dos menores deve ser realizado com o consentimento de pelo menos um dos pais ou responsável legal. E que, em hipótese alguma, deverão ser repassados a terceiros sem igual consentimento.

“As escolas têm que ter uma preocupação maior, tomar muito cuidado, pensar no modelo de coleta desses dados pessoais. Um dos problemas é a não conformidade que pode acarretar as sanções previstas”, enfatiza.

Contratos de matrículas para 2020

As escolas precisam atualizar o contrato já desse ano com uma cláusula específica sobre a questão dos dados pessoais e dados sensíveis. Assim, durante a vigência do documento em 2020, o colégio pode ficar tranquilo porque estará em conformidade com a LGPD.

Segundo Cristina Sleiman, o contrato de matrícula fará referência às regras de segurança da informação. “Precisa especificar bem, deixar muito claro, aplicando-se o princípio da transparência”, afirma.

Vale lembrar que apesar do contrato de matrícula ser um dos principais documentos a serem revistos a partir da nova legislação, não é o único que a escola precisa se atentar.

Outros documentos, como o regimento interno, por exemplo, também deverão ser atualizados. “É importante mostrar a boa fé da instituição”, finaliza Cristina.

Para os colégios, o recado que fica é: primeiro analisar o cenário atual da instituição em relação à coleta e tratamento dos dados pessoais e dados sensíveis dos alunos e responsáveis.

Depois, implementar um plano de ação para sensibilizar e capacitar toda a equipe escolar. Além dos muros da escola, é preciso lembrar que os prestadores de serviço também precisam estar em conformidade com a LGPD. É o caso do aplicativo de comunicação escolar, o IsCool App, que já se antecipa à essa questão, promovendo as adequações necessárias a fim de garantir total conformidade com a lei.

Matrícula e Rematrícula pelo aplicativo

O IsCool App oferece às escolas a praticidade de os pais realizarem a matrícula e rematrícula pelo app. O diferencial do serviço é que ele oferece a segurança jurídica sobre a assinatura digital dos responsáveis. Isso significa que a escola permanece com os documentos digitais salvos e válidos juridicamente.

De acordo com a gerente de negócios e novos produtos, Tálita Barão, o IsCool App apresenta um serviço inovador no mercado com o propósito de otimizar o processo de matrícula e rematrícula.

“Substituindo o contrato de papel pelo digital, a escola obtém diversas vantagens. Uma delas, por exemplo, é a diminuição dos problemas de inadimplência”, diz.  Isso ocorre porque o senso de urgência predomina no apelo totalmente on-line da campanha.

Os pais também são beneficiados com a praticidade da matrícula pelo aplicativo, uma vez que o processo finaliza em poucos cliques e os dados gravados em nuvem ficam arquivados com toda a segurança necessária. Dessa forma, os pais podem acessar o contrato a qualquer momento.

A assinatura digital da matrícula do IsCool App se utiliza de tecnologia que verifica três pontos de validação e oferece o mesmo peso de uma assinatura de próprio punho. Trata-se do método já utilizado por bancos e seguradoras do mundo todo. Somente essa validação permite, caso o contrato seja levado à justiça, que o documento possa ser utilizado como prova circunstancial.

Existem muitas vantagens para as escolas e os pais ao utilizarem o serviço de matrícula e rematrícula com assinatura digital pelo aplicativo de comunicação escolar. Inclusive, o blog do IsCool App produziu um Especial sobre Matrículas 2020 que você não pode deixar de conferir:

Aproveite o período de matrículas escolares e repense a sua estratégia. Consulte nossa equipe para mais informações. Clique aqui.

Como a Integração do IsCool App pode contribuir para a volta às aulas

Aplicativo de comunicação escolar integrado ao software de gestão da escola oferece ganho de tempo e segurança da informação no retorno dos alunos

Com a volta das atividades escolares do segundo semestre, os colégios podem se ver em apuros ao realizar o processo de matrículas e rematrículas, atualizar cadastros e boletins, enviar boletos bancários, entre outros processos. Tudo isso pode custar tempo e dinheiro quando esses processos não são automatizados e, pior ainda: quando não estão integrados com as demais ferramentas tecnológicas do colégio.

Por essa razão que o aplicativo de comunicação escolar, o IsCool App, oferece o serviço de integração para conectar-se ao sistema de gestão da escola, também conhecido como ERP (do inglês, Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial). Um ERP é capaz de atender todos os segmentos de uma escola, centralizando as informações num só lugar.

Por isso é tão interessante a sincronização entre o ERP e o aplicativo de comunicação escolar. Inclusive, já falamos sobre as 5 vantagens em integrar o app de comunicação escolar ao software de gestão anteriormente. Vale lembrar que o IsCool App foi um dos primeiros apps a oferecer o serviço chamado de IsCool Sync, que se integra a diversos softwares de gestão escolar.

Entre eles, a Babylândia e Atuação Escola Bilíngue, de Niterói-RJ que utiliza o IsCool Sync desde o início desse ano. De acordo com o diretor Rodrigo Sampaio, o módulo de integração facilita muito o trabalho da escola no sentido de oferecer maior praticidade.

“Não precisamos lançar os dados no aplicativo, uma vez que o mesmo está integrado ao nosso sistema de gestão. Por exemplo, os pais que fizeram matrícula agora no meio do ano, automaticamente já ficam sabendo dos comunicados e projetos da escola pelo aplicativo, antes mesmo do início das aulas”, explica Rodrigo.

A Babylândia e Atuação Escola Bilíngue foi uma das primeiras da sua região a oferecer o ensino também no idioma inglês. É conveniada a Universidade de Cambridge. Recentemente, adquiriu uma casa em Orlando, na Flórida – EUA, a fim de levar os alunos do ensino médio e fundamental II para participar de intercâmbios nas férias de julho. A escola que atende da Educação Infantil ao Ensino Médio ainda é parceira do Projeto UNOi Educação, que conta com o apoio de parceiros como a Apple, a Unesco, a Epson, entre outros.

Em São Paulo, o Colégio Santo Agostinho também utiliza o IsCoolApp Sync. A escola passou a integrar seu software de gestão ao aplicativo de comunicação escolar desde o começo de 2019. De lá para cá, os resultados têm sido positivos. Segundo Raquel Bohnstedt, diretora pedagógica, a maior vantagem do aplicativo com o serviço de integração é a rapidez com que os pais são informados e a abrangência dos conteúdos.

“Como as informações seguem de forma ativa pelo aplicativo, atingimos também aqueles pais que normalmente não buscam pela informação no site do colégio, aumentando assim a abrangência do público”, relata ela.

O Colégio Santo Agostinho atua na capital paulista desde a década de 30 e possui tradição agostiniana, tendo como um dos principais valores o de ensinar com amor. Atende alunos da educação infantil até o ensino médio. Também oferece ensino bilíngue integrado à proposta pedagógica da escola.

Integração e praticidade

Com o serviço de integração do IsCool App, o IsCool Sync, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes eles teriam que buscar em outro canal, como portal do colégio ou até mesmo um contato telefônico.

A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade na rotina diária da escola, principalmente nos momentos de maior fluxo de trabalho, como a volta às aulas.

Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação. Com tantas tecnologias à disposição, é importante que o colégio busque soluções para integrar as ferramentas e facilitar o dia a dia dos colaboradores, alunos e pais. Integrar o aplicativo de comunicação escolar ao sistema de gestão, por exemplo, não só confere praticidade como segurança à informação.

Além de manter os cadastros dos alunos sempre atualizados, a sincronização entre o ERP e o aplicativo IsCool App oferece outros benefícios, como o envio automático de boletos e de outros serviços que utilize o sistema de gestão da escola para registro de baixa, como, por exemplo, catraca.

Entre todas as vantagens do IsCool App Sync, destacam-se:

  • Otimização de tempo

A integração do IsCool App Sync maximiza os benefícios do ERP em produtividade. Isso significa menos tempo perdido tentando fazer um programa conversar com o outro. O processo de integração em si também pode ser bastante rápido.

Quando é necessário puxar as notas e faltas dos alunos para o aplicativo de comunicação escolar, isso é retirado do ERP. Bom para a escola que ganha em credibilidade. Bom para os pais que recebem a informação do boletim e da freqüência escolar sempre atualizada.

  • Mais segurança nos processos

A segurança das informações e de dados é fundamental para qualquer escola. Com a integração do aplicativo ao software de gestão, o colégio garante maior proteção na transição dos dados entre os programas.

Essa confiabilidade acaba refletindo na imagem da própria escola, que passa a ser reconhecida como uma instituição eficiente, preocupada com a segurança da informação, eficácia dos processos e com grande vantagem sobre a concorrência.

Além do que, escolas eficientes necessitam de recursos tecnológicos também eficientes. Parte do portfólio de funcionalidades do IsCool App, o Sync é um serviço oferecido pelo aplicativo, que inclui monitoramento e ajustes necessários em tempo real para que a integração aconteça e a comunicação seja fluida.

Seu colégio não precisa esperar até 2020 para conectar o IsCool App ao sistema de gestão. Aproveite o momento de volta às aulas e integre seus recursos tecnológicos para melhores resultados. Para saber mais informações sobre este serviço, assim como as demais funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar, clique aqui.

IsCool App é destaque no 15º Congresso do Ensino Privado Gaúcho

Aplicativo de comunicação escolar atraiu a atenção durante o evento organizado pelo Sinepe-RS que reuniu mais de 2 mil participantes em Porto Alegre, entre os dias 24 e 26 de julho.

Nem o frio chuvoso afastou os diretores e professores dos colégios do sul do país durante o 15° Congresso do Ensino Privado Gaúcho, organizado pelo Sinepe-RS.

O congresso e a feira aconteceram simultaneamente entre os dias 24 e 26 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS. O evento reuniu cerca de 40 expositores e mais de 2 mil pessoas, entre mantenedores e professores de escolas privadas da região sul do Brasil.

O IsCool App marcou presença na Expoeducação, demonstrando as novas funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar aos participantes do evento, além de presentear os seus clientes com um mimo especial.

Também a School Picture ganhou destaque ao trazer a foto-lembrança para os congressistas, Foram impressas mais de 900 fotos de professores e diretores que ora se juntavam em grandes grupos, ora posavam sozinhos para o fotógrafo. Somente uma empresa que já possui tradição em recordação escolar para proporcionar uma ação desse nível.

De acordo com a consultora de negócios do IsCool App, Mariam Vahdat, eventos educacionais como o promovido pelo Sinepe-RS são muito importantes para estreitar parcerias, fortalecer vínculos com os clientes e promover novas oportunidades de negócios e relacionamentos.

“É uma alegria rever clientes que se tornaram amigos e uma grande satisfação quando ouvimos deles que nossos serviços contribuem para o progresso do colégio”, relata Mariam.

Mariam Vahdat, ao centro, apresentando todas as funcionalidades do IsCool App

Os diretores dos colégios que são clientes do aplicativo e, estavam presentes no evento, receberam em mãos um presente da nossa equipe.

Além dos presentes para colégios que já são clientes, a equipe do IsCool App sorteou 1 ano de uso gratuito do aplicativo entre os participantes do evento. Quem levou o prêmio foi a sortuda Fernanda Marmentini, do Colégio Franciscano São José, de Erechim-RS.

O evento, que acontece a cada dois anos, já tem data para a próxima edição: 21 a 23 de julho de 2021. Segundo o diretor do Sinepe-RS, Milton Léo Gehrke, a edição de 2019 contou com a participação de cerca de 100 escolas de todo o Rio Grande do Sul.

“Esse evento é muito importante porque traz novidades para a sala de aula, seja através dos temas debatidos durante o congresso, seja através das soluções escolares apresentadas pelos expositores”, explica Milton.

E completa: “Desde o primeiro congresso temos como objetivo revigorar as escolas, trazendo temas relevantes e atuais para a reflexão. Tivemos 2 mil inscritos esse ano, mas se não fosse por conta da limitação do espaço, teríamos ainda mais.”

Encontro de Lideranças e Palestras

Numa plenária com visão de 360° graus, diversos especialistas discutiram a educação brasileira para uma plateia lotada. Como o evento foi realizado na capital gaúcha, não faltou quem levasse o inseparável chimarrão durante as palestras.

A abertura oficial da Expoeducação foi precedida pelo Encontro de Lideranças que contou com a presença dos diretores dos principais colégios gaúchos.

Já no segundo dia do evento, um dos destaques foi a palestra de Pedro Demo, professor titular da Universidade de Brasília e autor de mais de 40 livros. O tema abordado por ele foi: A autoralidade do professor e do aluno.

“A escola muda, se o professor muda”, avisa Pedro Demo. “O professor deve ser o protagonista da mudança e educar pela pesquisa, pela autoria, não apenas reproduzindo conteúdos”.

O terceiro e último dia foi enriquecido com a apresentação de diversos assuntos atuais, alinhados com o tema do congresso “Professor: agente de conexão”. Luis Rasquilha, por exemplo, abordou a questão tecnológica em sala de aula, através da sua conferência “Do aluno de hoje ao profissional de amanhã”. Rasquilha é um reconhecido consultor de inovação para empresas.

“O papel do professor é o de curar o conteúdo, saber o que interessa e o que não interessa. Mas, não adianta querer forçar o aluno. Antes de tudo precisa entender sua cabeça e se ajustar naquilo que ele quer”, explica. Segundo o consultor, a educação é um dos negócios que mais está em transformação.

Já o psicólogo Rossandro Klinjey, autor do livro “Temas complexos: uma abordagem didática”, falou sobre a importância do professor não cair na rotina através da sua palestra: “Numa era de incertezas, o mais importante é ser feliz”.

O psicólogo, já conhecido pelo grande público por sua participação no Programa Encontro, com Fátima Bernardes, da Rede Globo, alertou que qualquer pessoa pode nos ensinar, inclusive os mais novos, desde que estejamos dispostos a aprender.

“Fiz um curso de idiomas com adolescentes e percebi que eles sabiam mais do que eu. Ao invés de achar isso ruim, notei que poderia aprender muito com eles”, relata.

Rossandro Klinjey com a palestra “Numa era de incertezas, o importante é ser feliz”

Como visto, é preciso uma mudança de visão, de hábitos e de atitudes para que o professor conquiste a atenção dos alunos e possa ser, de fato, um agente de transformação da vida das pessoas. Essa parece ter sido a principal mensagem aos participantes do congresso.

Confira os melhores momentos do 15º Congresso do Ensino Privado Gaúcho

Ensino bilíngue: saiba como formatar sua escola

O ensino de uma segunda Língua está alinhado com as competências necessárias para os alunos de hoje. Porém, é necessário que a escola esteja preparada para oferecê-lo de maneira assertiva e eficiente.

Nos últimos cinco anos, o mercado escolar bilíngue se expandiu muito. Estima-se um aumento entre 6% e 10% (dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue – Abebi). Isso mostra que os pais dos alunos estão cada vez mais buscando colégios que preparem seus filhos para o mercado de trabalho numa perspectiva de economia globalizada.

“Esse movimento que ocorre no Brasil, também está ocorrendo em outros países da América do Sul e do mundo. É, portanto, um fenômeno em vasta expansão em todo o planeta”, comenta Antonieta Megale, doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp e coordenadora da pós-graduação em Educação Bilíngue do Instituto Singularidades.

Porém, seja por falta de informação ou por falta de regulamentação – ou por ambos os motivos, algumas escolas acabam se vendendo como escolas bilíngues, quando na verdade não são. De acordo com Megale, é necessário se atentar que há especificidades nesta modalidade educativa no que se refere à formação de professores.

Antonieta Megale

“Precisamos planejar como formaremos professores para atuarem nessas escolas. Não basta apenas contratarmos professores fluentes na língua adicional. Esse professor precisa ter conhecimento do conteúdo que ministrará por meio da língua adicional, assim como das didáticas referentes a essa área do conhecimento”, explica.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) não possui uma regulamentação específica para esse tipo de ensino, considerando como bilíngue somente as escolas para surdos, de fronteiras e as indígenas. Essa lacuna resulta em estabelecimentos com diferentes níveis de ensino do segundo idioma e, muitas vezes, frustração por parte dos pais que esperam que os filhos adquiram fluência em outra língua, porém, nem sempre isso ocorre.

“Precisamos também começar a produzir pesquisas nessa área, focalizando nosso próprio contexto. Não podemos apenas nos basear em pesquisas realizadas em outros contextos. Precisamos olhar para nossas próprias demandas, lacunas e desafios”, lembra Megale.

Escola bilíngue x escola internacional

Como vimos, aqui no Brasil ainda não existe uma regulamentação que defina exatamente o que é uma escola bilíngue. Mas, segundo especialistas, é preciso que pelo menos 50% do currículo sejam desenvolvidos na língua estrangeira, além de atividades lúdicas. O conceito é diferente das escolas denominadas internacionais, que seguem cerca de 80% da grade curricular de outro país.

A escola bilíngue oferece como base de ensino o currículo brasileiro, diferente da escola internacional que segue o currículo estrangeiro, como por exemplo, americano ou britânico. Na escola bilíngue, além do ensino da língua estrangeira, algumas disciplinas também são passadas aos alunos noutro idioma. Já na escola internacional, todas as matérias são lecionadas no idioma estrangeiro. Outra diferença é que na escola internacional, os diplomas também são estrangeiros.

Bilinguismo por imersão

Normalmente, as escolas que promovem a imersão completa do aluno numa cultura estrangeira – ou seja, não ensinam somente uma nova língua, mas também os hábitos, costumes e as tradições de outro país, têm maior êxito.

É o caso da Maple Bear, rede canadense de escolas do ensino infantil ao médio que atua no Brasil desde 2006. Oferece o ensino bilíngue ministrando atividades em inglês até os cinco anos de idade e, a partir da alfabetização, as aulas passam a ser 75% em Inglês e 25% em Português. Ao ingressar no Ensino Fundamental, os alunos assistem metade das aulas na língua nativa e a outra metade em Inglês, conforme a demanda do currículo nacional que prevê as matérias de História, Geografia e Português.

“O nosso currículo escolar é distribuído de tal forma que os alunos conseguem aprender e a organizar o pensamento nos dois idiomas”, relata a sócia-diretora da unidade Maple Bear de Campinas, Erica Ribeiro da Silva Moreira.  

A unidade também utiliza o IsCool App como aplicativo de comunicação escolar entre os pais e o colégio: “Enviamos os comunicados nos dois idiomas, Português e Inglês, já que a maioria das famílias é brasileira”, conta.

Como se preparar para oferecer ensino bilíngue

Já é sabido que o que caracteriza uma escola bilíngue é o fato de que há componentes curriculares ou áreas do conhecimento ministradas em duas ou mais línguas. Segundo Antonieta Megale, para formatar a sua escola com o sistema de ensino bilíngue, o primeiro aspecto a ser observado é: quais componentes curriculares serão ministrados em português e quais serão ministrados na língua adicional.

Ela reforça: “Depois, é preciso verificar se esta escola está localizada em algum estado brasileiro em que já há regulamentação. Caso esteja, é preciso observar os pressupostos exigidos para o funcionamento de uma escola bilíngue dispostos no documento”.

As possibilidades para esta transformação precisam ser analisadas, seja por conta própria ou com o auxílio de metodologias já existentes do mercado. De acordo com informações da Abebi, “o primeiro caso, normalmente é muito complexo devido à escassez de profissionais preparados no país atualmente”.

A segunda opção é a mais indicada, pois assim a escola pode contar com a experiência de empresas que já possuem estrutura pedagógica consolidada e que já realizam este trabalho há algum tempo.

Comunicação escolar em outro idioma

Outro aliado nesse projeto de escola bilíngue é o aplicativo de comunicação escolar. Hoje, o IsCool App atende várias escolas bilíngues em todo o Brasil e oferece aos colégios, entre diversas funcionalidades, a oportunidade de configuração em outros idiomas.

O IsCoolApp é o único do mercado disponível em quatro idiomas. Para as escolas que já utilizam o aplicativo, alterar o idioma é muito simples. Na versão mobile do IsCool App existe as quatro opções de idiomas: Alemão, Inglês, Espanhol e Português.

Num mundo globalizado, multicultural, dominar outra língua se tornou uma necessidade. Para a escola, uma das principais vantagens em se tornar bilíngue é a de se diferenciar da concorrência. Já para os alunos, o acesso durante toda a escolarização a duas línguas, pode facilitar o ingresso e o percurso em uma universidade estrangeira, segundo Antonieta Megale.

“Além disso, o aluno pode ter acesso a bens culturais diversos produzidos em português e na língua adicional, o que contribui para a ampliação do repertório do aluno e, consequentemente, de seu conhecimento do mundo e de si mesmo”, finaliza.

IsCool App faz parceria com escola municipal de Bebedouro (SP)

Aplicativo de comunicação escolar foi implantado gratuitamente em escola reconhecida pela Unesco por projeto de preservação do meio ambiente

A escola municipal Professor Stélio Machado Loureiro é um exemplo de cidadania a ser seguido. Tanto que seu projeto “Lixo Urbano e Comunidade Escolar”, executado em 2018, foi reconhecido pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Por mérito próprio, hoje a escola de Bebedouro-SP integra a Rede PEA (Programa de Escolas Associadas) da Unesco.

Atualmente, a escola também é parceira do aplicativo IsCool App, oferecendo aos pais dos alunos a comodidade de acompanhar a rotina escolar dos filhos na palma da mão, através da tela do celular. De acordo com a diretora da instituição, Sonia Paro, o IsCool App trouxe inovação e curiosidade aos alunos e familiares.

“Estamos nos adaptando, criando vínculos diferenciados com os pais e responsáveis”, explica.

Segundo ela, o uso do aplicativo de comunicação tem ainda ajudado nas questões de conscientização de preservação do meio ambiente – uma vez que o IsCool App evita o desperdício de papel.

Tem ainda a questão de economia financeira,“pois os alunos não têm que adquirir a agenda que a escola confecciona”, completa Sonia. 

A gerente de produtos e novos negócios, Tálita Barão, conta que a parceria de responsabilidade social foi pensada a fim de beneficiar a escola Professor Stélio Machado Loureiro e mostrar o apoio e reconhecimento de ações em prol da educação pública.

“A empresa demonstra o apoio a diversas iniciativas que estão alinhadas com os valores que praticamos no IsCool App”, explica.  

Sobre o IsCool App, a diretora da escola, Sonia Paro enfatiza:

“Esperamos que esta parceria nos coloque à frente de uma experiência na qual poderemos interagir e nos relacionar melhor com a nossa comunidade”.

De Bebedouro para o mundo

Em 2019, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) “Professor Stélio Machado Loureiro” completa 71 anos de existência. Hoje a instituição atende mais de 500 crianças do ensino infantil e fundamental I, nos períodos da manhã e tarde. À noite, suas carteiras são ocupadas por alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

A escola está situada em Bebedouro, cidade que fica na região norte do estado de São Paulo, a cerca de 40 km de Jaboticabal e 80 km de Ribeirão Preto. Seus 77 mil habitantes contam com mais de 10 escolas municipais de ensino fundamental e infantil. A EMEB Stélio Machado Loureiro está entre elas.

A unidade escolar promove ainda a inclusão de 60 crianças com deficiência e dificuldades de aprendizagem. De acordo com Sonia Paro, a gestão da escola segue os “quatro pilares” fundamentais da educação preconizados pela Unesco. São eles: 

  1. Aprender a conhecer (adquirir instrumentos de compreensão);
  2. Aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente);
  3. Aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humanas);
  4. E, finalmente, aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  

Ser associada ao programa da Unesco leva a escola para uma dimensão internacional: todas as associadas podem participar de concursos e projetos globais, o que oferece uma perspectiva universal dos desafios da educação.

De acordo com a coordenadora nacional do programa, Myriam Tricate, as escolas associadas devem ser pioneiras em abordagens inovadoras, participativas e criativas, a fim de mudar e transformar a educação.

“No Brasil, queremos especialmente que as escolas sejam parceiras, colaborativas, integrem seus esforços e trabalhem juntas, trocando experiências para formar uma rede plena de identidade. Afinal, somos 569 escolas públicas e particulares, em todo o país, a segunda maior rede do mundo”, reforça.

A adesão a Rede PEA Unesco é aberta todos os anos e podem se candidatar escolas públicas ou privadas de educação básica, e instituições de formação de professores. Todos os anos, as escolas associadas se reúnem num encontro nacional. Inclusive, a EMEB Stélio Machado foi anunciada como escola associada durante a edição passada do evento, que ocorreu em Salvador-BA.

Em 2019, o encontro acontece na cidade de Ouro Preto- MG, entre os dias 11 e 13 de setembro. O Encontro Nacional da Rede PEA Unesco contará com a participação e apoio do IsCool App. 

Uma ideia na cabeça e o futuro nas mãos

O projeto executado pela escola com o lema “Lixo Urbano e Comunidade Escolar”, propôs aos alunos da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) “Professor Stélio Machado Loureiro” diversas atividades de limpeza e organização da escola e dos arredores. Parte dessas atividades foram executadas durante o “Dia Mundial da Limpeza”, em 15 de setembro de 2018.

O Dia Mundial de Limpeza é uma ação proposta pelo Instituto Limpa Brasil, uma Organização sem fins lucrativos (ONG) que visa promover a mobilização de voluntários para a limpeza de suas cidades, bairros, praias e praças e parques.

O objetivo é conscientizar a sociedade sobre o problema do descarte irregular de resíduos sólidos urbanos. Participam dessa ação mais de 150 países, incluindo o Brasil.

Nesse dia, as crianças puderam colaborar com a limpeza dos espaços escolares, assim como da coleta e separação de lixo no entorno do prédio. Desde o pátio, passando pelas salas de aula até além dos muros, cada série ficou responsável por uma atividade diferente, envolvendo 550 alunos no total.

Os alunos também elaboraram um folder com dicas de cidadania e divulgaram para toda a escola.

Folder desenvolvido pelos próprios alunos

Dias antes, a ação foi tema inclusive do tradicional desfile de 7 de Setembro, no qual a unidade escolar teve a oportunidade de apresentar como seria o Dia Mundial da Limpeza para as autoridades presentes e toda a comunidade bebedourense.

Escola participou do Desfile de 7 de Setembro, divulgando o “Dia Mundial da Limpeza”

A EMEB Stélio Machado ainda desenvolveu campanhas para coleta de óleo de cozinha para reciclagem e lacres de refrigerantes para trocar por uma cadeira de rodas. Outra iniciativa foi o projeto “Muros que educam”, cuja ideia é a de pintar os muros da escola com temas variados. Um exemplo foi o muro sobre trânsito seguro. 

“Em cidades com menos de 100 mil habitantes já é difícil ter escola pública associada ao PEA Unesco. Bebedouro, contudo, possui duas escolas. A primeira foi a EMEB Maria Fernanda Lopes Piffer”, relata Sonia sobre o feito inédito.

A partir desse projeto de conscientização ambiental e de cidadania, a escola mostrou que é possível viver num ambiente organizado, com carteiras e pátios limpos, onde o lixo é separado conforme a coleta seletiva: metal, papel, vidro, plástico e orgânico. Tudo isso só depende da colaboração de todos. E que venham mais exemplos de escolas como a EMEB Stélio Machado Loureiro!

Presidente do IsCool App faz palestra como convidado da Cáritas-RJ sobre refugiados

Ramim Shams, falou sobre sua experiência desde a fuga pelo deserto à consolidação de sua empresa aos alunos do Colégio São Vicente de Paulo, em Niterói-RJ

Ramin Shams, presidente do IsCool App, realizou palestra no dia 3 de julho de 2019, para os alunos do Colégio São Vicente de Paulo, em Niterói-RJ. A ação fez parte do Projeto Refugiados na Escola, de iniciativa da Cáritas-RJ.

O empresário veio para o Brasil refugiado do Irã aos 21 anos, quando viu a possibilidade de recomeçar a vida, ter uma formação acadêmica e prosperar. A educação na vida do empresário não é apenas um negócio, mas, sim, uma luta pela emancipação humana.

Sobre a palestra, Shams achou valiosa a iniciativa em prol da defesa dos Direitos Humanos: “Trata-se de um ato solidário da Cáritas-RJ e do Colégio São Vicente de Paulo ao abrirem um diálogo saudável na busca do combate às injustiças praticadas pelas grandes ditaduras”, diz ele.

Sua visão vai ao encontro do projeto Refugiados nas Escolas que promove encontros entre pessoas em situação de refúgio e estudantes de escolas públicas e privadas do estado do Rio de Janeiro. A ideia é possibilitar a reflexão dos alunos sobre a realidade dos conflitos e perseguições que provocam deslocamentos forçados ao redor do mundo.

“O ambiente proporcionado pela pastoral do colégio proporcionou aos alunos entenderem melhor o significado das dificuldades e problemas que cada um enfrenta ou poderá enfrentar na sua vida”, completa.

Projeto Refugiados na Escola

De acordo com o assessor de comunicação da Cáritas-RJ, Diogo Félix, o projeto diz respeito à necessidade de informar sobre o tema, combatendo mitos, além de sensibilizar para a necessidade de acolhimento e integração dessas pessoas.

“As palestras promovem empatia em relação à dor do outro. No entanto, não queremos jamais revitimizar os refugiados com um olhar de cima para baixo. Pelo contrário: incentivamos os jovens a enxergarem os refugiados a partir da coragem e da resiliência que eles demonstram”, ressalta.

Atualmente, estima-se que há cerca de 68,5 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo (Dados: ACNUR, Junho/2018), incluindo 25,4 milhões nessa condição. São os maiores níveis de deslocamento já registrados desde a Segunda Guerra Mundial.

Sobre Ramim Shams

Ainda no Irã, Ramim Shams foi impedido de estudar por pertencer a uma minoria religiosa, até que decidiu refugiar-se no Brasil. Seguidor da fé Bahá’í, o iraniano viveu uma infância permeada por episódios de xingamento e maus tratos. Com a intensificação da guerra entre o Irã e o Iraque, era comum ouvir a notícia de amigos e familiares sendo presos.

Durante a adolescência, a intolerância muçulmana passou a tomar proporções maiores em sua vida até que, em 1983, ele viu sua casa ser invadida pela Guarda Revolucionária Iraniana. Foram levados seus documentos, pertences familiares, os livros e até o direito de estudar.

“Quando nos impediram de estudar, não imaginavam o tamanho da vontade inerente em cada um de nós, uma vontade que romperia qualquer barreira”, lembra.

Em 1986, Shams decidiu fugir pela fronteira com o Paquistão, em uma jornada a pé que durou dramáticos sete dias. Partiu para o Brasil, incentivado por um imigrante iraniano que já vivia no país desde a década de 1950.

“No início, a primeira barreira foi a língua, depois a adaptação cultural”, conta ele.

Sem dinheiro, Shams decidiu aliar a tradição familiar de mais de 70 anos em fotografia ao fascínio pela educação, tornando-se pioneiro no segmento de recordação escolar. Somente em 2006, 20 anos após sua chegada ao Brasil, ele pôde realizar o sonho de retomar os estudos. Hoje, com 54 anos, possui graduação em comunicação e marketing e MBA em gestão empresarial.

Confira os melhores momentos da palestra de Ramim Shams

Alimentação saudável nas escolas: uma matéria importante

Mesmo num mundo recheado de alimentos industrializados, cada vez mais os pais e mantenedores escolares se preocupam em oferecer uma alimentação saudável nas escolas; essa questão é, inclusive, tema de pesquisa governamental.

Em 2019, o IBGE realiza a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2019) nas escolas de todo o país para avaliar os hábitos alimentares dos alunos. A última edição de 2015 revelou que mais da metade dos alunos que participaram da pesquisa prefere comprar um lanche na cantina da escola do que se alimentar com a merenda que a instituição prepara.

Porém, a oferta de salgados, refrigerantes e demais guloseimas tem colaborado para o aumento do índice de obesidade infantil e outras doenças relacionadas ao sobrepeso. Um dos problemas é que os jovens que estão obesos hoje estão mais propensos a doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, os alunos que entram na adolescência acima do peso tendem a apresentar mais dificuldades em fazer as pazes com a balança na vida adulta.

Mas, afinal, o que é uma alimentação saudável?

Alimentos in natura como frutas, legumes e verduras encabeçam essa categoria, além dos que proporcionam valor energético como carnes, cereais, derivados de leite e tubérculos. Água ainda é a melhor opção para se beber, além de água de coco e sucos naturais de frutas.

“Uma alimentação saudável é aquela que respeita a individualidade de cada criança, seus aspectos culturais, sociais, psicológicos e também suas preferências alimentares. Dessa forma, é possível incluir os vários tipos de alimentos sem restrições desnecessárias”, afirma a nutricionista Jéssica Bonella, especialista em saúde da criança e do adolescente pela Unicamp.

Jéssica Bonella, nutricionista (Foto: Arquivo Pessoal)

De qualquer maneira, os alimentos que integram um lanche saudável devem ser preparados preferencialmente em casa, se possível com a ajuda das crianças. Para isso, os pais podem se planejar fazendo a compra semanal dos ingredientes que serão utilizados para o preparo da lancheira escolar. 

Segundo a nutricionista, “a participação ativa da criança, ou seja, ela fazer suas próprias escolhas e dar sua opinião a partir do que aprendeu – sempre com a supervisão dos pais ou responsáveis, – gera um senso de responsabilidade e autonomia fundamentais para a adesão da criança no processo de mudança de hábitos alimentares”.

Criança fazendo o cardápio da lancheira escolar (Foto: Jéssica Bonella)

Visando esse público preocupado com que os filhos comem na escola, algumas empresas fornecem opções de alimentação saudável. Umas operam no controle de cantinas, que comercializam salgados assados ao invés de fritos, e sucos no lugar de refrigerantes.

Já outras empresas vão além de oferecer um lanche saudável. Chegam a entregar na escola da criança próximo do horário do recreio. Claro que são serviços pagos e os pais devem, antes de mais nada, avaliar se o custo desse tipo de serviço caberá ou não no orçamento familiar.

As escolas também colaboram nesse sentido quando fornecem as refeições para os alunos que permanecem em período integral, por exemplo. Geralmente, o cardápio das refeições é orientado por um profissional nutricionista que define o que deverá ser servido às crianças de forma a oferecer uma dieta balanceada. Os pais podem acompanhar o cardápio semanal através das redes sociais das escolas ou por outros meios de comunicação.

Cardápio no IsCool App

Para as escolas que utilizam o IsCool App como ferramenta de comunicação com os pais, existe a opção de informar se o aluno comeu ou não, a que horas e se repetiu através do módulo Agenda/Diários. Dessa forma, os pais ficam mais tranquilos sabendo que seus filhos estão se alimentando de forma adequada.

A escola poderá também gerar relatórios por aluno e utilizar essa informação com a nutricionista, fornecedores da cantina ou até mesmo na reunião de pais.

Os colégios têm ainda a opção de inserir o cardápio diário. Outro detalhe: na função “Atendimento”, a escola pode colocar o pai em contato direto com a cantina ou com a nutricionista da escola.

Recomendação diária

De acordo com resolução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), as escolas que oferecem período integral devem atender, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais dos alunos, divididas em pelo menos três refeições diárias.

Para a recomendação de ingestão diária de alimentos, o PNAE utiliza valores propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) que preconiza: De 6 a 10 anos, 1.500 calorias; de 11 a 15 anos, 2.175 calorias e de 16 a 18 anos, 2.500 calorias.

Além de alimentos saudáveis, o cardápio escolar deve estar alinhado com outros fatores, tais como faixa etária e horários das refeições, além da tradição agrícola local. Isso sem contar com a preocupação em relação ao uso indiscriminado de açúcar, sal e gordura que não trazem benefícios nutricionais e são tidas como calorias vazias.

A alimentação como extensão da aprendizagem

Especialistas são unânimes ao afirmar que o preparo dos alimentos de maneira saudável e equilibrada deve fazer parte da proposta pedagógica das escolas. Entre os benefícios dessa prática, estão:

  • Os alunos aprendem o valor nutricional dos alimentos;
  • Passam a evitar o desperdício;
  • Ganham autonomia na escolha da composição do prato;
  • Aprendem a importância de variar o cardápio.

De acordo com Bonella, a escola tem como papel promover, de fato, a educação nutricional. “A educação nutricional, por exemplo, de forma lúdica sobre alimentos e nutrientes, leitura de rótulos, culinária e, se possível, incluir os pais em palestras sobre esses temas também”, conclui.

Pode participar dessa proposta pedagógica toda a escola, desde professores até merendeiros. Esses, inclusive, têm um poder especial: o de incentivar os alunos na hora de servir as refeições,  oferecendo alimentos que eventualmente sofreriam recusa por parte das crianças e adolescentes. É a partir da influência dos merendeiros que muitas crianças e adolescentes passam a comer determinado alimento.

Para esse público tão importante, existem ainda iniciativas como o Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, do Ministério da Educação, que premia os merendeiros mais criativos em suas receitas. Em 2019, o prazo para as inscrições é até 12 de julho através do site: http://melhoresreceitas.mec.gov.br/. A premiação inclui cursos de melhores práticas na cozinha, até viagem internacional.

Não apenas comer bem, mas compartilhar o momento da refeição é importante para que os alunos possam se confraternizar, tornando a prática pedagógica da alimentação saudável ainda mais prazerosa. Confira abaixo algumas sugestões de atividades lúdicas para fornecer educação alimentar às crianças e adolescentes:

  • Teatro dos alimentos com personagens em E.V.A (para crianças menores);
  • Atividade sensorial com os alimentos: brincadeira às cegas para as crianças em idade pré-escolar para adivinharem qual é o alimento;
  • Plantação de uma horta: essa atividade pode ser realizada com crianças de 6 a 9 anos;
  • Oficinas de alimentação saudável para os adolescentes, pedindo que cada um coloque numa folha em branco o que comeu durante as refeições anteriores e explicar a eles a importância de uma refeição saudável e equilibrada.

Além dessas dicas, há muitas outras para colocar em prática com os alunos. Nada que a imaginação e os ingredientes certos não possam ajudar. Porque afinal de contas, a alimentação deve ser saudável, mas também muito gostosa!

IsCool App e School Picture marcam presença no GEE 2019

Confira detalhes da edição de 2019 do Grande Encontro da Educação (GEE), que aconteceu nos dias 17 e 18 de junho

O evento GEE – Grande Encontro da Educação 2019 reuniu cerca de 600 participantes, entre gestores escolares e coordenadores pedagógicos, em torno do tema “A educação básica na era do Big Data”. As marcas School Picture e IsCool App marcaram presença no encontro como patrocinadores especiais, sendo a segunda participação no evento.

O GEE 2019 abordou a influência das novas tecnologias e do Big Data para o futuro da educação. Palestrantes convidados apresentaram tendências sobre a otimização do armazenamento de dados das instituições de ensino, além de novas maneiras de aprendizagem. Durante o intervalo das palestras, os visitantes puderam conhecer algumas inovações tecnológicas e educacionais através de expositores do setor.

Oportunidade de relacionamento

Entre os expositores, IsCool App e School Picture apresentaram as novidades em módulos e produtos respectivamente.

“Para nós, o GEE é uma ótima oportunidade de nos relacionar com colégios que são ou não parceiros, discutindo e conversando sobre as novidades no ramo da educação“, avaliou Débora Cavallaro, analista de negócios do IsCool App.

As novas funcionalidades do IsCool App, por exemplo, foram demonstradas aos participantes do evento, como a Galeria de Fotos, que proporciona aos pais a comodidade de acompanhar seus filhos através de imagens capturadas durante eventos, passeios e rotina escolar. Assim como o módulo de Matrículas que permite à direção da escola efetuar a matrícula dos alunos através do aplicativo, com recolhimento da assinatura digital do responsável, com validade jurídica.

O módulo Matrícula, inclusive, tem tido grande aceitação por parte dos colégios, que enxergam uma oportunidade de reduzir o volume de contratos impressos, economizando com impressão em papel e, de quebra, colaborando com o meio ambiente.

Big Data e as novas tendências da educação

Nos dias de hoje, muito se fala no uso das tecnologias em sala de aula e já no primeiro dia do evento, os participantes puderam acompanhar esse tema através de palestras e painéis. Também assistiram que a democratização do conhecimento científico, citando como biologia, engenharia e ciência de dados podem mudar os rumos da educação escolar nos próximos anos.

O papel do professor em relação aos temas atuais, como Fake News (Notícias Falsas) foi ainda tema de palestra sobre as tecnologias digitais. O termo Big Data, que significa um grande volume de dados, gera impacto direto nos colégios. Por exemplo, o uso de dados pode ser ferramenta para avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos escolares, ajudando a estabelecer metas individuais e coletivas. As competências para dominar esse universo de forma mais eficaz foram apresentadas aos participantes no primeiro dia do evento. 

Meio ambiente, Big Data e desenvolvimento sustentável: o papel das escolas, a Lei Geral de Proteção de Dados e metodologias ativas foram outros temas abordados no segundo e último dia do GEE. O palestrante Leandro Holanda, co-autor do livro Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação abordou o tema de metodologias ativas.

Segundo ele, “estudo sobre uso efetivo da tecnologia para o aprendizado demonstrou que não basta a tecnologia em si, mas que é necessário o uso guiado dessa tecnologia em sala de aula”, apontou ele.

Contradizendo o pensamento comum, Holanda apresentou dados sobre o estudo que provam que a maioria dos estudantes prefere realizar atividades práticas e resolver problemas a usar a tecnologia pura e simplesmente.

Por fim, o evento trouxe para a reflexão os movimentos mais recentes da educação sob a ótica das metodologias ativas de ensino na qual os alunos são protagonistas do conhecimento e o professor, um importante mediador. Também uma oportunidade para a comunidade acadêmica se encontrar, obter conhecimento e conferir as inovações tecnológicas do setor.

Galeria de fotos

Confira alguns dos momentos especiais vividos no estande do Grupo School Picture durante o Grande Encontro da Educação – GEE 2019

Galeria de fotos e seu poder de engajamento dos pais

A divulgação de imagens do dia a dia dos alunos em suas atividades está entre as ações que mais agrada aos pais usuários de aplicativo de comunicação escolar; conheça mais sobre essa funcionalidade e veja como seu colégio também pode se beneficiar dela

Não basta ser expectador, tem que participar, mesmo que à distância e mesmo que pelo celular. Ao consultar os pais e responsáveis de centenas de colégios parceiros sobre o que os faz interagir mais com o aplicativo de comunicação escolar, a resposta é unânime: fotos.

Durante o intervalo do almoço ou ao final de um dia cansativo de trabalho que parecia nunca ter fim, poder visualizar imagens dos filhos em atividades e pequenas conquistas diárias se torna uma agradável surpresa. Graças ao advento dos aplicativos de comunicação escolar e da substituição da agenda física, essa singela ação tem se tornado cada dia mais valorizada, tanto pelos pais, que se sentem mais próximos dos alunos, quanto para o colégio, que passa a se apoiar nessa estratégia para estabelecer uma comunicação de qualidade com as famílias.

Nessa esfera, e considerando a frase popular que afirma que “uma imagem vale mais que mil palavras”, os apps de comunicação vêm se especializando em entregar aos colégios a melhor ferramenta de organização e visualização de fotos. É o caso do IsCool App, o aplicativo de comunicação escolar com maior número de funcionalidades do mercado e que se firma como uma importante solução de gestão para as instituições de ensino.

Além de já contar com a possibilidade de envio de fotos via mensagem a grupos ou usuários individuais e também via publicação no feed de notícias (uma espécie de mural digital do colégio no celular), o IsCool App oferece a opção de o colégio criar galerias de imagens completas para registro de qualquer tipo de atividade em tempo real. Chamada no menu principal de “fotos”, a funcionalidade tem acesso fácil por parte dos pais e um design flat e intuitivo para que as informações se mantenham organizadas. Uma terceira ferramenta voltada para fotos e registro de atividades exclusivamente por imagem dentro do app.

Uma galeria para cada atividade

A funcionalidade “fotos” permite criar título e uma breve descrição da atividade, tanto no álbum como para cada foto, introduzindo o tema aos pais e usuários que receberão acesso àquela galeria. É possível, até, desenvolver um verdadeiro storytelling das atividades, levando o responsável a entrar no clima do tema, seja ele um passeio pedagógico, uma aula diferente, um evento interno ou mesmo o registro de uma festa de homenagem.

Empolgados com a possibilidade de participar, mesmo que à distância, os pais podem não só visualizar as fotos como baixar os arquivos e compartilhar esses momentos únicos com familiares e amigos. Ao longo do ano, o material divulgado se torna um rico conteúdo histórico do ano letivo do estudante.

No IsCool App, cada galeria pode ser atribuída a um colaborador para edição do conteúdo e, na sequência, ser divulgada a usuários específicos individualmente ou em turma. Com sistema baseado em nuvem, o upload das imagens se torna uma tarefa rápida e fácil e que pode ser efetuada pela versão desktop ou pelo celular. Por isso, é possível que o professor consiga, por exemplo, fazer fotos de registro de uma atividade e postar imediatamente na galeria. Ou, se preferir, ir construindo o álbum ao longo de um período para só então publicá-lo completo.

Mais reforço para o marketing escolar

O Blog do IsCool App já trouxe diversas matérias sobre a importância do engajamento familiar no desenvolvimento do aluno e de como melhor utilizar as ferramentas do app de comunicação para auxiliar nessa tarefa. A galeria de fotos surge, portanto, como mais uma funcionalidade essencial na missão de fortalecer a imagem do colégio perante seus clientes.

A cada atividade registrada, de maneira que também seja considerada uma freqüência saudável e interessante de postagens (sem tornar as postagens repetitivas e maçantes), o colégio aumenta as chances de ser bem avaliado nas pesquisas de satisfação. Ao divulgar detalhes que vão desde a organização do ambiente à complexidade do conteúdo trabalhado em sala, o nome da instituição passa a ser mais lembrado e defendido pelos pais. E o melhor: sempre associado a um momento feliz!

A dica é se atentar à qualidade das fotos, com uma edição rápida para torná-las ainda mais valorizadas no quesito cor e enquadramento, e alternar a publicação com imagens de interações em turma e momentos de desenvolvimento individual. Vale pensar, inclusive, em estratégias específicas, como galerias de fotos de alunos ou pastas temporárias, baseadas em temas quentes do cronograma pedagógico.

Faça um teste dessa funcionalidade

Quer conhecer mais sobre o módulo fotos do IsCool App e entender como ele pode te ajudar a potencializar o engajamento dos usuários na prática? Clique aqui e peça por um teste da ferramenta diretamente com a equipe IsCool App.

Conheça, também, outras ferramentas que podem auxiliar você e sua equipe na gestão da comunicação dentro da sua instituição acessando o site do aplicativo que conta com maior número de funcionalidades do mercado.

Guia da Educação 4.0: Quem são os alunos 4.0?

A nova maneira de educar com olhar para o potencial de desenvolvimento humano pode ser a arma contra a pobreza e a chave para um futuro melhor; saiba como essa transformação já está acontecendo na prática

Se estamos pontuando a Educação 4.0 como um marco, um divisor de águas do setor e mesmo da sociedade, então como podemos descrever os alunos protagonistas deste tempo? Eles são diferentes? Como viverão tudo isso na prática, no futuro?

A segunda matéria deste pequeno especial sobre Educação 4.0 traz mais informações sobre as mudanças de paradigma na prática, pela ótica dos estudantes e da evolução de seu aprendizado. Continuamos contando com a ajuda do professor Dr. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, criador e detentor do termo Educação 4.0, fundador do Instituto para a Formação Continuada em Educação (FCE), fundador e presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE) e consultor da Humus Consultoria Educacional.

Os alunos da Educação 4.0 já estão nas salas de aula

Dando continuidade à linha de pensamento explorada na matéria anterior, entendemos que a educação é reflexo das mudanças vividas pela sociedade. Ou seja, a Educação 4.0 já acontece porque as demandas são reais e latentes, vide a rápida mudança nas nomenclaturas das gerações: em menos de 20 anos já passamos da geração Y e Z para a Alfa e, agora, Beta.

Os alunos nativos digitais e filhos de uma geração inteira que se perdeu em mais teorias e menos apoio socioemocional já estão circulando dentro das salas de aula. E, sim, eles trazem diferenças motoras e emocionais em relação às gerações anteriores. Daí a urgência das adaptações estruturais por parte das instituições escolares.

“Os mapeamentos neuronais mostram diferenças importantes nos processamentos audiovisuais dessas crianças, que têm essas áreas cerebrais 20% maior em relação à geração anterior. Em contrapartida, as áreas de códigos e linguagens são mais reduzidas. Então nós temos, em sala de aula, cérebros que são 30 a 35% diferentes do cérebro de uma geração anterior com menos de 20 anos de diferença de idade”, explica Zeferino.

Tais dados são citados em estudos como “A relação entre os nativos digitais, jogos eletrônicos e aprendizagem“, de Luciana Barbosa Cândido Carniello e Bárbara Mônica Alcântara Gratão Rodrigues 2 (ambas do CEFOPE Anápolis), além de Moema Gomes Moraes (UFG, UEG).

Hiperabundância de informações, pura física

Esse encurtamento das gerações, que vivenciamos praticamente a cada mudança de década, se dá pela hiperabundância de informações a qual somos diariamente expostos. Toda essa avalanche de dados, notícias, mensagens e eventos são responsáveis por transformar a nós e aos nossos filhos fisicamente, mais precisamente nossos cérebros.

É uma questão bio-físico-química: imagens, sons, percepções do tato, olfato e a própria fala são ações processadas eletricamente pelo sistema nervoso por meio da ação dos fótons (partículas que transportam energia). Tal processo sustenta a dimensão cultural do ser humano e se altera de acordo com os acontecimentos externos e internos ao corpo ao longo da vida, contemplando ciclos próprios de transformações – adaptações neuronais também explicadas pela neuroplasticidade.

Voltando essa teoria aos nossos novos e futuros alunos, professor Zeferino ressalta: “Na verdade, o aluno 4.0 é estranho a este mundo da escola 1, 2 e 3.0 porque ele já é diferente. A revolução educacional já adentra todos os dias a sala de aula (presencial ou não), calçada em chinelos, tênis ou sapatos usados por nossas crianças, adolescentes e jovens. Nesta perspectiva nós não estamos fazendo uma revolução, nós estamos buscando resolver os desafios causados pelos estudantes que já são de uma geração 4.0, buscando colaborar efetivamente com o seu desenvolvimento humano para que estejam aptos a lidar com as profundas, rápidas e irreversíveis transformações protagonizadas pela sociedade 5.0.

Desaprender para aprender

Após três séculos de formação, a educação como conhecemos passa por uma transformação profunda e que está muito mais relacionada a valores, atitudes, competências e habilidades. Como vimos, a Educação 4.0 se pauta no desenvolvimento humano, muito mais do que no mero quesito técnico das mídias que são utilizadas, já que estes são meios e não fins. O que importa fundamentalmente é a construção de estilos de pensamento e capacidade interventiva diante do novo, já que a fluidez dos processos sociais na atualidade e no futuro impõem desafios frequentes e complexamente crescentes.

Mas não é estranho pensar que, em tempos de alta capacidade de inovação e sistemas computadorizados superinteligentes, a humanidade esteja se esquecendo de termos tão básicos como os valores e a cidadania, por exemplo? A resposta, Zeferino tem na ponta da língua.

“Sim, é um processo de desaprendizagem, para que se construam novas aprendizagens. Nós podemos dizer que quando temos uma transição de paradigmas, experimentamos um conjunto de crenças, valores e fatores em que atuávamos e que já não respondem mais às nossas necessidades efetivas. Neste momento se evidencia uma ‘crise paradigmática’ e partimos, então, para a construção de um novo paradigma. São novas visões, novos líderes, novos valores, novas atitudes, novas competências, novas habilidades e também novos conhecimentos produzidos e aplicados (Tecnologia). Esse sim, a meu ver, é o limite superior da Educação 4.0. ”, enfatiza o professor, que é referência no assunto por ser precursor do tema e pesquisador reconhecido no meio acadêmico neste campo do conhecimento.

O futuro do aluno 4.0 e a luta contra a pobreza

Os dados comprovam que a educação precisa se adaptar à geração 4.0 para garantir um horizonte mais amplo, equilibrado e sustentável ao cidadão do futuro. Dados do IBGE de fevereiro de 2019 mostram, por exemplo, que o país bateu recorde de trabalhadores sem carteira assinada e que, nos últimos 4 anos, o país perdeu 3,7 milhões de postos de trabalho formais.

Ao contrário do que muitos pensam, porém, os dados também comprovam que este não é um mero reflexo de gestão governamental e de políticas públicas. O cenário tem se transformado rápida e profundamente por uma questão estrutural global e local, afinal, onde tínhamos pessoas trabalhando, agora temos máquinas que não só executam como também aprendem o que e como fazer. Sem contar algumas empresas de vanguarda (Indústria e Serviços 4.0) que contam com suporte de sistemas digitais cyberfísicos inteligentes.

Esses processos de transformação vão continuar acontecendo. Daí a importância da qualificação educacional com ênfase no desenvolvimento humano. Não é só se formar um profissional, até porque as profissões também estão na berlinda. Elas estão sofrendo grandes choques de atualidade e tornando-se obsoletas rapidamente, por isso é preciso que cada cidadão seja protagonista do seu próprio desenvolvimento na perspectiva de uma educação por toda a vida”, diz Zeferino.

Ainda para ele, enquanto a educação providencia o desenvolvimento humano com habilidades socioemocionais e cognitivas diferenciadas, os cidadãos do futuro garantirão o protagonismo desse novo mundo. “As pessoas não apenas como meras dependentes reativas, mas elas terão condições de entregar valores. A entrega de valor é onde está a produção de riqueza na economia, é isso que gera o superávit financeiro. Se essa entrega não existe, isso significa pobreza”, arremata o professor.

O Brasil acompanha em tempo real essa evolução 4.0?

Pesquisas do Instituto Galileo Galilei para Educação relacionadas ao estudo Brasil Educação 4.02030, lançado recentemente, mostram que se o Brasil fizer a lição de casa pode se tornar uma referência mundial em desenvolvimento social até o ano de 2030. Ele não necessariamente será o país mais desenvolvido educacionalmente, mas será aquele que terá proporcionado às futuras gerações o direito por uma aprendizagem efetivamente significativa, de valor, com pessoas bem formadas e capazes de serem autoras e protagonistas de novas realidades, desenvolvimento, riqueza e justiça social.

O próprio IGGE faz sua parte por meio do movimento Brasil Educação 4.02030, uma iniciativa que une instituições públicas e privadas da educação básica e superior, empresas de todos os setores, estudiosos e pessoas engajadas em prol da promoção da inovação nas escolas. São ações concretas que auxiliam instituições de todo o país na criação de projetos e processos para o desenvolvimento humano de alto nível.

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