Os desafios da educação socioemocional na nova realidade escolar

Como ficou a aplicação prática das competências socioemocionais previstas pela BNCC durantes a pandemia?

Com o fechamento das escolas para o enfrentamento da pandemia do Covid-19, veio também o desafio de garantir o atendimento das competências socioemocionais e dos objetivos de aprendizagem previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos currículos escolares ao longo do ano letivo.

Se antes de março de 2020, as escolas se preparavam para adequarem seus currículos à BNCC com a inclusão de novas metodologias em sala de aula, baseadas nas 10 competências gerais da Base, na pandemia o foco mudou para o ensino a distância e híbrido.

Assim, a pergunta que se faz é: como estão sendo abordadas questões importantes como empatia,  autoconfiança, respeito ao próximo, entre outras competências durante as aulas remotas e híbridas?

De fato, a BNCC continua sendo o documento de referência no que diz respeito às competências socioemocionais e habilidades que precisam ser desenvolvidas do início da Educação Infantil ao final do Ensino Médio. Nesta nova realidade, a BNCC passou a ser ainda mais necessária.

O que são competências socioemocionais?

As competências socioemocionais são individuais e se manifestam na nossa forma de pensar e agir. Elas podem ser observadas em nosso próprio comportamento, em relação a estímulos de ordem pessoal e social. Entre as competências, estão: a persistência, a assertividade, a empatia, a autoconfiança e a curiosidade para aprender.

As habilidades socioemocionais também são conhecidas como “soft skills” no mundo corporativo: são todas as habilidades que não se encontram dentro de uma amplitude simplesmente técnica, mas estão relacionadas à maneira com que nos comunicamos, nos expressamos e colaboramos com o outro. Um estudo realizado pela Deloitte Access Economics prevê que um terço das empresas vão ter soft skills como prioridade até 2030.

Exemplos de competências consideradas híbridas são a criatividade e pensamento crítico pois envolvem habilidades socioemocionais e cognitivas. De acordo com o site do Instituto Ayrton Senna, é possível classificar as competências socioemocionais em 5 grandes grupos: autogestão, engajamento com os outros, amabilidade, resiliência emocional e abertura para o novo.

Dessas 5 macrocompetências, derivam 17 competências socioemocionais. São elas: determinação, organização, foco, persistência, responsabilidade, iniciativa social, assertividade, entusiasmo, empatia, respeito, confiança, tolerância ao estresse, autoconfiança, tolerância à frustração, curiosidade para aprender, imaginação criativa e interesse artístico.

Como as competências socioemocionais ajudam em momentos de crise?

A BNCC estabelece dez competências gerais que devem ser promovidas por meio da educação. Essas competências incluem aspectos cognitivos, culturais, éticos, entre outros, incluindo socioemocionais. Vale lembrar quais são elas de forma resumida:

  1. Conhecimento;
  2. Pensamento científico, crítico e criativo;
  3. Repertório cultural;
  4. Comunicação;
  5. Cultura digital;
  6. Trabalho e projeto de vida;
  7. Argumentação;
  8. Autoconhecimento e autocuidado;
  9. Empatia e cooperação;
  10. Responsabilidade e cidadania.

Inclusive, o blog do IsCool App vem desenvolvendo outros artigos sobre a Base, entre eles, BNCC: Desafios para 2021. Também preparamos um especial sobre a BNCC que você pode conferir abaixo:

Leia mais sobre a BNCC:

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

“O desenvolvimento de competências socioemocionais pode ser um forte aliado e impulsionador da implementação da BNCC nas escolas. Ao lado de outras estratégias, o trabalho com o socioemocional contribui tanto para a aprendizagem quanto para o desenvolvimento pleno defendido pela Base”, diz o e-book intitulado “As dez competências gerais da BNCC e as competências socioemocionais”.

Muito além da obrigatoriedade, a necessidade de se “abraçar” essas competências consiste nas grandes oportunidades de desenvolvimento que elas trazem tanto para os alunos, quanto para os professores.

Agora, mais do que nunca, é fundamental conhecer a fundo cada uma dessas competências, não somente para enxergar novas oportunidades de aprendizagem cognitiva durante o ensino remoto, mas também pela necessidade de se trabalhar com as competências socioemocionais e garantir o desenvolvimento pleno dos estudantes.

Como as escolas podem promover a educação socioemocional?

Em tempo de Coronavírus e isolamento social, crianças e jovens deixaram suas escolas e estão dentro de suas casas, tendo de lidar com uma rotina nunca vivenciada. Segundo pesquisa da Unicef, com a pandemia da Covid-19, o Brasil corre o risco de regredir duas décadas no acesso à educação.

Isso porque em novembro de 2020, mais de 5 milhões de alunos não tiveram acesso à educação – número semelhante ao que o País tinha no início dos anos 2000. Esse dado preocupante é do estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil – um alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na Educação”.

Diante disso, como famílias e educadores podem encarar esse novo paradigma que nos tirou da zona de conforto? Como praticar uma mudança de mentalidade, sem estresse e desconforto? Entender mais sobre as competências socioemocionais e como é possível para qualquer pessoa as desenvolver é o caminho.

Os gestores devem se preocupar em como fazer funcionar suas redes de ensino e escolas nesse novo contexto e dar o melhor suporte aos professores e alunos, seja com a infraestrutura necessária para atender aos protocolos sanitários bem como no acolhimento, principalmente no que diz respeito às suas emoções e experiências vividas no período.

“Espera-se que o caminho desse novo contexto curricular esteja presente em cada prática, em cada interação, em cada situação de aprendizagem, com atitude acolhedora, interdisciplinar e pedagogicamente diferenciada, seja na escola ou em casa, em meio digital ou físico”, cita o autor George Ricardo Stein, no texto “Novos contextos e caminhos para o currículo escolar na educação com covid-19” que integra a coletânea De Wuhan a Perdizes: Trajetos Educativos.

Será que a sua escola está desenvolvendo todas essas competências durante as aulas a distância ou presenciais?

Caso sua escola necessite de apoio referente à inclusão da educação socioemocional no currículo, sugerimos o site do Instituto Ayrton Senna. Nele, é possível encontrar uma série de materiais para gestores e professores utilizarem como apoio pedagógico nas suas intruções, a fim de desenvolver as habilidades e competências preconizadas pela BNCC.

Como fica a arquitetura escolar no novo normal

A adaptação dos espaços escolares ao ensino híbrido e aos protocolos sanitários deve permanecer mesmo após a pandemia? Quais novos conceitos e hábitos deverão permanecer?

Com a chegada da pandemia, muita coisa mudou e não foi só em relação ao comportamento dos professores e alunos, mas também no que se refere ao próprio espaço escolar.

A necessidade de um ambiente de aprendizado seguro e saudável está permitindo mudanças na arquitetura escolar, fazendo com que exista uma maior preocupação com questões como a incidência de luz solar e ventilação cruzada, por exemplo. Além, é claro, de suportes para higienização, como já vimos com bastante frequência desde que a pandemia do covid-19 se instalou.

Ambientes com referência à natureza, espaços ao ar livre, design de cadeiras escolares que incentiva as crianças a se movimentarem e até salas de aula modulares e ventiladas; a arquitetura escolar no novo normal é sobretudo criativa.

Uma matéria recente do blog Dabus Arquitetura cita a importância das aulas ao ar livre entre as tendências para as escolas pós pandemia: “A fim de reforçar a prevenção atrelada à redução do número de alunos nas salas, as aulas ao ar livre deverão ser mais frequentes. Assim, métodos diferentes para a assimilação do conteúdo terão de ser desenvolvidos.”

Arquitetura escolar no ensino híbrido

Duas grandes necessidades se destacam no ensino híbrido pós-pandemia: projetar espaços que não estimulem a propagação de infecções e que permitam mais conexões humanas.

De acordo com matéria da revista Surfaces Reporter, de janeiro de 2021, é possível listar algumas transformações no design escolar durante e após o covid. Entre elas, o texto fala do uso de divisórias vazadas, em vez de paredes, para atrair ventilação para dentro dos prédios.

Também fala de pátios bem sombreados e varandas com bancos para apoiar as interações sociais, assim como pequenos pátios dentro do edifício escolar para a circulação de ar fresco e socialização dos alunos.

Inclusive, matéria sobre arquitetura escolar publicada pelo IsCool App em 2018 já antecipava espaços integrados e híbridos, além da inclusão de elementos da natureza na arquitetura escolar. Ou seja, o que já era tendência, agora tornou-se definitivamente obrigatoriedade.

Ao priorizar o espaço escolar à exposição à natureza, é sabido e provado cientificamente que reduzimos o estresse, aumentamos a imunidade e melhoramos a saúde física e mental de alunos, professores e funcionários.

Sabemos que todos esses são fatores críticos para determinar como nossos corpos lutam contra o covid, que também tem menos probabilidade de ser transmitido ao ar livre.

Adaptação dos espaços escolares

Um dos maiores desafios que o mundo todo enfrenta atualmente é manter os alunos e suas famílias seguros com a reabertura das escolas. Em muitos casos, permitir que as escolas permaneçam fechadas não é uma opção. De acordo com a Unicef, pelo menos um terço das crianças em idade escolar não têm acesso ao ensino a distância.

Não existe uma solução única para prevenir a transmissão de covid, mas a boa notícia é que as escolas podem fazer muito com o que já têm.

O Estúdio Roar, com sede em Dubai, previu várias maneiras de o covid impactar o design de escolas. A curto prazo, o relatório afirma que o desafio para os designers é acelerar a capacidade das escolas, reestruturando as salas de aula existentes para acomodar menos crianças, ou reaproveitando espaços não didáticos, como academias e cantinas.

O Instituto Americano de Arquitetos (American Institute of Architects – AIA), organização profissional que representa os interesses dos arquitetos nos Estados Unidos, recomenda que as cantinas ofereçam refeições em vez de produtos avulsos, como pães de queijo ou bolinhos, que costumam ser vendidos e consumidos com as mãos.

Também é importante que as escolas organizem os fluxos de entrada, saída e circulação, já que os alunos costumam se aglomerar nas portas. Isso tudo acontecerá nos pátios.

Novos conceitos e hábitos

Uma das principais mudanças em relação à arquitetura escolar é que a pandemia trouxe menos foco na aparência estética do exterior e mais foco na funcionalidade dos espaços internos.

Os interiores também deverão ser projetados com mais flexibilidade, utilizando elementos como paredes dobráveis para oferecer espaços polivalentes, além de móveis e divisórias portáteis que dobram como estantes de livros, por exemplo.

Tal como já acontece com muitos outros projetos de construção, banheiros sem contato e acesso sem contato a todas as salas também poderão ser empregados no espaço escolar.

Como muitos alunos tiveram que se adaptar ao ensino a distância, o relatório do Roar prevê que as escolas manterão isso, incorporando métodos de ensino híbrido, ou seja, parcialmente digital e parcialmente físico.

Abaixo, citamos algumas ideias e estratégias para adaptação da arquitetura escolar:

  • Pontos adicionais de lavagem de mãos;
  • Remover as fileiras de carteiras escolares, adotando o padrão diagonal;
  • Mapear o chão para indicar os limites de espaço de cada aluno;
  • Aprendizagem ao ar livre, utilizando-se tendas para as salas de aula;
  • Uso de recursos visuais para indicar fluxos de tráfego de pessoas;
  • Livrar-se do ar estagnado, mantendo janelas sempre abertas;
  • Utilizar ginásios e auditórios como sala de aula para maior distanciamento social;
  • Trocar filtros do ar-condicionado com frequência para evitar acúmulo de patógenos.

Como vimos, a arquitetura escolar já tem mudado bastante desde o início da pandemia para seguir todos os protocolos de saúde e higiene contra a disseminação do vírus. Mas, será que vai continuar assim? Para o Instituto Americano de Arquitetos, a mudança provavelmente levará ao menos cinco anos para se manifestar de maneira mensurável.

De qualquer forma, as escolas aumentarão o monitoramento da saúde de cada aluno com verificações diárias de temperatura corporal e demais sintomas, ao mesmo tempo que deverão promover a higiene na rotina escolar, com o incremento de estações de lavagem das mãos para alunos, professores e funcionários.

As escolas do futuro terão que ser projetadas sob um novo ponto de vista: em vez de apenas considerar os critérios de sustentabilidade, elas terão que abraçar a capacidade de sustentar a nova condição em que a pandemia colocou toda a sociedade.

E no seu colégio, como tem sido essa adaptação? Quais foram as mudanças no espaço escolar e quais deverão ser os projetos futuros nesse sentido? Comente!

Fim do prazo para adequação à LGPD: seu colégio está preparado?

A partir de agosto, com ou sem pandemia, as multas referentes ao descumprimento da LGPD começarão a ser cobradas; afinal, sua escola já está 100% adequada? Você tem todas as mudanças necessárias na ponta da língua?

Muitos achavam que, por conta da pandemia, o prazo para início do vigor e aplicação de multas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) seria prorrogado. Inclusive, um projeto de lei (PL 500/2021) que tramita em plenário para determinar a postergação das multas administrativas até o dia 1° de Janeiro de 2022 lançou esperança entre os empreendedores, especialmente os gestores escolares.

Porém, o que se tem certeza até o momento é que a partir de agosto as multas passarão a valer e a pergunta que se faz é: seu colégio está adequado à LGPD? Alguns acham que estão 100% adequados, outros não.

Vale lembrar que a nova legislação promete sanções severas, desde uma advertência formal, passando pelo bloqueio dos dados referentes à infração, até multa que pode chegar a 2% do faturamento da empresa ou até R$ 50 milhões por infração.

LGPD para escolas

A LGPD é a legislação mais recente que fala sobre os direitos dos brasileiros em relação ao uso de seus dados pessoais e dados sensíveis. São exemplos de dados pessoais: nome, RG, CPF, conta bancária e até placa de carro. Já os dados sensíveis se referem a saúde, biometria, opção sexual, entre outros.

Como as demais empresas, as escolas devem se adequar à nova lei já que utilizam dados pessoais, sobretudo para os contratos, bem como os dados sensíveis em certas ocasiões.

Inclusive, o blog do IsCoolApp já vem falando sobre o assunto desde que a LGPD foi sancionada. Saiba mais:

Especial LGPD: As adequações a serem feitas pelas escolas

Especial LGPD: O que é preciso saber sobre a lei de proteção de dados?

De acordo com a advogada, pedagoga e sócia da Peck Sleiman Edu, Cristina Sleiman, os colégios devem se atentar, uma vez que possuem obrigações legais como toda empresa. “A LGPD se aplica às instituições de ensino porque elas lidam com dados pessoais e dados sensíveis, inclusive de menores de 18 anos”, explica.

Sobre isso, a advogada conta que o artigo 14 do texto da LGPD trata especificamente sobre os dados de crianças e adolescentes. O artigo fala, em linhas gerais, que o tratamento dos dados pessoais dos menores deve ser realizado com o consentimento de, pelo menos, um dos pais ou responsável legal. E que, em hipótese alguma, deverão ser repassados a terceiros sem igual consentimento.

“As escolas têm que ter uma preocupação maior, tomar muito cuidado, pensar no modelo de coleta desses dados pessoais. Um dos problemas é a não conformidade que pode acarretar as sanções previstas”, enfatiza.

Para ajudar a sanar muitas das dúvidas, nosso canal no Youtube contém uma série de vídeos curtos com as principais questões acerca da LGPD segundo a advogada Cristina Sleiman.

Checklist para a LGPD em colégios

Tendo em vista as premissas da LGPD em vigor, voltadas às escolas, abaixo segue um checklist para ajudar os gestores escolares nos últimos detalhes:

1. Contrato de matrícula

As escolas precisam atualizar o contrato de matrícula com uma cláusula específica sobre a questão dos dados pessoais e dados sensíveis.

Segundo Cristina Sleiman, o contrato de matrícula fará referência às regras de segurança da informação. “Precisa especificar bem, deixar muito claro, aplicando-se o princípio da transparência”, afirma.

2. Regimento interno e política de segurança da informação

Vale lembrar que, apesar do contrato de matrícula ser um dos principais documentos a serem revistos a partir da nova legislação, ele não é o único que a escola precisa se atentar.

Outros documentos, como o regimento interno e a política de segurança da informação, por exemplo, também deverão ser atualizados. “É importante mostrar a boa fé da instituição”, ressalta Cristina. Vale apontar no próprio regimento interno algumas questões relacionadas ao uso de tecnologia e voltadas à proteção de dados pessoais.

3. Capacitação da equipe escolar

Para os colégios, o recado que fica é: analisar, primeiro, o cenário atual da instituição em relação à coleta e tratamento dos dados pessoais e dados sensíveis dos alunos e responsáveis.

Depois, implementar um plano de ação para sensibilizar e capacitar toda a equipe escolar. “É importante saber que a lei existe, conhecer o papel de cada um diante da legislação”, afirma ela.

Um exemplo: Imagine que o professor tenha um aluno que reclame diariamente de dores de barriga. Caso o professor mencione isso num grupo do WhatsApp, já é considerado vazamento de dados pessoais e dados sensíveis. “São questões assim que passam despercebidas, mas que podem gerar sanções bem graves”, adverte.

4. Determinar um encarregado

Toda a escola deverá ter uma pessoa encarregada, física ou jurídica, interna ou terceirizada, que fará a ponte entre a escola e a autoridade nacional. Será responsável por receber as reclamações e atender as solicitações da autoridade nacional, entre outras questões.

As pequenas e médias empresas buscam terceirizar esse serviço. Existem empresas hoje que já oferecem esse tipo de auxílio, as chamadas BPO (Business Process Outsourcing).

5. Prestadores de serviço

Além dos muros da escola, é preciso lembrar que os prestadores de serviço também precisam estar em conformidade com a LGPD. Eventualmente, a escola compartilhará os dados pessoais dos alunos com alguns fornecedores.

Nesse caso, é preciso também que o contrato com o prestador de serviço tenha uma cláusula específica sobre o uso dos dados pessoais, contendo a responsabilidade das partes e sobre a responsabilidade da empresa terceirizada, afirmando que também está em conformidade.

Além disso, devem constar o princípio da transparência e as regras para a utilização e tratamento dos dados pessoais. Aplicativos e armazenamento de dados em nuvem são exemplos de fornecedores que a escola terá que rever os contratos.

No caso do aplicativo de comunicação escolar IsCool App, a escola pode ficar tranquila, poiso app já vem promovendo as adequações necessárias a fim de garantir total conformidade com a lei. A ferramenta ainda conta com módulos que reforçam a segurança e cumprimento dos protocolos exigidos pela LGPD.

Saiba mais

Para saber mais sobre como o IsCool App auxilia os colégios nesta nova realidade criada pela lei, fale com a equipe de atendimento.

Como avaliar os alunos em tempos de ensino híbrido e EAD

O jeito de ensinar mudou e o de avaliar os alunos também; conheça ferramentas e processos que os colégios podem lançar mão nesta importante tarefa de monitoramento

À medida que as escolas começam a reabrir, os desafios da avaliação de alunos no ensino híbrido também vão surgindo. Afinal, como mensurar a qualidade do aprendizado diante de tantas especificidades? Se o ensino mudou, quais são as novas estratégias avaliativas a serem consideradas hoje? 

No curto prazo, as escolas precisam garantir que os alunos sejam avaliados considerando possíveis perdas de aprendizagem e uma maneira de compensá-las. A longo prazo, mudanças permanentes nos sistemas educacionais poderão ser observadas.

Isso não só requer adaptação ao uso de tecnologia, como também força as escolas a avaliar o trabalho dos alunos com precisão, de forma que eles possam melhorar suas habilidades acadêmicas e desempenho.

A seguir, vamos saber mais sobre como avaliar alunos no ensino híbrido com qualidade.

Avaliação de alunos no EAD

De acordo com pesquisa da Unesco, a maioria dos países implementou medidas relacionadas ao Ensino a distância. Escolas assumiram o ensino híbrido em geral, no qual a educação é realizado remotamente e presencialmente.

Antes da pandemia, apenas 20% dos países tinham recursos digitais de aprendizagem, enquanto somente 10% tinham capacidade de aprendizagem digital mais robusta. Isso mostra como as escolas tiveram que avançar rapidamente para o EAD a fim de garantir a continuidade da aprendizagem.

Porém, o objetivo de avaliar os alunos como era feito no ensino presencial foi interrompido. Com a implementação do EAD e ensino híbrido, as escolas estão buscando outras formas de fazer isso, como, por exemplo, através de um trabalho ou tarefa individual para que o aluno consiga enviar on-line.

De qualquer forma, a avaliação é importante para os professores por ser “um meio de tornar os atos de ensinar e aprender produtivos e satisfatórios”, segundo o Doutor em Educação Cipriano Luckesi, em seu livro Avaliação da Aprendizagem Escolar (Editora Cortez).

Para ele, que é uma referência em avaliação de aprendizagem escolar no Brasil, a partir da avaliação é que entra a análise e a tomada de decisão sobre “o que fazer”, por isso, a avaliação deve ser contínua e não apenas o fim do processo.

Formas de avaliação dos alunos no ensino híbrido

Especialistas indicam que a melhor forma de avaliação no ensino híbrido é a partir de trabalhos de pesquisa ou tarefas. O exame on-line e de múltipla escolha deve ser a última opção. Caso a escola ainda dê preferência para esse método mais tradicional de avaliação, deve considerar alguns detalhes antes de aplicar a prova:

1. Crie regras e instruções claras e específicas para que os alunos saibam exatamente o que fazer

A avaliação dos alunos no ensino híbrido geralmente é motivo de ansiedade, uma vez que tudo é novidade. Uma forma de reduzir o estresse é comunicando claramente as regras e instruções antes do exame para que não haja surpresas.

A comunicação pode ser feita através do aplicativo de comunicação escolar. Por exemplo, se o professor quiser que os alunos expliquem com suas palavras cada questão, a escola deve certificar-se de enviar antecipadamente um comunicado aos pais e alunos para que todas informações sejam declaradas de forma explícita.

As regras podem incluir quanto tempo os estudantes terão para realizar o exame, se podem ou não salvar e terminar mais tarde, se precisam guardar todos os dispositivos móveis ou se é um exame com consulta. Vale também fornecer todos os detalhes: quanto valerá cada questão, o que o aluno deverá revisar antes da prova e assim por diante.

2. Reduza a chance de oportunidades de “cola”

O professor pode e deve limitar sua avaliação para uma tentativa apenas. Ou seja, o aluno deve terminar o exame, revisar e enviar. Caso não revise, não terá outra chance de encaminhar. É possível também determinar um período de tempo para o acesso ao exame, assim fica mais difícil o aluno consultar outras fontes, como a internet.

É indicado que o professor embaralhe as questões ou crie várias versões da avaliação para atribuir aleatoriamente aos alunos. Outra forma de evitar trapaças é pedir que os alunos justifiquem suas respostas, adicionando um campo de respostas dissertativas. Invés de perguntas do tipo Verdadeiro ou Falso, o professor pode dar preferência às respostas dissertativas.

3. Certifique-se que os alunos poderão completar a avaliação dentro do tempo permitido

É importante ter em mente que os alunos não têm os conhecimentos e habilidades tão bem quanto o professor, por isso vale permitir mais tempo do que seria o esperado para completar cada questão. Se possível, o professor pode pedir a um outro colega para revisar a sua prova antes que seja hora de administrá-la.

4. Alinhe as perguntas da avaliação para os resultados de aprendizagem

Independentemente de a avaliação ser on-line ou no papel, o professor deve usar os objetivos de aprendizagem como seu guia enquanto desenvolve as questões.

Por isso, vale a pena determinar quais tipos de perguntas ou itens melhor refletem esses objetivos. Por exemplo, se o objetivo exige que o aluno analise um poema, então uma questão dissertativa seria uma escolha mais lógica e eficiente, enquanto uma questão de múltipla escolha normalmente não seria a maneira mais eficiente de medir a capacidade crítica de um aluno.

5. Os valores de pontuação devem se basear na complexidade e dificuldade das perguntas

Se a avaliação tiver uma pergunta de múltipla escolha, o professor deve considerar atribuir pontuação parcial para cada parte da questão se o sistema permitir. Para conjuntos de problemas de matemática ou ciências, permita que os alunos mostrem seu trabalho, como enviar uma foto de suas lições ou descrever os passos que tomaram para resolver um problema ou completar um processo.

Percepção e desenvolvimento socioemocional

A avaliação de um aluno é importante, mas também vai muito além de qualquer estratégia pronta, pois tem que considerar uma visão holística do aprendizado e do desenvolvimento, inclusive enquanto crescimento socioemocional e de percepção de mundo.

Aproximação, empatia e compreensão também são importantes sentimentos a que o professor com experiência deve lançar mão na hora de avaliar. De um jeito ou de outro, cada profissional da educação é responsável por cultivar sua própria identidade e estrategia de avaliação e de contribuição à vida do aluno.

Para saber como o IsCool App pode ajudar nessa tarefa, com módulos como o Lição de Casa, mensagens diretas e mesmo a integração com seus sistemas de gestão e avaliação, clique aqui.

E se você quer acompanhar outras pautas referentes a ensino híbrido, não deixe de acompanhar as matérias:

Os riscos do uso de apps de mensagem gratuitos pelos colégios

Durante a pandemia, quando se multiplicaram problemas como fake news e grupos informais de chats de pais, muitos colégios passaram a usar os aplicativos de comunicação abertos e canais não oficiais, colocando em risco a segurança da informação e de dados de alunos frente a LGPD; saiba dos perigos dessa prática e veja dicas de como contorná-las

Nos últimos meses, algumas escolas passaram a utilizar os aplicativos de mensagem gratuitos como forma de comunicação com grupo de pais e até alunos. Se por um lado isso agiliza a entrega de informações para as famílias, por outro deixa a imagem do colégio mais vulnerável, uma vez que a escola não tem o total controle nessa situação, principalmente em relação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Em 2017, o Instituto iStart realizou a quarta edição da pesquisa Escola Digital Segura. Um dos resultados desse estudo revelou um dado preocupante: 77,7% dos conflitos, mal-entendidos, ofensas e outras ocorrências digitais em escolas têm origem em grupos de apps gratuitos de mensagem instantânea.

Dificuldade no gerenciamento e configurações, risco de exposição indevida e falta de ferramentas para auditoria do conteúdo são alguns dos maiores motivadores de problemas envolvendo essa prática, conforme listamos abaixo:

Os 3 principais perigos do uso de apps de mensagem gratuitos para os colégios:

1. Conflitos em Grupos de Pais

É fato que os aplicativos de mensagem gratuitos possuem grande adesão dos pais, mas o que parece ser um canal de comunicação perfeito à primeira vista, pode se tornar um problema em pouco tempo. Isso porque a autonomia da escola nesse tipo de canal de comunicação é praticamente inexistente. Assim, quando a comunicação se dá através de chat de pais, os conflitos entre os responsáveis dos alunos podem surgir com facilidade.

Daí a escola pode pensar que a melhor solução é restringir o envio de mensagens, criando uma lista de transmissão, mas, dessa forma, não há interação com as famílias e a comunicação acaba sendo unilateral, ou pior, as mesmas respostas teriam que ser dadas à cada família separadamente, perdendo a facilidade de se ter um grupo e tornando inviável a administração da comunicação institucional. Assim, a instituição escolar perde o feedback necessário para organizar suas ações pedagógicas.

2. Falta de Privacidade e Registro de Conversas

O professor que participa no grupo de pais pode perder sua privacidade ao ter que responder questões das famílias até mesmo fora do seu horário de trabalho. Além disso, a escola fica impedida de documentar e registrar as informações trocadas entre pais e professores, o que pode ser um problema em possíveis ações judiciais no futuro.

A escola também fica judicialmente mais vulnerável ao compartilhar contatos pessoais e números de telefones de seus colaboradores, pais e responsáveis. Vale lembrar que com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em vigor, a escola deve ter ainda mais atenção com a exposição desses dados, sob pena de cometer infrações que podem gerar graves penalidades, com altas multas.

Inclusive, já fizemos alguns artigos sobre a LGPD aqui no Blog do IsCool App. Confira:

Especial LGPD: O que é preciso saber sobre a lei de proteção de dados?

Especial LGPD: As adequações a serem feitas pelas escolas

3. Golpes e crimes virtuais

A crescente popularização dessas ferramentas também resulta no aumento de golpes e crimes virtuais. De acordo com uma pesquisa da Unicef, de 2019, 37% dos jovens brasileiros, entre 13 e 24 anos, já foram vítimas de bullying virtual, incluindo aplicativos e redes sociais. Outro crime recorrente tem sido de golpistas que roubam o perfil do usuário na tentativa de extorquir dinheiro da sua lista de contatos.

Dicas para consolidar a comunicação escolar ideal

Como vimos, escolher o melhor meio de comunicação para sua escola pode ser um desafio, mas, abaixo vamos listar 3 dicas que podem auxiliar:

1. Aplicativo que seja uma comunidade escolar particular

Um bom aplicativo de comunicação deve promover uma comunidade escolar particular, poupando a preocupação com questões de segurança da informação e privacidade. Os professores podem postar conteúdos e envolver seus alunos sem ter que se utilizar de contas particulares em app de mensagem gratuitos. É também uma ótima maneira de organizar e armazenar os conteúdos mais longos e pesados.

2. Ofereça outros recursos, além de troca de mensagens

O app escolar deve oferecer diversos recursos para uma comunicação efetiva com os pais, indo muito além de uma simples troca de mensagem. O IsCool App, por exemplo, pode até mesmo ser integrado ao sistema de gestão da escola, fornecendo informações atualizadas do aluno, como troca de turma, por exemplo.

Além do feed de notícias, a instituição escolar pode enviar comunicados, pedidos de autorização, enquetes, formulários, entre outros, além de disponibilizar, via integração, diversos itens do portal do aluno ali mesmo no app. Tudo isso com aviso de notificações para que os pais possam acessar a informação logo que receberem.

O IsCool App conta ainda com o recurso de lição de casa, muito utilizado agora no ensino híbrido, para que os alunos possam receber e devolver as tarefas pelo próprio aplicativo, em ordem cronológica e com facilidade de postagem pelo professor.

Confira todos os recursos que o IsCool App oferece através do site.

3. Esteja orientado dentro das diretrizes da LGPD

O aplicativo escolar deve ainda estar atento às diretrizes legais sobre a privacidade dos dados de alunos, pais e responsáveis. Uma simples conversa de professores no grupo de aplicativo de mensagem gratuito sobre determinado aluno pode causar imensa dor de cabeça para a escola. Uma informação sobre dados sensíveis desse aluno, que pode levar a uma discriminação do estudante, por exemplo, é considerada uma infração da LGPD.

O IsCool App veio se adequando à nova legislação mesmo antes que ela entrasse em vigor. Inclusive, criou diversos materiais para orientação dos gestores escolares, como este vídeo, que aborda a diferença entre dados pessoais e dados sensíveis

É importante que a escola pesquise quais apps estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, evitando problemas judiciais e pagamento de multas ou quaisquer outros ônus decorrentes de infrações referentes à privacidade de informações dos alunos e familiares.

Um app pensado para as necessidades escolares

Enfim, um aplicativo de mensagens gratuito não pode ser comparado à um app pensado especificamente para a gestão da comunicação escolar. Afinal, a comunicação escolar envolve muito mais que a troca de mensagens de maneira rápida, mas também processos organizacionais e muita segurança.

Independente do objetivo, nosso conselho é de que seu colégio não permita arestas e crie uma comunidade escolar forte e harmoniosa.

Formulário Dinâmico: a ferramenta que faltava para seu colégio

Entenda por que esta funcionalidade é tão importante para o atual momento e também para o pós-pandemia

Os pais dos alunos mudaram de e-mail e não informaram a escola. Essa situação parece familiar? Se você trabalha com educação, sabe que há uma enorme quantidade de informações cadastrais dos alunos que deve se manter atualizada.

Normalmente, esses dados são armazenados para atender a uma infinidade de funções no dia a dia da escola, entre elas envio de e-mails e correspondências para as famílias dos estudantes.

Com tantas informações cadastradas na sua secretaria, pode ser difícil atualizá-las, especialmente com o enorme volume de planejamento que o colégio tem que fazer durante o ano.

Pensando nisso, o IsCool App desenvolveu o módulo de formulário dinâmico para escolas. De acordo com a gerente de produto e novos negócios, Tálita Barão, o módulo Formulários veio atender uma dor antiga das escolas.

Formulário dinâmico para escolas

“Já fazia um bom tempo que a gente sentia a necessidade das escolas em ter uma atualização cadastral. Então, pensamos numa solução que pudesse realizar isso de uma maneira bem prática e que fosse de fácil utilização pela família”, lembra ela. Segundo Tálita, o projeto foi idealizado em 2019 e começou a ser desenvolvido no ano passado, em meio às transformações decorrentes da Pandemia do Covid-19.

“Durante a chegada da pandemia, o módulo ganhou uma necessidade extra. Nós vimos que ele poderia contribuir também com a publicação de formulários para monitoramento da saúde e bem-estar dos alunos”, conta. Agora, as escolas estão utilizando também para monitorar sintomas da criança e saber se o aluno apresenta sinais gripais.

Monitoramento da saúde do aluno

Em muitos estados, é obrigatório que as escolas monitorem a incidência de casos suspeitos de Covid-19 para consolidar os dados a nível estadual e nacional.

Assim, a checagem do estado de saúde dos alunos com as famílias, antes mesmo que eles frequentem as salas de aula durante o sistema de ensino híbrido, está sendo feito por meio do formulário em diversos colégios clientes IsCool App.

É o caso da Escola Martim Pescador, do Rio de Janeiro, que utiliza o app há um ano e, em 2021, passou também a utilizar o formulário com maior frequência. “Temos feito uso diário dos formulários dinâmicos como ferramenta de monitoramento da saúde escolar. Possui fácil manejo”, conta Elise Santos, da direção do colégio.

Ainda para ela, que vê no IsCool App uma importante ferramenta de comunicação não só externa como também interna, a funcionalidade promove ainda mais praticidade aos processos. “Vislumbro seu uso em enquetes com as famílias e com os professores, para dinamizar tomadas de decisão”.

Dinamismo reforçado pelo fato de o pai não conseguir passar despercebido pela funcionalidade uma vez que esteja utilizando seu celular. Com o formulário dinâmico os pais recebem a informação no aplicativo, com notificação, e respondem ali mesmo pela tela do telefone móvel.

“Às vezes, enviar um formulário por e-mail não é o suficiente, porque os pais podem esquecer de verificar. Se o responsável esquecer de responder na hora, poderá preenchê-lo depois, na porta da escola, na hora de entregar o aluno. Ficou muito prático!”, ressalta a gerente.

Inclusive, o blog do IsCool App já publicou um artigo falando sobre a importância do monitoramento da saúde dos alunos durante a pandemia.

Formulário no app com relatórios e publicação recorrente

Além disso, o módulo Formulários do IsCool App tem uma facilidade extra na publicação. “O módulo permite que o formulário seja publicado por um certo período de tempo de maneira recorrente. Mas uma grande vantagem é que a escola não precisa ter o trabalho de fazer a postagem todo dia”, explica Tálita. E completa: “Os relatórios podem ser diários ou dentro de um período que o colégio desejar para monitorar os sintomas”.

Ainda segundo ela, dessa forma, “a instituição poderá isolar a criança ou fazer o encaminhamento ao médico, caso a resposta tenha sido de algum sintoma que não esteja de acordo com os protocolos de saúde no momento”.

A funcionalidade também gera relatórios personalizados. De maneira simples, a escola pode escolher qual período pretende monitorar, se diariamente ou semanalmente e assim por diante.

Mas, se ainda resta alguma dúvida sobre o que é e por que usar o formulário dinâmico, saiba mais a seguir.

O que é um formulário dinâmico?

Formulários dinâmicos são formulários cujas estruturas podem ser criadas em diversos formatos. Eles substituem os antigos formulários que só podiam ser preenchidos a mão ou impressos. Muitos professores já utilizam esse tipo de tecnologia ao aplicarem suas avaliações através do Formulário do Google, por exemplo.

Esses formulários são regenerados cada vez que se executam e oferecem um nível superior de flexibilidade. Com eles, a escola terá a opção de uma pesquisa mais rápida e de fácil reutilização.

Com o recurso de formulários dinâmicos para escolas, é possível criar formulários que satisfaçam os pais só pelo fato de estarem disponíveis on-line e de forma responsiva no celular (que permite uma visualização agradável mesmo na tela do telefone).

De quebra, os formulários dinâmicos ainda contribuem com o meio ambiente, uma vez que evitam desperdício de papel, gerando ainda economia necessária para as escolas, evitando gastar quantidades absurdas com impressos. Outro ponto a se destacar é a segurança com que os dados são guardados em nuvem na internet.

Por que usar o formulário dinâmico na escola?

O formulário dinâmico tem vários tipos de utilização. É possível realizar check-lists de saúde e bem-estar, mas também de outras áreas, como:

  • Lista de materiais necessários para determinada atividade;
  • Atualização de dados cadastrais;
  • Requerimento de matrícula;
  • Enquetes com colaboradores;
  • Pesquisa de satisfação com pais.

Especialmente para a educação infantil, o formulário é interessante no sentido de pesquisas sobre dados de alimentação e higiene das crianças.

Uma das principais funções do formulário dinâmico é o uso de enquetes, que podem ser feitas com diversas perguntas ao mesmo tempo. “Ele é um módulo bastante robusto e tem diversas utilizações dentro do ambiente escolar”, conclui Tálita.

Com o formulário dinâmico no app, a escola pode garantir que dados específicos sobre os alunos, ou até mesmo suas preferências, sejam coletadas de maneira simples.

Além de não ocupar espaço no armazenamento interno dos celulares das famílias, o formulário se ajusta à tela, de forma responsiva, de acordo com o dispositivo de acesso. Isso quer dizer que não importa se o usuário usa celular ou computador para preencher o formulário. O mesmo se adequa ao tamanho da tela e as informações nunca aparecem truncadas ou cortadas.

Conheça essa e outras funcionalidades do aplicativo IsCool App pelo site ou mesmo em teste oferecido gratuitamente para escolas. O app está disponível nas lojas da App Store e no Google Play, sendo compatível com os sistemas Android e IOS.

Os insights do Jornada Tech para o futuro da educação

Jornada Tech, evento com participação especial do IsCool App, abordou as mudanças do segmento educacional trilhadas pelas tecnologias

No momento atual, as instituições de ensino reconhecem que o poder de transformação das tecnologias educacionais está forçando-as a mudar seus modelos de negócios em resposta às demandas das famílias e à pressão competitiva.

Pois esmiuçar os resultados conquistados com a tecnologia tanto no ambiente de aprendizagem quanto na gestão escolar e refletir sobre tudo o que ainda há por vir para o segmento foi a temática do Jornada Tech, evento realizado pela ClickSign e que contou com a participação do IsCool App, parceiro da empresa de assinatura digital.

Insights para o futuro da educação

O objetivo da Jornada Tech foi mostrar como as instituições de ensino podem utilizar a tecnologia para crescerem e expandirem o seu alcance, promovendo oportunidades de negócios.

Cada dia do evento contou com um tema central. No primeiro dia, destinado à Educação sem Fronteiras, o embaixador do projeto Kakuma no Brasil, Francisco Tupy falou sobre a escola de inovação dentro do campo de refugiados da cidade de Kakuma, no Quênia. Essa escola nasceu da ideia de ensinar, através do Skype, alunos que vivem em condições inóspitas.

“São alunos que chegam escapando de condições de guerra. Então, o desafio é como você vai permitir uma perspectiva de futuro para esses jovens? A gente precisou repensar o que é educar”, relata Tupy.

O projeto Kakuma une os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU com o ensino STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática) e consta no Relatório do Fórum Econômico Mundial de 2020 como um dos 16 projetos educacionais mais inovadores do mundo.

Tecnologias educacionais para ganho de tempo e alunos

Já no dia dedicado à Educação Antiburocrática, Cristopher Morais, Head de Produto na Sponte falou sobre como a burocracia prejudica a gestão escolar, a importância da tecnologia para eliminar a burocracia e como ela pode ser implementada a partir da digitalização de documentos e administração digital de documentos.

Para falar sobre Gamificação na Educação, Cícero Gomes, professor e coordenador da UFSCar, trouxe os conceitos dessa prática e como usar os jogos para ensinar uma disciplina de forma mais dinâmica. Por fim, Christian Ramos, Gerente de Expansão no Grupo Pearson, apresentou alguns motivos para a perda de alunos e deu dicas de como conseguir retê-los em sua instituição de ensino.

Todas as lives foram apresentadas pelo Head Comercial da ClickSign, Daniel Engelberg e podem ser revistas no canal da empresa no YouTube.

IsCool App na Jornada Tech

O Jornada Tech encerrou com o case de sucesso do IsCool App, que já se consagrou como aplicativo que oferece diversas ferramentas que auxiliam na gestão escolar, inclusive é pioneiro no oferecimento da assinatura digital de documentos e matrícula via mobile.

Tálita Barão, gerente de produtos e novos negócios reforçou que o aplicativo não é só o conceito de uma agenda de papel que virou agenda digital. “Quando a gente faz essa migração de um produto físico para o digital, as possibilidades são do tamanho que a tecnologia permite e hoje a tecnologia permite tudo”.

Segundo Tálita, o IsCool App é uma ferramenta de comunicação da escola com a família, “capaz de promover engajamento, envolvimento das famílias com diversos setores do colégio. Não é para falar somente com o professor”.

A parceria com a ClickSign surgiu de uma necessidade gerencial do IsCool App, de assinar os contratos com as escolas de maneira mais eficaz e organizada. “A questão da agilidade, da credibilidade sempre foi um feedback positivo das escolas”, disse ela.

De cliente da ClicksSign, o IsCool App evoluiu para parceiro e passou a oferecer a matrícula com assinatura digital para as famílias dos alunos. “A gente percebeu que contrato não era uma dor só nossa. Se para nós já era um desafio lidar com contratos que chegavam todas as semanas, imagine para a escola que recebiam contratos dentro de uma janela de tempo muito pequena, durante o período de matrícula e rematrícula”, conta ela.

Assinatura de documentos digitais e matrícula pelo app

Em 2018, o IsCool App passou a oferecer a matrícula com assinatura digital em parceria com a ClickSign de forma pioneira no mercado. Ou seja, a família passou a receber, via aplicativo, o documento de matrícula com a vantagem de assinatura eletrônica para otimizar o tempo.

Além da conveniência com segurança para os pais, a escola tem centralizado a informação desses contratos para ser acessada em qualquer tempo, sem a necessidade de imprimir os contratos um a um.

“Imagine o gestor do colégio que tem que assinar centenas de contratos e, agora, com um clique, um token de autenticação, ele assina todos os contratos em poucos minutos? Esse tempo que o gestor ganhou, ele vai usar com o que realmente é importante dentro da escola”, comenta.

Tálita demonstrou, em poucos passos, como funciona o processo de matrícula com assinatura digital dentro do aplicativo. “É muito simples”, conclui. 

O caso da Escola Aubrick

A Escola Aubrick, de São Paulo, tem usado essa solução do IsCool App há 2 anos. Desde o primeiro ano, o colégio obteve 100% dos contratos assinados dentro do app com total segurança.

Em 2020, com a questão da pandemia, a escola precisou também enviar documentos para os próprios funcionários assinarem. “A instituição usa o IsCool App como instrumento de comunicação não só com as famílias, mas também com os colaboradores”, conta Tálita.

Para ela, o exemplo da Escola Aubrick é um case de sucesso por algumas razões. “A escola Aubrick apostou nessa solução desde o início e não se arrependeu, mantendo-se constante com o processo de assinatura digital”, lembra.

Além disso, a escola entendeu o potencial da ferramenta e a utilizou em outro contexto, fora da matrícula. Isso até fez com que o IsCool App mudasse o nome “Matrículas” no seu menu para “Assinaturas”, uma vez que a funcionalidade pode ser utilizada também para qualquer documento digital que necessite de uma validade jurídica.

Para mais informações sobre o módulo de Assinaturas e as demais funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar, acesse o site do IsCool App.

Melhores práticas para uma alta performance dos alunos no ensino híbrido

Como vencer os desafios do ensino híbrido e garantir o ensino efetivo e de qualidade pelo qual seu colégio é conhecido

Um dos pontos positivos da mudança na educação no ano passado foi a antecipação de uma proposta antiga das escolas: a implantação do ensino híbrido. Entendido como a combinação de atividades “on-line” e “offline”, o modelo vem sendo discutido há anos por educadores e, com a pandemia, acaba sendo efetivamente imposto. 

Inclusive, sobre o ensino híbrido, falamos aqui com recorrência no blog do IsCool App desde a volta às aulas 2021. Saiba mais:

Guia da comunicação no ensino híbrido

Ensino híbrido na prática

Mas, será que as escolas conseguirão vencer os desafios frente a essa nova forma de aprendizagem? Embora saibamos que o impacto desse vírus será de longo alcance, o que ele significa para a qualidade do ensino?

Desafios do ensino híbrido

A partir da experiência que alguns colégios passaram, daria para elencar as melhores práticas para uma alta performance dos alunos? A chamada Geração Z, indivíduos entre 6 e 18 anos, está profundamente entrelaçada com o uso da tecnologia, o que já facilita e muito. Mas será que só o fato de serem nativos de uma era digital já é o suficiente?

De acordo com um relatório da Dell Technologies, 85% dos empregos oferecidos em 2030 – quando a geração Z e a geração Alpha (pré-escolares) estarão no mercado de trabalho – ainda não foram inventados. Segundo estudos do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças do ensino fundamental hoje trabalharão em profissões que ainda não existem.

Não saber quais profissões nos esperam lá na frente já é desafiador por si só. Essa é uma questão importante que o ensino híbrido terá que oferecer meios de vencer. Mas, no momento presente, os desafios mais urgentes são:

1 – Infraestrutura

Desde o fechamento das portas, as escolas tiveram que acelerar a implantação de sistemas de ensino a distância e a maioria fez isso sem planejamento. Para a volta às aulas em 2021, as escolas tiveram mais tempo para se planejar e investir em equipamentos e internet rápida a fim de que o ensino híbrido ganhasse tônus.

Obviamente, é caro adquirir tecnologia de software e hardware para programas de ensino híbrido. Isso é especialmente verdadeiro se a escola precisar dobrar esse investimento para mais de uma unidade. No entanto, há um vislumbre de esperança de longo prazo. Ao investir na tecnologia certa hoje, a instituição pode ter economizado muito dinheiro que, de outra forma, teria sido usado para apoiar uma estrutura desatualizada.

2 – Treinamento de professores

Ao contrário dos alunos da geração Z, a falta de habilidades técnicas pode se tornar um obstáculo importante para os professores. É absolutamente necessário fornecer suporte técnico e treinamento confiáveis. Também é importante cultivar uma comunidade de aprendizado combinado para enfatizar o valor da tecnologia.

Qualquer obstáculo e falta de organização trará perigo iminente de fracasso. Os fãs de escolas tradicionais sempre apresentam uma explicação contra o ensino a distância na ponta da língua. Por outro lado, os inovadores precisam persuadir ainda mais a hesitação e revelar os benefícios da educação híbrida, não as desvantagens.

3 – Adaptação dos alunos

É fato que alguns alunos preferem o presencial ao ensino a distância e acabam evadindo frente as telas dos computadores. Eles sabem que poderão assistir à aula gravada depois. Com isso, o uso de gravação de aulas pode realmente resultar no atraso do curso. 

Outro desafio envolve a sobrecarga cognitiva. No ensino híbrido, alguns professores podem começar a entregar conteúdo em excesso. Uma das principais reclamações dos alunos durante o ano passado foi em relação ao número exagerado de lições de casa.

Por fim, ainda é preciso cuidar da questão de plágio e credibilidade na internet durante as pesquisas. O professor precisa conscientizar os alunos sobre os perigos de recursos on-line não verificados, como preconceito, distorção e deturpação de fatos.

4 – Excesso de trabalho

É difícil discordar de que há uma quantidade significativa de trabalho extra para o professor envolvido no ensino híbrido. É necessária uma proporção de dedicação maior, principalmente nos estágios primários. Por isso, o treinamento técnico é tão fundamental para os professores.

Como vimos, os desafios do ensino híbrido existem, mas não são insuperáveis. O impacto negativo pode ser minimizado ou mesmo canalizado para atividades produtivas se o professor ficar de olho no feedback do aluno, melhorar as habilidades tecnológicas e melhorar a qualidade do ensino. 

Além disso, algum benchmarking não faria mal. Entre os próprios colegas professores, até aqueles que trabalham em outras escolas, podem já ter experimentado o ensino híbrido, então eles podem dar algumas dicas. 

Ensino efetivo e de qualidade

Para aumentar a qualidade do ensino híbrido, é necessário observar algumas lições já aprendidas até aqui. Lembrando que cada experiência é única e não existe um método totalmente eficaz para a aprendizagem efetiva. Vale a experiência local de cada escola e a sua relação com os alunos e familiares.

De acordo com um artigo publicado pela McKinsey & Company, consultoria empresarial norte-americana, podemos tirar 3 lições sobre o ensino híbrido para obter alta performance e um ensino de melhor qualidade:

  • Diferencie os alunos pelo nível de necessidade e capacidade

Dados da Unesco apontam que certos grupos de alunos tiveram mais problemas em ambientes de aprendizagem remota durante o fechamento das escolas. Esses alunos precisam ser prioridade para o retorno das aulas presenciais. É importante priorizar também o ensino fundamental, uma vez que as crianças mais novas possuem uma necessidade tátil de aprendizagem difícil de reproduzir em ambiente virtual.

  • Projete sistemas específicos para ambientes remotos e híbridos

A aprendizagem remota e híbrida são mais do que apenas versões digitais da sala de aula. Quando a pandemia fechou as escolas em março de 2020, muitos educadores tiveram pouca escolha a não ser colocar as aulas existentes on-line. Agora temos a oportunidade de projetar melhores soluções para maximizar o aprendizado do aluno em ambientes remotos e híbridos.

Para começar, que tal definir a experiência ideal de aprendizado remoto para os alunos? Primeiro, vale determinar o número apropriado de horas de aprendizagem por dia para cada faixa etária. A divisão entre a aprendizagem síncrona, com alunos aprendendo juntos em tempo real, e a aprendizagem autônoma e assíncrona varia conforme a idade dos alunos.

O mesmo acontecerá com a combinação de grandes, pequenos grupos e instruções individuais. Para os alunos mais jovens, os educadores podem querer limitar o tempo total de tela a algumas horas por dia e incluir mais instruções em pequenos grupos e tempo supervisionado por adultos.

Para o ensino híbrido, o modelo adotado por algumas escolas particulares foi dividir as aulas entre dois grupos e fornecer instrução ao vivo para uma turma, enquanto a outra assistia em casa. Vale lembrar que muito tempo na frente do computador provavelmente causará fadiga nos alunos. O ideal é limitar o tempo a 30 ou 45 minutos.

  • Relacionamentos são a base da aprendizagem

As escolas são mais do que locais de aprendizagem. Elas são os centros de suas comunidades, desempenhando papéis essenciais no fornecimento de nutrição e na garantia da segurança física, saúde mental e bem-estar social e emocional dos alunos.

À medida que os sistemas escolares implementam seus planos de aprendizagem remota e híbrida, eles devem garantir que não estão apenas construindo confiança com professores, pais e alunos, mas também desenvolvendo planos para ajudar os professores a construir os tipos de relacionamento com os alunos que incentivem a aprendizagem.

Os professores precisam se sentir seguros e equipados para ensinar. Como profissionais da linha de frente em sala de aula, os professores devem desempenhar um papel integral na concepção de modelos sustentáveis ​​para aprendizagem remota e híbrida.

Os pais são parte da solução

Uma das consequências do recente fechamento de escolas é que os pais estão mais envolvidos com a educação de seus filhos. À medida que os educadores trazem os alunos de volta à escola para o aprendizado remoto ou híbrido, eles podem incentivar esse esforço. Cada escola pode se comprometer a conectar-se regularmente com as famílias para entender o que está funcionando, transmitir informações sobre o currículo e abordar desafios específicos.

Nesse sentido, a comunicação é uma forte aliada e deve acontecer de forma integral, rápida e efetiva pela internet, com envio de comunicados, agenda, enquetes e mensagens.

Embora seja importante avaliar o status acadêmico dos alunos e tentar recuperar o atraso na aprendizagem, as escolas devem se concentrar primeiro em reconstruir relacionamentos e um senso de comunidade. Esse esforço renderá frutos com o tempo e pode ser integrado a configurações remotas por meio de verificações de atenção plena ou de bem-estar, bem como um currículo direcionado.

A importância do monitoramento da saúde dos alunos durante a pandemia

A retomada das aulas presenciais exige ainda mais atenção quanto à saúde das crianças e jovens; conheça práticas e ferramentas que auxiliam neste desafio

Depois de quase um ano de pandemia, a volta às aulas presenciais acontece em pelo menos 15 estados brasileiros. Entretanto, as escolas tiveram que investir esforço e dinheiro para cumprir uma série de protocolos a fim de prevenir a entrada do Covid-19 pelos portões e manter a saúde dos alunos.

“É um momento delicado para todos”, define a psicóloga Rosely Sayão, durante Live realizada pelo Estadão, no dia 23 de fevereiro. “As crianças vão encontrar uma escola cheia de protocolos. Elas vão ver os colegas, vão querer chegar perto, mas vão ser contidas. Para as crianças é um misto de alegria e frustração”, diz.

De acordo com a psicóloga, é muito importante que os pais exijam os protocolos sanitários dentro de casa. “É o estabelecimento desse comportamento em casa que vai facilitar o hábito na escola”, ressalta ela ao lembrar que geralmente as crianças são mais impulsivas, os adolescentes são mais transgressores e por tudo isso os administradores das escolas vão precisar ter muitos olhos.

Volta às aulas com segurança

As escolas investiram em equipamentos de proteção individual adequados, como máscaras e protetores faciais. Produtos de limpeza e outros materiais seguros, incluindo barreiras de acrílico. Algumas instituições contrataram mais professores devido ao tamanho reduzido das turmas, enquanto outras melhoraram os sistemas de ventilação e construíram estações de lavagem das mãos.

No entanto, quais são os desafios de reabrir escolas? Se o aluno ou professor testar positivo, o que deverá ser feito? Para muitos administradores escolares, o pior cenário é que a escola sofra um surto após sua reabertura, deixando dezenas de alunos ou professores doentes, espalhando a doença pela comunidade.

Por exemplo, o Colégio Objetivo, de Nova Odessa/SP, adotou a aferição de temperatura dos alunos logo na entrada, o uso obrigatório de máscaras e a limpeza dos banheiros três vezes ao dia. Além disso, instalou dezenas de dispensers de álcool em gel em pontos de maior circulação. Também adicionou uma pia para higienização das mãos e colocou tapetes sanitizantes nas entradas da escola.

Em artigo do blog da escola, a encarregada de Operações do Colégio, Fabiana Frazão diz que “a higienização constante neste período é importante porque a limpeza é a base de tudo. Através da parceria com a equipe, tornamos o ambiente limpo e agradável para receber os alunos com toda a segurança. Limpeza é saúde, limpeza é vida”.

Formulário de monitoramento da saúde no aplicativo

No Colégio Everest Internacional, de Curitiba/PR, uma comissão de crise formada por colaboradores e pais médicos, ainda em janeiro de 2020, criou protocolos sanitários necessários para o retorno seguro às aulas presenciais neste mês de fevereiro.

Além da preparação dos espaços, divisão de turmas e treinamento dos funcionários, há um item extra de apoio; o monitoramento diário da saúde dos alunos através do celular. A nova funcionalidade é fornecida pelo aplicativo de comunicação escolar IsCool App (utilizado pelo colégio desde 2019) em forma de formulário dinâmico e será atualizada diariamente pelos pais.

“O formulário dinâmico foi uma boa novidade para nós porque é uma exigência dos órgãos governamentais que os pais respondam esse checklist sobre a saúde dos filhos diariamente. Hoje já existe uma aferição de temperatura da criança dentro do carro por parte de nossa equipe. Então, se ainda tivéssemos que responder um questionário neste momento, levaria mais tempo.”, conta Elisa Filla – Coordenadora de Comunicação da instituição, sobre a preocupação em não provocar filas na portaria ou atrasar a entrada dos alunos.

De acordo com a gerente de negócios do IsCool App, Mariam Vahdat, o formulário dinâmico é uma ferramenta digital que pode ser utilizada para coleta automatizada de dados de modo geral, mas que tem realmente feito a diferença neste período de pandemia. “A escola pode coletar ficha médica para mapeamento, monitoramento e prevenção do Covid-19, além de requerimento de matrícula, atualização de cadastro, entre outros”.

Extinção da agenda de papel e da contaminação cruzada

Na unidade curitibana do Colégio Everest, a contaminação cruzada é outra grande preocupação, por isso, outra importante medida tomada foi a extinção definitiva das agendas de papel e uso exclusivo do aplicativo de comunicação escolar.

“De forma muito efetiva os pais recebem todos os comunicados relacionados ao colégio pelo celular, além de também entram em contato conosco através do canal de atendimento do IsCool App. É uma ferramenta que funciona muito bem e nos ajudou muito no retorno às aulas, então assim pudemos eliminar a agenda física, que é um meio de propagação e de contaminação”, afirma Elisa.

A abolição das agendas físicas já estava no radar de grande parte das instituições e, de modo geral, voltou à pauta durante a pandemia, como parte do processo de transformação digital do segmento. Um novo protocolo que deve perdurar.

Protocolos e medidas preventivas da pandemia nas escolas

De acordo com a Unesco, estudantes do mundo todo perderam, em média, 2/3 do ano letivo por causa da pandemia. O Brasil está entre os países com o período mais prolongado de fechamento das escolas: 40 semanas. Não é à toa que os alunos brasileiros comemoraram a volta às aulas presenciais.

No caso do Estado de São Paulo, a retomada das aulas será gradual e irá permitir o tamanho do grupo presencial de acordo com a cor de cada fase do plano. As escolas da educação básica que atendem alunos da educação infantil ao ensino médio, poderão receber presencialmente:

  • fases vermelha ou laranja, até 35% dos alunos matriculados.
  • fase amarela, até 70% dos estudantes.
  • fase verde, até 100% dos alunos.

De acordo com o plano, os protocolos específicos do setor educacional incluem:

  • Higienizar os banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e, no mínimo, a cada três horas;
  • Remover o lixo no mínimo três vezes ao dia e descartá-lo com segurança;
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e, particularmente, as superfícies que são tocadas por muitas pessoas (grades, mesas de refeitórios, carteiras, puxadores de porta e corrimões), antes do início das aulas em cada turno e sempre que necessário;
  • Manter os ambientes bem ventilados, com as janelas e portas abertas, evitando o toque nas maçanetas e fechaduras.
  • Preservar sempre o distanciamento de 1,5m e os limites de presença, podendo haver revezamento dos estudantes por dia.

Todos os protocolos estão disponíveis neste link.

Se algum aluno apresentar temperatura acima de 37,5°C, o colégio deve orientar o retorno para casa e garantir que o aluno aguarde em local seguro e isolado na escola até que pais ou responsáveis possam buscá-los. Neste caso, também é necessário orientar as famílias a procurar o serviço de saúde.

Se houver mais de um aluno sintomático, respeitar o distanciamento de 1,5 m e mantê-los na mesma sala. Após a desocupação da sala, mantê-la arejada, com portas e janelas abertas, sem ocupação por 2 horas, para possibilitar a dissipação da aerossolização.

Baixe o FAQ volta às aulas 2021 da Secretaria de Educação do Estado de SP

Guia da comunicação no ensino híbrido

O diálogo eficaz com os pais e alunos deve ser uma prioridade para as escolas nesta volta às aulas híbrida porque ajuda a reter os estudantes e também fornece um senso de comunidade para as famílias; veja dicas práticas para potencializar seu plano de comunicação

Na volta às aulas 2021, a escola precisou se reinventar para atender aos anseios dos alunos por socialização, mas sem deixar de lado questões acerca da segurança e da saúde, tão importantes num cenário de pandemia. A saída foi lançar mão do ensino híbrido, uma modalidade que intercala aulas on-line com aulas presenciais.

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) realizada nos meses de agosto e setembro do ano passado, 38% dos cerca de 5 mil alunos que participaram do estudo disseram ser favoráveis ao ensino híbrido.

Mas como fica a comunicação quando o cenário é este que mescla atividades on-line e presenciais, turmas divididas e rodízio de alunos?

Se o objetivo da comunicação on-line é o mesmo do da comunicação presencial – estabelecer conexões, compartilhar informações, ser ouvido e compreendido – então, o que muda no ensino híbrido?
Neste novo normal, a comunicação cumpre seu papel quando aumenta a conscientização enquanto comunidade, fazendo com que os alunos e familiares se sintam conectados entre si e aos coordenadores, professores e à própria direção escolar.

Para o professor, encontrar a melhor maneira de se comunicar com os pais e alunos também é prioridade. Afinal, o diálogo em um ambiente on-line exige mais reflexão e planejamento do que acontece em uma sala de aula presencial, principalmente pela falta de linguagem corporal.

Quais são as melhores estratégias de comunicação do ensino híbrido?

Estabelecer comunicação oportuna, relevante e útil com alunos e seus responsáveis nem sempre é uma tarefa fácil. Aqui estão algumas diretrizes básicas para ajudar o colégio a obter bons resultados:

Lembre-se, menos é mais: tente usar o mínimo de palavras possível. Os alunos on-line são bombardeados com informações compostas principalmente por texto. Então a última coisa que eles querem é ler outra mensagem longa (o mesmo quando a mensagem é para os pais);

Clareza: suas informações devem ser concisas e claras e não deve haver espaço para diferentes interpretações. Por exemplo, se você deseja que seus alunos saibam que o prazo do trabalho foi estendido, suas informações devem ir direto ao ponto;

Cortesia: releia o seu texto para ter certeza de que soa como você deseja. Verifique o tom da comunicação e verifique a clareza e integridade do texto. Certamente, você deseja que suas informações sejam profissionais e agradáveis e que suas enquetes serão bem-vindas pelos pais, não é mesmo?

Forneça feedback: Quando seus alunos estão aprendendo a distância, é importante obter feedback consistente sobre o andamento do ensino híbrido. Se um pai fizer uma pergunta sobre uma tarefa, é interessante que você primeiro dê uma resposta pessoal à pergunta e, em seguida, se você achar que a pergunta é importante, então encaminhe a todos.

Solicite opiniões: pergunte aos familiares o que eles acham da comunicação escolar, o que os ajuda a construir conexões. As pessoas gostam de expressar suas opiniões, de se se sentirem ouvidas, ao mesmo tempo em que esse tipo de feedback é de grande valia para aprimorar o conteúdo do ensino híbrido.

Quais são as principais ferramentas para garantir o engajamento?

Seus alunos e os responsáveis precisam de informações nesse momento? Se a resposta for sim, você deve garantir que o método usado para enviar a mensagem seja aquele que pode chegar a todos imediatamente, como uma mensagem de texto de aplicativo de comunicação escolar.

No aplicativo IsCool App, por exemplo, tão logo a mensagem é enviada pelo app, o pai recebe uma notificação push em seu celular e logo abrirá o conteúdo. Afinal, quem é pai sabe o quão é importante um aviso escolar, ainda mais durante os dias de hoje, em que tudo pode mudar num piscar de olhos.

Sua escola também pode publicar um post para registrar permanentemente as informações específicas de um evento online no feed de notícias. Como em um mural, isso também é possível com o comunicador escolar. Para chamar a atenção, use letras em negrito e inclua “importante” no título do aviso.

Para se comunicar de forma eficaz com os pais e alunos on-line, você precisa pensar fora da caixa. Nem todo mundo gosta de interagir da mesma forma, então você deve estar preparado para se comunicar usando diferentes tipos de canais.

O IsCool App possui ferramentas integradas para ajudar a se comunicar durante o ensino híbrido. Mas, além da comunicação, existem ainda outros recursos disponíveis para ajudar a diminuir a distância entre escola e alunos.

7 maneiras de melhor se comunicar com os alunos no ensino híbrido

Os métodos de comunicação no ensino híbrido devem refletir a diversidade dos alunos. No caso do IsCool App, por exemplo, existem várias ferramentas para ajudar sua escola a melhorar a eficiência da comunicação e do contato com os pais e alunos, trabalhando sempre da maneira mais personalizada possível.

Ferramentas como o Lição de Casa, por exemplo, tornam a comunicação entre professores e alunos mais oportuna, eficiente e satisfatória para ambas as partes. Algumas outras ferramentas do IsCool App que você pode explorar são:

  1. Chegando é um módulo que permite que a escola saiba o momento da chegada dos pais ou do transporte escolar. Funciona muito bem para organização da saída dos alunos durante as aulas presenciais, evitando assim aglomerações nos portões;
  2. Na aba de Atendimentos, os pais podem entrar em contato direto e rápido com determinados departamentos da escola, agilizando o atendimento e evitando idas sem necessidade ao colégio;
  3. Em Enquetes e Pesquisas, a escola pode realizar pesquisas de opinião com os pais ou mesmo confirmar a presença em reuniões, por exemplo.
  4. No módulo Agenda, os professores podem registrar as atividades rotineiras dos alunos de maneira personalizada e prática;
  5. Usando a função Autorização, a escola pode ter a permissão legal dos pais para a participação do aluno em determinados eventos, principalmente aqueles que são realizados fora da escola;
  6. Usando a função Comunicados, você pode compartilhar informações relevantes e ativar a resposta para iniciar conversas privadas com os pais que tiverem dúvidas. Tudo isso pelo aplicativo;
  7. O IsCool App ainda conta com o recurso de integração ao seu sistema CRM, visando facilitar ainda mais a sua rotina e da sua equipe escolar.

Pense fora da caixa

Ao fazer um plano de comunicação, seja criativo para encontrar pelo menos três maneiras de se comunicar com os alunos. Por exemplo: aplicativo de comunicação escolar, redes sociais e site/e-mail. Mas, lembre-se:

  • Escolha o aplicativo de comunicação certo, com as funcionalidades necessárias para o seu dia a dia;
  • Desenvolva um plano de comunicação;
  • Planeje com antecedência como, quando e por que interagir com os alunos. É uma boa maneira de garantir que esse tipo de interação em ensino híbrido seja eficaz.

Seu plano de comunicação precisa incluir:Como você vai se comunicar?
Determine como você se comunicará com os alunos, se por e-mail, mensagens de texto, podcasts, mensagens de vídeo, videoconferências e até chamadas telefônicas. É importante que você decida como entrar em contato com os alunos para que possa escolher o método de contato correto no momento certo.
Também é importante dizer a seus alunos qual método você planeja usar para contatá-los, para que saibam onde encontrar sua mensagem.
Você pode utilizar o feed de notícias do IsCool App para anúncios gerais. Se você deseja enviar notificações para alunos específicos, use e-mail ou mensagens de texto e, para as notificações de todos, use mensagens de imagem ou vídeo. Que tal trocar a boa e velha agenda de papel pelo aplicativo de comunicação para fornecer aos alunos feedback oportuno sobre o progresso deles?

1 – Quando você vai se comunicar?

Para notificações regulares, é melhor planejar com antecedência a frequência com que serão entregues. É uma vez a cada duas semanas, uma vez por semana ou uma vez por dia? Cabe a você decidir quando deseja publicar comunicados relevantes. Por exemplo, você pode optar por publicar posts semanais, comentar sobre atividades já realizadas ou esclarecer conceitos de aprendizagem.

Telefone: a melhor opção para situações de emergência, que precisam ser resolvidas rapidamente. Coloque todas essas informações em um local permanente, como o feed de notícias do aplicativo, e repita regularmente nas redes sociais.

Aplicativo de comunicação para promover a comunicação on-line: Decidir qual método de comunicação usar é importante para que os alunos saibam como você os contatará e como eles se comunicarão com você.

2 – Como você vai se comunicar?

Como dito anteriormente, as ferramentas de comunicação da escola precisam estar alinhadas com a inovação e a agilidade. Dessa forma, o trabalho conjunto do aplicativo de comunicação escolar e redes sociais pode funcionar muito bem.

Outro truque é criar um espaço onde os alunos possam se conectar e se comunicar entre si, como no próprio aplicativo ou mesmo um grupo no Facebook.

Utilizar recursos facilitadores no site e redes sociais, como vídeos tutoriais e artigos da sua FAQ, por exemplo, pode ser um ganho.

Nesse sentido, o recurso de enquetes do IsCool App pode ajudar bastante! Um outro exemplo é aproveitar a ferramenta de caixa de perguntas do Instagram para levantar questionamentos. Identifique os mais frequentes e traga-os a público com boas explicações.

Vale lembrar que essas boas práticas citadas nesse artigo são fundamentais para manter um bom relacionamento com os pais. Afinal, quem atende bem, tem mais chances de atender sempre.