A importância da auditoria de conteúdo no app escolar

Cada vez mais difundidos no ambiente educacional, o app de comunicação escolar concentra o lançamento de um grande número de informações diariamente; Com uma equipe alinhada e funções específicas no aplicativo, é possível auditar as informações publicadas de maneira prática, mantendo a boa imagem do colégio e a segurança das informações

Quando se pensa em segurança da informação, logo vêm à mente itens como controle de acesso, documentos regulatórios, processos, senhas e antivírus… Sim, se o assunto em pauta são os dados criados e armazenados por uma escola, todas as opções citadas são importantes. Entretanto, quando partimos para o campo da comunicação dentro de um colégio, encontramos um item a ser adicionado: a boa administração das informações geradas dentro do aplicativo de comunicação escolar.

Além do treinamento de equipe para o uso do app baseado em boas práticas, como já citamos nessa matéria, destaca-se a importância da auditoria do conteúdo gerado. Gestores mais atentos estão de olho nas informações lançadas dentro dos apps, evitando qualquer sinal de interferência que possa causar mal-entendidos ou, ainda, prejudicar a imagem da escola e seus profissionais.

A boa notícia é que o app conta com módulos e funcionalidades que garantem praticidade na hora de auditar o conteúdo, tomando menos tempo possível da equipe e trazendo informações bastante completas sobre a saúde do app e da gestão da comunicação escolar como um todo.

Quem é responsável pela segurança do conteúdo?

Cada colégio possui uma configuração diferente no que diz respeito à criação de conteúdo para o app escolar, afinal, essa decisão está diretamente ligada à estrutura da instituição e ao modelo de trabalho seguido.

Há colégios em que o próprio professor lança no app o diário de atividades dos alunos e cria comunicados diretos com os pais, por outro lado, há escolas em que somente o coordenador pedagógico, o setor de TI ou a comunicação têm acesso à administração da ferramenta.

Independente disso, a dica é sempre eleger um profissional do colégio capaz de tomar atitudes preventivas e corretivas na administração do app. Essa figura, sendo gestor ou com o aval do gestor, poderá criar uma rotina de auditoria e planos de ações contra possíveis crises, por isso deve conhecer bem a missão do colégio e o público de usuários ligados a ele. É este profissional, ainda, que se responsabiliza por agendar treinamentos da ferramenta e repassar as atualizações de funções e novos módulos do app para o restante da equipe.

Como funciona a auditoria na prática?

Como parte de uma ação rotineira, podemos dividir a tarefa de gerenciamento do conteúdo em dois tipos de ação, o monitoramento e a auditoria. Entenda, na prática, como elas funcionam e qual a importância de cada uma:

Monitoramento

Para saber se os pais estão sendo atendidos em suas solicitações e se o teor (ou até a rapidez) das respostas está dentro do previsto na cultura do colégio, o administrador pode criar uma rotina de monitoramento. Para que essa ação não tome muito tempo, o ideal é que as informações dentro do app sejam de fácil acesso.

No IsCool App, por exemplo, o painel administrativo traz um design amigável, que facilita a observação geral ou mais detalhada do conteúdo. No caso dos comunicados, inclusive, há ainda uma função específica que permite visualizar todas as mensagens criadas, em grupo ou individualmente.

Partindo para o diário de classe, o aplicativo oferece um panorama preciso para avaliar se as informações estão sendo devidamente apontadas tanto para a escola quanto para os pais. No diário, inclusive, o administrador consegue obter relatórios por alunos, acessando cada item lançado.

Por que o monitoramento é importante? Somente assim é possível tomar ações rápidas e diretas, evitando qualquer ruído na comunicação.

Auditoria

Quantos comunicados, em média, são criados mensalmente? Todos os recados essenciais foram devidamente postados? O potencial do aplicativo de comunicação está sendo explorado? Muitas das respostas a essas perguntas podem ser encontradas no dashboard do painel administrativo ou dando uma rápida olhada no conteúdo criado dentro dos diferentes módulos.

Se a intenção é obter informações específicas sobre o teor dos comunicados, é possível, por exemplo, que o administrador identifique as mensagens criadas por título, autor, horário, conteúdo e usuários envolvidos.

Além dos comunicados, no IsCool App é possível auditar todos os módulos, inclusive calendário de eventos, autorizações e enquetes. O app ainda permite a criação de relatórios precisos, como já falamos nessa matéria.

Saiba mais

Acompanhe outras matérias sobre segurança da informação e alta performance aqui no Blog do IsCool App.

PEA-Unesco: pelo direito à educação de qualidade

O Blog do IsCool App esteve na reunião anual das escolas associadas à Unesco para acompanhar de perto o trabalho das mais de 500 instituições em busca da transformação do país pela aprendizagem integral dos alunos; Programa brasileiro já é o segundo maior do mundo

Tendo como cenário uma bela e ensolarada manhã de sábado na capital paulista, mais de 300 gestores educacionais se reuniram para o primeiro encontro de 2019 do PEA-Unesco – Programa das Escolas Associadas à Unesco. Entre palestras, orientações e apresentações, o grupo de participantes, presente no Colégio Guilherme Dumont Villares, deu boas-vindas a 47 novas escolas associadas.

Entre os temas tratados durante toda a manhã estavam aqueles que ganham maior destaque ao longo do ano de trabalho, como a BNCC e sua aplicação prática, educação no trânsito e as línguas indígenas, tema Unesco para 2019. Esta temática, em especial, foi abordada pelo Profº Marcos Ueda, que trouxe a discussão da língua como maior patrimônio imaterial da humanidade.

Comprometido com o trabalho desenvolvido pela Unesco, principalmente no tocante aos 4 pilares da educação para o século XXI, o Grupo School Picture, representado também pelo Blog do IsCool App, esteve presente reforçando a parceria já existente e conhecendo mais de perto o trabalho de alguns dos colégios associados.

Segunda maior comunidade escolar associada Unesco no mundo

Contando com 583 escolas de norte a sul do país, o Programa das Escolas Associadas à Unesco é o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do Japão. São colégios públicos e particulares que têm o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura no desenvolvimento de projetos em suas próprias comunidades.

“Há 10 anos eu tenho o prazer de estar à frente da PEA-Unesco e meu objetivo sempre foi trazer as escolas públicas e reafirmar nosso compromisso com a comunidade por meio da educação pública. O movimento foi crescendo e hoje tem destaque como segundo maior do mundo. Mas o crescimento não aconteceu apenas em números de participantes, mas também em abrangência e envolvimento”, explica a Coordenadora Nacional do Programa das Escolas Associadas da UNESCO, Myriam Tricate.

Dona de uma comovente história de mais de 50 anos de atuação na educação, Myriam conta, com orgulho e lágrimas nos olhos sobre todo o trabalho desenvolvido pela equipe. “A Unesco Brasil está muito forte, muito representativa e fazendo muita coisa. As escolas ajudam, trabalham, estão felizes e engajadas apresentando seus trabalhos. Os pais, por sua vez, também percebem que a escola está envolvida em educação. Temos casos incríveis de retorno do trabalho”, ressalta a coordenadora que trabalha conectando parceiros do setor público e da iniciativa privada às mais de 500 escolas associadas.

O PEA-Unesco alimenta as escolas associadas com uma série de conteúdos e orienta cada instituição em seus projetos. No ano de 2019, por exemplo, além do tema línguas indígenas, estão sendo trabalhados o ano internacional da tabela periódica e o ano internacional da moderação e da comunicação não-violenta. Além dos materiais e dos encontros nacionais, o grupo se reúne em viagens internacionais para visitas em colégios com bons exemplos fora do país.

Trabalho que faz a diferença na comunidade

Entre as centenas de pessoas presentes no evento, tivemos o prazer de encontrar com Sônia Maria Paro, gestora municipal da cidade de Bebedouro que estava representando a Escola Municipal Stelio Machado Loureiro. Com um sorriso no rosto, Sônia contou como o fato de ter se associado à Unesco transformou a realidade dos alunos, gestores e de toda a comunidade local.

“Nos associamos à Unesco há 2 anos com o projeto Muros que Educam. Os muros da nossa escola estavam deteriorados, até que nos reunimos e desenhamos todos os pontos turísticos da cidade na extensão do muro. Revitalizamos a escola, o bairro e tornamos o muro mais um ponto turístico para a cidade”, relembra Sônia.

Localizada na zona rural de Bebdouro, a EMEB Stelio conta com quase 500 alunos e se destaca por oferecer programas diferenciados de inclusão e acessibilidade para alunos com necessidades especiais. “O projeto que a gente desenvolveu junto à Unesco sempre nos traz uma grande abertura a todos os lugares onde vamos. Ele é importante tanto pra nós, equipe gestora, quanto para a comunidade, que se envolveu com a escola. Para se ter uma ideia, o IDEB da escola era 5.7 e passou para 6.9 depois da Unesco”, conta a orgulhosa diretora escolar.

Como tornar as reuniões e encontros com os pais ainda mais eficazes com o uso do aplicativo

Conheça as funcionalidades do aplicativo de comunicação escolar, como o módulo compromissos e a função de confirmação de eventos, que garantem mais envolvimento e comprometimento dos pais

Quão eficazes e engajadoras têm sido as reuniões realizadas entre o seu colégio e os pais? Os professores sentem que têm envolvido e cativado as famílias? Por sua vez, os clientes do colégio sentem que estão sendo ouvidos?

Oportunidade única de estreitar o relacionamento entre a instituição e as famílias, as reuniões presenciais são essenciais, mas, aos poucos, também têm deixado de acontecer nos métodos mais tradicionais. As transformações no segmento educacional e as próprias mudanças nas configurações da sociedade estão tornando os encontros com os pais uma tarefa cada vez mais desafiadora para todos os envolvidos.

O tema engajamento das famílias, inclusive, é frequente no Blog do IsCool App, como já vimos nesta matéria.

Colégio pode contar com a ajuda de ferramentas e funcionalidade

Munida do aplicativo de comunicação escolar, a instituição ganha novas estratégias na hora de organizar, garantir presença e engajar os pais. Além das diversas funcionalidades que reforçam a comunicação no dia a dia, como a troca de mensagens, o feed de notícias e o canal de atendimento segmentado, o colégio pode também contar com o módulo compromissos e o calendário de eventos com a funcionalidade da confirmação de presença.

Presente no IsCool App, o módulo compromissos permite que o colégio ofereça aos pais uma agenda com diferentes horários e datas para atendimentos personalizados com áreas específicas, como atendimento pedagógico, financeiro ou até com os professores no tratamento de algum assunto particular. O interessante é que o próprio pai pode escolher o horário que melhor atender à sua agenda. Vantagem para os pais e também para os colégios.

Confira pelo menos 4 dos principais benefícios garantidos com esta e outras ferramentas do aplicativo de comunicação ligadas ao engajamento dos pais em encontros presenciais:

  • Atendimento personalizado

As reuniões de pais em grupo ainda acontecem e têm sua eficácia para determinados assuntos, como avisos gerais e a construção de decisões em conjunto. Inclusive, há colégios que contam com as reuniões coletivas em seus calendários anuais que são um verdadeiro sucesso de engajamento e networking entre os pais.

Entretanto, seguindo uma tendência que tem agradado em cheio às famílias, os compromissos individuais têm ganhado mais força, isso porque fazem com que o pai não se sinta constrangido com alguma informação sobre o aluno. Sem contar que também atende a agenda dos envolvidos em assuntos pedagógicos, financeiros e mais específicos.

Se o evento é coletivo, o colégio pode solicitar confirmação de presença. Se a reunião é particular, o responsável recebe as opções de datas para escolher a que melhor se adequa à sua agenda.

Que pai não sente mais confiança e satisfação com a escola quando sabe que é ouvido e que ganhou um horário só para ele para poder tratar da vida escolar do filho?

  • Mais organização para os pais e colégios

Com o poder de escolha, o pai garante mais organização em sua agenda de compromissos. O colégio, por sua vez, pode se organizar melhor desde o planejamento, de acordo com a agenda do professor e a disponibilidade do coordenador, até o fechamento dos horários pelos pais.

Os dados são recebidos de maneira automática e coordenada, diretamente na plataforma digital. Sem contar que é possível delimitar um período para que os usuários façam a escolha, levando um senso de urgência ao processo de maneira geral.

  • Sincronia com o calendário do celular

Para facilitar ainda mais a visualização do compromisso pelo usuário e não correr o risco de que a data seja esquecida por ele, o agendamento vai direto para o módulo calendário, outra função de grande importância para o calendário pedagógico anual.

Uma vez no calendário do app, o compromisso também pode ser sincronizado com o calendário de celular, reforçando ainda mais a importância do comparecimento ao colégio no dia e horário agendados.

  • Confirmação de presença e notificações

No módulo calendário, é possível pedir a confirmação de presença dos pais e garantir que todos compareçam ou que a escola se prepare adequadamente de acordo com o número de pessoas confirmadas para cada evento.

É possível, ainda, que o colégio crie notificações referentes a este compromisso no calendário, alertando para o agendamento e sua proximidade. Um recurso extra que, certamente, pode auxiliar os pais com dia a dia mais concorrido.

Saiba mais

Se quiser conhecer mais sobre o funcionamento dos módulos compromissos e calendário, entre em contato com o IsCool App e faça um teste com a ferramenta.

Especial BNCC: A presença da tecnologia e a importância da ética

Entenda qual a relação da tecnologia com as 10 competências da BNCC e veja dicas de como os colégios podem se apropriar dela sem deixar de lado a responsabilidade ética

Mesmo quando pensamos nas competências de cunho social e emocional, enfatizadas pela Base Nacional Comum Curricular, podemos observar que há sempre uma nova ferramenta tecnológica envolvida: computadores, tablets, celulares, aplicativos, games, oficinas makers e, principalmente, a internet.

Sim, a educação evolui ao passo em que a sociedade se transforma e com base em uma nova geração inteira de alunos nascidos na era digital, com necessidades diferentes e já preparados para a chamada Educação 4.0.

Prova de tudo isso é a valorização crescente da área de TE – Tecnologias Educacionais e seus profissionais dentro dos colégios em cada canto do país. Formada por educadores e pedagogos superantenados às novidades do mercado tecnológico educacional, a equipe de TE tem papel fundamental na nova educação e, claro, na adequação do currículo à BNCC.

Cada uma das 10 competências da BNCC envolve alguma solução tecnológica em sua prática, daí a importância de tratar o tema nesta última matéria do Especial BNCC do Blog IsCool App.

Nas matérias anteriores já traçamos um panorama sobre a BNCC, buscamos saber o que ela traria de mudança para o ensino particular e também abordamos o status das adequações dos currículos com a chegada da Base do Ensino Médio.

Agora, com a ajuda de Rosa Lamana, educadora, mestre em educação e parte da equipe da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo, vamos entender a correlação da tecnologia com a BNCC em suas diferentes competências.

As três categorias da BNCC

Para Rosa, é fácil entender como a tecnologia está inserida em cada competência da Base Nacional Comum Curricular: “A BNCC afirma que a educação deve garantir o desenvolvimento global humano. E como falar de desenvolvimento global sem falar em tecnologia? Sendo assim, a tecnologia está inserida na BNCC nas 10 competências. Isso acontece porque vivemos num mundo digital e não há mais como excluir a tecnologia do nosso dia a dia”, explica a profissional com mais de 20 anos no segmento e que também é membro da Comissão de Educação Digital da OAB de São Paulo.

Para entender melhor como a tecnologia está inserida em cada competência, Rosa categoriza a BNCC em três principais áreas: Cognitiva, social e pessoal. Conheça cada uma delas:

Competências cognitivas

Nesta categoria estão incluídas as habilidades da BNCC de cunho cognitivo, que são:

1) Conhecimento;

2) Pensamento científico, crítico e criativo;

3) Argumentação.

Como já vimos na primeira matéria da série, essas habilidades visam explicar e entender a realidade, promovendo o conhecimento de mundo. “A tecnologia integra-se nessas habilidades uma vez que, para entender e explicar a realidade em que estamos inseridos precisamos considerar o fato de que vivemos num mundo digital. Com as tecnologias, trabalhamos em rede e é nessa rede que precisamos estar em constante processo de colaboração”, diz ela, destacando o uso da internet e sua dinâmica colaborativa, fazendo com que as informações circulem e se complementem.

Aliás, são as ferramentas on-line que auxiliam alunos a desenvolver o pensamento crítico, investigativo e argumentativo. “Pela internet circulam informações de todo tipo, sejam elas verdadeiras ou falsas, e que precisam ser pesquisadas considerando realidade e mito, verdade e mentira, permitindo a compreensão do que são fatos e que podem e devem ser compartilhados”, ressalta Rosa.

Competências sociais

Na BNCC, quando falamos sobre a dimensão do aluno na sociedade, categorizamos um grupo com as seguintes habilidades:

4) Repertório cultural;

5) Comunicação;

6) Cultura digital:

7) Responsabilidade e cidadania.

Mais uma vez, são as tecnologias e, principalmente, a internet que nos oferecem espaços de compartilhamento de informações, bem como a expressão de sentimentos e experiências. E o que são nossas manifestações senão expressões artísticas, culturais e sociais?

A expressão de nossos sentimentos, dos nossos quereres, dos nossos anseios de mudança – que configuram uma expressão artística, social e cultural – está disseminada nos domínios digitais. Além disso, por meio da rede de internet, hoje é possível ter acesso ao acervo de diversas instituições, desde galerias à museus, ampliando ainda mais o repertório cultural acessível”, enfatiza Rosa, lembrando também que a internet permite, de maneira fácil, que cada um possa produzir o seu próprio conteúdo.

Ao abordarmos outras das habilidades acima citadas, como a comunicação, lembramos que ela vai muito além do universo on-line da internet e dos aplicativos, envolvendo escrita, fala, expressões, gestos e demais linguagens corporais. Mesmo nesse sentido, temos o auxílio das tecnologias. “Nesse ponto, a educação digital deve ser muito mais que meramente utilitarista, mas também prezar pelo desenvolvimento de relações pautadas no respeito, responsabilidade e colaboração. E esses valores transcendem o espaço digital/tecnológico, tornando-se um aprendizado para a convivência na sociedade”, afirma Rosa.

Competências pessoais

Para o terceiro grupo de competências, Rosa elenca as seguintes habilidades:

8) Trabalho e projeto de vida;

9) Autoconhecimento e autocuidado;

10) Empatia e cooperação.

Ao atingirmos a esfera pessoal, bandeira levantada com força pela BNCC, Rosa considera que as competências e habilidades socioemocionais também estão diretamente ligadas à tecnologia, uma vez que o uso dessas ferramentas promove os relacionamentos interpessoais. “Esse relacionamento é necessário para sermos compreendidos e compreendermos o outro”, salienta.

Ainda na opinião de Rosa, o ambiente digital é capaz de nos ensinar, dia após dia, a trabalhar competências pessoais importantes, como a responsabilidade e o respeito: “Não temos como entender o mundo que vivemos sem considerar a tecnologia mantendo a liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade. É preciso saber o que compartilhar, como compartilhar, por que compartilhar. O respeito está intimamente relacionado às relações pessoais em qualquer ambiente seja ele tecnológico ou não”.

Mais tecnologia, maior a vigilância

A tecnologia é parte integrante do desenvolvimento educacional do indivíduo, mas assim como se torna um tema substancial na realidade dos colégios, pode trazer dúvidas para uma parcela de profissionais, instituições e até pais que se preocupam com exageros e limites éticos.

Para a tranqüilidade de quem traz essas dúvidas, é correto afirmar que, na BNCC, todas as competências irão passar pelas questões do trabalho ético e segurança da informação e que essas temáticas estão inseridas no contexto pedagógico do currículo.

“A BNCC não invalida a LDB, ela permite autonomia no que diz respeito à formação e informação e outros assuntos. A LDB fala sobre a compreensão da tecnologia e o desenvolvimento de atitudes e valores, que nada mais é do que o cuidado com a ética e a informação. Portanto, as escolas precisam levar em consideração essa temática dentro do ambiente escolar”, esclarece Rosa citando Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional.

Dicas:

Conheça alguns dos órgãos que podem auxiliar o colégio na busca por informações sobre ética e segurança da informação:

CGI.br – Site do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Órgão governamental que ajuda a regular a internet no Brasil e disponibiliza publicações relacionadas à ética e cidadania digital.

NIC.br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. Órgão vinculado ao CGI e que apresenta informações relevantes para se trabalhar ética e cidadania digital em sala de aula.

Safernet.org.br – Associação civil de direito privado que trabalha a ética e a segurança da informação em todos os aspectos da sociedade, inclusive com apoio de vítimas de abuso na internet e material didático para todos os níveis de ensino.

O papel do aplicativo de comunicação na BNCC

Quando o assunto é BNCC e todas as transformações que ela prevê nas matrizes curriculares Brasil afora, fica fácil entender que a comunicação escolar se torna um item ainda mais importante para o colégio a partir de 2020. Afinal, como neste processo de adaptação à Base estão envolvidas as vidas de milhões de alunos, é essencial que haja uma comunicação fluida, segura e eficaz entre as instituições e os pais.

Nesse sentido, entram em ação ferramentas como o aplicativo de comunicação escolar, uma ferramenta tecnológica capaz de encurtar distâncias e facilitar o entendimento.

A comunicação deve ter um espaço privilegiado na família, na educação, seja em casa ou fora dela, no trabalho, nas relações pessoais, enfim, na vida”, afirma Rosa, que, sobre os aplicativos de comunicação escolar, ainda diz: “Esse tipo de ferramenta proporciona, na prática, como a ética pode ser utilizada. A aprendizagem funciona quando ela tem significado para o aprendiz. Sendo assim, ao utilizar a ferramenta o usuário pode aplicar o que aprendeu em palestras proporcionadas pela escola e dicas deixadas no próprio feed de notícias, inseridas pela escola ou pelo próprio app”.

Especial BNCC: As mudanças do Ensino Médio e a reta final para adequações

A entrega dos novos projetos curriculares nas secretarias regionais deve ser feita até o início de 2020, mas ainda há muito a ser feito, principalmente quando o assunto é a nova Base do Ensino Médio e as mudanças que ela implica

Nosso Especial sobre a Base Nacional Comum Curricular continua, mas, nesta terceira matéria, abordamos um dos itens mais polêmicos do projeto de maneira geral: a etapa do Ensino Médio.

Nos textos anteriores, trouxemos um panorama geral sobre o assunto e suas diretrizes e discutimos o que exatamente mudou para o ensino particular.

Agora, buscamos entender a polêmica acerca da última etapa da Base, que culminou em muitos questionamentos por parte de toda classe escolar e chegou a provocar demissões no alto escalão do MEC.

Aprovada oficialmente em 4 dezembro de 2018 pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), esta etapa da BNCC mantém o prazo de vigência para o início do ano letivo de 2020, tornando 2019 um ano ainda mais decisivo (e mais curto!) para as adaptações.

BNCC do EM na teoria

Entender e traduzir as mudanças que o documento prevê para a realidade da educação brasileira no Ensino Médio é um grande desafio. A intenção é a melhor: elevar a qualidade do ensino no país de modo a atender os anseios da juventude, preparando-a para desenvolver suas habilidades e melhor atender ao disputado mercado de trabalho futuro. Mas, na prática, as mudanças requerem atenção.

Um dos principais focos de mudança é a carga horária, que passa de 2400 horas para 3000 horas no ensino diurno e oferece ao estudante do Ensino Médio noturno a possibilidade de estender o curso por mais de três anos, desde que o mínimo de horas-aulas seja 2400 até 2021, chegando a 3000 a partir de 2022.

A interdisciplinaridade e a flexibilidade são outros destaques. Aqui, o objetivo principal é garantir a autonomia do estudante. De acordo com a sua realidade local, cada escola, pública ou privada, elabora seu currículo, desde que se comprometa em possibilitar escolhas ao aluno. Assim, o estudante determina as matérias que mais lhe interessarem para se aprofundar, tudo isso, já de olho na formação técnica e profissional que vai ao encontro das demandas do mercado de trabalho.

As 10 competências gerais da BNCC valem também para o Ensino Médio. Esta nova etapa da Base, porém, vem organizada por áreas disciplinares, que interagem entre si para tornar o currículo mais adequado à realidade.

A divisão entre as áreas de conhecimento fica assim:

  • Linguagens e suas Tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa);
  • Matemática;
  • Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química);
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia).

BNCC do EM na prática

Levando em consideração um panorama rápido sobre as estruturas escolares Brasil afora hoje, a dúvida que fica é: será possível oferecer ao aluno do ensino médio, na prática, toda essa liberdade de escolha que a BNCC propõe?

“A dificuldade em implantar a BNCC no Ensino Médio, dentro das áreas de conhecimento propostas, está no fato de a escola precisar operar mudanças estruturais e promover uma reorganização curricular. Não é tão simples, por exemplo, que uma escola com três turmas de Ensino Médio consiga se organizar para propor aos alunos frentes tão fragmentadas”, exemplifica Maria Helena Galucci, profissional com mais de 40 anos de atuação na gestão escolar e consultora da Humus Educacional.

A verdade é que já não há mais o que discutir, a fase de estudos da BNCC do Ensino Médio já passou e contou com a opinião de muitos profissionais gabaritados. Aliás, as mudanças acontecem, a exemplo da primeira etapa da BNCC, baseadas em cases de sucesso de países que já trabalham nesse modelo e vêm obtendo sucesso nos resultados, como Estados Unidos, França e Chile.

Para Maria Helena, por mais que pareça algo difícil neste momento, a proposta é válida e totalmente possível. “Não tem outra saída. O que precisamos fazer é encontrar um bom caminho na organização dessas escolas. A gestão precisa entender o custo-benefício dessas mudanças e disponibilizar pessoas com vontade e preparo. Tem que haver uma reestruturação total, desde o administrativo até o pedagógico”, explica ela que, com base em suas viagens visitando escolas em países-modelo, constata que a BNCC do Ensino Médio é o primeiro grande passo rumo a um sistema educacional mais eficaz.

Ensino Médio particular

Na matéria passada, vimos que o ensino particular já tem se adequado à proposta da BNCC há anos com um trabalho voltado para as competência e habilidades além do patamar cognitivo. Mas mesmo para essa parcela da gestão educacional do país, a etapa do Ensino Médio remete a questionamentos.

“Nós também viemos acompanhando a etapa da BNCC do Ensino Médio, quando ela foi oficializada nós já sabíamos do quadrante de alteração. Há alguma criticas, é natural, então ainda vamos aguardar a fase de regulamentação regional para irmos adiante. O fato é que a as novas propostas terão que dialogar com os processos seletivos já existentes no Brasil, como o ENEM e os vestibulares”, alerta Profº Marco Antônio Almeida Del’Isola, gestor pedagógico do colégio Mackenzie de Brasília.

A dúvida que fica é: Preparados em suas habilidades manuais e socioemocionais para o mercado de trabalho, esses jovens serão capazes de enfrentar os desafios dos vestibulares? Os tradicionais processos também deverão mudar?

Reavaliando e revalidando

Com tantas mudanças à vista, o que podemos atestar é que 2019 será um ano de muito trabalho para os colégios. “O entendimento sobre a BNCC ainda não chegou a sua totalidade, as escolas estão trabalhando nisso e há grande interesse por parte delas, mas é preciso continuar investindo nessa formação para que as mudanças sejam efetivas”, ressalta Maria Helena.

Ainda para a especialista, que hoje presta consultoria sobre o tema BNCC nas escolas, outro segredo além do investimento na formação dos professores é a reavaliação do currículo e das atividades na prática. Se em 2018 os colégios puderam criar seus planos, 2019 chega para que essas ações sejam colocadas em prática e avaliadas. Até 2020, quando a escola entrega seu plano para a secretaria regional de educação, todas as ideias estarão validadas e prontas para dar bons frutos.

Mais

Na próxima matéria deste especial você confere um verdadeiro dossiê sobre a tecnologia e a ética, um capítulo à parte na BNCC. Não perca!

Especial BNCC: O que mudou para o ensino privado?

Mesmo já trabalhando com as diretrizes da BNCC em seus currículos, instituições, redes e sistemas de ensino particular também vivem rotina de adequação; mudanças acontecem, principalmente, no quesito educação socioemocional e envolve a formação de professores

Se fizermos uma análise rápida do atual cenário da educação pública no Brasil, fica fácil de entender que a Base Nacional Comum Curricular chega com a importante missão de equalizar a aprendizagem e acelerar as transformações em salas de aula a uma nova realidade. Realidade esta já vivida pelo segmento de ensino particular há anos, em seus currículos com propostas de educação integral e modernas estruturas.

Entretanto, mesmo promovendo essas transformações na prática, as escolas, redes e os sistemas de ensino privado também vivem o período de adequação, afinal, a BNCC chegou para todos e com prazos a serem cumpridos.

Mas o que, de fato, muda na rotina dessas instituições? Como foi, para os gestores das escolas privadas, receber a BNCC? Entre as competências propostas, qual a de maior impacto?

Na segunda matéria do Especial BNCC do Blog do IsCool App, falamos do impacto da proposta no ensino particular tendo como base a opinião de profissionais com vasta experiência no segmento. De olho no prazo limite para a vigência da Base, vamos entender o que ainda deverá ser feito ao longo do ano no tocante ao assunto.

Clique aqui e leia a primeira matéria do especial que traz detalhes sobre a BNCC

Os alunos mudaram e a educação também

Com mais oportunidades, recursos e informação ao alcance, a rede de ensino particular, em geral, se posiciona na vanguarda, sempre atenta às transformações da sociedade. Recepcionando alunos nascidos na era tecnológica e em novas configurações familiares, há anos essas instituições seguem o movimento de adequação dos currículos e transformações físicas da tradicional sala de aula, recebendo com muita naturalidade as premissas da BNCC.

“O nicho das escolas particulares já vinha sentindo a necessidade de mudança de paradigma e buscava entender a necessidade do momento. Nós estamos na educação 4.0. Já passamos pela 3.0, que foi a introdução da tecnologia e interatividade que a BNCC propõe. Aliás, essa foi uma demanda das próprias escolas, da necessidade de atender os alunos de hoje inseridos no mundo digital”, conta Maria Helena Galucci, profissional com mais de 40 anos de atuação na gestão de uma rede de escolas particulares e consultora da Humus Educacional.

Com 85 anos de atuação, o Colégio Cristo Rei, mantido pelas Irmãs Agostinianas Missionárias em São Paulo,é um exemplo de que tradição e contemporaneidade devem andar lado a lado. Participando ativamente das discussões em torno da BNCC, com presença em audiências públicas e palestras sobre a elaboração do documento, a instituição conta que a escola recebeu com tranqüilidade as mudanças.

“O colégio vem acompanhando as discussões sobre currículo ao longo dos seus 85 anos. Em nossa proposta pedagógica, já trabalhamos com as 10 competências gerais da BNCC. Na prática, realizamos algumas pequenas alterações na grade curricular, dando ênfase nas formações para professores para trabalhar com atenção, principalmente, às competências sócioemocionais”, afirma Rosangela Jacob, doutora em educação e diretora do colégio Cristo Rei.

Esforços se concentram na preparação dos professores

Sem dúvidas, a formação e atualização dos professores envolvendo os temas da BNCC se tornaram o foco dos planejamentos dos colégios particulares. Afinal, é este profissional que vai colocar em prática o currículo e conduzir as mudanças. Ações nesse sentido se iniciaram em 2018, mas estão se intensificando em 2019.

“Vivemos uma realidade pedagógica eloquente e, por isso, nos tornamos uma cultura de organização aprendente. Para fazer intervenções mais efetivas no aprendizado do aluno, temos que aprender muito”, reforça o Profº Marco Antônio Almeida Del’Isola, gestor pedagógico do Mackenzie de Brasília, membro do conselho de educação do Distrito Federal e parte da comissão de legislação e normas do mesmo conselho.

Ainda para ele, mesmo que as aprendizagens requeridas pela BNCC estejam aquém do nível de aprendizado já consolidado pela sua equipe, o tema se tornou pauta dos treinamentos. “Temos formação de todos os professores e orientadores, sem exceção. Todos nós participamos desse movimento no sentido de aprender e refletir acerca da nossa ação, para que nosso processo se torne mais eficaz. Desde o final de 2017, já aprendemos mapas conceituais, aprendizagem significativa e tivemos estudos das metodologias ativas”, complementa Del’Isola.

No Colégio Cristo Rei, a proposta de formação dos professores tem foco na BNCC também desde que a Base foi aprovada. “Os professores dos diversos segmentos e disciplinas organizaram-se em grupos de estudos. Os pontos das discussões foram apresentadas e problematizadas com a escola como um todo, com mediação da coordenação pedagógica”, explica Rosangela.

Professores fora da zona de conforto

Na visão da consultora Maria Helena Galucci, a intensificação na preparação dos educadores veio ao encontro de uma outra necessidade, a do engajamento dos professores: “Na prática, de inicio, houve uma resistência por parte dos professores, principalmente os que já atuam há mais tempo. Considerando a condição e o gabarito profissional, vemos uma queda muito acentuada na formação de professores. A BNCC veio, então, para tirar as pessoas da zona de conforto, porque ela é uma realidade legal, quem não se apropriar vai estar fora”, afirma.

Enquanto os professores se apropriam da nova base e das novas diretrizes, a escola mais atenta já colhe grandes resultados práticos. Neste novo cenário, os professores passam a ser facilitadores do aprendizado e os alunos se tornam protagonistas do próprio conhecimento, construindo a sociedade do futuro.

Habilidades socioemocionais têm maior destaque

É de consenso que a BNCC não infringe a autonomia das instituições privadas, isso também porque a Base deixa claro que as transformações devem ser feitas de acordo com a realidade de cada escola. O que se vê é que os conselhos regionais de ensino e os próprios colégios determinam as competências prioritárias a serem trabalhadas.

Entretanto, de todas as diretrizes apresentadas pela BNCC, as que envolvem as habilidades socioemocionais são a de maior destaque e também as que estão requerendo maior atenção por parte das instituições privadas, mesmo que temas como coletividade e ética já sejam trabalhados em sala.

“Destacamos a importância sobre a concepção de educação a partir das interações do eu com o mundo. A atenção à diversidade de saberes e vivências culturais. A empatia e o diálogo como formas de ser e estar no mundo”, explica Rosangela sobre as principais competênciasselecionadas pela equipe do Colégio Cristo Rei de acordo com a proposta educacional da instituição.

“Quando a BNCC aponta caminhos socioemocionais, ela está legitimando coisas que já procurávamos fazer, como saber ouvir, ter empatia, se colocar no lugar do outro, trabalhar em grupo. Tem a ver com nosso dia a dia. Mas a educação socioemocional é, sem dúvidas, a competência de maior destaque pela importância da formação de caráter da pessoa”, emenda Marco Antônio sobre a proposta de absorção da BNCC por parte do Mackenzie Brasília.

Na próxima matéria do Especial BNCC aqui no Blog do IsCool App, especialistas destacam temas ainda delicados, como a BNCC no Ensino Médio e a ética. Não perca!

Especial BNCC: Afinal, o que é a Base Nacional Comum Curricular?

Nesta primeira matéria da série, o Blog do IsCool App sintetiza aspectos gerais do documento que torna obrigatória a revisão dos currículos ainda em 2019 e busca explicações para entender porque ela é um divisor de águas na educação brasileira

Há dois anos, o assunto que não sai da cabeça dos gestores educacionais e professores é a sigla BNCC. Desde que foi homologada, em dezembro de 2017, a Base Nacional Comum Curricular vem sendo tema central de palestras, treinamentos, livros e até eventos inteiros e tem transformado a rotina de colégios públicos e particulares Brasil afora. A um ano de ter o seu prazo de adaptação expirado, a nova base curricular ganha ainda mais importância e um maior sentido de urgência, por isso, também se tornou o tema da nossa primeira série especial em 2019 aqui no Blog.

Relembre o especial de tendências na educação, com assuntos como arquitetura escolar, gestão participativa e educação socioemocional

Em quatro matérias recheadas com conteúdo de entrevista de diversos profissionais da área e órgãos federais, vamos traçar um panorama de como tem sido a adaptação à BNCC por parte dos colégios e o que ainda deve ser buscado por eles ao longo de 2019, além de destacar as principais mudanças e diretrizes propostas pelo documento. E para começar, nada melhor que sintetizar a BNCC, sua importância, seus prazos e suas competências.

Onde tudo começou

Para entender a BNCC é preciso saber mais sobre a origem dessa necessidade de parametrização do ensino. “A elaboração de um documento contendo as aprendizagens essenciais e comuns a todos os estudantes brasileiros já estava prevista na Constituição de 1988, LDB de 1996 e mais recentemente na lei do PNE de 2014. Portanto, é uma determinação legal que só agora o Brasil tem aprovada. Os países com os melhores resultados educacionais do mundo possuem documentos como a BNCC, quer na forma de currículo ou documentos de referência”, afirma Eduardo Deschamps, presidente da Comissão da BNCC e do Ensino Médio.

Apesar de homologada em 2017, a BNCC foi criada ao longo de quatro anos pelas mãos de diversos órgãos e profissionais ligados à educação. Neste período de discussão e elaboração, inclusive, foram analisados documentos nos mesmos padrões da BNCC utilizados por países que são referência quando o assunto é educação, como a Finlândia e o Canadá, por exemplo.

Mas o que a BNCC tem de diferente da LDB e do PNL?

Tanto a LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação nacional) quanto o PNL (Plano Nacional de Educação) ganharam reforço com a chegada da BNCC, que, de certa, forma, operacionaliza as diretrizes e esmiúça os conteúdos para que as metas do PNL e as regras da LBD sejam atingidas.

Podemos dizer que, na escala de importância, temos a LDB, que especifica o aprendizado e o saber de cada idade escolar, seguida do PNL que, com objetivos mais gerais, enfatiza a dinâmica da evolução do aprendizado e, por fim, chegamos à BNCC, que explica, desde a educação infantil, aquilo que se espera que os alunos aprendam, apresentando a mecânica para atingir os objetivos previstos anteriormente.

Mas afinal, o que a BNCC acrescenta ao currículo já existente?

Na BNCC todo currículo pedagógico deve ser revisto com a inserção de competências e habilidades que trabalhem o aprendizado de maneira integral. “A inclusão das competências do século XXI ou competências sociemocionais e a antecipação do processo de alfabetização talvez sejam as maiores novidades”, explica Deschamps, representando também o CNE (Conselho Nacional de Educação).

Segundo o MEC, em declarações à equipe de reportagem do Blog do IsCool App, a partir da BNCC, as redes, sistemas e instituições de ensino podem sofrer profundas transformações. “Como consequência, a BNCC introduz mudanças importantes nos currículos, que devem impactar na formação dos professores, nos projetos pedagógicos das escolas, nos materiais didáticos, nas avaliações e demais ações e políticas educacionais”.

As 10 competências da BNCC

Olhando pela perspectiva das transformações educacionais e a enxurrada de metodologias de aprendizagem ativa (como já falamos em matérias como gamificação, aprendizagem por projetos e cultura maker) e novos padrões de ensino que vivemos nos últimos anos, entendemos o quão importante é a BNCC e como ela é muito mais que um simples documento de caráter normativo. Ela pode ser considerada um divisor de águas, uma vez que desperta em toda classe um sentimento de formação humana integral e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

E o que torna a BNCC assim tão especial é, sem dúvidas, o conjunto de competências em que está fortemente baseada. O que vemos de diferencial nessa proposta, ao longo de toda a educação básica, é a inserção de atitudes e valores, competências socioemocionais (assunto que já abordamos nesta matéria), em igual destaque às habilidades cognitivas – que nunca deixarão de ter sua importância.

Para entender a importância dessas competências gerais da BNCC, vamos conhecê-las de acordo com o tema e o objetivo:

1) Conhecimento

Propõe: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.

A fim de: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2) Curiosidade intelectual

Propõe: Recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade.

A fim de: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3) Empoderamento cultural

Propõe: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais.

A fim de: Fruir e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4) Comunicação em todas as formas

Propõe: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica.

A fim de: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5) Empoderamento digital

Propõe: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares).

A fim de: Comunicar-se, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6) Preparação para a vida

Propõe: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências.

A fim de: Entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7) Senso crítico e ética

Propõe: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.

A fim de: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8) Autoconhecimento

Propõe: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional.

A fim de: Compreender-se na diversidade humana e reconhecer suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9) Empatia e proatividade

Propõe: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.

A fim de: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10) Cidadania

Propõe: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação.

A fim de: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Prazos

A inclusão dessas competências em formato de projetos práticos já se iniciou há alguns anos no ensino privado, como veremos nas próximas matérias deste especial, entretanto, a corrida rumo à contextualização final dessas diretrizes vem se intensificando desde 2018. Agora, em 2019, os colégios, professores, sistemas de ensino, redes e materiais didáticos têm o prazo final para adequação.

A partir do primeiro semestre de 2020, os conselhos municipais e estaduais de educação já deverão ter em mãos todo o currículo e os projetos dos colégios. Nesses documentos, os pontos propostos pela BNCC devem estar contemplados e, posteriormente, revalidados.

BNCC do Ensino Médio

Após uma repercussão repleta de polêmicas e até pedidos de demissões de alto escalão, a etapa do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular teve sua aprovação em 18 de dezembro de 2018. Entretanto, apesar da publicação tardia no Diário Oficial da União, o prazo para que as diretrizes entrem em vigor se mantém igual ao prazo da etapa do ensino fundamental: primeiro semestre de 2019.

Os colégios terão o ano de 2019 para adequar o conteúdo mínimo, a carga horária e a estrutura física – de acordo com suas realidades – para os estudantes do ensino médio. Com as mudanças, matemática e português terão carga horária obrigatória, mas outras matérias poderão ser distribuídas ao longo dos três anos desta etapa. Os alunos terão mais liberdade para escolher assuntos específicos de interesse próprio e para a futura carreira, sem contar que todas as matérias, assim como em sistemas de ensino com base em projetos, serão abordadas com foco no cotidiano dos jovens.

Resolução baseada, mais uma vez, no exemplo de outros países que deram certo. Solução para os jovens, certo transtorno para alguns colégios, que terão severas adaptações no âmbito de gestão administrativa e pedagógica, conforme abordaremos nas próximas matérias deste especial.

Um novo IsCool App em 2019

Em 2018 o IsCool App se consolidou como o aplicativo de comunicação mais completo do mercado e presente em várias das melhores escolas do país; para se manter na vanguarda, 2019 prevê novas funcionalidades, investimentos e expansão no quadro de colaboradores

Equipe IsCool App preparada para 2019

O ano de 2018 se despede marcado por diversas conquistas para o IsCool App. Em pleno crescimento, com pouco mais de dois anos de vida, o app de comunicação escolar obteve significativo aumento no número de colégios e usuários e lançou dezenas de funcionalidades, consolidando-se como o app escolar mais completo do mercado. Reforçando seu papel de vanguarda em soluções para a comunicação e gestão escolar, o app investe em funcionalidades inovadoras para 2019 e ainda ganha novos reforços na equipe.

Uma das novidades que já faz o IsCool App sair na frente logo no início de 2019 é a funcionalidade compromissos, que permite o agendamento de compromissos individuais em horários diferenciados sugeridos pela escola ou diretamente pelo professor. Demais lançamentos, ainda sob sigilo, prevêem tornar o app ainda mais dinâmico e adequado à rotina do colégio.
Ainda sobre os lançamentos e atualizações, vale lembrar que a utilização de metodologia ágil por parte da equipe de desenvolvimento viabiliza novidades, melhorias e correções a cada 15 dias, um sistema que se mantém e reforça o compromisso com a evolução do produto em 2019.

Integração e sucesso do cliente

O IsCool Sync e as integrações do aplicativo com softwares de gestão continuam em plena expansão e se destacam como funcionalidade obrigatória no novo ano que se inicia. Com novas parcerias e pesquisas de campo minuciosas, o app está preparado para se conectar com os principais ERP’s do mercado.

Outro benefício para o cliente IsCool App, o departamento de Sucesso do Cliente se fortalece com a ação de premiação para clientes com alta performance em adesão e engajamento. Em 2018 iniciou-se uma campanha com distribuição de brindes personalizados para os colégios com resultados de destaque que foi grande sucesso.

Assinatura digital de matrícula e rematrícula

O módulo matrícula foi um dos grandes diferenciais do app em 2018 e ganha ainda mais força em 2019. Com o sucesso na implantação do módulo em vários colégios e o significativo ganho de tempo e qualidade nas campanhas de matrícula e rematrícula, novos colégios e redes já demonstraram interesse em contar com a ferramenta na busca pela otimização de tarefas e, principalmente, segurança.

Investimentos

A expansão no departamento de desenvolvimento mantém seu projeto de expansão, com novas contratações de profissionais de nível sênior. O setor administrativo também ganha reforços no comercial devido a maiores demandas e expansão da atuação na extensão do território nacional e internacional.

Os investimentos do grupo continuam, ainda, para garantir os investimentos em marketing. Presente nos principais eventos de educação do país, o IsCool App mantém a parceria com congressos e entidades para se aproximar ainda mais dos clientes.

“O produto tem sido amplamente aceito pelo mercado e nosso time ganhou ainda mais experiência através das diversas interações com o nosso público, estivemos presentes em eventos, mas também temos o time comercial na rua, a nossa equipe de suporte e operações e o departamento do sucesso do cliente. Estamos focados em construir um produto que faça sentido para pais e escolas e isso tem sido percebido pelos colégios, já que tivemos uma migração considerável de outras plataformas para o IsCoolApp”, finaliza Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do IsCool App.

10 erros de comunicação que seu colégio não deve cometer em 2019

Confira dez dos principais deslizes que podem atrapalhar sua instituição de ensino na busca pela proteção, fortalecimento de marca e crescimento de mercado

Uma comunicação clara, objetiva e constante é essencial para uma instituição de ensino que deseja obter sucesso no engajando pais e colaboradores e, consequentemente, na retenção e captação de alunos. E quando falamos em comunicação, lembramos que ela começa no primeiro contato do pai que busca uma escola para os filhos e vai até o dia a dia do aluno, na portaria, com os professores e com a gestão.

Para ajudar, ainda temos transformações sociais no modo de se comunicar e a consolidação das tecnologias como instrumento. Não é pouco nem simples. Atingir a qualidade e efetividade do seu processo de comunicação requer atenção, principalmente, para que erros não sejam cometidos.

Inclusive, alguns desses erros não são facilmente detectados, principalmente quando o assunto é comunicação via app escolar, uma das nossas bandeiras aqui neste canal. Pensando nisso, listamos dez dos principais erros de comunicação escolar que podem facilmente ser evitados e tornar o crescimento sustentável do seu colégio mais real. Confira:

1 – App de comunicação não integrado ao ERP

Já falamos, recentemente, sobre como funciona a integração do app escolar com o seu software de gestão e de todos os benefícios que essa simples funcionalidade traz (vale relembrar clicando aqui). Mais do que facilitar o dia a dia dos colaboradores e permitir maior vazão no fluxo de trabalho, estamos falando de segurança da informação.

Com a integração, seu colégio garante integridade dos dados, um princípio básico da comunicação fluida. Sem contar que os pais recebem, em tempo real, informações que antes ele iria encontrar em outro canal. A integração do app de comunicação com seu ERP já se mostra como uma necessidade em 2019.

2 – Comunicação sem planejamento

É tempo de planejamento e já falamos sobre como construir, por exemplo, seu melhor plano de marketing. A comunicação pode estar inserida nesse contexto mas, nesse caso, vai um pouco além, com cronograma de conteúdo e ações, definição de tarefas de cada membro da equipe e constante revisão dos principais tópicos.

Comunicação visual, mídias sociais, conteúdo do aplicativo escolar, uniforme, gestão de crise, endomarketing, projetos sociais… são muitas frentes envolvidas e que merecem atenção. Dedique um tempo para criar e rever cada ponto junto com sua equipe.

3 – Comunicação unilateral

Restrições na comunicação ainda são fator limitante na realidade de alguns gestores, que não delegam ou não envolvem seus times nas decisões. Dar voz e espaço para os colaboradores na comunicação não quer dizer que tudo estará fora do seu controle. Por exemplo, quando o professor é habilitado a abordar o pai diretamente pelo aplicativo do colégio, a resolução do problema ganha maior agilidade e ainda poderá ser controlada e auditada pelo gestor a qualquer momento dentro da plataforma.

Outro resultado importante da comunicação bilateral é o fortalecimento do endomarketing escolar. Uma vez a par das informações e com liberdade e orientação para tomar suas decisões, os colaboradores vestem a camisa. Uma das matérias mais lidas no Blog em 2018 foi sobre endomarketing escolar, com dicas de como engajar os colaboradores com uma comunicação participativa, veja aqui.

4 – Grande número de comunicados em papel ou agenda física

A comunicação via papel foi efetiva por longos anos, mas abre espaço para a comunicação mobile, mais rápida e sustentável. Uma vez que o colégio opte pela comunicação via internet, a agendinha física, das quais muitos ainda sentem apego, devem ser excluídas para não confundir os pais, gerando, assim, mais eficácia no processo de comunicação eleito.

5 – Múltiplos meios de comunicação e conteúdo duplicado

Assim como a agenda física, o e-mail como comunicação com os pais pode ser repensado quando há a presença do comunicador mobile. Imagine como o pai se sente ao receber a mesma notícia por papel, por e-mail e pelo celular, no mesmo período de tempo?

O mesmo se aplica ao conteúdo replicado em diferentes funcionalidades do app, por exemplo, comunicado + feed de notícias, ou feed de notícias + calendário. Todo cuidado é pouco para não gerar desinteresse dos pais.

6 – Alta ou baixa frequência nas postagens

O desinteresse dos pais, inclusive, acontece quando os assuntos são tratados em demasia e de maneira pouco personalizada. Notificações constantes de postagens no app escolar podem até causar o efeito contrário em pais que vivem uma rotina agitada.

O mesmo vale para os canais de mídias sociais, local onde o colégio se encontra com suas prospecções. Se a intenção é convencer o cliente a matricular seu filho, o ideal é conquistá-lo com criatividade e não inconveniência.

Do mesmo modo, a baixa frequência de postagem pode desestimular o cliente. Confira nessa matéria algumas dicas sobre o tipo e a frequência ideais para conteúdos sobre marketing e comunicação escolar.

7 – Explorar pouco as fotos e os vídeos

Pesquisas recentes de marketing digital apontam um crescente interesse em conteúdos com vídeos e fotos. Uma dessas pesquisas, realizada pela Contentools e Opinion Box, mostra que o engajamento com posts contendo fotos ainda lidera, mas teve queda de 2017 para 2018, passando de 49% para 40% da preferência, enquanto o interesse por vídeos subiu de 20% para 34% e o engajamento por textos caiu de 31% para 26% no mesmo período.

Que pai não gosta de receber fotos dos filhos ou assistir a uma de suas evoluções que não pôde presenciar por estar trabalhando? Pense no rico conteúdo visual para engajar mais.

8 – Alta exposição nos canais de mídias sociais

Lembre-se que os canais de mídias sociais são importantes para prospecção de clientes por indicação e para o sucesso da sua captação de matrículas, mas não deixe de se atentar para pontos como a exposição da imagem de crianças e os atendimentos via canais que não são os oficiais e não podem ser controlados.

O reforço vai para a participação de colaboradores em grupos paralelos de mães, que tomam os comunicadores gratuitos e podem se tornar a raiz de desentendimentos.

9 – Subutilização das funcionalidades do seu app de comunicação

Um aplicativo de comunicação reúne diversas funcionalidades que organizam e efetivam os processos de comunicação de um colégio. Não à toa estão lá no app, à disposição dos gestores, itens como calendário de eventos, agenda, mural de recados e enquetes para pesquisa de opinião.

O app vai além da circular e precisa ser explorado ao máximo para uma comunicação mais fluida e sem ruídos. E mais: traz inúmeras maneiras de segmentar o conteúdo por grupos de usuários e mensagens individuais.

10 – Não segmentar o atendimento por setores

Comunicação organizada permite um maior controle e rastreamento da informação, além de uma resolução de conflitos muito mais rápida. No aplicativo de comunicação escolar é possível criar diferentes canais de atendimento de acordo com o organograma da instituição de ensino, tirando do gestor, inclusive, o peso da resolução de pequenos conflitos.

Para saber mais sobre como a segmentação pode trazer ganhos ao dia a dia da gestão escolar, acesse essa matéria.

Engajamento familiar: os desafios continuam

Pesquisa aponta que mais da metade dos pais brasileiros não interage com a escola e a rotina escolar dos filhos; revisão de conteúdo divulgado na plataforma de comunicação e empoderamento dos pais surgem como itens no planejamento escolar 2019

O advento das tecnologias educacionais trouxe inovação para o processo de comunicação dos colégios com as famílias, criando plataformas pedagógicas que estimulam a interação e canais diretos para a troca de informações com os pais. Mas apesar de poder escolher entre uma infinidade de ferramentas, muitas escolas ainda encaram uma barreira quando o assunto em pauta é o engajamento do seu público.

Ao que tudo indica, o engajamento dos pais continua sendo um grande desafio para os colégios em 2019, muito pela rotina eletrizante imposta pelo modelo de sociedade, muito pelos próprios percalços vividos no âmbito da gestão de um colégio. Assunto sério para as escolas que sentem, na prática, o desempenho superior de aprendizagem em alunos cujos pais são mais participativos.

Pesquisa Varkey

Uma pesquisa realizada pela Fundação Varkey, instituição que trabalha pela educação de qualidade global e cuja sede está em Londres, entre outras constatações sobre qualidade de ensino, aponta números aquém no que se refere a engajamento dos pais da vida escolar de seus filhos. O documento contabiliza a opinião de 27 mil pais em 29 países durante o período de dezembro de 2017 a janeiro de 2018.

Só no Brasil, cerca de mil pais de crianças entre 4 a 18 anos de idade foram entrevistados e um dos resultados que mais chama a atenção é a terceira colocação no ranking quanto ao engajamento: 46% dos pais brasileiros sentem que não dedicam tempo suficiente para ajudar os filhos no processo de aprendizagem.

Em países como a Alemanha, Espanha e Rússia, por exemplo, apenas 20% dos pais apontam que poderiam se dedicar mais aos estudos dos filhos.
De modo geral, entre os motivos pelo não-engajamento, 52% dos pais no mundo dizem que não têm tempo para se dedicar à vida escolas dos filhos e 32% dizem que não ajudam porque há uma falha de informação do colégio sobre como eles poderiam ajudar.

Empoderamento do pai

Os números confirmam que os pais se sentem culpados pela rotina agitada que levam e que se cobram dessa participação. Por outro lado, há também a informação de que poderiam fazer mais caso fossem estimulados, uma missão e tanto para os colégios, que nem sempre conseguem criar um diálogo fluido com os pais.

Na opinião de Melanie Mangels Guerra, mestre em educação e diretora do curso de graduação em pedagogia da Faculdade Rudolf Steiner, o segredo está no empoderamento dos pais, ou seja, um diálogo aberto em que escola, pais e alunos tenham seus papéis e suas responsabilidades bem delineadas.

“Os problemas precisam ser resolvidos de forma madura. A partir do momento em que você mantém um diálogo de confiança e de forma mais aberta, mostrando, por exemplo, o que você está fazendo e trazendo o pai para compreender isso, você consegue ali um aliado. A escola e as famílias precisam se respeitar e compreender o que o outro está fazendo. A escola precisa contribuir empoderando o pai e o pai precisa contribuir com a escola, porque nós também aprendemos no processo educativo”, afirma Melanie.

No empoderamento dos pais e na busca por um diálogo de confiança, o maior beneficiado é o aluno, que não precisa se preocupar com questões burocráticas e nem tomar atitudes de adulto em casos de conflito. “Quando o pai e a escola estão se responsabilizando, o aluno ganha porque tem a liberdade para um caminho de formação. Ele pode se ocupar de brincar e está em harmonia para se desenvolver”, reforça Melanie.

Projeto engajamento

E no seu colégio, como tem sido trabalhado o diálogo? O nível de engajamento dos pais é satisfatório? Quais ações vocês pretendem tomar para inovar nesta aproximação com as famílias?

Pesquisas revelam que quanto mais participativos os pais, melhor o rendimento dos alunos. Aqui mesmo, no blog do IsCool App, engajamento é um tema constante. Nesta matéria, por exemplo, mostramos como estratégias simples têm garantido resultados importantes para alguns colégios.

Envolvida no sistema Waldorf de educação há mais de 15 anos, Melanie conta que o desafio é pensar como trabalhar com os pais no dia a dia e que, entre as melhores soluções, estão ações simples de colaboração, como momentos de conversa, palestras, ajuda na horta da escola ou na construção de brinquedos manuais, passeios de bicicleta e até acampamento de pais e alunos. “Os pais têm a sua responsabilidade e não simplesmente entregar seu filho na escola, ele vai ser parceiro. Assim, toda a comunidade ganha”, diz.

Comunicador como aliado

Com criatividade e um bom planejamento, é possível repensar os projetos de engajamento e estimular os pais de maneira mais atrativa, mas é importante lembrar que uma boa comunicação é a base dessas transformações. Começar a mudança pelo uso mais assertivo do comunicador pode ser uma boa ideia.

A maioria das escolas já conta com um aplicativo de comunicação escolar, mas muitas ainda sentem que os pais não respondem a ele da maneira desejada. Muitas vezes, porém, é preciso rever o plano de comunicação e entender o que pode ser melhorado.

Abaixo, listamos alguns exemplos de ações realizadas pelos colégios e que podem estar implicando em uma comunicação mobile menos efetiva:

  • Uso de mais de uma ferramenta de comunicação, como a agenda física ou o envio de conteúdo duplicado por e-mail;
  • Frequência de postagens e conteúdo baixa ou alta demais, gerando pouco interesse por parte dos pais;
  • Subutilização das ferramentas do app, que traz funcionalidades importantes como calendário, assinatura de documentos, boletins de notas e faltas, entre outros;
  • Conteúdos genéricos – uma vez que os pais se interessam por informações que dizem respeito ao seu filho;
  • Falta de unificação dos serviços, levando o pai a acessar o app e mais o portal ou outros links para conseguir.

A utilização do app escolar traz mais segurança para o processo de comunicação e evita os famosos problemas com grupos de chats gratuitos dos pais. Porém, ele se transforma em uma ferramenta ainda mais poderosa se o conteúdo disponibilizado aos pais for relevante e fluido.

Mais

Acompanhe outras dicas sobre engajamento e qualidade do conteúdo em outras matérias do Blog IsCool App clicando aqui.