Melhores práticas para uma alta performance dos alunos no ensino híbrido

Como vencer os desafios do ensino híbrido e garantir o ensino efetivo e de qualidade pelo qual seu colégio é conhecido

Um dos pontos positivos da mudança na educação no ano passado foi a antecipação de uma proposta antiga das escolas: a implantação do ensino híbrido. Entendido como a combinação de atividades “on-line” e “offline”, o modelo vem sendo discutido há anos por educadores e, com a pandemia, acaba sendo efetivamente imposto. 

Inclusive, sobre o ensino híbrido, falamos aqui com recorrência no blog do IsCool App desde a volta às aulas 2021. Saiba mais:

Guia da comunicação no ensino híbrido

Ensino híbrido na prática

Mas, será que as escolas conseguirão vencer os desafios frente a essa nova forma de aprendizagem? Embora saibamos que o impacto desse vírus será de longo alcance, o que ele significa para a qualidade do ensino?

Desafios do ensino híbrido

A partir da experiência que alguns colégios passaram, daria para elencar as melhores práticas para uma alta performance dos alunos? A chamada Geração Z, indivíduos entre 6 e 18 anos, está profundamente entrelaçada com o uso da tecnologia, o que já facilita e muito. Mas será que só o fato de serem nativos de uma era digital já é o suficiente?

De acordo com um relatório da Dell Technologies, 85% dos empregos oferecidos em 2030 – quando a geração Z e a geração Alpha (pré-escolares) estarão no mercado de trabalho – ainda não foram inventados. Segundo estudos do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças do ensino fundamental hoje trabalharão em profissões que ainda não existem.

Não saber quais profissões nos esperam lá na frente já é desafiador por si só. Essa é uma questão importante que o ensino híbrido terá que oferecer meios de vencer. Mas, no momento presente, os desafios mais urgentes são:

1 – Infraestrutura

Desde o fechamento das portas, as escolas tiveram que acelerar a implantação de sistemas de ensino a distância e a maioria fez isso sem planejamento. Para a volta às aulas em 2021, as escolas tiveram mais tempo para se planejar e investir em equipamentos e internet rápida a fim de que o ensino híbrido ganhasse tônus.

Obviamente, é caro adquirir tecnologia de software e hardware para programas de ensino híbrido. Isso é especialmente verdadeiro se a escola precisar dobrar esse investimento para mais de uma unidade. No entanto, há um vislumbre de esperança de longo prazo. Ao investir na tecnologia certa hoje, a instituição pode ter economizado muito dinheiro que, de outra forma, teria sido usado para apoiar uma estrutura desatualizada.

2 – Treinamento de professores

Ao contrário dos alunos da geração Z, a falta de habilidades técnicas pode se tornar um obstáculo importante para os professores. É absolutamente necessário fornecer suporte técnico e treinamento confiáveis. Também é importante cultivar uma comunidade de aprendizado combinado para enfatizar o valor da tecnologia.

Qualquer obstáculo e falta de organização trará perigo iminente de fracasso. Os fãs de escolas tradicionais sempre apresentam uma explicação contra o ensino a distância na ponta da língua. Por outro lado, os inovadores precisam persuadir ainda mais a hesitação e revelar os benefícios da educação híbrida, não as desvantagens.

3 – Adaptação dos alunos

É fato que alguns alunos preferem o presencial ao ensino a distância e acabam evadindo frente as telas dos computadores. Eles sabem que poderão assistir à aula gravada depois. Com isso, o uso de gravação de aulas pode realmente resultar no atraso do curso. 

Outro desafio envolve a sobrecarga cognitiva. No ensino híbrido, alguns professores podem começar a entregar conteúdo em excesso. Uma das principais reclamações dos alunos durante o ano passado foi em relação ao número exagerado de lições de casa.

Por fim, ainda é preciso cuidar da questão de plágio e credibilidade na internet durante as pesquisas. O professor precisa conscientizar os alunos sobre os perigos de recursos on-line não verificados, como preconceito, distorção e deturpação de fatos.

4 – Excesso de trabalho

É difícil discordar de que há uma quantidade significativa de trabalho extra para o professor envolvido no ensino híbrido. É necessária uma proporção de dedicação maior, principalmente nos estágios primários. Por isso, o treinamento técnico é tão fundamental para os professores.

Como vimos, os desafios do ensino híbrido existem, mas não são insuperáveis. O impacto negativo pode ser minimizado ou mesmo canalizado para atividades produtivas se o professor ficar de olho no feedback do aluno, melhorar as habilidades tecnológicas e melhorar a qualidade do ensino. 

Além disso, algum benchmarking não faria mal. Entre os próprios colegas professores, até aqueles que trabalham em outras escolas, podem já ter experimentado o ensino híbrido, então eles podem dar algumas dicas. 

Ensino efetivo e de qualidade

Para aumentar a qualidade do ensino híbrido, é necessário observar algumas lições já aprendidas até aqui. Lembrando que cada experiência é única e não existe um método totalmente eficaz para a aprendizagem efetiva. Vale a experiência local de cada escola e a sua relação com os alunos e familiares.

De acordo com um artigo publicado pela McKinsey & Company, consultoria empresarial norte-americana, podemos tirar 3 lições sobre o ensino híbrido para obter alta performance e um ensino de melhor qualidade:

  • Diferencie os alunos pelo nível de necessidade e capacidade

Dados da Unesco apontam que certos grupos de alunos tiveram mais problemas em ambientes de aprendizagem remota durante o fechamento das escolas. Esses alunos precisam ser prioridade para o retorno das aulas presenciais. É importante priorizar também o ensino fundamental, uma vez que as crianças mais novas possuem uma necessidade tátil de aprendizagem difícil de reproduzir em ambiente virtual.

  • Projete sistemas específicos para ambientes remotos e híbridos

A aprendizagem remota e híbrida são mais do que apenas versões digitais da sala de aula. Quando a pandemia fechou as escolas em março de 2020, muitos educadores tiveram pouca escolha a não ser colocar as aulas existentes on-line. Agora temos a oportunidade de projetar melhores soluções para maximizar o aprendizado do aluno em ambientes remotos e híbridos.

Para começar, que tal definir a experiência ideal de aprendizado remoto para os alunos? Primeiro, vale determinar o número apropriado de horas de aprendizagem por dia para cada faixa etária. A divisão entre a aprendizagem síncrona, com alunos aprendendo juntos em tempo real, e a aprendizagem autônoma e assíncrona varia conforme a idade dos alunos.

O mesmo acontecerá com a combinação de grandes, pequenos grupos e instruções individuais. Para os alunos mais jovens, os educadores podem querer limitar o tempo total de tela a algumas horas por dia e incluir mais instruções em pequenos grupos e tempo supervisionado por adultos.

Para o ensino híbrido, o modelo adotado por algumas escolas particulares foi dividir as aulas entre dois grupos e fornecer instrução ao vivo para uma turma, enquanto a outra assistia em casa. Vale lembrar que muito tempo na frente do computador provavelmente causará fadiga nos alunos. O ideal é limitar o tempo a 30 ou 45 minutos.

  • Relacionamentos são a base da aprendizagem

As escolas são mais do que locais de aprendizagem. Elas são os centros de suas comunidades, desempenhando papéis essenciais no fornecimento de nutrição e na garantia da segurança física, saúde mental e bem-estar social e emocional dos alunos.

À medida que os sistemas escolares implementam seus planos de aprendizagem remota e híbrida, eles devem garantir que não estão apenas construindo confiança com professores, pais e alunos, mas também desenvolvendo planos para ajudar os professores a construir os tipos de relacionamento com os alunos que incentivem a aprendizagem.

Os professores precisam se sentir seguros e equipados para ensinar. Como profissionais da linha de frente em sala de aula, os professores devem desempenhar um papel integral na concepção de modelos sustentáveis ​​para aprendizagem remota e híbrida.

Os pais são parte da solução

Uma das consequências do recente fechamento de escolas é que os pais estão mais envolvidos com a educação de seus filhos. À medida que os educadores trazem os alunos de volta à escola para o aprendizado remoto ou híbrido, eles podem incentivar esse esforço. Cada escola pode se comprometer a conectar-se regularmente com as famílias para entender o que está funcionando, transmitir informações sobre o currículo e abordar desafios específicos.

Nesse sentido, a comunicação é uma forte aliada e deve acontecer de forma integral, rápida e efetiva pela internet, com envio de comunicados, agenda, enquetes e mensagens.

Embora seja importante avaliar o status acadêmico dos alunos e tentar recuperar o atraso na aprendizagem, as escolas devem se concentrar primeiro em reconstruir relacionamentos e um senso de comunidade. Esse esforço renderá frutos com o tempo e pode ser integrado a configurações remotas por meio de verificações de atenção plena ou de bem-estar, bem como um currículo direcionado.

A importância do monitoramento da saúde dos alunos durante a pandemia

A retomada das aulas presenciais exige ainda mais atenção quanto à saúde das crianças e jovens; conheça práticas e ferramentas que auxiliam neste desafio

Depois de quase um ano de pandemia, a volta às aulas presenciais acontece em pelo menos 15 estados brasileiros. Entretanto, as escolas tiveram que investir esforço e dinheiro para cumprir uma série de protocolos a fim de prevenir a entrada do Covid-19 pelos portões e manter a saúde dos alunos.

“É um momento delicado para todos”, define a psicóloga Rosely Sayão, durante Live realizada pelo Estadão, no dia 23 de fevereiro. “As crianças vão encontrar uma escola cheia de protocolos. Elas vão ver os colegas, vão querer chegar perto, mas vão ser contidas. Para as crianças é um misto de alegria e frustração”, diz.

De acordo com a psicóloga, é muito importante que os pais exijam os protocolos sanitários dentro de casa. “É o estabelecimento desse comportamento em casa que vai facilitar o hábito na escola”, ressalta ela ao lembrar que geralmente as crianças são mais impulsivas, os adolescentes são mais transgressores e por tudo isso os administradores das escolas vão precisar ter muitos olhos.

Volta às aulas com segurança

As escolas investiram em equipamentos de proteção individual adequados, como máscaras e protetores faciais. Produtos de limpeza e outros materiais seguros, incluindo barreiras de acrílico. Algumas instituições contrataram mais professores devido ao tamanho reduzido das turmas, enquanto outras melhoraram os sistemas de ventilação e construíram estações de lavagem das mãos.

No entanto, quais são os desafios de reabrir escolas? Se o aluno ou professor testar positivo, o que deverá ser feito? Para muitos administradores escolares, o pior cenário é que a escola sofra um surto após sua reabertura, deixando dezenas de alunos ou professores doentes, espalhando a doença pela comunidade.

Por exemplo, o Colégio Objetivo, de Nova Odessa/SP, adotou a aferição de temperatura dos alunos logo na entrada, o uso obrigatório de máscaras e a limpeza dos banheiros três vezes ao dia. Além disso, instalou dezenas de dispensers de álcool em gel em pontos de maior circulação. Também adicionou uma pia para higienização das mãos e colocou tapetes sanitizantes nas entradas da escola.

Em artigo do blog da escola, a encarregada de Operações do Colégio, Fabiana Frazão diz que “a higienização constante neste período é importante porque a limpeza é a base de tudo. Através da parceria com a equipe, tornamos o ambiente limpo e agradável para receber os alunos com toda a segurança. Limpeza é saúde, limpeza é vida”.

Formulário de monitoramento da saúde no aplicativo

No Colégio Everest Internacional, de Curitiba/PR, uma comissão de crise formada por colaboradores e pais médicos, ainda em janeiro de 2020, criou protocolos sanitários necessários para o retorno seguro às aulas presenciais neste mês de fevereiro.

Além da preparação dos espaços, divisão de turmas e treinamento dos funcionários, há um item extra de apoio; o monitoramento diário da saúde dos alunos através do celular. A nova funcionalidade é fornecida pelo aplicativo de comunicação escolar IsCool App (utilizado pelo colégio desde 2019) em forma de formulário dinâmico e será atualizada diariamente pelos pais.

“O formulário dinâmico foi uma boa novidade para nós porque é uma exigência dos órgãos governamentais que os pais respondam esse checklist sobre a saúde dos filhos diariamente. Hoje já existe uma aferição de temperatura da criança dentro do carro por parte de nossa equipe. Então, se ainda tivéssemos que responder um questionário neste momento, levaria mais tempo.”, conta Elisa Filla – Coordenadora de Comunicação da instituição, sobre a preocupação em não provocar filas na portaria ou atrasar a entrada dos alunos.

De acordo com a gerente de negócios do IsCool App, Mariam Vahdat, o formulário dinâmico é uma ferramenta digital que pode ser utilizada para coleta automatizada de dados de modo geral, mas que tem realmente feito a diferença neste período de pandemia. “A escola pode coletar ficha médica para mapeamento, monitoramento e prevenção do Covid-19, além de requerimento de matrícula, atualização de cadastro, entre outros”.

Extinção da agenda de papel e da contaminação cruzada

Na unidade curitibana do Colégio Everest, a contaminação cruzada é outra grande preocupação, por isso, outra importante medida tomada foi a extinção definitiva das agendas de papel e uso exclusivo do aplicativo de comunicação escolar.

“De forma muito efetiva os pais recebem todos os comunicados relacionados ao colégio pelo celular, além de também entram em contato conosco através do canal de atendimento do IsCool App. É uma ferramenta que funciona muito bem e nos ajudou muito no retorno às aulas, então assim pudemos eliminar a agenda física, que é um meio de propagação e de contaminação”, afirma Elisa.

A abolição das agendas físicas já estava no radar de grande parte das instituições e, de modo geral, voltou à pauta durante a pandemia, como parte do processo de transformação digital do segmento. Um novo protocolo que deve perdurar.

Protocolos e medidas preventivas da pandemia nas escolas

De acordo com a Unesco, estudantes do mundo todo perderam, em média, 2/3 do ano letivo por causa da pandemia. O Brasil está entre os países com o período mais prolongado de fechamento das escolas: 40 semanas. Não é à toa que os alunos brasileiros comemoraram a volta às aulas presenciais.

No caso do Estado de São Paulo, a retomada das aulas será gradual e irá permitir o tamanho do grupo presencial de acordo com a cor de cada fase do plano. As escolas da educação básica que atendem alunos da educação infantil ao ensino médio, poderão receber presencialmente:

  • fases vermelha ou laranja, até 35% dos alunos matriculados.
  • fase amarela, até 70% dos estudantes.
  • fase verde, até 100% dos alunos.

De acordo com o plano, os protocolos específicos do setor educacional incluem:

  • Higienizar os banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e, no mínimo, a cada três horas;
  • Remover o lixo no mínimo três vezes ao dia e descartá-lo com segurança;
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e, particularmente, as superfícies que são tocadas por muitas pessoas (grades, mesas de refeitórios, carteiras, puxadores de porta e corrimões), antes do início das aulas em cada turno e sempre que necessário;
  • Manter os ambientes bem ventilados, com as janelas e portas abertas, evitando o toque nas maçanetas e fechaduras.
  • Preservar sempre o distanciamento de 1,5m e os limites de presença, podendo haver revezamento dos estudantes por dia.

Todos os protocolos estão disponíveis neste link.

Se algum aluno apresentar temperatura acima de 37,5°C, o colégio deve orientar o retorno para casa e garantir que o aluno aguarde em local seguro e isolado na escola até que pais ou responsáveis possam buscá-los. Neste caso, também é necessário orientar as famílias a procurar o serviço de saúde.

Se houver mais de um aluno sintomático, respeitar o distanciamento de 1,5 m e mantê-los na mesma sala. Após a desocupação da sala, mantê-la arejada, com portas e janelas abertas, sem ocupação por 2 horas, para possibilitar a dissipação da aerossolização.

Baixe o FAQ volta às aulas 2021 da Secretaria de Educação do Estado de SP

Guia da comunicação no ensino híbrido

O diálogo eficaz com os pais e alunos deve ser uma prioridade para as escolas nesta volta às aulas híbrida porque ajuda a reter os estudantes e também fornece um senso de comunidade para as famílias; veja dicas práticas para potencializar seu plano de comunicação

Na volta às aulas 2021, a escola precisou se reinventar para atender aos anseios dos alunos por socialização, mas sem deixar de lado questões acerca da segurança e da saúde, tão importantes num cenário de pandemia. A saída foi lançar mão do ensino híbrido, uma modalidade que intercala aulas on-line com aulas presenciais.

De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) realizada nos meses de agosto e setembro do ano passado, 38% dos cerca de 5 mil alunos que participaram do estudo disseram ser favoráveis ao ensino híbrido.

Mas como fica a comunicação quando o cenário é este que mescla atividades on-line e presenciais, turmas divididas e rodízio de alunos?

Se o objetivo da comunicação on-line é o mesmo do da comunicação presencial – estabelecer conexões, compartilhar informações, ser ouvido e compreendido – então, o que muda no ensino híbrido?
Neste novo normal, a comunicação cumpre seu papel quando aumenta a conscientização enquanto comunidade, fazendo com que os alunos e familiares se sintam conectados entre si e aos coordenadores, professores e à própria direção escolar.

Para o professor, encontrar a melhor maneira de se comunicar com os pais e alunos também é prioridade. Afinal, o diálogo em um ambiente on-line exige mais reflexão e planejamento do que acontece em uma sala de aula presencial, principalmente pela falta de linguagem corporal.

Quais são as melhores estratégias de comunicação do ensino híbrido?

Estabelecer comunicação oportuna, relevante e útil com alunos e seus responsáveis nem sempre é uma tarefa fácil. Aqui estão algumas diretrizes básicas para ajudar o colégio a obter bons resultados:

Lembre-se, menos é mais: tente usar o mínimo de palavras possível. Os alunos on-line são bombardeados com informações compostas principalmente por texto. Então a última coisa que eles querem é ler outra mensagem longa (o mesmo quando a mensagem é para os pais);

Clareza: suas informações devem ser concisas e claras e não deve haver espaço para diferentes interpretações. Por exemplo, se você deseja que seus alunos saibam que o prazo do trabalho foi estendido, suas informações devem ir direto ao ponto;

Cortesia: releia o seu texto para ter certeza de que soa como você deseja. Verifique o tom da comunicação e verifique a clareza e integridade do texto. Certamente, você deseja que suas informações sejam profissionais e agradáveis e que suas enquetes serão bem-vindas pelos pais, não é mesmo?

Forneça feedback: Quando seus alunos estão aprendendo a distância, é importante obter feedback consistente sobre o andamento do ensino híbrido. Se um pai fizer uma pergunta sobre uma tarefa, é interessante que você primeiro dê uma resposta pessoal à pergunta e, em seguida, se você achar que a pergunta é importante, então encaminhe a todos.

Solicite opiniões: pergunte aos familiares o que eles acham da comunicação escolar, o que os ajuda a construir conexões. As pessoas gostam de expressar suas opiniões, de se se sentirem ouvidas, ao mesmo tempo em que esse tipo de feedback é de grande valia para aprimorar o conteúdo do ensino híbrido.

Quais são as principais ferramentas para garantir o engajamento?

Seus alunos e os responsáveis precisam de informações nesse momento? Se a resposta for sim, você deve garantir que o método usado para enviar a mensagem seja aquele que pode chegar a todos imediatamente, como uma mensagem de texto de aplicativo de comunicação escolar.

No aplicativo IsCool App, por exemplo, tão logo a mensagem é enviada pelo app, o pai recebe uma notificação push em seu celular e logo abrirá o conteúdo. Afinal, quem é pai sabe o quão é importante um aviso escolar, ainda mais durante os dias de hoje, em que tudo pode mudar num piscar de olhos.

Sua escola também pode publicar um post para registrar permanentemente as informações específicas de um evento online no feed de notícias. Como em um mural, isso também é possível com o comunicador escolar. Para chamar a atenção, use letras em negrito e inclua “importante” no título do aviso.

Para se comunicar de forma eficaz com os pais e alunos on-line, você precisa pensar fora da caixa. Nem todo mundo gosta de interagir da mesma forma, então você deve estar preparado para se comunicar usando diferentes tipos de canais.

O IsCool App possui ferramentas integradas para ajudar a se comunicar durante o ensino híbrido. Mas, além da comunicação, existem ainda outros recursos disponíveis para ajudar a diminuir a distância entre escola e alunos.

7 maneiras de melhor se comunicar com os alunos no ensino híbrido

Os métodos de comunicação no ensino híbrido devem refletir a diversidade dos alunos. No caso do IsCool App, por exemplo, existem várias ferramentas para ajudar sua escola a melhorar a eficiência da comunicação e do contato com os pais e alunos, trabalhando sempre da maneira mais personalizada possível.

Ferramentas como o Lição de Casa, por exemplo, tornam a comunicação entre professores e alunos mais oportuna, eficiente e satisfatória para ambas as partes. Algumas outras ferramentas do IsCool App que você pode explorar são:

  1. Chegando é um módulo que permite que a escola saiba o momento da chegada dos pais ou do transporte escolar. Funciona muito bem para organização da saída dos alunos durante as aulas presenciais, evitando assim aglomerações nos portões;
  2. Na aba de Atendimentos, os pais podem entrar em contato direto e rápido com determinados departamentos da escola, agilizando o atendimento e evitando idas sem necessidade ao colégio;
  3. Em Enquetes e Pesquisas, a escola pode realizar pesquisas de opinião com os pais ou mesmo confirmar a presença em reuniões, por exemplo.
  4. No módulo Agenda, os professores podem registrar as atividades rotineiras dos alunos de maneira personalizada e prática;
  5. Usando a função Autorização, a escola pode ter a permissão legal dos pais para a participação do aluno em determinados eventos, principalmente aqueles que são realizados fora da escola;
  6. Usando a função Comunicados, você pode compartilhar informações relevantes e ativar a resposta para iniciar conversas privadas com os pais que tiverem dúvidas. Tudo isso pelo aplicativo;
  7. O IsCool App ainda conta com o recurso de integração ao seu sistema CRM, visando facilitar ainda mais a sua rotina e da sua equipe escolar.

Pense fora da caixa

Ao fazer um plano de comunicação, seja criativo para encontrar pelo menos três maneiras de se comunicar com os alunos. Por exemplo: aplicativo de comunicação escolar, redes sociais e site/e-mail. Mas, lembre-se:

  • Escolha o aplicativo de comunicação certo, com as funcionalidades necessárias para o seu dia a dia;
  • Desenvolva um plano de comunicação;
  • Planeje com antecedência como, quando e por que interagir com os alunos. É uma boa maneira de garantir que esse tipo de interação em ensino híbrido seja eficaz.

Seu plano de comunicação precisa incluir:Como você vai se comunicar?
Determine como você se comunicará com os alunos, se por e-mail, mensagens de texto, podcasts, mensagens de vídeo, videoconferências e até chamadas telefônicas. É importante que você decida como entrar em contato com os alunos para que possa escolher o método de contato correto no momento certo.
Também é importante dizer a seus alunos qual método você planeja usar para contatá-los, para que saibam onde encontrar sua mensagem.
Você pode utilizar o feed de notícias do IsCool App para anúncios gerais. Se você deseja enviar notificações para alunos específicos, use e-mail ou mensagens de texto e, para as notificações de todos, use mensagens de imagem ou vídeo. Que tal trocar a boa e velha agenda de papel pelo aplicativo de comunicação para fornecer aos alunos feedback oportuno sobre o progresso deles?

1 – Quando você vai se comunicar?

Para notificações regulares, é melhor planejar com antecedência a frequência com que serão entregues. É uma vez a cada duas semanas, uma vez por semana ou uma vez por dia? Cabe a você decidir quando deseja publicar comunicados relevantes. Por exemplo, você pode optar por publicar posts semanais, comentar sobre atividades já realizadas ou esclarecer conceitos de aprendizagem.

Telefone: a melhor opção para situações de emergência, que precisam ser resolvidas rapidamente. Coloque todas essas informações em um local permanente, como o feed de notícias do aplicativo, e repita regularmente nas redes sociais.

Aplicativo de comunicação para promover a comunicação on-line: Decidir qual método de comunicação usar é importante para que os alunos saibam como você os contatará e como eles se comunicarão com você.

2 – Como você vai se comunicar?

Como dito anteriormente, as ferramentas de comunicação da escola precisam estar alinhadas com a inovação e a agilidade. Dessa forma, o trabalho conjunto do aplicativo de comunicação escolar e redes sociais pode funcionar muito bem.

Outro truque é criar um espaço onde os alunos possam se conectar e se comunicar entre si, como no próprio aplicativo ou mesmo um grupo no Facebook.

Utilizar recursos facilitadores no site e redes sociais, como vídeos tutoriais e artigos da sua FAQ, por exemplo, pode ser um ganho.

Nesse sentido, o recurso de enquetes do IsCool App pode ajudar bastante! Um outro exemplo é aproveitar a ferramenta de caixa de perguntas do Instagram para levantar questionamentos. Identifique os mais frequentes e traga-os a público com boas explicações.

Vale lembrar que essas boas práticas citadas nesse artigo são fundamentais para manter um bom relacionamento com os pais. Afinal, quem atende bem, tem mais chances de atender sempre.

De volta às aulas: como melhor reorganizar sua escola

Soluções, dicas e ferramentas essenciais para criar um ambiente de aprendizagem seguro e eficaz em tempos de ensino híbrido e protocolos de segurança

Já é tempo de volta às aulas em todo o Brasil. Mas os preparativos deste ano letivo envolvem uma ansiedade adicional já que educadores e pais tentam um equilíbrio entre a necessidade de cuidados para evitar a propagação do coronavírus com o desejo de colocar os alunos em ambientes de aprendizagem mais produtivos.

A prioridade de todo sistema escolar deve ser proteger a saúde e a segurança dos alunos e funcionários. No entanto, em uma pandemia de rápida evolução, essa não é uma tarefa fácil. As circunstâncias mudam semanalmente e mesmo as cidades com baixa contagem de casos devem estar vigilantes e prontas para mudar de curso no caso de emergências.

Presencial, remoto ou híbrido?

No momento, não existe uma estratégia única ou um modelo de ensino comum e ideal para a pandemia. Os colégios trabalham, mediante suas realidades, com a possibilidade de continuar educando os alunos remotamente, trazê-los de volta para a sala de aula ou criar um regime híbrido que combine os dois.

De acordo com dados divulgados pela Unesco, mais de 800 milhões de alunos em todo o mundo ainda enfrentam interrupções de aulas. Brasil e outros quatro países têm o período mais prolongado de fechamento de escolas: 40 semanas.

Por todo o contexto, algumas escolas particulares decidiram começar o ano escolar no sistema a distância, enquanto outras optaram pelo sistema híbrido.

No caso do ensino híbrido, bastante difundido e em plena consolidação, o primeiro passo é acertar os protocolos de saúde. Uma vez que as escolas tenham uma noção clara do que é necessário para reduzir as taxas de transmissão e salvar vidas, elas podem desenvolver modelos robustos para minimizar mais atrasos no aprendizado e apoiar os alunos durante a crise.

Dicas para definir o modelo ideal de aprendizagem

Para muitos alunos, a volta às aulas de forma presencial não será segura. Portanto, é importante compreender alguns aspectos para oferecer o aprendizado remoto e híbrido de maneira correta.

Porém, como a abertura de escolas não deve ser uma proposta de tudo ou nada, listamos abaixo algumas prioridades:

1 – Concentre seus esforços nos alunos que enfrentam os maiores desafios

O aprendizado a distância é especialmente difícil para alunos que também precisam lidar com outros desafios como, por exemplo, quando os pais trabalham fora e não têm como apoiar o estudo dos filhos em casa.

Muitos desses alunos terão dificuldade para prosperar em um ambiente remoto, onde carecem de orientação prática e suporte emocional.

Priorizar o pequeno número de alunos que mais precisam de instrução presencial – devidamente autorizados pelos pais – torna possível a criação de turmas menores, o que facilita para os alunos seguirem os protocolos de distanciamento, reduzindo riscos de propagação do vírus.

2 – Na volta às aulas, priorize o ensino fundamental para aulas presenciais

As crianças mais novas precisam de um nível de orientação, interação social e oportunidades de aprendizado tátil que são difíceis de se reproduzir em uma sala de aula on-line. Elas também são menos capazes de se concentrar em aulas a distância por longos períodos.

Embora o risco de infecção entre crianças pequenas seja real, ele pode ser controlado se as escolas aplicarem protocolos de higiene vigorosos. A boa notícia é que estudos sugerem que crianças menores de dez anos têm menos probabilidade de transmitir o vírus.

O risco de infecção para professores pode ser mitigado pela criação de pequenos grupos de alunos, aplicando triagem, lavagem das mãos e outros protocolos de segurança.

3 – Utilize sistemas específicos para ensino híbrido e remoto

Quando a pandemia começou. em 2020, muitos educadores não tiveram escolha a não ser colocar as aulas existentes on-line. Em 2021, temos a oportunidade de projetar soluções melhores para maximizar a aprendizagem dos alunos em ambientes remotos e híbridos.

Comece definindo a experiência ideal de aprendizado remoto para os alunos. Os sistemas escolares devem primeiro determinar o número apropriado de horas de aprendizagem por dia e a proporção dessas horas gastas on-line para cada faixa etária.

Para o ensino híbrido, o modelo padrão está em dividir as aulas entre duas turmas: uma remota e outra na sala de aula. Uma vantagem desse modelo é a simplicidade, pois os professores precisam de um mínimo de reciclagem e podem seguir os planos de aula existentes.

4 – Relacionamentos são a base da aprendizagem

As escolas são mais do que locais de aprendizagem. Elas são os centros de suas comunidades, desempenhando papéis essenciais no fornecimento de educação e na garantia da segurança física, saúde mental e bem-estar social e emocional dos alunos.

À medida que as instituições escolares implementam seus planos de ensino híbrido, elas devem garantir que não estão apenas construindo confiança com professores, pais e alunos, mas também desenvolvendo planos para ajudar os professores a construir os tipos de relacionamento com os alunos que incentivem o aprendizado.

5 – Mantenha uma comunicação eficiente com os pais

Um efeito colateral do recente fechamento de escolas é que os pais estão mais envolvidos com a educação de seus filhos. À medida que os educadores trazem os alunos de volta ao colégio para o aprendizado remoto ou híbrido, os pais podem incentivar esse esforço.

Cada escola pode se comprometer a se conectar regularmente com as famílias para entender o que está funcionando, transmitir informações sobre o currículo e abordar desafios específicos.

Dicas para os pais podem fazer uma grande diferença: por exemplo, como evitar aglomeração na entrada da escola através do módulo Chegando, do IsCool App.

Esse módulo tem sido bastante requisitado pelas escolas que adotam o aplicativo de comunicação, pois ele avisa a chegada dos pais no portão de saída para melhor organização da escola.

Saiba mais: 4 funcionalidades essenciais do app escolar para o Ensino Híbrido

6 – Professores e alunos devem se sentir seguros

Como profissionais da linha de frente em sala de aula, os professores devem desempenhar um papel integral na concepção de modelos sustentáveis para ensino híbrido.

Muitos alunos voltarão para a escola com algum grau de estresse. Alguns terão perdido membros da família. Outros podem estar enfrentando as dificuldades de verem seus pais perderem o emprego.

Embora seja importante avaliar o status acadêmico dos alunos e tentar recuperar o atraso na aprendizagem, os educadores devem se concentrar primeiro em reconstruir relacionamentos e um senso de comunidade.

As informações desse artigo foram baseadas no protocolo lançado pela Unesco, Unicef e Opas/OMS intitulado “Considerações para medidas de saúde pública relacionadas à escola no contexto da Covid-19”. O texto traz recomendações sobre como e quando reabrir cada escola e sobre os procedimentos de segurança que devem ser adotados.

5 aprendizados de 2020 para a educação

Uma retrospectiva deste ano tão incomum para o setor e as lições que levaremos para 2021 e para o resto de nossas vidas docentes

Todos os desafios que vivemos na educação em 2020 trouxeram muitos aprendizados para 2021. Por isso, é importante relembrar as principais mudanças dos últimos meses. Pois, com certeza, elas influenciarão as decisões que estão por vir no novo ano.

Tudo corria bem na educação em 2020, até março. A partir deste mês, começou a paralisação das aulas por todo o Brasil. Enquanto, pelo mundo, conforme lembrado em publicação do Guia do Estudante, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) iniciava a contagem global sobre os impactos do coronavírus na educação mundial. Naquele mês, já era possível contabilizar consequências em 22 países de três continentes.

Então, as escolas passaram a fechar as portas. E, como solução para a suspensão das atividades presenciais, surgiram as aulas remotas, com milhões de pessoas transformando suas casas em ambientes de ensino.

Ao chegar em outubro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou a permissão das aulas remotas até dezembro de 2021. Entretanto, atualizou a decisão para que esta forma de ensino continue enquanto durar a pandemia. Além disso, o início das aulas presenciais nas universidades foi postergado pelo MEC (Ministério da Educação) para 1 de março.

Sendo assim, o que podemos prever na educação em 2021 é que muitas redes de ensino permanecerão on-line ou ativas de forma híbrida. Outras, por sua vez, retomarão as atividades presenciais com apoio dos governos, como em São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, conforme publicado nesta matéria da Folha de São Paulo recentemente.

Muitas instituições e famílias acreditam que o fechamento das salas prejudica o aprendizado e a saúde física e mental dos estudantes, enquanto a reabertura não ofereceria riscos, porque o ambiente escolar é considerado seguro.

Independente do desfecho e das opiniões, o fato é que já iniciamos 2021 com um novo olhar. Vamos retomar aqui os ensinamentos da educação de 2020 para o futuro.

5 principais ensinamentos da educação em 2020 para 2021

O que as mudanças que ocorreram na educação em 2020 têm a nos ensinar? Com tantas novidades, pudemos obter muitos aprendizados. Entretanto, como eles devem influenciar as decisões do setor em 2021? Para esclarecer estas questões, listamos em 5 tópicos os principais ensinamentos que este ano atípico trouxe para a evolução do ensino no Brasil e no mundo. Confira!

1. Explorar a criatividade

A criatividade dos profissionais reinou na educação em 2020. E esta deve permanecer ainda mais presente nas atividades de 2021. Isso porque o ensino híbrido, que integra a educação on-line e off-line, segue como a principal solução para manter a atualização dos alunos.

Desta forma, devido ao cenário de imprevisibilidades, os educadores precisam continuar adotando estratégias criativas para colocar o ensino híbrido na prática, conforme já abordamos aqui no blog.

E, neste sentido, o formato oferece a vantagem de os profissionais proporcionarem aos alunos uma participação nas aulas com maior autonomia. Agora, a tendência é incentivar os estudantes a tomarem suas próprias decisões e cumprirem com suas tarefas de forma mais ativa.

Com criatividade, é possível explorar várias metodologias ativas de ensino no modelo híbrido por meio do mundo virtual. Desde a sala de aula invertida, ao laboratório rotacional, a divisão por estações, ou até mesmo a rotação individual.

Portanto, explorar a imaginação e capacidade de improvisação é um importante aprendizado obtido com as mudanças da educação em 2020, que deve ser perpetuado para 2021. Ao acrescentar e utilizar mais recursos, a experiência do aluno junto ao educador será ainda melhor aproveitada.

 2. Cuidado nunca é demais

Álcool em gel e máscara tornaram-se itens essenciais a qualquer saída de casa, independentemente do objetivo. Logo, as escolas que puderam retomar ou planejam atividades presenciais, precisam seguir protocolos sanitários ainda mais rígidos.

E as principais orientações já foram listadas pelo MEC (Ministério da Educação) no Protocolo de Biossegurança para o retorno das aulas, lançado em julho. No documento, estão todos os cuidados que as instituições devem adotar em suas atividades presenciais na educação em 2021.

De acordo com o documento, cabe às escolas realizar a aferição da temperatura dos colaboradores e estudantes na entrada do estabelecimento e nas salas. Ainda é necessária a disponibilização de álcool 70% e álcool em gel 70% nos ambientes.

A limpeza deve ser realizada com mais frequência em locais com maior fluxo de pessoas, bem como em banheiros e salas. Além disso, nos bebedouros, deve ser evitado o contato direto com a superfície do aparelho, e fornecido recursos que possibilitem sua higienização, ou então este deve ser interditado.

Veja outras recomendações das autoridades para o retorno das atividades presenciais da educação em 2021:

  • Todos devem utilizar máscaras;
  • A equipe deve garantir o distanciamento social, respeitando o espaço mínimo de 1,5m entre as pessoas;
  • Os ambientes devem ter boa ventilação, por meio de janelas e portas abertas;
  • A limpeza de móveis, superfícies e utensílios deve ser priorizada;
  • O acesso de estudantes ao refeitório e praças de alimentação deve ser escalonado.
  • Caso alguém apresente sintomas, deve comunicar imediatamente.

Portanto, o que levamos de 2020 para 2021 é o aprendizado de que o cuidado com a higiene e práticas sanitárias deve ser prioridade, e cada vez mais intenso e constante. Pois os bons hábitos contribuem para que esta nova cultura se estabeleça.

3. A saúde mental deve ser priorizada

A discussão sobre saúde mental marcou presença nas pautas de 2020. E este assunto deve estar em pauta na educação em 2021. Isso porque ele influencia diretamente a relação entre alunos e professores.

Muitos estudos deste ano mostraram que os diagnósticos de doenças mentais aumentaram durante o ano. A ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), por exemplo, compartilhou que 89,2% dos psiquiatras entrevistados em levantamento relataram o agravamento de quadros psiquiátricos devido à pandemia. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores afetam diretamente a efetividade das aulas. Portanto, um importante aprendizado da educação 2020 para 2021 é incluir a atenção com a saúde mental no planejamento. Para tanto, é imprescindível que hajam discussões sobre como lidar com os aspectos emocionais entre os profissionais da rede de ensino. Este preparo pode trazer resultados significativos ao futuro da educação.

Em publicação da Revista Educação, é observado que haverão novas demandas de reinvenção das estratégias relacionadas às relações afetivas entre todos, como também do trabalho pedagógico. O conteúdo destaca que o educador é visto como um “porto seguro” de estudantes, famílias e gestores. Logo, para que esta responsabilidade não seja um peso entre as atribuições, é necessário um maior acolhimento dos profissionais.

“A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando”, completa a psicóloga Carla Eliane Szajdenfisz Jarlicht em entrevista ao veículo.

4. Gerenciamento de crise administrativa e financeira

Falamos muito sobre os educadores e estudantes, mas não podemos nos esquecer dos gestores da educação. Foram muitos os desafios impostos à administração e coordenação das redes de ensino em 2020. Agora, é importante desenvolver ações rumo à superação de perdas, para que a crise não afete o bom andamento das atividades, assim como as finanças.

Na cartilha “Enfrentamento da Covid-19 pela Gestão Escolar”, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) listou importantes ensinamentos sobre o que fazer neste gerenciamento.

Para começar, recomenda-se a criação de mais canais de comunicação – incluindo as redes sociais. Os gestores precisam manter todos atualizados sobre as realizações e os próximos passos. Isso evita riscos de boatos e informações falsas que podem comprometer os andamentos do planejamento.

Também é importante criar estratégias que fortaleçam a resiliência da comunidade escolar e, ainda, contribuam para a redução dos riscos de evasão. Além disso, o gestor precisa garantir os investimentos. Para isso, é importante avaliar cuidadosamente a previsão orçamentária para a educação em 2021.

 5. As ferramentas digitais: elas chegaram para ficar!

Se antes de 2020 as ferramentas digitais já nos ensinavam a trazer mais agilidade e praticidade ao ensino, no decorrer do ano isso só ficou ainda mais claro. E o uso da tecnologia na educação deve ser ainda mais intenso em 2021.

Lembra da matéria do Jornal da Globo que destacou o IsCool App? Nela, foi possível visualizar como as ferramentas digitais tornaram-se essenciais para manter o andamento e comunicação das atividades remotas da educação.

Isso porque os recursos tecnológicos permitem uma melhor comunicação entre escolas, estudantes e as famílias. O IsCool App, por exemplo, possibilita a publicação de comunicados, envio de arquivos, pesquisas, atendimentos, entre outras atividades essenciais para suporte às aulas remotas.

Assim, o aprendizado que fica é que não importa a distância física, a inovação supera fronteiras e é a aliada que chegou para facilitar o acesso ao conhecimento.

FONTES:

Guia do Estudante – https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/coronavirus-no-brasil-como-a-pandemia-prejudica-a-educacao/

G1 – https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/10/mec-autoriza-aulas-remotas-enquanto-durar-a-pandemia.ghtml e https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/08/mec-muda-previsao-e-preve-volta-as-aulas-presenciais-em-universidades-em-1o-de-marco.ghtml

Blog IsCool App – https://iscoolapp.blog/category/blog/ e https://iscoolapp.blog/category/imprensa/

MEC – https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/campanhas-1/coronavirus/CARTILHAPROTOCOLODEBIOSSEGURANAR101.pdf/view

Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/psiquiatras-veem-agravamento-de-doencas-mentais-durante-pandemia

Revista Educação – https://revistaeducacao.com.br/2020/07/09/aulas-emocional-de-alunos/

Sebrae – https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/cartilha_-_enfrentamento_da_covid-19_pela_gesta_o_escolar_1_1_.pdf

Ensino Híbrido na prática

Um pequeno guia para sanar algumas dúvidas básicas sobre esse modelo de ensino que veio para ficar

Um dos maiores avanços no setor educacional é o ensino híbrido, que tem a capacidade de melhorar a relação ensino-aprendizagem e fazer do aluno o autor de sua história acadêmica, dando-lhe autonomia e garantia de uma boa relação interpessoal.

No Brasil, este modelo de aprendizagem ganhou força no momento em que as escolas aprenderam a ensinar de forma on-line. Porém, ainda é necessário vencer algumas barreiras regulatórias para inseri-las de fato no século 21.

Para a vice-presidente da Federação Nacional de Escolas Particulares (FENEP) e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), professora Amábile Pacios, será preciso rever a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para que a educação brasileira considere o ensino híbrido. “Esse modo de ensinar intermediado por uma mídia, tendo o aluno numa sala virtual, é um caminho sem volta, tanto no ensino superior, quando na educação básica”.

Ela foi uma das palestrantes do evento on-line Hibrida Experience, realizado entre os dias 24 e 27 de novembro de 2020, com organização da Humus Consultoria. “OCNE está de fato buscando a regulamentação para que as escolas não fiquem perdidas pós-pandemia”, ressalta.

Enquanto essa base legal aguarda homologação do Governo, preparamos um guia com algumas questões básicas sobre o ensino híbrido. Confira a seguir:

O que é o ensino híbrido?

O ensino híbrido é um modelo de educação que integra educação on-line e ensino offline (ou presencial). Mas, acima de tudo, esse modelo deve ser visto como um processo contínuo de ensino e não duas formas separadas, distintas e totalmente diferentes.

Com essa inter-relação, o que há de melhor em cada um dos ambientes é explorado, melhorando a experiência educacional do aluno e tornando-a mais significativa e eficiente.

Em resumo, trata-se da educação de uma geração que nasce conectada à internet e quer ter essa tecnologia em mãos, mas não o pode fazer sem a relação interpessoal com seus colegas e professores, o que é essencial para desenvolver a noção de comunidade, promover a maturidade emocional da criança e aumentar sua criatividade na vida.

Para a professora Thuinie Daros, já havia um consenso de que o ensino híbrido estava avançando antes mesmo da pandemia. “E se intensifica depois num cenário pandêmico, deixando de ser uma tendência e passando a ser uma solução”. A professora, que também é co-fundadora, consultora e palestrante na Téssera Educação, palestrou durante o Hibrida Experience.

De acordo com pesquisa recente “A nova realidade da educação”, com jovens brasileiros de até 16 anos, feita pelo Instituto Toluna para a Rede Globo, 73% acreditam que o ensino mudará para o formato híbrido, 58% passaram a ver de forma mais positiva o ensino on-line e 92% acreditam que o trabalho a distância (home office) será mais comum.

Quais são as vantagens dessa metodologia?

A principal e mais notória vantagem do ensino híbrido não é apenas permitir que o aluno tenha flexibilidade de ambiente e horário para estudar, mas também ter o contato social com seus colegas e professores.

Quando em sala de aula (ensino presencial), o aluno deve atender às estratégias educacionais propostas por seus professores. Ou seja, ele experimentará disciplina e relacionamento interpessoal.

Quando o estudante estiver em seu ambiente virtual (especialmente criado para ele desenvolver as atividades e pesquisas propostas), ele terá controle sobre os elementos que compõem a rotina convencional de estudo, como tempo, lugar e ritmo.

A grande vantagem do ambiente virtual é dar ao aluno a responsabilidade de cumprir tarefas com autonomia para escolher e tomar suas próprias decisões sobre alguns componentes dos estudos.

Às vezes, o aluno pode optar por estudar no laboratório de informática, em seu quarto, em sua sala de estar, ou mesmo na biblioteca da escola, usando instrumentos como celular, tablet ou computador. Com isso, o estudante adquire uma maior capacidade de coordenar as tarefas do cotidiano e melhorar sua disciplina.

Nos momentos de estudo presencial, realizados dentro da escola, o aluno interagirá socialmente com os professores, assim como com seus colegas de classe. Os estudos podem ser desenvolvidos em grupo ou individualmente.

O importante no ensino híbrido é entender que os dois momentos, on-line e offline, se complementam.

Qual é o papel do professor e do aluno nesse método?

Como a tecnologia é um elemento essencial nessa modalidade de ensino, educadores e alunos devem ter excelentes habilidades para lidar com isso, o que é extremamente comum nos dias atuais, afinal, todos eles têm celulares, tablets e computadores, e passam grande parte do tempo interagindo com essas equipes.

Os educadores precisam pensar na organização correta da sala de aula. O simples uso da organização tradicional não é recomendado ou mesmo eficaz. Além disso, devem desenvolver um plano pedagógico voltado para o ensino híbrido, essencial para garantir o pleno uso de todos os recursos possíveis.

Repensando as estratégias

O tempo na sala de aula e na própria escola precisa ser repensado e redimensionado

Existem várias estratégias que os professores aplicam, desde o início da aula, onde os alunos recebem conteúdos, mesmo antes do tempo em sala de aula, desde o processo de aprendizagem em casa, passando por estudos e os desafios estratégicos propostos pelo professor.

Em sala de aula, o professor cria dinâmicas de grupo e promove o debate entre os alunos, aprofundando os conteúdos.

Nesse processo, eles recebem os conteúdos das disciplinas e trabalham esses dados, enquanto os professores atuam refinando, fortalecendo e completando os desafios propostos. Com isso, os alunos desenvolvem novas habilidades.

O uso da gamificação para incentivar a aprendizagem também pode ser uma das estratégias propostas.

E qual é a influência do ensino híbrido no grau de aprendizagem?

Podemos dizer que a influência é enorme, pois tem a capacidade de se adaptar à velocidade de aprendizagem dos alunos, além de recorrer a recursos que as aulas tradicionais (apenas presenciais) não têm, ou que exploram pouco.

Podemos citar como exemplo, jogos interativos, vídeos que podem ser vistos várias vezes até que o conteúdo seja entendido, e momentos presenciais nos quais o aluno pode tirar suas dúvidas com os professores.

Quais são os modelos mais utilizados de ensino híbrido e como é possível utilizá-los?

O ensino híbrido pode ser explorado de várias formas, em diversos modelos. Em seguida, vamos listar e falar um pouco sobre os mais usuais e eficazes:

Sala de aula invertida

Na sala de aula invertida, a teoria de uma disciplina é estudada em casa, no ambiente virtual. O ambiente físico da escola é utilizado para realizar atividades, discussões e dinâmicas de grupo.

Como o aluno já teve contato com o tema em casa, ele terá um desempenho muito maior na sala, quando os professores usarão o tempo disponível para aprofundar e esclarecer conceitos e promover debates.

Após a aula, os alunos ainda podem ser convidados a estudar melhor os conteúdos estudados, pesquisando em livros, na web ou em outros meios de comunicação.

Laboratório rotacional

Neste modelo, a classe é dividida em dois grupos. Uma parte dos alunos permanecerá, por um período, responsável pela realização de tarefas no ambiente virtual (portanto, o laboratório de informática será amplamente utilizado).

Enquanto isso, o outro grupo fará suas atividades no ambiente offline (sala de aula, laboratório de ciências ou instalação de educação física). Depois, os grupos trocam suas posições.

Rotação por estações

Nesse caso, a sala de aula é dividida em estações, e, pelo menos, uma delas deve ter atividades on-line, com as ferramentas conectadas à Internet.

Após um tempo pré-estipulado, os alunos devem alternar entre as estações, que precisam ter atividades independentes umas das outras.

Rotação individual

Nesse modelo, o professor estabelece um itinerário específico para cada aluno, para que o mesmo passe pelas estações mais relevantes aos seus interesses ou supere suas dificuldades.

Como você pode ver, o ensino híbrido utiliza diversos recursos para melhorar a experiência educacional do aluno, tornando-o o protagonista de seu sucesso acadêmico. Além disso, é um formato que favorece o desenvolvimento da autonomia e a capacidade de tomar decisões.

Modelos de Ensino Híbrido

Para o professor Janes Fidelis Tomelin, diretor de qualidade na EAD da Associação Brasileira de Educação a Distancia (ABED) e pró-reitor de ensino EAD da Unicesumar, podemos atualmente dividir o ensino híbrido em 5 modelos:

  1. Modelo Híbrido presencial – 60% do tempo presencial e 40% virtual. Uma das vantagens é o maior acompanhamento do corpo docente.
  2. Modelo Híbrido semipresencial convencional – 20% do tempo presencial e 80% virtual. Entre as vantagens, está o vínculo com o tutor presencial.
  3. Modelo Híbrido com matriz curricular adaptada – 30% do tempo presencial e 70% virtual. Uma das principais vantagens é a maximização de recursos.
  4. Modelo Híbrido invertido ativo – 30% do tempo presencial e 70% virtual. A aprendizagem ativa por si é uma grande vantagem.
  5. Modelo Híbrido personalizado dinâmico – flexibilidade entre o tempo presencial e virtual. Ensino personalizado e aprendizagem colaborativa estão entre as vantagens.

“Particularmente, gosto bastante do modelo invertido ativo. Ele tem a previsão de encontros presenciais, além das experiências de laboratórios físicos e virtuais (simulados)”, explica Tomelin que apresentou palestra intitulada “Os diferentes modelos de ensino híbrido”, durante o evento Hibrida Experience.

E a sua escola, já utiliza o ensino híbrido? Comente abaixo! Queremos saber a sua opinião!

GUIA DA EDUCAÇÃO 5.0: novas tecnologias e metodologias

Confira o que é e quais os benefícios do ensino que prepara para além do mercado de trabalho, ressaltando as habilidades socioemocionais e a valorização do bem-estar

Cada vez mais, os conhecimentos digitais se tornam imprescindíveis, mas eles devem ir além.  Esse é o fator-chave para os benefícios trazidos pela chamada Educação 5.0, assunto do momento no meio. Baseada em soft skills, ou seja, conjunto de habilidades e competências relacionadas ao comportamento humano, essa nova educação deve capacitar o indivíduo para utilizar a tecnologia de forma saudável e produtiva.

O objetivo é criar soluções relevantes para a comunidade e transformar realidades. Ela também busca entender o impacto da tecnologia no cérebro humano e como aprendemos nos dias de hoje.

Segundo o professor e pesquisador, José Motta Filho, as instituições de ensino deverão preparar os seus alunos para esse mundo incrivelmente diferente. “Isso só será possível quando a educação ‘virar a chave’ a fim de atender às demandas do século 21 e, então, aproveitar o melhor dos dois mundos para uma educação de vanguarda: seres humanos ativos e inspiradores e tecnologias educacionais emergentes”.

Afinal, o que é Educação 5.0?

A Educação 5.0 é uma nova proposta educacional que tem como principal objetivo, unir, não somente a aplicabilidade das tecnologias na sala de aula como preparação para o mercado de trabalho, mas também valorizar o bem-estar do indivíduo, ressaltando suas habilidades cognitivas e contribuindo para sua consciência socioambiental.

Para Motta, a revolução tecnológica, que mudou a forma de comunicação e relação entre os seres humanos, criou um ambiente que é bastante natural e favorável às crianças e adolescentes de hoje.

“Essa revolução não trouxe apenas novos equipamentos para as salas de aula físicas ou virtuais, ela trouxe também um enorme acesso à abundância de informações que estão disponíveis nas mais variadas mídias e canais, favorecendo a curiosidade, despertando a exploração e a pesquisa, bem como, a autonomia digital dessas gerações”.

Segundo ele, na Educação 5.0 a tecnologia ganha espaço com “a inteligência artificial, a linguagem computacional, a realidade virtual e aumentada, o big data analytics para a criação de ensino personalizado, a criação de makerspaces como laboratórios de experimentação, as soluções de ensino inovadoras que privilegiem as metodologias ativas de aprendizagem e o processo de learning by doing – o aprender fazendo”.

O professor, que também é co-fundador da MoonShot Educação, conta que “tudo isso é totalmente convergente ao pensamento dos screenagers, termo usado para descrever o ato de preferir ler, interagir com pessoas e com o mundo, utilizando-se de muitos aparatos tecnológicos, o qual é completamente diferente de paradigmas de gerações anteriores”.

Quais são os pilares da Educação 5.0?

Baseado na descrição do executivo de relações governamentais da IBM América Latina, Fábio Rua, existem alguns pontos essenciais para a funcionalidade da Educação 5.0, tornando-a moderna, inclusiva, humana e digital. Aqui, vamos dividir em pilares, tais como:

  • Metodologias ativas;
  • Ensino híbrido;
  • Educação individualizada;
  • Intercâmbio educacional.

“A gente não pode deixar de incentivar o intercâmbio de professores e alunos do mundo todo. A multiculturalidade é a melhor maneira de formar cidadãos abertos, tolerantes, criativos, bem resolvidos e, sim, geniais, extremamente inteligentes e prontos para competir nesse mundo desigual e injusto que a gente vive hoje”, diz ele em seu canal no Youtube. Ainda podemos acrescentar a esses pilares, as competências socioemocionais, ou soft skills, que falamos anteriormente e que são necessárias para ser relevante no século 21.

De acordo com o professor José Motta, sabe-se que essas competências não são novidades. “Elas fazem parte de características já valorizadas em muitas décadas anteriores ao terceiro milênio. A grande questão reside no fato de que, atualmente, a habilidade de se pensar antes de agir, de considerar diversas perspectivas ao analisar novos problemas, e até de relacionar-se de maneira adequada e eficaz com os outros, são bem mais que especificidades de pessoas acima da média, são competências e atitudes necessárias para todos os seres humanos. Disso depende o nosso sucesso, a nossa felicidade e futuro da nossa sociedade”.

A origem do termo

Antes de falarmos sobre a Educação 5.0, precisamos entender a Sociedade 5.0, também chamada de Super Smart Society ou Sociedade Criativa, a qual substituirá a Sociedade 4,0 ou Sociedade da Informação.

José Motta explica que a Sociedade 5.0 propõe um sistema socioeconômico sustentável e altamente inclusivo, movido por tecnologias digitais disruptivas, tais como: Inteligência Artificial, Big Data Analytics, IoT (Internet das Coisas) e Robótica Aplicada. “Essa ‘nova sociedade’, defendida como já existente desde 2010 por especialistas do Tokyo University Lab, procura integrar o melhor de dois mundos: o humano e o digital”.

O professor e pesquisador prevê que a transição da Sociedade 4.0 para a 5.0 será uma transformação completa em nosso estilo de vida. “Nesse novo paradigma, incontáveis produtos e serviços serão disponibilizados às pessoas de maneira adaptada e personalizada às suas preferências e necessidades. Veículos autônomos e drones entregarão bens e serviços para populações que vivem em áreas remotas”.

“As pessoas poderão facilmente escolher a cor, o tamanho, o tipo de tecido das suas roupas, calçados e acessórios, talvez fabricadas em impressoras 3D, com entregas saindo direto do local de fabricação para a casa do consumidor final, utilizando-se de um sistema de logística amplamente automatizada e transporte ágil”, exemplifica.

E completa: “Médicos de várias especialidades poderão atender aos seus pacientes, a partir de qualquer lugar por meio dos seus tablets ou smartphones, enquanto um pequeno robô limpa o piso ou aspira o pó do chão da casa ou do consultório, no instante em que a geladeira envia os dados sobre o ‘estoque de alimentos’ em seu interior. Nas fazendas afastadas dos grandes centros, os tratores autônomos trabalharão nos campos enquanto os fazendeiros participam de uma videoconferência com outros profissionais de uma equipe multidisciplinar de especialistas no mesmo tipo de plantio para que possam aprender e fazer mais”.

O Brasil está acompanhando essa evolução?

Como vimos, na Sociedade 5.0 teremos serviços médicos remotos, tradução automática que remove barreiras linguísticas, Inteligência Artificial e robôs de apoio a idosos ou pessoas com deficiência. A tecnologia de condução autônoma que auxilia motoristas idosos e acesso em tempo real às informações necessárias devem eliminar problemas decorrentes de disparidades sociais.

Hoje, nos Estados Unidos, estudantes universitários selecionam livremente matérias que querem estudar em seus anos de calouro e segundo ano. Até o primeiro semestre do primeiro ano, eles decidem sobre seus assuntos de maior e menor interesse, e restringem as matérias para estudo básico em áreas especializadas de acordo com suas futuras aspirações profissionais, aptidão e competência.

A sociedade 5.0 é uma sociedade super inteligente, onde tecnologias como big data, Internet das Coisas, inteligência artificial e robôs se fundem em todas as indústrias e em todos os segmentos sociais. A esperança é que essa revolução da informação seja capaz de resolver problemas atualmente impossíveis, tornando a vida cotidiana mais confortável e sustentável.

Atualmente no Brasil, como em muitos países do mundo, os estudantes que fazem vestibulares são divididos em dois grupos: aqueles que estudam ciências humanas e sociais, e aqueles que estudam ciências e matemática. A escolha é um ou outro. No entanto, em um mundo onde a tecnologia está integrada em quase todas as partes da sociedade, essa abordagem logo não será mais prática.

No futuro, devemos ver um sistema educacional no qual assuntos como matemática, ciência de dados e programação são requisitos básicos, assim como assuntos como filosofia e linguagens.

Quem são os alunos 5.0?

Segundo Motta, é possível encontrar em muitos artigos e outras referências que há dez anos começaram a nascer os indivíduos da Geração Alpha e que fazem parte dessa Super Smart Society.

Os primeiros ‘Geração Alpha’ já estão no 3º Ano do Ensino Fundamental I e possuem um perfil muito diferente e curioso de lidar com as coisas do mundo. Pertencem a um mundo extremamente conectado e tecnológico desde os primeiros meses de vida”, cita ele.

De acordo com o professor e pesquisador, diante desse cenário e com um olhar atento para o mundo escolar, é preciso entender o que nos traz a Educação 5.0. “O termo pode parecer estranho, mas o fato é que ele apresenta uma realidade que, a cada dia, será cada vez mais comum em sala de aula”, ressalta.

“Eles são multitarefas, gostam de experiências personalizadas, leituras não lineares e preferem imagens sobre palavras. Memória é coisa para disco rígido de um computador. Se precisam de informações, vão ao Google”, afirma.

Na observação de Motta, essa geração digital possui grande afinidade com ambientes repletos de sensores, plataformas e aplicativos que permitam respostas rápidas, elogios e recompensas frequentes. “Frequentemente, usam dispositivos digitais para evitar dissabores ou comprometimentos. Vivem no agora e tudo deve acontecer de maneira instantânea. Seus cérebros estão no modo ‘sempre alerta’ para múltiplos canais de informação, embora a atenção e a compreensão possam ser consideradas superficiais”, diz.

O professor cita que eles também querem velocidade e esperam que as coisas aconteçam rapidamente e, como resultado, quase não têm paciência. “Falar dessa geração é reforçar as características de pessoas que nasceram e estão crescendo em uma cultura de internet, em um ambiente orientado para a multimídia e suas infinitas possibilidades”.

“Além disso, essa nova sociedade criativa que busca transformar informação em conhecimento, conectada 24 horas por dia, dá voz e permite a qualquer indivíduo com um smartphone na mão, opinar e manifestar suas ideias sobre os mais variados assuntos e conteúdos”, conclui.

Conhece algum aluno assim na sua escola? Falando nela, sua instituição está preparada para a Educação 5.0?

Leia também:

Guia da Educação 4.0: O que é e o que esperar dela?

Guia da Educação 4.0: Quem são os alunos 4.0?

Planejando a recuperação financeira escolar

Retomar o ritmo financeiro saudável no novo normal envolve muito mais que reabrir os portões e fazer a matrícula de alunos; confira dicas

A pandemia do novo coronavírus tem impactado a educação no mundo todo, principalmente no Brasil que se encontra no grupo de países com mais tempo de escolas fechadas desde o início da pandemia, segundo relatório da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Muitos pais acabaram tirando seus filhos das escolas assim que o ensino remoto foi implantado. Ao mesmo tempo, muitas famílias tornaram-se inadimplentes desde o início do isolamento social. O embate das mensalidades é, sem dúvida, um grande desafio das escolas particulares atualmente. Planejar a recuperação financeira escolar é desafiador.

De acordo com Mauro Antonio Cunico, gerente comercial da Edusoft Tecnologia, que fornece soluções para instituições de ensino de todo o Brasil, “a partir do momento em que os pais permaneceram em casa, e as escolas permaneceram fechadas, muitos optaram por cancelar as matrículas de seus filhos, gerando grande impacto financeiro nas instituições de ensino”.

Vale lembrar que nossa legislação obriga a matrícula de crianças a partir de quatro anos de idade, o que afetou ainda mais fortemente o setor da educação infantil. “Menores de quatro anos em sua maioria estão nas escolas por conta das atividades profissionais dos pais”, analisa Mauro.

Cancelamento de matrículas

À medida que muitos pais perderam seus empregos, consequentemente não conseguiram cumprir com suas obrigações financeiras junto à escola e não tiveram outra opção senão cancelar a matrícula de seus filhos, independentemente do nível de ensino.

“O impacto financeiro nas instituições de ensino foi muito significativo, culminando inclusive com o encerramento da atividade de muitas”, observa o representante da Edusoft.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, 12 mil alunos trocaram a escola particular pela pública, entre janeiro e agosto de 2020, no estado. Entre as principais causas estão a incerteza econômica provocada pela quarentena, além do aumento do desemprego. Dessa forma, o contexto econômico das escolas particulares é muito incerto.

4 dicas para vencer os desafios financeiros causados pela pandemia

Não perder os alunos atuais e captar novos alunos é o grande desafio do momento. “O foco deve estar no crescimento. Como a tendência é que a renda familiar diminua, as escolas precisam estar preparadas para um cenário financeiro mais acirrado.”

São vários os pontos a se considerar para que o futuro da instituição não seja comprometido, inclusive a guerra de preços com concorrentes. Traçar um plano estratégico para aplicação direta com os clientes é fundamental. Por isso, separamos 4 dicas que podem ser um norte ao gestor escolar nesta tratativa direta com os pais:

1 – Embate das mensalidades: busque acordo

Desde que a educação a distância começou a ser ofertada pelas escolas particulares, os pais passaram a questionar a cobrança da mensalidade integral. O raciocínio das famílias parte do princípio que os cursos típicos de EAD possuem custos inferiores aos cursos presenciais que exigem a manutenção de toda uma infraestrutura para serem oferecidos.

Uma vez que as escolas estão fechadas, os pais deduzem que houve uma redução dos gastos da instituição de ensino, como contas de água, luz e telefone. Por outro lado, as escolas precisaram manter os salários dos professores e funcionários, assim como outras despesas fixas, como aluguel. Isso sem contar os gastos com novos equipamentos e softwares de ensino remoto.

Daí o embate em relação à cobrança das mensalidades. Visando solucionar essa questão, uma nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, ressalta que as instituições de ensino não foram responsáveis por seu fechamento, pedindo bom senso para a negociação de descontos ou reduções nas mensalidades.

Para os pais com dificuldade em honrar as mensalidades do ano letivo de 2020 cabe um bom processo de negociação”, diz Mauro. Segundo ele, isso permitirá manter os filhos matriculados para o ano letivo de 2021 e garantirá o recebimento das mensalidades de forma mais rápida (a judicialização da cobrança sempre é morosa e “pega mal”, especialmente diante do atual cenário).

Vale lembrar que o acordo entre escola e pais é sempre a melhor saída para os embates de mensalidade. O momento requer mais do que nunca que as relações de consumo sejam negociadas e pautadas nos pilares da boa-fé, da transparência e do bom senso, pois, ambos os lados estão sendo afetados diante desta situação inusitada.

2 – Ações para evitar a inadimplência

Diante de um cenário de incertezas, inclusive sobre a retomada das aulas presenciais, é importante que a escola demonstre o seu valor para que as famílias priorizem ou até mesmo antecipem os pagamentos das mensalidades escolares.

De acordo com o gerente comercial da Edusoft, um bom processo comercial de captação de alunos também ajudará. “Promoções conjuntas com empresas próximas a sua escola, descontos para pagamentos com pontualidade ou para planos de recorrência podem ajudar a captar novos alunos aumentando assim a receita de 2021”.

Uma estratégia interessante é oferecer descontos e vantagens para quem pagar de forma antecipada, o também chamado “desconto fidelidade”. Isso pode incentivar as famílias a antecipar os pagamentos, evitando assim a inadimplência. Outra forma de convencer os pais é oferecer o cashback, tão em voga atualmente.

A palavra cashback (originária do inglês, que significa “dinheiro de volta”), prevê devolver parte do dinheiro ao consumidor em compras de produtos. No caso da escola, o dinheiro retornado aos pais pode ser utilizado na compra de uniforme ou material escolar, por exemplo.

3 – Fortaleça a comunicação com pais e alunos

A comunicação mais efetiva com as famílias gera um impacto positivo em toda comunidade, permitindo que a escola saia deste evento mais forte e competitiva.

Vale ressaltar que a concorrência com outras instituições pela aquisição de alunos deverá ser ainda mais acirrada para 2021. Muitas escolas poderão optar em baixar as mensalidades para garantir que não haja evasão escolar e que novos alunos se matriculem para o próximo ano letivo.

Brigar por preço num período em que as finanças já se encontram comprometidas é desafiador, porém, a escola poderá optar em valorizar ainda mais os seus diferenciais e assim convencer os pais de que é a melhor opção, sendo o melhor custo-benefício para os alunos. Uma das maneiras de se fazer isso é mantendo uma comunicação estreita e transparente com pais e alunos.

4 – Redução de custos para evitar aumento das mensalidades

Com um ano tão complicado como 2020, manter a saúde financeira da instituição é um grande desafio. Para Mauro, o momento exige austeridade financeira. “Infelizmente repassar essa despesa para os pais não parece ser a melhor forma, ao menos nesse momento”, ressalta ele.

Para o gerente comercial, um olhar cuidadoso para “dentro de casa” pode oferecer boas alternativas para buscar esse equilíbrio, reduzindo custos e garantindo a manutenção de receita, mantendo-se competitivo no mercado.

“Assim como a pandemia nos empurrou para a realização de aulas on-line, os demais processos da instituição devem ser revistos”, sinaliza.

Entre as medidas, ele cita alguns exemplos do que pode ser feito pela escola:

  • Automatização de processos de secretaria e financeiro, reduzindo processos manuais, de operação e infraestrutura;
  • Matrícula e rematrícula com assinatura digital de contrato, evitando custos com impressão e correios;
  • Melhores negociações de taxas bancárias, reduzindo os custos mensais com boletos;
  • Renegociação de valores com fornecedores;
  • Oferta de pagamento de mensalidades de forma recorrente no cartão de crédito, reduzindo a inadimplência;
  • Automatização de cobrança de inadimplência após 90 dias do vencimento, reduzindo o impacto de caixa com altos índices de inadimplência;
  • Aumento da captação de alunos, mantendo um comercial proativo na instituição;
  • Comunicação mais efetiva e transparente com as famílias, de fácil acesso e gerenciável através de aplicativo isso garante a satisfação dos pais aumentando a credibilidade da escola. Gera valor automaticamente e aumenta o vínculo com a escola;
  • Disponibilizar o máximo de informações e serviços aos pais através de um portal ou aplicativo, permitindo que ele tenha acesso às consultas, documentos e possa fazer solicitações à escola a qualquer momento. Desta forma reduz atividades internas e deixa o atendimento mais ágil.

Saiba mais

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4 funcionalidades essenciais do app escolar para o Ensino Híbrido

A comunicação sem ruídos continua sendo essencial na retomada gradual das aulas presenciais; conheça as ferramentas do aplicativo escolar que os colégios podem lançar mão para garantir uma dinâmica eficaz no contato com alunos e famílias

Se durante o período de aulas remotas a comunicação foi essencial para organização e fluidez da nova realidade, nesta retomada gradual das aulas presenciais a atenção para este item deve ser redobrada.

O ensino híbrido – modelo adotado pela maioria dos colégios e que mescla atividades presenciais e on-line – exige alinhamentos e combinados ainda mais pontuais com alunos e famílias para garantir uma aprendizagem eficaz. 

Já falamos aqui no Blog do IsCool App sobre o ensino Híbrido e como ele vai além de uma questão simplista envolvendo o cenário (presencial ou on-line). Como ele exige uma mudança de mindset de colégios e um tempo maior de absorção por parte do público por conta da quebra de paradigmas, nesse momento, é preciso afinar o discurso e promover uma comunicação assertiva.

Entretanto, não podemos esquecer que, além das peculiaridades exigidas pelo Ensino Híbrido, ainda estamos em meio a uma pandemia e a necessidade do cumprimento de protocolos de segurança.

Os colégios que já possuem app de comunicação escolar e um estilo próprio de engajar o público por meios digitais estão um passo a frente na direção do sucesso dessa nova realidade. Mas para tornar a comunicação ainda mais certeira diante da dupla “Ensino Híbrido + protocolos de segurança”, apresentamos algumas funcionalidades essenciais que seu app escolar deve oferecer. Confira:

1 – Canal de atendimento segmentado

Para agilizar e organizar a troca de informações, a segmentação é fundamental para os atendimentos via app escolar. Disponíveis a alguns cliques do usuário podem estar canais diretos com a secretaria, o setor financeiro e a coordenação. É possível, por exemplo, criar um canal especialmente para que os pais tirem dúvida quanto às novas regras do ensino híbrido no colégio.

E para tornar esse fluxo ainda mais fluido, o colégio pode lançar mão de configurações importantes, como envio de resposta automática e delimitação de horário para recebimento de mensagens por parte da equipe – sem limitar o pai no envio de textos.

No IsCool App, por exemplo, o pai que tenta contatar um setor fora do horário pré-estabelecido pelo colégio consegue enviar a mensagem normalmente e até recebe uma resposta automática com texto configurado pela escola, dessa forma, o responsável fica tranquilo e a equipe pode dar andamento à solicitação no horário em que o canal estiver habilitado para uso. “É uma inovação importante que oferecemos aos nossos clientes para atender às necessidades do home office”, explica Tálita Barão, gerente de produto e relacionamento do aplicativo.

2 – Módulo Chegando

Com as aglomerações totalmente proibidas, é preciso cuidar para que as distâncias mínimas de segurança sejam mantidas. Momentos como o da saída de alunos exigem uma coordenação, por isso a função de geolocalização dos aplicativos escolares tem papel importante.

Mesmo que com número reduzido de alunos, a opção de ter um sistema que avisa quando o pai está chegando para buscar o filho faz a diferença. Garantia de segurança, menos trânsito, redução no tempo de espera e agilidade para pais e colaboradores.

3 – Lição de casa

Nem todos os alunos voltam para as aulas presenciais, o que mantém o fluxo de atividades remotas ainda alto. O módulo exclusivo de lição de casa separa o que é atividade do que é comunicado, tornando a visualização das informações mais fácil de assimilar.

Para o professor há ainda a possibilidade de enviar diferentes atividades para diferentes alunos, de maneira personalizada de acordo com a dinâmica da aula. Ou, se preferir, também pode enviar as lições de uma vez para a classe toda. Os alunos, por sua vez, podem receber e entregar as tarefas e atividades pelo próprio app ou pela web, enviando arquivos, imagens das tarefas realizadas, além da conveniência de visualizá-las por ordem cronológica.

O colégio ainda pode monitorar e auditar data e horário de envio das atividades, garantindo o acesso a todos os alunos.

4 – Assinatura de documentos pelo celular

Por fim, e não menos importante, está o módulo de matrícula com assinatura digital, que agiliza o processo de renovação de contrato de maneira totalmente segura e prática.

Além de facilitar para os pais, que levam poucos minutos e alguns cliques para finalizar a ação, a funcionalidade se torna essencial para a equipe do colégio, atualmente mais enxuta e com carga de trabalho bastante puxada por conta da pandemia.

No IsCool App, por exemplo, isso acontece porque a geração dos contratos fica a cargo da equipe do aplicativo. “Esse serviço é um diferencial no mercado e está presente desde que lançamos o módulo, há mais de 3 anos. Mesmo antes do contexto atual, oferecer a funcionalidade associada a um serviço sempre foi nosso ponto forte”, resume Tálita.

Aqui no Blog do IsCool App já explicamos o módulo e suas vantagens. Inclusive, já explicamos como ele é diferente de um simples aceite, garantindo segurança jurídica ao processo.

Indispensável

O aplicativo de comunicação escolar continua sendo indispensável para transpor outra barreira, a do distanciamento físico e das consequências psicológicas de todos os envolvidos. Com parte dos alunos ainda em casa por uma decisão dos pais – e sem previsão de retornar à sala de aula -, é preciso que professores mantenham o engajamento e o cuidado para que se sintam acolhidos da mesma forma que os alunos que estão retornando fisicamente.

Pelo aplicativo, é possível manter a sinergia criada durante o período de suspensão total das aulas, envolvendo os alunos e, principalmente, os pais. Boletins, circulares, notas, fotos, entre outros itens de divulgação são essenciais para que ambas famílias se sintam seguras com suas decisões (de enviar ou não o filho para a escola novamente). É preciso haver uma constância para que todos tenham o acolhimento devido.

Outras funcionalidades também são de grande valia para se lançar mão neste momento, como as enquetes, que podem ser utilizadas para buscar a opinião dos pais quanto ao planejamento pedagógico de 2021, o calendário, que mantém os compromissos da turma – mesmo que on-line – atualizados na agenda dos pais, e o módulo de compromissos, com agendamento direto das famílias com os professores e coordenadores a fim de orientações específicas e feedback do rendimento do aluno.

A reta final do ano letivo pede, ainda, novas ações e uma dose extra de criatividade, ainda mais em um ano tão conturbado e que merece, mais do que nunca, celebrações de encerramento. A dica é, portanto, tornar mais leve essa fase de transição propondo interação entre todas as partes, como os próprios eventos on-line, que devem ser mantidos na nova modalidade de ensino híbrido.

Assim, com tantas possibilidades de ferramentas, é possível reforçar ainda mais a relação de confiança entre o colégio, os alunos e suas famílias, como uma verdadeira comunidade escolar deve ser.

2020: um ano para valorizar os professores

Em meio a uma pandemia global, os professores se tornaram ainda mais vitais; em homenagem a este profissional que tanto amamos, buscamos o depoimento emocionante de alguns docentes queridos para saber como tirar o melhor proveito de uma situação difícil como a qual estamos todos lidando

Neste dia 15 de outubro de 2020, as comemorações do dia dos professores terão um significado ainda mais especial. Afinal, os docentes têm trabalhado ao máximo para ajudar os alunos a se ajustarem ao ensino a distância desde que a quarentena do Covid-19 começou, em março desse ano.

De lá para cá, são eles que sentem a pressão diária, trabalhando horas para criar lições do zero e redesenhar os conteúdos para um ambiente on-line. Muitos, ao mesmo tempo em que, como pais, se descobriram tentando conciliar o trabalho em casa com a ajuda às crianças no aprendizado à distância.

Não é à toa que memes rapidamente começaram a circular na internet com os pais destacando como os educadores deveriam receber mais.

Como parte desse coro em prol aos mestres de norte a sul do país, nós do Blog do IsCool App decidimos prestar uma pequena homenagem pedindo que 4 deles (todos usuários IsCool App) contassem um pouco mais sobre suas missões e, claro, sobre como têm se destacado nessa nova realidade do professor: youtuber, editor de vídeos, influencer… 

E apesar das dificuldades relacionadas ao trabalho neste ano, todos eles parecem mais preocupados com seus alunos do que com eles próprios. Será o segredo? Confira:

Lacuna de conquistas

“Infelizmente, por mais que a gente tenha realizado nosso trabalho, alguns alunos vão apresentar lacunas em relação à aprendizagem”, disse Renata Castilho de Almeida Reis, 44 anos, professora no Colégio Anglo Morumbi, em São Paulo-SP. “Mas, vamos correr atrás assim que terminar essa pandemia e atender às necessidades de todos”.

Renata, que começou a trabalhar aos 17 anos como auxiliar de sala numa escola infantil, disse que um dos pontos positivos da pandemia é que agora o professor foi valorizado. A gratidão das famílias, disse ela, é fundamental.

Para ela, ser professor é uma profissão que exige muito esforço, muito preparo e comprometimento. “Nós não paramos, nós temos medo de errar, mas nada que paralise. Somos como os médicos, também não paramos de estudar. A educação sempre se renova. Eu até hoje estudo, termino uma pós, faço outra. O processo de aquisição da leitura e da escrita já mudou tanto! É um trabalho muito extenso e muito gratificante também”.

A alfabetizadora conta que todos os anos recebe famílias ansiosas com o processo de alfabetização dos alunos. “Imagine com a pandemia? Logo no início, as famílias já me cobravam uma resposta de como seria. Além de todos os diálogos, a minha maior preocupação foi acolher as famílias também. Comecei a propor a participação das mães nas aulas para tranquilizá-las”, conta.

Eu trouxe essas famílias para perto e deu certo. Criamos um vínculo muito forte! Até hoje elas participam de minhas aulas”. Segundo Renata, ainda assim não é a mesma coisa que uma aula presencial. “Tem momentos que a gente sai frustrada da aula on-line, daí eu corro para o aplicativo, envio um link, mudo a estratégia e faço acontecer”.

Rompendo a monotonia

O professor de biologia Jodir Pereira da Silva, de 51 anos, ecoou essa preocupação em relação às aulas on-line, observando que mais recentemente, está sendo difícil motivar os alunos a abrirem suas câmeras, a interagirem.

“Isso é muito difícil para nós. Sempre digo que, em muitos momentos das aulas, não estou bem certo de quem está ensinando e de quem está aprendendo. Essa troca é fundamental, e a distância não permite que seja igual ao presencial. Não conseguir perceber as reações dos alunos (positivas e negativas) que nos ajudam a balizar as atividades de aula, é uma perda muito importante”, lamenta.

Mesmo assim, os professores estão encontrando maneiras de romper a monotonia das salas de aula virtuais. Com 29 anos de profissão, Jodir, que leciona no Colégio Progresso, em Campinas-SP, acredita que momentos de descontração são importantes diante dessa situação.

Às vezes, o professor utiliza recursos de microscopia (mostrando estruturas de folhas que pega no seu jardim, ou lâminas de coleções que possui). “Uso fotos que faço (inclusive em casa, durante a pandemia), mas sempre procuro manter o bom humor com os alunos”, ressalta.

Quando teve ameaça de nevar em São Paulo, em agosto desse ano, Jodir deixou a câmera fechada nas saudações de bom dia e, quando abriu, estava vestido com óculos espelhados, touca de lã e cachecol. “Os alunos morreram de rir. Eu disse que estava preparado para a chegada da neve e que minhas câmeras estavam preparadas, caso algum pinguim surgisse na porta de casa”, conta.

A pandemia, como ilustrei aqui trouxe muitas outras possibilidades. Houve perdas irreparáveis, é verdade. Mas do ponto de vista educacional, estamos aprendendo muito”, disse o professor.

Na sua opinião, é fundamental dominar as novas tecnologias educacionais. “Arrisco dizer que quem não se reinventar, terá dificuldades no mercado profissional”, finaliza.

Evoluir e inovar sempre

Denise Maria Possobom, 50 anos e professora de inglês no Colégio Moraes, em Americana-SP, disse que obter a atenção dos alunos e desenvolver uma aula prazerosa, é ainda a maior dificuldade nesses tempos de pandemia.

“A pandemia nos trouxe os desafios da tecnologia e da inovação e, apesar de as dificuldades encontradas para assimilar as plataformas e a tecnologia em si, foi um ganho maravilhoso”, disse Denise, que leciona há 29 anos.

“Deu a nós professores a possibilidade de mostrar o quanto somos capazes de evoluir e inovar sempre. Conhecimento para o resto da vida”, disse Denise que é conhecida como “teacher” pelos alunos.

O que mais me move é a paixão por ensinar e os desafios que a profissão traz. A possibilidade de trabalhar com faixas etárias diferentes, me traz novos desafios a cada dia e aprendizado também. Nunca uma aula é igual à outra, mesmo sendo em turmas do mesmo nível”, comenta.

Segundo ela, o papel do professor é o daquele que aprende sempre e estuda sempre também. “É o motivador, o mediador e o condutor do conhecimento. Porém, tudo deve estar centrado no aprendizado do aluno”.

Ela espera que depois disso tudo que vivemos, o professor seja mais valorizado e que no futuro, mais pessoas possam ser tocadas pelo desejo de se tornarem professores. “Espero que entendam que sem professor não conseguimos ter conhecimento em área alguma e que a valorização do professor venha pela importância que ele tem, em todos os segmentos”.

Novo vírus, problemas antigos

Mesmo antes dos desafios deste ano, a maioria das pessoas tinha apenas uma vaga ideia dos problemas que os educadores enfrentam. Com a maior exposição dos professores nas casas das famílias, foi possível perceber como a rotina de um professor pode ser desafiadora.

“Acredito que a educação on-line era uma realidade que se aproximava, já que nossos alunos são nativos digitais. No entanto, precisamos aprender como fazê-la na correria. Improvisando, experimentando. Um pouco, às cegas. Foi uma reinvenção forçada, mas inevitável”, disse Gabriele Sanches, que ensina Português e Redação no Colégio Progresso, em Campinas-SP.

Ela disse que talvez a educação precisasse desse susto para se refazer. “Agora, acho que vivemos um momento contraditório, pois ainda tentamos ‘encaixar’ o tradicional no virtual. Precisamos, mesmo, de um olhar novo sobre o currículo e os sistemas didáticos e assim tornar o modelo de ensino on-line mais adequado às novas gerações”.

Gabriele disse ao blog do IsCool App que ela nunca tinha falado antes para as câmeras. Ela disse que seu trabalho, até então coletivo, colaborativo, barulhento, tornou-se muito silencioso e solitário.

Digo que precisei reaprender a fazer o que já sabia. Atualizei minhas aulas e passei a usar outra linguagem, outras ferramentas, para manter a qualidade do meu trabalho”, disse Gabriele que leciona desde 2011.

Para ela, o professor é o mediador da relação entre o conhecimento e a mente em formação. Ele tem a obrigação de identificar as melhores estratégias para atingir cada um de seus alunos com conhecimentos e referências de mundo.

“O professor, muitas vezes, complementa a educação que vem de casa. O professor acolhe, mas, sobretudo, o professor dá ferramentas objetivas e subjetivas para seus alunos serem aquilo que desejarem ser. Tanto no âmbito acadêmico, quanto nas vivências gerais”, ressalta.

Segundo a professora, o futuro do professor é ser um mediador hibrido. “Ele falará com seus alunos on-line, mas não deixará de estar na escola, com as mãos sujas de giz. Ele deverá se adaptar e conversar com as tecnologias, enquanto se mantém especialista em uma boa aula tradicional”, disse.

O bom professor, de acordo com Gabriele, está disposto oferecer a melhor aula, em qualquer contexto. “No futuro, o bom professor terá conteúdo, propriedade e muita atualização”.

Acredito que um dos maiores desafios é a construção de um relacionamento produtivo entre a escola e a família, na qual, pais e professores sejam coautores dos processos de aprendizagem”, conclui ela.